Notas iniciais
Bem, tem personagem novo na história, porque eu tenho um fraco por Nerds. Aí você se pergunta, "O que isso tem a ver?" auahs Enfim, Boa Leitura.

Gerard’s P.O.V.


– Gerard! – uma voz familiar chamou em meu ouvido. Era minha mãe.

– Hum? – murmurei, sonolento, abrindo meus olhos.

– Lisa está no telefone, quer falar com você – ela disse, chacoalhando-me para que eu levantasse.

– Okay... – falei, bocejando e espreguiçando-me lentamente.

Eu namorava Lisa há seis meses e ela raramente ligava para minha casa, muito menos de manhã, e nunca pedira para minha mãe me acordar. Devia ter acontecido algo.

– Ela disse o que quer? – perguntei, levantando.

– Não, ela apenas pediu para chamá-lo – respondeu minha mãe.

Desci a escada de vagar, estava sonolento ao ponto de acabar caindo se acelerasse um pouco meus passos.

Peguei o telefone de cima da mesa de centro da sala rapidamente.

– Lisa? – atendi.

A única coisa que ouvi foi o barulho do telefone sendo colocado no gancho novamente. Lisa desligara no exato momento em que atendi.

– O que ela queria? – minha mãe perguntou, descendo a escada.

– Eu não sei, ela desligou – falei, já discando o número da casa de Lisa.

O telefone chamou várias vezes, mas ninguém atendeu. Tentei mais três vezes, mas nada de alguém atender o telefone. Talvez ela tivesse ligado de outro lugar e não tivesse ninguém em casa.

– Eu ligo para ela mais tarde – falei, por fim, colocando o telefone novamente no gancho.


*


Lisa’s P.O.V.


Em poucos minutos de voo eu já estava afundada em lágrimas, mesmo tentando não chamar atenção para mim, eu não conseguia parar de chorar. Em poucas horas eu estaria longe do amor da minha vida e eu não podia fazer nada para impedir isso.

– Oi? – uma voz masculina, mas doce, chamou.

Olhei rapidamente, enxugando minhas lágrimas.

– Oi... – respondi, escondendo meu rosto.

– Posso me sentar aqui? – pediu a voz masculina. – Minha poltrona fica entre dois senhores, que nesse momento estão dormindo, e infelizmente eles roncam... – ele deu uma leve risada. – Prometo que não irei incomodar.

– Claro – falei apenas, cedendo o lugar ao meu lado a ele.

Ele devia ter no máximo vinte anos, sua pele era clara e seus cabelos eram escuros e desarrumados. Ele tinha um livro em mãos, usava óculos com armação preta. Parecia fazer um estilo “nerd”, mas não era do tipo atrapalhado. Chegava a ser fofinho, admito.

– Eu sei que prometi não atrapalhar... – ele começou. – Mas percebi que você está chorando. Eu poderia saber o motivo ou é algo muito pessoal que você não contaria a um estranho?

– Bem... É pessoal – falei, secando novas lágrimas que teimavam em cair.

– Okay – ele disse, soltando um leve suspiro. – Mas devo dizer que um dos senhores que estava dormindo na poltrona ao meu lado falava enquanto dormia, e ele disse coisas muito tensas, que eu nunca contarei a ninguém, então acho que posso lhe dizer que sou de confiança e bom para guardar segredos – brincou ele.

Acabei sorrindo, ele parecia ser uma pessoa legal.

– Nós nem nos conhecemos... – falei, tentando mudar de assunto.

– Prazer – ele disse, estendendo sua mão para me cumprimentar –, meu nome é Stefan, mas pode me chamar de Steff, ou de Fan... Eu posso ser o seu Fan – ele brincou novamente, fazendo um sinal com a mão para que eu entendesse seu trocadilho com a palavra “fan”.

Eu apenas ri, sem saber o que dizer, apertando sua mão.

– Okay, isso ficou parecendo uma cantada barata – ele revirou os olhos. – Acredite, não foi uma cantada. Eu apenas gosto de trocadilhos com nomes.

– Tudo bem – falei.

