The Only One
42 Capítulo 40
A vampira segurou a cabeça entre as mãos pronta apenas para ver quem era e poder decapitá-lo. Mas, assim que viu o rosto de seu visitante, todos os seus movimentos congelaram.
– Você? – foi à única palavra que saiu da boca de Bella ...
O cabelo preto espetado emoldurava o rosto angelical. Bella ainda não acreditava no que estava vendo, ela permanecia imóvel, boquiaberta com a cabeça da vampira “invasora” entre as mãos.
- Por Deus, Isabella... – a voz de sinos reverberou em sua cabeça tirando-a do transe – Será que dá pra parar de apertar a minha cabeça?
Bella piscou algumas vezes, e aos poucos afrouxou o aperto. Mal tinha se situado, e os pequenos braços de sua visitante se moldaram ao redor dela, invertendo as posições.
- Eu não acredito! As coisas estavam tão, tão confusas... Eu te vi em Seattle, depois na floresta de Forks... E em, Volterra... – a ultima palavra foi sussurrada – Isabella Marie Swan Cullen... O que você pretende fazer em Volterra? – a baixinha apontava o dedo indicador no meio da cara de Bella.
- Alice Cullen, eu não vou aceitar questionamentos de alguém que resolveu invadir a minha casa no meio da madrugada. Você é quem me deve explicações, agora saia de cima de mim! – Bella afastou-se um pouco do aperto de sua amiga.
A pequena vampira se levantou, sendo seguida por Bella. Elas ficaram frente a frente, se analisando em silêncio por alguns segundos.
- Você está horrível! – Alice fez uma careta.
Bella permaneceu em silêncio, observando a sobrancelha levantada de sua amiga, os olhos semicerrados, um beicinho torto. Só agora, frente a frente ela se deu conta do quanto sentira falta daquela baixinha irritante.
- É bom rever você também Alice! – Bella conseguiu finalmente sorrir.
Antes que pudesse cumprimentar descentemente sua amiga, o repicar descompassado de um coração humano pôde ser ouvido alguns metros acima.
Amanda estava debruçada sobre o parapeito da janela de seu quarto, o celular na mão e os olhos arregalados tentando enxergar o que acontecia no gramado do lado de baixo.
- Bella? – a loira sussurrou.
As vampiras se entreolharam, depois olharam para a janela. A loira estava realmente assustada, as mãos tremiam enquanto tentavam dominar o pequeno aparelho celular.
- Estou aqui Amanda. Agora se afaste um pouco da janela, e pode desligar o celular.
- Sério? – a voz da loira estava tremula.
- Sim. Agora entre, e fique do outro lado do quarto. E preste a atenção, não grite, tudo bem?
A humana respirou fundo e saiu do parapeito da janela.
- Quem é ela? – Alice interrogou.
- Longa história. – Bella deu de ombros.
- Não me diga que você trocou meu irmão por uma garota? Por essa garota? – a baixinha fez uma expressão engraçada, como se estivesse em choque.
- Pare de tentar adivinhar tudo sobre mim Alice! – Bella não pôde deixar de sorrir.
- Você faz idéia do quão confusa você me deixou nesses últimos anos?
- O que eu sei é que você tem uma imaginação para lá de fértil. Especialmente quando não consegue ver o futuro. Agora vamos subir, é melhor eu apresentar vocês duas.
Com um pequeno salto as duas vampiras estavam dentro do quarto. A luz estava acessa e Amanda de frente para a janela, mas encostada na porta no lado oposto do quarto. Encostada era pouco, ela parecia querer se acoplar à parede. A humana piscou algumas vezes encarando Alice, antes de dirigir seu olhar assustado e interrogativo à Bella.
- Olá! Sou Alice Cullen, amiga e cunhada da Bella. – a pequena vampira como sempre se aproximou saltitando.
A humana apertou o lençóis próximo ao rosto e deu um salto quando Alice parou a sua frente.
- Ow... Desculpe-me! Não quis te assustar. – a pequena vampira se afastou.
- Tudo... Tudo bem... Eu acho! – a humana tentava normalizar a respiração – É que... Vocês fizeram muito barulho, quer dizer, foram vocês que saltaram pela janela antes, não é?
- Sim. Desculpe por acordar você. – Bella tomou a palavra e chamou a atenção da humana pra si, já que ela não parava de encarar Alice com os olhos esbugalhados – É que Alice adora fazer surpresas.
