Notas iniciais
Eu sei, eu sei,.... muita gente deve ta querendo me matar...eu acho que essa fic ate já fez aniversario...
Mas enfim... eu tive MUITOS problemas na minha vida e tive que parar um pouco com a fic... na verdade eu ainda nao voltei com ela... eu ja tinha uns cap prontos e sao esses que eu vou postar ate eu resolver o que fazer...
Muita gente me ofereceu ajuda e eu acho que eu vou recorrer a vocês.. entao se preparem
Cara eu fiquei abismada.. teve umas pessoas que devem ter remexido fundo do Nyah... pq o numero de leitoras aumentou assustadoramente LOL
Entao é assim... to postando esse... e depois eu vejo o que vai rolar...
dedico a todas que enxeram a minha caixa de MP... me infernizando....
Enjoy^^

Eu nem tive muito tempo de sentir saudades deles, nas duas semanas seguintes começaram as apresentações de dança e aconteceram todos os dias. Na minha folga de sábado e domingo eu passei estirada na minha cama ou na hidro. O meu corpo pedia clemência.

Sexta feira da segunda semana não teve apresentação, mas fomos obrigados a ir até a escola, para recebemos os parabéns e toda aquela melação que eles fazem. Por causa disso, cheguei em casa mais cedo. Assim que abri a porta ouvi um barulho estrondoso no andar de cima, até pensei que fosse a Pìchi e o Whisp se pegando, mas na mesma hora que esse pensamento me ocorreu à cachorra veio da sala me receber seguindo do gato.

A Fernanda devia estar mudando alguma coisa de lugar, subia até o segundo andar e escutei o barulho de novo e vinha do quarto dela. Devia estar mexendo no guarda-roupa. Fui até lá abri a porta. Ela estava no maior amasso com o aquele tal de Damon.

- Ai que droga! – falei fechando a porta.

- JESSICA EU VOU MATAR VOCÊ! – ela gritou de dentro do quarto.

- Desculpa. Mas como é que eu ia saber? Eu chego em casa e parece que está tendo um terremoto no andar de cima – me defendi rindo. – qualquer um ia ficar curioso!

- EU AINDA ACABO COM A SUA RAÇA! – gritou de novo.

- Relaxa! – disse saindo de perto da porta, mas voltei – Ah mais uma coisinha, não traga o seu namorado aqui, porque se você faz isso com os seus “grandes” amigos, com um namorado a casa vem abaixo!

- VAI SE FERRA!

- Vai você também! – rebati.

Fui para o meu quarto rindo. Tomei um banho e desci para a sala, coloquei a quarta temporada do sobrenatural e fiquei assistindo. Já estava escurecendo quando ouvi eles descendo.

- Por que você está com essa pressa toda? – Ouvi a Fer perguntar.

- Porque eu estou com vergonha de encarar a sua amiga! – ele respondeu.

- Eu acho que ela saiu! – ela disse.

- Eu to aqui! – falei saindo da sala – e aí beleza? – não consegui segurar o sorriso divertido que apareceu nos meus lábios. O senhor misterioso e sei lá mais o quê, ficou vermelho, a Fernanda me olhou com um olhar de advertência.

Ele me deu um sorriso.

- Prazer Damon!

- Jessica!

- Bom agora que você não está mais com vergonha que tal ficar aí? – a Fer convidou.

- Parece uma boa idéia! – ele disse dando um selinho nela que logo se tornou um negócio mais quente, resolvi sair de cena. Estava voltando para a sala quando a campainha tocou.

- Eu atendo! – Eles não fizeram nenhum esforço para se desgrudarem mesmo.

Abri a porta e dei de cara com o Victor.

- Ei tudo bem? – disse beijando ele e puxando para dentro.

- Eu to bem! E aí como foi a sua tarde? – perguntou.

- Foi boa! – respondi.

- Tá a fim de jantar comigo? – perguntou.

- Eu to! – a Fernanda respondeu vindo da sala puxando o Damon.

- Eu acho que ele perguntou pra mim! – falei.

- Ah mais eu quero jantar fora! – choramingou – E aí Victor beleza?

- Aham! Ah podemos ir os quatros então! – ele sugeriu.

- Beleza eu vou me arrumar!– ela disse subindo as escadas.

- Que escalona! – reclamei indo para a escada também – vocês podem ir para a sala, não precisam ficar aí!

Coloquei uma calça Jeans e tênis, como já estava esfriando vestir um moletom branco com preto. Quando desci, Fer já estava lá com os meninos.

Eu fui com o Victor no carro dele e a Fer no carro do Damon. Apaixonei quando vi o carro do Damon, era um Dodge preto todo equipado. Chegamos ao restaurante mal pedimos as nossas comidas o meu celular tocou. Olhei no visor era o Arin, ele devia estar puto comigo por não ter ligado para ele nessas duas semanas.

- Oi amor! – atendi toda melosa.

- Ah agora é amor né? Mas esqueceu de mim nessas ultimas semanas! – reclamou.

- Desculpa Arin, é que eu estava ocupada!

- Com o quê?! – ouvi a voz do Zac.

- Essa merda tá no viva voz? – perguntei.

