The Queen

21 Você está diferente


Notas iniciais
Gomen pela demora. E quero agradecer aos mais de 5.000 acessos que a fic tem!! Muito obrigada mesmo! Vocês são demais! Bom, e eu queria dizer também para não plagiaram minha fic. É realmente muito triste quando vejo algo assim, não façam isso, é crueldade ç.ç Aproveitem *--*

Uchiha Sasuke

Levantei rápido, apesar de saber que o tempo que demorei para me reconstituir foi longo. Provavelmente dias se passaram. Mas, por incrível que pareça, eu acordei feliz se assim pode dizer.

Na verdade eu não sei exatamente o que é ser feliz, mas acho que deve ser aquela sensação de alívio, prazer, surpresa e um sorriso que não consegue ser escondido. Deve ser algo desse tipo, imagino eu.

E, ora, mas qual o motivo desta suposta felicidade?

Bom, eu estou vivo!

Não sabem o quanto essa sensação é boa. Não exatamente vivo, claro, afinal ainda sou um vampiro. Mas Sakura.... Sakura não me matou! Ela teve a chance e não o fez! E ela tinha motivos para tê-lo feito. Eu que o diga...

Depois desse momento de contentamento, percebo que não estou no ambiente pós-guerra, onde fui derrotado.Esse pensamento ainda me causa azia, apesar de quem tê-lo feito merecer-me.

Eu estava de volta ao meu quarto e o silêncio o tomava. Uma melancolia, nunca percebida, estava presente. E uma sensação incômoda de caos e horror invadia o ar.

Estava carregado, triste e medonho. Tudo ao meu redor, mesmo eu estando dentro do quarto, parecia morrer, desaparecer, ou sucumbir.

Levantei-me, puxando o cobertor de minhas pernas. Sentado, notei pela janela de vidro, chuva cair. Vermelha, densa. Percebi, meio tarde, que o céu estava violeta, com relâmpagos negros cortando-o como chicotadas.

Uma cena triste e horripilante.

Pus-me de pé e sai do quarto.

A casa estava agitada. Corpos esfregavam-se um nos outros numa dança fantasmagórica e silenciosa. Sangue inundava o chão, feridas eram abertas. Um festival de horrores.

Eles dançavam em um ritmo frenético, enlouquecedor e sobre-humano. Não era sexy, sedutor ou algo do gênero. Era macabro.

As mulheres balançavam-se e caiam numa rápida jogada de corpo, como se parte de seus ossos fosse quebrado no momento, elas paravam, e depois recomeçavam o movimento. Os olhos virados, os esclerais tomando as órbitas.

_O que ta acontecendo aqui... — Murmurei meio enojado e indignado. Não me lembro das festas serem tão horripilantes como esta.

Apesar de eu ter achado que tinha falado baixo o suficiente para ninguém ouvir, a "festa" parou, todos que dançavam pararam no seu último movimento. Um homem que dançava próximo a mim, tinha as mãos tocando no chão, junto com os pés, numa posição que lembrava uma ponte.

Os olhos pareciam me encarar, apesar de estarem vazios, e sua boca aberta babava ao formar um sorriso invertido. Ele começou a falar e sua voz era metálica.

_Ora ora, o que o Uchiha está pensando? — Falou, então levantou-se e ficou de pé. Mas seus olhos continuavam os mesmos. — Falando assim conosco?

Ergui a sobrancelha.

_Ora, vocês se estressam tão rápidos! — Gritou uma voz feminina, alta e clara, que eu conhecia tão bem quanto a minha. — O Sasuke-kun acabou de acordar! Ignorem ele e voltem para o que estavam fazendo!

Virei-me lentamente para trás, admirando a cena mais estranha que já testemunhei na minha vida.

Sakura vestia um longo e sombrio vestido preto, sem mangas. O seu corpo era moldado pelo tecido que era livre de qualquer ornamentação. Vestia-a como uma segunda pele, como uma cobra. Ressaltava sua pele branca pálida, e enfatizava seus olhos.

Olhos vermelhos como sangue.

