Notas iniciais
Ciao! Olá meninas! Como estão? Espero que todos bem, lavando as mãos e em casa! Obrigada á todas pelos comentários do capítulo passado! Vocês são maravilhosas! Estou tentando responder todos os comentários das minhas fanfics durante quarentena e atualizar ao mesmo tempo, então paciência comigo! Estrelinha cadente de hoje é a Rose Stelle que recomendeu a fic! Amora, muito obrigada pelo tempo e a chance que deu a fic! Este capítulo é todo seu! Espero que goste! ♥ Boa Leitura!

Se eu achava que escapar do exército foi moleza com apenas o meu teclado uma vez na faculdade, eu estava redondamente enganada porque a General Queen nos fez ficar em linha, todos sujos (isso incluía Tommy e Zoey) enquanto ela nos dava aquele olhar frio e analítico que essa família parecer ter como material genético.

Estava tudo bem, até que Moira parou na minha frente.

— Qual o seu nome? — perguntou com a voz completamente impassível.

— Lissy. — eu respondi com um fiapo de voz.

— Eu perguntei o seu nome, não o seu apelido. — ela rebateu ainda impassível.

— Felicity Meghan Smoak. — eu respondi engolindo seco.

Seu olhar era terrivelmente azul, como o do Sr. Queen, e ela parecia estar pronta para retaliação. E eu, definitivamente, era o primeiro alvo dela. Ela deveria chegar em dois dias e não hoje! Merda.

— Nacionalidade?

— Americana.

— Onde mora?

— Gotham, e agora Starling City. — eu respondi recuperando a minha voz.

— Tipo sanguíneo?

— AB positivo. — eu respondi sem resistir ficar ligeiramente confusa.

Qual era a relevância do meu tipo sanguíneo para ela?

— Idade?

— Completo 28 anos em duas semanas.

— Formação acadêmica?

— MIT, Classe de 2009. Com honras. — respondi me gabando um pouco.

— Posição política?

— Neutra, mas com inclinação ao governo Clinton.

— Bach ou Beethoven?

— Beethoven. "Claro De Luna".

— Da Vinci ou Michelangelo?

— Impossível de escolher. — eu disse e seus olhos faiscaram deixando claro que eu teria que dar outra resposta. — Da Vinci.

— Ande até a porta e volte. — ela ordenou.

Fiz o que ela mandou, mas não sem deixar um rastro de massa de bolo pelo caminho.

— Satisfatório, mas completamente desengonçada e carente de curvas.

Não consegui disfarçar minha careta.

Como é que é, dondoca?

Eu tenho mais curvas que a senhora já sonhou em ter em seus dias de glória.

— Algo á dizer? — desafiou ela com olhos azuis faiscando e eu neguei com a cabeça, provando para mim mesma que a pesar de não ter um mira boa, o meu bom senso era ótimo. Sem defeitos algum.

Eu mal conseguia respirar e ela só estava olhando para mim! Moira era um pesadelo terrivelmente elegante. Cabelos loiros bem penteados, sem um único fio fora do lugar, poucas linhas de expressão no rosto ou rugas. Para uma cinquentona ela estava com tudo bem firme. O conjunto social lhe caía muito bem e sua postura exalava respeito.

Uma Queen, no final das contas.

— Mamãe! Pare de encher o saco da Felicity! Ela acabou de começar. — exclamou Thea entrando na sala de estar com um ar brincalhão. — Uau. Vocês foram bem comprometidos na aula de culinária, não?

— É titia! Felicity não tem culpa que seus netos são aptos á arte da culinária e foi divertido... — disse Tommy pela primeira vez.

Em minha defesa! Uau triplo.

Moira se transformou quando viu Thea e Tommy ali. De iceberg foi para sinal de fumaça S.O.S de uma ilha deserta. Correu até os dois e os encheu de beijos, mesmo Tommy estando sujo de farinha e leite.

Todos na sala aproveitando a transformação da toda abraços e beijos e fugiram em direções diferentes, como ratos em um navio afundando. Eu, Eddie e Roy voltamos para a cozinha e encontramos com a Sra. Lance e Joe olhando para a bagunça que havíamos feito.

— O que infernos... Ah! — começou Iris até escorregar no creme de cenoura e cair no chão.

