Notas iniciais
Ciao! Oi gente! ~acenando~ Depois de duas semanas, eu voltei! Eu estou bem! Estou viva! Não se preocupem porque irei atualizar todas as minhas fics essa semana, começando por TPN como sempre! ♥ Obrigada a todas que comentaram no capítulo passado, batemos a meta! YAY! Eu sempre amo receber as opiniões de vocês, assim que chegarmos no capítulo 20, eu irei responder todos, okay? Vocês não foram esquecidos no churrasco hahah ♥ Um enorme "THANK YOU!" para Melanie Gabrielly que recomendou a fic! Eu descobri hoje que você havia recomendado porque perdi a notificação na caixa de entrada e que notícia boa! Foi uma surpresa que eu estava precisando, obrigada mana! Este capítulo é todo seu! ♥ Boa Leitura!

— Por que fez isso comigo? — perguntei á ponto de chorar. Dig riu alto. — É sério, John... Eu te fiz alguma coisa? Eu matei seu cachorro por acidente e nunca soube?

Ele riu novamente e colocou seu bloco de notas de lado. Eu estava esparramada no divã de couro dele á ponto de cair no mar de lágrimas que queriam sair de meus olhos á qualquer minuto. Era minha folga hoje. Eu estava trabalhando na Mansão Queen há exatamente três meses hoje.

Passou tão rápido que eu nem percebi.

— Felicity...

— Não! Você é o único que sabe o que realmente está acontecendo com aquela família, e mesmo assim me mandou para lá sabendo que eu ia me apegar. — eu disse com a voz embargada. — E principalmente com Kylie!

Ele riu novamente e veio sentar do meu lado com uma caixa de lenços. Peguei uns cinco e assoei meu nariz sem me importar de parecer uma porca. Dig já estava acostumado com isso. E eu, definitivamente, não era uma dama

Isso não mudou mesmo morando debaixo do mesmo teto que Moira Queen.

— Okay... Me conte o que aconteceu. Eu deixei o dia inteiro livre para você, porque sabia que iríamos precisar de tempo. — ele disse e eu me sentei. — Eu sei o que está passando na vida dos gêmeos por causa das consultas frequentes, mas você e eu não conversamos sério á algum tempo...

Desatei a contar tudo que havia acontecido comigo dentro daquela maldita mansão, ele riu em algumas partes, ficou sério em outras e levemente corado, mas nenhum pouco surpreso quando eu disse que havia dormido com meu chefe. Ou seja, Oliver já tinha contado para ele sobre isso. Isso era uma coisa boa? Não tinha a mínima ideia e nem queria brincar de tentar imaginar.

— E agora, eu quero... — eu disse e depois fiquei quieta. Dig me olhou com aquela cara de "Desembucha logo". Suspirei e me sentei no sofá e me virei completamente para Dig que estava ao meu lado. — Eu quero ir embora. Sinto que cruzei uma linha que não devia com Oliver, o que de fato aconteceu, e isso já diz muita coisa...

Suspirei e voltei a assoar o nariz.

— Mas nunca terei coragem de deixar as pestes com aquela família louca que eles tem. Eu não vou abandonar nenhum deles. — eu disse amassando o lenço usado em uma das minhas mãos.

— Ou seja...?

— Eu amo eles, Dig. Como se fossem meus. — eu disse e abracei meus joelhos fungando. — E isso é errado em tantas formas! A mãe deles está morta e o pai está noivo!

Ele assentiu levemente e depois me olhou de modo condescendente.

— É claro que eu não planejo ficar naquela casa para sempre. Uma hora eu vou ter que ir embora, se não for demitida primeiro... — eu disse soando levemente amarga comigo mesma e ele sorriu levemente. — Mas a questão é que eu não sei como eu vou voltar e olhar para cara de cada um deles, especialmente de Oliver.

— Essa é uma das melhores qualidades em você, sabia? — ele disse me oferecendo mais lenços. — Você é você o tempo inteiro. Não há máscaras. Não há fingimento. Felicity Smoak, você é autêntica e carinhosa, por isso você se apegou á eles e eles á você.

— John, eu sei que você tem aquela coisa de sigilo profissional, mas eu estou te pedindo com todo o amor que tem aqui dentro... — eu disse e coloquei a mão no peito para enfatizar a fala. — O que eu faço com Kiera e Kellan?

