The Only One

46 Capítulo 44


Bella e Jacob caminhavam lado a lado na pequena faixa de areia que se estendia entre o imenso paredão de rocha e o morro recoberto por mata virgem que os levaria até a rodovia, e então a floresta.

Assim que colocaram os pés nas areias, Jacob se transformou em lobo.

- É melhor mesmo. Acho que não ficaria bem algum turista vê-lo nu ou com uma jaqueta feminina em farrapos sendo usada como tanga. – Bella caçoou e o imenso lobo avermelhado bufou.

Em velocidade humana eles subiram pela íngreme trilha que se desenhava por entre arbustos baixos e pedras. Poucos minutos depois estavam abaixo da rodovia. Meio escondido, Jacob voltou à forma humana. Bella olhou nos olhos, suprimindo o suspiro baixo de admiração ao contemplar o belo corpo moreno do lobo que há minutos atrás estava sobre o seu.

- Preciso ir para a reserva. Sei que Gabriel está bem já que foi cuidado por Seth, mas é Brian que me preocupa. A transformação não tem sido nada fácil para ele.

- E a minha invasão à reserva deve ter piorado as coisas ainda mais... E para você também. – a vampira se aproximou e tocou levemente o rosto quente de Jacob – Se houver alguma coisa que eu possa fazer...

- Deixe a janela do seu quarto aberta. – ele falou com um sorriso sacana nos lábios – Assim que conseguir resolver as coisas eu vou para Forks.

- Ok. – ela o beijou levemente – Também tenho algumas coisas pra resolver. – a vampira respirou fundo – Amanda, Alice, Rosalie...

- Bells, quanto aos Cullens...

- Elas não ficarão por muito tempo. Vieram escondidas de Jasper e Emmett, por causa de uma visão que Alice teve comigo. Nenhum dos outros sabe que elas estão em Forks. – Bella tratou de tranqüilizá-lo – Assim que eu conseguir garantir de que estou e ficarei bem, elas vão embora.

- Sei que, mesmo que eu não goste, elas são sua família. Mas não me agrada em nada tê-las por aqui. Se elas ficarem, logo os outros estarão por aqui... E muitos garotos apresentam os sinais da transformação.

- Eu entendo. Eu prometo que tudo vai ficar bem, ok? – novamente Bella tentou abrandar as coisas, mas por mais que ela tentasse desviar o foco ficava claro que o grande medo de Jacob era de que Edward voltasse com os demais Cullens e aquilo pudesse interferir na relação que ele e Bella vinham tentando reconstruir nos últimos meses – Eu amo você!

O lobo sorriu ao ouvir a declaração. Quando estavam tão próximos, tão cúmplices como naquele momento, ele não duvidava de que realmente tudo ficaria bem. Puxou o pequeno corpo contra o seu e a abraçou forte.

Bella manteve o ouvido colado contra o peito quente ouvindo o coração de Jacob bater forte. Afastou-se um pouco quando ele tomou seu rosto entre as mãos e a beijou com delicadeza, como se ela fosse se quebrar ao toque mais forte. Como amava aquilo também. Era tudo tão completo, tão normal, tão natural entre eles... A ternura, a polidez, a descontração, a cumplicidade, a paixão, a luxuria...

Um caminhão descendo pela rodovia os trouxe a realidade.

- Melhor irmos. – Bella falou com os lábios ainda próximos aos de Jacob que apenas concordou com a cabeça e depois a beijou na testa.

A vampira se afastou um pouco e com cuidado se aproximou da mureta de proteção da rodovia, procurou por qualquer sinal de movimento e após perceber que tudo estava vazio pulou até o acostamento. Ouviu Jacob se transformar segundos depois.

- Está tudo limpo. – avisou chegando um pouco para o lado.

Foi quando o lobo saltou bem à sua direita e como um borrão se embrenhou na floresta. Escondido aos olhos humanos ele parou e voltou-se encarando Bella que ainda permanecia no acostamento da rodovia.

- A janela vai ficar aberta. – ela falou sorrindo e escutou algo como um ronronar de dentro da floresta, depois ele se foi.

