The Pink Is The New Black
4 I Hate Goobyes.
Notas iniciais
Eu nao ia postar hj queria revisar mais um pouco, mas a Fernanda ta me enchendo o saco, entao tá aqui...
Espero que gostem
Boa leitura
Enjoy ^^
Acordei eram quase nove e quinze da manhã. Levantei escovei os dentes, vesti uma calça Jeans clara, uma blusinha branca e tênis. Prendi meu cabelo num rabo de cavalo, passei maquiagem, coloquei minha pulseira e o anel preferido.
Fui para a sala, para a minha surpresa a Fer estava acordada assistindo TV, já toda arrumada.
– Nossa tá aí uma coisa que a gente não vê todo o dia — falei sorrindo. Ela nunca acordava cedo.
Ela sorriu.
– Tô muito ansiosa, não consegui ficar na cama – explicou.
–Meu pai esta dormindo ainda?
– Está, e acho que ele não vai acordar tão cedo. Quando fui beber água ontem à noite ele estava acordado vendo TV, já era quase uma da manhã – falou.
– Huum – murmurei.
Nisso bateram na porta, enruguei a testa, mas fui abrir.
Eram os meninos. O Johnny segurava um buquê de flores e o Matt outro, e os outros três estavam atrás com uns sorrisos enormes.
– Podemos entrar? – o Johnny perguntou.
– Claro! – respondi.
– Esse é pra você – o Matt falou me entregando o buquê de flores.
Formou-se um nó na minha garganta que foi difícil segurar o choro.
– Obrigada – falei com dificuldade.
– E esse é pra você Fer – o Johnny falou indo andando até ela.
–Nossa! Obrigada .
Fomos todos para a sala.
– Viu? Eu falei que a gente vinha se despedir – o Arin falou – Só confirmei com a cabeça, o nó na minha garganta estava piorando.
– Desculpa por nos não podemos ficar mais tempo, é que realmente nós estamos atrasados – o Zacky falou.
– Tudo bem – a Fer disse, ela tinha se recuperado mais rápido do que eu.
Ganhamos um abraço de todos eles, o último que eu abracei foi o Syn.
Ele me abraçou forte, quase não consegui segurar que os meus olhos enchessem de lágrimas.
– Ei não fica assim – ele falou – Algo me diz que a gente vai se encontrar de novo.
Eu sorri com a cabeça enterrada no peito dele. Com certeza ele falava aquilo para todo mundo. Como era que a gente ia se encontrar de novo?
– E eu não falo isso para todo mundo – ele continuou. Parecendo ler os meus pensamentos. – Eu gostaria muito de encontrar vocês– ele tirou o chapéu que estava usando e colocou na minha cabeça.
– Para você! – ele falou – para você nunca se esquecer de mim.
– Eu não ia esquecer de qualquer maneira – falei com dificuldade. Ele sorriu.
– Então... Você não quer me dar alguma coisa sua para eu me lembrar de você também? – perguntou – Não que eu vou me esquecer, mas para eu ter uma recordação da garotas muito especiais que conheci.
“E agora?” pensei.
Olhei para as minhas mãos. O meu anel, ele tinha gostado. Doeu quando tirei do meu dedo e coloquei no dedo dele, aquele anel era especial para mim.
– Esse anel tem um valor muito grande pra mim, eu já contei isso pra você. Então se você perder, eu te mato! – ameacei.
Ele abriu um sorriso enorme.
– Pode deixar, ele vai fazer parte de mim assim como as minhas tatuagens.
Ele me abraçou de novo e me deu um beijo no rosto.
– Agora eu realmente preciso ir – ele falou
– Tudo bem! – concordei.
Os outros já estavam na porta. A Fer estava com os olhos vermelhos também.
– Tchau meninas! – eles falaram juntos
– Tchau! – respondemos.
E eles se foram.
Fechamos a porta e deixei as minhas lagrimas caírem. Fui até o meu buquê e peguei o cartão que estava dentro.
Para uma pessoa muito especial,
Que fez dois dias se tornarem tão inesquecíveis.
Avenged Sevenfold.
Sentei no sofá, respirando fundo pra me acalmar. A Fer fez o mesmo.
– Nossa nunca pensei que uma despedida doesse tanto – falou.
Só confirmei com a cabeça.
Ela olhou para a minha cabeça e apontou para o meu chapéu.
– Dá pra mim? – perguntou.
