Notas iniciais
Ciao! Passando bem rapidinho para atualizar a fic! Obrigada a todos que comentaram! Obrigada por todo apoio! Amo vocês! ♥ Boa Leitura!

— Felicity? — chamaram e eu me virei.

Estava comendo sorvete de chocolate com pimenta escondido. Não me orgulho, mas eu estava morrendo de vontade. E depois de uma longa conversa com a Dra. Spivot, eu tinha muito o que processar. Tomar vitaminas. Fazer caminhada. Não me estressar demais. Repousar. Repete. Não deveria ser difícil, não é?

Oliver estava bem ali.

Talvez repense essa última pergunta.

— Sim?

— Está tão bom assim? — perguntou apontando para os dois potes já vazios em cima da bancada. E por sinal, eles não era grandes, okay? São pequenos e eu ainda não estava saciada. — Podemos conversar?

— Okay.

Me virei completamente para ele com o sorvete em mãos. Oliver estava inquieto.

E isso não parecia ser um bom sinal.

— O que foi?

— O que a médica te falou?

Escondi meu alívio.

Ele queria falar do bebê.

Obrigada, Deus.

— Eu tenho que tomar minhas vitaminas de grávida, tenho que fazer minhas caminhadas de grávida, tenho que ter paz de grávida e tenho que fazer meu repouso de...

— Grávida. — completou ele com um pequeno sorriso e eu ri assentindo.

— Tirando isso, eu estou liberada para fazer o que eu quiser. Desde que acabe comigo na cama. — eu disse com a boca cheia e fechei os olhos com força depois que notei a minha gafe. Oliver riu baixinho. — Ela também disse que eu posso praticar esportes leves, correr um pouco, qualquer atividade física que me faça ter um repouso e um sono bom.

— Na cama? — ele disse sorrindo malicioso e eu corei.

— Sim, na cama. A próxima consulta é só mês que vem, meu acompanhamento está sendo dividido entre a Dra. Snow, Dra. Spivott e a Dra. Rochev. Elas são amigas de longa data e a comunicação entre as três é ótima... — eu disse raspando o sorvete do fundo do pote. — Você vai querer ir?

— Sim, claro. — ele disse sorrindo mais um pouco. — Quando iremos contar para as crianças?

— Bom... — eu disse abaixando o pote de sorvete até a ilha de granito que estava nos separando. — Eu meio que já contei para o Kellan.

— O que? Quando? — perguntou Oliver mais alerta.

— Ontem á noite. Eu fiquei com ele, enquanto o resto da família estava na seção memórias. — eu disse baixinho com medo de ter estragado a surpresa, mas Oliver apenas assentiu. — É que escapou, mas ele não vai contar para ninguém! Eu prometo.

— Relaxe, Felicity. Está tudo bem. — ele disse erguendo as mãos em um gesto apaziguador.

Foi aí que eu notei que ele estava vestindo sua farda executiva de novo.

— Ahm, eu tenho que ir em uma reunião hoje e provavelmente vou perder o jantar também. — ele disse e vestiu seu paletó mais do que bem cortado azul escuro e eu assenti levemente esquecendo o sorvete em minhas mãos. Ele ajeitou a gravata e eu senti minha garganta ficar seca. — Você pode ler a história para Kylie hoje?

— Claro.

— Ótimo, eu e ela paramos no capítulo 19 de A Câmera Secreta ontem. — ele disse e arrumou a gola da camisa por cima do paletó. — Qualquer coisa pode me ligar, okay?

— Uhum.

— Okay. Até mais tarde. — ele disse sorrindo uma última vez e assim que vi ele saindo da cozinha, eu respirei fundo e suspirei logo em seguida.

Eu preciso de sexo.

—-

— Você só contou para o mais velho? Por que? — perguntou Bruce.

Estávamos admirando a paisagem, enquanto comíamos lanches do Big Belly Burguer na margem do Lago Starling. Ele havia marcado este encontro comigo para a gente colocar a fofoca em dia, porque estava visitando Starling á negócios e eu até descobri que a reunião que Oliver teve mais cedo fora com o próprio Bruce e Tommy.

