Notas iniciais
Oie gente!! hoje eu acordei bem melhor... ta fazendo sol aki em Curitiba o/ se bem que a sensação é de estar abraçando o capeta mas... ahsuhaus
Bom...queria agradecer os reviews amei todos... queria agradecer a NandinhaW que fez uma recomendação linda da minha fic.. na verdade ela já fez da vez passada, mas a minha raiva era tanta que eu esqueci de agradecer.. valeu Fer o/...
Ahh eu queria que vcs prestassem bastente atenção nesse cap.. porque mais pra frente ele vai ter grande importancia.
Bom eu acho que esse é o ultimo cap q eu posto esse ano...ainda nao sei. mas é que o lugar que a minha mae quer viajar eu nao sei se tem civilização... mas eu acho que eu dou um jeito...
Entao Feliz Natal e um Otimo Ano Novo pra vcs!!!
E uma boa Leitura...
bjo00

Acordei de manhã com um grito que parecia da Solange. Foi então que reparei que estava no meu quarto e não me lembrava de ter ido para a cama. A Solange gritou de novo, eu pulei da cama e desci as escadas correndo, cheguei à sala do X Box ela estava com uma vassoura pronta para dar em uns dos meninos.

– Solange para! – falei levantando as mãos para a cabeça, ela ia dar a primeira paulada no Zacky.

Eles estavam numa embolação, um em cima do outro, estava difícil de saber qual perna era de quem. Sorte que o tapete da sala era bem fofo, então eles não dormiram do chão.

– Tem um bando de homens na sua sala! – ela falou erguendo a vassoura de novo.

– Eles são meus amigos! – falei rápido, antes que ela acertasse um.

Ela me olhou com uma cara desconfiada.

– Só faz alguns dias que você estar morando aqui, e já trás seus amigos que são uns estranhos para dormir aqui?

– Eu os conheço faz algum tempo já – Na verdade ela tinha razão, eu os conhecia tinha BEM pouco tempo.

– O que aconteceu aqui ontem à noite? – ela perguntou com uma cara maliciosa olhando pela para a sala.

– Você percebeu que eu dormi no meu quarto né? – perguntei levanto a sobrancelha. Embora eu não tivesse a mínima idéia de como cheguei lá.

– Desculpe, não é da minha conta.

– É tem razão! –Não gostei do modo que ela falou.

– Vou preparar um café da manhã pra vocês – ela falou indo para a cozinha.

Eles deviam estar muitos cansados, porque ninguém se quer se mexeu com a nossa conversa. Subir para o meu quarto tomei um banho. Quando desci estava um cheiro de ovos fritos com bacon, que fez o meu estômago revirar. Que pessoa conseguia comer gordura logo de manhã? Depois eram os Brasileiros que tinham um gosto estranho.

Resolvi acordar eles, já era quase meio dia. No começo foi difícil, eles estavam tão embolados, que não conseguiam se mexer.

– Cara tira a mão daí! – o Syn reclamou para o Matt, que estava tentando levantar, mas estava com a mão na bunda dele. No fim eles conseguiram.

– Bom dia! – o Johnny falou pegando a camiseta dele do chão.

Fiquei com o meu bom dia prezo na boca. Embaixo da camiseta dele estava a minha cachorrinha. Os pelos dela estavam meio amarelados e todos grudados.

– O que aconteceu com ela? – perguntei indo até lá.

– Ah isso? O Matt deu um banho de cerveja nela ontem. – o Zacky falou apontando para o Matt.

– Epa! Eu não me lembro disso. — se defendeu levantando as mãos.

Levantei ela com cuidado, mas a cachorra bambeou um pouco deu dois passos e caiu de novo.

– E o Gates deu cerveja pra ela beber. – o Zacky continuo.

– O quê? – perguntei levantando a minha voz.

– Eu não me lembro disso também – ele falou. Mas pela a cara dele com certeza lembrava.

Eu não estava acreditando, Tadinho do meu bichinho.

A Solange apareceu na sala.

– O café está pronto. – ela avisou – o que aconteceu com ela? – apontou para a cachorrinha.

– Deram cerveja pra ela- respondi olhando com raiva para o Syn. Ele sorriu.

– Deixa que eu cuido dela, vão tomar café. – ela falou pegando a cachorra do meu colo.

