The Only One

45 Capítulo 43


Não... Não...

Bella abriu os olhos debaixo d’água e não conseguiu distinguir nada além do paredão de rochas às suas costas. As nuvens de chuva já tinham encoberto o sol, pouco podia ser visto, até mesmo por sua visão super aguçada.

Emergiu e olhou ao seu redor procurando por algum sinal da superfície da água.

– Jake! – gritou a plenos pulmões – Jake! – mais uma vez não obteve retorno – Não, não, não... Deus não!

Outra onda enorme se formou e veio quebrando há uns 20 metros de onde ela estava. Pouco antes de chegar, Bella conseguiu ver a espuma branca que batia contra as pedras ficar vermelha, era sangue.

– Jake, não... – mergulhou fundo, fugindo da forte correnteza.

Esforçou sua visão e seu tato ao máximo. A variação de temperatura da água, essa era a melhor forma de encontrar Jacob debaixo da água. Foram apenas alguns segundos, mas pareceram horas para ela.

Jacob estava afundando em uma enorme fissura entre duas pedras, estava desacordado, sangrando. Bella apoiou-se numa rocha e lançou-se para baixo. Enlaçou o grande corpo com os dois braços e com os pés impulsionou-os para cima com o máximo de rapidez.

O mar ainda estava muito agitado, mantendo a cabeça de Jacob para fora da água. Ela procurou algum lugar onde pudessem se abrigar, algum caminho até a praia, alguma trilha até o alto do penhasco... Mas a urgência em tirá-los dali, em tirar Jacob dali nublava sua visão totalmente.

– Acalme-se Bella. Acalme-se, concentre-se. Nós temos que sair da água, rápido! – ela falou para si mesma em voz alta.

Ainda com Jacob em seus braços, voltou a focar o imenso paredão de rocha a frente, finalmente achou uma gruta, uma abertura há uns cinco metros da superfície do mar, longe o suficiente da subida da maré. Teria que escalar e levar Jacob junto.

– Jake... Jake, por favor, acorde! – ela tocou seu rosto, depois o machucado que sangrava logo abaixo do braço esquerdo.

Ele se remexeu, cuspiu água, mas não abriu os olhos. Com cuidado, Bella colocou o grande corpo do lobo às suas costas, passou os dois braços dele por seus ombros e uniu as duas mãos logo abaixo do seu pescoço.

Com uma das mãos, Bella segurou-o com firmeza e com a outra e os pés começou a subida. Onde não tinha apoio, a vampira chutava ou cravava os dedos na rocha abrindo espaços para poder se segurar. Só não podia deixar Jacob cair... Não era o corpo dele que pesava sobre suas costas, Bella sentia o peso da culpa por ele estar machucado, agora fisicamente.

Segundos depois conseguiu chegar à abertura da gruta. Com cuidado, colocou Jacob em um lugar um pouco mais plano. Ele ainda sangrava, durante a subida tinha cuspido mais água, mas ainda permanecia desacordado.

– Jacob... Ande Jake. Eu nunca salvei ninguém de um afogamento. Essa é a sua especialidade! – a vampira choramingou enquanto pressionava com cuidado o peito do lobo para não machucá-lo mais – Vamos, droga! Deus do céu, como que um lobo se cura de um afogamento?

Com cuidado ela pressionou com um pouco mais de força o peito quente e depois virou o rosto do lobo para o lado. Ele cuspiu mais uma golfada de água e começou a tossir violentamente. Bella chegou para o lado, ainda sem saber o que fazer a seguir.

– Você precisa pressionar com mais força. – ele finalmente falou – E depois vem à respiração boca a boca. – depois abriu os olhos e sorriu.

– Deus do céu! Você queria tentar matar uma vampira de susto, é isso? – Bella falou exasperada, num misto de alivio e irritação.

– Queria ser salvo por você. Só pra variar. – ele deu de ombros e sorriu ainda mais – Ai... – gemeu com o movimento.