_Ora, viu um fantasma Sasuke? — Perguntou. O cabelo descia suas costas num penteado alto, atrás da orelha. Os olhos estavam embaçados, sem vida.

Precisei encontrar minha voz no fundo da minha garganta.

_S-Sakura? — Parecia um pesadelo. Ela elevou o braço e percebi que usavam luvas 3/4 de vinil. Ela pareceu conter o riso. Os lábios estavam cobertos por um batom vermelho vinho, deixando-os voluteis e pecaminosos.

_Acho que já deve imaginar o que aconteceu comigo... — Murmurou e notei uma leve corrente elétrica passar por seus olhos. Por um momento, achei ser raiva ou dor, mais quando notei seu sorriso era algo diferente. Era um divertimento sombrio por relembrar o próprio desespero. Ela me ofereceu a mão. — Vamos? Eles nos esperam.

Quis perguntar quem, mas minha fala havia sumido. Meu corpo tinha tomado vida própria, e quando notei isto, eu já desferia um tapa no rosto da garota, que virou a cara violentamente, surpresa.

_Não achei que se entregaria assim tão fácil... — Vi-me murmurar. Talvez nem eu mesmo estava tão ciente da minha raiva dela, do que ela se tornou. Do que ela desistiu.

Ela encarou-me, os olhos firmes e contidos. Não feroz como antigamente, mais parecia quase uma rendição. Quis matá-la, ali mesmo. Como ela ousa? Me tornar praticamente um humano para em seguida, deixar-me sozinho nas trevas. Como ela ousa!

_Desculpe-me se eu errei. — Ela falou e abaixou a cabeça em sinal de submissão. Olhei-a chocado demais para agir ou para falar.

_É realmente impressionante o que a natureza de um vampiro faz com uma feiticeira... — Murmurou uma voz fria, impenetrável. Olhei mais a frente e o vi, os olhos violetas e os cabelos bagunçados, com um sorriso sacana de divertimento indevido.

Drácula.

Ele continuou, descendo as escadas, parando ao lado dela.

_Ela tornou-se exatamente o que sempre odiara. — Ele a encarou com malicia, e Sakura pareceu envergonhar-se. Fechei meus punhos quando o vi colocar seu braço ao redor do pescoço, cochichando no seu ouvido, porém alto o suficiente para que eu ouvisse. — E agora eu entendendo o porquê dela ser seu brinquedo preferido.

_O que você fez?! — Esbravejei e ele riu.

_Por que a raiva, Sasuke? — Então se desvencilhou dela. — E não foi ideia minha, e sim de Sasori, e devo parabeniza-lo por isso.

Meus punhos estavam tão fechados que sangravam.

_Sakura, conduza-o. — Ordenou e o pior é que ela o fez.

Agora, próximo a ela, notei inúmeras marcas de mordidas em seu corpo, deixando uma trilha de marcas horríveis nela. Ela tinha olhos baixos, tristes e aterrorizados.

Eu a encarei enquanto andávamos e vi que ela tremia.

_Quanto tempo eu apaguei? — Perguntei. Seu lábio tremeu rapidamente.

_Uma semana. — Respondeu.

_E o que aconteceu nesse período? — Continuei. Ela nada respondeu, somente acelerou os passos.

Quando ela parou, notei que estávamos numa sala circular.

Devia ser o circo dos horrores, ou um pesadelo meu, se possível.

Naruto estava acorrentado, na sua forma canina com os olhos completamente sem foco e dourados. Salivava como uma criatura. Hinata estava nua numa espécie de banheira no centro da sala, cheia de sangue. Os caçadores ao redor, encaravam a cena. Alguns com olhos vermelhos, outros com os olhos dourados.

_É com imensa felicidade — falou Drácula, e percebi que a felicidade podia ser traiçoeira — que digo que o mundo é nosso. Na verdade não só o mundo, mas também o inferno e o céu. — Ele andou pela sala, examinando cada rosto e parou na minha frente. — E agora eu me revelo. Não sou seu querido Drácula. — Todos se assustaram, menos um. Este possuía uma angustia nos olhos. — Chamo-me Lucian, o filho legítimo de Haruno Sakura e Uchiha Sasuke.