Eu agarrei a primeira oportunidade que tive e assim que Dinah se ofereceu para ter a tarde com as crianças, eu aceitei o convite de Bruce. Eu havia me acostumado com a presença de Laurel na casa desde o Natal passado, nós trocamos algumas palavras e fizemos várias refeições juntas, mas nada além disso. Depois, a Sra. Lance saiu em suas mini-férias para Opal City, onde Laurel morava, e havia voltado para Starling com a filha que estava cuidando de um caso criminal aqui. Se eu não me enganava, essa seria a última semana de Laurel em Starling. Talvez Dinah quisesse fazer um grande encontro em família, já que sua filha parecia mais um nômade do que tia das pestes.

Comi mais uma batatinha e me virei para Bruce e encarei seu perfil.

Ele estava usando um de seus ternos caros, mas a gravata estava afrouxada e fora atingida por uma pequena gota de mostarda. Seu penteado estava começando a despentear e sua barba crescer. Ele era tudo, menos um executivo agora. Eu sorri levemente.

Eu sinceramente não saberia o que fazer se não fosse por ele.

— Kellan é o mais compreensivo dos três. Tenho certeza que Kiera não vai morrer de amores pela ideia, mas vai acabar se adaptando á nova realidade bem mais rápido do que Kylie.

— Por que?

— Kylie é a mais nova, e não acho que ela vai gostar muito da ideia de perder o posto de caçula. — eu disse e dei mais uma mordida em meu lanche.

O queijo junto com o hambúrguer e o molho me fizeram gemer alto e Bruce riu. Isso acabou me lembrando do nosso reencontro em Gotham. Eu não tinha planejado á viagem para Gotham, incluindo ele ou até mesmo mamãe nos planos. Eu precisava do meu quarto. Eu sempre conseguia bolar minhas soluções dentro daquelas quatro paredes cor de ameixa desbotadas e manchadas.

Depois do acidente, mamãe teve uma emergência com uma de suas noivas de alto escalão que estava casando na Itália. Ela teve voar correndo até Milão, mas não antes de deixar todos os meios de contato comigo, incluindo um pager que funcionava via satélite. Eu não tinha nem ideia de como ela conseguiu ter isso em mãos, mas conseguiu.

Eu decidi ir para Gotham de trem e passar o Ano Novo lá, no meu prefácio de vida e graças a uma de nossas vizinhas mais antigas, a Sra. Reynolds, ligou para ela perguntando sobre mim. Mamãe surtou no celular e se sentiu traída. Claro que ela voou direto de Milão e veio passar tempo comigo. Quando eu me sufoquei de sua presença e seu amor gigante pós-feriado, decidi que precisava de uma dose de normalidade. Fui até um Big Belly Burguer e encontrei com Bruce na fila.

Foi meio que dejá-vú, mas não derramei café ou qualquer coisa quente nele de novo.

Nós conversamos bastante desde que eu não tinha visto ele desde que saí do hospital e ele me disse que tinha planejado uma viagem para o Kenya. Ele tinha começado vários projetos filantrópicos depois da construção do centro juvenil em Starling City. Tinha doado dinheiro para a recuperação de espécies em extinção e tinha mandado toneladas de comida de paraquedas para as crianças na África.

Eu, sinceramente, quero ser ele quando eu crescer.

Bruce me mostrou os melhores pontos turísticos de Gotham. Claro que eram sempre dentro de algum lugar, já que o tempo chuvoso não ajudava em quase nada, mas nos quatro dias que tivemos um tempo mais ensolarados, andamos de bicicleta pelo parque favorito dele, fomos até o zoológico, fizemos um piquenique e tomamos muito sorvete. Trabalhamos em alguns projetos juntos e experimentamos todas as culinárias estranhas que tinha no catálogo do Foodie. E esta foi á causa das suspeitas dele. O que tinha de tão errado em querer comer sorvete de pistache com asinhas de frango do KFC? Ou ter uma grande onda de enjoo ao ver um swarma do tamanho da minha cabeça?