Ele suspirou e passou a mão no pescoço, cansado.

— Eles foram os pacientes mais ariscos que eu tive em toda a minha carreira, até Oliver é mais fácil de lidar do que eles. — John confessou e eu me surpreendi. — Kellan e Kiera não souberam lidar com a morte da mãe. Como poderiam? O pai estava definhando no quarto, a casa vazia e ninguém ao redor.

Eu ergui uma sobrancelha. Definhando? Oliver estava definhando?

— Você não tem ideia de como os primeiros anos foram difíceis para aquela família depois da morte de Sara. Perder alguém é um baque muito forte, e você sabe muito bem disso, o único diferencial era que Sara era o centro de tudo. Eu nunca achei muito saudável, mas a própria Sara conseguia administrar bem. — Dig pontuou e eu assenti mesmo que de má-vontade. — Eles lidaram de um jeito diferente. E você chegou. A melhor coisa desde a morte de Sara Lance-Queen.

— Eu não ach...

— Sim, você foi. Essas são as palavras que eles usaram. — ele me olhou firme. — E agora que Oliver está se reaproximando deles, as crianças não sabem lidar com essa mudança e para quem eles recorrem?

Levantei o indicador levemente e ele assentiu rindo.

— Exatamente. — ele disse e depois suspirou. — Se você quiser ir embora... Vá.

— O que?

— Eles já estão acostumados em ficarem sozinhos.

— Isso é chantagem emocional! — eu exclamei e ele riu. — Não vale.

Continuamos conversando sobre os três. John me deu algumas dicas sobre as pestes, mas não comentou nada sobre a noite proibida. Oh Google... Eu não queria comentar, ou pensar sobre aquela noite, mas só Deus sabe o quanto isso era impossível de se fazer. Meu pescoço ainda estava lotado de chupões que comprovavam isso. No final ele apenas me disse para eu tirar um tempo e tentar processar cada emoção de uma vez e depois tentar formular algum tipo de opinião sobre elas.

Suspirei ao entrar no carro assim que nossa consulta acabou e eu saí do prédio. As crianças ainda estavam na escola, o que me dava algum tempo para refletir sobre a conversa com John.

Eu não fiz nada de errado, fiz?

Você transou com o seu chefe.

Isso é errado? Bati minha cabeça no volante. Sim, era errado, mas por que foi tão bom? Sim. Com certeza, era errado. Deus. Recostei no banco e abracei minhas pernas com força, mas por que tinha que ser tão bom? Eu ainda sentia cada toque daquela noite, e vamos deixar claro que essa noite foi á uma semana atrás.

O que significa que eu passei uma semana me escondendo no quarto e só saindo quando era extremamente necessário. Graças ás nossas agendas, isso não foi tão difícil, mas na hora do jantar era quase um parto tentar esquivar de seus olhares do outro lado da mesa. Suspirei. E girei a chave na ignição. O motor rugiu e eu saí do meio fio ao lado do consultório de Digg.

Hoje até que havia sido um dia bem produtivo na medida do possível.

Decidi voltar para mansão, já que não tinha mais nada o que fazer. Mamãe já havia voltado para Gotham e minhas contas estavam todas pagas, especialmente a do Netflix e minha mais nova assinatura do Amazon Prime e Disney+. Entrei na Avenida Principal e vi que dois prédios estavam em reforma e expansão, um restaurante estava sendo repintado e uma loja de cupcakes estava sendo construída. Nada que me chamasse a atenção de verdade. Talvez eu e Kylie viéssemos visitar a loja de cupcakes quando fosse inaugurada mais pra frente. Ela adorava cupckaes.

Parei no farol vermelho e passei a mão pela testa. A dor de cabeça depois do choro todo no consultório de John já tinha chegado, assim como a febre. Eu estava meio que gripada depois da chuva toda que tomei, mas pensei que já tinha passado depois dos três Ibuprofeno que tomei, ou depois de acabar com o estoque de anti-flamatório e descongestionante nasal na Sra. Lance no decorrer das semanas, mas acho que estava enganada.

Nunca mais vou perder uma campanha de vacina na minha vida.