Mesmo estando uma pilha de nervos, eu não resisti e uma gargalhada escapou pelos meus lábios assim que vi minha amiga no chão com uma mancha laranja na parte de trás de seu jeans. Eddie se apiedou da noiva e foi ajudá-la a se levantar. Joe até conseguiu manter sua expressão séria por tempo suficiente, até começar a rir também.

Em algum ponto os meninos foram se limpar antes que Slade chegasse e eu, Iris e Joe ficamos com a tarefa de limpar tudo. Sra. Lance iria distrair a Sra. Queen para ganhar tempo para nós. Aparentemente elas eram amigas. Eu não sabia como, porque eram pólos completamente opostos, mas eram.

— Oh querida, não ligue. Sempre suspeitei que Moira tinha um ou dois parafusos faltando. — disse a Sra. Lance se esquivando habilmente da meleca do chão e eu ri sem humor algum.

— Esse é o seu jeito de dizer que ela é meio torta da cabeça, Sra. Lance? — eu perguntei tirando os sapatos e pondo a recolher as caixas melecadas dos ingredientes.

Iris fez igual á mim e começou a jogar toda a sujeira da bancada para o chão.

— Sim. — ela respondeu e deu uma risada baixa. — Não á leve muito sério.

Suspirei e enfiei minha mão na meleca.

—-

— Kiera está na hora do jant... — eu disse entrando na sala de dança e congelei ao ver Moira ali.

Kiera e Kylie estavam dançando ballet juntas sob o olhar analítico de Moira. Até aí tudo bem, mas o que eu não entendi era por quê elas estavam vestidas e maquiadas para uma apresentação?

— Me diga Felicity, como é o progresso delas na aula de ballet? — perguntou Moira enquanto balançava o dedo de acordo com os acordes da peça clássica de Bach que tocava diretamente do iPod de Kiera no fundo da sala.

— Kiera dança mais do que muito bem como sempre. — eu respondi quando vi Kiera dar uma pirueta e esticar a perna para o alto com elegância e graça.

— E Kylie? — voltou a perguntar e eu quis rir.

Kylie odiava as aulas de ballet, desde prender o cabelo em um coque á ter que usar meia-calça e sapatilhas que machucavam seus dedinhos. Olhei para a pestinha caçula que nem se dava ao trabalho de dançar, apenas balançava os braços e girava de tempos em tempos. Parecia mais wula-wula do que ballet.

— Ela se esforça, mas prefere as aulas de informática. — eu respondi a verdade e esperei os gritos. Quando eles não vieram, eu abri os olhos e olhei para Moira que me observava. — Só comentando, Kylie gosta de computadores do mesmo jeito que Kiera gosta de ballet. As duas são excelentes e os professores garantem que são as melhores em cada modalidade.

Tommy que havia tomado banho e se trocado com roupas mais casuais que seu terno carrérimo decidiu aparecer, tirando a atenção de Moira de mim mais uma vez. E uau quádruplo.

— Onde está o meu filho, Thomas? — perguntou ela.

— Na empresa. — respondeu Tommy parecendo cansado.

Moira gemeu de desgosto.

Isso não acabaria bem.

— Robert teria vergonha dele agora.

— Titia, ele cuida dos assuntos da família. Paga as contas das crianças, as suas contas. Tem que lidar com um bando de acionistas velhos e chatos e ainda pagar inúmeros processos das antigos funcionários e dos fregueses de Thea... Releve. — disse Tommy com tom de voz manso.

A música se encerrou e Kylie correu para fora. Esperta.

— Então me diga Thomas, como é que ele tem tempo para sair com qualquer vadia por aí e não tem tempo para criar os filhos ou pelo menos receber a mãe e o padrasto em casa? — perguntou ela ácida.

Isso, definitivamente, não acabaria bem.

— Vamos Kiera, vá se preparar para o jantar. — eu disse e com toda coragem que tenho no meu corpo, ignorei o olhar gélido de Moira. Kiera não era obrigada a ouvir isso.

— Você arrasou! Passos redondinhos... — disse Tommy dando um beijo na testa de Kiera quando ela passou na porta.

Eu também aproveitei essa deixa e fui ajudar Kylie a tirar toda aquela maquiagem.