Na mesa tinha um prato enorme com ovos e bacon, deu vontade de vomitar de novo. Eles atacaram e eu me contentei com cereal com leite.

– Nossa, a noite de ontem foi muito maneira. – o Arin falou empolgado – vamos Repetir?

– Podemos repetir hoje com a chegada da Fer? — O Johnny perguntou.

– Claro, ela vai adorar. – Falei sorrindo. Imaginando a cara da garota.

– Ok então, nós vamos trazer as pizzas e você compra as bebidas. – O Zacky falou.

– Nada de pizza! – explodi – eu não agüento mais comer só isso.

Eles sorriram, não estavam esperando aquela reação.

– O que você sugere então? – o Johnny perguntou tentando esconder o sorriso.

– Ah! Qualquer coisa, eu vejo com a Fer.

– Faz assim então, você liga para nós falando qual a comida, e fazemos de conta que somos os entregadores, daí quando a Fer abrir a porta... – o Matt falou.

– Ela desmaia — falei rindo.

Eles sorriram.

– Liga pra mim então. Cadê o seu celular para eu gravar o número? – o Syn falou.

Entreguei o meu celular pra ele. Meu deus, eu ai ter o número do Synyster Gates.

– Já falei que vocês têm bom gosto? – ele apontou a proteção de tela do celular que era um deathbat.

– E vocês também! O deathbat é bem bonitinho.

Eles sorriram

– É melhor anotar de todo o mundo, vai que dar problema, o Syn nem sempre atende o celular, passa o seu também Jeh, não podemos nos dar o luxo de perder essa festa – o Arin falou.

Passei o meu número para eles depois de terem gravado os deles no meu celular. Ficou combinado quando nós chegássemos, eu ligaria para eles e falaria qual o tipo de comida.

– Só tem um problema – falei.

– Quê? – o Johnny perguntou com uma cara de desespero.

– Se vocês forem dormir aqui, acho melhor subirem para os quartos, porque hoje de manhã, vocês deram um susto na Solange, eu acordei com os gritos dela e quando desci correndo, ela estava pronta para dar uma paulada no primeiro que estivesse no alcance dela – falei sorrindo lembrando-me da cena.

– Tá brincando? – o Matt perguntou rindo também.

– Sério! – falei – se eu não chegasse a tempo, provavelmente o Zacky estaria com uma marca de cabo de vassoura na testa agora.

Ele fez uma cara de espantado.

– Graças a Deus você chegou. Te devo uma Jessica.

Eu sorri.

– Tudo bem, mas será que alguém pode me explicar com é que eu fui para lá em cima? Não que eu quisesse estar na embolação que vocês estavam aqui. – perguntei.

– Digamos que para alguém que não gosta de cerveja, você até que bebeu bastante – o Matt respondeu.

– Eu não falei que não gosto de cerveja, só que não estava com vontade de beber – protestei.

– Enfim, acho que aqueles uísques ajudaram também, você se esticou para pegar o controle por cima de mim e não voltou – fiquei vermelha, que vergonha. – daí eu levei você para o seu quarto, no começo foi difícil, tem muita porta lá em cima, mas eu acho que aquele quarto era seu, certo?

Confirmei com a cabeça imaginando a cara da Fer quando ela soubesse disso.

– Então deixa que eu compro bebidas de verdade hoje – falei – nada de cerveja.

Mesmo os que estavam com as bocas cheias protestaram.

– Nem pensar – o Syn falou – acho melhor a gente comprar as bebidas – disse olhando para os outros.

Revirei os olhos.

– To brincando, eu compro cerveja, mas vou comprar outras coisas também, to com vontade de tomar batida – falei.

– O que é isso? Mais uns daqueles seus gostos estranhos? – o Zacky perguntou já com uma careta.

– É, mas vocês não acharam tão ruim assim, porque tomaram tudo – falei cruzando os braços.

– Tenho que confessar que é gostoso, eu nunca tinha experimentado – o Arin falou – mas prefiro puro.

Dei de ombro, sorrindo.

– Cara eu preciso de um banho – o Johnny falou – tenho a leve impressão que não foi só a sua cachorra que tomou um banho de cerveja.

Eu tive que rir.

– Sobe lá em cima então – falei.

– Jéssica, a nossa casa é a só a três casas da sua. –falou.

– Tá bom então, se você quer ir pra casa – dei de ombro.

