Notas iniciais
Ciao! Olá meninas! ♥ Obrigada a todas que comentaram no capítulo passado, não batemos a meta, mas por apenas um mísero comentário? Aaaaa, decidi postar hahaha! YAY! Eu sempre amo receber as opiniões de vocês, assim que chegarmos no capítulo 20, eu irei responder todos, okay? Vocês não foram esquecidos no churrasco hahah ♥ Boa Leitura!

— Eu vou por água nelas... — eu disse e caminhei para fora dali ciente de todos os olhos em cima de mim. Dei um corridinha com o enorme vaso em minhas mãos e cheguei na cozinha á tempo de ver Iris e Eddie em uma seção de amassos perto do fogão. — Oh!

Eles se separaram em um pulo e ficaram coradinhos.

— Foi muito mal. Desculpe.

— Felicity!

— Que flores lindas!

Falamos todos juntos e depois encaramos a cara um do outro. Eddie coçou a garganta e saiu da cozinha dizendo ter que ir falar com Joe sobre o almoço. Iris me deu um sorriso culpado e foi embora também. Constrangedor, no mínimo, mas eu sou Felicity Smoak e isso é o mais rotineiro que eu consigo tendo a vida que eu tenho.

— Felicity?— chamaram e eu quase derrubei o vaso no chão.

Ah não.

Ah sim.

Ele não.

Ele sim.

Não agora!

Sim agora...

Ótimo! Minha própria consciência e a subconsciência estão se virando contra mim.

— Sim? — respondi abrindo a torneira dentro do vaso.

Respirei fundo. Mesmo que eu não estive inclinada á ter essa conversa agora, depois de duas semanas desde o "incidente", eu sabia que não tinha como fugir. Eu esperei o vaso encher até a metade e depois me virei para Oliver. Ele estava sem seu terno carérrimo, e sim com jeans e um casaco de inverno. A versão mais casual de Oliver Queen que eu vi até agora. A expressão impassível ainda estava ali, mas em seus olhos uma tempestade se escondia ali.

Deliciosamente sex...

Zip. Nu-ahm. Você vai ficar caladinha vozinha dos infernos. É sempre você que me coloca em confusão. Coloquei o vaso na ilha de granito com cuidado e cruzei os braços fazendo a mesma cara impassível que era me exibida. Eu sabia jogar esse jogo também.

— Podemos conversar? — perguntou e eu assenti e dei ombros.

Silêncio.

— Está tudo bem? — perguntei querendo fugir do climão que estava querendo se instalar na cozinha.

— Não sei, está? — perguntou ele volta e respirei fundo.

— Okay... Oliver. — eu disse e saí na minha zona de conforto quando vi que teria que tomar as rédeas, e fui até ele. — O que aconteceu, aconteceu. Não podemos voltar atrás. Não podemos mudar...

— Eu não quero mudar. — ele disse e eu assenti levemente.

— Você está noivo. — eu apontei e ele continuou quieto. — E eu...

Agora ele ergueu uma sobrancelha. E desta vez, este pequeno gesto, não me excitou ou me deixou estranha. Me deixou mordida de raiva. ELE ESTAVA NOIVO! E eu muito bem solteira, muito obrigada.

— Olha, esqueça aquela noite. Vamos nos ater ao primeiro acordo. — eu disse. — Eu ainda vou te ajudar com as pestes, e depois eu vou embor...

— O que? — perguntou ele dando um passo para frente invadindo meu espaço pessoal com todo o seu corpo.

Ele parecia preocupado agora.

— Não pense que é por causa daquilo, porque não é! — eu me apressei em dizer. — Mas você espera que trabalhe aqui até Kylie se formar na faculdade?

A falta de resposta e o olhar culpado em seu rosto foram a resposta para mim.

— Você consegue ser adorável, mas sabe que eu não vou poder ficar aqui tanto tempo assim... — eu disse. — Antes de qualquer decisão ser feita, eu vou pensar no bem dos três. Você deveria fazer a mesma coisa.

— Por que eu deveria fazer isso? — perguntou ele com um rastro de sorriso no rosto.

Acho que ele também estava sentindo o dejá-vú.

— Porque eu sei que você tem um coração e ele está se sentindo muito bonzinho com super babás hoje. — eu disse e apertei suas mãos com carinho, seu sorriso virou um sorriso sem graça. — E porque você não precisa mudar em nada, porque já um pai maravilhoso. Só precisa ser um pouquinho mais presente.

— Okay. — ele respondeu e assentiu. — Vou me fazer presente, então...

Dito isso, Oliver assentiu mais uma vez e foi embora da cozinha.

