The Perks Of Living Together

10 Mornings Are The Busiest.


Notas iniciais
E olha quem apareceu quase dois meses depois? Há. Eu mesma. Não me perguntei o porquê, é inútil. Nem eu sei explicar. Eu só sei que eu abria essa história e simplesmente não conseguia continuar. E quando eu finalmente tive uma ideia, o que acontece? Meu computador quebra! Perdi um monte de histórias, chorei pra caramba, fiquei semanas desconectada do mundo... Mas cá estou de volta! Não direi para vocês que as oneshots voltarão a ser lançadas com a rapidez de antigamente, até porque eu não estou mais de férias, então aguentem aí. HUSAHUSA~ Enfim, vou parar de encher vocês. Boa leitura!

Acordar ao lado das pessoas que você mais ama na vida é algo maravilhoso, era o que Kuroko Tetsuya sempre pensava assim que abria os olhos. Observar silenciosamente os rostos tranquilos de Aomine e Kagami enquanto dormiam era algo que lhe trazia paz. Ele nem se importava quando se deparava com um fio de saliva que escorria da boca aberta do ruivo ou quando ouvia um ronco um pouco mais alto do moreno. Aquelas pequenas coisas o faziam sorrir, até. Ah, sim. Manhãs em que ele acordava cedo quase eram perfeitas.

O que ele realmente detestava nas manhãs era quando os dois acordavam.

– Tetsu... – Aomine chamava seu nome de maneira manhosa enquanto pressionava seu corpo contra o dele. Kuroko conseguia sentir a enorme ereção matinal do maior roçar em sua bunda – Acorda...

– Kuroko... – Kagami dizia sonolentamente enquanto roçava, talvez até inconscientemente, sua ereção matinal na perna do azulado – Vamos fazer...

Logo ele sentiu que uma veia saltava em sua testa e que sua mão começavam a querer se mover com velocidade e força em direção ao estômago daqueles dois pervertidos. O azulado teve que simplesmente resistir a esse impulso.

Como que eles conseguem acordar desse jeito depois de ontem?” pensou enquanto recordava-se que na noite passada os rapazes quase não deixaram com que ele dormisse porque queriam mais e mais sexo. Fizeram até ficarem satisfeitos (O que demorou bastante, na opinião de Kuroko) e já têm energia para mais? “Assim eu não vou aguentar...” choramingou mentalmente.

Ele quase esqueceu de tudo isso quando sentiu a língua quente de Aomine passear por seu pescoço descoberto pelo lençol. Ele também quase se deixou levar quando sentiu que Kagami começou a distribuir beijos suaves na curva de sua cintura, às vezes até mordendo de leve.

Não que ele achasse aquilo ruim. Não, aquilo na verdade era até bom demais. Mas o problema era sempre que eles faziam aquilo durante a manhã.

E os três trabalhavam durante a manhã.

Olhou para o relógio ao lado da cama, que marcava 7:05h, e constatou mentalmente “Nós não temos tempo para isso...”. Graças àquele pensamento, ele sempre era capaz não se deixar levar e evitar que aqueles dois idiotas não o deixassem levantar-se da cama.

– Kagami Taiga e Aomine Daiki: Parem com isso imediatamente. – Disse friamente.

Os rapazes conheciam aquele tom de voz e até se arrepiaram ao ouvi-lo. Depois disso, os maiores não mais se atreveram a chegar perto de Kuroko na cama.

.

Tirar Taiga e Daiki da cama não era uma tarefa muito difícil para Tetsuya. Como ambos ainda estavam sonolentos, era fácil conduzi-los para onde ele bem quisesse. O real desafio era fazer com que os dois usassem o mesmo banheiro ao mesmo tempo sem se matarem.

– Eu vou usar primeiro, Ahomine! Estou com certeza mais apertado que você!

– Chegue para lá, Bakagami! Eu não consigo fazer a barba com você ocupando toda a pia!

– Pare de espalhar suas roupas pelo chão, seu imbecil! Ninguém merece ver você nu de manhã! E pare de fazer pintocóptero, seu desgraçado!