– Você não quer que a gente more aqui né? – ele perguntou sorrindo.

– Huum! – fiz uma cara maliciosa – Melhor não né? Eu preciso de privacidade e tem coisa que eu gosto de fazer que não vai dar com vocês aqui – falei.

– Tipo o que? Andar pelada pela a casa! – o Syn perguntou com um sorriso torto.

– É só nisso que você pensa né? – perguntei levantando a sobrancelha – Não, não é isso que eu faço.

Ele deu de ombro com um sorriso.

– Vamos então que eu preciso de um banho também – o Zacky falou

– Vão embora então – falei levantando. Estava muito enrolação pra quem queria ir embora.

– Você está nos expulsando? – o Matt perguntou com uma cara fingindo estar chateado.

– Mas que merda! – falei enquanto sentava de novo – quando vocês decidirem me avise.

Eles sorriram.

– Vamos então antes que a gente deixe a Jeh louca – o Arin falou levantando — Tchau Jessica, não se esquece de nos ligar – ele me deu um beijo no rosto.

– Liga pra mim primeiro tá? Se eu não atender daí você liga para os outros – O Syn falou.

– Que diferença faz?

– A diferença e que eu vou saber primeiro qual o tipo da comida, só isso – ele falou dando de ombro.

– Só isso? Se você precisa TANTO ser o primeiro á saber, eu ligo pra você então.

Ele revirou os olhos e sorriu.

– Agora vão embora que vocês estão cheirando a cerveja – falei.

Eles sorriram. Levei-os até a porta. Quando fechei a porta a minha cachorrinha apareceu com uma cara de ressaca. Ela me lembrou a coruja do Rony do Harry Potter, por ser pequeninha e arteira, resolvi colocar o nome dela de Pìchi.

Fui jogar um pouco, mas quando cheguei à sala a Solange estava limpando. Senti dó dela, a sala estava toda virada, ela estava enchendo uma sacola com as garrafas de cerveja e eu resolvi ajudar. Quando terminei, subi para me arrumar para buscar a Fer. Resolvi comprar as bebidas primeiro, assim, quando chegasse ao aeroporto ela já estaria lá. Demorei muito no mercado escolhendo as bebidas, no fim acabei levando quase o de sempre, vinho leite- condensado, Coca, Heineken, uísque e Smirnoff.

– Mas alguma coisa? – a moça do caixa perguntou meio assustada pelo o tanto de bebidas.

– Acho que não – respondi fingindo estar na dúvida. Ela fez um cara de espanto.

Estava estacionando no aeroporto quando o meu celular tocou, era a Fer.

A onde você está? Não vai dizer que me esqueceu? – perguntou desesperada.

– Acabei de estacionar, espera no portão de desembarque que eu já estou chegando.

Tudo bem! – desligou.

Quando ela me avistou ela abriu uns daqueles sorrisos raros que ela dava. Cheguei perto e pulei no colo dela.

– Ai que mico Jessica! Desce. – ela falou olhando para os lados. Como se ela se importasse muito com os que os outros pensam.

– Eu estou morrendo de saudades e você só diz “ai que mico”? –perguntei enquanto descia.

Ela revirou os olhos.

– Eu também estou com saudades de você Jeh – ela me abraçou.

– Sei – resmunguei, fingindo estar emburrada.

– Vamos pegar as minhas bolsas? – perguntou.

Fiz uma careta, porque se ela tivesse trazido o tanto de mala que a minha mãe trouxe para mim, eu não ia colocar no meu carro. No fim eram quatro malas grandes, e acabei colocando na Murcielago quase chorando.

– É esse o nosso carro que a minha mãe falou? – ela perguntou toda animada enquanto entrava no carro.

– Não, esse é meu, o nosso é uma X6

– E eu não vou ter um? – ela perguntou fazendo biquinho.

– Claro que vai, a sua mãe comprou uma Gallardo preta com uns detalhes rosa – menti – por falar nisso, eu não sabia que gostava de rosa.

– Eu não gosto! – ela quase gritou – eu não acredito que a minha mãe fez isso comigo.

Dei de ombro, ela olhou para traz e viu as bebidas.

– Tudo isso é pra gente? – perguntou meio assustada.

– É, mas comprei já para um mês, eu fiquei com vontade de beber ontem e não tinha nada – menti de novo. Provavelmente ia tudo hoje.