- Claro! Não é só o Arin que sente saudades! – o Matt disse.

- E aí, você tá com saudades? – o Syn disse com uma voz sedutora que tirou o meu fôlego.

- Você não faz idéia! – respondi.

- Eu sabia! Ninguém consegue ficar muito tempo longe de mim! – ele disse.

- É mais eu acho que sobrevivo! – falei.

- Teve ocupada com o quê?! – Zacky voltou a perguntar

- Com as minhas apresentações! – respondi.

- Ei da pra me deixarem falar? Fui eu que liguei! – o Arin reclamou.

- Fala paixão! – falei.

- O que você tá fazendo? –perguntou.

- Nesse momento eu sentada na mesa esperando o garçom trazer a minha comida!

- A Fer tá junto? – o Johnny perguntou.

- Tá pêra aí que eu vou colocar no viva voz também. Pronto! – coloquei o celular na mesa.

- Oi Fer! — Disseram em coro.

- Oi meninos!

- Você não arrumou outro segurança né Fer? – o Matt perguntou.

Ela não respondeu.

- Fer? – ele chamou.

- Ela arrumou sim Matt, por isso que não respondeu! – entreguei e ela me fuzilou.

- Eita! É só os gatos saírem que os ratos fazem a festa! – ele reclamou.

- Pera aí? Quem são? — o Damon perguntou.

- Quem mais tá aí? – o Arin perguntou.

- O Victor e o Damon!– respondi.

- Damon? – falaram junto.

- Quem é esse? – o Zac perguntou.

- Não é aquele que a Fernanda trocou pelo o Matt? – o Syn perguntou seguido de um barulho de um tapa e um “ai”.

- Esse mesmo! – confirmei rindo imaginando a cena no outro lado da linha.

- Ah Fer pegadora! – o Johnny provocou.

- E aí como é que estão os shows de vocês? – ela perguntou.

- Sutileza dela em mudar de assunto né? – o Zac perguntou.

- Ah, mas pêra aí, isso eu também quero saber! – falei.

- Tá uma máximo como sempre! – o Arin respondeu – tirando que trocamos avião por ônibus.

- Ah Arin, mas é divertido! – a Fer disse – principalmente que o ônibus de vocês tem de tudo.

- Menos mulher! – ele reclamou.

- Como assim? Cadê as meninas? – perguntei.

- Ah elas estão aqu!. O que eu quis dizer é que eu não tenho uma! – explicou.

- Arruma uma então! – A Fer disse.

- Não é assim tão fácil sabia? – perguntou.

- Pow Arin, você é o ídolo da batera, é só olhar para o lado que deve ter um Tsunami de meninas prontas para te devorar! – falei.

Do outro lado da linha eles explodiram em risadas.

- Cara é por isso que eu sinto saudades de vocês!– o Johnny disse.

- Também estamos com saudades – a Fer disse.

- Ok meninas, nós temos que desligar, vamos entrar no palco daqui meia hora e precisamos nos aquecer! – o Matt disse.

- Tudo bem! – a Fer concordou.

- Bom show! – falei.

- Obrigado, se cuide e não me esqueçam! – o Arin pediu.

- Claro, claro! — a Fer concordou.

- Tchau meninas!

- Tchau! – desligue e guardei o celular no bolso.

Victor e Damon fizeram umas caras indagadoras.

- Ah eles são uns fofos! – a Fer disse e eu concordei. Conversamos sobre isso até a nossa comida chegar. Quando saímos do restaurante já eram quase dez horas. No estacionamento do restaurante a Fer me olhou com uma cara que eu conhecia muito bem.

- Victor posso dirigir? – pedi.

- Claro! – ele concordou na mesma hora me entregando as chaves o carro.

- Tem certeza Jessica? É um Dodge! – ela apontou o carro do Damon.

- Tem certeza Fernanda? É uma Corvette! – apontei o do Victor.

- Pera aí! Vocês não vão fazer o que eu estou pensando né? – o Victor perguntou. Dei um sorriso travesso pra ele – Ah não, me devolve as chaves!

- Ah amor, por favor – Amor? A onde eu estava com a cabeça?

- Você vai concordar com isso Damon? – ele perguntou.

- Cara! São meninas, o que acha que vão fazer?! – perguntou.

- Bater os nossos carros? Dirigir em alta velocidade? – perguntou.

- Aposto que elas não passam de oitenta! – ele disse abraçando a Fer por trás.

- Aham, oitenta Fer! – pisquei.

- Oitenta! – concordou.

Entrei no carro com o Victor resmungando baixinho.

- A onde fica o nitro? – perguntei.

Ele me olhou assustado.

- Jessica algo me disse que você entende de carros e não vai correr só até oitenta! – falou.

Sorri pra ele.

- Ai-meu-Deus! – exclamou enquanto colocava o cinto – eu não tenho nitro!

- Como não? – reclamei.

- Eu acho que a sua Lamborghini também não tem!

- Mas é uma Murcielago, é rápido por natureza, se eu colocar nitro, ela levanta vôo! – falei saindo do estacionamento — Se bem que eu to desconfiada tem um botozinho a mais lá e eu acho que a Fernanda mexeu no meu carro! – falei pensativa.

