The Olympians - War

2 Capitulo Dois - Sátiro desajeitado ao resgate


Notas iniciais
Bom, este já é o segundo capitulo! Ele é o menor de todos, por isso peço desculpas, mas não significa que ele caiu em qualidade. Espero que estejam gostando! Agora... Boa leitura :)

Capitulo Dois
Sátiro desajeitado ao resgate


– Voadora do Wilson! – Gritou uma voz tremula e masculina, um tanto quanto fina, de algum lugar da sala. – Bééééé!
“Bééééé!”? É isso mesmo que eu ouvi?
– Seu manticore mal! – Ele insultou o monstro.
Abri os olhos quando ouvi o faxineiro agonizar. Dei de cara com um garoto de aproximadamente dezesseis anos, com uma barbicha no queixo, um cabelo enrolado de cor castanho escuro com um par de pequenos chifres. Até então já era estranho! Isso porque eu não tinha olhado o resto! Quando olhei para baixo vi duas pernas peludas, com a mesma cor do cabelo, e dois cascos de bode. Na cintura uma pochete preta.
– Não contava com essa, não é? – Ele perguntou sarcasticamente.
– Seu sátiro imundo! – Ele gritou. – Mais um para eu comer!
O faxineiro lançou uma saraivada de espinhos contra o “sátiro”. Ele se abaixou e rolou até mim.
– Até quem fim. Encontrei vocês! – Ele falou comigo como se estivesse aliviado.
– Quem é você? – Perguntei confuso.
Ele me entregou um cartão que dizia:


Sátiro Guardião de Resgate,
Wilson Thompson, Colina Meio Sangue.
Long Island, NY.
Nº 579


– Espera... O que significa isso? – Eu o olhei tentando acreditar no que estava vendo. – Você é mesmo um Sátiro? Aquelas criaturas mitológicas?
– Não temos tempos para perguntas! Temos que sair daqui, ele é um monstro de nível alto, não sou pareô para ele!
Wilson me puxou pelo braço e correu desajeitadamente até Zoey. Enquanto íamos até ela o manticore lançou outra saraivada de espinhos. Abaixamos e ficamos ajoelhados até chegarmos ao nosso objetivo. Ele a sacolejou e ela voltou um pouco à consciência.
– Eu tive um sonho horrível... – Ela olhou para o menino-bode parado ao meu lado. – Pelo visto, não foi um sonho.
– Não, isso não é um sonho – ele reafirmou.
– Temos que sair daqui – os apressei. – O faxineiro está se aproximando...
Ele deu uma espécie de risada que eriçou os cabelos da minha nuca.
– Não adianta, não a para onde fugir – ele resaltou.
Por mais que eu não quisesse admitir, ele estava certo. Para onde iríamos? Correr para o pátio da escola? Causar mais confusão? Eu simplesmente estava me sentindo um inútil sem saber o que fazer... Mas, afinal, por que tudo aquilo estava acontecendo? Será que era mesmo real?
– Não permita que a dúvida de controle – o sátiro falou ao meu lado. – Posso ler seus sentimentos, é uma habilidade dos sátiros. Eu tenho uma ideia, mas preciso que vocês fiquem atentos – ele falou retirando um flauta de bambu da sua pochete — Com essa flauta posso fazer uma magia simples que vai segurá-lo por um tempo, mas preciso ficar a certa distância dele, enquanto eu fizer isso, abram aquela janela do meio e pulem para fora, eu vou logo em seguida. O.K?
A única opção que tínhamos era concordar com ele. Seu jeito desengonçado não era uma das coisas que mais me faziam confiar nele, mas era a nossa melhor aposta no momento. Assentimos com a cabeça depositando toda nossa esperança nele.
– Vão! – Ele gritou.
O manticore avançou na direção dele, mas ele colocou a flauta entre os lábios e começou a sobrar suas notas. Uma canção suave e rápida tomou conta do ar, junto ao rosnado feroz do faxineiro. Notei que o chão e as paredes estremeciam até que videiras surgiram e se enroscaram no manticore.
A fera não ficou se quer cinco segundos presos e já havia se soltado. Lançou uma saraivada contra Wilson, que continuava tocando sem ver o golpe em sua direção. Quando vi Zoey já estava ao lado dele, chutando a mesa na qual ele estava em pé e o derrubando como evasiva do ataque.
Ele olhou para ela meio confuso, mas logo que viu o manticore ainda a solta tratou logo de tocar novamente, porém o monstro se lançou para cima deles antes que alguma notasse pudesse sair da flauta. Olhei para todos os lados tentando achar algo que pudesse lançar contra ele.
Minha perna latejava muito, o que dificultava bastante meu pensamento. Achei uma mesa caida ao meu lado, era minha única opção no momento. Me apoiei na perna boa e ergui ela, quando o manticore saltou no ar lancei-a contra ele.
A madeira se quebreu ao tocar seu corpo, o desiquilibrando, assim ele caiu para o lado de encontro ao chão. Tentou levantar mas titubeou e caiu novamente. Era uma chance de fugirmos. Olhei rapidamente para Wilson e acenei positivamente para que ele começasse a tocar de novo.
Levando a flauta a boca começou a canção — uma espécie de rock, mais forte, como se eu estivesse ouvindo uma música do Three Days Grace. Zoey veio correndo para o meu lado e me ajudou a saltar, ela veio logo atrás. Pude ouvir as videiras crescendo novamente e segurando o monstro.
– Wilson! – Gritei o chamando.
Não demorou muito e ele apareceu na janela, sua expressão era de pânico e preocupação. Sem pensar duas vezes, mas seu pé esquerdo ficou agarrado na beirada e ele caiu de cara no gramado. Zoey e eu não conseguimos conter uma risada nervosa.
Ele se levantou apressado e pegou três moedas de ouro de sua pochete.
– Vamos lá – ele falou nos puxando até a rua. – Oh irmãs cinzentas, venham até nos!
Wilson lançou as três moedas que desapareceram no ar. Com pouco tempo o chão começou a escurecer e, aparentemente, borbulhar soltando uma fumaça cinza que aos poucos foi se condensando em um carro, um táxi para ser mais especifico.
– Entrem rápido!

Notas finais
Comentem suas opiniões, elas me ajudam muito e me deixam bastante animado! Até a próxima :)