Conversamos o caminho inteiro, como se tem assunto para se colocar em dia quando se passa uma semana sem se falar. Ela parou de falar quando viu a placa da onde nós estávamos entrando.

– Huntington Beach? Eu não acredito, sempre quis morar nesse lugar. Eu amo seu pai Jessica.

– É você já disse isso umas milhões de vezes — Revirei os olhos.

Chegamos à nossa casa, enquanto esperava a porta da garagem abrir, ela parecia uma criança grudada no vidro olhando para a casa.

– Tá aí seu carro rosa — falei entrando na garagem .

Quando viu que era todo preto ela saltou um suspiro.

– Eu tinha quase certeza que você estava mentinho.

– Sei! – falei enquanto descia.

Carregamos as bolsas para o quarto dela.

– Vou começar arrumar agora! – ela falou toda empolgada, abrindo à primeira bolsa.

– Nem pensar! – reclamei – deixa pra amanhã, vamos pedir alguma coisa pra comer que eu estou com fome.

– Poder ser – ela deu de ombro – vamos pedir pizza?

Fiz uma careta.

– Não pode ser outra coisa? – perguntei com uma cara de sofrimento.

– Não, eu to com vontade de comer pizza – choramingou.

– Ah Fer pizza não – choraminguei também.

– Por favor, por favor – implorou.

– Droga! Pega as bebidas no carro que eu vou ligar para a pizzaria – falei brava – que sabor que você quer?

– Eba! Pode ser frangalha?

– Eu acho que não tem isso aqui Fernanda e eu não vou pagar esse mico, ligando para pizzaria pedindo.

Ela deu uma gargalhada.

– Pode ser portuguesa então. – ela falou saindo do quarto.

Peguei o meu celular e liguei para o Syn.

Oi Jessica? Você demorou – reclamou.

– É que eu estava decidindo para quem eu ia ligar, mas daí eu lembrei que você poderia morrer de ansiedade se não soubesse primeiro. – falei sorrindo.

Ele riu.

Fico feliz que você não quer que eu morra. E aí? Qual vai ser a comida?

– Pizza – falei com os dentes cerrados.

Mas você falou que não queria – pela a voz dele ele estava sorrindo

– Eu sei – choraminguei – mas ela quer pizza o que eu vou fazer?

Tudo bem, qual vai ser o sabor?

– Tem frangalha? – perguntei.

Que porra é essa?

– Pelo jeito não tem – murmurei –pode ser uma portuguesa então, o resto vocês decidem eu não me importo.

– Tá, daqui uns 40 minutos nós chegamos aí, você comprou cerveja né? – perguntou.

– Esqueci – forjei uma voz assustada.

Eu não acredito que você fez isso! – ele gemeu do outro lado da linha.

– To brincando Syn, claro que eu comprei!

Faz essa brincadeira de novo e eu juro que você me mata!

– Claro! – concordei – vou desligar que eu tenho muito para fazer ainda.

Ok, até daqui a pouco – falou.

– Tchau! – desliguei.

Desci e coloquei uma nota de 50 Dólares na mesa que seria pra Fernanda pagar o “entregador de pizza”. Quando fui para a cozinha, ela já estava começando guardando as bebidas.

– O que você vai fazer? – ela perguntou quando peguei o liquidificador.

– Vinho com leite-condensado.

– Huum! Adoro. – falou de olhos fechados.

Fiz duas garrafas de vinho.

– Pra quê tudo isso? – ela perguntou quando coloquei duas jarras na geladeira.

Dei de ombro.

–Se não tomarmos tudo hoje fica pra amanhã.

– Ah! Eu nem acredito que estou aqui – ela disse sentando na cadeira – também nem acredito de a gente conheceu os Avengers — falou sonhadora – será que a gente vai chegar a ver eles de novo alguma dia?

– Não sei Fer – falei virando o rosto com um sorriso pra ela não vê – provavelmente não, talvez se nós formos a algum show deles.

– É só assim mesmo – ela falou triste.

30 minutos depois a capainha tocou.

– Fer atende pra mim? O dinheiro está em cima da mesa.

– Tudo bem! – ela falou saindo da cozinha.

Fui atrás dela, mas sem ela perceber. Ela abriu a porta.

– E aí Fer beleza? – o Johnny entrou pela a porta.

Ela ficou parada de boca aberta sem acreditar.

