The Pink Is The New Black

19 They Go To Tour


Notas iniciais
Hey!! To super feliz com os Reviews de vcs...obrigada gente, você nao sabem o quanto ajudam hehe.
Leitoras sejam Bem Vindas!!! Espero que sempre comentem e façam a minha alegria hehehe.
Esse é meio grandinho...
Boa Leitura!!
Enjoy ^^

Sai para ligar para o meu pai com o coração na boca, era muito tarde para um telefonema. Olhei para o lado esperando ele atender, estava vazio. Resolvi ficar mais perto da porta.

Oi filha! – ele atendeu animado para a minha surpresa.

– Oi pai, ta tudo bem?

Claro e você?

– Então porque é que você me liga quatro horas da manhã? – explodi.

Ai filha! Esqueci que você é acelerada, não aconteceu nada, seu irmão tá fazendo um almoço com os amigos dele aqui em casa, ele fez três gols no jogo de ontem, tá o maior fervo aqui e como eu sabia que você devia estar numa festa também resolvi te ligar. Mas também me esqueci da diferença horário, não imaginei que fosse tão tarde.

– É eu estou numa festa – confirmei – mas fiquei preocupada.

Relaxa tá tudo bem e você como é que tá?

– To bem também – respondi.

E a Fernanda?

–Tá aqui também, mas tá lá dentro com uns amigos.

Manda um beijo pra ela tá?

– Mando sim, cadê a mãe? – perguntei.

Dormindo – eu podia senti que ele tinha revirado os olhos.

– Como esse barulho? – até o meu celular vibrava com a música do outro lado da linha – e já são umas dez horas?

Você sabe que a sua mãe tem o sono pesado né? E ela foi para o quarto mais afastado, mas é porque ontem fomos dormir... Como eu te explico... Um pouquinho tarde entende? – explicou.

– Ahã entendo – Dormir tarde, porque será? — Então tá pai, eu vou voltar para a festa, manda um beijo pra mãe e um parabéns para o Filipi.

Mando sim, se cuida viu? Vocês duas – advertiu,

– Claro pai.

Tchau princesa.

– Pai! – reclamei. Ele riu.

Tchau filha.

– Tchau pai.

Desliguei com um suspiro, o meu pai me fazia passar por cada situação. Estava voltando quando alguém me puxou pelo o braço. Para o meu pavor era a mesma cara que tinha agarrado a Fernanda.

– Ei eu acho que conheço você – ele me puxou pela a cintura.

– Não conhece não! – empurrei ele.

– Calma gata eu só quero conversar, não podemos ir com calma? – ele disse chegando mais perto de novo.

– Vai perder o seu tempo – eu disse voltando a andar em direção porta que já estava perto, ela abriu e o Matt saiu, para o meu alivio. Ele acenou para mim, quando eu ia levantar a mão para acenar de volta, fui empurrada na parede com força. Tentei me soltar mais o cara me segurava pelo os ombros. Ele me empurrou de novo e dessa vez eu bati a cabeça na parede, minha visão deu um escurecida.

– Eu falei para ir com calma né gata? – ele falou na minha orelha.

Alguém o puxou e o jogou no chão.

– Você não foi avisado para ficar longe delas? – Matt esbravejou.

A minha cabeça estava latejando, minha visão escurecia a cada pouco, segurei na parede para não cair.

Ouvi o Matt gritar, pelo o jeito o cara tinha fugido – Jeh tá tudo bem? – ele me segurou porque eu estava inclinando em direção ao chão.

– Eu só to meio tonta, bati a cabeça com força. – respondi.

– Vem, acho melhor eu te levar para o carro – ele me pegou no colo, a minha cabeça girou 360°. Fui colocada no banco traseiro do carro dele.

– Já volto, vou chamar o resto, vou trancar aqui tá? – falou.

Soltei um grunhido de confirmação antes de ele apertar o alarme. Deitei no banco para vê se a dor passava um pouco, não resolveu muito, mas deu uma sensação de alívio. Não deu nem cinco minutos ouviu o barulho do alarme e a porta abriu com força.

– Jeh Meu Deus! Ela tá desmaiada – o Arin quase gritou, fazendo a minha cabeça quase explodi, eu não sei da onde ele tirava tanta preocupação.