– Lobo estúpido! – ela esbravejou, mas logo se preocupou ao vê-lo fazendo uma careta de dor – Você está ferido. Precisa ficar parado até se curar.

– Auch... – gemeu mais uma vez ao tentar ficar sentado.

– Qual parte do não se mexa você ainda não entendeu, han??? – Bella voltou a ficar de joelhos ao lado do lobo para ajudá-lo a se sentar.

A gruta era escura, um pouco de claridade entrava pela abertura por onde eles tinham entrado, e outros buracos menores mais acima. Lá fora o sol estava escondido atrás das nuvens pesadas de chuva.

Mesmo assim, os dois conseguiam se vir perfeitamente. Jacob gemeu, de alivio quando a mão fria de Bella pousou levemente sobre as contusões em suas costas causadas pela queda. Aquele contraste de temperatura era um balsamo. O lobo chegou mais perto para aumentar o contato, a vampira enrijeceu.

– O que foi? – Jacob sussurrou, o hálito quente tocando a pele exposta de Bella – Seu toque alivia um pouco a dor.

– Você está sangrando. – a vampira falou em um fio de voz.

Bella parou de respirar assim que sentira algo pegajoso e quente lambuzar seus dedos. Eram provações demais para um único dia.

– Segure firme. Pode pressionar um pouco mais. Logo, logo estarei curado. – sua mão deslizou até a perna de Bella.

Jacob não tinha entendido que não era o machucado em si que preocupava Bella, mas o fato dela estar diretamente em contato com o sangue dele em um momento em que ela pouco conseguia conter seus instintos.

– Eu não posso! – ela sussurrou e afastou-se com um único salto.

– Não... – foi à única palavra que Jacob conseguiu dizer e a pontada de dor lhe tirou o ar – Oh... Merda! – praguejou e não sabia se era melhor se esticar ou se encolher para que a dor passasse.

– Jake, por favor, não se mexa. – a vampira deu dois passos de volta a ele, mas parou abruptamente quando sem querer inspirou e sentiu o cheiro mais do que convidativo.

– Você não vai embora! – o lobo falou entre dentes.

– Não, não vou! Vou ficar aqui até que você esteja curado...

– Mas... – não conseguiu terminar – Oh filho da... – mais uma vez ele se contorceu de dor.

Bella ignorou o queimar insuportável na garganta. Sua dor pouco importava perto da de Jacob. Concentrando-se o máximo que podia, parou de respirar, engoliu o veneno que começava a se formar em sua boca e voltou para o lado de Jacob.

– Sssh... Fique quieto. Não se mexa, eu estou aqui.

A vampira colocou-se às costas do lobo e praticamente o assentou sobre seu colo. Tirou o que sobrara de seu casaco de moletom e delicadamente pressionou sobre o corte profundo embaixo do braço esquerdo de Jacob. Com cuidado ela foi tateando, procurando por alguma fratura. Era mais fácil se concentrar naquela tarefa sem estar em contato direto com o sangue dele. Orientava seus movimentos conforme a variação na respiração forte do lobo.

– Sem fratura. – ela falou baixo assim que terminou seu pequeno exame.

– Eu imaginei. Mas acho que a dor é por causa da água do mar. – Jacob falou pausadamente.

– É provável. Acho que vai ganhar sua primeira cicatriz. – a vampira falou tentando relaxá-lo.

– Trágico! – Jacob falou sorrindo.

– Posso tentar pegar um pouco de água da chuva para lavar o ferimento. – a vampira tentou não alterar o tom de voz, enquanto imaginava como lavaria o ferimento – Assim vai ficar mais fácil cicatrizar.

– Eu posso lidar com uma pequena cicatriz. Não quero que você saia daqui agora. Senti falta disso. – devagar Jacob se aconchegou melhor ao corpo de Bella.

Com a mão direita que não estava machucada ele procurou pela mão de Bella. Entrelaçou os dedos aos dela e trouxe até seus lábios. Beijou a palma fria com delicadeza, um arrepio percorreu o corpo de ambos. A vampira apertou levemente sua mão a de Jacob e relaxou enquanto ele continuava a distribuir pequenos beijos pela palma. Tomando o controle, mas com as mãos ainda unidas ela passou a acariciar o rosto dele com suavidade.

