Notas iniciais
Oe oe, gente! Desculpa pelas péssimas notas iniciais do último capítulo, é que eu estava atrasada e não poderia postar no fim de semana - Então, como amo muito vocês, postei na sexta mesmo, atrasada como foi. Gente, tô tão feliz por você estarem comentando essa fic, cês são tão divos :') In love com os coments de vocês... Beijã1 gente, boa leitura e até lá em baixo ^^ *-------------------------*

Eu não conseguia parar de olhar para Maxon durante o jantar. Queria dizer-lhe que estava pronta, que podíamos tentar naquele momento mesmo, mas ainda estávamos no prato principal. Depois de toda a minha conversa com Marlee, após perceber que eu queria com todas as minhas forças ser mãe, eu me senti extasiada. Extasiada por não saber o que dizer à Maxon dali a algumas horas, quando nos recolhêssemos no nosso quarto; extasiada de medo de estar tão nervosa no momento que não soubesse o que fazer; mas, principalmente, extasiada de desejo. Desejava a criança que ainda nem estava dentro de mim e, por Deus, desejava tanto Maxon que eu tinha vontade de gritar para todo mundo ouvir.

Tudo nele era convidativo; seus profundos olhos castanhos, seus lisos lábios rosados, sua pele macia, os músculos do seu peito. Eu não conseguia parar de arrepiar a cada centésimo de segundo que pensava nele. Ele sorriu para mim enquanto eu fitava o prato, desejando que ele virasse logo a sobremesa para podermos dar tchauzinho às pessoas e irmos para nossos aposentos reais. Meu Deus, por que ele tinha que ser tão... perfeito? Eu não conseguia agir quando ele me olhava daquele jeito, o que era idiota da minha parte já que éramos marido e mulher e eu já devia ter me acostumado. Maxon pôs a mão na taça e levou a boca; eu podia sentir essas mesmas mãos me tocando mais tarde, podia sentir os lábios que, naquele momento bebiam vinho, mordendo de levinho o meu pescoço. As marcas eram deixadas em meu corpo por meio do meu pensamento e, enquanto arfava, com os olhos fechados fantasiando tudo, quase não ouvi o chamado de May.

– Ames, o que você tem?

E então eu era o centro das atenções. Minha primeira ação foi corar, depois deixar os talheres caírem ruidosamente no prato e, após, minha garganta secar.

– Nada. Estou bem.

Mesmo sem se dar por satisfeita, ela deu de ombros.

A sobremesa era torta de morango — Isso merecia uma piada interna. Eu levava colheradas e mais colheradas à boca apenas por instinto. Eu já não sentia mais o gosto, já não me deliciava com o misto de sabores, eu só pensava em Maxon. Estava doente por ele!

– Meu Deus, é de chorar, viu. — May brincou. Apenas Maxon, eu, ela e Marlee rimos, ao passo que o restante se entreolhou com curiosidade.

A sobremesa, enfim, havia acabado. Meu coração palpitava tão fortemente contra a caixa torácica que eu tinha medo que alguém o ouvisse. Eu enxotava todos na sala de jantar com os olhos e, quando mamãe começou as despedidas, eu fiquei radiante. Os primeiros a irem embora foram mamãe, May e Gerad e Kenna, James e Astra. Astra aprendeu a dizer finalmente o meu nome, ao que todos ficaram maravilhados com sua fofura — Principalmente eu.

– Talvez você ganhe um priminho logo, meu amor. — Eu disse, pegando em seus tufos de cabelos ruivos e lisos.

Kenna e mamãe ergueram uma sobrancelha. Eu havia pedido conselhos a minha mãe sobre filhos quando decidi esperar e ela, com certeza, falou para Kenna.

– É sério? — Os olhos redondos de mamãe só faltavam saltar das órbitas.

– É. — Eu murmurei.

O sorriso das duas foi quase tão grande quanto o meu. Ambas me abraçaram com mais força, me desejando boa sorte. Com um último beijinho em Gerad, me despedi da minha família. Agora chegara a vez de Marlee. Ela me puxou para um abraço e sussurrou em meu ouvido:

– Só não exagere na dose.

Eu provavelmente teria corado em outros tempos, mas não agora que ela não podia ver meu rosto. Nós rimos, ela se despediu de Carter e se foi.

