Notas iniciais
Hoe gente *-------------------------------* Como estão? Eu disse que ia postar ontem? Disse. Eu postei? Não. E isso prova o seguinte: Nunca confie nos horários de um escritor! Nem vou pedir desculpas porque eu sei que isso vai voltar a se repetir :p :3 Obrigada por todos os comentários de vocês, vocês são divos :3 :3 Beijinho, boa leitura e até lá em baixo ^^

Os dias foram se passando tão rapidamente que nem acreditei quando a terça-feira chegou. Dali a apenas um dia, a monarquia francesa voltaria para seu país, me livrando de um grande peso nas costas. Ainda não tivera tempo de conversar com Daphne e, sinceramente, nem sabia se isso era a coisa mais prudente a se fazer. É certo que essa dúvida estava me matando, mas, talvez eu só arranjasse problemas maiores indo atrás de explicações. Sabia que Maxon não estava me traindo, confiava nele cegamente e sabia que ele me amava, mas, por outro lado, ficava com um pé atrás por ele não ter querido me contar. E, como se tudo isso já não bastasse, o clima entre a Rainha Araminna e a Rainha Annelysie estava mais do que pesado.

E, em mais um almoço, eu me sentia completamente deslocada de tudo. A Duquesa Munike conversava alegremente com Orabella e Naomi, e Maxon e os reis da França e Itália discutiam algo referente à política. Eu estava sentada entre Daphne e Jeremy, ou seja, completamente isolada de qualquer conversa que me oferecesse pelo menos um pouco de ânimo. Me peguei várias vezes olhando para Daphne e cutucando a orelha, até me lembrar de que ela nunca entenderia isso. A cada garfada que eu levava a boca, sentia mais e mais necessidade de tirar essa história a limpo, afinal, isso estava acabando comigo.

– Jeremy, filho, está se sentindo bem? — Perguntou Araminna em sua voz calma e doce que me fazia lembrar de Amberly.

Ele apenas assentiu com a cabeça, as bochechas corando por ter chamado a atenção no almoço. Ele realmente era um garoto esquisito, sempre caladão, na dele. Nunca interagia com ninguém. Ultimamente, reparei que ele passa o dia todo lendo o mesmo livro. Sempre o mesmo, sempre, sempre... Já tentei conversar com ele algumas vezes porque, aparentemente, estava tão deslocada aqui dentro quanto ele, mas ele só respondia "sim" ou "não" e "aham". Ele era... irritante!

– Sabe, poderíamos aproveitar a última tarde de estadia da Família Real Francesa ficando no Salão das Mulheres. — Disse Nicoletta.

– Hum, seria ótimo. — Para minha surpresa, a Rainha Annelysie concordou.

– America, Orabella, Naomi, Daphne, mamãe, Duquesa Munike?

Todas responderam "sim" em uníssono, ao passo que eu apenas concordei com a cabeça.

Depois do almoço, como planejado, todas nós nos encaminhamos para o Salão das Mulheres, eu conduzindo todas é claro. Desde que a Seleção acabou, eram raras as vezes em que eu ia ao Salão. Às vezes, quando Marlee vinha passar a tarde comigo, nós ficávamos relembrando os bons momentos da Seleção, mas, claro, não era a mesma coisa. Não era como passar a tarde com trinta e quatro garotas obcecadas por um mesmo objetivo.

A tarde se tornou mais animada do que eu esperava. Nicoletta passou horas pintando minhas unhas já que eu as borrava direto; a duquesa ficava lendo revistas com Orabella e Naomi e as rainhas se sentavam uma de cada lado do Salão, ora lendo livros, ora conversando com alguém a distância. Daphne era a mais quieta de todas. Quando não estava sentada, olhando para o nada, ela ficava vagando pela sala, de um lado para o outro. O livro que ela lia, reparei, era o mesmo de Jeremy. Fiquei me perguntando se ele a havia emprestado, mas vi que a capa do dela estava mais gasta que a dele.