– Não to! – murmurei.

– Você tá bem? – ouvi a voz da Fer. Eu não consegui vê mais ninguém além do Arin que estava da minha frente, mas não fiz o menor esforço, a situação estava bem feia sem eu me mexer.

– Não! – respondi.

– A onde tá doendo? – o Arin perguntou.

– Só a minha cabeça – respondi.

– Gente eu acho que a noite acabou, vamos voltar para casa? – a Leana disse.

– É eu acho melhor – o Matt entrou no carro.

– Vai Arin – o Syn falou.

– Pra onde? – perguntou.

– Para o carro do Zac! – respondeu.

– Não eu vou aqui com a Jeh – protestou.

– Não dá! Ela vai deitada, mal vai caber um – ele disse.

– Mas que merda, eu cuido de você em casa tá Jeh? – ele beijou a minha testa. Concordei com a cabeça, meu cérebro pareceu girar.

– Vai na frente Fer, deixa que eu vou aqui a trás com ela — o Syn disse. Ela nem protestou.

– Só um pouquinho Jeh – ele levantou a minha cabeça para sentar e pousou no colo dele. Soltei um gemido – pronto! – ele começou a mexer no meu cabelo.

Dessa vez não brigamos com o Matt pela a velocidade que ele estava dirigindo, uma era que estávamos meio bêbados era melhor não corremos mesmo e segundo que a onde eu me encontrava estava bom, tirando a maldita dor, que eu não tinha pressa de chegar em casa.

– Fer quem era o seu amigo? – perguntei. Não sei se era uma boa hora para perguntar aquilo, mas o meu cérebro estava dando pane.

– É o Damon, um amigo da faculdade, na verdade ele é um grande amigo. – respondeu.

– Deve ser mesmo, você deixou o Matt sozinho pra dançar com ele – soltei, mas mordi a língua logo em seguida, eu não estava pensando no que eu estava dizendo.

– Mas qual é o problema? Não é só porque nós fomos juntos que ela tinha que dançar comigo – Matt a defendeu.

– Fala sério Matt! Ela preferiu ficar com o senhor misterioso do que com o senhor gostoso – falei.

O Matt chegou até dar uma freada brusca, o Syn riu. Ela devia estar vermelha porque não respondeu nada, só olhou para o lado apreciando a paisagem.

– Mas é bonito, tem um olhar misterioso, sexy – continuei.

– E eu que pensei que você não estava bem – o Syn disse – mas consegue pensar em garotos numa hora dessas.

– Mas vai dizer que ele não é bonito? –perguntei.

– Matt com qual intensidade que ela bateu a cabeça mesmo? – perguntou.

– Não sei cara, mas parece que foi forte – respondeu.

– Ok. Parei! – falei.

– Acho bom – ele disse voltando a mexer no meu cabelo.

A Fernanda olhou para trás com um olhar que entregava tudo.

– Ele não é só seu amigo né? – perguntei em português.

Ela negou com a cabeça.

– Mas não to namorando, tanto é que a gente nem ficou hoje – falou.

– Mas deixou o seu amado vocalista na seca – falei.

– Eu não tive culpa, o Damon me puxou para dançar antes que o Matt – explicou.

– Opa! Ouvi o meu nome – o Matt disse.

– Não ouviu não! – ela protestou.

– Claro que ouvi. Syn você também não ouviu? – perguntou.

– Ouvi, mas não dá pra ter certeza, português é complicado não da pra saber, tem um monte de palavras parecidas. E falando nisso, eu proíbo vocês de falarem em português quando estivermos juntos, nós nunca sabemos se estão falando da gente. – o Syn rateou.

– Mas não estamos falando de vocês – A Fer mentiu.

– Então o que é custa falar na nossa língua? – perguntou.

– É costume, passamos a maior parte do tempo falando assim – falei.

– Pois tratem de desacostumar – ele deu um tapa na minha cabeça. Gemi os meus olhos se encheram de lágrima de dor.

– Caralho Jeh! Desculpa, eu esqueci que o problema é na cabeça – falou massageando rápido.

Lá no fundo eu tive vontade de ri, mas dor era tanta que eu não consegui.