O rei e a rainha já haviam se recolhido e Orabella e Naomi nos desejaram boa noite quando já estavam nos últimos degraus da escadaria de mármore. Nicoletta arqueou uma sobrancelha desafiadora e eu correspondi mostrando a língua. Ela riu e nos desejou boa noite.

– Foi uma tarde divertida. — Maxon disse — Eu joguei bola com Gerad direto e, incrivelmente, não estou cansado.

Eu sorri por dentro. Aquilo era ótimo. Eu precisava dele bem desperto mais tarde.

– O que lhe cansa é o trabalho. — Eu respondi, ajeitando seus cabelos desgrenhados.

– Você deve estar certa. — Concordou e então nós subimos a escadaria.

Sentia minhas pernas bambearem a cada passo e, por tudo o que era mais sagrado, queria que meu vestido fosse maior para encobrir a tremedeira. Era como se fosse a minha primeira vez; os joelhos trêmulos, o coração acelerado, as unhas na boca sendo roídas. Respirando fundo, ordenei para mim mesma que eu me acalmasse. Funcionou.

O único cômodo do palácio que eu queria ver na minha frente finalmente apareceu. Ainda tentando controlar meu nervosismo, eu adentrei o quarto e o leve aroma de rosas vaguejou pelas minhas narinas. As flores estavam espalhadas por todo o quarto. Em jarros sobre criados-mudos, simplesmente soltas na penteadeira, decorando o arsenal de armas. Eu adorava rosas e as colocava em todos os lugares do palácio, pois dava um ar delicioso e ao mesmo tempo natural. Eu tinha sido muito inteligente ao trocar as rosas naquela manhã.

– Maxon? — Eu comecei. Ainda estava com o pé atrás devido a rejeição de algumas noites atrás.

– Sim?

– Estive pensando, sabe — Eu não sabia por onde começar e o meu autocontrole do nervosismo estava derrapando ladeira abaixo — , você seria um pai maravilhoso.

Ele sorriu e eu o odiei por isso. Não podia perder o foco naquele momento.

– Você seria uma ótima mãe, também.

– Não me interrompa. — Repreendi — Lembra aquele assunto que tínhamos conversado, sobre filhos? — Ele assentiu, a felicidade já ia tomando o seu rosto aos poucos — Então, eu havia lhe pedido um tempo. E esse tempo esgotou.

– E a resposta é...? — Quis saber, tomando minhas mãos e beijando o dorso de cada uma. Seus lábios em minha pele me causaram arrepios.

– Sim. Eu quero, Maxon, eu quero um filho. — Eu ataquei seu rosto e o beijei. Era um beijo tranquilo, calmo, sem indícios de luxúria. Podia sentir o sorriso de Maxon enquanto me beijava, podia sentir suas mãos vagando pelo meu corpo enquanto eu jogava meus braços ao redor do seu pescoço, o puxando para mais perto — Eu quero... agora... desesperadamente...

Estava tão maravilhada que nem percebi que estava com as pernas envoltas do quadril de Maxon, ele me segurando pelas pernas enquanto eu me prendia aos seus cabelos. Senti minhas costas serem imprensadas contra a parede e minhas mãos serem levadas para o topo da minha cabeça. Eu estava imóvel, petrificada, completamente entregue aos caprichos dele.

Os beijos começaram a se intensificar, passando de calmos e serenos para desejosos e vorazes. Maxon, mesmo com as mãos ocupadas segurando meus pulsos, conseguiu se livras dos sapatos e das meias. Eu já havia chutado os meus para longe e, depois de ele afrouxar o aperto nos meus braços, eu levei minhas mãos para o seu peito afim de desabotoar os milhões de botões de sua camisa. Ele precisou me ajudar com os últimos porque eu estava com os dedos trêmulos; eu ria de minha própria idiotice. Logo, sem camisa, eu pude observar toda a perfeição que era Maxon Schreave. Meu marido. Tudo aquilo era para mim. Movi meus dedos pelo seus braços, peito e abdômen. Seus músculos contraídos pela força de me segurar gritavam para que eu os tocasse e arranhasse... Eu não me contive a abrir o zíper de sua calça, tinha que fazer aquilo ou surtaria.

Precisamos nos separar depois de um tempo devido a falta de ar. Ele não se cansava de me olhar, de correr as mãos pela minha cintura e depois tirar os cabelos dos meus olhos.