Começou uma enxurrada de exclamações e perguntas. Xingamentos e surpresas. Eu nem sabia o que pensar. Senti o suor escorrer frio e involuntariamente encarei Sakura. Será que ela sabia?

Mas não. A resposta veio tão rápido com sua reação depois da revelação que foi impossível não acreditar.

_O que quer dizer com isso...? — Perguntou. — O QUE QUER DIZER COM ISSO?! — Ela exigiu, e por milésimos de segundos, seus olhos ficaram nublados, indecisos na escolha da cor, beirava o verde e o vermelho, uma guerra silenciosa e profunda. Ela deu dois passos. Todos pararam o que faziam para encara-la. Lucian sorria de canto. — Diga-me que é mentira... — Ela pareceu implorar e lágrimas de sangue brotavam de seus olhos. — DIGA-ME! -exigiu.

Com isso, o sorriso de Lucian se alargou.

_Para a sua infelicidade, não é, mamãe. — Ele falou, e aquelas palavras acertaram-me como facadas. Senti meu estômago se embrulhar enquanto ela gritava de raiva e pulava no pescoço de Lucian em desespero. Ele nada fez, sua expressão continha uma mistura de divertimento e curiosidade. Alguns se aproximaram, tentando tira-la de cima, mas ele os deteu com um simples gesto de mãos. — O que vai fazer agora? Matar-me? Seu próprio filho?

Ela parou o que fazia, perdida, e seus olhos voltavam a cor "natural": vermelho. E quando este tornou-se completo, ela pareceu desconcertada com o acontecido, levantando-se sem elegância.

_Desculpe-me Mestre. — Ela falou, fazendo todos da sala rirem. Curvou-se em sinal de submissão e eu nunca tive tanta vontade de matá-la em toda minha vida.

_Não se preocupe, resolveremos esse impasse na minha cama, mais tarde... — Sussurrou, segurando o queixo da rosada entre os dois dedos.

Então fui tomado por uma fúria repentina, puxando-a para mim. Ela encarou-me, sem entender e Lucian me olhou divertido.

_Você. Nunca. Mais. Irá. Tocá-la. — Vociferei, entre dentes, fazendo o máximo para não matá-lo.

Ele deu de ombros.

_Para seu azar, ela é minha e de mais ninguém. Nem que você não queira.

Estreitei meus olhos.

_O que quer dizer?

Ele sorriu.

_Você verá. — E me encarou. Seus olhos não eram mais violetas, mas verdes intensos. Cor do pântano, na madrugada. Os olhos feitos pela mistura dos meus com os de Sakura.

Segurei-a mais contra o meu corpo e então fomos para o meu quarto.

Chegando lá, ela me empurrou.

_Sasuke-sama, o que esta fazendo? — Sama? — Sou de Lucian! — Seus olhos estavam nublados novamente, vermelhos que eu não conseguia ler.

Puxei-a novamente para meus braços.

_Você não é de ninguém, Haruno, e se fosse pra ser, seria minha. E por que age assim? Sei que está aí dentro!

Ela me encarou, meio triste e medonha.

_Por favor, deixe-me ir! Só Lucian me toca!- Ela implorou.

_Você, assim que a vi, não agiu assim. O que aconteceu?

_Lucian-sama mandou-me agir daquele modo. Para assustá-lo. Por favor, não me mate, Sasuke-sama... — Ela implorava. O que, diabos, tinham feito nela?

_Sakura, pare de agir assim, esta dando-me nojo! — Explodi e ela beirava o choro. Mas que raios...

_Deixe-me ir para Lucian... Por favor, é doloroso ficar longe dele... — Ela implorava, com aqueles olhos grandes e piedosos. Numa mistura de raiva e ira, puxei-a pelos cabelos e a beijei.

Beijei com força e olhos abertos, encarando a mistura de cores dos seus.

Notas finais
Comentem ^^ Comentem ^^ Por favor, comentem ç.ç e recomendem, se puder ç.ç agradeceria ç.ç sério ç.ç/