- Quantas vezes você já fez isso? – ele perguntou.

- Correr? Pra falar a verdade eu já perdi as contas! – respondi.

- Então eu posso confiar? Quer dizer, você não vai bater o meu carro?

- Claro que não! – tranqüilizei.

Paramos no sinaleiro e esperamos abri. A Fer abaixou o vidro sorrindo enquanto acelerava e o motor respondeu me avisando que era potente.

- O que você sabe sobre os Dodge! – perguntei concentrada no sinal que já ai abrir.

- Não muito, mas eles são umas maquinas bem velozes! – o Victor respondeu.

- Droga! – xinguei na mesma hora que o sinal abriu.

Engatei a primeira e acelerei. A primeira coisa que eu descobri sobre os Dodge, é que não são muitos bons nas arrancadas, comparado com o Corvette eu sai igual uma flecha. Ainda na segunda marcha eu tomei uma grande dianteira.

- Minha nossa senhora! Nem eu sabia que o meu carro era tão potente! – o Victor exclamou.

- Você nunca correu com esse carro? –perguntei assustada.

- Não! – respondeu.

- Ok. Então temos um problema! – bem que eu vi que o carro estava pedindo marcha antes da hora.

- Por quê?

- Porque o carro não está acostumado! – respondi olhando para o retrovisor e me assustei com o que vi. – aquilo é a Fernanda?

Ele olhou para trás.

- Ela mesma, parece que o carro pegou embalo, acelera que ela tá chegando! – falou.

Eu olhei no velocímetro eu já esta a cento e noventa.

- Você tem certeza que não tem nitro? – perguntei.

- Pior que não tenho! – gemeu.

-Ótimo! – Mas a Fernanda já estava emparedando comigo, ela me ultrapassou como se eu estivesse parada.

A segunda coisa que eu aprendi sobre os Dodge, é que quando pegam velocidade vem destruindo tudo.

- Filha de uma descabaçada! – xinguei acelerando mais, duzentos, duzentos e dez, duzentos e quinze e não conseguia alcançar. – qual a porra da velocidade que ela se encontra?

- Jessica, reduz um pouco! – o Victor pediu.

- Como é que é? – perguntei incrédula.

- Não, não é isso, é que tem um caminho que é tipo um atalho, ele corta a curva enorme que a rodovia faz, daí a gente pode sair na frente, só não vai da pra você fazer a duzentos por hora – explicou.

Sorri pra ele.

- Aprendeu rápido hem? – perguntei.

Ele revirou os olhos com um sorriso.

- Ali! – apontou a rua.

Entrei nela e saímos bem na frente da Fernanda ela deu uma buzinada forte quando saímos na rodovia de novo. Começou aparecer alguns carros e eu tive que costurar. Eu adorava fazer aquilo, a vantagem é que ela não conseguiu me ultrapassar. Virei à curva e dei de cara com uma reta enorme limpinha, algo me dizia que eu ia perder aquela corrida. Mas já que vamos perder vamos perder com classe né? Olhei pelo o retrovisor e não vi nada.

- Cadê ela? – perguntei.

- Serve essa do seu lado pronta para te ultrapassar? – ele perguntou.

Olhei pelo o espelho ela estava vindo embalada. Eu podia perder, mas não ia facilitar assim tão fácil, então a fechei, que tacou a mão na buzina revoltada. Devia estar xingando até a minha décima geração.

O Corvette estava começando a me responder, até senti uma pontada de esperança. Fechei-a umas três vezes quando ela jogou para o lado tentando me ultrapassar. Mas acabei caído no meu próprio truque que eu sempre fazia. Ela colocou na traseira do Corvette jogou para o lado, quando eu fui fechar ela jogou para o outro lado pisando fundo, daí já não dava mais para eu fechar, se não ia bater no carro dela, sem bem que eu fiquei tentada. Acelerei mais tentando impedir ela de passar, fomos coladas um bom pedaço. Mas ouvi ela pisando forte e o motor rugiu disparando na frente.

- Mas que droga! – reclamei.

- Ei não perca a esperança! – o Victor disse empolgado.

- Você conhece outro atalho? — perguntei.

- Não! – respondeu desanimado.

- Então já era! – mas mesmo assim acelerei. Mas não teve jeito ela ganhou. Parou no próximo sinaleiro com os vidros abaixados e com o som nas alturas.

- Uhuhuh! – ela gritou fazendo o símbolo do Rock d’ Roll.

Damon estava com um sorriso enorme, por incrível que pareça o Victor também.

- Por que esse sorriso se a gente perdeu? – perguntei.

- Mas isso não quer dizer que não foi emocionante! – ela abriu mais ainda o sorriso – quero só ver o que você faz com o seu carro! Hem eu tive uma idéia!

- O quê? – perguntei pegando o caminho de casa.

- Eu tenho que confirmar primeiro e também tenho que falar com o Damon!

- O que ele tem a ver?

- Vou fazer surpresa! – disse com um sorriso travesso.

- Só pra te deixar avisado que eu odeio surpresas! – falei.

-Ah! Mas aposto que essa você vai gostar!