– Mas e você? Qual é o seu nome? – ele perguntou, ajeitando os óculos rapidamente.

– Elizabeth, mas todos me chamam de Lisa – respondi.

– Bonito nome, Lisa – ele disse. – A bisavó da minha avó se chamava Elisabeth, mas todos a chamavam de Beth.

– Você conheceu a bisavó da sua avó? – espantei-me.

– Não – ele respondeu. – Estou apenas comentando.

Acabei rindo novamente.

– Que foi? – ele perguntou.

– Nada... É que você é estranho – confessei.

– Acredite, é muito mais normal alguém comentar sobre a bisavó da avó do que alguém chorando dentro de um avião – ele riu.

– Mas eu tenho meus motivos – falei, parando de rir.

– Ah, sim, estávamos falando sobre isso – ele lembrou. – Então, agora nos conhecemos, Lisa. Você sabe até o nome da bisavó de minha avó, então pode me falar o porquê de estar triste.

– Bem... Eu não queria viajar – disse apenas.

– Algum motivo especial para não querer?

– Alguns. Eu não queria deixar meus amigos – menti, eu não tinha muitos amigos.

– Ah, entendo, amigos – ele riu. – Qual é o nome do seu namorado?

– Não tenho namorado – menti novamente.

– Não subestime a inteligência de alguém que usa óculos de grau, por favor – ele riu novamente. – Você tem um namorado e é por isso que não quer ir embora.

– Okay, okay, você está certo – desisti.

– Quer que eu mate o piloto e o copiloto e volte esse avião para o aeroporto? – ele perguntou.

– Você poderia fazer isso? – ri levemente.

– Não, só estava querendo deixá-la melhor, enfim... – ele suspirou. – Olhe, você parou de chorar, eu fiz um bom trabalho.

– É – concordei. – Obrigada, eu acho que meu estoque de lágrimas esgotaria antes de chegar ao Brasil.

– E você ficaria desidratada – ele completou, rindo. – Eu fiz bem a você, pois lá está quente agora, ou seja, você poderia morrer se não tivesse água em seu corpo.

Ele era um pouquinho exagerado, mas isso me fazia rir.

– Lá é muito quente, não é? – perguntei.

– Sim, em alguns estados é verão o ano inteiro – ele confirmou.

– Droga – bufei. – Eu odeio calor, e odeio meu pai por estar me mandando para lá.

– Eu amo seu pai, sério – ele riu. – Se não fosse ele, você não estaria aqui, e eu teria que continuar entre dois velhinhos roncadores.

Encarei-o séria, eu estava com raiva de meu pai realmente.

– Brincadeirinha, eu odeio seu pai também – ele se corrigiu. – Aquele safado!

Sorri. Eu não queria sorrir, ou se quer demonstrar alguma reação positiva enquanto me afastava de minha verdadeira casa. Mas Stefan parecia legal, e estava se esforçando para me deixar alegre, então eu não ignoraria essa tentativa.

– Seu pai não gosta de seu namorado? – perguntou Stefan.

– Não – respondi. – Na verdade, ele não gosta de nenhum cara que se aproxime de mim.

– Interessante, eu definitivamente não gosto dele então – ele brincou. – E como “castigo” – ele fez as aspas no ar com os dedos – ele manda você para o Brasil?

– Sim... Minha mãe mora lá, então é um modo de ele me manter afastada de Gerard – expliquei.

– Gerard é o nome de seu namorado então – ele falou. – Bonito nome também, embora eu ache que nenhum bisavô de ninguém da minha família teve esse nome. Ah, espere! Um tio de um primo de um amigo meu se chamava Gerard! Como eu pude esquecer dele?

– Isso é verdade?

– Talvez – ele confessou.

Stefan era legal, ele prometera que não ia me incomodar, e não estava a cumprindo totalmente, mas enfim. O importante é que não passei toda a viajem chorando, o que não iria me ajudar em nada e nem melhorar minha situação.


Notas finais
Nhá, Reviews?
O que acharam do Stefan? Steff? Fan? UAHSUHS
Enfim, Beijos ^^