Notas iniciais
~Mais uma vez na história das notas iniciais do Nyah::::::::~ Desculpa, gente, por ter demorado tanto assim pra postar esse capítulo. As provas estão me dando até pesadelos, consigo nem revisar um capítulo direito sem pensar em álgebra e física... Heeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeey! Duvidé-ó-dó vocês acertarem que dia é hoje, então, vou facilitar as coisas pra vocês:::::: HOJE É O ANIVERSÁRIO DE TRÊS MESES DESSA FANFIC (*Palmas*) Cara, passou tão rápido, e ao mesmo tempo parece que comecei ela ontem... Agora, me digam vocês, valeu a pena gastar três meses lendo TNR? E essas notas gigantes? Haha Ain meu Deus, vocês são ão fofos *-------------* Adoro os comentários de vocês :3 Queria agradecer também a mais nova recomendação (Mrs Beifong, sua lienda :*) que me deixou tão feliz que quase chorei :') E não, isso não foi exagero. Mas enfim. O capítulo tá meio curto, mas o próximo (Tchan tchan tchan TCHÃÃÃÃÃN) é o último ;---------------; Sim, pessoas, o próximo é o último capítulo. Quer dizer, não propriamente dito porque ainda vou escrever um epílogo ( *3* ) e, possivelmente, um bônus que no próximo capítulo eu explico direitinho o assunto e vejo se vocês querem que eu faça, mas, ainda assim, é o último. Tão feliz e ao mesmo tempo tão triste... Continuando: Boa leitura, provavelmente vocês encontraram alguns erros aí porque eu tô bêbada de sono e não consigo mais nem enxergar, então, caso encontrem, me avisem. Amo vocês e até lá em baixo :*

Levantei-me da cadeira e comecei a recolher os pratos, tentando manter minha mente ocupada. Nos últimos dias, estava mais elétrica do que nunca, tentando a todo custo ajudar de alguma forma, manter-me ativa. Ficar parada significava tempo livre. Tempo livre significava pensamentos importunos. Pensamentos importunos me traziam saudade, e era exatamente disso que eu tanto queria fugir.

Por um lado, sabia que estava agindo como uma idiota. Afinal, eu já tinha tomado minha decisão, escolha feita, ponto final. Mas, por outro lado, sentia-me receosa com a minha chegada ao palácio, minha cabeça sendo atormentada por constantes "e se". Maxon tinha todo o direito de estar chateado comigo, afinal, eu o havia deixado à deriva de respostar por um bom tempo e nada mais justo seria que eu respondesse tudo o mais rápido possível. Mas, mesmo assim, mesmo reconhecendo meu, de certa forma, erro, não me sentia pronta para encarar o que vinha pela frente. Minha vida viraria do avesso e pouco eu poderia fazer para que ela desvirasse. Não só com Maxon, na vida que eu descobriria ao seu lado, mas também como mãe de Eadlyn e rainha de Illéa. Era demais para me fazer aceitar de uma vez só.

Deixei um prato cair com um ruído estridente na pia, fazendo-o trincar com o baque. Respirei fundo e tentei me concentrar na louça enquanto podia. Não era para pensar na vida que eu tinha brigado com mamãe e Kenna para lavar a louça.

– Precisa de ajuda com os pratos? — Nicoletta perguntou, surpreendendo-me ao chegar silenciosa. Quase deixei outro prato cair, dessa vez em cima do meu pé.

– Ah, não, não. Posso cuidar di...

Não pude terminar a frase, Nicoletta já estava pegando um pano para enxugar os pratos. Ergui as sobrancelhas. Não havíamos tido muito tempo para conversarmos à sós já que a casa era cheia por tempo integral, mas ela parecia estranhamente convidativa para uma conversa.

– Então... Sabe mesmo enxugar isso? — Desdenhei. Ela riu — Quer dizer, nunca deve ter feito isso na vida.

– Ah, não deve ser tão difícil assim quanto parece...

Voltei-me para a louça novamente, ora ou outra fazendo a água bater em uma colher, molhando-me. Esmoreci com as panelas que ainda me aguardavam quando finalizei com os pratos e talheres, mas não desisti deles. Quanto mais louça, mais mente ocupada. E isso era bom. Eu acho.

– O que faz aqui? — Nicoletta perguntou, sobressaltando-me novamente.

– Como assim "o que faço aqui"? — Indaguei, entregando-lhe mais panelas para serem enxutas.

– Ué, você deveria estar no palácio, não...?

Suspirei. Por favor, outra Willa não...

– Precisava de um tempo para pensar. — Limitei-me a dizer, sem desviar os olhos nem por um segundo da louça.