Burlei uma ou duas leis de trânsito, queria me enfurnar no meu quarto o mais rápido possível e dormir até sexta-feira. Passei por duas velinhas que mostraram os dedos médios para mim quando eu, quase, atropelei elas, mas em minha defesa o farol estava verde e elas não estavam passando na faixa de pedestres!

Depois de dez minutos, Damien buzinou para mim assim que passei pelo portão enorme dos Queen. Ele estava saindo para ir buscar as crianças, provavelmente, e eu entrando. Vi Slade na cabine perto do portão junto com três carecões assustadores, a expressão de Slade não era uma das melhores.

Não que ele sempre fosse super-feliz e vomitasse arco-irís e unicórnios, mas...

— Ah não... — gemi assim que vi o motivo da carranca do projeto de pirata.

O Jaguar prateado deveria ser o motivo. Bem, não o carro, mas sim o dono dele. Quer dizer, a dona dele. O que Helena estava fazendo na mansão? Respirei fundo e tentei montar um plano para passar o mais despercebida possível e não me encontrar com ninguém.

— Jogo rápido, Felicity... — disse á mim mesma e estacionei dentro da garagem.

Saí da mesma e voltei para a porta da frente da mansão. Obviamente, Helena e sabe-Deus quem estariam na ala social da casa. Passei como uma raio pelo hall e corri escada á cima até o meu quarto. Ninguém estava por lá, o que eu fiquei eternamente grata. Olhei pela janela que dava para os fundos da mansão e vi uma cena que aqueceu meu coração.

As pestes estavam na piscina. Com Oliver. Ele estava ensinando Kylie a nadar com Kellan. A uma certa distância da piscina, Kiera e Thea estavam tomando Sol nas espreguiçadeiras como dois lagartos expostos a toda Vitamina D do mundo. Moira e Helena estavam debaixo de uma tenda e pareciam estar se dando bem. Só pareciam.

Eles não deveriam estar na escola?

Suspirei. Esta terça-feira está muito agitada.

Cama.

Sim, preciso da minha cama.

Caminhei até a minha porta e entrei na quarto. Observei o quarto e depois tranquei a porta atrás de mim. Eu tinha trocado os lençóis e virado o colchão, mesmo assim eu ainda sentia o cheiro dele pelo cômodo inteiro. Era patético, sério.

Deixei minha bolsa cair no chão e chutei os tênis para o lado. Fui até o banheiro e me despi. Os chupões não estavam mais roxos, estavam bem vermelhinhos, quase sumindo, mas ainda sim estavam lá. Minha pele demorava horrores para voltar ao normal pela quantidade exorbitante de melanina que eu havia herdado de mamãe, mas ainda sim conseguia parecer um fantasma.

Toquei uma das marcas, depois respirei fundo e ignorei o olhar condescendente que meu subconsciente meu dirigiu. Entrei no box, ignorando a banheira enorme, e o jato de água me acolheu com todo seu calor. Lavei meu cabelo e esfreguei minha pele para tirar qualquer sujeira que estivesse nela. Fiquei parecendo um verdadeiro camarão no final quando fechei o registro, mas não me importei. Era melhor estar completamente vermelha do que parecer estar no meio de um surto de catapora.

Quando terminei e me enrolei na toalha felpuda, percebi que a febre havia abaixado um pouco. Eu acho. Ainda estava com dor de cabeça e meus braços estavam ficando um pouco rígidos, mas eu não liguei, apenas vesti meu pijama de frio e sequei o cabelo.

Caí na cama e puxei as cobertas até o pescoço e encarei o abajur no criado-mudo. Eu estava ficando sonolenta, quando tive um ataque de espirros. Foram nove ou dez espirros seguidos? Eu havia perdido a conta.

— Ah... — gemi baixinho e funguei.

Neste exato momento, alguém bateu na porta.

Lis?— chamou Kellan e eu gemi baixinho. - Eu sei que você está aqui! Abre a porta!

Fiquei quieta. Ainda estava um pouquinho magoada com ele.

— Você não vai querer o lanche da tarde? Vovó Dinah fez uma torta de morango. — ele barganhou e eu quase me sentei na cama.

As tortas da Sra. Lance eram as melhores do mundo, isso era uma fato confirmado, mas agora eu queria um Tynelol ou sei lá, um tarja preta para me apagar, e não uma torta que me daria algumas banhinhas á mais.