A vampira baixinha deu de ombros e sorriu um pouco sem jeito. Bella sabia que ela estava fazendo aquilo para descontrair e deixar Amanda um pouco mais a vontade. Deu certo. A humana sorriu, ainda nervosa, mas sorriu.
- Er... Então... Olá Alice! Sou Amanda! – a loira acenou sem jeito com uma das mãos, enquanto a outra permanecia apertando o lençol contra o próprio corpo.
- Bem. Já que a nossa visitante era só a Alice, acho que você pode voltar a dormir, Amanda. Ou pelo menos tentar. – Bella falou enquanto se encaminhava até a janela do quarto para fechá-la – Nos duas vamos conversar lá embaixo, em silêncio dessa vez.
A humana apenas assentiu e voltou para a cama assim que as duas vampiras saíram do quarto. Já no andar debaixo, Bella mal teve tempo de se sentar no sofá, e Alice já começou o bombardeio.
- Bella, por favor. Quem é Amanda? O que diabos você está fazendo em Forks? Por que eu fiquei todos esses anos sem ver nada sobre o seu futuro, e nos últimos dias as coisas simplesmente viraram de pernas pro ar? É sério mesmo que você pensou em se juntar a guarda Volturi? Deus... Isabella!
A pequena vampira andava de um lado para o outro, gesticulando, esbravejando num tom que somente as duas na sala ouviam.
- Alice... Sente-se! – Bella deu uma ordem instintivamente.
- O que você? Mas eu... – a baixinha ficou ainda mais confusa.
- Longa história. Mas, antes preciso saber se você está sozinha aqui.
- Rose está na nossa casa. Quando eu comecei a ter as visões, só contei a ela. Estamos morando na Irlanda. Eu sabia que tinha que voltar para cá, então disse para os meninos que eu tive uma visão da nova coleção da Donna Karan. Que eu e Rose tínhamos que vir para os Estados Unidos. Na verdade disse que iríamos para New York, enfim...
- Preciso que você ligue para Rose agora, e diga para ela ficar na mansão.
- Mas...
- Agora, Alice! E diga também que ela deve respeitar os limites do velho tratado.
- Oh céus! Não me diga que...
- Sim. Há uma nova alcatéia! Eu disse que é uma longa história. – Bella deu de ombros e se levantou do sofá – Preciso avisar Seth sobre a presença de vocês duas.
Alice mais uma vez deu um gritinho de espanto ao ouvir o nome do lobo. Mas antes que pudesse perguntar algo, Bella já estava na cozinha discando o numero do telefone do lobo beta.
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Seth tinha saído da casa de Bella há algumas horas e desde então estava correndo e correndo. Os jovens precisavam gastar a energia acumulada para poder aprender a controlar as transformações, mas as energias dele estavam quase se esvaindo. Mesmo assim mantinha o foco e tentava passar o máximo de confiança que podia para os mais novos.
Depois de ultrapassar os limites com o Canadá, deixou os garotos irem por conta própria após repassar as recomendações que todos já estavam cansados de saber, mas por precaução o beta tinha listado todas mais uma vez.
Voltou à forma humana e subiu numa pequena elevação do terreno. Recostou-se numa grande arvore e tirou o celular do bolso. Acessou a galeria de imagens e começou a repassar as últimas fotos tiradas com Amanda. Sorrindo feito bobo ele também passou a reler os SMS’s trocados desde que tinham se conhecido.
Sim! Aquilo era estúpido e infantil, mas o lobo não podia evitar. Amanda tinha entrado em sua vida de uma forma inesperadamente deliciosa. Há anos Seth tinha deixado de levar em conta a possibilidade de encontrar uma mulher que o fizesse cogitar parar com a transformação, mas depois dos últimos meses convivendo com a loira, as coisas pareciam se encaminhar para o seu próprio final feliz.
Alguns minutos se passaram até ele ouvir o grupo de garotos que estava correndo junto com Jacob.
Os jovens lobos passaram há quase um quilômetro de onde Seth estava, mas tamanha era a afobação que o beta percebeu que eles estavam em treinamento de ataque.
Podia sentir o chão tremer levemente a cada passada, a cada salto, cada parada brusca e mudança de direção. Jacob estava “tirando o couro” dos garotos.
Após a reunião naquela manhã, eles decidiram intensificar os treinamentos com os mais jovens. Era só por precaução, pelo menos ele estava começando as coisas aos poucos, já o alfa...