Ela deu uma gargalhada curta.

– Pois não parece, já que luta pelas louças em vez de lutar por um pouco de sossego para pensar.

Cerrei os olhos e entreguei-lhe uma frigideira.

– É que já pensei o suficiente.

– Ótimo, então já pode tomar sua decisão e zarpar daqui.

Encarei-a com injúria. Ela estava realmente me expulsando?

– Isso é uma deixa para eu sair daqui? — Cruzei os braços molhados sobre o peito, sem nem sequer me dar ao trabalho de fechar a torneira.

– Não! — Exaltou com surpresa — Isso é uma deixa para você viver sua vida.

Bati o pé no chão e ergui a sobrancelha, esperando mais explicações. Ela suspirou, fechou a torneira que ainda derramava água e se sentando numa bancada de mármore que servia de suporte para as louças secarem.

– Já está mais que na hora de você voltar para seu verdadeiro lar. Só está se iludindo aqui, achando que esse lugar — Apontou para tudo em um gesto abrangente — é sua casa. Sua casa está não só naquelas paredes suntuosas do palácio. Está em cada pessoa que eu sei que você sente saudades.

Descruzei os braços e os deixei pender. Eu era tão transparente assim?

Analisei o rosto de Nicoletta. Loira, pele bronzeada, olhos claros, sobrancelhas bem feitas, lábios cheios... Uma coroa na cabeça e era a princesa que todos diziam ser. Mas, ali, na cozinha da casa de mamãe, com os cabelos presos em um coque frouxo e usando jeans cochados de Kenna, parecia tão comum quanto eu. O que não significava ser boa coisa.

Seus olhos se tornaram suplicantes e ela apertou minhas mãos entre as suas.

– Por favor, faça isso logo. Volte para aquele palácio e não desista de Maxon. Não jogue sua felicidade fora. Nem sempre as pessoas estão dispostas a aguardar o tempo que seja preciso.

Puxei minha mão da sua de uma vez, assustada.

– Não me leve à mal, mas não faço a menor ideia de quem você seja e, sinceramente, não falo sobre minha vida particular com desconhecidos. — Contradisse, irritada.

Ela sorriu com deboche para os próprios joelhos e começou a balançar as pernas. Voltei a cruzar os braços sobre o peito.

– Você é tão egoísta. — Insultou, ainda sem me olhar.

– Como é que é?

– Foi o que você ouviu. — Deu de ombros. Respirei fundo. Quem ela pensava que era para jogar mais ainda na minha cara que eu era egoísta? Já não bastava eu...

– Escuta aqui, acha que é minha culpa se eu quase morri durante um parto? Que é culpa minha eu ter perdido a memória e não saber quem é minha própria filha? Acha que é minha culpa eu estar com um pé atrás em iniciar um relacionamento com alguém que não conheço? Acha que gosto de estar alheia a tudo o que aconteceu em dois anos? — Berrei, incrédula. Ela permaneceu com a face impassível. Argh, eu só queria um buraco para enfiar minha cabeça!

– Não, eu não acho. — Respondeu por fim, tão calma quanto alguém podia ser — Não disse que você tinha culpa de tudo isso. Disse que você é egoísta, é diferente.

Praguejei o vento com todas as palavras sujas que sabia e chutei a parede. Meus dedos doeram e eu precisei segurar meu pé, pulando em um pé só como uma idiota. Seria tão difícil assim se teletransportar dali?

– E por que me acha egoísta? — Questionei, depois de me recuperar. Meus dedos ainda latejavam um pouco, mas ignorei essa dor.

– Porque você é. — Afirmou sem esboçar nenhum sentimento nas palavras — Você só pensou em você quando veio para cá, sem se dar ao trabalho de avaliar como Maxon ficaria com sua partida. E pior, você abandonou sua filha! Você é egoísta e ponto final.

"Ah, e tem mais. Você pode recuperar suas memórias a qualquer momento, é só querer, mas não. Você apenas se conforma com essa sua situação lastimável. Você não quer ter suas memórias de volta por medo. Medo de que esse mundinho que você acabou de descobrir se esvaia pelo ralo. Medo de voltar para as obrigações. Medo das coisas não voltarem a ser como era antes. Você tem medo de viver e isso me enoja!"

Encostei-me à parede com descrença. Se a intenção de Nicoletta era me ajudar, não estava dando muito certa. Encarei-a por um longo tempo, tentando decifrar o que estava nas entrelinhas do seu rosto, mas ela não sugeria nada. Olhar para o seu rosto era como me olhar no espelho. Eu só via o vazio, e isso me deu angústia.