—-

— Eu e você temos diferentes ideias do que uma festa do pijama realmente é, Thea. — eu disse e Thea apenas revirou os olhos em minha direção. — Normalmente envolve pijamas, pipoca, filmes e esmaltes...

— Essa é a minha versão de festa do pijama, Felicity. — ela disse rindo e tomando um gole de seu drink. — Cait parece estar se divertindo...

Movi meus olhos de Thea para Caitlin que estava no meio da pista de dança da Verdant dançando com pelo menos três pessoas ao seu redor. Era uma música popular que tinha uma batida bem envolvente e Caitlin havia se entregado completamente depois de apenas três Cosmopolitan. Eu ri levemente e assenti na direção de Thea.

Estávamos na Verdant para uma noite especial de acordo com Thea, era o aniversário de um DJ europeu famoso e ele havia viajado da Rússia até o Estados Unidos para comemorar na Verdant e a temática era festa do pijama tanto que alguns barmens, barwomans e outros funcionários que zanzavam pela boate estavam vestindo pijamas. Os clientes de Thea eram bem diferenciados, isso era apenas um fato.

— Hm, eu acho que ela estava precisando disso até mais do que nós duas... — comentou Thea e bebeu um pouco mais de seu drink.

Thea estava usando um conjunto La Perla de short e regatinha de seda vermelha com pequenos detalhezinhos em renda preta, estava com o mínimo de maquiagem hoje e estava bebendo também. Pelas minhas experiências anteriores com ela eu sabia que a noite padrão de Thea Queen era regada de álcool, ela sempre usava roupas um tanto reveladores e maquiagem pesada. Hoje estava optando por um visual mais clean, talvez? Eu gostei. Conseguia ver mais seu rosto e até mesmo suas sardas que eram escondidas por camadas de maquiagem no dia-dia.

— Você quer conversar sobre o que? Caitlin está se divertindo, já fiz minha parte com ela e agora falta você. — eu disse me inclinando no corrimão do mezanino da área VIP onde estávamos.

— Já quer se livrar de mim, Felicity? A noite mal começou... — ela disse virando o copo e sorrindo levemente depois.

Perdão? Eu coloquei isso ao invés do meu pijama da NASA. Acho que estou fazendo mais do que suficiente por você hoje... — eu disse apontando para mim mesma e Thea riu levemente.

Depois que Thea disse para mim e para Caitlin que nossa festa do pijama seria em outro lugar que não era a Mansão, eu já havia ficado receosa, mas havia seguido ela de qualquer jeito para o estacionamento privado da Verdant.

Eu discuti levemente com as duas na entrada da boate, mas não gastei muita saliva porque sabia que era uma guerra perdida.

Não deixava de ser uma festa do pijama, no entanto.

Eu sei, subconsciente.

Olhei para o meu próprio corpo e brinquei com a barra do meu próprio conjunto La Perla que havia sido presente de Thea. Ela havia insistido que estivéssemos vestidas para a ocasião. O conjunto era igual o da própria Thea apenas a cor era diferente, o meu era verde com aplicações de renda preta. E o de Caitlin, que estava virando um shot no meio da pista de dança atualmente, era rosa com aplicações de renda branca.

— Okay... Eu não quero despejar tudo em cima de você de uma vez. Queria pelo menos chegar no meu segundo copo antes de começar a festa da piedade para mim mesma. — ela disse olhando seu copo agora vazio e riu sem rastro algum de humor em sua voz.

— Manda ver, eu tenho a noite toda... — eu disse.

— Roy e eu... Nós nos conhecemos no Instituto Al Ghul. eu havia acabado de me formar na faculdade e ele também. Eu estava tendo aulas de kickboxing e o meu treinador nos fez dupla para alguns exercícios — ela disse e revirou os olhos levemente. — Nós conversamos e ficamos amigos rápido, ai em uma noite a gente saiu para beber com alguns amigos e eu tentei beijar ele e acabei vomitando nos jeans dele.

— Eca.

— Sim. — ela disse sorrindo nostálgica. — Foi nojento, mas ele me levou para casa dele e aguentou todo o meu vômito. Depois disso nós começamos a namorar e eu decidi abrir a Verdant com ajuda dele.

Ela olhou ao redor para a sua boate que estava bombando. Pessoas dançavam, compravam bebidas, tiravam fotos, a música pulsava pelas paredes e faziam o chão tremer levemente com a batida.

Thea suspirou.

— A Verdant cresceu consideravelmente, abrimos uma boate em Miami, Nova York, e Los Angeles. Eu e Roy coordenamos tudo bem de perto para que nada desse errado e quando Max Fuller entrou no quadro, Roy não gostou. — ela disse maneando a cabeça.

— Quem é esse?