– É, sério, America? — Perguntou, as pupilas dilatadas — Vamos ter um filho?

Eu espanei uma mecha loura para longe da sua testa. Maxon estava radiante, seu sorriso por si só já me fazia sorrir.

– Sim. — Respondi, jogando meus braços ao redor do seu pescoço novamente — Eu te amo, Maxon. Muito.

– Eu também te amo, America.

Começamos uma nova rodada de beijos, dessa vez, como se possível, com mais intensidade. Só percebi que Maxon havia se livrado do meu vestido quando senti os cobertores de seda sob mim enquanto Maxon me deitava delicadamente. A maciez do tecido, as mãos de Maxon segurando minhas costas e o zíper aberto de sua calça me deixavam maluca. Eu o amava, ele me amava... Isso era tudo o que eu poderia querer.

– Maxon... — Gemi quando ele desceu os beijos para o meu pescoço — Maxon, eu...

Ele pôs o dedo indicador em meus lábios e eu não consegui completar a minha fala.

– Shhhh, apenas fique quietinha, meu amor.

E foi isso o que eu fiz. Eu deixei que ele me conduzisse numa dança sincronizada de quadris enquanto eu perdia o foco de tudo, espantando qualquer pensamento da minha mente. Tudo o que eu precisava estava ali, bem pertinho de mim, me dando todo o amor do mundo. Eu fechei os olhos e abafei os gritos e gemidos pelo resto da nossa longa noite.

***

O dia amanheceu calmo e silencioso em Angeles e eu me perguntei se era isso mesmo ou ainda era o êxtase da noite anterior. A respiração de Maxon havia ficado mais fraca pouco tempo antes, ele ainda dormia. Meu ouvido pregado em seu tórax conseguia ouvir todas as palpitações do seu coração e, naquele momento, eu não conseguia imaginar um lugar melhor para estar. Nem mesmo meus cabelos grudados na testa me incomodavam.

Deixei o sol se levantar o máximo possível até que, quando isso aconteceu, eu me obriguei a tentar levantar. Mas me mexi muito na cama, fazendo Maxon despertar. Meu Deus, como ele tinha um sono leve.

– Bom dia, meu amor. — Eu disse, voltando a minha posição inicial, deitando minha cabeça novamente em seu peito e inclinado-a levemente para que nossos lábios pudessem se tocar. Ele sorriu, ainda tonto de sono.

– Bom dia, minha querida.

– Você dormiu bem? — Perguntei enquanto brincava com os dedos em seu peito.

– Eu não dormi, você não deixou. — Resmungou e logo tascou mais um beijo meu, exibindo o mais gigantesco dos sorrisos.

– Mas você bem que gostou. — Repliquei.

Ele riu e então respirou fundo com um ligeiro pesar.

– Eu poderia passar o dia inteiro aqui. — Disse, acariciando os meus cabelos.

– Isso é bem fácil de resolver: Fique.

– Não é tão simples assim, querida. — Revirei os olhos ao passo que ele sorriu — Eu te amo tanto, America.

– Hum... Tá. — Respondi.

?

– É, tá. — Repeti e logo me pus sentada na cama, passando as pernas ao redor do seu quadril, meus seios nus roçando em seu peito enquanto eu o segurava pela nuca — Você sabe que eu te amo, não me faça repetir.

– Eu faço sim. — Implicou, agarrando meus pulsos delicadamente e fazendo um calafrio percorrer por minha espinha — Quando uma pessoa diz que ama outra, esperasse que ela diga o mesmo. Então, vamos tentar novamente: Eu te amo tanto, America.

Eu aproximei meus lábios do seu ouvido e murmurei da forma mais sedutora que consegui:

– Então prove: Passe o resto do dia comigo — E completei: — E a propósito, eu também te amo.

Me dei por vencida quando ele insistiu que não poderíamos tirar folga e me contentei apenas com um banho. Entre beijos e mais beijos, o que menos fazíamos era tomar banho. Horas passavam-se como segundos quando estávamos junto, mas aquilo não era ruim; significava que cada momento ao seu lado era tão precioso que podíamos manipular o tempo, roubá-lo para nós ou apenas relaxarmos enquanto ele passava voando. Precisamos nos vestir apressados para não perdermos o café da manhã, mas, mesmo assim, quando chegamos à sala de jantar, todos já estavam abandonando seus lugares. Não sabia que horas eram e muito menos quanto tempo havíamos gastado em um simples banho, mas de uma coisa eu tinha certeza: todos os pares de olhos da sala estavam cravados em nós. Maxon sorriu e agiu naturalmente, mas eu... Corei tão violentamente que meu rosto ardeu.