– Por que está dizendo isso? — Indaguei, medindo cada palavra que eu dizia. Era como se eu estivesse com medo de, a qualquer momento, ela pular em meu pescoço e começar a rasgar minha garganta com seus próprios dentes.

– Porque, apesar de tudo, ainda me sinto como sua amiga. Você me ajudou como ninguém enquanto eu estava aqui e essa é minha oportunidade de retribuir. Você provavelmente deve estar fula da vida comigo, mas eu realmente não ligo. Se para você ser feliz eu precise fazer com que você me odeie, eu faço isso.

– Você é louca. — Acusei, jogando o pano de prato sobre meu ombro em cima da pia — Completamente louca.

– É o que todos dizem. — Deu de ombros.

Saí da cozinha à passos firmes, tentando deixar minha aparência amedrontadora para que ela não me seguisse, mas foi em vão. Em um segundo, Nicoletta estava deixando a bancada e no segundo seguinte estava vindo atrás de mim. Apressei o passo, desejando que a casa não fosse tão grande para que eu chegasse logo ao meu quarto.

– O que vai fazer, se esconder? — Abusou, um passo apenas atrás de mim.

Virei-me para ela de uma vez, fazendo-a frear bruscamente para não cair sobre mim. Passei a mão pelos meus cabelos, despenteando-os. Um gesto tão Maxon...

– Você não sabe o que estou passando. — Censurei-a, as lágrimas marejando meus olhos — Não sabe o quão difícil tudo isso está sendo para mim então, por favor, me deixe em paz!

– E você sabe pelo o quê Maxon está passando? Imagino que seu egoísmo não a deixe enxergar o sofrimento dos outros, sofrimento esse maior que o seu! — Recriminou-me com aspereza. Cobri meu rosto com minhas mãos e ouvi passos se aproximando. Em pouco tempo, minha família toda estaria ali, assistindo à minha fraqueza.

– Por favor — Implorei — não torne tudo mais difícil.

– Então descomplique! Pare de se esconder atrás dessa garotinha medrosa e encare seus problemas de frente.

– Me deixe em p-paz.

– Deixo. Mas sua consciência não vai ser tão piedosa quanto eu.

– O que está acontecendo aqui? — Kenna perguntou com Astra nos braços. Logo, todos estavam ao meu redor.

– America teve uma tontura muito forte e eu a aconselhei a ir se deitar, mas ela, teimosa como é, discutiu que não queria. — Nicoletta respondeu com convicção, mentindo tão bem que até eu seria capaz de acreditar em sua lábia.

– Ames, está chorando? — May perguntou, descobrindo meu rosto e limpando minhas lágrimas.

– E-Enxaqueca. — Driblei.

– Sei. — Kenna disse com os olhos semicerrados. Evitei seu olhar — Posso te levar para seu quarto, America. Não é bom andar sozinha por esses corredores infinitos com uma enxaqueca tão violenta assim.

Senti um suor frio brotar das minhas costas, mas assenti com a cabeça.

– Melhoras, America. — Nicoletta me desejou e eu reprimi o impulso de mostrar meu dedo do meio a ela.

Kenna entregou Astra a mamãe e passou seu braço por meus ombros. Ela esperou dobrarmos a um corredor para dizer:

– Quando chegarmos ao seu quarto, quero que me conte o que aconteceu ali.

– M-Mas...

– Ah, por favor, America. Você é uma péssima mentirosa.

Respirei fundo. Uma das vantagens de se ter Kenna por perto era que ela sempre estava disposta a ajudar; uma desvantagem, não interessava se você queria ou não, ela iria te ajudar.

Kenna trancou a porta.

– Que diabos foi aquela gritaria? — Questionou, pondo as mãos na cintura. Deitei-me na cama e bufei alto para que ela visse toda a minha aversão por uma conversa no momento. Ela revirou os olhos para mim.

– Nicoletta se desesperou quando eu quase desmaiei. Só isso.

– Aham... Ouvi metade da conversa de vocês duas, então não me faça de idiota. — Pediu.

– Ah, qual é, Kenna? Escutando atrás da porta? Que feio...

– Vamos logo!

Sentei-me na cama de uma vez, mal humorada, e cruzei as pernas.

– Ela estava me ensinando a como viver minha vida.

Kenna segurou o riso, respirando fundo para contê-lo.

– Tudo bem, tudo bem... E o que ela disse? — Perguntou.

– Ela me chamou de egoísta, deu a entender que eu só me importava comigo mesma e que as pessoas que me amavam, para mim, que se danassem. Me mandou voltar para o palácio e deixar de ser otária, em outras palavras. — Berrei. Não consegui não rir disso tudo depois que Kenna soltou uma estridente gargalhada.