— Ele é dono da rede de boates Poison, uma concorrente. Ele não tem nem metade da minha margem de lucro, mas ainda sim é concorrente. Roy foi contra a proposta de sociedade com Max desde o inicio, então eu recusei. — ela disse e eu assenti. — Até que ele foi ver os pais em Opal City e eu tive um dos meus episódios.

Franzi a testa.

— Eu bebi demais e saí na capa de uma revista no colo do concorrente. — ela disse e esfregou a testa levemente, enquanto eu tentava associar e deixar o peso de suas palavras se assentarem dentro da minha mente. — Roy não atendeu minhas ligações, ou respondeu minhas mensagens, ou abriu a porta para falar comigo quando voltou para cidade.

Me voltei para a pista de dança abaixo de nós que dançava ao som de Selena Gomez, enquanto Thea soltava um suspiro. Caitlin estava no bar bebendo o que eu esperava ser água com duas garotas, elas conversavam e riam entre si como se fossem velhas amigas.

— Até que a mãe dele me ligou e perguntou se eu havia gostado. — ela voltou a dizer e eu voltei a minha atenção para Thea que estava se servindo de seu segundo copo de uísque da noite.

— Gostado do que?

— Do anel de noivado dela. — disse Thea sorrindo amarga e sua respiração mudou completamente. — Ele havia ido para Opal City para pegar o anel de noivado da mãe porque queria me pedir em casamento no jantar de Ação de Graças que mamãe está planejando.

Oh.

Oh Thea...

— Por um lado eu me sinto irritada por ele não confiar em mim depois de quase três anos de relacionamento, ele sabe como essas revistas são! O que escrevem para ganhar dinheiro! — ela exclamou irritada gesticulando com seu copo. — E por outro lado, eu não o culpo. Eu nunca fui mais do que aquilo. Nunca fui uma Sara Queen. O que me faz me perguntar se eu realmente sou mais do que isso? Mais do que escrevem de mim?

Algo dentro do meu peito se apertou com as palavras de Thea. Ela realmente pensava tão pouco de si mesma? O que realmente aconteceu com a Família Queen para todos serem tão... Desajustados? Sara Queen realmente exercia todo esse poder sobre eles? Céus.

— Thea, eu vou falar uma vez e eu espero que escute bem e que lembre do que eu vou falar agora. — eu disse tomando o copo de suas mãos e virando o líquido âmbar dentro da minha boca. Minha garganta incendiou, mas eu não liguei.

Apoiei meus braços nos ombros finos de Thea e olhei no fundo dos seus olhos verdes.

— Você é uma Queen. A sua família, literalmente, manda nessa cidade... Merda, até nesse Estado. Você é dona de um negócio mais do que bem-sucedido e você não precisa se reafirmar como esse tal de Max Fuller precisa, claramente. Você é uma tia carinhosa que sempre pensa no melhor para os seus sobrinhos, você é uma irmã maravilhosa que sempre tenta que as pessoas vejam o melhor lado do seu irmão e é uma amiga terrivelmente fiel. Eu posso ser o seu aval para todas as essas posições, porque é o que eu vejo acontecer dentro daquela Mansão.

Ela encolheu os ombros levemente e eu os apertei.

— Você não é aquela mulher que sai nas capas de revistas de fofocas seja bebendo, se divertindo com mulheres e até mesmo esse nojento do Max Fuller. Se Roy Harper não sabe disso, ele é quem sai perdendo. Você é maravilhosa, carinhosa, generosa e completamente amável. Você merece o mundo e além. — eu disse e vi os olhos dela marejando e ela trocou o peso do corpo de uma perna para outra. — Você não precisa ser Sara Queen, ou Moira Queen porque você já Thea Queen. Não existe outra de você e esse é o seu super-poder.

— Felicity...

— Na-ham. Agora eu e você vamos descer e resgatar a Dra. Caitlin Snow e dançar um pouco também. Mesmo que não seja Maddona. — eu disse e ela assentiu rindo entre as poucas lágrimas que deixou rolar pela bochecha. — Vamos?

— Vamos!

—-

— Eu sei que vou acordar com uma ressaca de merda amanhã, mas eu realmente não estou ligando... — disse Caitlin quando eu, Thea e ela viramos um shot triplo juntas.

Thea e eu havíamos mergulhado na pista de dança depois de nossa conversa e o humor dela havia melhorado em 110% depois do que eu falei. Ela ainda estava se refreando no quesito álcool, talvez traumatizada pelo acontecido com Roy e Max, mas estava rindo e se divertindo.

— Você não tem que trabalhar amanhã, tem? — perguntei e ela negou e comeu a azeitona de meu martíni esquecido no balcão. Eu o abandonei ele entre a playlist de pop e a playslit latina do DJ da noite.