Tanto faz... — escutei ele disse e depois seus passos se distanciando.

Ainda não tínhamos conversado sobre todo o barraco que eles montaram semana passada, mas ele havia pedido desculpas pelo que ele disse, por ter mentido e por não ter cuidado de Kiera. Eu havia aceitado depois de três dias dando gelo completo nele, mas ainda queria que ele sofresse um pouquinho.

Eu conseguia ser um amor de pessoa com eles e a babá mais legal do mundo, mas não significava que eu não tinha sentimentos. Talvez amanhã eu voltasse a falar com ele de novo.

—-

Eu acordei eram quase sete horas da noite, me sentia um pouco melhor desde que a dor de cabeça deu uma trégua, mas a ainda estava com dor no corpo. Era muitooo desconfortável mesmo. Suspirei e encarei o teto branco. Uma hora eu teria que aparecer lá embaixo de um jeito ou de outro.

Suspirei mais uma vez para não perder o costume e me levantei. Eu ainda estava com meu pijama. Ah, dane-se. Vou assim mesmo. Coloquei meus óculos e um moletom por cima da regata, minhas pantufas de panda nos pés e estava pronta para a briga.

Assim que terminei de descer as escadas e entrei no hall, escutei uma suave melodia vindo da sala de música. Deveria ser Moira ou Kiera. Ás vezes elas tocavam piano quando estavam realmente inspiradas com algo. Virei para direita e me arrastei para a sala de estar. Estava vazia. Á não ser pela música tocando, parecia que não tinha ninguém na casa.

Segui para o corredor até a cozinha, que também estava vazia.

Vai ver Oliver arrastou os três para jantar com a noivinha dele.

Era uma possibilidade, subconsciente.

— Querida? Está se sentindo bem? — perguntou a Sra. Lance aparecendo do corredor e eu assenti com um pequeno sorriso.

— É uma gripe. Nada demais. — eu disse e abri a geladeira. — Estou morrendo de fome.

— Você não almoçou e nem desceu para o lanche da tarde, é de se esperar que esteja mesmo. — ela disse e tirou de minhas mãos a vasilha com macarrão com queijo.

— O que aconteceu com o lugar? Ninguém está gritando e nem quebrando coisas... — eu disse quando ela começou a aprontar meu prato e eu me sentei na ilha de granito no meio da cozinha.

— Oh, eu não sei bem o que Moira fez com as crianças, mas eles parecem ter finalmente aceitado o fato de Helena ser noiva de Oliver. — ela disse de costas e só por isso não viu a minha careta. — Helena saíu com os três e Moira para terem um tempinho á sós com eles.

— Eles levaram a Lily? — perguntei e ela assentiu, enquanto colocava meu prato dentro do micro-ondas e depois de ligar a máquina se virou para mim.

— Oh, você não sabe como é bom ouvir isso. — disse ela e fechou os olhos apreciando a melodia baixa que vinha do piano á certa distância de onde estávamos. — Desde que Sara morreu, ele nunca mais tocou.

Era Oliver tocando?!

— Parece que estamos em tempo de mudança... — eu comentei e ela assentiu com um sorriso.

— Sim, e acho que você é a grande parte do porquê disso estar acontecendo agora nesta casa. — ela disse e me entregou um garfo de prata com um sorriso.

— Pode ser, mas é como sorvete. Se você toma só de morango, nunca vai saber que o de chocolate também é muito bom. — eu disse e desci na ilha de granito assim que o microondas apitou.

Sra. Lance estava me olhando estranho, mas sorria. Dei ombros e peguei meu prato e fui diretamente para a sala de cinema. Retomei o filme de comédia que tínhamos assistido juntos semana passada e comecei a comer. Meu estômago ficou eternamente agradecido e eu percebi que estava realmente faminta.

Depois que terminei o filme e lavei a louça usada, voltei para o meu ninho. Me sentia bem melhor, mas o sono estava chegando lentamente. Me auto-enterrei nos lençóis e cobertores e suspirei, satisfeita. Até que meu celular tocou. Era alguma notificação.

Alcancei ele e vi que era uma mensagem de Bruce. Eu não tinha ouvido notícias dele desde que havia deixado ele na festa de Moira. Trocamos quatro ou cinco mensagens depois disso, obviamente, eu pedindo desculpas por ter abandonado ele no leilão.