No jantar, eu tive o prazer de conhecer, Walter Steele, o segundo marido de Moira que também havia vindo passar alguns dias na mansão. Ele era reservado, porém simpático. Muito mais convivível do que sua esposa. A comida foi servida em silêncio e mesmo com Thea e Tommy fazendo conversa na mesa com Moira e Walter, eu só conseguia ouvir o barulho dos talheres.

— Felicity! — exclamaram e eu tirei os olhos do salmão na minha frente.

— Sim?

— Ótimo! É lerda também. — acrescentou Moira sem disfarçar.

— De onde saíu aquela bolinha de pelo super fofa? — perguntou Thea enquanto Kylie dava um pedaço de seu salmão para Lily que estava no pé da mesa, sob o olhar fulminante de Moira.

— Foi um presente de aniversário de Kylie. — eu disse ao ver o olhar desesperado de Kylie.

Moira iria se livrar de Lily.

Eu deveria ter previsto esta ante de comprar a filhote para Kylie.

Burra! Idiota! Estúpida!

Hey, mas não foi você que deu...

Isso, subconsciente!

— De quem ela ganhou isso? — perguntou Moira quando a lâmpada das ideias brilhantes se ascendeu em minha mente.

— Do Sr. Queen. Ele não conseguiu comparecer na festinha que tivemos, mas foi um gesto muito atencioso. Arrisco dizer que foi o presente que Kylie mais gostou. — eu disse e Kylie assentiu com um pequeno sorriso.

Uma longa pausa fez o silêncio dominar a mesa inteira. Okay, ou eu me ferrei muito ou eu salvei a bunda do Sr. Queen de uma enrascada das brabas mesmos já que sabia que Moira se encontrava inspirada e caçando encrenca pelas poucas horas que havia chegado na cidade.

— Hm. — foi a única coisa que ouvi em resposta.

Fomos para cama sem sobremesa naquela noite.

—-

— É verdade, não é? — uma voz soou atrás de mim.

Eu tinha acabado de ler três capítulos de "Harry Potter e a Pedra Filosofal" para Kylie quando ela adormeceu com Lily em segurança em seus bracinhos. E agora estava sendo questionada pela versão magra e loira da própria Fion... Quer dizer por Kiera que estava usando uma máscara verde e rolinhos no cabelo.

— O que é verdade?

— Meu pai está fodendo com Starling City inteira enquanto poderia estar conosco aqui em casa. — ela disse e cruzou os braços.

Sinal de auto-defesa?

— Eu, realmente, não sei. — eu disse sendo honesta. — O que eu sei é que nas duas vezes que eu tive contato com ele foi que ele fez de tudo para Kellan ser atendido o mais rápido e da melhor maneira possível. E que quando eu me afastei quatro metros da sua irmã na academia, ele ficou possesso.

Ela deu ombros e eu suspirei.

— Ninguém em sã consciência preferiria foder quando podem passar tempo com vocês. — eu disse e sorri. — Vocês são ótimos, tudo bem que você e Kellan são mau-humorados na maior parte do tempo, mas eu comecei a achar que isso é só o seu material genético...

Ela riu baixinho. Eu fiz ela sorrir.

BOOM!

Quem é a melhor? Eu aqui sou a melhor.

Quem fez Kiera rir? Euzinha fiz Kiera rir.

— Tanto faz. Boa noite. — ela disse endireitando os ombros e caminhou até seu quarto.

Eu tomei um terceiro banho para me certificar que toda aquela massa de bolo realmente saiu do meu corpo e depois limpei as lentes dos meus óculos com todo cuidado e atenção. Quando deixei meu corpo cair no colchão mais do que confortável e lençóis macios, eu refleti sobre a família. Eu não tinha, exatamente, coisas boas á falar sobre eles, mas tentava me refrear sobre apenas as ruins.

Minha primeira impressão de Oliver e Moira Queen não foram umas das melhores, mas eu não me sentia na posição de julgá-los, mesmo já tendo feito isso antes, as coisas podem ser diferentes. Eu espero que sejam, porque eu prefiro acreditar que ambos amam muitos as pestes e estão fazendo de tudo para dar do bom e do melhor para eles, e não que eles fazem o que fazem para machucá-los.