Eu havia aprendido a beber da pior forma possível, vomitando tudo. Acho que o último porre que eu havia tomado foi quando saí com Thea pela primeira vez e realmente joguei o auto-controle pelo ar. Hoje eu havia bebido algumas doses de tequila, um martíni e o resto do Sex On The Beach de Caitlin quando ela decidiu que havia tomado muitos Cosmopolitan para uma noite só.

— Eu acho que vou no banheiro... — eu disse e quando ia chamar as duas para ir comigo, elas gritaram em conjunto com o resto da boate quando uma música começou a tocar. — E parece que vou sozinha.

— Pode usar o do meu escritório. A senha é o aniversário de K... — gritou Thea pelo ombro quando ela e Caitlin voltaram para a pista de dança.

Pulei do banquinho do bar e tracei meu caminho pelos cantinhos menos tumultuados da boate até o banheiro feminino. Quando cheguei lá, a fila estava longa e a maioria das mulheres presentes estavam usando o vazo para vomitar. Okay. De jeito nenhum eu vou entrar em uma dessas cabines.

Voltei para a pista e fui em direção aos fundos do bar que era onde o escritório de Thea ficava. Eu lembrava que ela havia mencionado uma vez que era no subsolo e que parecia a própria Batcaverna dela. O corredor era escuro, mas o painel estava brilhante. Digitei a data de nascimento de Kellan e Kiera e o acesso foi negado, então digitei a de Kylie e a luzinha verde brilhou. Eu abri a porta e fechei ela atrás de mim. Era como tirar doce de criança.

Desci as escadas de ferro e contemplei o escritório espaçoso de Thea e metade do que parecia ser o seu estoque também. Fui diretamente para o banheiro e aliviei minha bexiga insistente. Assim que terminei tudo e lavei as mãos, voltei para o escritório e sentei em um dos puffs de Thea.

A música agora abafada e o calor agora longe de mim, eu conseguia fazer uma baixa do meu corpo. Estava suada pela dança, minhas pernas latejavam um pouco mesmo com o uso de pantufinhas que eram parte do conjunto do pijama e eu sentia um leve comichão no estômago. Não era nada de ruim, eu me sentia... Viva. Viva? Isso era mesmo um sentimento?

Revirei os olhos para mim mesma e pesquei o celular da cintura. Chequei minhas mensagens e não tinha nada de alarmante apenas uma foto que Kiera havia me mandado. Depois do fiasco que tivemos no meu aniversário, ela havia prometido que seria mais aberta comigo e mandar fotos do que estava fazendo comigo estando fora de casa, era a maneira dela ser mais "aberta".

Abri a foto e sorri. Kiera e Kellan estavam na sala de cinema com Kylie no meio dos dois com um grande balde de pipoca em seu colo. Lily estava no colo de Kellan. Eles estavam assistindo Mako Mermaids no telão. Kiera sorria levemente para foto, mas Kylie e Kellan estavam com os olhos vidrados no telão. Lily dormia tranquilamente.

"Kiera, Q: Segunda maratona sem você. Temos que mudar isso."

Ri levemente de sua legenda e digitei uma resposta rápida.

"Felicity, S: Em breve."

A primeira maratona que tiveram foram de animações Disney. Que fora em uma noite de semana que eu havia escapado para me encontrar com Bruce e quando havia chegado em casa, Kiera, Kellan e Kylie estavam apagados na sala de cinema enquanto passava Toy Story 3 no telão. Foi um sacrifício levar os três para cama, mas eu havia conseguido.

As coisas estavam tranquilas, para dizer no mínimo. E eu gostava de tranquilidade depois de tanto caos dentro daquela Mansão. E eu tenho a agradecer Bruce Wayne por isso, ele me entretinha com seus assuntos, nossas conversas, suas piadas. Ele me entendia de um jeito que ninguém nunca conseguiu.

Bruce me deixava leve.

Bruce me deixava tranquila.

Bruce era como um porto seguro.

Nós tínhamos saído duas vezes. A primeira vez foi em um jantar, mas como eu não consegui esconder meu desgosto em comer caviar (que por sinal é coco de peixe vendido por uma fortuna), fomos parar em um Big Belly Burguer e foi muito divertido. Já a segunda vez foi ainda mais perfeito, ele havia me levado até o antigo planetário de Starling City com um baita de um piquenique e nós comemos olhando as estrelas.

Literalmente.

Obviamente nós nos beijamos. Muito. E foi muito bom também.

Duvido que foi tão bom quanto o do chefinho...