– E ai Fer? Como você esta? – o Zacky perguntou dando um beijo no rosto – Jeh a onde eu coloco as pizzas? Lá na sala de novo?

– Pode ser, vou pegar o resto – falei.

Ela ficou olhando para o Zacky incrédula, quando foi carregada pelo abraço forte do Syn.

– Eu ajudo – o Zacky disse largando as pizzas nas mãos do Johnny.

– Vou precisar de mais um. Arin você pode vir também? – perguntei enquanto ele a abraçava.

– Claro cadê as cervejas?

– Estão na cozinha! – falei.

Matt foi o ultimo a abraçar a garota, ela quase se perdeu naqueles braços enormes.

– Tá ligado o X Box? – o Matt perguntou.

– Não, mas pode ligar – Apontei para o Zacky e o Arin – vamos?

– Espera ai! – ela explodiu. Tava demorando – apaga o fogo do buraco. Que intimidade é essa? Como é que você sabe a onde é a sala do X Box se nem eu sei? – ela perguntou olhando para o Matt.

– É que nós dormimos aqui ontem – o Gates explicou – digamos que já conhecemos o principal da casa, a não ser o Matt que conhece a onde fica o quarto da Jeh porque ele precisou levar ela lá ontem.

Ela me fuzilou com os olhos, dei de ombro depois eu contava.

– E como é que vocês descobriram a onde nós moramos? – perguntou.

– O Zac comprou uma casa á três casas daqui – o Johnny contou.

– E ontem eu encontrei com ele – falei. Contamos o resto da história, quando ela entendeu foram para a sala e eu o Zac e o Arin fomos pegar as bebidas e os pratos.

– O que é isso? – o Matt perguntou apontando para as jarras de vinho.

– Vinho com leite — condensado – respondi.

– É bom? – o Johnny perguntou.

– Uma delicia – A Fer respondeu.

Não demorou muito eu tive que fazer outra jarra, resolvemos comer primeiro depois jogar. Mal terminamos de comer o celular do Zacky tocou. Ela saiu da sala porque estava muito barulho. Colocamos um jogo de luta. Quando eu estava jogando contra o Johnny ele voltou.

– Jéssica? – ele chamou com uma voz aborrecida.

– Quê? Perguntei enquanto apertava o “pause”.

– Me leva até em casa? –Juro que não fui só eu que fiz uma cara confusa.

– Você tem medo de andar na rua sozinho? – perguntei com uma cara divertida.

Ele revirou os olhos.

– Minha namorada está aqui em casa me esperando e eu falei que já estava chegando, que um amigo ia me levar, até porque os nossos carros estão todos na garagem, então você pode me deixar em casa de carro? – perguntou.

– Posso – respondi meio cabisbaixa.

– Desculpe por acabar com a sua festa de vocês.

– Que isso cara, a gente entende que faz tempo que você não da uma calibrada na cama – o Syn disse com uma falsa tentativa de falar sério.

Caímos na gargalhada.

– Temos que esperar uns dez minutos primeiro, eu falei que estava um pouco longe – ele disse.

– Vamos jogar então! – o Arin falou.

– Podemos esclarecer uma questão também – o Syn falou rodando o meu anel na mão.

– Como? – o Matt perguntou confuso.

Resolvi sair de cena.

– Vou pegar as chaves do carro enquanto isso – falei rápido jogando o controle no colo do Arin. Levantei e sai rápido da sala. Não queria tocar naquele assunto do anel, não agora.

Fui para a cozinha, ia ter dez minutos para enrolar lá. Eu apostava que estava falando sobre isso porque as vozes na sala diminuíram.

– Jéssica! – o Matt gritou – traz um copo de água pra mim?

– Tem um monte de cerveja aí! – gritei de volta.

– Mas eu quero água.

– Vem buscar então! – Eu sabia muito bem que não era o copo de água que ele queria.

– Eu to jogando!

Gemi. Tinha que achar um jeito de enrolar eles. Graças a Deus a Píchi resolveu aparecer na cozinha e latiu.

– O que foi isso? – ouvi a Fer perguntado.

– A cachorrinha da Jeh – O Johnny falou.

– Ela não tem cachorro! – ela rateou.

– Tem sim! – ele teimou.

Sorri tinha achado uma saída. Peguei um copo de água e a Píchi no colo e voltei para a sala.