– Psiu! — Chamou Nicoletta, me trazendo de volta à realidade.

– Ah, o que?

– Você perguntou? Falou com Daphne? — Ela murmurava quase inaudivelmente.

– Não. Não sei se tenho coragem. — Respondi, sincera.

Ela apenas revirou os olhos.

– Ei, Daphne! — Ela gritou, abanando os braços no ar, tentando chamar a atenção da francesa — Vem cá!

– Nicoletta! — Repreendi. Meu coração pulsava tão fortemente que era difícil ouvir minha própria voz.

– Shh! E é "Nick" e não "Nicoletta". — Replicou.

Daphne pareceu ter saído do seu mundinho particular e se juntou a nós, se sentando ao meu lado. Ela não fez menção em perguntar o que Nick queria, apenas ficou sentada, segurando o livro com toda a força, alisando a capa com os longos e magros dedos. Mechas do seu cabelo loiro-branco caíam sobre seus olhos azuis e sua perna parecia ter uma espécie de tique nervoso, o salto do sapato batendo no chão de mármore.

– O que é? — Perguntou depois de um suspiro.

– Achei que não fosse perguntar. — Desdenhou Nick.

– Sem gracinhas, Nicoletta!

Ergui minhas sobrancelhas para ela, finalmente a encarando. Essa ação parecia ter a envergonhado, pois ela baixou a cabeça para seu livro e corou. Havia algo a mais entre as monarquias francesa e italiana? Qual o real motivo para os dois países terem se tornado inimigos? A Rainha Annelysiah não gosta da Rainha Araminna, Daphne não gosta de Nicoletta...

– Não acredito que ainda não superou aquilo. — Acusou Nicoletta.

– Foi traição, Nicoletta. Você nos traiu.

– Você sabe que não foi assim, sabe o que realmente aconteceu. — Nick se defendeu.

– Foi sua palavrra contra a da minha mãe, em quem acha que eu posso confiar? É claro que é nela.

– Eu realmente achei que ela estava do nosso lado, que droga! Nunca foi minha intenção acabar com...

Nicoletta deixou a frase suspensa no ar quando Daphne levou as mãos ao rosto e começou a chorar. Eu não sabia o que fazer; estava no meio de uma confusão, via a hora as duas baterem uma na cara da outra, e, do nada, Daphne começou a chorar! E, mais uma vez, a Rainha America não sabia o porquê. Eu nunca sabia de nada aqui dentro, pelo visto.

– Oh, Daph, me desculpe, eu não queria...

– Você é má, Nicoletta, você é má! É claro que queria me ver longe dele, é claro. Nunca suportou ver-nos juntos e felizes! Você é cruel, e nunca amará ninguém!

Daphne se levantou, gritando com Nicoletta, fazendo todas as conversas cessarem. Busquei apoio em todas as outras no Salão, mas nenhuma delas estavam olhando para mim é claro. Annelysie tentou chamar a filha e dizer que isso não eram modos de uma princesa, mas Daphne ignorou a mãe.

Num impulso insano, me levantei do sofá e peguei a mão de Daphne, tentando fazer com que ela ficasse.

– Princesa, fique, tentem conversar...

– Você não sabe de nada, America! Não sabe de nada! Então, por favor, non se entrometa.

E saiu, pisando firme, os saltos tilintando no piso de mármore. A última visão que tive de Daphne foram seus cabelos voando ao cruzar a porta, as mãos trêmulas enxugando as lágrimas que não desistiam de cair.

– Mas o que foi tudo isso? — Questionou Munike, despertando-nos de nosso torpor.

– O que você fez, garrota peste? — Se levantou Annelysie, as narinas infladas, voando para Nicoletta com todo o ódio possível.

E, pela primeira vez em todo o tempo em que a conhecia, Nicoletta recuou, juntando os pés no sofá e tentando escala-lo de costas.

