The Perks Of Living Together

2 You don't really need to know how to cook.


Notas iniciais
Boa madrugada, caras leitoras e caros leitores. Estou eu aqui, morrendo de sono, mas feliz porque investi o meu valioso tempo de férias em algo que eu gosto de fazer, que é escrever. Então estou aqui com mais outra história curtíssima, mas fofa. Essa é mais "briga besta de casal", mas espero que gostem. Não tenho muito a dizer. Apenas boa leitura!

Se Aomine Daiki tivesse uma palavra para descrever a comida que Tetsuya, seu namorado, fazia diariamente em casa, esta seria perfeita. E olhe que a única coisa que ele conseguia fazer eram ovos cozidos com algum tipo de tempero por cima. O moreno não pedia mais nada além daquilo.

Até que era compreensível, afinal o pobre coitado teve que sobreviver por muito tempo com a comida preparada por sua amiga de infância, Momoi Satsuki. Todos achavam um milagre Aomine nunca ter tido algum problema como intoxicação alimentar ou até mesmo ter morrido, afinal a menina tinha muitas habilidades, mas cozinhar não era uma delas.

O rapaz costumava até a falar que a comida de Satsuki tinha vida própria, que era um alienígena tentando abduzi-lo, que já viu até alguma coisa se mexendo... Muitas vezes ele falava tão sério que quase ninguém acreditava que ele estava brincando. Bom, ele geralmente não estava brincando.

Mas era exatamente por isso que ele não reclamava da comida dos ovos cozidos que Tetsuya preparava com tanto carinho para ele. Comparado ao que teve que comer por tantos anos, aquele devia ser o sabor do paraíso ou algo assim.

Infelizmente, Kagami não concordava, então todas as discussões sobre comida ou cozinha eram iniciadas por ele. Todas, sem exceção, o que deixava Tetsuya muito irritado.

– Eu nunca vi o Aomine-kun reclamando do que eu faço. – O rapaz disse “paciententemente” enquanto retirava o terceiro ovo cozido da panela.

– Isso deve ser porque ele tem algum paladar sobre-humano ou sei lá! – Retrucou o ruivo – Mas do jeito que está não pode continuar, Kuroko. Eu vou acabar virando um ovo de tanto comer só isso!

– E o que você sugere que eu faça, Kagami-kun? – Perguntou calmamente, mas seus olhos revelavam a irritação que sentia.

– Deixe que eu tome conta da cozinha, oras! Você sabe que eu sei cozinhar! – Exasperou.

– Então você acha que eu não sou capaz de cozinhar? Você acha que o que eu faço é ruim? – O menor finalmente perdeu a paciência e alterou um pouco o tom de voz.

– Eu não disse que o que você faz é ruim, mas... – Kagami parou antes que pudesse completar a frase e acabar magoando ainda mais o menor – Eu não quis dizer isso.

– Tanto faz, Bakagami. – O menor estalou a língua enquanto tirava o avental que usava – Eu vou levar o Nigou para passear. Preciso de ar.

Tetsuya voou para fora do apartamento junto com o cachorro, que não entendeu nada. Assim que o rapaz saiu da cozinha, Aomine entrou, terminando de tirar os ovos da panela enquanto Kagami o encarava em silêncio. De repente, deixou uma risadinha escapar, pegando o outro de surpresa.

– Do que está rindo, bastardo? – Perguntou o tigre, agora parecendo mais um gatinho envergonhado. Parecia até que o outro estava debochando dele.

– Acho que agora eu sou o namorado preferido. – Disse com um sorriso sacana entre os lábios.

– Cale a boca, Ahomine. – Retrucou o ruivo – Só porque você não reclama, não significa que você esteja satisfeito em comer ovos cozidos todos os dias.

– Eu estou satisfeito, Bakagami. – Aomine respondeu sério, pegando o ruivo de surpresa – Eu acho até que sou abençoado por poder provar a comida do Tetsu.

– Está tirando uma com a minha cara, bastardo?

– Quem me dera. – Respondeu suspirando pesadamente – Mas você realmente não sobreviveu com a comida desumana que eu comi até o fim do meu ensino médio, então eu compreendo que você tenha um paladar mais refinado que o meu. – Deu os ombros.

– Eu morei sozinho durante quase toda a minha vida escolar, então eu tive que aprender a cozinhar, Ahomine. – O tigre disse irritadiço.

– E o Tetsu morou com os pais e a avó. Ele nunca precisou tocar em uma panela, então ele realmente não sabe nem o que está fazendo direito. – Aomine finalmente tocara num ponto importante – Mas ele quer nos agradar de algum modo e se esforça para isso. Já viu os dedos dele? Ele vive se queimando só por tentar.

Kagami começou a se sentir um tanto culpado. Obviamente já tinha percebido as bandagens nos dedos do azulado, mas nunca conectara um fato ao outro. Sentiu vontade de se espancar por sua estupidez.

– Eu... não tinha pensado por esse lado. – Admitiu em voz alta.

– Claro que não tinha. Você é um idiota, lembra? Por essas e outras é que eu sou o namorado preferido. – Disse o moreno abrindo um sorriso de orelha a orelha enquanto bagunçava os cabelos vermelhos de Kagami.

– E-Ei! Desde quando tem essa de namorado preferido?! – O ruivo disse nervoso, afastando as mão do moreno de sua cabeça.