– Mas nem fodendo! – falei levantando, pegando o meu cartão e indo para o meu quarto.
– Vou lavar o rosto eu devo estar toda borrada – falei.
– Acho que eu preciso fazer o mesmo – Realmente precisava, como ela caprichava na maquiagem o negócio estava feio.
Guardei o cartão e o chapéu na bolsa e fui para o banheiro lavar o meu rosto e fazer a maquiagem tudo de novo. Quando sai do quarto meu pai estava saindo do dele também.
– Bom dia! – ele falou.
– Bom dia pai!
A Fer também saiu do quarto.
– Bom dia tio, que horas nós vamos?
– Só o tempo de eu me arrumar- respondeu.
Ele estava voltando para o quarto dele quando viu os Buquês.
– O que é aquilo? –perguntou.
– Dois buquês! – respondi.
– Eu não sou burro sabia? Eu sei o que são dois buquês, o que eu quero saber, é como eles chegaram aqui? – perguntou.
Ele não estava bravo então resolvi arriscar.
– É uma longa história.
– Eu espero! – ele cruzou os braços.
– Não da, nós temos que sair daqui a pouco pra levar a Fernanda – lembrei.
Ele se virou para a Fer.
– Fernanda você não vai mentir pra mim né? – aquilo era covardia com a coitada da Fer.
– Hãa – ela me olhou com uma cara de desespero.
– Pai! – reclamei.
– Quê? Vocês ganham flores e não querem que eu saiba de quem? — Perguntou.
– Claro, fomos nós que ganhamos – falei olhando com um olhar desafiador.
Ele me conhecia muito bem, sabia que eu não ia falar. Então levantou as mãos pra cima.
– Tudo bem, eu desisto, não me importa mesmo – ele falou dando de ombro. É claro que importava.
Ele nos lançou um olhar desconfiado, mais entrou no quarto
– Ufa! – ela Suspirou – Ele me botou numa saia justa.
– Ele logo esquece. É só você não dizer nada.
– Pode deixar! – ela falou sorrindo – aprendi com você a não soltar nem sobre pressão.
Quando deixamos o hotel era quase onze. Fomos para o aeroporto a Fer estava muito quieta, por mais que eu tentasse falar com ela.
Fomos direto para o restaurante. Meu pai ainda olhava desconfiado para o buquê que a Fer levava, eu tinha deixado o meu no carro. Mas isso não impediu dele me lançar um olhar interrogativo. Virei o meu rosto e ele bufou.
– Tio você poderia dar uma dica pra mim né? Onde nós vamos morar? – ela perguntou.
– Claro, assim que você entrar no avião.
– Esquece Fer não vale à pena – falei enquanto empurrava a minha sobremesa.
O celular do meu pai tocou
– Oi amor, já está chegando? – ele perguntou – 20min? Ok. Já estamos indo, é o tempo de deixar a Fer no embarque, beijos – e desligou – vamos?
– Vamos! – falei levantando.
– Fazer o quê? – ela resmungou.
Chegamos ao local de embarque dela, minha garganta deu um nó de novo.
– Nossa eu descobri que eu odeio despedidas. – Eu não queria que a Fer fosse.
– Ai! Eu também! – os olhos delas encheram de lagrimas.
– Meninas acalme- se, porra, até parece que vocês não vão mais se ver – reclamou.
– Mas não vamos – falei — por uma semana.
Ele revirou os olhos.
– Tchau Ferzinha – ele a abraçou.
Eu abracei também.
– Vai passar rápido – falei.
– Eu espero – falou emburrada
Ficamos esperando até ela entrar no portão de embarque, saímos e fomos encontrar minha mãe e meu irmão, que o vôo deles tinha acabado de chegar.
Quando meu irmão nos viu, ele abriu um sorriso enorme, esperou chegar mais perto, virou de costas e apontou para trás da camisa. Ele estava com uma camisa da Seleção Brasileira escrita Filipi n°8. Ele jogava futebol e com certeza tinha sido convocado para a seleção.
Quando chegou até nós nem disse “oi”, foi logo falando.
– Tô na Sub-20 maninha, sabe o que é isso?
– Não, não sei! – respondi.
– Uma coisa que você nunca vai conseguir, precisa ter talento.
Cara, como em menos de um minuto o meu irmão conseguia me irritar?