– Diga, sua destrambelhada, o que fez para minha filha? — Gritava a rainha, gesticulando com as mãos.

Eu ainda estava em pé e vi o momento em que a mão da rainha se ergueu pouco acima de sua cabeça. Em câmera lenta, pude observar a expressão de horror de Munike e a tentativa falha de Naomi objetar. Não era do meu feitio agir com precisão em situações difíceis, mas eu o fiz e, da mesma forma que segurei a mão de Daphne, eu segurei a da sua mãe. Ela me fuzilava, os olhos arregalados.

– Você teve a ousadia de me impedir de algo? — Sibilou.

– Desculpe, Majestade, mas você está no meu palácio, na minha casa, e enquanto esse lugar me pertencer, ninguém vai pagar pelas suas crises de ódio. Em vez de ficar se preocupando com o que Nick fez, por que não vai atrás da sua filha? — As palavras me escaparam.

Eu sentia o sangue ferver sob minhas veias, tinha vontade de pular em seu pescoço e a encher tapas, mas eu me contive. Eu não era como ela. E, antes que mais uma palavra fosse dita, ela torceu a mão e se livrou de mim. Com um último olhar fuzilante para Nicoletta, ela saiu do Salão, levando seus resquícios de ódio consigo.

– O que diabos foi isso? Do que você e Daphne estavam falando? Por que ela saiu daquele jeito? Por que a rainha partiu para cima de você? — Perguntei, eufórica, andando de um lado para o outro.

Céus, o que tudo isso poderia resultar? Agora, além de eu não ter mais a chance de saber o que estava acontecendo da boca de Daphne, Illéa perdeu um aliado. Porque, sim, a rainha com certeza daria um showzinho para o marido. Alegaria que Illéa não era digno de ser aliado deles, alegaria que eu não tinha o mínimo de classe... Estaremos perdidos em pouco tempo!

Mas quer saber? Eu não me arrependia disso. Não me arrependia de ter defendido Nicoletta. E não importava quantos aliados perdêssemos, nada nunca compensaria ter deixado Nick nas mãos da rainha. Porque é isso que amigos fazem: Não importam as consequências, eles sempre defendem uns aos outros.

– America, eu não posso... — Disse Nicoletta, à beira das lágrimas.

– Não pode o que? Não pode me esclarecer essa história toda?

– Talvez... talvez você devesse perguntar à Daphne...

– Eu estou perguntando à você!

Orabella e Naomi correram para ela, tentando acalma-la. A rainha Araminna vinha logo atrás, abraçando a filha. Vi Munike sair do Salão de fininho e então reparei que não conseguiria arrancar nada de Nicoletta. Ninguém queria me contar, ninguém confiava em mim e, se era desse jeito, o que diabos eu estava fazendo aqui?

Dei meia volta, minhas orelhas esquentando e bati a porta ao sair. Ouvi a voz da rainha chamar meu nome, mas ignorei. Certamente ela iria dizer que sua adorável filhinha não tinha condições para me contar absolutamente nada.

Todos os corredores se pareciam iguais enquanto eu vagava pelo palácio. Perdi a conta de quantas vezes subi e desci as mesmas escadarias, passando pelos mesmos guardas enquanto o mesmo piso de mármore fazia os mesmos barulhos ao ser atingido pelos meus mesmos saltos. Mas, por incrível que pareça, eu não sentia vontade de chorar. Eu não tinha a vontade de me enfiar debaixo das cobertas e só sair de lá quando um novo dia amanhecesse. Eu só queria me manter em movimento, manter minhas pernas ocupadas enquanto eu tentava manter minha mente distante.

Havia algo entre as monarquias que eu não conseguia entender, algo que não parecia ser digno de eu saber. Algo que Maxon também sabia... E agora, mais do que nunca, eu tinha certeza de que não era uma paixonite de Daphne para com Maxon. Era algo mais sério, algo capaz de fazer dois países virarem inimigos. E se nenhum intermediário queria me responder, eu deveria buscar a verdade com a fonte desses problemas.