"Bruce, W: Eu quero jantar com você amanhã, e não vou aceitar "Não" como resposta."

Sorri.

"Felicity, S: Eu adoraria, mas hoje é a minha folga e não amanhã. Com o bônus de eu estar morrendo gripada em minha cama. Quer pegar germes?"

Enviei e ele digitou a resposta rapidamente.

"Bruce, W: Sim, desde que eu tenha que ver a cara de Helena Bertinelli pelo resto do mês."

Ri baixinho e digitei a resposta.

"Felicity, S: Hmm, você conhece algum lugar que é aberto depois das 22h? Esse é o horário livre na minha agenda de amanhã."

E era também o horário em que as crianças iam dormir.

Uma escapadinha não iria matar ninguém.

"Bruce, W: Conheço algumas opções. Topa?"

"Felicity, S: Topo :)"

—-

— Felicity?

— Oi, Dra. Snow. — cumprimentei ao me arrastar para dentro de seu consultório.

— Como estamos hoje? Sem companhia desta vez? — perguntou se levantando assim que eu fechei a porta atrás de mim.

— Não, sou só eu mesmo hoje. — eu disse com um leve sorriso.

Depois de acordar no meio da noite suando frio e com febre, eu decidi usar o pouco de força que ainda tinha e me arrastar para o hospital. Me troquei de roupa e coloquei algo mais quente que meus pijamas e pantufas e fui para garagem com meus documentos e uma caixa de lenços em mãos. A enxaqueca me fez companhia o caminho inteiro até o hospital. Eu nem tive coragem de ligar o rádio ou abaixar as janelas.

Eu não tinha o mesmo convênio que as pestes, mas com o salário que eu ganhava agora, não foi difícil eu conseguir um upgrade para ficar fora de filas e ter exames movidos para emergência. A enfermeira que fez a triagem inicial ficou preocupada com a minha temperatura que estava alta demais e minha pressão que estava baixa demais, e logo já atestou que não era apenas gripe que eu tinha. Ela me encaminhou para fazer um exame de sangue e um raio-X do meu pulmão para ver o que estava acontecendo do meu lado de dentro e boom! Pneumonia.

Não posso dizer que fiquei surpresa.

Conversei um pouco com a Dra. Snow sobre o temporal que havia pegado e todos os remédios que tomei tentando expulsar os parasitas de mim, ela me deu bronca por tomar tantos remédios assim e confirmou que eu estava com pneumonia assim que viu a chapa do meu pulmão.

— Eu te passei dois remédios que vão controlar sua febre e as dores no corpo, você vai tomar um pouco de soro agora e depois vai comer para sua pressão se normalizar e depois eu quero você de cama... — ela disse me entregando a receita e eu assenti. — Eu te acompanho até o laboratório, vamos lá.

Voltei a assentir e vi no relógio que já eram quase 6h. Ou seja, as crianças já iriam começar a acordar para se aprontar para escola. Mandei mensagens para Kellan e Kiera avisando que não conseguiria levá-los hoje, que outra pessoa iria, mas que tudo seguiria com a rotina e eu veria eles no final do dia. Mandei mensagem para Slade e a Sra. Lance avisando-os também. Slade foi o único a responder na hora, porque ele não dormia obviamente.

"Felicity, S: Presa no hospital com pneumonia, Damien pode levar as crianças hoje? Tenho que ficar aqui por mais meia hora e não quero atrasá-los... :("

"Slade, W: Damien está de folga, eu mesmo vou levá-los. Descanse guria."

"Felicity, S: Obrigada :)"

— Vou pegar a medicação e já volto... Pode ficar a vontade. — disse a doutora gesticulando para as poltronas super confortáveis que estava organizadas e todas viradas em direção á televisão que estava transmitindo o primeiro programa de jornal do dia.

Sentei na mais próxima de mim e senti meu estômago roncar. Eu sabia que havia uma Starbucks aqui dentro do hospital e eu estava mais do que inclinada á parar lá depois de tomar o soro para comer um daqueles croissants recheados maravilhosos e quentinhos.