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Bella parou à beirada da cobertura de arvores nos fundos de sua casa em Forks. Podia ver Amanda remexendo nas panelas, pelo cheiro a humana preparava bolinhos e um café.

Ainda decidindo como começaria a se desculpar, a vampira caminhou a passos lentos até a porta dos fundos. Tudo o que não queria era assustar sua amiga, mais uma vez. Parecendo notar sua presença, Amanda olhou pelo vidro da porta. Surpresa e alivio percorreram seu rosto. Deixando de lado o que fazia, a loira caminhou até a porta e saiu em direção ao quintal de encontro a Bella.

- Deus do céu, que bom que você voltou! – parou abruptamente quando a vampira também parou – Você está bem? – perguntou receosa analisando Bella cuidadosamente – Alice e Rosalie estiveram aqui. Depois Seth saiu, ele me ligou dizendo que Gabriel tinha sofrido um acidente... E que você tinha fugido, e Jacob... – a humana desandou a falar.

- Estou bem. – Bella a interrompeu – Jake também está bem. Nós dois estamos bem.

- O.K! – a loira não conseguiu conter o sorriso.

- Podemos entrar? – Bella perguntou um tanto receosa.

- Oh, é claro! A casa é sua. – Amanda falou e se encaminhou para a casa, acompanhando a vampira lado a lado.

Assim que entraram, a loira voltou para a pia com a tarefa de terminar, o lanche da tarde.

- Seth deve chegar daqui a pouco.

- Ótimo. Devo desculpas a ele também. – Bella falou enquanto olhava ao redor, sentindo-se totalmente perdida com a situação.

- Alice deixou o numero do celular, caso ela não conseguisse ver você. Ela pediu que ligasse assim que estivesse de volta. – a loira falava enquanto terminava de arrumar a bancada da pia.

- Ok. Acho que é melhor eu ir até lá, preciso acertar algumas coisas. Antes preciso de um banho e trocar de roupa. – se esquivando daquela situação atípica, Bella se encaminhou para o andar de cima da casa.

- Bella... – Amanda chamou já caminhando em sua direção – Você não vai embora, vai? – a humana perguntou, mantendo-se parada na soleira da porta há alguns metros da vampira – Digo Alice e Rosalie, elas são suas amigas, cunhadas... Enfim...

Bella inspirou fundo e desceu os três degraus que já tinha subido. Devia alguma explicação a sua amiga depois de tudo que havia acontecido naquele dia maluco. Não poderia voltar para a casa como se nada tivesse acontecido, simplesmente tomar um banho e sair porta afora agindo naturalmente.

- Não vou sair de Forks. Pelo menos não agora. Não pretendo voltar a viver com os Cullens, com nenhum deles. Devo muito a todos eles, mas há muito tempo sinto que não faço parte da família. Eu simplesmente os deixei, Amanda. Rosalie foi à única com quem eu conversei sobre algumas coisas que aconteciam comigo, mas mesmo assim... Eu tenho total noção que devo ao menos uma explicação a todos eles, em sinal de respeito, de gratidão.

Amanda ouvia atentamente cada palavra de sua amiga, cada gesto, cada expressão. Definitivamente, não era a mesma Bella daquela manhã. Aquela mudança brusca de comportamento era totalmente confusa, mesmo tendo convivido com a vampira durante os anos de faculdade.

- Perdoe-me por hoje de manhã. – Bella conseguiu trazer a loira de volta ao presente – Não faz idéia do quão difícil foi para mim me controlar... Não faz idéia do quanto me envergonho por ter exposto você a pior parte de mim. Eu daria tudo para poder apagar aquilo da sua memória, e da minha também...

- Olhe, eu não posso dizer que não foi assustador, mas... É parte de você, não é?

- Não é uma parte que todas as pessoas merecem ver. Não vai acontecer de novo. Eu garanto. – os olhos da vampira brilharam de determinação.

- O que pretende fazer? – Amanda perguntou preocupada.