Bruce e eu acabamos descobrindo que nossa amizade não passava disso, amizade. E ele sempre me perguntava sobre as pestes, sobre meu relacionamento com elas e com os demais da casa. Nunca tocou no assunto "Oliver Queen" até uma noite em que vimos ele estampado na capa de uma revista jogando bola com Tommy e Kellan em uma praia na França.

Eu coloquei tudo para fora. Tudo mesmo. Contei nos mínimos detalhes. Bruce não disse que eu estava errada ou que eu estava certa, apenas saíu do apartamento dele e depois voltou com três tipos de testes de gravidez diferentes. Eu achei que ele estava ficando louco, claro, mas ele era persistente. O desgraçado foi até a cozinha da minha casa, e trouxe uma vasilha cheia com chili com feijão. Isso me enjoou na hora e eu corri para o banheiro.

Ele tinha provado um ponto. Algo estava errado comigo. Depois de vomitar por longos minutos, eu decidi fazer os testes. Mirar em três varetinhas não era para qualquer um não, mas recebi três resultados positivos que eram dois palitos azuis, um polegar positivo e um indicador que dizia de duas a três semanas.

Eu surtei.

Comecei a chorar, gritar e xingar Oliver de todos os nomes que eu conhecia. Bruce impediu que eu alcançasse meu celular e o faqueiro da cozinha. No final daquela noite, foram ambas decisões muito sábias. Depois que eu me acalmei, comecei a analisar a situação inteira e lembrar que a única vez que Oliver e eu não tínhamos nos protegido fora na véspera de Natal. E as contas batiam certinho.

Bruce me acompanhou no exame para confirmar realmente a gravidez e na primeira consulta com a Dra. Fisher, minha primeira ginecologista, que ficou exultante com a notícia de eu ser uma incubadora ambulante. Depois eu fui encaminhada para Dra. Spivot que era um amor de pessoa e por acaso ou não era a melhor amiga de faculdade da Dra. Snow.

O mundo é pequeno, né?

Eu estava com duas semanas e três dias para ser exata.

Bruce ficou me enchendo o saco para eu contar para alguém.

Oliver. Mamãe. Oliver. Qualquer pessoa, ou seja, Oliver.

Bruce teve que me arrastar junto com mamãe para dentro do trem no dia da festa de Kiera. Eu tinha trocado mensagens e e-mails com as pestes quase que todo dia e eu tinha prometido que iria á festa, mas depois de descobrir sobre meu M&M... As coisas mudaram de figura.

— Depois que eu contei para ele sobre a gravidez, conversamos um pouco sobre o que fazer. E ele disse que queria priorizar as crianças e o bebê antes de qualquer coisa, e que queria me conhecer melhor também. — eu disse colocando o lanche de lado e pegando meu refrigerante. — Conversamos sobre Sara também.

— Você está mordida de ciúmes. — ele disse de boca cheia e eu me virei para ele com a minha melhor expressão amuada.

— Claro que estou! — exclamei deixando algumas batatas fritas caírem do meu colo. — Como eu posso competir com a mulher que ele amou e que teve três lindos filhos?

— Pode competir sendo a mulher que ele ama e que vai ter um filho que provavelmente vai ser lindo se puxar a mãe. — Bruce disse com boca cheia e derramou molho especial agora na lapela de seu terno, galante.

Eu só consegui rir.

— Eu disse para você o que aconteceu no Natal e só temos uma explicação para aquilo. Ele estava sonhando com a esposa falecida dele depois que nós fizemos sexo e isso não é lisonjeiro de forma alguma, Wayne. Perdoe-me se eu estou tendo uma reação racional... — disse querendo fazer bico assim como Kylie fazia quando Lily não obedecia á ela. — Eu sou uma idiota.