– Desde que eu consigo satisfazer o Tetsu em todos os quesitos muito mais do que você. Inclusive no sexual, no qual você simplesmente é uma merda. – Disse usando o seu tom mais provocativo.

– Há, claro! Você e o seu amiguinho minúsculo não chegam a um quarto do que eu faço com ele! – Retrucou irritadiço. Não que Aomine fosse minúsculo. Não mesmo.

– Claro, claro. – O maior riu da cara rapaz, ignorando completamente sua fala – Agora me ajude a descascar esses ovos e arrumar a mesa antes que o Tetsu volte.

.

Kuroko voltou para tarde casa, afinal acabara encontrando Kise no caminho e o loiro não queria larga-lo (literalmente). As luzes da sala e da cozinha estavam apagadas, e o ambiente silencioso, então o rapaz imaginou que seus amantes estavam dormindo.

Sentia-se culpado pelo modo que falara com Kagami, mas não conseguia deixar de se sentir triste pelo fato que não conseguia fazer mais nada do que aquilo. Ele realmente tentara. Encarou seus dedos enfaixados com uma expressão entristecida com o pensamento “Talvez eu deva mesmo desistir...” preenchendo sua cabeça.

– Você com certeza está pensando em coisas desnecessárias. – A voz de Kagami quebrou o silêncio, e no mesmo instante tudo ficou claro.

Sentados a mesa de jantar na cozinha estavam Taiga e Daiki, encarando o azulado. Em cima dela, encontrava-se uma cumbuca repleta de ovos cozidos com vários temperos ao lado, seguido por um potes com várias batatas cozidas já descascadas acompanhadas de cenouras.

– Estávamos te esperando para comer. Onde você estava até agora? – Perguntou Aomine com cara de poucos amigos e um olhar desconfiado.

– Estava passeando com o Nigou, mas encontrei Kise-kun no caminho. – Respondeu de imediato.

– Argh, aquele Kise... Se ele tocar em você vai se ver comigo! – Kagami resmungou.

– Pelo menos você está de volta e aquele idiota não te raptou – Aomine deu os ombros – Agora vamos comer, por favor. Eu estou faminto.

Os três comeram em silêncio a maior parte do tempo, sendo quebrado apenas por alguns comentários ácidos de Aomine para Kagami e vice-versa, mas aquilo já era da rotina. Ao terminar, os três recolheram os pratos, o ruivo e o azulado ficaram encarregados de lavar a louça enquanto o moreno deixava pronta a mesa do café da manhã. Kagami pensou que aquela seria a hora perfeita para pedir desculpas para o menor, então...

– Kuroko, eu...

– Kagami-kun, eu...

...Os dois falaram ao mesmo tempo e mergulharam no silêncio novamente, envergonhados. Aomine apenas revirou os olhos com aquela cena. 'Eles parecem um casal de virgens.' suspirou irritado.

– Kagami-kun, eu queria pedir desculpas. Acho que exagerei um pouco...

– Não, Kuroko. Eu não levei em consideração todo o trabalho que você teve. – O ruivo disse, interrompendo a fala do menor – Mas o que eu quero dizer agora é... Você não precisa saber cozinhar. Eu gosto do que você faz e me sinto satisfeito com isso, mas eu também quero ajudar.

– Então você pode ser o meu sous chef. Mas não vou deixar você tomar conta da cozinha completamente. – Kuroko disse abrindo um sorriso envergonhado.

Depois dessa, o ruivo não resistiu e acabou o abraçando com as mãos molhadas e repletas de detergente. Obviamente Aomine morreu de ciúmes e tentou separar os rapazes, puxando Tetsuya para si e iniciando uma das brigas clássicas entre os dois brutamontes. Não que o azulado se importasse, afinal aquilo já fazia parte da rotina.

Então, desde que Kagami começou a ajudar Kuroko na parte da cozinha, nunca mais ouviu-se reclamações sobre a comida e Aomine nunca foi tão feliz no quesito alimentação, afinal Taiga cozinhava muito bem. Mas é claro que o moreno jamais admitiria isso.

.

Aominecchi, se você deixar o Kurokocchi solto desse jeito, eu vou rouba-lo pra mim!” foi a mensagem que Kise mandou às cinco da manhã para o moreno, que pegou o celular irritado. Mas ao invés de mandar o loiro a merda, ele preferiu agarrar Kuroko e tirar uma foto abraçado com ele, esboçando o melhor sorriso que conseguiu dar, e mandar de volta para aquela gazela oxigenada.

Depois disso, Kise não mandou mensagens para Aomine durante uma semana.

Notas finais
Kise ficou com recalque do Aominecchi, coitado. Enfim, espero que vocês tenham gostado do capítulo (Mine-chin foi fofo, admitam). Se quiserem dar sugestões para os próximos capítulos, sou toda ouvidos (ou olhos, né? risos). Se quer me mandar críticas (construtivas ou não), comentários, dúvidas, ideias novas, erros de português que eu cometi, mensagens inspiradoras, recadinhos amorosos, dicas de beleza (das quais estou necessitada), me mandar pro inferno, falar que está com vontade de morrer, de chorar, de cantar uma bela canção, ou simplesmente falar que gostou ou detestou a história, a minha caixinha de comentários estará sempre a disposição de vocês, leitoras e leitores. Espero os remanescentes para a terceira oneshot! Com muito carinho, -MC