Seth sabia que toda aquela testosterona em ebulição era mais pelo próprio Jacob, nem tanto pelos jovens lobos. Mas já que não conseguia fazê-lo falar, deixou de lado. Como o alfa mesmo repetia exaustivamente desde sempre, ele não precisava de babá. E com o passar dos anos, Seth sabia que era verdade. Jacob sempre se virava, de um jeito ou de outro, ele se virava.
Ainda mexendo no celular, ele ouviu os quatro lobos mais novos se distanciarem em direção ao Canadá onde se encontrariam com o primeiro grupo. Alguns minutos depois, ele viu alguns arbustos balançarem e uma imensa sombra passar entre duas arvores.
Era incrível, Jacob tinha se tornado um lobo imenso, e mesmo assim, extremamente silencioso. Tanto que mesmo com sua audição super apurada, Seth não o ouvira se aproximar. Instinto, experiência de anos...
- Então? – o beta perguntou, enquanto via seu alfa subir lentamente a colina.
- Eles são bons. São espertos, atenciosos, ágeis, um pouco afobados, mas isso pode ser trabalhado em curto prazo. – Jacob sentou-se ao seu lado – E o seu grupo?
- Também. Precisarei trabalhar o equilíbrio entre força física e agilidade, senão em breve teremos uma visita da guarda florestal por causa do desmatamento na reserva. – a tentativa de piada surtiu efeito, Jacob sorriu levemente.
- Dificuldades para fazê-los parar uma corrida? – o alfa perguntou ainda sorrindo.
- Yep. Por sorte estávamos longe se civilização, caso contrario as pessoas achariam que se tratava de um terremoto, ou deslizamento de terra.
Jacob permaneceu sorrindo. Esticou o pescoço e apertou os olhos encarando o celular na mão de Seth.
- Celular no meio da floresta? Sério, Seth? – o alfa debochou.
- O meu realmente é com cobertura total, até aqui no meio da floresta. E porque você acha que eu estou aqui nessa colina? Além do mais, passamos por uma torre há uns cinco quilômetros a oeste.
Enquanto Jacob gargalhava com a expressão zangada do amigo, o pequeno aparelho tocou.
Seth ficou em silêncio ao ver o nome identificado na tela: Bella!
- Vamos lá! Não vai atender e me provar que isso funciona mesmo no meio do mato? – o alfa ainda ria.
- Ei... Tudo bem? – Seth usou um tom de voz mais baixo.
- Seth... Está na reserva? – a vampira perguntou do outro lado da linha.
- Estou próximo ao Canadá. Algum problema? – ele perguntou receoso.
- Não... Eu acho. Na verdade, é que... Rosalie e Alice estão em Forks.
Maior que a surpresa do próprio Seth ao ouvir a noticia, foi a de Jacob ao identificar a voz de Bella junto com as novidades desagradáveis. Com os olhos crispando de raiva, o alfa se levantou em um rompante e começou a andar em círculos.
- Bella...
Não precisou Seth terminar a frase. A vampira tratou de completar a informação.
- São só as duas, Seth. Os outros Cullens não estão aqui, e nem vão voltar. Já avisei Alice que o tratado foi restabelecido e agora ela está avisando Rose. Não darei maiores detalhes, ou seja, as duas só saberão o que eu quiser que elas saibam.
- Bells... Você conseguiu se alimentar? Digo seus poderes estão ligados ao sangue humano...
- Não matei ninguém. Se essa é a sua maior preocupação. Não consegui matar nem mesmo o alce que eu cacei há algumas horas. Mas consegui me alimentar o suficiente para recuperar um pouco as minhas forças. Afinal, o soco da Leah ainda não tinha curado completamente, então... Sabe, vaidade feminina.
- É... Bem, desculpe-me pela indiscrição. Enfim...
- Melhor conversarmos depois.
- Claro, claro! Até mais então.
Sem saber o que falar, Seth apenas desligou o celular e encarou Jacob com a visão periférica. O alfa rangia levemente os dentes e apertava as mãos ao ponto de seus tendões dos braços tornarem-se visíveis.
- Mais uma vez eles estão de volta... – falou entre dentes.
- Jake... Acho que você ouviu tão bem quanto eu. Só a loira e a vidente estão de volta, e ainda nem sabemos ao certo por que e quanto tempo elas vão ficar. Precisamos primeiro falar com Bella, para depois...
- Depois o que Seth? Hã? Como você pode ser tão ingênuo, para não dizer outra coisa. – o alfa esbravejou a plenos pulmões.
- Eu não sou ingênuo. Sou tão experiente quanto você, mesmo que eu seja apenas um beta.