Tudo que é bom dura pouco, não é mesmo? Eu só tive uma semana de paz sem você, vozinha do subconsciente e foi tão bom quanto durou! Bufei e não tive forças para querer barrar o fluxo de meus pensamentos que foram parar em Oliver. Eu sempre poderia culpar o martíni depois.

Desde o momento na cozinha, eu nunca mais conversei com Oliver novamente. Eu e ele fazíamos a primeira e a última refeição do dia juntos com as pestes, morávamos na mesma casa, mas não conversamos mais desde então. Ele parecia estar ocupado demais com a fusão das empresas de Tommy e Bruce, as crianças e ainda bancando o noivo perfeito.

Não é para qualquer um não.

Eu ainda me sentia estranha de estar perto dele depois daquela noite, mas não podia fazer muita coisa, apenas sentar o mais longe possível dele na mesa de jantar e não ir na garagem de noite. Pois é. Ele parecia gostar de mexer em carros nas horas vagas, e isso era uma coisa que ele e Kellan faziam juntos ás vezes. Ele estava tentando ser um pai melhor, estava tentando ser mais presente.

Era o que você queria, não era?

Sim, mas... Quanto mais ele tenta, e mais ele acerta, mais eu vejo menos motivos para estar ali. Okay. Eu havia saído de uma mini festa de piedade de Thea e não começaria uma para mim mesma agora. Não mesmo. Devolvi o celular para cintura e voltei a subir as escadas. Apaguei as luzes e abri a porta. Deixei ela bater atrás de mim e caí no corredor escuro novamente.

A música invadiu meus tímpanos e voltei para a pista, só para esbarrar em alguém.

Não foi a primeira vez que isso aconteceu na noite. Eu havia conseguido me esquivar de vários tipos de drinques e até mesmo um quase vômito das primeiras vez, mas quando procurei alguma coisa da qual me esquivar não achei nenhuma, apenas um par de olhos azuis.

— Felicity?

— Oliver?

Ele parecia surpreso em me ver ali, mas não tanto quanto eu em ver ele ali.

— O que está fazendo aqui? — perguntei forçando minha voz ser mais alta que a música e toda a multidão cantando junto com ela.

— É a boate da minha irmã. — ele respondeu como se fosse óbvio. — E você?

— Minha folga e eu estou aqui com a sua irmã... — eu disse olhando para os lados procurando Thea que ficaria exultando ao ver que seu irmão mais velho havia abandonado o escritório mais cedo para pagar uma visitinha.

— Ela teve que ir embora. Algo relacionado á Roy. — ele disse quando viu que eu a procurava. — Disse que mandaria mensagem para você depois.

— Oh meu Deus, Caitlin? — perguntei já empurrando os corpos atrás da doutora que estava bem alegrinha para o próprio bem dela, mas uma mão pegou meu pulso e me parou no lugar.

— Tommy está com ela. Ele e Thea foram levar ela para casa. — ele disse e eu assenti deixando o alívio me inundar. — Ele levou as duas para casa já que as duas estavam bem... Bêbadas.

— Sua irmã já esteve pior. — eu assinalei e ele assentiu.

— Ela pediu para eu levar você para casa e pegar uma coisa no escritório dela. Disse que você saberia me levar até lá. — ele disse e eu assenti levemente.

Obrigada, Srta. Queen. Muito obrigada mesmo.

Ele soltou o meu pulso e eu logo senti falta de seu calor ali.

Sua mão era tão quente.

Girei em meus pés e voltei pelo caminho que havia acabado de tomar. O corredor escuro estava ligeiramente claustrofóbico com a presença de Oliver logo atrás de mim, mas eu foquei na pequena luminosidade do painel e controlei minha respiração e o ritmo cardíaco.

Voltei a digitar a senha de Thea e abri a porta. Oliver entrou logo depois de mim e nós descemos as escadas juntos. Eu voltei a ascender as luzes e ele foi diretamente para a mesa de Thea. Parecia procurar algo em particular e não foi tão difícil de achar assim. O que teria naquele post-it verde que Thea guardava na primeira gaveta de sua mesa? Oliver tirou uma foto do que estava escrito ali e guardou tudo onde achou.

Foi aí que eu percebi que ele estava fora do seu uniforme comum. Sem ternos e gravatas hoje. Oliver estava de jeans, camisa e jaqueta. No melhor estilo bad boy. O fato dele ficar bem em qualquer tipo de roupa era ridículo para mim. Como se ele precisasse de mais isso...

— Felicity?

— Sim?

— Você está bem?

— Sim, apenas pensando... — eu disse e bati meu indicador na minha testa.