Depois de um tempo com aquela troca de caricias sutis, Jacob levou a mão de Bella até seu coração. Movendo com cuidado, dobrou o braço esquerdo e a manteve ali. Aos poucos ele foi relaxando mais, e com a certeza de que Bella ficaria junto dele, adormeceu.

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O lobo abriu os olhos lentamente e tudo que viu a sua frente foi o teto da gruta. Estava meio recostado em uma rocha, não era a melhor posição do mundo para alguém dormir, tanto que assim que se remexeu sua coluna estalou.

– A idade chega para todos. – a vampira caçoou dele de onde estava, na entrada da gruta.

Jacob ficou em silencio por alguns segundos observando a figura pálida sentada na beira do penhasco com uma das pernas para fora. Ainda chovia, mas as nuvens escuras tinham se dissipado e o dia estava mais claro.

– Ainda sente dor? – Bella quebrou o silencio desconfortável.

O lobo apenas balançou a cabeça negativamente, ainda sem conseguir ligar pensamentos com fala.

– Ótimo. Eu estava pensando, acho que para sairmos daqui o melhor vai ser pular e nadar até a praia. O mar ainda está agitado, mas se você estiver bem, não teremos problemas. – Bella falava sem olhar para ele, aquilo o incomodou.

– Está fugindo de mim! – ficou claro pelo tom de voz que aquilo não era uma pergunta.

Ela puxou uma golfada de ar e encarou o horizonte por breves segundos, mesmo assim as palavras saíram mais rápidas e ríspidas do que gostaria, do que Jacob merecia ouvir.

– Tem noção do porquê de eu ter entrado na reserva? Do quão perturbada eu estava? Do quão longe eu cheguei? — ela falou com um tom cortante.

– Então me diga! – o lobo devolveu em um tom de voz também alto.

Separados por alguns metros de distancia eles se encararam. Definitivamente aquele tom não era o certo a ser usado para a conversa que os dois precisavam ter.

A claridade vinda de fora revelou parcialmente o semblante de Bella. Os dentes trincados, os olhos negros brilhantes, manchas arroxeadas ao redor deles, a pele sem qualquer traço de vida. Jacob tentou conter sua surpresa ao perceber pela primeira vez em anos, que Bella estava morta.

– Viu? Agora entende? – ela sorriu sarcasticamente e falou como se tivesse lido a mente dele – Agora eu sou um retrato visível de um monstro. Vou simplificar as coisas pra você... Eu quase matei Amanda há algumas horas. Uma única gota de sangue foi suficiente para que por muito pouco eu não perdesse o controle. E como se quase atacar a minha melhor amiga não fosse o suficiente, teve a briga com os garotos. Brian ferindo Gabriel e... – as palavras travaram no meio da garganta, ela esfregou o rosto com força, até mesmo as imagens que voltavam a sua mente eram perturbadoras – Por Deus... Todo aquele... Aquele sangue...

Soluços descontrolados saíram sem sua permissão. Ela estava sufocando, fraca, perdida, descontrolada, sem foco. Sequer conseguiu perceber a aproximação do lobo. Exausta deixou-se ser abraçada e embalada por ele.

– Sssh... Eu estou aqui! – ele sussurrou em seu ouvido tentando acalmá-la.

– As coisas não podem ficar assim, Jake. Eu preciso encontrar uma forma, eu... Eu preciso sair daqui. Não posso colocar ninguém em risco. Não se tratam apenas de escolhas...

Sabendo onde aquilo ia parar, Jacob não a deixou concluir, em um movimento brusco segurou-a pelo queixo e a beijou. O medo de perdê-la mais uma vez falou mais alto, a saudade acumulada dos últimos dias...