– Desculpe, America, mas não nos contivemos a esperá-los. — Explicou a Rainha Araminna, visivelmente decepcionada consigo mesma.

– Não, eu que lhes devo desculpas. Eu... nós nos atrasamos um pouco. — Maxon puxou a cadeira para que eu sentasse quando viu que eu estava trêmula demais para fazer isto.

Nicoletta deu um sorrisinho sarcástico para si mesma, limpou os cantos da boca com um guardanapo e se levantou, acompanhada por Orabella e Naomi.

– Quando terminar, para o meu quarto. Você sabe onde é. — Nick disse.

– O.k., eu vou.

– Eu sei que você vai. — E todos saíram da sala, deixando para trás Maxon e eu.

Praticamente devorei o café da manhã, morta de curiosidade de saber o que Nicoletta queria — Que era, muito provavelmente, fazer alguma piadinha sobre o meu atraso e me perguntar sobre ontem. Iogurte, torradas com geleia de goiaba, tortilhas de limão, sucos, chocolate quente, pão doce, bomba de chocolate, bolos, rocamboles, frutas e queijo foram os alimentos que ingeri em pouco menos de dez minutos. Quando respirei fundo e me recostei na cadeira, os botões do meu vestido estufaram e eu tive que me endireitar novamente para que ele não rasgasse.

– Já? Para quê tanta pressa, meu amor? — Quis saber Maxon, seu tom de voz sedutor carregado me fazendo criar "borboletas na barriga".

– Nicoletta quer falar comigo. Tenho que ir.

Levantei-me da cadeira e dei um beijo nele, saindo apressada pela porta de madeira. Nicoletta, em vez de no quarto, me esperava na escadaria de mármore. Sentada nos degraus, os cotovelos nos joelhos e as mãos segurando o rosto, Nick estava conversando praticamente sozinha já que o guarda com o qual ela "falava" apenas balançava a cabeça.

– O que está fazendo aí? — Eu perguntei.

– Esperando Vossa Majestade. — E, se levantando e ajeitando a saia do vestido, pegou minha mão e me levou correndo para o segundo andar.

Tropecei em todos os degraus e os dedos mindinhos dos meus pés reclamavam da dor, mas Nicoletta não parecia se importar com isso. Correndo escada a cima, os cabelos voando pela velocidade, ela lançou um aceno ao guarda e nós entramos no corredor. Fui praticamente empurrada para o seu quarto, onde Orabella e Naomi já estavam. Nick fechou a porta e se jogou na cama, pedindo que as meninas afastassem para que eu pudesse me sentar também.

– Pense em um cara chato. — Ela disse — Pensou? Pois era aquele guarda. Ficava só balançando a cabeça quando eu falava, eu já estava para xingar ele.

– O que você queria? — Perguntei, direta.

– Queria que ele conversasse comigo normalmente, é claro.

Tsc — Revirei os olhos — , quis dizer o que você quer comigo.

– Ah, tá. — E, como se só agora tivesse se lembrado do que queria perguntar, disse, as sobrancelhas erguidas em tom de desafio: — Como foi, hein?

– Não acredito que me chamou aqui para isso. — Mentira! Esperava sim.

– Ah, vamos, America. Conte-me tudo! Iniciaram o processo de procriação?

Todas nós rimos. Orabella dava tapas no joelho de tanto rir e Naomi tentava parar para poder respirar direito. Quando a risadaria acabou, eu só queria fugir.

– Processo de procriação? — Perguntei, causando uma nova crise de risos.

– É, poxa! Já teremos um baby real?

Eu neguei com a cabeça, descrente.

– Não é assim, Nicoletta. Um bebê não se forma de um dia para a noite!

Ela bufou e se jogou de costas na cama, tomando mais espaço ainda.

– Vocês não estão fazendo direito então. — Reclamou. Eu ri.

– Gostaria de me ensinar, então, Alteza? Sua experiência no assunto me inspira, sabe. — Zombei e novamente nós rimos.

