Notas iniciais
Não sei se esse é o último de hoje, então aproveitem muito bem ele.

Quando a festa acabou já tinha amanhecido. Ficou uma bagunça no "quintal", mas o pessoal da limpeza resolve rapidinho. Meu pai me ligou era 10 horas, me intimando para almoçar em casa. Voltei a dormir depois que falei com ele. Agora um pessoa com muita propensidade a morrer entra no meu quarto.

– Se você, seja lá quem for, tiver amor à vida, saia sem fazer barulho. — falo ainda de olhos fechados.

– Na na ni na não. Você vai levantar agora, já tá atrasada. — escuto uma voz falar, como estou sonolenta não sei de quem é.

– Eu saí de casa para não acordar cedo, e hoje é sábado. Porra será que é crime dormir nessa merd... — pulo da cama e vejo Cheel, Vick Dony e Jonny me olhando com olhos arregalados. — Porra Vick! Você e a Cheel entrar no meu quarto assim tudo bem, mas trazer os meninos... PA-LHA-ÇA-DA.

– Adoro o humor matinal das pessoas. — Vick fala em ironia.

– Arg. Vou adorar ver sua falta de humor no seu enterro. Cara tenho que almoçar na casa dos meus pais, aposto que só volto segunda e ainda tem os pirralhos... Não vou aguentar tudo sozinha. — me lanço na cama de barriga para baixo, e olho para as meninas. — Vocês duas vão comigo, é o mínimo depois de me acordar.

– Foi um favor nosso te acordar, mas nós vamos com você. É até bom os comentários ficam para segunda. — Cheel fala animada. — Vou arrumar uma bolsinha para levar.

– Eu uso as suas roupas que estão lá Belle. — Vick sorri para mim, ela já era acostumada a fazer isso.

– E nós? Nada de convite? Pensei que o trabalho de cupido fosse de tempo integral. — Dony fala com olhos pidões.

– Quanto mais, gente melhor. Meus pais vão adorar ver você de novo Dony.

– Ei você é o meu cupido, não dele. Eu vou de penetra viu. — Jonny fala meio emburrado.

– Te coloco para fora da minha casa a chutes e pontas pés. Mas você vai também, Dony não pode enfrentar tudo sozinho. — eles olham para mim com cara de "Não entendi". — Chegando lá em casa vocês vão ver.

Ligo para minha mãe avisando que quatro pessoas passar o fim de semana lá, ela adora a ideia, e pedi para busca minha irmã na escola dela. Eu vou no meu carro com as menina e Jonny e Dony no carro dele.

– Sua mãe é piradinha, estudar aos sábados! — Cheel tá indignada com a minha mãe por colocar Anellize na escola no sábado.

– Vai ver é para se livrar um pouco dela. — eu e as meninas sorrimos.

– Para mim seria um castigo, muito, muito duro. — Cheel ainda firme e forte em sua opinião.

– Eu e minha irmã gostamos de estudar, aposto que ela tá amando ficar na escola. — ela falo parando no estacionamento da escola.

Vejo quatro meninas conversando... Não, definitivamente elas não estão conversando. Três meninas intimidam uma garotinha... Minha irmã, ela é minha copia exata, do mesmo jeito quanto eu tinha sua idade. Chego mais perto para ouvir o que elas querem com minha maninha.

– Fica longe do meu namorado. — eu acho que é a "líder", que esta rosnando para Anellize.

– Ele não é seu namorado! E você deveria falar para ele ficar longe de mim. — Anellize fala no tom bem desafiador para ele. Me sinto tão orgulhosa.

– Escuta aqui garota... — a "líder" vai se aproximando da Lize e eu intervenho.

– Escuta aqui você "Projeto de Barbie mal feito". Se o carinha não quer nada com você, se conforma 'querida'. — abraço os ombros protetoramente e vejo que todos meus amigos estão ao meu lado.

– Precisa da irmãzinha para te defender. — a "líder" pergunta com tom de deboche.

– Ela não precisa, mas sempre vou apoiar ela quando puder. Ao contrario de você que precisa de duas amigas, que são quase seu clone. — falo a última parte no mesmo tom de deboche.

– Vocês só podem ter o mesmo sangue. — ela revira os olhos e vai embora, minha irmã e eu batemos as mãos e damos um soquinho, como sinal de missão cumprida.

– Mana você foi demais! — ela pula e me dá um abraço.

– Mais fala ai esse carinha, você gosta dele? — ela automaticamente arregala os olhos.