O Matt não estava jogando, sabia que era armação.

– Da onde isso saiu? – Ela perguntou apontando para a Píchi.

– Isso é uma cachorra e tem nome – falei meio brava, mas feliz por ter desviado a conversa do assunto principal.

– Quando você comprou? – perguntou.

– Ontem!

– Como é o nome dela? – o Johnny perguntou.

– Píchi!

A Fer sorriu, ela sabia da onde eu tinha tirado o nome.

– Que diabos de nome é esse? – Zacky perguntou.

Dei de ombro.

– Eu gostei!

– Me deixa pegar ela um pouquinho? – a Fer pediu.

– Não machuca ela Fer, ela já passou por muitas coisas em apenas dois dias – falei olhando para o Matt e o Syn. E eu conhecia a Fer ela adorava aprontar com os bichinhos.

– Claro que não – ela deu um sorriso meio malicioso. Se ela fizesse alguma coisa com a Píchi, eu juro que pulava no pescoço dela.

– Porque não deixamos para falar da cachorra depois? Eu estou curioso para saber a história do anel – O Syn falou.

– Nós também! – o Arin disse.

Olhei para o chão.

– Outro dia! – falei brava

– Que diferença vai fazer hoje ou outro dia? – O Syn perguntou.

– Eu não quero falar sobre isso hoje!

– Jéssica, por favor, você não acha que guardou isso por tempo de mais? – a Fer perguntou – tem haver com o Jorge não tem? Jessica eu também era amiga dele, eu sou sua amiga, você não acha que eu devia saber o que aconteceu naquele dia? Porra os pais dele também escondem, ninguém além de três vocês sabem. Todo mundo só sabe que ele c... – ela parou.

Respirei fundo sentei no chão e abracei os joelhos. Eu não queria contar, cada vez que eu pensava no que tinha acontecido naquele dia doía. Mas ela estava certa, eu tinha guardado aquilo por tempo de mais.

– No dia no meu aniversário de quinze anos, o Jorge não pode ir á festa – comecei falando baixo, eles até se aproximaram um pouco – dois dias depois ele ia para uma chácara com a mãe e o pai dele então me chamou para ir junto para comemorar e eu aceitei. Foi então que eu ganhei o anel, ele me deu de presente de aniversario junto com uma caixa de bombons – respirei fundo ia começar a pior parte – no segundo dia que nós estávamos lá, o pai dele convidou para dar uma volta pelas as redondezas, fomos nós quatro.

–Eu e o Jorge fomos na frente, tinha uma ponte de um lado para encurtar o caminho, mas a ponte era bem velha e em baixo tinha um buraco de uns quatro metros de altura cheio de pedras. Estava um dia de sol muito quente e ele percebeu que tinha alguma coisa brilhando quase no meio da ponte. – estava todo mundo muito concentrado no que eu estava falando. A Fer já estava com a mão na boca esperando o final.

– Era uma pulseira – continuei – Ele resolveu pegar para mim, disse que não tinha me dado um presente decente. Lógico que eu não deixei. Aquela ponte tinha uma cara que não agüentaria a próxima ventania. Mas ele saiu correndo e subiu na ponte, foi andando devagar, mas a cada passo a ponte rangia mais. – respirei fundo de novo.

– Quando o pai dele viu, veio furioso gritando para ele sair dali. pegou a pulseira e veio voltando, mas a ponte começou a se inclinar e ele... – não consegui terminar, fechei os olhos lembrando-me da cena, vendo uns dos meus melhores amigos caindo num precipício. Eu ainda lembrava do grito de desespero que a mãe dele deu.

– Quando nós conseguimos descer – falei com dificuldade, minhas lágrimas começaram a rolar – ele estava desmaiado, mas na mão ele ainda segurava a pulseira, tinha caído quase quatro metros e não tinha soltado – falei mexendo na pulseira do meu pulso, ela era simples, mas tinha um valor enorme. – E faz três anos que ele está em coma.

– Foi isso que aconteceu? – a Fer perguntou com lágrimas nos olhos, eles eram namorados na época.

– Foi. Eu devia ter segurado ele – falei chorando.

– Não Jeh, todo mundo conhecia a Jorge, se você conseguisse segurar, ele iria voltar mais tarde e sozinho.

– Foi por isso que você me deu o anel e não a pulseira? – o Syn perguntou.