- Vou dar o meu jeito. Como sempre dei, sem machucar ou colocar inocentes em risco. Eu prometo.

A loira sentiu a firmeza na voz. Sentiu também que não deveria fazer perguntas. Sabia que Bella estava sob pressão. À volta para Forks, os jovens lobos, Jacob e Seth, as Cullens e agora sua alimentação... Não podia deixar de se preocupar, afinal era sua amiga no olho de um furacão, mas se ela dizia que daria conta, só lhe restava confiar.

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Depois de um banho tomado na velocidade humana, Bella tomou a trilha no meio da floresta em direção a mansão dos Cullen. Já tinha explicado tudo a Alice e a Rosalie, mas depois daquela manhã, certamente elas tinham decidido ficar mais um pouco em Forks. Bella só esperava que Alice não tivesse resolvido reunir a família novamente para resolver a situação.

O único som que reverberava em meio à floresta era o da chuva a escorrer entre as folhas das grandes arvores e das botas de Bella na terra ensopada. Tudo estava calmo depois da tempestade da manhã, até mesmo os animais tinham se escondido.

Caminhando despreocupadamente pela trilha, que ela conhecia muito bem, Bella parecia fazer parte de todo aquele ambiente, totalmente camuflada, totalmente imersa em si mesma.

Alguns minutos depois, chegou ao ponto onde o riacho delimitava a fronteira entre o território Quileute e o território Cullen. Diferente do que acontecera naquela manhã, rumou para a direita, subindo o riacho ao invés de atravessá-lo. Caminhou mais alguns metros quando o cheiro de lenha queimada se sobressaiu ao de terra molhada. Alguns metros abaixo de onde estava Bella viu uma pequena cabana de caça. Na época em que morava em Forks, sabia que cabanas não eram comuns em uma parte tão profunda da floresta, até porque, boa parte daquelas terras pertencia aos Cullens.

Estava decidida a ignorar aquele detalhe e voltar ao seu rumo assim que o liquido quente e viscoso que acabara de tocar as costas de sua mão esquerda, mas o cheiro sobressaiu aguçando seus sentidos. Imediatamente sua garganta queimou e o veneno inundou sua boca, era sangue... Humano.

Trancou a respiração imediatamente e olhou para o arbusto onde sua mão resvalara. Algumas folhas estavam sujas, poderia ser de algum caçador machucado, mas não. Outras folhas e galhos estavam quebrados ao redor, pegadas de bota de escalada e um rastro feito na terra encharcada dava a certeza de que houvera uma luta ali. Alguém se machucara e fora arrastado.

Instintivamente ela se colocou em alerta. Silenciosa seguiu o rastro pela trilha que descia por um pequeno barranco e levava até a cabana. Encontrou mais sangue, mais galhos quebrados, e mais pegadas. Duas trilhas de botas tinham saído daquela cabana correndo e chegado até o local da luta acima. Alguém voltou caminhando, outro sendo arrastado.

Deu uma volta ao redor da cabana. Todas as janelas estavam trancadas e as duas portas também. Parada nos fundos da construção, a vampira aguçou os sentidos. Ali tão perto, apenas o cheiro da fumaça que saia da pequena chaminé era perceptível. Mas sua audição encontrou algo mais, respirações lentas e ritmadas, e ao fundo, dois corações humanos.

O mais lógico para qualquer pessoa normal era simplesmente dar as costas e ignorar tudo o que vira. Mas, ela não era uma pessoa, era? Quem diria normal.

A vampira contornou mais uma vez a casa buscando o ponto aonde os sons vindos de dentro ficassem mais fortes. Ao lado de uma janela lateral, Bella parou. Mantendo o tom de voz claro e não muito alto, arriscou-se a chamar esperando obter resposta.

- Alguém aí?

Com sua audição sobre-humana, pode ouvir uma das respirações fazer uma pausa e depois algo ser arrastado sobre o que deveria ser um assoalho de madeira. Então, repetiu o chamado.

- Olá... Alguém aí? – e aguardou.

Passos se aproximaram da janela onde Bella estava, uma sombra encobriu a pouca luz que escapava por entre as pequenas frestas da veneziana rústica.