– Jessica fala comigo – pediu.

Balancei a cabeça. Se ela explodisse eu não ia ficar surpresa.

– Eu piorei a Situação? – perguntou preocupado.

– Porra Gates! – o Matt gritou.

– Jessica me responde – pediu.

– To bem Syn – respondi com os dentes cerrados.

– Me desculpe Jeh, eu sou um idiota – se xingou.

– Tudo bem Syn, já passa de novo – suspirei.

Ele ficou se xingando baixinho enquanto ainda mexia no meu cabelo. Eu ia precisar de uma dose dupla de remédio quando chegasse em casa.

– Ei Jeh, quando que sai a sexta temporada do sobrenatural? — A Fer perguntou.

Olhei para ela confusa.

– Ah! É que acabamos de passar por um outdoor do Jensen Ackles – explicou. Nós amávamos aquele ator e a série também.

– Não sei Fer, acho que daqui uns três meses – respondi.

– Vocês gostam de sobrenatural? – o Matt perguntou.

– Quem não gosta, com aquele dois gostosos do Jensen e do Jered. – falei.

– To vendo que você já melhorou né – o Syn disse tirando a mão na minha cabeça.

– Por favor, não bate na minha cabeça – pedi me encolhendo.

– Claro que não, eu não sou louco de fazer isso de novo – falou rápido.

– Tá bom então – suspirei.

– Nossa! Como ela ficou dengosa – o Matt provocou.

– Acredite você ainda não viu ela dengosa – a Fer disse – deixa ela ficar doente pra você ver.

– Eu não estou dengosa! – protestei.

– Claro que não! – o Matt parou o carro.

– Chegamos? – perguntei.

– Chegamos – a Fer confirmou.

– E aí tá melhor? – o Arin perguntou abrindo a porta.

Eu tive que rir.

– To sim Arin – confirmei.

– Ela está ótima! Veio até discutindo sobre homens gostosos – o Syn respondeu enquanto me ajudava a sair do carro.

– Tá, mas e a cabeça? – perguntou.

– Acho que vou precisar tomar remédios – confessei.

– Mas é claro, o Gates ainda fez o favor de dar um tapa na cabeça dela – o Matt disse trancando o carro.

– Por que você fez isso Gates? Não tá vendo que a menina não está bem? – o Arin rateou. Eita o menino preocupado.

– Foi sem querer – defendi – mas eu já to melhor, to até de pé.

– Vamos entrar então – o Zac chamou – porque tem gente que tá dormindo em pé – ele apontou a Leana encostada no Johnny.

Entramos em casa e fomos direto para a sala, tava aquela bagunça, mas ninguém se importou, deitamos ali mesmo, a Fer me trouxe um comprimido e eu capotei.

Acordei com um peso em cima de mim. Por que as pessoas adoravam dormir em cima de mim? Só que dessa vez estava mais pesado do que eu estava acostumada, quando a minha visão entrou em foco percebi que era o Zac, por isso que estava tão pesado. Tentei sai sem acordar ele, mas não consegui nem me mexer com todo aquele peso em cima de mim.

– Zac! – cutuquei ele.

– Hum? – murmurou.

– Se não for pedir muito, dá pra sai de cima de mim?

– Aham – concordou, mas nem se mexeu.

– Zac! – chamei de novo. Ele virou de lado tirando todo o meu ar dos meus pulmões

– ZACKY! – gritei. Ele abriu os olhos assustado.

– Que Jeh? – ele fechou os olhos de novo. Eu ia dar umas porradas nele.

– Você ainda pergunta? Eu to morrendo aqui em baixo.

Só aí que ele se tocou.

– Desculpa Jeh – ele rolou para o outro lado.

– Você pesa – reclamei sem ar.

– Machuquei Você?

– Acho que não – respondi.

– Tá bom então – ele fechou os olhos e logo estava respirando profundamente.

Fui para a cozinha beber alguma coisa, pelo o menos a minha cabeça não estava doendo mais. Dei comida para os nossos bichanos e soltei eles no quintal dos fundos. Devia ser umas duas horas da tarde, o sol estava forte. Sentei na beira da piscina molhando os pés, mas a água estava tão boa que tirei o vestido e entrei na piscina. Meia hora depois e Fer apareceu com uma cara de ressaca.