- Cara eu não quis te insultar.
- Você não me insultou, eu sei disso. Mas você está sendo irracional, como sempre quando se trata dos Cullens. Principalmente dos Cullens perto de Bella. – o caçula inspirou fundo e continuou – Cara, você percebe o que está acontecendo? O que você está fazendo?
A expressão de vergonha de Jacob deu lugar a uma de confusão e depois ceticismo.
- O que eu...
- É isso mesmo. Você resolveu ignorar Bella completamente depois dela ter dito que é uma vampira de fato. Você quer a todo custo provar que isso mais o fato dela ter sido responsável pela morte de Simon e Lisa são motivos fortes, graves o suficiente para acabar com o que vocês sentem um pelo outro. Mas... Cara não dá. Você já se olhou no espelho nesses últimos dias? Você realmente viu Bella hoje de manhã na clareira? Vocês estão se matando.
O alfa desviou o olhar do seu amigo e passou a encarar o chão. Tudo se tornava muito pior quando alguém falava em voz alta aquilo que ele silenciosamente tentava omitir de si mesmo.
- Essa raiva toda por saber que duas Cullens estão de volta... Mesmo tentando negar para si mesmo, você tem medo de que Bella vá embora. Você morre de medo que ela volte para o marido. Mesmo sabendo que ela te ama. – Seth se aproximou do amigo e apertou seu ombro como se pudesse realmente passar forças para Jacob tomar sua decisão – Jake... Vá atrás dela. Dane-se o conselho, dane-se que as duas Cullens estão em Forks. Pare de lutar contra si mesmo, contra tudo o que o universo conspirou para unir vocês.
Jacob não tinha prestado mais a atenção em uma palavra sequer depois do
“Vá atrás dela”.
- E principalmente... Chega de mau humor! Cara eu não estou mais agüentando você! Sério!
O alfa sorriu levemente. Seth deu dois passos para trás, permitindo que Jacob fizesse o que tinha que fazer, transformar-se e voltar para Forks.
- Eu levo os garotos de volta. Mas, por mais que eu tenha acabado de te dar todos esses conselhos maravilhosos, e eu espero sinceramente que você os siga, tenha cautela quando chegar a Forks. Não desconte sua raiva sobre a loira e a baixinha. Se possível mantenha as duas fora disso.
- Eu sei. Só espero que Bella também concorde em manter as duas longe.
- Isso você só vai saber quando conseguirem conversar. Lembre-se de que você não é vidente por aqui.
Mesmo sem gostar do trocadilho, Jacob Sorriu. Desceu a colina e logo se transformou correndo de volta à Forks. Seguiu seus instintos lupinos, deixou a mente livre, se concentrou apenas no caminho. Ele não era bom em planejar as coisas, suas melhores ações e decisões eram tomadas no calor do momento. Afastou da mente que as piores também.
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Bella tinha detalhado seus últimos anos de vida para Alice, para logo em seguida filtrar todas as informações e apagar boa parte delas.
Sua amiga sempre visitava os Volturi, ou sempre estava presente quando os italianos visitavam os Cullens. Não podia deixar que Aro descobrisse tudo sobre os lobos assim que tocasse a mão de Alice.
Por mais que, quando se tratasse dos lobos as visões de Alice falhavam, os detalhes sobre a nova vida de Bella precisavam ser mantidos o mais longe possível dos italianos, serviu pelo menos o desabafo.
- Sentimos sua falta Bella. – a baixinha fez bico e retomou o foco logo após a “varredura” de Bella em sua mente.
- Também sinto falta de vocês, Alice. Mas ainda preciso de um tempo só meu. Sabe?! Eu não era muito sociável antes, acho que essa característica também se acentuou. – Bella deu de ombros
- É. Acho que se acentuou até demais. – Alice a encarou fixamente – Mais até que o seu amor por Edward.
- Alice...
- Eu só quero entender, Bella. Juro que toda nossa família aceitaria muito bem esse... Essa coisa nova de sair, desbravar, desvendar o mundo... Mas, você sem o Edward...
Alice foi sua melhor amiga durante anos. Desde sua vida humana, mas, ela nunca a entendera de verdade. Era sempre do jeito dela, tudo conforme suas visões guiavam, tudo conforme o roteiro.
- Alice... Eu amo você. De verdade. Mas têm coisas que você simplesmente não vai entender... Não vai entender porque nunca viveu. Ou pelo menos não se lembra de ter vivido... Os Cullens realmente são a sua família.