- Ajude-me, por favor! – uma voz feminina em tom choroso respondeu de dentro da cabana.

- Você está trancada? Alguém a mantêm prisioneira?

- Sim, eu e minha mãe. Ele nos trouxe pra cá. Rápido, ele já deve estar voltando.

Bella mal acabou de ouvir a suplica e pôs todos os seus instintos a trabalhar. Voltou à porta dos fundos pronta para mandá-la pelos ares, mas então lembrou que nem todo mundo poderia ver uma mulher pequena arrombando uma casa.

- Qual o seu nome? – a vampira voltou à janela.

- Brenda. – a voz respondeu.

- Brenda, preciso que me diga como as portas e as janelas estão trancadas por dentro.

- As janelas têm cadeados nos trinques. As portas eu não sei, acho que ele as trancas por fora, assim como faz com a do quarto onde estamos.

- Ok. Fique junto da sua mãe, e não se mova, não grite, não se assuste, não importa o barulho que você ouvir, entendeu?

Bella ouviu um sim fraco enquanto já corria até a porta dos fundos. Analisou as duas trancas de ferro com cadeado da porta, uma fixada no pequeno degrau de concreto e a outra no batente em cima. Com um apertão e um puxão, ela arrancou uma e depois a outra sem dificuldade. A maçaneta foi o ultimo impedimento que Bella destruiu com um empurrão.

A porta se abriu diante de um corredor mal iluminado. A vampira caminhou a passos largos, sem sequer olhar parar os lados, até o cômodo onde ela sabia que as duas mulheres estariam. Sem muito esforço ela arrombou a porta topando com duas mulheres enroladas em uma manta velha e suja, encolhidas no chão longe da entrada.

- Por favor... – uma garota com um lábio cortado e inchado gemeu.

A situação da outra mulher era bem pior. Os cabelos enlameados, sangue seco sujava o rosto pálido e ossudo. Ela sequer abria os olhos.

- Vou tirar vocês daqui. – Bella falou com determinação.

- Não, você precisa de ajuda! Ele pode voltar a qualquer momento. Não vai conseguir nos tirar daqui sozinha. – a garota advertiu com medo estampado nos olhos.

- Brenda, olhe para mim. – a vampira testou seu dom e ficou satisfeita ao constatar que mesmo com a pouca alimentação, ainda funcionava. – Eu quero que você feche os olhos agora e confie em mim. Vou levá-las daqui, até um lugar onde eu possa pedir ajuda. Não me questione, não diga nada, entendeu?

A garota apenas assentiu com a cabeça. Sem dificuldade, Bella jogou a humana sobre as costas e correu floresta adentro, de volta ao limite entre os territórios Quileutes e dos Cullens. Ao voltar a casa para buscar a mulher machucada e quase inconsciente, ela ouviu o barulho de um jipe ao longe. Certamente o veiculo não podia chegar naquele lugar, mas devia ter uma estrada por perto.

A mulher estava muito machucada, Bella achou melhor não arriscar em sair correndo com ela nas costas, por isso imprimiu uma caminhada rápida com a humana nos braços. Quando já estavam no meio do caminho ela acordou e gemeu de dor pelas varias contusões e escoriações espalhadas pelo corpo.

- O que aconteceu? – a voz era pouco mais alta do que um sussurro.

- Você vai ficar em segurança. Tudo vai ficar bem. – Bella tentou tranqüilizá-la.

- Brenda... Minha filha...

- Estou te levando para junto dela.

- E ele... Ele vai voltar logo... – a mulher começou a se remexer nos braços de Bella.

- Quieta! Agora me diga quem é ele, e porque fez isso com vocês. – sem escolha, a humana falou.

- Ele é meu ex-marido. Estávamos vivendo em Nova York, ele se envolveu com uns caras barra pesadas. Eu e minha filha fugimos para Seattle, ele nos achou. Não aceita a separação.

- Tudo bem. Vou dar um jeito nisso.

- Você não pode... – a humana sussurrou.