— Aqui está. Você vai sentir uma picadinha... — ela avisou voltando com um saquinho transparente com soro e uma bandeja de procedimentos. Ela furou o meu braço direito já que o esquerdo já havia sido furado para a coleta de sangue e prendeu o acesso com uma fita e sorriu, satisfeita.

Meu estômago roncou novamente.

— O que acha da gente dar uma passadinha na cafeteria, enquanto isso? — perguntou e eu assenti.

Ela prendeu meu soro em um daqueles tripés com rodinhas e fomos juntas em direção á Starbucks conversando amenidades como o estado do tempo, um pouco das pestes, nada demais, mas a companhia nova era mais do que bem-vinda. Até refrescante olhar para um rosto "novo".

— Por um momento eu pensei estar com meningite como Kellan. O meu quarto é limpinho, mas parasitas são... Ew. — eu disse e ela riu mordendo seu bagel com cream cheese.

Ela havia pegado dois desse com um latte de tamanho médio e um donut de chocolate. Eu havia pegado o croassaint puro e um capuccino com creme extra, nada pesado demais por causa da medicação.

— É a mudança de tempo, tivemos alguns outros casos como o de Kellan. O que causou uma grande onda de pacientes e casos de dedetização na cidade. — ela disse antes de beber seu latte. — Se não for indelicado, posso perguntar como funciona a sua relação com as crianças Queen?

Eu bufei uma risada sem humor algum.

— Bom, eu fui contratada como babá deles há alguns meses. Naquela noite que internamos Kellan, foi o meu primeiro dia. — eu disse e ela ergueu as sobrancelhas em surpresa e eu assenti. — Pois é, em comparação á hoje, acho que o nosso relacionamento melhorou bastante. Eles me respeitam e eu respeito eles. Acho que isso é o mais importante.

— Kylie parece bem apegada á você. No dia em que ela veio tomar a vacina de sarampo eu percebi isso. — ela pontuou e eu sorri levemente ao lembrar do dia em que eu quase saí na mão com uma enfermeira mal-encarada que havia usado força demais ao espetar Kylie com uma agulha.

— Ela é o menor dos males. — eu disse suspirando.

— Você quer conversar sobre o que está te incomodando, aposto que doente ou não, você faria de tudo para ir embora logo e ver como eles estão. Algo aconteceu, porque hoje não vejo aquela costumeira urgência em você. — ela disse e eu mordi um pequeno pedaço da minha croissant.

— Eles são crianças, mesmo com 6 ou 16 anos... São apenas crianças. No dia em que eu peguei o temporal, a família inteira se reuniu para dar uma bronca nos maiores porque eles saíram escondido para ir em uma festa e beberam demais. — eu contei o mínimo possível. — Eles não gostaram nenhum pouco da bronca e decidiram que eu era o melhor alvo para servir de bode expiatório. Algumas palavras ditas me magoaram e eu estou de mal deles por enquanto.

Caitlin assentiu como se compreendesse o que eu estava falando.

— Ninguém quer ouvir no próprio aniversário que não passa de uma empregada paga para se importar. — eu disse sentindo meu estômago agradecer quando eu mandei mais croissant para dentro.

— Ouch.

— Como eu disse, eles são crianças. Ainda estou magoada, mas já está passando. Logo voltarei ao normal. — eu disse sorrindo e Caitlin me olhou como uma cara que dizia claramente que ela sabia que não era bem assim. — Acho que a pneumonia veio em boa hora, estava muito estressada. Preciso descansar.

— Nem me fale de stress. — disse a doutora esfregando o rosto.

Meu celular apitou e eu vi que era o alarme das pestes. 6h40h. Eles devem estar saindo de casa agora para ir para escola. Olhei as notificações abaixo que eram respostas para as mensagens que havia mandado mais cedo e vi que Thea havia mandado mais de uma mensagem. Cliquei no ícone de sua conversa e li o que ela havia mandado.

"Thea, Q: Dinah disse que foi para o hospital, está melhor? Te deram algo para tomar?"

"Thea, Q: Sei que a hora é péssima, mas queria que você saísse comigo. Não precisa ter álcool envolvido já que você está tomando remédio, eu acho."

"Thea, Q: Preciso de uma amiga agora."

— Está tudo bem? — perguntou a morena sentada na minha frente e eu assenti.