— A-ha. Concordamos em alguma coisa então. — ele disse e eu soquei seu ombro levemente e ele sorriu. — O que está impedindo de ir para casa agora mesmo e beijar o homem que você ama?

— Meus pés inchados.

— Você não está grávida o suficiente para isso, está? — perguntou ele de boca cheia olhando para os meus pés cobertos pelo meu all star amarelo.

Eu ri alto e terminei meu lanche.

Estar com Bruce era... Refrescante.

—-

Depois que eu voltei para a mansão, fiz minha caminhada pelos jardins e conversei um pouco com Shado que estava construindo um orquidário para Moira, eu voltei para a mansão. As crianças ainda não tinham voltado de seu passeio com Laurel e Dinah, então o lugar estava calmo. Os passarinhos cantando. As árvores expelindo o oxigênio puro... E tudo mais.

— Felicity?

Me virei e dei de cara com Moira assim que entrei no hall de entrada. O que infernos ela estava fazendo aqui? Não deveria estar na França com Alfred e Walter? Eles não eram super amigos de vinhos e queijos agora? E que diabos de perfume era esse? Deus. Meu estômago não aprovou mesmo. Senti a bile subir pela garganta e forcei um sorriso.

— Você está pálida como um fantasma. — ela disse colocando o indicador em meu queixo com as mãos recheadas de rosas de diversas cores.

— Eu não estou passando muito bem estes dias... — e muito menos agora com o seu perfume de dondoca rica. — Ainda estou fazendo a transição de Gotham para Starling novamente. A mudança de ar está me deixando meio doente.

— Oh entendo. Vá beber água com a açúcar e recupere um pouco de cor nestas bochechas. — ela disse fazendo um gesto de descaso.

Eu aceitei a brecha que recebi e deixei Moira fazendo seus arranjos de flores no hall e corri para a cozinha. Graças á Deus ninguém estava por perto. Me apoiei na primeira cuba da pia, esperando o vômito.

Nada veio. Okay. Respire. Inspire. Respire. Inspire. E nada queria sair.

— Você está bem, guria? — perguntou Slade aparecendo dos fundos.

— Você já sentiu o perfume novo da Sra. Queen? Está revirando meu almoço! — eu resmunguei e ele riu. — Fizeram até as flores murcharem, Slade! Fedô N°5. Isso é alguma moda italiana?

Slade foi rápido fez a gentileza de segurar meu cabelo quando eu tombei minha cabeça para frente, enquanto eu vomitava na pia o que eu comi hoje e ontem percebi que ele deveria ter prática com a gravidez de Shado agora.

Não sabia ao certo se Joe teria um ataque ao ver o estado da sua lasanha do jantar de ontem, o meu estado, e o estado da pia agora. Acho que a gente vai descobrir mais tarde.

—-

Eu estava tentando ensinar Kylie á jogar poker, enquanto Kellan estava fazendo seu dever de casa no sofá perto de nós. Química. Acho que as coisas ficaram mais fáceis depois que eu expliquei como fazer os cálculos com uma analogia simples de Breaking Bad, ele conseguiu pegar mais rápido o jeito de fazer os exercícios.

— Vocês estão fazendo o que? — perguntou Kiera chegando com Oliver. Eles tinham ido ao clube com Moira para uma partida de tênis.

Ricos fazendo o que ricos fazem no final de semana rico deles.

— Jogando?

— Tentando. — resmungou Kylie olhando para suas poucas fichas e suas cartas em mãos e eu sorri levemente.

Ela fazia uma careta tão fofa quando ficava frustrada.

— Vamos ver o que temos aqui. — disse Oliver sentando no chão ao lado de Kylie. Ele olhou as cartas dela e depois as fichas. Espiada nas cartas novamente e depois olhou para mim. — Coloca tudo.

Kylie obedeceu. Eu e Oliver travamos uma guerra de olhares. Azul contra azul. Como sempre fazíamos e ele sempre ganhava. Ele revelou um Full House que meu par de seis não pode bater. Kylie pegou todas as minhas fichas com um sorriso enorme e nem disfarçou.