Ele deu alguns passos hesitantes em minha direção. Eu ainda estava no final das escadas e Oliver não sabia como agir perto de mim, como se eu fosse um animal arisco em risco de fuga. Era, basicamente, isso sempre que nos encontrávamos no mesmo lugar.

— Você não parece bêbada...

— Não tomei tanto quanto Thea ou Caitlin, mas não estou tão sóbria assim. — eu disse dando dois passos em sua direção. — Por que?

— Eu já te vi bêbada e pela minha base, isso envolve você dançando e cantando pela casa. — ele disse cruzando os braços e sorrindo levemente.

Mais um passo em minha direção.

— Algo sempre me disse que foi você que me levou para cama, não a Sra. Lance. — eu disse rindo levemente e senti meu rosto e pescoço esquentarem. — Quer dizer, não para cama, cama, porque isso seria completamente deselegante dado ao meu estado naquela noite e eu tenho certeza que você não faria isso comigo. E com ninguém, porque eu sei como você é no quarto... Ai meu Deus, me mande calar a boca!

— Não. Eu gosto de ver até onde você consegue ir quando balbucia assim. — ele disse com um sorriso mais largo.

— Isso não tem graça! — eu disse e empurrei seu braço levemente, ainda corada. — Eu tento evitar na maioria das vezes. Um filtro me faz falta. Uma grande falta.

— Eu acho que é uma das coisas que te fazem única, Felicity. Não é um defeito e sim, uma qualidade. — ele disse e eu resmunguei audivelmente. — O que?

— Pare.

— Com o que?

— De ser gentilmente adorável, com esse sorrisinho e com essa pose de... Oliver Tímido tão de repente. — eu disse e tirei meus óculos e esfreguei meus olhos. — Aonde você andou guardando essa jaqueta?

Ele ergueu uma sobrancelha, levemente confuso, até que eu o puxei pela lapela para mais perto e esmaguei meus lábios nos deles. Oliver não demorou a reagir e emoldurou meu rosto com suas mãos grandes e quentes. Agarrei sua cintura através da jaqueta e o trouxe para mais perto.

Seu cheiro entrou pelas minha narinas de forma bem sutil e eu senti meu corpo sintonizar com o dele. Ele me empurrou levemente até minhas costas se encontrarem com uma das vigas de sustentação e nos separamos levemente.

Eu ofeguei. O que eu estou fazendo? Ele é noivo de outra mulher!

Meu subconsciente ergueu uma sobrancelha em minha direção e eu não pude responder, porque logo os lábios de Oliver voltaram contra os meus. Suas mãos escorregaram do meu rosto e foram para a minha cintura. Eu me apoiei em seus ombros e entrelacei meus braços atrás do pescoço dele.

Era intoxicante. Os beijos de Oliver eram intoxicantes demais.

E eu estava pronta para sucumbir.

— Felicity... — ele disse levemente quando voltamos a nos separar apenas porque o ar foi necessário. Eu senti meus pulmões se expandindo e retraindo, o ar me enchendo por completo e o calor que corria por todo o meu corpo, se concentrando entre minhas pernas. — Sim ou não?

Encarei os olhos azuis de Oliver, suas pupilas dilatadas, e a promessa de mais uma noite inesquecível. Pesei os prós e os contras enquanto encarava seus lábios levemente inchados e a barba que estava curtinha e assenti. Minha boca ficou seca e meu coração parou por três segundos.

— Me leve para casa, Oliver. — eu pedi e ele assentiu se afastando levemente.

Nós subimos e trancamos o escritório de Thea mais uma vez, a boate estava parecendo mais um pandemônio agora. Eu não conseguia me concentrar em nada que não fosse a mão de Oliver nas minhas costas me guiando pelo caminho certo. E é claro que ele tinha vindo para cá com a sua Lamborghini preta brilhante.

O manobrista saiu do carro e abriu a porta para mim. Olhei ao redor e não vi nenhum paparazzi ou pessoa sequer por ali. Na verdade havia um casal que estava entrando no beco vizinho de mãos dadas. Eu tinha uma vaga ideia de onde e o que eles estariam fazendo em questão de momentos. Eu entrei no carro e Oliver abaixou minha porta com um baque surdo.

Apertei as coxas e coloquei o cinto de segurança. Sentia meus seios pesados e meus mamilos sensíveis demais. Deus. Abri o vidro o máximo possível e Oliver entrou no carro também, mas não antes de entregar uma gorjeta absurdamente alta para o manobrista que havia trazido o carro.

Assim que ele colocou o cinto e ligou o motor, eu afundei no banco de couro super confortável e respirei fundo.

— Você está bem? — perguntou ele assim que colocou o carro em movimento. A única luz que tínhamos era a do painel digital ao lado do volante e eu sorri e coloquei minha mão em sua coxa. — Felicity?