— Apenas outro Queen precisando de mim. — eu disse balançando o celular e ela riu. — Já que você está precisando relaxar, o que acha de uma noite das garotas? Eu, você e Thea Queen? Nós praticamente somos amigas agora já que eu reclamei da minha vida para você...

—-

— Kiera quando quer começar a planejar sua festa? — perguntou Moira na mesa do café da tarde. Ergui a cabeça confusa, enquanto ajudava Kylie á cortar uma fatia de bolo de chocolate. Iríamos ter festa? — Oh sim Felicity, para termos um pouco de paz nesta casa, Kiera irá organizar sua festa de 17 anos e não irá ameaçar Helena mais com seu babyliss.

Assenti levemente.

— Vai ser tudo perfeito! — disse Kiera com um ar sonhador enquanto esfaqueava a panqueca em seu prato. — Vai ter a troca dos vestidos, a troca do sapato, os casais...

— E a dança com seu pai? — perguntou Helena aparecendo.

Reprimi o gemido de desgosto que ameaçava sair pelos meus lábios.

— Eu estou pensando ainda, tenho que montar um cronograma direitinho. — respondeu Kiera com um tom de voz levemente mais rabugento, mas ela não foi mal-educada.

— Falando em planejamento... A festa de noivado já está completamente em curso e eu agradeço por ter me emprestado Kara, ela é muito prestativa, Moira. — disse Helena se sentando na minha frente, enquanto Moira acenou em resposta enquanto bebia seu suco de uva. — Como vai, Felicity?

Oi? Filtra de novo... Estou realmente doente á ponto de delirar em febre baixa? Ela realmente perguntou isso? E para mim? Olhei para ambos os lados da mesa e vi que todos aguardavam a minha resposta. É, não estou delirando ainda.

— Um pouco resfriada, e você? — respondi por educação e ela sorriu levemente.

Falsa.

— Melhor impossível. — ela disse e espetou um abacaxi na salada de frutas á sua frente.

Depois do café da tarde, todos foram para o lado de fora para relaxar todos juntos, isso incluía Moira e Helena no grupo. Como se o sábado já não estivesse estranho suficiente. Me mantive afastada de todos eles, mas ainda sim presente. Parecia o certo á se fazer. Fui explorar o pequeno bosque particular dos Queen. Aproveitar um pouco do silêncio e do ar puro, talvez isso fosse o mais perto de paz que eu iria chegar.

Suspirei levemente.

Como é que vou conseguir trabalhar aqui tendo Helena Bertinelli como chefe? Todos nós já sabíamos que ela era uma megera, mas o que ela poderia fazer se descobrisse que a babá já foi para cama com o noivo dela? No mínimo iria ficar fula da vida e eu, com certeza, seria demitida.

— Hey Lissy! — cumprimentou Shado e eu olhei para onde ela estava. Em cima de uma escada, colhendo maçãs da árvore. — Veio dar uma relaxada?

— Acho que sim, os Queen estão me dando cabelos brancos antes da hora... — eu disse e sentei no pé da árvore enquanto ela jogava as maçãs em uma cesta perto das minhas pernas.

— Eu te entendo. Não fui muito com a cara de Helena. — ela disse e eu ri.

— Acho que ninguém foi, mas... — deixei a frase no ar e escutei os passarinhos cantando ali perto.

— Kylie está aprontando com ela?

— Bom, ela cortou o cabelo de Helena e disse alguma coisa relacionada á uma sapo? — soei confusa, porque ainda não havia descoberto o que o sapo tinha a ver com Helena.

— Ah, era para isso que ela queria um?

Olhei para cima na hora em que Shado disse o que disse.

— Ela te pediu um sapo?

— Sim, na verdade foi uma rã. Tem um pequeno laguinho nos fundos do bosque atrás da casa. E lá tem algumas rãs. Eu peguei uma para ela. — disse Shado descendo da escada.

— E por que eu acho que você sabe o que ela fez com essa rã?

— Eu posso ter visto ela colocar um pouquinho daquela gosma que os sapos soltam em um dos casacos das Bertinelli, agora não sei se foi da noiva ou da madrasta plastificada... — disse e nós rimos juntas. — Slade comentou que ouve uma pequena comoção naquela noite quando jantamos juntos em casa.