Não adiantou eu insistir ele não me contou. Eu realmente não odiava surpresas, só odiava quando me diziam que tinha uma. Parei na frente de casa emburrada, a Fer guardou o carro do Damon na garagem, pelo o jeito ele ia dormir com ela.

- Quer entrar um pouco? – perguntei.

- Você quer que eu entre? – ele me deu um sorriso travesso.

- Eu to convidando não to? – perguntei.

- Ok eu entro, só porque você pediu com esse com esse jeitinho grosso bem carinhoso!

Revirei os olhos.

Entramos em casa a Fer já estava escolhendo um filme junto com o Damon, pelo o que eu entendi ele iam colocar terror, eu odiava aqueles tipos de filme. Assim que o filme começou, eu subi para o meu quarto deixando os três assistindo, coloquei um pijama e fiquei enrolando lá, não queria assistir aquela porcaria.

Quando desci já estava na metade do filme. Sentei no meio das pernas do Victor deitando no peito dele. Passei a maior parte do filme de olhos fechados, ouvir já era bem torturante.

Depois de um tempo a Fer e o Damon subiram.

Fiquei sozinha com o Victor assistindo aquela porcaria de filme.

- Jessica? – ele sussurrou na minha orelha. Tombei a cabeça para o lado.

- Isso é hora de dormir? – ele gemeu.

Tentei segurar o sorriso que queria aparecer nos meus lábios. Fiquei de brincadeira com ele que acabei dormindo de verdade.

Passamos o final de semana os quatro juntos. O Damon parecia se recusar a deixar a Fernanda, porque voltou a dormir todo o dia lá em casa depois da faculdade. Eu estava de “férias” nas próximas duas semanas, praticamente fiquei em casa ou fazendo compras, teve uma noite que o Damon levou eu e a Fer num lugar macabro pra jantar que eu jurei nunca mais por os pés. Os tempos que ele e o Victor se encontravam ficavam conversando sobre aquela “surpresa” e quando chegávamos perto sempre mudavam de assunto.

Eles resolveram nos contar no domingo a tarde.

- Temos uma surpresa pra vocês! – o Damon disse.

- Ah vá?! – perguntei irônica.

- Se vocês não falassem, nós nunca íamos desconfiar! – a Fer disse.

- Vocês querem ouvir ou não? – o Victor perguntou.

- Já que vocês fazem questão! – dei de ombro.

- Nós vamos levar vocês num racha! – o Damon disse.

- Pera aí! Vocês estavam nessa viadagem toda de segredinhos, só para dizer isso? – a Fer perguntou.

- Não é qualquer tipo de racha, é tipo aquele do filme Velozes e furiosos que eles trancam a rua, vai ter um aqui na cidade hoje! – Damon explicou.

- Sério?! – era o meu sonho participar desses tipos de racha, com vários carros tunados em exposição – será que eu encontro o Van Diesel?! – perguntei sonhadora.

O Victor fechou a cara.

- Então vocês vão querer ir ou não? – perguntou.

- Claro! – respondemos.

- Então vão se arrumar! – o Damon disse.

- Mas pêra aí que horas que é isso?! –Fer perguntou. Mal tinha começado a anoitecer.

- É que vocês já estão escritas, mas temos que chegar um pouquinho antes para confirmar – Damon explicou.

- Aliais vocês vão correr com os carros de vocês! – o Victor disse.

- Claro né? Eu ai correr do que? De Corvette? – provoquei.

- Vai se arrumar antes que eu deixe você pra trás, uma vez que vocês vão seguir eu e o Damon – ele disse.

- Se você me deixar eu vou sozinha! – provoquei.

- Você não sabe a onde fica! – rebateu.

- Já ouviu falar em GPS? – perguntei subindo as escadas

- Esquece cara você perdeu! – o Damon disse rindo.

Mas tarde fomos no tal lugar, foi incrível lá, nunca vi tantos carros maneiros junto. Fizemos algumas corridas também e voltamos para casa super tarde. Eu acordei tarde naquela manhã. A Fer tinha feito almoço e estávamos comendo junto com o Damon, Alias, ele não saiu lá de casa.

- Acho que vou para casa hoje! – ele disse.

- Aaah! Pensei que você fosse morar aqui, ou está indo só para pegar as suas coisas? – perguntei divertida. Eu e ele tínhamos nos tornando muitos amigos nessas ultimas dias, já podia fazer brincadeira.

Ele me olhou com um sorriso no canto da boca pensando em alguma coisa para me responder.

- Se não é isso é o que? – tornei a perguntar.

- Eu pensava que você gostava de mim, que nós éramos amigos, mas está me expulsando! – fingiu estar chateado fazendo eu me lembrar do Matt.

- Damon querido, não confunda as coisas, eu gosto de você, só que também gosto da minha casa e não sei se ela vai agüentar tendo terremotos todos os dias no andar de cima!

- Jessica bebe o seu suco! – mandou.

A Fernanda de contorcia de ri com a nossa discussão.

Ainda estava rindo quando o meu celular tocou. Era o Victor.

- Oi Victor — atendi.

- Oi princesa!