— Rápido, Oliver. — eu pedi e ele assentiu fazendo o motor rugir em resposta.

Meu corpo deu uma leve guinada para frente e eu sorri.

Durante o beijo com Oliver, eu me deparei com a mesma sensação de mais cedo quando havia ido dançar com Thea e Caitlin. Eu me sentia viva. E eu tinha medo desse sentimentos, mas hoje não. Não essa noite. Era minha folga, eu queria rir, dançar, e me deixar viver. Os dois primeiros itens estavam checados, e eu tinha certeza que Oliver iria dar conta deste último.

Chegamos em casa em quinze minutos, um verdadeiro recorde. Oliver abriu a porta para mim e assim que eu saí do carro, ele me imprensou contra o mesmo e me beijou como se não fôssemos mais nos ver. Nunca mais. Tinha um quê de melancolia, mas a paixão dominava.

— Vamos...

Assenti rapidamente e vi que apenas a luz da cozinha estava acesa ainda. O resto estava tudo apagado, como no dia da queda de energia. Urgh. Dejá-vú. Quando chegamos no hall, o único som eram o de nossos passos.

— Hey... Eu preciso checar Kylie. — eu disse parando de subir as escadas.

Oliver se virou para mim e depois para o lado direito e assentiu.

Terminei de subir as escadas e fui em direção ao quarto de Kylie. Ela já estava apagada, eu só arrumei sua coberta e coloquei Lily mais para cima antes que ela caísse no chão e beijei a testa de Kylie. Ela sorriu levemente em seu próprio sono e eu me levantei.

Voltei para o corredor e vi Oliver na porta de Kiera, observando o lado de dentro. Eu fui até ele e vi que Kiera não precisava ser ajustada em nada e ela tinha sono leve, então sem beijinhos para ela. Fui em direção á de Kellan, que por alguma surpresa estava aberta, e vi que ele também já estava bem acomodado e sem fones desta vez.

Fechei a porta com cuidado e quando ouvi o pequeno "click", braços rodearam minha cintura e eu tive abafar um grito de surpresa. Oliver me pegou no colo e me levou para o lado oposto do corredor. Para o seu quarto. O lugar que ninguém frequentava além dele. Okay. Sem pressão.

Ele girou a maçaneta e entramos no quarto escuro. Okay. Sem voltar atrás agora.

— Só para deixar claro... — eu disse assim que vi o quarto impessoal demais, chutei as pantufas de lado e senti o carpete embaixo de meus dedos.

Paredes verdes escuras com apenas uma cama e um criado mudo de um lado da cama, apenas isso. O resto do cômodo enorme era vazio. Não tinha cômodas ou alguma mesa ou até mesmo um sofá. Era um vazio completo. Três portas na parede me mostravam onde ficavam o banheiro e o closet. Nesse ponto, os outros quartos da casa inteira eram semelhantes.

— O que? — ele perguntou e eu ouvi a porta fechar.

Eu me virei e encarei Oliver que estava recostado na porta com um leve sorriso.

— Eu vou culpar a jaqueta amanhã. — eu disse e me joguei em sua cama rindo levemente.

Antes mesmo de eu conseguir me erguer em meus cotovelos para olhar na direção dele, minhas pernas foram puxadas até a beira da cama e eu ri e voltei a puxar a jaqueta de couro para mais perto. Oliver se posicionou entre as minhas pernas e se abaixou até nossos rostos se encontrarem para mais um beijo. Ele retirou meus óculos e os depositou no criado mudo ao lado da cama. Puxei ainda mais o couro e Oliver deixou seu peso cair levemente sobre mim, trazendo seu corpo e seu calor para mais perto ainda.

Enlacei minhas pernas ao redor do seu quadril para prendê-lo a mim.

Senti suas mãos escorregarem por minhas coxas e se infiltrarem por baixo do tecido do short do pijama e me arrepiei levemente e sorri entre o beijo. Infiltrei as minhas próprias e escorreguei a jaqueta para fora de seus braços. Oliver a tirou sem nunca quebrar o nosso beijo.

Nos separamos levemente e eu suspirei quando senti seus beijos migrarem para meu pescoço. Eu sabia que teria que esconder uma ou duas marcas pela manhã, mas a sensação que os lábios dele causavam em minha pele valia o tempo inteiro que eu gastaria.

Era alucinante.

Senti minha pele em chamas e aquele comichão familiar no centro do meio das minhas pernas. Apertei as mesmas ao redor do quadril dele e ele começou a descer pelo meu colo, senti meus seios pesarem e meus mamilos ficarem rígidos novamente contra o sutiã que eu usava.