– Só pra isso que você serve mesmo, vadio do jeito que você é. O que poderia fazer além de correr atrás de uma bola? – falei erguendo a sobrancelha e cruzando o braço.
Ele abriu a boca para responder, mas a minha mãe nos conhecia muito bem, quando a gente começava a brigar, ia longe.
– Oi filha, tudo bem com você? – ela me abraçou.
– Tudo mãe! – reparei que estava morrendo de saudades dela também.
Pelo visto não só eu, depois que me abraçou, ela e meu pai se grudaram de um jeito que eu achei difícil de separar.
– Onde é que tem um extintor por aqui? – Meu irmão perguntou olhando para os lados.
Eles se separam sorrindo
– Ah! Mãe eu passei na dança! – falei empolgada
– Eu já sabia! – ela tampou a boca.
– Pai! – reclamei.
– Me desculpa, não consegui segurar.
– Você é inacreditável! – falei aborrecida – Vamos pegar as malas então?
Meu irmão fez uma careta.
–Quero ver como é que a gente vai fazer para levar todas as malas embora – ele falou.
– Como assim?
– A mãe resolveu trazer o seu guarda-roupa inteiro – respondeu.
Nossa, tinha esquecido as minhas roupas.
– Obrigada mãe.
– De nada querida.
Ele não estava exagerando, meu pai teve que alugar um taxi só pra levar as malas e ainda foi um pouco no nosso carro.
Meu irmão e eu brigamos quase o caminho inteiro, era incrível a capacidade que ele tinha de me irritar. Já faziam quase duas horas que estávamos dentro daquele carro eu não agüentava mais. De repente o cenário começou a mudar, as casas começaram a ficar maiores, a vista mais bonita.
– Que lugar é esse? — Perguntei como quem não quer nada.
– Huntington Beach – falou.
– É esse o lugar que eu vou morar? – perguntei mantendo o mesmo tom despreocupado.
– É esse, sua casa fica na próxima... – ele parou no meio da frase – mas que droga Jessica, você estragou a surpresa.
Todos riram, eu podia demorar, mas sempre conseguia aquilo que queria.
Paramos em frente de uma casa enorme, tinha um jardim enorme com uma árvore gigante no canto que dava uma ótima sombra em dia de calor.
Peguei o meu buquê e desci do carro com a boca aberta.
– Caralho pai! – exclamei.
– Tudo do bom e do melhor para a minha princesa. — ela falou colocando a mão no meu ombro.
– Você já pensou que a sua princesa – fiz uma careta — talvez não precise de tudo isso? – perguntei.
– Você não gosta? – perguntou levantando a sobrancelha.
– É eu acho que gosto – disse sorrindo.
– Eu tentei comprar aquela da esquina — ele apontou para uma casa do outro lado da rua que quase dava um quarteirão inteiro, a três casas da nossa – mas o proprietário já tinha vendido.
– Graças a Deus, eu acho que vou me perder nessa, naquela com certeza eu ia desaparecer.
– Que buquê é esse na sua mão? – minha mãe perguntou.
– É uma longa historia – falei
– Elas não querem contar, a Fernanda também ganhou um – meu pai falou.
Minha mãe estreitou os olhos resolvi mudar de assunto.
– Vamos descarregar as malas? O taxi não pode esperar o dia inteiro.
Meu pai mexeu no bolso e tirou uma chave.
– Quer abrir sua casa nova, enquanto descarregamos as malas? – perguntou.
– Claro né? – falei rindo.
A casa era linda, todos os móveis modernos, na sala de entrada tinha um piano de calda enorme que com certeza era pra Fer, porque eu não era muito de tocar e ela gostava muito mais de tocar. Uma sala toda espelhada para eu dançar. Outra sala com uma TV maior que eu com X Box, na parte de cima ficavam os quartos, no terceiro andar tinha um salão enorme todo equipado para fazer muitas festas.
Meu quarto era no final do corredor, tinha uma sacada para frente da casa e outra para os fundos de frente para a piscina. Ele era todo roxo com preto, umas das minhas combinações favoritas.
Logo o meu quarto ficou cheio de malas, resolvi não mexer nelas par ter alguma coisa pra fazer durante a semana.
Eu e meu irmão resolvemos estrear o X Box. Teve mais briga, porque eu não queria jogar futebol, eu não podia entender uma pessoa que passa a maior parte do tempo jogando futebol, quando parava um pouco, queria jogar no X Box.