– Boa tarde! – ela tirou o vestido e pulou na água também.

– Tarde – respondi.

– Ainda tá de cara comigo?

– Acho que não – respondi.

– Você acha?

– To brincando Fer, eu já falei que a minha atitude foi infantil.

– Eu não sabia que você gostava tanto dele – comentou.

– Nem eu sei se gosto, eu to confusa, mas pelo o amor de Deus, me conta o que aconteceu com você e o Matt quando eu estava na praia – mudei de assunto super, hiper, mega rápido.

Ela deu um sorriso largo ajeitando o sutiã.

– Nada do que você está pensando, mas não tenho certeza se foi isso que aconteceu entende?

– Não! – ela falou como eu já soubesse do assunto.

– Ah eu lutei com o Matt e teve uma hora que os nossos rostos ficaram muitos próximos – arregalei os olhos – só que eu acho que foi por causa da luta, mas não deu pra ter certeza porque o Syn chegou bem na hora.

– Hum...maldita hora – murmurei pensativa e ela bufou ainda sorrindo.

– E você tá namorando?

– Não! – respondi.

– Mas...

– Eu não to, mas to entende? – ela balançou a cabeça – eu não to, acho que é melhor assim.

– Nossa! Que rolo você foi se meter hem?

– Nem me fale.

– Ah aí estão vocês! Tudo bem meninas? – a Leana apareceu na porta.

– Ei Lea pula aí – a Fer chamou.

Mas ela já estava tirando o vestido.

Ficamos na água até umas três e meia, os meninos continuavam em sono profundo, preparamos um café da tarde e acordamos eles. A Gena ligou para o Zac avisando que elas iam chegar no aeroporto seis e meia e era obrigatório que eles estivessem lá. Depois disso, fomos obrigadas a ficar ouvindo eles bolarem planos para a noite com suas namoradas,uma vez que tinham dormindo o dia inteiro e iam ter todo o fogo a noite.

– Eu vou junto buscar elas no aeroporto, depois eu vou pra casa – a Leana disse.

– Eu vou ficar aqui! – o Arin falou.

– E eu posso saber como vai embora? Já que está de carona comigo, porque eu não vou voltar aqui, eu ia deixar você em casa na ida – o Zac disse.

– E quem disse que eu quero ir pra casa? – perguntou.

– E a onde você pretende ir? – o Matt perguntou.

– Lugar nenhum, vocês vão ficar com as suas garotas e eu vou ficar com as minhas – ele sorriu pra mim e pra Fer.

– Não dá! Amanhã nós vamos sair em turnê lembra? –o Johnny falou.

– Turnê? – eu e a Fer quase gritamos. Turnê demorava meses.

– Não é bem uma turnê – o Matt corrigiu – digamos que vamos ficar um mês fora.

Então eles só iam voltar quase no final de outubro.

– Que caras são essas meninas? – o Zac perguntou.

– Nada não, eu estava fazendo umas contas aqui – respondi.

– E chegou num resultado? – o Syn perguntou.

– Aham, vou sentir saudades – falei.

– Ai que fofa! – o Zac me abraçou – também vou sentir saudades de vocês – bagunçou o cabelo da Fer.

– Todos nós vamos – o Johnny corrigiu.

– Pois é essas pestes já tomaram um lugar nas nossas vidas – o Matt comentou.

Mandei um beijo pra ele.

– Que horas vocês vão amanhã? – a Lea perguntou.

– Perto do meio dia. Por quê? – o Matt respondeu.

– Porque vocês podem passar aqui e pegar o Arin – ela deu a idéia.

– Isso. Tá vendo, boa idéia. Valeu Lea, te amo – Arin falou. Impressão minha ou ela ficou vermelha?

– Fechou! Então vocês passam aqui – eu disse.

O Matt levantou a sobrancelhas.

– Por favor Matt, de qualquer maneira vocês iam ter que passar na casa dele – implorei.

– Na verdade não, a gente só marcou de se encontrar no aeroporto – ele respondeu.

– Eu levo ele então – falei rápido.