— Oliver... — gemi baixinho quando voltei a sentir suas mãos por baixo do meu pijama agora em direção aos meus seios. Ele apertou os dois ao mesmo tempo e eu voltei a gemer e ergueu meu corpo em sua direção.

Logo eu me vi sem a regatinha de seda e Oliver se livrou de sua própria camisa se erguendo rapidamente de onde estava. Deixei minhas pernas caírem levemente e as apertei uma contra a outra para aliviar a pressão ali acumulada. Estava com muito calor.

Muito mesmo.

Oliver foi o criado mudo, ascendeu o abajur inundando o quarto com luz. Respirei profundamente e voltei a observar Oliver que rodear a cama, agora sem camisa e sem jeans. Ele puxou meu short para baixo e o escorregou por minhas pernas. Eu ri levemente e encarei seus olhos estavam cheios de promessas e eu sabia quais eram cada uma delas e sabia que ele iria cumprir todas elas essa noite.

Por essa noite, ele era meu.

Ele se abaixou e pairou sobre mim com seu corpo quente e eu o puxei para mais perto. Nos beijamos e eu decidi tomar uma iniciativa, me agarrei o seu corpo e inverti nossas posições. Eu descobri gostar de estar por cima de Oliver ás vezes, era no mínimo interessante. Suas mãos vieram para as minhas coxas e iam em direção norte cada vez mais.

Afundei meu quadril contra o dele e senti seu desejo por mim. Ele apertou minha bunda e eu gemi levemente. Ondulei meu quadril e recebi uma resposta dele. Essa resposta foi arrancar meu sutiã de mim, eu deveria estar no mínimo chocada, mas só conseguia rir. Isso era tão.. Oliver.

— Ah... — gemi novamente assim que senti seus lábios capturarem um de meus mamilos entre os dentes. Eu conseguia ver, limitadamente, os movimentos que ele fazia com sua boca e as reações que causava em meu corpo.

Me apoiei em seus ombros quando senti uma de suas mãos se infiltrar em minha calcinha e escorregar até o centro pulsante de minhas pernas. Ele soltou um "hm" abafado assim que sentiu o quão molhada eu estava por ele.

— Sempre pronta... — ele sussurrou contra minha pele assim que atacou o outro seio.

Seus dedos começaram movimentos circulares em minha dobras e eu senti um choque irradiar por todo meu corpo, aposto que se estivesse em pé, minhas pernas teriam falhado miseravelmente. Gemi alto quando ele achou o ponto certo e continuou a me estimular.

— Oliver... — eu gemi seu nome de novo e de novo enquanto sentia o climax se construir em mim.

Assim que o êxtase explodiu em mim, ele introduziu dois dedos em mim e começou com outro ritmo diferente. Eu estava absorvendo as ondas de prazer ainda quando sentia outro orgasmo se construir dentro de mim. Oliver capturou meus lábios em um beijo lento e longo. Ele nos virou novamente e sem parar com os estímulos, senti a calcinha sair de mim.

— Volte aqui... — resmunguei quando ele se afastou de mim.

Ele riu levemente e logo voltou e me preencheu por completa.

Me agarrei como uma trepadeira em seu corpo e entrei em seu ritmo. A sensação de Oliver dentro de mim era... Indescritível. Era certo. Nossos corpos se encaixavam de modo preguiçoso, porém perfeito. Esfreguei meus seios em seu peito duro sem pudor algum e gemi com a combinação de reações.

— Felicity... — ele sussurrou em meu pescoço fazendo meu corpo arrepiar por inteiro.

— Oliver. — chamei ao correr minhas unhas levemente por suas costas, só para deixar ele ainda mais perto de mim. Mordisquei, beijei e marquei seu pescoço para que ele tivesse uma lembrança disso amanhã e suas investidas se tornaram mais profundas em resposta.

Em algum momento, eu me perdi nele novamente e ele em mim, mas não estava preocupada em me achar.

Notas finais
Vai... Pode falar todas vocês. Compensei, não compensei? Eu disse que ia compensar haha, acho que mereço biscoitos, e vocês? Comentem! Indiquem! Recomendem! Favoritem! https://fanfiction.com.br/historia/736715/Dangerous_Love/ https://fanfiction.com.br/historia/779525/Coaching_Daddy/ L.W PS: Venham conversar comigo no Twitter! Meu nome por lá é @juju100_! Vamos conversar sobre Arrow, fanfics... Qualquer coisa! Estou começando a postar pequenos trechos e spoilers sobre minhas fics por lá também! PS²: Vamos bater #300 comentários? Ou mais uma recomendação? PS³: Para as leitoras de Dangerous Love, o capítulo já está em 12k e contando... Em breve, meninas! ♥