Kiera se entediou rapidamente e foi para seu estúdio de dança, enquanto Kellan continuava seu dever de casa fazendo algumas perguntas e eu, Kylie e Oliver jogávamos juntos. Depois de um tempo as fichas foram trocadas por M&Ms e isso me fez sorrir quando peguei o montinho dos vermelhos que Kylie tinha e afaguei minha barriga plana quase que inconscientemente.

— Menina. — disse Kellan.

— Por que? — perguntou curiosa me virando para ele.

— Porque eu sou o único menino e gosto deste jeito. — disse ele batucando o lápis em seus próprios lábios.

— Isso pode mudar. — cantarolou Oliver com Kylie no colo, esta que estava completamente concentrada em separar cada chocolate por cor enquanto Oliver observava suas nova mão de cartas. — Eu pensava a mesma coisa antes de Thea nascer.

— Eu queria ter tido um irmão. — disse sonhadora pegando minhas cartas novas também. — Poderia ter feito dele o meu Robin.

Os dois riram do que eu disse e eu apenas continuei com a mão pousada em minha barriga. Kylie foi levar Lily para fazer suas necessidades do lado de fora e Oliver veio para o meu lado, foi aí que Kellan decidiu ir para o quarto assim que o dever acabou.

— Estou devendo uma visita á Daisy. — eu disse divagando olhando para o mármore que emoldurava a lareira na minha frente. A sala de estar principal era a única que não tinha uma televisão e eu até achava melhor assim.

— Quem é essa? — perguntou ele esticando as pernas ao lado das minhas.

— A mãe da Lily. Eu prometi á Kylie que iriamos visitá-la ano passado, mas nunca tivemos a oportunidade. — eu disse, distraída pelas veias do mármore.

Depois eu olhei para Oliver e vi que ele ainda estava brincando com o baralho em suas mãos distraidamente e foi aí que notei sua roupa. Ele não estava vestindo aqueles conjuntinhos branco com viseira combinando como eu via os ricaços vestirem em filmes. Estava com uma calça de corrida e um camiseta básica que fazia seus braços parecerem enormes.

— Minha mãe perguntou se você estava bem hoje para mim. — ele contou repartindo as cartas e voltando a embaralhar as mesmas.

— Eu estava. — eu respondi e comi um M&M verde.

— Você vomitou nas três cubas da pia da cozinha, Felicity. — ele argumentou se virando para mim com uma sobrancelha erguida.

— Eu estava bem até sentir o perfume novo dela. É muito enjoativo. — eu reformulei a frase e ele riu. — Eu acho que devemos contar á eles quando minha barriga começar a aparecer.

— Okay, mas acho que todos vão acabar deduzindo alguma hora. — ele disse embaralhando as cartas em suas mãos como um profissional.

— Eu sou pequena demais, vai ser quase imperceptível. — disse e ele riu.

— Não tem nada de imperceptível em você, Felicity Smoak. — ele contrapôs e eu tive que rir, porque era verdade verdadeira.

Comi mais um M&M e voltei a analisar seu perfil. Seu cabelo estava grande e agora ele até conseguia fazer um topete para o lado que fazia Kellan e ele se parecerem demais, a barba estava além de rala agora, mas deixava ele com um ar mais velho e mais...

Sexy.

É. Isso também, subconsciente.

Cruzei minhas pernas e voltei a comer os M&M's antes que eu dissesse algo inapropriado e estragasse o pequeno momento de paz que estávamos tendo depois de tanta tensão.

— Felicity... Qual a sua cor preferida?

— Vermelho. — respondi. — Por mais que eu não ache que fique bem em mim, eu sou muito pálida.

— Você fica linda de vermelho. Azul também. — ele disse e eu sorri.

— Obrigada. E a sua?

— Verde.

Hm. Eu estava esperando algo como azul escuro ou até mesmo marrom.

— Sua música preferida? — perguntou novamente.