- Quieta! – Bella ordenou mais uma vez e a mulher calou-se na hora.

Sem duvida aquela era uma oportunidade de ouro. Bella precisava se alimentar. Fazer isso sem perder o controle era impossível no estagio em que sua sede se encontrava, mas aquela situação era um presente caído do céu.

Depois de checar os arredores, a vampira ultrapassou brevemente a fronteira com as duas mulheres. Elas ficariam ali, até ela voltar e encontrar uma forma de avisar Jacob e Seth.

De volta à cabana, ela só tinha que aguardar. Levou menos tempo do que imaginava. O som de passos pesados no chão molhado se aproximava da cabana. A vampira sorriu ao ouvir o coração do humano acelerar quando ele chegou até a porta dos fundos arrombada. Várias cenas passaram por sua mente naquele instante, apesar de ter se tornado um pouco teatral com o passar do tempo, a sede que sentia roubava todo o seu talento na arte da interpretação.

Com um empurrão o humano entrou no quarto onde as duas mulheres estavam presas antes, só o que ele viu foi um belo rosto pálido e olhos cinzentos de relance. Mãos frias seguraram sua cabeça e taparam sua boca, segundos depois uma dor insuportável se espalhou do pescoço para todo o corpo. Tentou gritar, espernear, mas de nada adiantou, aos poucos o homem sentiu seu corpo pesar, e depois nada...

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Bella voltou ao seu rumo inicial, a mansão Cullen. Ao chegar próximo a casa conseguiu sinal do celular para contatar Jacob. O lobo atendeu já no quarto toque.

- Ei... – pelo tom de voz, a vampira sabia que ele estava ocupado.

- Sei que deve estar ocupado, mas é que, eu encontrei duas mulheres muito machucadas em uma cabana de caça no meio da floresta. Eu as deixei na fronteira, em território Quileute. – Bella quase sussurrou as ultimas palavras, podia ser que jovens lobos estivessem por perto e ouviriam a conversa deles.

- O que houve? Machucado de trilha? – Jacob perguntou preocupado.

- Não, na verdade elas eram reféns do ex-marido de uma delas, padrasto da garota.

- E o cara? – o lobo baixou mais o tom de voz.

- Conversamos mais tarde.

Os segundos de silencio do outro lado da linha deixaram bem claro que Jacob sabia muito bem o que tinha acontecido com o seqüestrador. Mas ele também não tocou no assunto.

- Estou chegando à mansão dos Cullen. Preciso falar com Alice e Rosalie. – Bella seguiu com o assunto – E quanto às humanas, ouça a historia delas, depois desenvolva o resto para contar a policia.

O lobo limitou-se a concordar do outro lado, sem muitas palavras se despediram e desligaram. Bella colocou o aparelho celular no bolso e parou há alguns metros da entrada da casa, o fato de Alice não ter aparecido na porta à fez ter certeza de que seu escudo estava novamente funcionando. Sem mais delongas, entrou.

Nenhuma das duas vampiras estava a vista. Bella parou no hall de entrada e analisou o espaço ao redor, nada tinha mudado. Os móveis, a decoração, tudo estava exatamente igual há décadas atrás. Inspirou profundamente e percebeu que o cheiro mudará, passará a cheirar a umidade, mofo... Assim que terminou de soltar o ar, Rosalie apareceu no topo da escada.

Sem cumprimentos, sem dizer uma palavra a vampira loira desceu os degraus tranquilamente, Bella sabia que era só uma questão de tempo até Alice aparecer também.

- Ficamos preocupadas com você mais cedo. – a loira falou parando a certa distância.

- Não sei o que dizer. – Bella deu de ombros.

- Que tal dizendo como as coisas chegaram àquele ponto! – como previsto, Alice surgiu, na porta que dava para os fundos da casa – Invadir território Quileute? Ser perseguida por dois jovens lobos? O que deu em você?

O tom de voz da baixinha foi subindo gradativamente e aquilo deixou Bella levemente irritada, mesmo assim ela sorriu. Aquela reação era típica de Alice.