No fim, escapei do quarto quando criados entraram para arrumar as coisas das garotas. Eu já tinha me esquecido de que elas tinham que partir. Meu Deus, eu iria sentir muita falta delas. No finzinho da tarde, todos nos reunimos no Grande Salão para as despedidas. Nicoletta prometeu me visitar quando o bebê nascesse e, acompanhada do restante da Família Real, ela entrou na carruagem.

– Me perdoe novamente, America, pelo incidente de ontem. — Pediu a Rainha Araminna, à porta da carruagem.

– Está tudo bem, não tem pelo quê se desculpar. — Respondi. Ela balançou a cabeça, levemente constrangida com tudo isso. Araminna era, definitivamente, muito diferente de Annelysie.

A carruagem partiu, mas, mesmo assim, Maxon e eu continuamos a observar o horizonte até o anoitecer. Sentiria falta das conversas no jantar e das piadas de Nicoletta. Até mesmo da ingenuidade de Daphne eu sentiria falta. Quando as estrelas começaram a salpicar o céu, Maxon e eu entramos no palácio silencioso. Apenas nós, a extensão da nossa casa e as várias pessoas que nos servem. Enfim, tínhamos voltado a nossa vida normal. Nossos afazeres reais recomeçariam no dia seguinte e não, eu não estava preparada para isso.

– No que está pensando? — Maxon perguntou, segurando meu queixo e me dando um beijo terno nos lábios.

– Em como vamos custar a sair da rotina novamente. — Eu disse e logo me arrependi disso — Não que eu esteja reclamando porque não há um lugar onde eu mais queira ficar senão ao seu lado, é só que... Banho. Café. Afazeres reais. Dormir.

Ele sorriu, provavelmente achando engraçada a minha rotina que eu acabara de criar.

– Nossos filhos vão pôr nossas vidas tão de cabeça para baixo que você sentirá falta da estabilidade.

Essa foi a minha vez de sorrir. Olhando para os lados para ver se alguém estava no Grande Salão conosco, ele me puxou contra seu corpo e levou os lábios bem perto do meu ouvido direito.

– Acha que apenas uma vez nos dará filhos? Não estou me confiando muito nisso não...

Sua voz tão perto da minha nuca me fez arrepiar.

– E o que você sugere, então? — Indaguei, tentando imitar, falhadamente, sua voz sedutora.

– Você sabe o que eu sugiro.

Ele me pegou pelas pernas e me levou escada acima nos braços. Esmurrei seus braços e ombros até me cansar, implorando que ele me soltasse, mas ele não o fez. Não até que chegássemos ao quarto. Espera, mas não foi para o quarto que ele me levou, e sim para o escritório. Me pondo novamente no chão, ainda rindo dos meus soquinhos, ele foi buscar uma papelada em uma gaveta. Estava curiosa para saber o que poderia ser mais importante do que o "processo de procriação" para Maxon. Com alguns papéis em mãos, ele retornou para mim, um sorriso radiante tamborilando em seus lábios — E em seus olhos.

– America, você precisa saber de algo antes. — Ele disse e me estendeu a papelada.

Eu gelei.

O que poderia ser? Algo sobre guerras em Illéa ou manifestações anti o governo de Maxon? Ou até mesmo novos atos rebeldes sulistas? Estava trêmula quando comecei a passar as folhas, até que me lembrei de que Maxon não estaria sorrindo se fosse o que eu achava. Um peso foi tirado das minhas costas quando eu li toda a folha e a felicidade me tomou. Meu coração palpitando forte, minha boca entreaberta, tudo em mim sendo corroído pela esperança. Eu não duvidava de que Maxon fosse capaz disso, mas achava que demoraria mais. Finalmente, a liberdade estava chegando.

– Maxon, isso quer dizer que...? — Eu insisti, temendo não ser o que eu pensava.

– Sim, minha querida. A Casta Oito acaba de deixar de existir.

Notas finais
Aêêêê! finalmente uma Casta a menos 。^‿ ^。 Espero realmente que tenham gostado :3 Posto o próximo capítulo na quinta-feira, eu acho... Comentem aí, favoritem e acompanhem :* aMO VOCÊS, BEIJINHO *--* P.S.: Vocês não estão achando que a vida da America tá perfeita demais, não? Hu3hu3hu3, é melhor absorverem o máximo de felicidade nesse capitulo porque, a partir do próximo, vou começar a sugar isso de vocês ◑ω◐ Tchauzinho 3:)