– Aposto que se fosse eu você não ia levar – o Syn disse emburrado.

– Ia sim, só que é injustiça com o coitado do Arin, todos vocês vão sair e ele vai ficar sozinho em casa – argumentei.

– E se a Jessica não puder qualquer coisa eu levo – a Fer ajudou.

– Se deu bem em Arin – o Syn comentou – tudo bem meninas, eu passo aqui amanhã e pego ele.

Fiquei tão radiante que dei um beijo na bochecha dele.

– Eu não sei se fico feliz ou chateado – ele disse pensativo.

– Por quê?

– Você me beijou por que quis ou por que eu concordei com o Arin ficar aqui? — perguntou.

– Serve os dois? – perguntei.

– Acho que serve – ele falou pensativo.

– Vamos então que eu quero comprar um buquê – o Johnny disse.

–Boa! Elas adoram flores, vou comprar um também – o Matt disse. A Fer fez uma careta.

– Ah mais se fomos dar flores temos que dar de cor diferente para não acontecer que nem na ultima vez – o Zac falou.

Achei melhor não perguntar o que aconteceu na última vez.

– Que cor que eu dou? – o Syn perguntou pensativo.

– Dá rosas pretas já que você está se matando do lado daquela mulher – falei emburrada em português. A Fer riu.

– Ei! Eu já não proibi vocês de falarem em português? – ele perguntou.

– Desculpa! É que foi involuntário – dei de ombro.

– Sei... – ele me olhou de canto com um sorriso torto – Tchau então ciumenta.

– Ciumenta? – eu até elevei a voz.

– Claro! Você ficou emburrada e falou em outra língua quando falamos das flores e...

– Brian Haner! Não confunda as coisas – eu quase gritei.

– Epa! Eu só to brincando – ele levantou as mãos

– Eu também! – menti.

– A sua cara não parece nada amistosa para uma brincadeira.

Revirei os olhos.

– Tchau! – dei um beijo no rosto dele.

– Você tem uma mudança muito rápida de humor sabia? – ele bagunçou o meu cabelo.

– Já me falaram isso, acho que um defeito que eu tenho – falei arrumando o meu cabelo – então até daqui um mês – dei um beijo no Johnny.

– Pera aí! Vocês não vão ao aeroporto se despedir? – o Matt perguntou.

– Não – respondemos.

– Belas amigas vocês são – retrucou.

– Matt se nós fomos lá, eu vou chegar atrasada na luta e a Jeh na dança – a Fer explicou.

– Vocês vão ficar quase um mês sem ver a gente e estão preocupadas com umas horinhas que vão perder? – o Zac perguntou indignado.

– Gente é que... – não consegui terminar eles fizeram umas caras de ressentidos que deu dó – Ai Meu deus! Tudo bem eu vou.

– Essa é a minha garota – o Arin disse. – e você Fer?

– Eu vou também, é só umas horinhas acho que não vão querer me matar por isso. – ela disse.

– É assim que se fala- o Matt disse.

– Bom, então nem precisa passar aqui para pegar o Arin Syn, nós levamos ele lá – falei.

– Beleza então – ele concordou com a cabeça.

– Vamos Arin? – a Fer disse pegando as chaves do carro e indo para a porta.

– É impressão minha ou ela está nos expulsando? – o Matt perguntou com aquela cara indignada dele.

– Pra onde? – o Arin perguntou ignorando o Matt.

– Para a sua casa – respondeu.

– O que voce vai fazer lá? – perguntei.

– O que NÓS vamos fazer – ela corrigiu.

– Tá o que NÓS vamos faze lá? – repeti.

– É Fernanda, o que vocês vão fazer lá? – a Leana perguntou.

– Gente, pegar as malas dele, como é que ele vai viajar sem roupa? — explicou.

O Arin arregalou os olhos.

– Você tinha esquecido não é? – perguntei.

Ele confirmou com a cabeça.

– Homem é um bicho triste – a Leana gemeu e os meninos riram.

– O que você faria sem a gente Arin? – a Fer perguntou com as mãos na cintura.

Ele abriu um sorriso e nos abraçou.

– Amo vocês meus amores – falou. Demos um beijo uma de cada lado na bochecha dele.