– Para que você quer fazer a barba, cópia barata? Você nem tem! Oh, desculpe-me! Você chama essa meia dúzia de pêlos de barba? Há, poupe-me.

– Olha por onde anda, Aho! Você pisou no meu pé de novo! E você está molhando todo o chão do banheiro! Qual é a dificuldade de se secar dentro do box, imbecil?!

– Bakagami, você só acabou de usar metade do tubo de pasta de dente! Isso é um desperdício muito grande, seu idiota!

– Pare de jogar água em mim, sua criança! E ainda tem a cara de pau de falar que eu que desperdiço!

– Argh, será que você não consegue nem deixar a tampa da privada fechada, maldito?

Kuroko apenas escovava os dentes em silêncio, evitando ao máximo se envolver. Antigamente ele até se importava e pedia para que ambos parassem de brigar, mas com o passar do tempo ele percebeu que era inútil. Atualmente, ele apenas ignorava os rapazes e continuava a se arrumar como se nada estivesse acontecendo. Ele apenas interferia quando os maiores começavam a querer matar um ao outro. O que acontecia com certa frequência.

Eu sinto como se eu fosse a mãe de dois idiotas.” concluiu enquanto suspirava pesadamente. Ele nem ao menos prestava atenção no que eles estavam falando, mas pelos tons, eles com certeza estavam discutindo. O que não é nada fora do comum.

– Kuroko, Cuidado! – Alertou Taiga de repente.

Tarde demais: O azulado não teve nem tempo de se mover quando sentiu uma quantidade enorme de água gelada caindo em cima dele. Ele quase gritou de susto quase sentiu a mudança de temperatura repentina que o atingiu, mas conseguiu conter-se.

Ficou encarando seu pijama encharcado por alguns segundos com um ar de incredulidade. Antes de se virar, colocou a expressão mais neutra no rosto e constatou o óbvio: Aomine estava dentro da banheira, segurando um balde – sabe-se lá vindo de onde – pingando água, e Kagami estava parado na mesma posição que caíra quando desviara da água.

– T-Tetsu... E-Eu posso explicar...! – O moreno engoliu seco.

Mas Kuroko apenas sorriu.

– Kagami-kun, Aomine-kun: greve de sexo por uma semana.

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– Tetsu, você viu a plaqueta do meu uniforme? – A voz de Aomine vinda do quarto chegava um pouco abafada, mas o azulado conseguia ouvi-la perfeitamente.

– Está na terceira gaveta do armário, Aomine-kun. – O menor respondeu enquanto preparava o almoço dos namorados em duas enormes tupperwares.

Segundos depois, ele escutou um abafado “Achei! Valeu, Tetsu!” vindo de dentro do apartamento.

– Kuroko, você sabe onde está a minha camisa branca que eu uso por baixo do uniforme? – Kagami apareceu na porta da cozinha só com a calça e as botas de bombeiro. Aquilo sim era uma ótima visão para se ter de manhã, na opinião do azulado.

– Eu coloquei para lavar ontem, mas acho que está na secadora agora. Pode conferir para mim? – Kuroko disse enquanto colocava um par de ovos cozidos em cada tupperware. Velhos hábitos demoram a desaparecer.

O ruivo agradeceu e correu da cozinha em direção à área de serviço, onde ficavam tanto a máquina de lavar quando a secadora e os produtos de limpeza.

– Ei, Tetsu! Você sabe costurar? O botão da minha camisa caiu... Eu posso usar outra agora, mas será que você conseguiria conserta-la para mim? – Disse o moreno aparecendo do lado do rapaz, mostrando-lhe a camisa e o botão separados.

– Eu posso tentar, mas farei isso de noite já que não é tão urgente. Deixe em cima da mesa de jantar, senão vou esquecer. – Tetsuya deu uma rápida olhada na camisa, mas logo voltou seu foco para as tupperwares.

– Obrigado, Tetsu! Você é o melhor! – Aomine sorriu e beijou suavemente a testa do namorado antes de sumir da cozinha para terminar de se arrumar.