A busca por Daphne no gigantesco palácio foi em vão durante o resto da tarde. Biblioteca, jardins, passagens secretas, quartos e até mesmo a cozinha foram os pontos de refúgio que me vieram a mente naquele momento. Mas em nenhum deles eu consegui encontrá-la. Nenhum guarda, nenhuma criada, absolutamente ninguém sabia do paradeiro da francesa e meus pés já estavam começando a latejar. Eu balançava os sapatos em meus dedos enquanto andava e enrolava as pontas do meu cabelo, nervosa. A cada sombra que via na parede eu já me endireitava, pronta para o caso de ser ela, mas nunca era.

Duas criadas me reverenciaram e já estavam tomando seus rumos quando eu as parei.

– Ah, oi. Vocês por acaso não viram a Princesa Daphne por aí não, não é? — Perguntei, um fiozinho de nada de esperança se formando em meu peito.

As duas se entreolharam.

– Não deveríamos contar, Majestade. — Disse a primeira.

– Ela nos pediu discrição. — Complementou a outra.

– Sou sua rainha e estou pedindo que me digam o paradeiro dela. — Apelei, sentindo meu peito inflar com a pequena ideia de finalmente encontrá-la.

Elas suspiraram em uníssono.

– No banheiro das criadas, Majestade. — Disseram.

Eu as agradeci imensamente e corri adiante até me lembrar de que eu não sabia onde o banheiro ficava. Dei meia volta.

– E onde é que fica? — Questionei, envergonhada por não saber todos os lugares do palácio.

– Primeiro andar, próximo a cozinha. Um quadro com um jarro de flores amarelas identifica a entrada. — Responderam.

– Obrigada. De novo.

E saí correndo para o primeiro andar, descendo as escadarias com total ânimo. A falta de sapatos nos meus pés me faziam escorregar direto no piso encerado, mas, por sorte não caí nenhuma vez. A cozinha já estava alguns metros à minha frente, me fazendo diminuir a velocidade. Um guarda me parou e perguntou se eu estava bem. Só reparei que esse guarda era Aspen um bom tempo depois.

– Ah, oi. Onde fica o banheiro das criadas? — Perguntei, ajeitando a coroa na minha cabeça.

– Vossa Majestade está bem? — Ele perguntou. Revirei os olhos.

– Por favor, Soldado Leger, onde fica...?

– Próximo corredor à esquerda.

E, mais uma vez, saí correndo. Podia sentir os olhos de todos pregados em mim, mas eu não ligava. Deveria, mas não ligava. Fiquei, então, me perguntando se alguma vez na vida a Rainha Amberly já fez uma coisa dessas, correndo à toda velocidade pelo palácio. Certamente não, ela era uma lady!

Um grande quadro de um jarro de flores amarelas me fez frear a corrida. Não havia maçaneta próxima ao quadro e muito menos dobraduras identificando a porta. Era simplesmente uma parede normal... Com um archote apagado a um canto. Durante a Seleção, Maxon me mostrou passagens secretas e me ensinou a identifica-las. Eu não era uma especialista naquilo, mas, com toda a certeza, aquele archote não estava ali por acaso.

Foi quase de imediato que a passagem se abriu quando eu puxei o archote para baixo, revelando um grande banheiro. Todo de mármore branco, enumeras cabines de banho, várias pias ao centro que mais se pareciam uma fonte de praça e as torneiras de prata com o brasão de Illéa. Não sei o que eu imaginava, mas com certeza nunca esperei encontrar um banheiro tão grandioso assim.