– É um pouco complicado... — ela se cala quando vê um garoto bem bonito da mesma idade dela acho, uns 15 anos, ele me lembrava muito o...

– Maninhos... Se cansaram das meninas mais velhas. — ...tio Rodolf.

– Estamos muito bem lá como você pode ver. — Jonny aponta para Vick, Cheel e eu.

– Mas não se compara a nossa Lize. — o menino fala dando o mesmo meio-sorriso de Jonny.

– Vocês são loucos, elas são idênticas. — Dony comenta.

– Não somos... Por dentro... Talvez. — eu e Lize falamos em sincronias de gêmeas.

– Eu sou o David Tirradelle... — David se apresenta, mas é interrompido por Cheel gritando.

– CORRAM OS TIRRADELLE ESTÃO SE MULTIPLICANDO... Isso pode ser bom, se todos forem lindos assim. — Todos nós rimos.

– Indo visitar o papai em casa? — David pergunta. O único filho do tio Rodolf que gostei até agora.

– Vejo o papai praticamente todo dia, ele quase mora lá. — Jonny responde bufando.

– Como eu falei: Em casa! — Tô amando esse garoto.

– Nós estamos indo para minha casa. Por que não vem também? Pelo que conheço do tio, você vai almoçar sozinho! — dou meu melhor sorriso para ele, que logo retribui.

– Claro! Finalmente vou conhecer meus sogros! — ele levanta a sobrancelha para a Lize que lhe lança um olha mortal.

– Nem nas suas fantasias garoto! Anne trocaram esse menino na maternidade, ele não é filho do nosso tio! — Lize fala agora andando para o meu carro.

– Acho que isso aconteceu mais duas vezes. — ele olha para mim sem entender.

No caminho para minha casa, que é um pouco distante, Dony liga para Vick, que não atende e deixa o celular tocando. Só toque já irritou todos nós.

– Ou você atende, ou você desliga, ou eu bato na primeira árvore que vê na estrada. — falo entre dentes.

– Tá, tá... Que foi Relf? (...) Não tem pra que! (...) Vou perguntar a elas! Meninas Idi e Ota e o mais novo membro da equipe querem ligar o viva voz para conversamos, o que vocês dizem? — Cheel diz que sim, Lize faz aquela cara que só aborrecente sabe fazer e eu dou de ombros, Vick coloca no modo viva voz e o telefona fica mudo.

– Tem alguém vivo ai? Ou a burrice do Jonny ficou contagiosa? — Cheel pergunta e risadas invadem o telefone e meu carro.

– Não tô achando graça. — Troglo resmunga.

– Claro que não! Você ainda não entendeu! — eu falo e novamente todo munda cai na risada.

– Vai demora muito pra chegar? Não vejo a hora de conhecer a família Fhorck! — David fala.

– Você já conhece minha irmã, já conheceu a parte mais conhecida da família! — Lize fala para ele.

– Se ela aceitar me caso com ela! — escuto o som de uma tapa e um grunhido vindo do celular.

– Tenha a idade do Jonny e nós podemos pensar nisso. — eu falo brincando.

– Então tá tudo em família, eu fico com sua irmã e meu irmão com você... — ele fala como se fosse a coisa mais obvia do mundo.

– David! E eu e o seu irmão somos quem nem água e óleo, não nos misturamos. Você caiu no meu conceito David.

– Só não nos misturamos porque você não quer Bebeu! — o Troglodita ronrona.

– Bebeu é o seu... — Vick coloca a mão na minha boca, olha para Lize e tira a mão. — O caminho mais fácil de ter um casal é juntar a Vick e Dony. — ele me tá um tapa eu grito.

– HA-HA, muito engraçado Bebeu. — lanço um olhar fulminante para ela. — Além do mais, vocês dois estão gostando de duas garotas, até agora com juízo por não quererem vocês.

– Elas logo vão perder o juízo! — Dony garantiu.

Chegamos bem rápido na minha casa, ela ficava um pouco afastada da cidade e tinha um jardim incrível. A casa no centro era grande, mas bem confortável e amigável. Meus pais não gostam de esbanjar dinheiro, mesmo tendo muito dele, o único motivo da casa ser grande é porque temos muitos amigos e familiares que nos visitam. E quando eu digo muito, são MUITOOOOS.

Jonny, Dony e David olham ao redor admirados, fazer o que? Os Fhorck já estão acostumados a impressionar.

Notas finais
Até mais tarde ou amanhã!