– Kuroko! Eu acho que a camisa encolheu! – Kagami reapareceu na cozinha, agora com a camisa branca obviamente muito apertada, marcando todo seu corpo definido. O azulado não conseguiu decidir se sentia pena ou se começava a babar.

– Ahn... Eu acho que o Aomine-kun tem uma sobrando na segunda gaveta do armário... – Tentou não gaguejar. Logo ele decidiu que não poderia ficar olhando por muito tempo para o corpo de Kagami ou teria que revogar a greve de sexo. Seu orgulho jamais permitiria isso e aqueles brutamontes mereciam ficar de castigo – Nós podemos comprar outras no fim de semana, não se preocupe.

– Okay. Obrigado, Kuroko! – Completou com um beijo rápido na bochecha do menor, correndo de volta para o quarto para terminar de se arrumar.

Estranhamente, o menor não conseguiu evitar o pensamento “O que seria desses dois sem mim?” com um sorriso no rosto enquanto enchia as tupperwares com arroz e legumes cozidos.

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– Bakagami! Eu vou me atrasar! – Aomine gritou já na porta do apartamento para o ruivo, que terminava de arrumar o cabelo em frente ao espelho – Argh, nunca mais te ofereço carona!

– Já vou, caramba! – Kagami retrucou enquanto dava uma última olhada no uniforme – E pare de se achar só porque você tem carro! Não é seu carro para início de conversa, é a viatura da polícia!

– Eu não estou me achando, eu só quero que você pare de se arrumar como se você para um baile! Eu estou atrasado! – O moreno batia o pé com força no chão, irritadiço.

– Cinco minutos não vão matar ninguém, Ahomine. – Kagami finalmente marchou em direção a porta, onde Aomine esperava (im)pacientemente por ele – Você está atrasado para que? Comer rosquinhas no departamento de polícia? Há, poupe-me.

– Para a sua informação, eu que faço a patrulha de manhã. Por isso a viatura fica comigo! Agora vamos logo, Miss America. Eu não quero perder mais cinco minutos da minha vida por sua causa.

Os dois já estavam quase fechando a porta quando ouviram um pigarrear quase inaudível vindo de dentro do apartamento. Quando abriram a porta, Tetsuya estava parado, encarando os rapazes com sua inexpressão usual, segurando duas tuppawares embrulhadas em lenços coloridos.

– Por favor, não esqueçam o almoço que preparei para vocês. – O menor abriu um pequeno sorriso, colocando na mão de cada um seu respectivo bentô.

Os maiores se encararam por um segundo e abriram pequenos sorrisos cúmplices, que logo foram substituídos por beijos suaves nas bochechas do azulado.

– Até mais tarde, Tetsuya! – Os dois falaram ao mesmo tempo quando saíram do apartamento.

– Tenham um bom dia. – O menor acenou em despedida para os namorados.

Durante as manhãs, eles sempre estavam muito ocupados com a correria do dia a dia. Mas eram aqueles pequenos momentos que faziam com que Kuroko se sentisse feliz e preparado para mais um dia cansativo de trabalho na creche.

Notas finais
Gente, essa era mais para mostrar um pouco da rotina... Nada de muito especial. Mas foi fofo... Eu acho. Eu espero que tenha sido, sei lá. Anyway, espero que vocês tenham gostado. Enfim, eu estou em depressão porque o mangá de Kuroko no Basuke acabou. Quem compartilha desse feeling, junte-se a mim e venha chorar comigo. HUE~ zuera, gente. Nem to tão triste assim (*corre para se jogar da ponte*). Se quer me mandar críticas (construtivas ou não), comentários, dúvidas, ideias novas, erros de português que eu cometi, mensagens inspiradoras, recadinhos amorosos, dicas de beleza (das quais estou necessitada), me mandar pro inferno, falar que está com vontade de morrer, de chorar, de cantar uma bela canção, ou simplesmente falar que gostou ou detestou a história, a minha caixinha de comentários estará sempre a disposição de vocês, leitoras e leitores. Até a próxima one-shot, seus lindos! Com carinho, -MC