The One That Go Away

3 Capítulo 3 - Surpresa e compra de mulher!


- Jackson de Newton! – arregalei os olhos. – O que você acha que significa isso?!

- O nosso futuro, princesa. – gargalhou, na maior cara de pau.

- Eu vou te mostrar o seu futuro! – fechei os punhos. – Está louco? Comprar um negócio desses??

- É só uma casa, Katyyyyy... – ele disse, meloso.

- Só uma casa? Como vamos pagar isso??

- Não sou louco, linda. – ele disse e eu levantei a sobrancelha. – Talvez um pouquinho. Mas sou racional o suficiente para ter guardado um dinheiro no banco que não conseguiríamos gastar em apenas algumas reencarnações. Precisaríamos de inúmeras para gastar tudo. Nada mal uma casa, hein?

Neguei com a cabeça. Não era só uma casa. Era A Casa. Era o ninho de amor perfeito. Aquela casa tinha o nosso traço, perfeitamente.

A textura do lado externo nas paredes era cheia de estrelas brancas em meio ao azul marinho. Lindo, sereno. Uma pequena varanda na frente com uma cadeira de balanço na frente feita com bambus. A imagem de eu mesma com um barrigão, balançando ali, foi inevitável.

A porta de cerejeira deu para uma salinha simples de uma casa no campo. Uma TV pequena com uma anteninha em cima, antiquado, em cima de um pequeno criado-mudo com algumas gavetas. Um tapete todo vinho e felpudo separava aquele móvel do sofá grande e confortável vermelho cheio de almofadas. Tinha um arco branco no lugar da porta que levava à cozinha. Uma geladeira pequena, um microondas, um lindo armário de cerejeira bem feita. Uma pequena mesa de dois lugares. E quando eu abri o armário... Adivinha? Pilhas de miojo e cup noddles, fora alguns potinhos de Nutella. Era bem a cara de Jack. Ele riu com a minha felicidade ao ver quanta porcaria tínhamos para comer.

Uma outra porta me levou para um corredor com três portas de cerejeira polida. Uma delas, o banheiro, simples e rústico, no outro, o principal lugar da casa. Nosso quarto. O maior cômodo da casa, era muito espaçoso. Uma cama de casal enorme que fazia barulho de molas quando se pulava em cima, estava coberta com um edredom. Havia uma parede toda especialmente para as estantes cheias de CDS e discos de vinil.

Um guarda-roupa vazio com portas de correr e cheia de espelhos. E vários lugares vazios, apenas metade do quarto mobiliado.

Mas o último cômodo me chamou a atenção. Estava vazio, sem absolutamente nada. Apenas as paredes brancas mal pintadas, esperando uma pintura nova.

- O que é isso, Jack? – franzi o cenho.

- Você disse que futuramente iria querer um bebê, não disse? – me abraçou por trás.

- Sim, você disse que is ser quando completássemos vinte anos.

- Só falta três anos, princesa. E logo traremos mais felicidade ainda para o nosso mundo. Ele se chamará Jack.

- E se for uma menina?

- Jackie ou Jaqueline. – deu de ombros.

Dei um tapa no ombro dele.

- É uma menina que vai se chamar Julie. Entendeu?

- Quer apostar? – levantou a sobrancelha.

- Aposto um pote de Nutella, bobão. Estou certa. A futura grávida sou eu. Eu quem sei, ok?

- Você quem sabe. Mas vai ser um garoto e ponto. – riu.

Pousei minha cabeça no peitoral dele e começamos a fazer passinhos para lá e para cá de uma música lenta que não estava tocando por alguns minutos.

- Obrigada, Jack. – sussurrei.

- Pelo quê, princesa? – perguntou, seu queixo encostado em minha cabeça.

- Por estar comigo. – respondi, segurando suas mãos ao parar de dançar. – Por me fazer tão feliz.

- Seremos assim para sempre. – colou nossa testa.

- Para sempre. – concordei. – Sempre e sempre, meu bebê.

- Eu te amo... – disse ele.

- O nome dela vai ser Julie.