- Victor! Pelo amor de Deus não me chame assim! Eu odeio! – já bastava o meu pai.

- Eita! Acordou com a Bunda descoberta?

- Não com terremotos! – Damon me deu um soco no ombro.

- Ah sei!– ele disse rindo – então vamos para dança?!

- Não estamos de férias?!

- O Nilson me ligou pedindo para eu ir e levar você!

- Arg! – gemi. Queria passar à tarde na piscina o verão já estava acabando o sol já não era tão forte.

- Eu passo ai para te buscar!

- Tá Beijos!

- Beijos! – desliguei.

- Droga! Vou ter que ir para a dança! – reclamei.

- Que pena, a gente tava pensando em sair, o Damon ia levar a gente... – a Fer começou.

- Nem vem, eu já falei que não vou mais nesses lugares que o Damon freqüenta! – falei.

- Qual é Jessica, vai me dizer que você tem medo? – perguntou divertido.

- Não tenho medo, tenho pavor! – falei saindo.

Quando desci o Victor já estava lá conversando com o Damon. Eles não se desgrudaram nessas semanas.

- Oi! – disse dando um selinho nele.

- Oi, vamos que estamos atrasados! – disse pegando a minha mão.

- Isso que ela saiu depois do almoço para se arrumar! – Damon provocou.

- Mentira... – retruquei.

Quando chegamos lá tinha mais a Jeniffer e o Will.

- Tomara que não seja o que eu to pensando! – falei.

- Eu acho que é o que você tá pensando! – ele sussurrou na minha orelha.

O pior que era mesmo, nós quatros íamos dançar uma coreografia. O pior é que ficou massa eu amei a coreografia.

- Essa vai ser a abertura da nossa próxima apresentação o que acham? – Nilson perguntou.

- Tesão! –Will disse e nós concordamos.

Como estava cedo ainda, Victor me convidou para passarmos na casa dele para comemos alguma coisa. Eu estava sem fome, mas mesmo assim aceitei.

- Sobe lá no meu quarto e liga a TV, a da sala tá estragada!

- Tá bom! – concordei. Subi as escadas mais pareci no segundo andar – qual é o seu quarto – gritei.

- No final do corredor!

- Direita ou esquerda?! –perguntei.

- Direita!

Fui até lá e liguei a TV e fiquei procurando um filme num estojo que tinha lá, ele voltou com dois sanduíches e suco!

- Eu aluguei um aqui que eu ainda não vi – ele jogou um pra mim.

— “Resident Evil”? Fala sério que você nunca assistiu esse filme? – perguntei.

- Não, sempre tiveram outros que eu queria ver primeiro.

Dei de ombro coloquei o filme e deitei na cama do lado dele. Eu não sei por que, eu já tinha assistido a aquele filme milhões de vezes, mas eu sempre levava um susto naquela hora que o bicho saia do nada.

— Isso que você já assistiu antes! – ele disse me puxando para mais perto.

- Ainda não me acostumei! – defendi. Ele riu me dando um beijo e eu o puxei para mais perto. Quando o negocio começou a esquentar o me celular tocou no meu bolso e eu sei querer desliguei a chamada e ele voltou a tocar logo em seguida. Revirei os suspirando. Olhei era a Fernanda. Era melhor ter um bom motivo para estar me ligando numa hora dessas.

- Oi! – falei.

- Por que você desligou na minha cara? – explodiu.

- Apertei o botão errado! – menti.

- Duas vezes?

- Aham! – concordei me encolhendo.

- A onde você tá? – perguntou.

- Por que você quer saber?

- Por que você tá ofegante?

-Hãã não to! – menti.

- A onde você tá? – pressionou.

- Na casa do Victor!

- Porra Jessica não sabe nem disfarçar! – ela riu.

- Ofegante? Na casa do Victor? Que diabos ela está fazendo? – meu coração deu um salto quando ouvi aquela voz.

- Essa voz é do Syn? – perguntei.

- É eles chegaram ontem e estão aqui em casa te esperando, mas como você tá no meio...

- To indo pra aí! — desliguei – Victor eu tenho que ir a Fer tá me esperando!

- O quê? – ele perguntou incrédulo, mas também ...

- A Fernanda disse que precisa de mim urgente lá em casa! – menti.

- E tem que se agora?

- Bom ela falou que sim! – disse.

- Ela tá zoando comigo! – ele reclamou.

Procurei a minha regata e não achei.

- Cadê a minha regata? — perguntei. Ele a segurou pendurada.

- Serve essa? – perguntou com um sorriso malicioso.

Puxei a regata mais ele puxou para a cama de novo ficando por cima de mim

- Não vai! – pediu.

- Eu preciso! – disse saindo de baixo e vestindo a regata, peguei o meu celular e dei um beijo nele. Ele tentou me puxar de novo, mas eu pulei fora.

- Tchau! – disse saindo rápido, desci as escadas correndo. Cheguei na rua e soltei um gemido. Quando voltei pra o quarto, ele me olhou com um sorriso divertido, sabia razão pra eu estar ali de novo.

- Eu to sem carro! – falei.

- Ah sério? –deitou na cama com um sorrisinho travesso – que pena!