– Oh, meu Deus! E vocês brigaram por causa disso? Por causa de um fato?

Ergui minhas sobrancelhas com descrença, cessando meu riso.

– Como assim, um fato?

Ela soltou uma lufada de ar e se sentou na beira da cama.

– Bem, ah... Não é porque sou sua irmã que vou passar a mão em sua cabeça e apoiar tudo o que você faz. Foi uma decisão egoísta, realmente, deixar Maxon no palácio sem uma resposta sequer.

Joguei-me na cama.

– Ah, saia daqui. Tudo o que menos preciso agora é de pessoas para me julgar.

– Não estou te julgando, America. Nem Nicoletta está. Estamos de ajudando, ou pelo menos tentando. — Deu de ombros — Só queremos o seu bem.

– Aham. Se querem meu bem mesmo, poderiam por favor me dar um voto de confiança? Sei bem o que estou fazendo.

– Será mesmo? — Desafiou-me. Pus me sentada novamente.

– Escuta aqui, estou cansada de pessoas me dizendo o que devo fazer. Primeiro é mamãe, depois Nicoletta, e agora... você? A única pessoa que eu esperava que entendesse meus motivos? — Indignei-me e senti um estranho sentimento de se estar sozinha no mundo, sem ninguém que lhe entenda ou ajude. Respirei fundo e olhei para o teto, a fim de fazer com que as lágrimas não escorressem dos meus olhos quando eu completasse: — Maxon deve me odiar nesse momento. Me odiar por eu ter saído, me odiar por o ter deixado sem respostas, me odiar por ter desistido temporariamente de nós, me odiar por eu ser essa pessoa... egoísta, que nem sequer ousou pensar na filha pequena que deixaria no palácio. Ele me odeia, entendeu? ME ODEIA!

Desmoronei na cama logo depois, sentindo-me tonta. Deus sabia o quanto eu estava tentando, tentando fazer as engrenagens em minha cabeça funcionarem, fazer com que meu cérebro voltasse à ativa como era antes. Eu estava tentando amar e tentando entender esse sentimento. Estava tentando me acostumar com a ideia de ser mãe, de ter para o resto da vida algo que prenda meus pés ao chão. Eu estava verdadeiramente tentando. Mas era só. Tentar... Isso não bastava. Nada do que eu fazia bastava, aparentemente.

– Soube que um mordomo veio deixar isso. — Kenna apontou para algo sobre a poltrona e eu precisei enxugar meus olhos para poder ver o que era — Um violino. Um singelo violino.

– E daí?

– E daí que ninguém manda um mordomo ir deixar apenas um violino na casa de alguém. É ridícula e quase óbvia as intenções de Maxon.

– Desculpe minha lerdeza, mas não compreendo. — Tentei me sentar devagar para que minha cabeça não latejasse mais ainda.

Ela revirou os olhos com impaciência.

– Maxon mandou esse violino como um pretexto para que o mordomo colhesse o máximo de informações sobre o que estava acontecendo aqui. Se você estava bem, se pretendia voltar logo, se sentia saudades, se perguntava por ele... E ele não faria isso se não se importasse com você. Se ele se importa, ele gosta de você, ou melhor, ama. Ele não odeia você, sua tonta! Já vi muitos olhares apaixonados por aí, mas jamais vi alguém olhar para uma pessoa como Maxon olha para você. Não é apenas amor ou desejo... É um algo a mais. É carinho, cuidado, amizade... Eu, em seu lugar, estaria arrumando minhas malas imediatamente.

Suspirei, fechando meus olhos. Uma parte dentro de mim se remexeu incontrolavelmente com as constatações de Kenna, mas o outro sentiu um pesar gigantesco, como se ela estivesse apenas se/me iludindo. Eu não fazia ideia da força que essa outra parte exercia sobre mim. Não tinha a mínima noção de como estava preocupada com se Maxon estaria me esperando de braços aberto como Kenna dizia, e muito menos de que eu me sentia péssima com o "talvez ele não me ame mais".

Porque eu o amava. E eu precisava dele.

Entretanto, eu era essa criatura abominavelmente covarde.

– Tenho medo...

– Medo de ser feliz? — Indagou com inquietação, rindo sarcasticamente — Se você o ama, e ele te ama, por que ficar aqui, exilada? Precisa de quê, um convite por escrito com margens rabiscadas de coraçõezinhos? Quer saber, Nicoletta estava certa. Por mais que tenha se expressado da pior maneira possível, eu concordo com ela. Você é muito medrosa!