Assim que adentrei nele, meus pés ficaram molhados. O piso estava todo cheio d'água, um dos canos estava arrebentado, espirrando água para tudo quanto era lado. Mas foi um pontinho azul sob uma pia que me chamou mais a atenção. Daphne estava encharcada — Tanto de água quanto de lágrimas. Ela nem sequer se parecia mais com a princesa delicada e angelical que eu vi chegar; seus olhos estavam inchados e toda a maquiagem havia escorrido.

– Já disse que não preciso de ajuda, Margarida. — Ela disse pouco antes de eu me sentar ao seu lado, sentindo o meu vestido começar a encharcar.

– Não é Margarida.

Ela tentou se levantar, se recompor, mas eu a fiz sentar novamente. Tirei minha coroa e pus ao meu lado, amarrei meu cabelo num coque para que os pingos de água do cano arrebentado não o molhassem e perguntei:

– O que houve?

Ela bufou, tirando os cabelos dos olhos.

– Você não iria entender.

– Não se você não me contar. — Insisti.

– É tudo tão complicado, Majestade, eu não sei mais o que fazer. — Ela recomeçou a chorar, apoiando a cabeça no meu ombro.

– Farei o possível para entender.

Eu já estava começando a achar que ela também não ia me contar o que diabos estava acontecendo, mas ela fungou o nariz e começou.

– Tudo começou quando a Família Real Italiana foi nos visitar. Eu tinha catorze anos. E Jeremy também. Quase que imediatamente nós ficamos amigos, mas eu queria mais. Eu... eu estava apaixonada por Jeremy. Era o meu primeiro amor e eu não sabia como lidar com isso... Nós passávamos horas e horas juntos, apenas fazendo nada, olhando da sacada para os jardins, ele mexendo em meus cabelos e eu, brincando com as medalhinhas em seu paletó. E, um tempo depois, pouco antes de os italianos irem embora, Jeremy disse que meu sentimento por ele era recíproco e toda a minha vida começou a mudar. Nós namorávamos à distância, mandávamos cartas e, quando nossos pais não viam, telefonávamos um para o outro. Você deve estar se perguntando: Por que vocês não assumiram o namoro? Pois é, mas não era tão simples como você imagina.

"A minha mãe e a Rainha Araminna sempre se detestaram. Elas viviam brigando e era um milagre a Itália e a França permanecerem aliadas. Mas a minha mãe sempre deixou bem claro como repugnava quem quer que fosse daquela família, e especialmente Jeremy. Para ela, ele era um demente por ser sempre tão quieto e calado e não se interessar pela política do seu país, ela dizia que ele não estava pronto para ser um rei. Foi quando Nicoletta descobriu o nosso namoro escondido. Ela dizia que dava o maior apoio para nós dois e, não importava o que precisássemos, podíamos pedir ajuda à ela.

"Jeremy e eu arrastamos nosso namoro até os dezesseis anos. Nos víamos quando haviam encontros entre os países e fazíamos desses pequenos encontros os melhores das nossas vidas. E então acabou, acabou tudo, porque Nicoletta... — Daphne engasgou e recomeçou a chorar, dizendo uma palavra entre cada soluço — ... contou... a... mamãe... do nosso... namoro."

– Não acredito que Nicoletta possa ter feito isso. — Confessei, ainda um pouco alheia a toda a história.

– E ela jura de pé junto que não fez. Ela inventou uma história maluca para se safar, disse que mamãe tinha embebedado ela para que ela contasse o que sabia sobre nós dois. Minha mãe nunca faria isso, ela pode ter todos os defeitos do mundo, mas não posso acreditar que ela faria isso. Ela não seria tão baixa a esse ponto. — Explicou.

– E o que aconteceu depois? Quando sua mãe descobriu o namoro de vocês? — Quis saber.

Ela espirou fundo, parecia que, a cada palavra, seu coração se desintegrava mais e mais.

– Ela acabou com todo e qualquer laço que eu poderia ter com Jeremy; ela acabou com a aliança entre França e Itália, me empurrou para duques e condes de outros país, afim de me fazer esquecê-lo e deixou Jeremy ciente de que, qualquer aproximação entre nós dois, resultaria o fim da paz no mundo. Jeremy é altruísta e, bem, eu também... Pelo bem de todos, nós nos separamos.