Tommy Merlyn era o padrinho das pestes. E pelo que vi deveria ser amigo da família Queen. Ele era CEO de uma grande empresa também. Como é que ele tinha tempo para passar e dar um "Oi" para as crianças e o Sr. Queen não tinha? Tudo bem que ele mandou o presente dele para Kylie, mas por que ele foge dos filhos?

Por que alguém fugiria dos filhos?

Suspirei. Era melhor eu não ir por este caminho.

Mas você já está indo de qualquer jeito...

Eu quis estrangular meu subconsciente quando uma garotinha loira de óculos me olhava com um olhar acusatório e solidário ao mesmo tempo, enquanto balançava os pés sentada em uma cadeira.

—-

Flash-Back — On

— Mãe? Cadê o papai? — perguntei assim que entrei na cozinha. Estava morrendo de fome. — Ele já chegou?

— Felicity! Está com fome? Até aonde você foi com Lily? — perguntou mamãe com a voz estranha, ela estava de costas para mim enquanto fazia alguma coisa na pia.

— Nós andamos de bicicleta até o parquinho e depois voltamos. Lily caiu duas vezes e eu tive que ajudar ela. — eu disse subindo em uma cadeira e sentando na ilha de granito que tinha no meio da cozinha. Mamãe continuava de costas e percebi que sua mão estava tremendo. — Mãe?

— Vou fazer alguns lanches e suco. Chame Lily para comer com você. — ela disse ainda com a voz estranha.

— Okay! — eu disse e pulei da ilha de granito. — Está tudo bem, mamãe?

— Sim. Sim! Vai chamar ela. — ela disse abrindo a torneira.

Flash-Back — Off

—-

Bufei contrariada. Se eu soubesse que naquele dia minha mãe havia sido abandonada para trás com a filha de onze anos... Eu nunca teria ido brincar com Lily na rua. Eu teria ficado com ela, mas Donna Smoak era muito orgulhosa e dura na queda para deixar alguém tomar suas dores.

Alcancei meu celular e disquei o número de mamãe. Precisava ouvir a voz dela.

— Alô?— ela atendeu no segundo toque.

Um chiado estava ecoando do outro lado da linha.

Oh Deus. Ela estava cozinhando?!

— Mãe?

— Querida! Como estão as coisas?

— Bem e mal. — eu disse e suspirei.

Este era o meu centésimo ou centésimo primeiro suspiro que eu dei só hoje?

— Como assim?

— Adoro as crianças, mas odeio a família deles. — eu disse resumindo tudo e ela riu.

Felicity!— repreendeu no meio de seus risos. — Por que você acha isso?

— Bom, ninguém liga para eles depois que a mãe morreu. Parece que eles são radioativos. — disse contrariada e mamãe parou de rir.

— Felicity, você sabe muito bem qu...

— Nem comece Donna Smoak! Há uma diferença em um pai morrer e um pai abandonar. — eu disse sem me importar com o tom de voz. Ela suspirou. — Eu só quero que eles se sintam amados.

— Então ame-os, oras. Ou faça a família deles amarem-os na marra.— ela disse e eu ri ao imaginar Moira e Sr. Queen amarrados em cadeiras com mordaças e eu com quadros brancos lotados de corações e fotos das pestes.

— Será que vai dar certo?

— Tenho certeza. Você é uma Smoak no final das contas.— ela afirmou e eu sorri.

Ela começou a tagarelar maneiras de como fazer eles se aproximarem e minha mente foi formulando um planinho. A garotinha loira em minha mente acenou concordando com o que eu estava pensando e o meu subconsciente também.

Operação Babá começou.

Notas finais
E aí? Será que esse plano vai dar certo? Comentem! Indiquem! Recomendem! Favoritem! https://fanfiction.com.br/historia/736715/Dangerous_Love/ https://fanfiction.com.br/historia/779525/Coaching_Daddy/ (Finalizada!) https://fanfiction.com.br/historia/712239/Extreme_Love/ Grupo do Facebook_ https://www.facebook.com/groups/1015217841832543/?ref=bookmarks (Respondam as perguntas e avisos quando solicitarem autorização para entrar no grupo!) L.W PS: Venham conversar comigo no Twitter! Meu nome por lá é @juju100_! Vamos conversar sobre Arrow, fanfics... Qualquer coisa! Estou começando a postar pequenos trechos e spoilers sobre minhas fics por lá também!