- Isso tudo é preocupação comigo, ou é frustração por não saber nada da minha vida? – Bella falou debochada pegando as outras duas vampiras de surpresa.

- Não foi o que eu não vi que me preocupou, mas o que eu pude ver segundos antes de você ultrapassar a fronteira com os lobos. – Alice falou em um tom sombrio que Bella nunca tinha ouvido – Que outra fronteira você está prestes a atravessar, Bella? Isso se já não o fez!

- Caso não tenha entendido ainda, eu não vou dar mais satisfações sobre o que eu faço ou deixo de fazer, Alice. Agradeço a preocupação, agradeço a visita, mas acho que já é hora de vocês saírem de Forks.

- Não temos a intenção de ficar muito tempo, Bella. – Rosalie tratou de apaziguar os ânimos – Mas tente entender, nos preocupamos com você. O que Alice viu... É difícil de ser ignorado.

- O que vocês também precisam entender é que, quanto menos souberem da minha vida depois que os deixei, mais seguros vocês estarão.

- Ok. – Rosalie deu de ombros e concordou, Alice, nem tanto. Quando a baixinha ia retrucar, a loira continuou – Mas Esme sente muito a sua falta. Emm e Jasper também. Por favor, Bella...

- Assim que possível eu os procuro, prometo.

- Não vai ser preciso. Acabei de falar com eles, chegam amanhã. – Alice usou seu tom mais irritante para dar a noticia.

- O que? – Bella usou um tom anterior ao gritar – Você mesma viu os jovens lobos, e mesmo assim traz mais quatro vampiros para cá? Perdeu a noção das coisas?

- Há algumas horas atrás eu cheguei à conclusão que você perdeu a noção, Bella! Além de não parecer nada preocupada com os jovens lobos, já que invadiu o território deles!

As duas vampiras estavam face a face. Parecendo dois felinos disputando território, o ar ao redor delas ficou denso e frio. Rosalie as encarava boquiaberta, sem a menor pretensão de se interpor entre as duas.

- Não me fale de bom senso. Porque você o perdeu há muito tempo, Isabella. – Alice cerrou os punhos ao falar.

- Perdi sim, quando me tornei uma de vocês. – Bella falou entre dentes.

A reação de Alice foi imediata, com se tivesse levado um soco na cara. A pequena vampira se afastou vários passos, a expressão ia da dor, a decepção, a mágoa...

- O sonho adolescente! A menina sem graça, desengonçada se apaixona pelo astro da escola, e é correspondida. O amor eterno no sentido literal! – Bella liberou todas as suas frustrações – O que mais uma humana, fraca, estúpida, perdida poderia querer? Vida e beleza eterna, amor eterno, riqueza...

- Você fez a escolha! – Alice falou com amargura.

- Exato! Eu fiz... A escolha errada! Só consegui ver isso décadas depois. NADA foi feito para durar pra sempre. Mas eu escolhi a exceção que fugia a regra, e nada mais podia ser feito. Então eu resolvi aceitar o pacote completo. E veja só, eu gostei! Sou uma vampira, Alice! Aceitei isso!

- O que aconteceu com você? – se pudesse, a baixinha estaria chorando.

Notas finais
N/A: Olha a minha responsa!! Minha beta agora é uma AUTORA!!! Posso com isso??!
Na verdade eu tenho NE?! E o mínimo pra corresponder a honra de tê-la como beta e ter o carinho de vcs é concluindo a fic.
O roteiro está pronto, a vibe ta OK... Agora é só colocar na tela do computador!!
Tem alguém por aqui ainda?! Kkkk
Beijos
Ritinha

N/B: Eis que surge depois de muito tempo. E ainda surge nessa vibe, meu Deus como amo essa fic, como essa bela, como eu amo ritinha por fazer tudo isso. TOO seria uma continuação para Twilight que eu compraria, assistiria e recomendaria! Então como não temos a chance de fazer isso nas prateleiras, que tal ler e recomendar aqui no Nyah?
~ Bella bitch is back and we love it ~
Bjks, Katy C.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.