– Arin você tem mel? – o Syn perguntou – porque essas duas não desgrudam de você.

– É que o Arin é o único que da pra paparicar sem ter problemas com namoradas – a Fer explicou.

– Mas que merda hem? – o Johnny comentou.

Despedimo-nos deles e foram para o aeroporto enquanto nós íamos para a casa do Arin. Ele morava quase no centro em um apartamento de frente para o mar.

– Tá! A onde ficam as bolsas? – a Fer perguntou assim que entramos.

– Na verdade elas já estão prontas, só faltam umas coisinhas – ele falou.

– Beleza o que falta? – ela perguntou.

–Ah as coisas que vão numa nécessaire, igual as de vocês – falou.

– Tá então, a onde fica a maquiagem, batom, gloss, rimel, sabonete, escova, lixa, base, esmalte, absorvente... – comecei. A Fer se partiu de rir.

– Jessica o que é isso? – ele perguntou.

– Ué! Eu to pedindo coisas para colocar na nécessaire. Você não disse que era igual a nossa? –falei.

– Absorvente? – perguntou.

– Nunca se sabe quando pode precisar – dei de ombro sorrindo.

– Nem vou falar nada – ele disse.

Terminamos de arrumar e descemos para o carro. Como ainda estava cedo, resolvemos para na sorveteria. Sentamos nas mesas de fora e ficamos vendo o movimento e conversando enquanto tomávamos sorvete. Nisso uma BMW parou na frente. Quando o vidro abaixou deu pra ver o Syn e a Michelle dentro.

– Ei eu pensei que era só para pegar as malas do Arin – ele disse.

– E eu pensei que você já devia estar se comendo com a sua mulher – a Fer falou.

“Aff! Até você Fernanda? Precisava me lembrar?”

– Eu to indo agora – respondeu.

Rolei os olhos.

– Oi meninas! – A Michelle nos cumprimentou por cima dele.

E foi bem direta no “oi meninas” excluindo o Arin, mas ele pareceu não se importar.

– Oi – respondi.

– Tudo bem? – a Fer perguntou.

– Eu ainda estou meio cansada da viajem, mas isso a gente da um jeito – respondeu.

– Ou cansa mais – o Syn disse com um sorrisinho.

– Acho que vou vomitar – falei baixinho, mas o Arin ouviu. Ele me analisou por alguns segundos com um sorriso torto nos lábios. Fiz uma careta pra ele.

– Bom a gente vai indo meninas e não se esqueçam de aparecer amanhã no aeroporto, nós precisamos do nosso baterista – o Syn disse.

– Claro, vamos Sim – a Fer respondeu.

– E juízo vocês três – ele disse.

– Olha que fala – retruquei.

Ele sorriu acenando e arrancou.

– Aff! Eu poderia dormir sem essa – reclamei. A Fer sorriu.

– Como? – o Arin perguntou. Bom, pelo menos ele não tinha estendido.

– Nada não, vamos? – desconversei.

– Não vai terminar o seu sorvete? – ele perguntou.

– Não, ele ficou com um gosto estranho de repente – respondi jogando ele no lixo.

– Eu vou terminar o meu – a garota disse com uma cara de pirraça.

Dei de ombro me afudando na cadeira olhando para o lado. Era muita infelicidade do destino mesmo. O Matt estava vindo do estacionamento de mãos dadas com a Valary. Será que só existia aquela sorveteria?

– Você quem sabe Fernanda, mas aposto que o seu sorvete também vai ficar com um gosto estranho – eu disse. Ela entendeu na hora e olhou para o lado procurando eles, quando os viu fez uma careta e jogou o sorvete no lixo.

– Vamos gente? – apreçou.

– Ah espera o Arin terminar o dele – provoquei com um sorrisinho. Ela me fuzilou.

– Arin, por favor, podemos ir agora? – ela pediu.

–Tudo bem, mas o meu sorvete não está com um gosto estranho, posso ir comendo no carro? – perguntou.

–Não derruba no meu carro, se você derrubar eu te mato – ameaçou.

– Eu não sou tão tapado assim – ele resmungou levantando.

– Eu sei que não, mas agora vamos – ela saiu na frente, mas não demos nem cinco passos ouvimos o Matt nos chamar.