– E você ainda ama Jeremy? — Questionei, as perguntas aflorando em minha mente.

– Sim, com todo o meu coração. E eu sei que a recíproca é verdadeira.

– Mas e Maxon? Você não estava interessada nele? Você não está interessada nele?

Ela arregalou os olhos e ergueu as sobrancelhas.

– Maxon? Maxon? É claro que não! Confesso que já gostei dele, mas era coisa de criança, eu tinha apenas doze anos. Era apenas paixonite! E o que faz você pensar que eu ainda gosto dele? Mesmo depois de tudo o que eu te falei?

Ela parecia horrorizada com tal ideia e eu imediatamente me senti vergonha de ter desconfiado dela e principalmente dele.

– Você não parava de olhar para ele no chá da tarde e, no primeiro jantar, você o chamou para conversar e ele não quis me contar o que era à noite. Vocês lançavam piscadelas uma para o outro e ele ficava elogiando você o tempo inteiro. Eu não tinha motivo? — Falei, enumerando nos dedos todas as coisas suspeitas que me faziam pensar coisas inimagináveis.

Por incrível que pareça ela riu de tudo, dava altas gargalhadas, a expressão de tristeza em seus olhos se dissolvendo.

– Não acredito que pensou que eu ainda gostava dele e muito menos que ele estava... te traindo!

– Nunca pensei isso!

– Pensou sim. — Corei — Eu amo Jeremy e seria incapaz de olhar para outro homem com outros olhos, principalmente para Maxon que é apenas meu amigo e é casado! Você é maluca, Majestade. — Brincou, enfatizando o "Majestade" — Na noite do jantar, pedi ajuda à Maxon. Pedi para que ele nos reaproximasse, mas não está funcionando.

E então eu percebi. Não era para Maxon que ela olhava, era para alguém um pouco atrás dele: Jeremy; Tudo o que ela queria era a ajuda de Maxon para ficar com Jeremy novamente. Os elogios eram para fazer Jeremy olhar para Daphne novamente. Ela não tinha interesse algum em Maxon, porque era o príncipe italiano quem ela amava. Era Jeremy, o tempo todo era ele.

– O que posso fazer por você para desfazer esse mal entendido? — Perguntei, envergonhada por tudo o que eu havia pensado sobre ela.

– Faça as pazes com Maxon. Peça desculpas, pois eu sei que vocês brigaram, isso é notável. Vocês são tão lindos juntos, um casal invejável. Não desconfie dele assim, ele nunca olharia para outra mulher porque você é tudo para ele. Chega a ser irritante ficar perto de vocês dois; paixão irradia dos dois lados. Não deixe isso acabar por besteira. Vocês se amam e isso é tudo o que importa — Disse.

– Mas e quanto a você? — Insisti.

– Faça o meu amigo feliz. Isso para mim já basta.

Eu assenti, querendo enfiar minha cabeça dentro de um buraco para ninguém me ver. Agora eu sabia a verdade, sabia sobre Daphne e Jeremy e sabia que Maxon estava apenas tentando ajudar. Mas continuava sem compreender muita coisa: Por que as rainhas se odeiam? Por que Nicoletta morre de medo de Annelysie? Por que ninguém queria me contar?

– Há mais coisas que eu deva saber? — Eu perguntei, ligeiramente intrigada com tudo.

– Sim. Eu posso te contar no caminho.

Notas finais
Tcharãããã! Não deu pra entender muita coisa, eu sei! Mas no próximo capítulo teremos explicações melhores, então, não morram antes disso :p :p Eu lovo você, beijão e até não sei quando (Juro que não prometo mais uma data para postar porque... né!) P.S.: Continuem comentando e façam essa pessoinha aqui feliz :3 :3