Acabamos colocando Need for Speed, que era um jogo que nós dois gostávamos.
– Nossa que tranqüilidade aqui, nem parece sexta- feira – minha mãe falou enquanto sentava no sofá.
– Não mesmo — meu irmão concordou.
– Muita diferença faz pra você – falei – você nunca faz nada.
– Não comecem vocês dois – meu pai ralhou.
– O que nós vamos pedir para jantar? – minha mãe perguntou.
– Nós não podemos sair pra jantar? — Perguntei.
– É vamos? – meu irmão ajudou.
– Eu estou cansada, preferiria pedir alguma coisa aqui em casa – ela falou.
– Tudo bem – respondi voltando para o jogo.
– Arg! Vamos sair para comer – ela bufou, olhei para o meu irmão e sorri – mas sem trocar de roupa, porque eu não quero demorar pra sair – quando eu tinha levantado e estava indo em direção a escada.
Não fomos muito longe tinha um restaurante muito bom bem pertinho. Quando voltamos eu e meu irmão ainda jogamos mais um pouco, enquanto nossos pais foram “dormir”. Pela as carinhas que eles fizeram quando falaram que iam dormir, duvidei que fosse isso mesmo.
Resolvi ir dormir também, mal levantei e meu irmão já estava colocando futebol. Tomei um banho coloquei meu pijama e logo dormi. Estava muito cansada emocionalmente, foram muitas despedidas para um dia só.
Domingo chegou muito rápido, fui levá-los no aeroporto. Quando saí do carro com uma das bolsas da minha mãe, me ocorreu que tinha deixado passar alguma coisa. Meu pai não estava com a Mercedes.
– Pai? Esse carro é nosso ou você alugou? – apontei para a BMW X6 preta.
– Pensei que você nunca fosse perguntar – ele falou sorrindo. – esse é seu, mas tem dois carros na garagem, um pra você e outro que a mãe da Fer comprou, a X6 é só quando vocês não quiseram chamar atenção.
– Porque é que eu não fui à garagem? – perguntei furiosa.
– Porque eu tive todo o cuidado de manter você afastada de lá. – ele respondeu.
Assim que eles embarcaram fui correndo para casa direto para a garagem. Tinha uma Lamborghini Gallardo preta, com certeza era da Fer ela adorava aquele carro e do lado tinha uma Murcielago também preta.
– Ai papai! – disse alto.
Nisso o meu celular tocou, era a Fer.
– Nossa até que enfim! – falei brava – já estava pensando que seu avião tinha caído.
– Desculpa, mas eu estava ocupada tentando convencer a minha mãe a me deixar voltar antes.
– E conseguiu?
– Sexta- Feira lá por umas seis da tarde eu to na área.
Já eram três dias antes do combinado.
– Então a onde é a nossa casa? – perguntou.
– Você não acha mesmo que eu vou falar né? –perguntei – demorei muito tempo para descobrir e não vou entregar assim tão fácil por telefone.
Ficamos discutindo um pouco, no fim ela desistiu.
No outro dia, acordei um pouco tarde, e comecei a arrumar as minhas roupas. Levou quase o dia inteiro para guardar tudo no guarda-roupa. Sorte que ele era gigante.
Terça-feira a empregada que eu meu pai tinha contratado chegou para limpar a casa. Ela viria todo o dia na parte da manhã e o marido dela cuidaria da piscina e do jardim.
– Prazer eu sou a Solange! – ela se apresentou, era uma mulher de uns 40 anos.
– Jessica, prazer.
– Não era para ter mais uma menina aqui também? – perguntou.
– Ela chega sexta- feira.
Conversamos um pouco, ela foi limpar a casa e eu fui jogar.
Quarta- feira eu já não tinha mais nada pra fazer, eu odiava ficar sozinha, comecei a xingar a mãe da Fer por querer que ela voltasse para o Brasil. Fiquei imaginando o quanto a gente já teria aprontado se ela estivesse aqui.
Liguei para a minha mãe.
– Oi filha tudo bem? – perguntou.
– Não. Eu to cansada de fazer nada – choraminguei.
– Então arruma alguma coisa pra fazer ué.
– O quê, por exemplo?
– Vai fazer compras, porque você não compra um cachorro? Daí você tem alguma coisa para cuidar.
Assim que desliguei fui ao Shopping, comprei tanta coisa que esqueci que tinha de comprar um cachorro também.
Notas finais
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