- Victor me leva embora? – pedi.

- Por que eu faria isso? Me de um bom motivo? — ele estava se divertindo.

- Porque você ficou de me busca! E é mais que justo que me leve de volta! — falei.

- Bem que você disse eu fui te buscar não falei nada de levar embora!

- Tá bom então, eu dou o meu jeito!– disse indo para a escada de novo. Comecei a descer ele me segurou pelo o braço.

- Ei calma, eu só estava brincando! – disse.

- Eu sei, só que to sem tempo para brincadeiras, preciso chegar em casa logo – falei quicando impaciente.

- Vamos logo então, já que a pressa é tanta que você quer ir correndo! – falou me puxando junto com ele.Paramos de frente de casa, tava o carro do Zac do Johnny e do Matt.

Sorri dei um beijo rápido nele e pulei do carro. Entrei em casa correndo o primeiro que eu vi foi o Arin, ele deu um sorriso enorme e abriu os braços quando me viu.

- Arin! – pulei no colo dele e caímos no chão, comecei a encher ele de beijos no rosto. Tava morrendo de saudades daquele garoto.

- Socorro! – ele gritou rindo. Fingi uma cara de chateada e ele me deu um sorriso. — Ok vem cá – disse ficando por cima de mim e me enchendo de beijos também.

- Só não comecem a tirar a roupa! – ouvi a voz da Gena. Olhei para o lado ela estava vindo junto com a Lacey.

- Não tirem sim, menos o Arin é claro! – Syn pareceu na sala, soltei o Arin e pulei no seu pescoço.

- Saudades de você Jeh! – disse.

- Eu também estava! – disse. Abracei os outros com entusiasmo. Matt chegou até me tirar do chão.

- Cadê as outras? – perguntei lembrando que a Michelle tinha assumido que nos odiava.

- A Val e a Michelle tinham um ensaio, elas vão encontrar com a gente depois no boliche! – Matt respondeu.

- Vocês vão no boliche? – perguntei.

- Nós vamos! – Arin corrigiu passando os braços no meu ombro.

Ficamos conversando até da à hora mais ou menos da bagaça abrir, eles estavam com curiosos para saber da corrida.

Chegamos lá pegamos os nossos tênis e fomos jogar. Descobri que eu era péssima naquele negócio. Gena e Lacey se divertiam no meu lado fazendo Strike enquanto eu me divertia acertando a canaleta. Olhei para o lado a Fer era tão ruim quanto eu. Nós nos sentamos e foi à vez dos meninos, o Arin era o melhor, ele fez Strike em todas as jogadas. Voltei a jogar, mas não consegui acertar um pino se quer.

- Acho que as bolas da Jessica estão com imã! – ouvi o Zac falando.

- Não enche Zac – disse desistindo e voltando a sentar.

- Vamos então? – a Lacey perguntou.

- Vamos! – o Johnny concordou.

- Meninas nós estamos indo levar a Gena e a Lacey na casa da Leana, qualquer coisa se vocês ainda estiverem aqui eu e o Johnny voltamos — Zac disse.

- Tudo bem! – concordei. Nós estávamos de carona com o Matt mesmo, tínhamos que espera ele e como eu acho que ele ia esperar a Val...

- Eu vou junto! – Arin disse.

- Fica aí Arin! – a Fer pediu.

- Eu quero ver a Leana! – ele disse baixinho.

- Ah tá, tudo bem então! – ela disse.

- Tchau gente! – eles se despediriam.

Resolvi tentar acertar os pinos mais umas vezes acertar os pinos. E a Fernanda fez o mesmo.

- Ai! Eu não agüento mais vê isso tá me dando agonia! – Syn reclamou quando eu acertei todas as canaletas.

- Nem me fale! – Matt reclamou também – o pior é que...

- STRIKE! – a Fer gritou com os braços para o alto – uhuhu! – começou a fazer uma dancinha- Eu fiz Strike, eu fiz Strike! – cantarolou.

Joguei a bola de novo enquanto ela comemorava. Aquela pista só podia estar inclinada.

- Jessica vem aqui que eu vou te ensinar – Syn disse vindo na minha direção – pega uma bola.

Peguei a bola e ele ficou atrás de mim com uma mão por cima da minha que segurava a bola e a outra na minha barriga.

Oh My God” Arfei.

- Vamos fazer igual nos Flinston! – disse.

Dei um suspiro alto.

- O que foi isso? – perguntou rindo.

- Não era para fazer igual nos Flinston? A menina da um suspiro apaixonado! – respondi.

Ele me olhou com um sorrisinho torto. Percebi que tinha falado merda.

- Você tá apaixonada? – perguntou.

- Definitivamente não, então como é que joga isso? – desconversei. E riu.

- Primeiro se posiciona no meio, segundo não precisa soltar a bola no na PQP, pode soltar aqui no começo e não entorte a mão na hora de soltar a bola, entendeu?

- Aham, não soltar a bola lá na PQP! – repeti.

- Não foi só isso que eu falei! – ele disse rindo.

Quando eu fui responder a Fer sei lá com a ajuda de qual santo, conseguiu jogar a bola na minha pista. Eu e o Syn chegamos dar um pulo.