– O anel eu ganhei de presente, mas a pulseira quase custara à vida dele, não que o anel não seja importante – falei secando os olhos.

Ficou um silêncio. Mas por incrível que pareça eu me sentia mais aliviada.

– Vamos Zacky? – perguntei levantando.

– Tem certeza Jeh? Se você quiser alguém pode me levar.

– Não eu levo, preciso dar uma volta – falei já indo na direção da porta que levaria a garagem.

– Então tá – ele levantou também – tchau Fer, desculpa, a gente marca outro dia –falou com uma cara tão bonitinha de desculpas.

– Tudo bem Zac, até porque nós não moramos longe, a gente marca outro dia – falou ainda com os olhos vermelhos.

Chegamos na garagem ele abriu uma boca enorme.

– Eu simplesmente amo esses carros, como é que vocês têm os três? – Ele nem esperou eu responder, virou pra a porta que dava para a casa.

– Pessoal vem aqui! – chamou.

Eles já chegaram olhando para mim, com certeza esperando que eu tivesse me desmanchando em lágrimas de novo.

– O que aconteceu? – o Arin perguntou.

–Olha os carros delas! – ele falou apontando.

– Nossa de quem é o Murcielago? – o Johnny perguntou.

– É meu! – respondi.

– Eu amo esse carro! — ele exclamou.

– Não se preocupe Johnny, quando você crescer vai poder comprar um desse – o Matt disse.

Cai na gargalhada.

– Ela sorriu! – o Zacky falou me abraçando – estava ficando preocupado, pensei que tivéssemos te deixado em depressão.

Revirei os olhos.

– Ainda não – falei.

– Vamos de Murcielago? –perguntou todo empolgado.

– Acho melhor não! – falei.

– Por que você não quer que eu entre no seu carro? – ele perguntou fingindo estar chateado.

– Ai Zac, nada a ver, não é um carro muito comum, e se a sua namorada vir, e amanhã descobre que tem um carro igualzinho a três casas da dela?

– É tem razão — ela falou fazendo um biquinho.

– Nossa que menina esperta! – o Johnny comentou.

– É eu sei! – me gabei.

– E convencida também! – ele retrucou sorrindo.

– Mas eu ainda quero dar uma volta – o Zacky falou – então a outra Gallardo é da Fer?

Ela confirmou com a cabeça.

– Qual é mais potente? – o Arin perguntou.

– O meu! – respondemos a duas.

Eles riram.

Na verdade ainda não testamos – falou E eu concordei com a cabeça.

– Eles não me parecem muito potentes – o Syn falou em um tom de provocação.

– Com certeza faz a sua BMW comer poeira – falei levantando a sobrancelha.

– Como é que você sabe que eu tenho uma BMW?

Revirei os olhos. Quem não sabia?

– Até a onde eu sei você tem uma, ou já não tem mais? – perguntei.

– Eu ainda tenho, mas não sei se ela come poeira – ele falou com um sorriso.

– Um dia ainda vamos constar isso. – falei – vamos Zac?

Fomos de X6. Paramos de frente da casa, ele me deu um beijo no rosto e pulou para fora do carro “para ela não perceber qual era o carro”.

Quando voltei para casa estavam todos jogando de novo.

– Sou a próxima! – falei quando vi que eles estavam jogando Need for Speed, eu adorava aquele jogo.

– Nem pensar, eu estou na vez, você acabou de chegar! – o Arin reclamou.

– Mas aposto que cada um já jogou uma vez! – insisti.

– Que nada acabamos de colocar. Tem mais vinho lá? – perguntou mudando de assunto.

– Tem por quê?

Ele apontou para as jarras, estavam vazias.

– Vou fazer mais – falei indo para a cozinha. Fiz mais duas garrafas, quando voltei o celular do Syn tocou.

– É o Zacky – ele falou enquanto apertava o botão – Fala gordo. O que foi? Não deu conta do recado? Tá precisando de ajuda? – ele perguntou sorrindo, mas logo o sorriso se desfez – eu não acredito que você fez isso, cara, você é um pau no cú vá se foder. Já estamos indo – falou desligando.

Ele olhou para o Matt e o Johnny.

Notas finais
E ai o que acharam???
Por favor comentem... eu quero voltar de viajem e ver isso aqui cheio....por favor :)
Pode ser de presente de Natal eu vou amar!!!
bjo00