Mal teve tempo de recuperar o fôlego do beijo, Bella virou-se em seu colo e colou a boca à dele mais uma vez. Era o contraste entre fogo e gelo, e aí sim, Jacob sabia que tinha total controle. Ele era o fogo, ele derretia a frieza de Bella e a moldava em suas mãos.

– Deixe-me equiparar nossas forças, já que estou em séria desvantagem. – o lobo sussurrou ao pé do ouvido da vampira.

Ela sorriu contra o ombro dele e depois trilhou com os lábios a linha de sua clavícula, o maxilar forte até abocanhar os lábios carnudos de Jacob. Em contrapartida, com movimentos hábeis e fortes as roupas de Bella foram colocadas de lado.

– Agora sim. – gemeram de satisfação quando suas peles se tocaram sem qualquer barreira.

Sem pressa, o lobo percorreu as linhas do corpo de Bella com a ponta dos dedos, por fim, envolveu os cabelos ondulados a altura da nuca e manteve-a parada encarando-a fixamente enquanto os corpos se moldavam perfeitamente um ao outro.

– Eu amo você. – Jacob aproximou o rosto ao de Bella, ainda sem beijá-la e sem desviar o olhar – Alimente-se de mim. – sem dar tempo para a fuga da vampira, o lobo mordeu o próprio lábio e a beijou.

Todo o corpo dela se convulsionou quando o liquido quente e espesso banhou sua boca. Sentiu como se uma enorme bolha de calor pulsante a envolvesse por completo e penetrasse em seu interior. Nunca, jamais em todos aqueles anos tinha sentido algo parecido. Seus sentidos voltaram como se tivessem sido ligados por algum botão escondido.

O tato amplificado sentia cada terminação nervosa da pele de Jacob mandar pequenas descargas elétricas enquanto os dois se movimentavam, o cheiro amadeirado dele, o som de sua respiração descompassada, o coração acelerado... E o gosto... Era divino!

– Oh... Bells... – Jacob, meio rosnou, meio gemeu, e assim ela despertou do transe.

– Não! – Bella gritou e se afastou em um salto, indo parar contra a parede da gruta.

Seu corpo tremia violentamente, seus olhos brilhavam e ela mantinha as duas mãos a boca.

– Bells... – Jacob a encarou totalmente atordoado.

– Não se mova, não se aproxime, por favor! – ela o advertiu.

– Você precisa. E eu posso lhe dar isso... Eu quero. Que os Espíritos me perdoem, mas isso não é uma blasfêmia contra minha natureza. – ele se levantou e caminhou lentamente na direção da vampira – Está tudo bem, eu juro. Alimente-se...

Bella estava colada a pedra fria, como se pudesse se fundir a rocha e nunca mais sair dali, não tinha forças para sair. A aproximação de Jacob a deixava tonta, dormente, o lábio inferior dele ainda sangrava e aquilo só piorava tudo.

– Não quero machucá-lo, por favor, não se aproxime mais. – a vampira choramingou – O veneno Jake. Ele é fatal para você, não posso correr esse risco.

– Você controla isso. Sempre controlou, não é verdade? – ele parou há poucos centímetros dela.

– Eu não sei se posso agora, são semanas sem... Não Jake, não posso correr esse risco, ou o de não conseguir parar. – de repente ela o encarou com os olhos brilhantes – Deus... Você é tão bom!

A frase sussurrada teve efeito direto sobre todo o corpo do lobo, que rosnou. A fera via tudo aquilo como um espetáculo excitante, sem a barreira por eles serem agora de espécies diferentes. Uma fantasia, sexo selvagem com sua escolhida, era disso que tudo aquilo se tratava para o lobo. Sem explicação lógica. Ele não estava se subjugando a ela, era uma troca, o fortalecimento pleno do laço que eles já tinham.

Bella levantou levemente a mão para tocá-lo, mas logo a recolheu. Ignorando sua retração, Jacob acabou com o espaço vazio entre os dois e pressionou o corpo pequeno ainda mais contra a parede da gruta. Sem esforço fez com que ela entrelaçasse as pernas em torno do seu quadril.