— Ahm, eu acho que "Heal The Pain" do George Michael. — eu disse pensando na única música que estava em todas as minhas playlists. — E a sua?

— "Con Te Partirò", Andrea Bocelli. Minha mãe cantava para mim antes de dormir e essa música sempre me acalma. — ele disse e finalmente colocou o baralho em cima da mesa de centro e roubou todos os M&M's azuis para si mesmo.

— Seu filme preferido?

— Esta resposta vai ter que esperar eu assistir o último filme de Star Wars. — eu respondi e ele riu. — E antes que você pergunte, a série é Doctor Who.

— Bom, eu não tenho um filme preferido, mas gosto de filmes de Natal. E a última série que assisti foi Mako Mermaids, então... — ele disse e nós rimos juntos.

— Estação preferida?

— Outono e inverno estão empatados, não consigo escolher. — disse balançando a cabeça levemente.

— A minha é primavera. Inverno e meu senso de profundidade não combinam bem juntos. Outono me faz confusa porque tenho que usar roupas de inverno e verão combinadas. Verão me faz soar demais. — eu expliquei e Oliver riu antes de jogar um M&M para o alto e o pegar com a boca. — Posso fazer um pergunta pessoal?

Ele assentiu.

— O que as suas tatuagens significam? — perguntei e vi o olhar dele suavizar um pouco.

— Qual delas?

— Ahm, todas? — perguntei de volta e ele sorriu levemente.

— Eu tenho uma na altura do ombro nas costas que é um dragão. Eu fiz ela quando estava na faculdade, Tommy tem uma igual só que a dele está incompleta, ele não aguentou até o final do desenho. — ele disse colocando a mão no lugar em que ela estava e eu assenti. — Resumindo a ópera, ficamos bêbado e fomos parar um estúdio de tatuagem em Seattle.

— Uhul, aventureiro. — eu disse e em seguida colocou a mão na altura da barriga do lado dos abs que eu sabia que ele tinha ali embaixo. Os dizeres em chinês eram os que mais atiçavam minha curiosidade. — E a outra?

— "Triunfam aqueles que sabem quando lutar e quando esperar". Eu não tinha ideia o que estava sendo tatuado em mim até Shado me dizer. Outro erro de faculdade, mas desta vez sem Tommy. — ele disse. — Acho que depois de um tempo, essa frase fez sentido para mim.

Assenti levemente.

— Eu sempre quis uma tatuagem, mas morro de medo de agulhas, por mais que na hora de fazer a gente nem consiga ver a agulha de tão rápida que ela é, mas mesmo assim... Fobia, eu acho. — disse em retorno.

Voltei a afagar minha barriga plana e suspirei levemente.

— Acha que conseguimos esconder até o seu aniversário e o de Kylie? — perguntei já planejando a festa e a festa pós-festa do aniversários dos dois.

Sim, os dois faziam aniversário no mesmo dia.

Seria muito divertido contar depois de um festão.

— Se você usar roupas mais largas e maiores... Sim. — ele disse depois de observar minha barriga por alguns minutos. — Mamãe vai suspeitar e Donna também. Ainda não acredito que você conseguiu esconder dela.

— Ela teria feio um circo sobre isso. Provavelmente traumatizado Bruce antes de vir atrás de você com uma tocha e um forcado afiado. — eu disse e ele riu deixando o baralho de lado e colocando o braço ao redor dos meus ombros, eu recostei nele.

— Vamos ter um bebê.

— Vamos ter um bebê. — ele repetiu e eu sorri ao sentir seus lábios em minha testa.

Notas finais
Comentem! Indiquem! Recomendem! Favoritem! https://fanfiction.com.br/historia/779525/Coaching_Daddy/ (Atualizada!) L.W PS: Venham conversar comigo no Twitter! Meu nome por lá é @jubs_schild! Vamos conversar sobre Arrow, fanfics... Qualquer coisa! Estou começando a postar pequenos trechos e spoilers sobre minhas fics por lá também! PS²: Vamos bater #440 comentários? Ou mais uma recomendação?