– Ei vocês! – a garota gemeu.

– É a voz do Matt – o Arin disse se virando.

– Se fudeu Fer – falei em português.

– Eu poderia dormir sem essa também – ela resmungou.

– Ei o que vocês estão fazendo aqui? – o Matt perguntou.

– O que você acha? – a garota respondeu. Ele fez uma cara confusa.

– A gente resolveu parar para tomar um sorvete – respondi – oi Val.

– Oi, tudo bem com vocês? – cumprimento.

– Tudo – respondi.

– Não – a Fer falou baixinho, mas eu escutei, mordi a língua para na rir.

– Já estão indo embora? – o Matt perguntou.

– Já, os sorvetes delas ficaram com um gosto estranho de repente – o Arin contou.

– Serio? – a Val perguntou.

– Deve ser coisas delas, o meu ainda está um delicia, elas devem estar naqueles dias. – ele comentou. Revirei os olhos.

– Ah tá então – a Val disse — nós viemos buscar sorvete também, vocês sabem né? Sorvete é muito bom nas horas que você está...

– Tudo bem Val, a gente não precisa saber – a Fer interrompeu.

– Eu ia dizer naquelas horas que você está com muito calor – ela disse rindo.

– Aham, sei – a garota concordou olhando para o lado.

– Bom a gente vai indo – falei.

– Tchau até amanhã, boa noite pra vocês — o Matt disse.

– Boa noite – respondemos.

À volta para a casa foi um silencio até o Arin dar um berro.

– Ah entendi! – berrou. A Fernanda chegou até tirar o carro da pista.

– Arin nunca mais faz isso! – ela gritou.

– Desculpa é que agora que caiu a ficha – falou.

– O quê? – perguntei.

– Entendi! – ele sorriu.

– Isso eu deduzir sozinha sabia? Eu quero sabe o quê? – falei.

Ele aumentou o sorriso no banco de trás.

– O que você estendeu porra? – a garota explodiu.

– Vocês gostam do... – ele não continuou porque a Fer deu uma freada brusca.

– O QUÊ? – ela explodiu.

– O quê foi aquilo? – mudei de assunto apontando para a estrada. Pelo menos ela entendeu.

– Não sei, passou muito rápido, mas acho que foi um cachorro – ela disse acelerando de novo.

O Arin ficou mudo.

– Arin você tá bem? – perguntei.

– Fernanda nunca mais faça isso! E se eu estivesse sem cinto? – reclamou. Não agüentei soltei uma gargalhada.

– Você tá de cinto? – ela perguntou com um sorriso divertido.

– Claro! Eu tenho amor a minha vida sabia? – retrucou.

Eu ri olhei para a Fer e ela fez uma cara de “ufa!”. Cuidamos para o assunto não voltar até em casa. Não fizemos muita coisa depois disso, logo fomos dormir.

Quando chegamos no aeroporto perto do meio dia tinha uma multidão.

– Meu caralho! Vai ser impossível chegar até eles – a Fer comentou.

– Acho que eles não estão no salão principal, tem uma sala que a gente sempre fica antes de embarcar- o Arin disse.

– Ótimo! A onde fica essa sala? – perguntei.

– Ali – apontou.

– Tá brincando comigo – exclamei. A multidão inteira estava perto daquela porta, à vantagem é que elas estavam voltadas para o salão principal.

– Perá, vamos pensar – a Fer levantou as mãos – as pessoas só enxergam o que querem ver, não vão perceber se o Arin estiver com a gente, sem contar que ele esta de toca e óculo e eles estão pensando que ele vai aparecer com todo o mundo do outro lado.

– É eu acho que você tem razão, vamos então – mas parei – Arin nós fazendo planos aqui, mas você quer dar autografo? – perguntei.

– Tá doida? Eu vou ser pisoteado – falou.

– Tá então, eu e a Jeh levamos as suas bolsas qualquer coisa você corre – ela disse.

– E fica sem as Bolsas – comentei rindo.

– Jessica agora não é hora para piadinhas – a garota explodiu.

– Desculpa! Eu só queria descontrair – levantei as mãos.