– Olhe para mim! – ele ordenou e Bella não teve como não encará-lo – Não fuja disso... Alimente-se! – com uma lentidão torturante ele a completou.

Desnorteada, a vampira empurrava o próprio corpo contra a parede e puxava Jacob ainda mais para si. Aproveitando-se da breve vulnerabilidade dela, o lobo passou suas presas sobre o ombro de Bella e apoiou sua cabeça de forma que ela poderia ter total acesso ao seu pescoço. Hesitantes, os lábios frios tocaram o ponto onde a veia pulsava no ritmo descontrolado do coração dele, a língua fria causou uma leve sensação de formigamento no local, e rosnando de expectativa, Jacob aguardou pela mordida que não veio.

– Agora não. – a vampira sussurrou contra sua boca e o lobo entreabriu os olhos para poder encará-la – Agora só faça amor comigo, depois resolvemos o resto.


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Bella estava aninhada no colo de Jacob. Ele apoiava o queixo no topo de sua cabeça e a abraçava apertado, enquanto ela fazia círculos com as pontas dos dedos sobre as costas das mãos quentes.

– Como senti sua falta. – ela falou baixinho, sabendo que ele ouviria – Essas últimas semanas foram piores do que todos os anos em que ficamos separados.

– Eu sei. Senti o mesmo. – com o dedo Jacob virou o rosto de Bella para que seus olhares se encontrassem – Eu poderia repetir todas as declarações de amor que já fiz a você... Mas, droga Bells... Não dá, não podemos ficar separados, você me entende? Entende isso?

Engolindo o soluço seco que subia por sua garganta Bella balançou a cabeça afirmativamente e com delicadeza acariciou o rosto moreno. Com a mesma ternura ela o beijou demoradamente.

– Não tente me distrair... – o lobo falou contra os lábios frios assim que se afastaram – Precisamos resolver nosso probleminha imediato.

– É assim que você vê? Um probleminha? – Bella desviou o olhar e se afastou um pouco do abraço – Você realmente não tem noção do que quer que eu faça?

– É a segunda vez hoje que você me chama de sem noção. Vamos começar parando com isso, ok? – ele tentou fazê-la relaxar com uma pequena piada, como nos velhos tempos, mas o efeito não foi o mesmo.

– A situação é muito séria, Jacob. Não quero machucar você... E isso pode acontecer caso eu tenha um breve momento de descontrole. Tem o veneno, a sede... E eu não sei por que diabos você é tão...

– Tão... – o lobo arqueou a sobrancelha.

– Droga... Você é um lobo afinal. Eu não entendo por que você, digo, o seu sangue é tão... Bom.

– Quer dizer que sou sangue bom? Bem, vou encarar isso como um elogio, mesmo preferindo que você dissesse que sou delicioso. – dessa vez Bella riu e o beliscou as costelas, logo abaixo da sua primeira cicatriz. Jacob pulou, mais de cócegas do que de dor – Ei ei ei... Vamos parar com isso, pelo menos por enquanto. Não me distraia. – o lobo segurou a mão de Bella que descia de sua costela em direção ao baixo ventre. Ela fez bico, mas desmanchou ao perceber que Jacob não cederia.

O lobo virou-a sobre seu colo. Contra sua vontade, a vampira colocou uma perna de cada lado do grande corpo e o encarou.

– Porque não quis se alimentar enquanto nós estávamos...

– Eu poderia perder o controle com facilidade. Estou com sérios problemas de foco. – ela respirou fundo e o encarou – Jake... Quando você me beijou, o sangue, o beijo, o toque, tudo foi muito intenso. Todos os meus sentidos se amplificaram ao ultimo nível, eu nunca senti isso em todos esses anos. Eu entrei em uma espécie de transe, não sei explicar. Sua voz me trouxe de volta. Se vamos fazer isso, eu preciso estar 100% focada em não te machucar, controlar o veneno e a sede, entende?

Jacob fez que sim com a cabeça e não a impediu quando ela se afastou um pouco. Com cuidado, Bella pegou o braço direito dele e lentamente o levou a boca.

