Notas iniciais
Eu voltei agora pra ficar, porque aqui, aqui é meu lugar... Se vocês pudessem escutar, estariam tendo duas crises: de risos e de dor de ouvido. O titulo é meio coisado, mas o capitulo também, então leiam e me digam o que acharam dessa "confusão organizada"

– Minha casa nunca esteve tão cheia de espíritos jovens como hoje. — minha mãe sai para cumprimentar todos nós. Ela é uma coroa com tudo em cima! Não do tipo: Peito em cima de barriga, barriga em cima da... Já deu para entender! Ela é o tipo de mulher vinho, quanto mais velha, melhor.

– Nem juntando todos nós, daríamos um terço do seu espirito jovem mamãe! — ela vem até mim, e me dá um 'abraço de mãe'. — Dona Angell, espero que minha genética seja igual a sua. Papai que se cuide hein! — e pisco para ela que fica vermelha.

– Isso é jeito de fala com sua mãe na frente dos convidados? — ela me dá um rela, nem ligo. As broncas de mamãe são de brincadeira, já as do meu PAI...

– Cadê o papai? — minha mãe aponta para janela que é do escritório dele, ele fica tanto tempo lá que a cadeira tem o formato exato da sua bunda.

– Antes de entrar, faça as honras da casa e me apresente seus novos amigos querida!

– Tá bom mãe! Vick só não nasceu do seu útero, você já sabe tudo sobre ela! Cheel é minha vizinha de quarto nos conhecemos quanto o grandão ali estava dando uma festinha particular. Ele é Jonny e o seu irmão David, que conheci hoje, Tirradelle, sim são filhos do tio Rodolf! Esse e o Dony nosso vizinho na antiga casa...

– Finalmente os filhos do Rodolf estão aqui... Mas tá faltando um! Donynho querido quanto tempo! Cheel você deve ter uma personalidade muito forte. — minha mãe se vira para mim. — Anne é tão bom ver você expandido suas amizades... Nada contra você Vick, te amo!

– O filho mais velho do tio, eu não conheço muito bem. O almoço tá pronto? — minha barriga já tá roncando.

– Vou pedir para colocarem mais um prato na mesa, enquanto isso os hospede nos quartos. — dou de ombros e caminho para dentro da casa junto com meus amigos.

– Não sabia que o papai vinha muito aqui. — David fala.

– Eu que não sabia que ele tina um filho, imagina três! — Lize fala e eu tô com ela.

– Domingo ele vem jantar aqui? — Lize assenti. — Perguntamos a ele por que nunca falou dos filhos, embora eu sei que do Troglo é vergonha, já você David eu realmente não sei.

– Eu já acho ao contrario. — Lize fala baixinho, mas tudo mundo ouvi.

Descemos para a sala de jantar, já estava tudo organizado, mamãe já estava lá com meu irmão Allbert, de nove anos. Minha mãe foi ver como estava andando o almoço e deixou-o conosco. Nos sentamos na mesa e começamos a conversa.

– Linda casa Bellinha. — lanço um olhar mortal para Jonny que estava ao meu lado.

– Você ainda não entendeu que tudo que me envolve é lindo? — dou uma risadinha e ele me acompanha.

– Anne tá namorando, Anne tá namorando... — meu 'querido' irmão começa a cantar.

– Anne vai matar o All, Anne vai matar o All... — canto de volta, ele muito sábio cala a boca.

– Quem é que esta namorando aqui? — Meu pai pergunta das escadas.

– A Lize com o David! — falo a primeira coisa que vem na mente.

– A Vick com o Dony. — ela rebate na hora.

Meu pai chega à sala de estar e olha para todos, cadê o buraco para se enfiar com se precisa?

– Eu escutei muito bem "Anne", mas é bom saber que minhas duas filhas também estão. — ele se vira para mim. — Então Anabelle quem é sujeito. — ele está olhando para Jonny já que foi o único que sobrou. Ele me chamou de Anabelle, a coisa tá feia.

– É mentira do Allbert, eu não estou namorando... — meu pai me interrompe.

– Eu o treinei para situações como esta. Eu tenho certeza que á algo entre você o garoto ao seu lado. — olha para Jonny assustada.

– Pai... — ele faz um som brutal com a garganta. — Augos Fhorck... — o barulho aumenta e eu estremeço. — Você tá ferrado. — sussurro para Jonny. — Nós... Estamos nos conhecendo antes de namorar. — falo bem devagar, mais para me convencer, do que ao meu pai.

– Então me apresente ele horas. — meu pai se senta na ponta da mesa e não tira os olhos de Jonny.

– Augos Fhorck, meu pai. Jonny Tirradelle, meu... Filho do tio Rodolf. — ele não é meu namorado, nem na situação que eu falei pro meu pai eu sei o que ele é meu.

– Hum... Vou ter uma conversa bastante... Longa com Rodolf. — ele agora se vira para Vick. — Quem é o seu filha? — ela engole seco.

– Eu tô no mesmo esquema que a Belle. Esse é Dony Relf, ele era vizinho... — meu pai a interrompe.

– Lembro muito bem. Você vivia lá em casa, no começo pensei que estava interessado na Anne, mas depois vi que minha outra filha lhe chamava mais atenção. — diz ele olhando para Vick, que olha pro Dony, que fica sem graça. Depois volta sua atenção para Lize, com ela vai ser muito pior, é o primeiro namorado dela, então é aquele blá bla blá, de princesinha crescendo. — Agora você Anellize.

– E... E... Eu tô tam... — a coitada gagueja tanto, um fato sobre meu pai, meu completo significa encrenca.

– Não me venha com essa história e se conhecer mocinha. Sua irmã tem motivos para isso, a Vick não... Mas é melhor assim! Diga logo quem ele é vamos estabelecer regras por aqui. — meu pai interrompe Lize.

– Ér... Ele é David... Tirradelle...

– Então os Tirradelle, que nunca visitaram a minha casa, de uma hora para outra resolveram "namorar" minhas filhas. Ótimo, Rodolf vai passar o dia comigo no escritório. Vamos às regras: Nada de trocar de quarto no meio da noite. Nada de ficar em quartos sozinhos, ou cômodos escuros. E para você jovenzinho. Trazer e levar minha filha todos os dias na escola e todo o fim de semana aqui na minha casa. — meu pai não é muito severo. — E você garotinha, quem é? — ele agora é todo doce.

– Sou Rochele, mas pode me chamar de Cheel, sou a mais nova amiga delas. — ele responde com um sorriso enorme. Acho que por causa da situação estranha que estamos.

– Cheel, gostei de você. Você tem "namorado". — ele fala namorado num rosnado e Cheel balança a cabeça negativamente. — Então você será oficialmente minha nova princesinha, já que essas três ingratas me abandonaram.

– Você não estaria passando por isso se não fosse tão cabeça dura. — eu falo olhando para e ele, que faz cara de "hã" e eu reviro os olhos, nessa hora minha mãe chega da cozinha.

– Angell sabia que nossas meninas estão namorando esses rapazes? — minha mãe arregala os olhos, mas de admiração.

– Vamos fazer casamento triplo. — fala ela batendo palminhas e Vick, Lize e eu, batemos a cabeça na mesa.

O almoço ocorreu muito bem, a não ser por minha mãe que não parava de falar, que os meninos são ótimos rapazes, o casamento vai ser triplo e todas essas besteiras, assim que terminado fomos para o jardim. Jonny e eu ficamos mais atrás e ele me para.

– Minha namorada! — ele fala e me beija de surpresa.

Notas finais
Já tava na hora deles se acertarem... Ou será que não?