– Tudo bem Jeh, eu não me importo – o Arin disse. Ela revirou os olhos.

O meu celular tocou olhei era o Zac.

– Oi Zac!

– A onde vocês estão?

– Perto do salão principal – respondi.

Ok. Nós estamos na sala que sempre ficamos, o Arin sabe qual é.

– É ele falou, mas tem um mar de gente na frente dela.

Ai Meu Deus!

Relaxa, nós vamos dar um jeito – falei.

– Beleza – desligou.

– Eles estão lá na sala mesmo – falei.

– Vamos então! – o Arin pegou umas das nossas mãos enquanto puxávamos as bolsas dele com a outra. Fomos andando na direção da porta, como a Fer tinha dito, eles estavam esperando que os meninos aparecessem do outro lado. Mas sempre tem que ter uma pessoa que fica de olho eu tudo o que acontece, acho que faltava uns dez passos até a porta quando uma menina gritou.

– Ei não é o Arin? – ela apontou.

Entrei em pânico quando aquela multidão inteira olhou para a gente. Chegou até vir um vento com aquela movimentação súbita.

– Fudeu! – a Fer disse.

– Continuam andando e finjam que não é com a gente – ele disse andando mais rápido, a porta estava perto mesmo, só mais alguns passos.

Mas na mesma hora a multidão começou a correr na nossa direção.

– Corre! – o Arin saiu na frente nos puxando, entramos correndo pela a porta enquanto eles berravam e batiam desesperados.

– Vocês conseguiram! – ouvimos a voz da Gena. Estavam todo mundo lá já, inclusive as meninas, acho que elas iam viajar com eles também.

– Mas quase morremos tentando – a Fer disse sem fôlego.

– Bom pelo o menos o baterista de vocês está inteiro – falei.

– Hunf! – a Michelle cruzou braço. Qual era o problema dela com o Arin?

– Algum problema Michelle? – a Fer perguntou.

– Não, nenhum. Que bom que vocês vieram se despedir da gente – ela deu um sorriso falso. Como se a gente estivesse ali por causa dela.

– Então meninas como é que está lá fora? – o Matt perguntou.

– Lotado – a Fer respondeu – falando nisso, como é que vocês vão sair, uma vez que tá todo mundo voltado para essa porta agora?

– Ah a gente da à volta pelos os fundos a onde tem uma grade de proteção – o Johnny contou.

– Hum...Sorte de vocês – falei.

– Falta quanto tempo para embarcamos? – o Arin perguntou.

– Dez minutos – a Val respondeu.

“Já? Nem íamos ter muito tempo de ficar com eles.”

– Na verdade uns três minutos, porque até passar pelo o corredor vai demorar um pouco, com certeza vocês vão dar alguns autógrafos. – a Lacey corrigiu.

– Aff – resmunguei.

– Ok então. Tchau Fer tchau Jeh – o Arin nos abraçou. Despedimo-nos deles inclusive das meninas. Nossa como eu queria ir naquela turnê. Devia ser um máximo.

– Juízo vocês duas – o Syn falou.

– É e vê se não vão aprontar nada – o Arin disse.

– Principalmente com aquele tal de Victor e você Fernanda, nada de arrumar outro segurança – o Matt disse.

Caímos na gargalhada enquanto os que não entenderam fizeram caras confusas.

– Pode deixar Matt – ela abraçou ele.

– Tchau meninas! – eles disseram antes de sair pela a porta dos fundos. O barulho foi estrondoso lá fora, com todo mundo gritando.

– Acho melhor esperarmos um pouco antes de sair – a Fer disse se sentando no sofá que tinha ali.

– Também acho – sentei no lado dela.

– Então... Vamos ter quer arranjar alguma coisa para fazer nesse um mês – ela disse.

– É vamos – confirmei – bom, vai começar as minhas apresentações acho que semana quer vem, mas...

– Final de semana vamos ficar sozinhas – ela disse colocando as mãos atrás da cabeça. – É eu acho que eles vão fazer falta.

– Muito — confirmei.

– E aí o que você está pensando em fazer?

Notas finais
Não se preocupem, eles vao aparecer no proximo.Não precisam quer me matar hehe.
Mas comentem mesmo assim.
bjo0