- Oi? – ele levantou a sobrancelha, indignado. — Estou dizendo que te amo e você me diz que o nome da criança vai ser Julie? Katherine! Eu estava esperando um “Eu te amo” ou uma outra declaração. Não uma exigência insensível. Principalmente porque vai ser um lindo menino musculoso e de abdômen definido que vai sair daí.

- Sonha, JACK, sonha. – empinei o queixo.

- Aliás, quando você vai se mudar para cá? – perguntou.

- Assim que eu tiver minha maioridade. – suspirei. – Ano que vem. Meus avós não assinariam qualquer documento que me deixasse livre para o mundo. Eles acham que sou um pássaro leve e novo demais para voar. Que qualquer brisa me jogaria para fora da linha. Apesar de que você me jogou para fora dela e mesmo assim eles te adoram.

- Ainda bem!

- Ei, Jack.

- Que?

- Você não trouxe suas roupas?

- Não vou trazer o que eu não consegui por meu próprio mérito. Então só trouxe uma coisa, que só vou te mostrar depois que nos casarmos.

- Mas...

- Sem ‘mas’, Katherine Saw.

- Ok, ok, poderoso chefão. – zombou. – Temos que comprar roupas novas pra você.

- Isso inclui meu terno de casamento?

- É, inclui. – empinei o nariz.

Ele trancou a casa e me deu a chave para por no bolso.

- Ei, vem.

E me puxou para o fundo da casa, onde tinha uma bicicleta encostada. Nova e parecia boa.

- Vamos, — chamou ele, se sentando. – você vai no cano.

Sem hesitar, questionar ou reclamar, eu o fiz. Aproveitei a posição para dar um selinho nele.

Pedalamos quinze minutos até a loja mais próxima.

- Ali! –apontei, e paramos para entrar.

- Certo, começamos com bermudas. – disse, se aproximando dos cabides. – Que tal... essa?

- Vai á praia? – gargalhei. – Melhor esse. – mostrei um melhor.

- Não sou do exército. – revirou os olhos para a estampa.

- Quié? É legal! – exclamei indignada. — Ficaria lindo com uma camisa vermelha.

- Eu fico esquelético de vermelho. – reclamou.

- Fica lindo de vermelho. – corrigi.

- Eu tenho um tanquinho e músculos para exibir, Katy. – olhou-me indignado com a mão na cintura

- Eu tenho concorrentes para despistar, Jack. – retruquei.

- Eu só tenho olhos pra você, princesa.

- E as peruas da rua só tem olhos pra você, meu bebê.

- Certo, que tal essa bermuda preta? – perguntou.

- Não mude de assunto, Jackson de Newton. – empinei o queixo. – Você reconhece que as meninas olham pra você?

- Tenho culpa de ser gostoso? – levantou a sobrancelha

- Metido. – bufei.

- Mas você me ama de qualquer jeito, linda.

- Essa é a mais pura verdade. – selei nossos lábios. – Ah... tem razão. A bermuda preta é demais.

- Certo, então ela vai para a cesta.

(...)

Fomos para casa rindo e fazendo palhaçada com a coleção de sacolas que carregávamos.

- Parece mulher fazendo compra. – ri, abrindo a porta de casa. – Ei, não faça essa cara. É a verdade, ok?

- E você parece um homem fazendo compras. – retrucou. – Pega o que acha bonito sem se preocupar como vai ficar.

- Ei! – reclamei. – Eu não gosto de fazer compras e pronto.

Entrei e ajudei ele a guardar tudo no guarda-roupa.

- Quer dormir aqui essa noite? – perguntou no meu ouvido.

- Para fazer o que? – perguntei inocente, piscando várias vezes.

- Algo que também vamos fazer amanhã e depois, e depois até nosso casamento.

- Pararemos quando casarmos? – fiz biquinho.

- Quando casarmos vai ser duas vezes por dia. – gargalhou.

- Até parece que você tem toda essa energia.

- Está me provocando, Katherine Saw?

- Talvez. – mordi os lábios.

- Sua tentativa de parecer sexy é brochante.- zombou.

- Então você não se importa se eu sair por aquela porta e ir dormir na minha casa?

- Veremos onde você vai dormir! – e me atacou com um beijo.

Notas finais
Haha, os capítulos estão vindo bem rápido naminha cabeça. O que acham?