– Preciso olhar para você enquanto faço isso. Tudo bem se quiser fechar os olhos ou virar o rosto. Pode não ser uma visão muito agradável para o seu lobo.

– Estamos bem. – ele falou com a voz rouca.

Respirando fundo, a vampira controlou o veneno e a sede. O foco era se alimentar um pouco sem machucar Jacob. Os lábios e a língua fria fizeram o papel de adormecer a região do pulso onde as presas seriam fincadas. Com os olhos presos ao do lobo, ela segurou firmemente a mão dele em sua boca, para caso ele se assustasse não acabasse puxando o braço e se machucando. Raspou as presas sobre a pele em aviso e então o mordeu.

O primeiro jorro de sangue em sua boca nublou parcialmente sua visão, lutou contra todos os seus instintos que gritavam para que ela largasse o braço e atacasse a veia do pescoço de Jacob. Buscou desesperadamente pelos olhos negros e os encontrou semicerrados, mas transbordando luxuria. Sentiu o segundo sinal disso tocando a parte interna de suas cochas, enquanto com a mão livre ele apertava sua cintura trazendo-a para si.

– Ah, Bells... – ele gemeu.

Como uma janela que é aberta para deixar a luz entrar em um quarto escuro, a voz rouca e forte fez com que Bella voltasse à realidade. Com o olhar ela tentou repreende-lo, mas foi apenas com um rosnado, mais forte do que gostaria, que ela conseguiu despertar o lobo.

Segundos depois, mesmo sem estar saciada, a vampira parou.

– Você não está saciada... – o lobo protestou.

– Foi mais do que suficiente. Foi o que eu posso tirar de você sem machucá-lo. – envolveu o pulso de Jacob com a mão para estancar o sangramento.

Ficaram em silencio. Bella não conseguia formular nada mais para dizer. E o alfa tentava decifrar as sensações que ainda formigavam por todo o seu corpo, desistiu. Com um movimento rápido, rolou por cima dela, prendendo-a com o peso do próprio corpo.

– O que acha de me satisfazer agora? – ele prendeu o lábio inferior dela entre os dentes.

Em resposta, Bella arqueou o corpo contra o dele e envolveu as pernas em sua cintura o aceitando.

– O que você quiser! – ela sussurrou e o beijou.

Notas finais
N/A: Todo mundo tem seus momentos de crise, certo?
Pois então... eu estava nos meus!!
Sabe quando as coisas não fluem...
Por isso eu dei um tempo, evitei escrever, pq se as coisas não saíssem como eu queria, o stress ia ser maior ainda!
Enfim: mais daí vieram os reviews, da Greice, da Bells, da Candy, da Déh (que também fez uma indicação incrível), e-mail da Silvia Batista, aquele "lembrete" da beta... Além de todas as outras leitoras que se manifestam desde o primeiro cap de TOO...
Então eu tirei um tempo e reli toda a fic pra poder continuar, assim saiu esse cap. E pretendo que saia os próximos que serão os últimos.
Sim, TOO já tem o seu final desde que escrevi o cap do reencontro da Bella com o Jake, e eu prometo que logo logo vocês saberão!!!
Um beijo enorme a tdos que não desistiram de TOO, já que apesar dos pesares, eu tbm não desisti.
Obrigada pelo apoio, pelo carinho e pela compreensão!!
Ritinha
N/B: Ainnn eu não sei o que escrever.
Senhor fica uma placa piscando em neon na minha mente: Alimente-se de mim. Ai fu... nada mais é coerente. Eu digo isso toda vez que tem um cap muito bom, mas eu juro que até o momento, de toda essa fic ma-ra-vi-lho-sa, esse foi o melhor cap. A ritinha ainda tem a audácia de falar que perdeu a mão. Vou dar um pau nessa garota kkkkk
Então vamos de reviews, de indicação, de ritinha não tira TOO da gente #táparei. Mas o review e a indicação é serio mesmo kkkkkk
Bjks, Katy Clearwater