– Sei disso.

– Ótimo, já é m começo aceitar isso. Agora faça suas malas e volte para o amor da sua vida!

Mordi o lábio inferior, a ideia de voltar me animando de repente.

– Acha que já chegou hora?

– Acho que já passou da hora. — Corrigiu, segurando minhas mãos — Tenho um tempinho livre antes de Astra acordar. Quer que eu a ajude a arrumar suas malas?

– Me deixa sozinha um pouco? Prometo que se precisar de ajuda, lhe chamo. — Pedi. Ela soltou uma lufada de ar calmamente.

– Tá, tudo bem. Só não pense muito. Você quando pensa muito só pensa besteira.

– Valeu. — Agradeci.

– Por nada. — Respondeu, levantando-se e fingindo segurar uma saia invisível, me fazendo uma reverência. Joguei um travesseiro nela.

Quando Kenna fechou a porta atrás de si, desmoronei na cama. Eu precisava voltar. Voltar por Eadlyn, por Maxon, mas sobretudo pela minha felicidade. A cada segundo que passava, a cada milímetro a mais de saudade, percebia que minha felicidade não era como a de muitas pessoas. Para muitos, a felicidade é apenas um sentimento, algo que não se pode ver nem pegar, apenas sentir. Mas era diferente para mim. Percebia, a cada centésimo de segundo, que minha felicidade estava presa à matéria. Era diferente das outras. Ela vivia fora de mim e eu precisava estar com ela para senti-la. Maxon era minha felicidade, era a felicidade presa a um corpo.

E eu amava. Isso era o que importava.

Pus-me sentada na cama, sorridente. Enganchei um lápis em meu coque e estiquei-me para pegar minha mala. Haviam coisas demais para arrumar. Eu precisaria de uma mãozinha aqui.

– Ke...

– Estou aqui! — Respondeu, escancarando a porta antes mesmo de eu terminar de chamá-la — Se decidiu?

– Sim. Eu vou voltar.

Kenna deu pulinhos de alegria, batendo palmas baixinho para não acordar Astra. Eu ri de sua reação. Ela estava tão eufórica quanto eu.

– Espere, volto logo. — Informou, saindo do quarto como uma flecha. Ela voltou logo em seguida, carregando uma caixa de madeira com alguns desenhos de Astra. Pelo visto, a pequena puxaria para o lado de papai e May.

– O que é isso? — Perguntei, ficando de joelhos na cama para ver o que a caixa continha. Kenna abriu um sorriso diabólico e ergueu uma sobrancelha sugestivamente.

A caixa estava cheia, lotada, repleta — Com muito mesmo! — de lingeries. Fechei os olhos e contei de um até dez.

– Não, não, não! Não mesmo, Kenna. Está louca?

– O que? Se você quer voltar, tem que fazer isso em grande estilo. — Defendeu-se. Senti minha mão tremular brevemente.

– Falamos sobre isso depois. — Disse, séria, e fechei a caixa. Ela suspirou.

– Tudo bem, então. Fique com seus sutiãs sem graça, Miss Sem-Graça.

Eu ri. Depois de fazermos bem muita hora, uma mais preguiçosa que a outra, Kenna me ajudou a organizar a quantidade excessiva de roupas em minha mala.

Coitada. Kenna estava crente de que eu não havia visto ela escondendo um par de lingeries em minha mala. Não fiz menção em retirá-las dali, entretanto. Sorri internamente e fechei o zíper com apenas um puxão.

Notas finais
Siiiiiiiiiiiiiiiiim, no próximo capítulo a Ames deixa de nóia e volta para o palácio ^^ :') Para a nooooooooooooooooooooossa alegriaa! Não sei o que colocar aqui, então... Beijinho, comentem, recomendem também se estiverem com tempo. Mamãe ama vocês :* u.u Até o próximo capítulo, minha gente. P.S.: Vocês já assistiram Destino de Jupter? É tão lecal *------------------* Pena que não sei fazer resumo pra vocês, mas... É tipo assim, tem uma guria lá, aí ela descobre que é a próxima numa linhagem real do Universo e tal, daí ela vai se tornar a dona da Terra. Mas pra isso ela precisa destruir os Abrasaks (Sei lá se é assim que se escreve), que são os três irmãos malvados que engarrafam seres humanos para ficarem jovens de novo. E, ah, a Jupter (Personagem principal, guria dona da Terra) é a reencarnação da mãe dos Abrasaks... Cara, é em phoda. Não entenderam essa sinopse?? O jeito é pedir ajuda aos universitários né (Também conhecido como Google) :v *3*