Oh sim, Shado era esposa de Slade. Sra. Wilson. Sra. Tapa-Olho-De-Pirata.

Eu me levantei e comecei a ajudar ela a colher as maçãs das árvores vizinhas e até comi duas durante o processo. Parecia aquelas maçãs de desenho animado. Super vermelhinhas e com bastante sumo por dentro. Deliciosa. Acho que até dá para fazer uma daquelas maçãs caramelizadas que minha mãe fazia para mim no Halloween.

— Parece que hoje a Mansão ficará lotada... — comentou Shado e eu segui seu olhar.

Consegui ver a familiar Lamborghini preta entrar pelo portão, seguida por um Ferrari vermelha e Porshe amarelo. Tommy. Oliver. Thea. Respectivamente. Eu só sabia distinguir os carros agora porque Slade que cuidava de cada um ele mesmo, e nós batíamos um papo de vez em quando. Sobre carros, segurança, etc. Era até que legal aprender um pouco sobre mecânica. E era mais um tópico de conversa com Kellan também, então... Por que não, não é mesmo?

— Não estou com um bom pressentimento, Shado. — eu disse temerosa. Eu não iria conseguir lidar com tantos Queen de uma vez. Com bônus de um Merlyn junto.

— Acho melhor você voltar para dentro... Só para garantir. — disse Shado baixinho e eu assenti, concordando.

Deus, eu não podia dar um caminhada pela tarde que algo já acontecia e eu tinha que ser arbitrária e mediadora dessa família e agregados.

Caminhei calmamente de volta para a Mansão e cheguei a ponto de ver Helena e Kylie sentadas no chão no pé da escada enquanto vestiam Lily com uma roupinha nova. Hm. Não gostei, mas admirei o fato de Helena estar tentando, pelo menos. Até um cego saberia que se você quisesse Kylie do seu lado, o atalho mais fácil era por Lily.

Eu realmente duvidava que Kylie iria parar com suas artimanhas tão cedo, mas...

— Felicity? — chamaram e eu me virei e vi Damien segurando um enorme arranjo de flores.

Eram rosas amarelas e brancas. Minhas preferidas. Peguei o cartão e o abri.

"Obrigada por salvar a minha bunda. Novamente. Sim, eu estou contando. B.W"

Ri baixinho e devolvi o cartão para o meio das rosas e peguei o arranjo de Damien.

— Obrigada, Sr. D! — agradeci e Damien se retirou com um sorriso e um leve aceno.

— Hmmm. Alguém está suspirando como asmática, o que significa... Homem na parada. — cantarolou Tommy e eu ignorei ele metendo o rosto em meio das flores e sentindo o cheiro bom delas. — Quem é o cara que roubou a minha garota de mim?

— Eu acho que começa com "Bruce" e termina com "Wayne". — disse Thea aparecendo não sei de onde. — E você?

— Vão se ferrar. — eu disse com a voz abafada pelas flores.

— Espero que você saiba que vou descobrir tudo na nossa noite do pijama de hoje, Felicity. — cantarolou Thea e eu quis revirar os olhos para a presunção que escorria em sua voz.

Quando meu nariz começou a coçar por causa do néctar das flores, eu abaixei o vaso enorme levemente e consegui ver entre as pétalas os sorrisos provocativos de Thea e Tommy, e é claro, a cara de amarrada de Oliver Queen.

Uh-oh.

Notas finais
Eu sei, eu sei! O capítulo foi muito curto em relação aos outros, mas no próximo eu vou compensar! Eu só queria que vocês vissem como é que foi na manhã seguinte, e Felicity muito matura e adulta, fugiu e continua fugindo. Nesse meio tempo Bruce voltou. E Helena. E Tommy. E Thea. Muita gente, né? Mas prometo que eles tem um propósito! ♥ Comentem! Indiquem! Recomendem! Favoritem! https://fanfiction.com.br/historia/736715/Dangerous_Love/ https://fanfiction.com.br/historia/779525/Coaching_Daddy/ L.W PS: Venham conversar comigo no Twitter! Meu nome por lá é @juju100_! Vamos conversar sobre Arrow, fanfics... Qualquer coisa! Estou começando a postar pequenos trechos e spoilers sobre minhas fics por lá também! PS²: Vamos bater #285 comentários? Ou mais uma recomendação?