- Minha nossa senhora! Isso vai ser pior do que eu pensava! – Syn falou abismado. Eu me contorcia de rir. Matt caiu no chão não agüentando ficar em pé de tanto rir. A Fer ria com uma cara de que nem ela sabia como tinha feito aquilo.

- Mulheres! Às vezes elas te surpreendem! — Matt disse entre as risadas.

- Fernanda segunda regra, não jogar a bola lá na PQP! – falei eMatt resolveu ajudar ela também.

- Vamos lá Jeh! – Syn disse pegando a minha mão de novo – deixa que eu te mostro... – mas eu já tinha soltado a bola.

- Você não ouviu nada do que eu falei né? – perguntou. Mas nessa hora a bola acertou um pino.

- Acertei! – gritei levantando os braços.

- Ai – Meu – Deus! – Syn reclamou.

Matt olhou para pista e depois para mim.

- O que você acertou? – perguntou.

- Um pino! – Syn respondeu revirando os olhos.

- Nossa Jessica! Parabéns! – Matt tirou sarro. Fiz uma careta.

- De novo! — falei para o Syn.

- Deixa eu te mostrar primeiro dessa vez! – falou.

- Aham – concordei. Mas só consegui prestar atenção nas bobeiras que a Fernanda estava fazendo na pista do lado. Ela quase levou ela e o Matt junto com a bola.

- Jessica! – Syn chamou – da pra prestar atenção em mim?

- Claro, claro! – concordei.

- Deixa eu te ajudar dessa vez, depois você vai sozinha tá?

Concordei com a cabeça.

Deixei o meu braço mole e ele jogou a bola pela a pista o negócio foi supimpa meu primeiro Strike.

- Uhuhu! – gritei.

- Que foi agora? Dois pinos? – Matt perguntou.

- Olha lá! – apontei e logo fiz uma dancinha com os braços.

- Quero vê você fazer sozinha agora! – Matt provocou.

Peguei a bola e me posicionei, mas parece que o santo da Fernanda também resolveu me ajudar, porque ao invés de solta a bola para frente ela foi para trás quase acertando o Syn. Só não acertou porque ele deu um pulinho para o lado.

Ele me olhou abismado.

- Mulheres! Às vezes elas te surpreendem e quase te matam! – ele disse.

- Meu Deus gente, até parece que boliche é difícil! – Matt reclamou.

- Mas é! — a Fer disse.

- Vocês só precisam acertar no lugar certo e porra vocês dirigem em alta velocidade e fazem aquelas caralhas que são muito mais complicadas! — Syn disse revoltado.

- Eu não vejo nada de complicado naquilo! – falei.

— Ah claro! Depois de tombar um carro e coisas do tipo, claro que não tem nada de complicado – Matt disse.

Dei de ombro e peguei outra bola, mas ela foi para a canaleta de novo.

- Caralho Jeh, você não escutou nada do que eu falei né? – Syn perguntou

- STRIKE! – a Fernanda gritou.

- A minha aluna é mais ligeira que a sua! – Matt disse.

- A minha aluna não escuta o que eu digo! – ele retrucou olhando para mim.

Fiz uma carinha de desculpa.

- Ai Meus Deus! Não me olhe desse jeito – ele disse.

- Desculpa se eu sou uma tapada! – falei.

- Eu vou te destapar na marra vem aqui! – ele pegou uma bola e colocou na minha mão – presta atenção como eu te conduzo. Igual na dança, não é o homem que conduz a mulher?

Concordei com a cabeça.

Ele colocou uma mão na minha cintura e a outra por cima da bola de novo.

- Pronta? – sussurrou no meu ouvido. Eu dei uma estremecida.

- Aham! – concordei. Fizemos outro Strike.

- Agora vai sozinha! – falou.

Peguei a bola e imaginei como ele estivesse me guiando, soltei a bola já com um sorriso largo ela foi retinha em direção aos pinos.

- STRIKE! – gritei.

- Aeh! – Syn abriu os braços e eu abracei – viu não é difícil!

- Aham! – ouvi um pigarro nas minhas costas, virei para dar de cara com a Michelle.

- Ah! Oi Michelle!– falei.

- Oi amor! – Syn disse indo dar um beijo nela – como foi o seu ensaio?

Olhei para o lado a Val tava com o Matt e a Fer. A garota tentava disfarçar a cara de repulsa.

- Vou falar com a Val! – falei. Não precisava ficar com a cena deles se beijando na minha cabeça.

- Oi Val! – cumprimentei.

- Jeh que saudades menina! Vimos vocês na TV arrebentaram hem? – falou.

- Valeu Val! – disse.

- Vamos embora? Vocês já ficaram muito tempo juntos! – ouvi a voz das Michelle nas minhas costas.

- Vamos ficar mais um pouco! – o Syn pediu.

- Da pra fazer a minha vontade pelo menos uma vez? – ela perguntou. – eu to cansada!

Olhamos para o Matt. Estávamos todo mundo com ele.

- Vamos então, já que a canseira é tanta que não pode parar em pé! – ele retrucou.

- Nós vamos ficar, até porque não cabe todo mundo no carro! – a Fer disse.