- E nós somos a sua também. – a baixinha a interrompeu.
- Os Cullens sempre foram a sua única, família! Tudo o que você é, todas as suas experiências, tudo o que você viveu foi com eles. Eu não! – Bella se levantou do sofá e caminhou até a janela que dava para a nova arvore plantada em frente a sua casa – Eu não consegui esquecer minhas experiências humanas. Ou eu acho que inconscientemente me recusei a esquecê-las. Recusei-me a desfazer os laços, mesmo quando todos se foram.
Ao voltar sua atenção para sua amiga que ainda estava parada no meio da sala, Bella entendeu. Alice nunca a entenderia, principalmente se não conseguisse ver nada em suas visões.
- Melhor você ir. Já está quase amanhecendo, e pelo que posso perceber teremos uma manhã ensolarada.
Era uma ordem, subentendida, mas era uma ordem. Demorou alguns segundos para Alice acatar, e então ela se foi.
Bella se sentia exausta. Aquele pouco de sangue que bebera do alce não era o suficiente para mantê-la bem por muito tempo. E o fato de ela ter que usar seus poderes só piorava tudo. Perdeu a noção do tempo, só se deu conta de que amanhecera quando ouviu os passos de Amanda acabando de descer as escadas.
- Bom dia. – a loira a saudou – Bella... Acho melhor você se afastar ou fechar as cortinas. Logo o sol vai passar da copa das arvores e você vai brilhar mais do que o globo de luzes da minha boate.
- Invejo seu bom humor logo pela manhã, Amanda. – a vampira voltou para o meio da sala depois de fechar as cortinas – Bom dia para você também.
A humana abriu seu típico sorriso matinal, abraçou Bella pegando a vampira de surpresa e logo se afastou.
- Sua amiga já foi embora? – perguntou já se encaminhando para a cozinha.
- Há algumas horas. – Bella ficou parada no batente da porta.
- Os lobos já sabem da presença delas?
Enquanto conversavam, Amanda abria armários, gavetas, geladeira para preparar seu café da manhã.
- Liguei para Seth assim que descemos. Mas ainda preciso de mais detalhes das duas. Tipo, quanto tempo elas ficarão. Mas todos já sabem que o tratado foi restabelecido.
- Oh... Merda! – a humana xingou alto e deu um leve salto para trás.
Instintivamente ela balançou a mão antes de levá-la a boca e chupar o dedo cortado.
Bella viu em câmera lenta os respingos de sangue voarem pelo ar e caírem na pia e no chão. Sua boca se encheu de veneno, sua garganta queimou como se ela tivesse engolido ferro derretido. Sem perceber como atravessara o cômodo, a vampira se deparou em frente à Amanda.
A humana ainda mantinha o dedo na boca, mas estava totalmente acuada, recostada na parede no canto da cozinha. Os olhos esbugalhados, o coração bombeava o sangue cada vez mais rápido, Bella conseguia ver as veias dilatadas por debaixo da pele clara da humana. E o cheiro de medo tornava a atmosfera ainda mais tentadora.
Passou a língua sobre os dentes, lambeu os lábios e inspirou profundamente...
Deus... Como sentia falta daquilo!
Notas finais
Por isso não aceitarei ameaças, não funciono mto bem sobre pressão. No entanto, funciono muitíssimo bem com os comentários lindos que vocês ainda deixam por aqui, mesmo eu estando tão ausente!
Mas, e aí? Gostaram do cap? Estou perdoada? Mereço reviews? Recomendações?
É eu sei que to abusada... Mas vocês que me acostumaram mal né?! Kkkkk
Se ajuda a livrar minha barra... Próximo cap já está em processo de construção.
Beijos
Ritinha
N/B: Aí a beta pergunta: COMO É QUE VC TERMINA UM CÁP ASSIM? QUER MORRER???? Gente eu vou dar um peteleco na Ritinha, eu juro que dessa vez não fica só na promessa! Como assim a Bella quase mordendo a Amanda? E cadê o Jake? Ele ta vindo do Canadá em forma de lobo só quem em passos humanos?
Aff já to até vendo no próximo cap a linguaruda da Alice chamando o corno Ed para ver a Bella. Ritinha a Senhora está intimada a escrever para ontem o próximo cap! ONTEM!!! Sim, eu sou muito abusada, mas as leitoras tbm são kkkkkkk
Bora comentar para ver se anima a menina a escrever mais galera.
Bjks, Katy Clearwater
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