- Nada a ver Fer, nós damos um jeito! – Matt disse.

- Elas vão com a gente? – Michelle perguntou.

- Elas vieram com a gente Michelle! – Syn disse.

- O que aconteceu com os carros delas? – perguntou.

- Da pra parar? – pediu.

- Nós vamos ficar Matt! – falei. Eu tinha acabado de ter uma mostra grátis de como ia ser no carro.

- Que isso meninas, vocês vieram com ele voltam com ele! – Val disse.

- Sem problemas, a gente volta de taxi e eu ainda quero jogar mais um pouco! – a Fer disse.

- Tudo bem então! – Matt se despediu.

Eles saíram e nós voltamos a jogar, mas não foi mais a mesma coisa. Meia hora depois resolvemos ir embora. Quando saímos lá fora não sabiam para que lado íamos. Perguntamos para uma mulher a onde tinha um ponto de taxi e ela disse que era na próxima Avenida. E fomos andando para lá pelo o caminho que ela nos ensinou.

A Fernanda resolveu cortar caminho entrando numas ruas.

- Fernanda a gente vai acabar se perdendo! – falei quando entramos numas ruas meio escuras, eu tinha esquecido quantas esquinas nós tínhamos virado.

- Relaxa! Deixa comigo! – falou.

- A gente tá perdidas! – falei – A gente tá perdidas. A GENTE VAI MORRER! – brinquei.

- Não estamos. Qualquer coisa a gente volta! – disse. Meu celular tocou olhei era o Zac.

- Oi Zac! – atendi.

- Cadê vocês? – perguntou.

- Estamos tentando achar um ponto de taxi.

- Ah, nós ligamos para o Matt e ele disse que já estava indo para casa, mas que vocês ficaram jogando. Daí eu vim aqui, mas não achei vocês. A onde vocês estão? Que eu encontro vocês.

Olhei para o lado em busca de algum ponto de referencia.

- Eu não sei muito bem porque a Fernanda fez a gente se perder, mas ali na frente tem uma placa escrito, “Mercenários”.

- Jessica! Pelo amor de Deus, sai desse lugar! – falou desesperado.

- Por quê? – perguntei já me apavorando também, enquanto a Fer mexia no GPS no celular.

- Esse lugar é perigoso sai daí agora!

- Tá a gente tá saindo, mas... – fui atingida por algo forte na cabeça. Cai no chão com a visão embaçada e o meu celular escorregou para longe da minha mão.

- JESSICA! – a Fernanda gritou.

Minha visão entrou em foco na hora que um homem subiu por cima de mim. Por instinto levantei a perna que acabou acertando bem no meio das dele. Ele gemeu de dor e tombou para o lado. Levantei rápido aproveitando para chutar o saco dele mais uma vez.

Olhei para o lado procurando a Fernanda. Ela estava cercada por mais dois homens que seguravam pedaços de pau não mãos. Pulei nas costas de um apertando o seu pescoço enquanto ela atacava o outro com um chute certeiro no pau que ele segurava lançado longe. O cara me jogou contra o poste me fazendo bater a cabeça de novo. Dessa vez eu a obriguei ficar lúcida.

Ele deu com aquele pau no meu pulso me fazendo berrar de dor. Instintivamente rodei o meu braço acertando a cara dele. Ignorei a dor do meu pulso e pulei em cima dele aproveitei para dar um soco, mas ele foi mais rápido acertou a lateral da minha cabeça. Cai para o lado com um gemido. Ele puxou a gola da minha camisa dando um soco no meu rosto. Senti o meu rosto inchar na mesma hora e um gosto de sangue na minha boca.

- Sua vadia eu vou arregaçar você! – disse levantando a mão para dar outro soco. A Fernanda apareceu atrás dele com um chute animal na cabeça dele. O cara caiu para o lado desmaiado e ela chutou para longe e me olhou com um sorrisinho. O cara que ela tinha enfrentado estava desmontado no meio da rua. Sempre soube que aquela maldita luta devia servir para alguma coisa.

- Tá eu não vou nem perguntar se você esta bem! – ela disse me estendendo a mão para eu levantar. Ouvi uma pancada ela deu um suspiro e caiu desmaiada no meu lado. Entrei em pânico quando vi aquilo. O primeiro cara que eu tinha acertado tinha se recuperado. Tentei levantar, mas ele me deu um chute forte na barriga. Vomitei uma bola de sangue.

- Vocês estão ferradas pelo o que fizeram com os meus amigos. E você! – ele me puxou pela a camiseta – vai ser a primeira que eu dançar, por ter feito aquilo comigo!

Tentei me soltar mais ainda estava tentando recuperar o ar que ele tirou com o chute. Me debati e acertei a cara dele.

- Desgraçada! – disse me dando mais um soco. Minha visão começou a escurecer, mas antes de apagar ouvi um barulho de um carro e as luzes dos faróis iluminaram a minha cara. Deviam ser mais alguns amigos deles. Nós literalmente estávamos ferradas.

Notas finais
E ai o que acharam??? comentem nem que seja para me xingar de todo esses meses sem postar *--*
vou ta esperando
bj^^