Notas iniciais
Hoe!! Demorou, eu sei, mas não deu para morrer deu? Tive alguns probleminhas aqui e acolá, mas, beleza, vocês não estão nem aí para isso né :p :p Vou tentar ficar postando pelo menos duas vezes na semana (Às vezes três), tudo depende de como eu estiver, e, como sou incrivelmente instável, é melhor se confiar apenas em dois caps. Amo vocês seus liendos que continuam lendo essas notas gigantes que eu não consigo me conter a diminuir :3 :3 Beijin e até lá em baixo

Uma coisa é certa: sempre que você está atrasada, o tempo passa mais depressa. Parecia que fazer apenas um minuto que eu tinha olhado a hora no relógio, mas não. Já eram quase três da tarde e ainda não tinha praticamente nada organizado para a recepção das monarquias. Estava a ponto de ficar louca desse jeito.

Em apenas dois dias, tive que elaborar a decoração, o cardápio, as vestimentas das criadas entre outras muitas coisas. E, como se não bastasse, tive que treinar incansavelmente o francês e o italiano.

Adentrei na cozinha real àquela manhã exausta de tanto subir e descer escadas. Todos viraram estátuas ao me ver. Para ser sincera, nunca tinha podido observar a cozinha atentamente já que a única vez em que a visitei estava me escondendo, tentando passar despercebida. As cozinheiras e as criadas me reverenciaram e eu lhes desejei uma boa--tarde. Uma mulher de uns quarenta e poucos anos se aproximou de mim, se curvou novamente e falou com a voz trêmula:

– À que devemos a honra de tê-la aqui, Majestade?

Bordado em seu avental, pude enxergar o nome Earlyn — Cozinheira-Chefe

– Bom, Earlyn — Seus olhos se iluminara quando eu pronunciei seu nome — , como deve saber, as monarquias italianas e francesas chegarão amanhã e se hospedarão em nosso palácio até sábado. Illéa será o elo entre os dois países que estão ameaçando guerrear entre si, então, imagino que eu não precise dizer que tudo deve sair perfeito, não é? — Ela assentiu — Pois bem, eu gostaria da ajuda de todos vocês para fazer desse encontro entre países o melhor de todos.

– Itália e França? Esses são os países com a culinária mais oposta que já vi. — Ela disse, ao que todos no recinto concordaram.

– Bem, e são mesmo, mas — Puxei de debaixo do braço o cardápio que andei elaborando ontem — fiz algumas anotações, algo que a senhora, se quiser, pode adaptar. Sei que deve ser muito melhor e muito mais bem entendida que eu nesse ramo e espero sinceramente que possa contar você e com toda a sua equipe.

Ela leu o cardápio brevemente e então olhou para mim com um enorme sorriso.

– É claro, Vossa Majestade. Faremos o possível e o impossível para que as monarquias se sintam o mais próximos de casa possíveis.

– Maravilha! — Exclamei, mal conseguindo me conter — Então, qualquer dúvida pode me procurar.

Com um meneio de cabeça, Earlyn voltou para o seu trabalho; todos os outros se curvaram quando eu já estava para sair. No bloquinho de notas em minhas mãos, marquei imediatamente um certinho no quesito Cardápio e corri rapidamente para a oficina de costura, que por sinal era bem perto do Salão das Mulheres. Ao entrar, só encontrei Mary e Anastasia, ambas criando vestidos lindíssimos para mim. Sendo recebida majestosamente, como sempre, as meninas foram com toda a empolgação possível me mostrar os belíssimos modelos. Mas eu tinha assuntos muito mais importantes a tratar.

– Meninas, vou precisar da ajuda de vocês na confecção de roupas para receber os franceses e italianos. A ajuda de todas as costureiras reais é muito bem-vinda, pois também quero fazer uniformes clássicos das duas monarquias para os criados.

Imaginava ter sido muito direta, mas quando Anastasia começou a me fazer perguntas específicas sobre tudo o que eu estava planejando, percebi que tinha as melhores criadas do mundo. Anastasia sempre foi um amorzinho; tão dedicada e amiga quanto alguém pode ser, o tipo de pessoa na qual você não teme contar um segredo. E Mary então... Eu a conhecia desde o início da Seleção e era uma honra para mim continuar tendo ela comigo.

– Vejam isso: "As três cores da bandeira italiana atual possuem os seguintes significados: o verde simboliza a liberdade, o branco, a igualdade e o vermelho, a fraternidade." Fiz algumas pesquisas e descobri que as cores branco e vermelho também fazem parte da bandeira francesa, ou seja, nada de verde ou azul porque são essas as cores que diferenciam as bandeiras dos dois países. E, acho que já devem saber disso, mas azul, na Itália, é uma afronta à monarquia, assim como verde na França. Por isso, o máximo de cuidados com essas duas cores.

Mary deu a ideia de as criadas usarem o mesmo uniforme, apenas com um avental de linho branco com o bolso do peito vermelho, enquanto Anastasia dizia que elas poderiam costurar na barra do avental um furta-cor verde e azul, assim nenhuma monarquia se sentiria ofendida. Passei minutos e mais minutos discutindo com elas também sobre as flores e a decoração quando percebi — Finalmente — que elas entendiam muito mais de cores do que eu.

– Mas e a parte principal, Majestade? — Mary perguntou.

– Que parte?

– Seus vestidos.

Confesso que não havia pensado muito nisso e que eu com certeza não teria tempo para tal. Havia coisas muito mais urgentes para resolver, então, eu disse para elas me surpreenderem. Elas trocam sorrisos satisfeitos com a confiança que depositei nelas e nós nos despedimos com acenos.

Já eram exatamente quatro horas da tarde quando eu cheguei ao escritório de Maxon. A porta estava trancada, o que era estranho, mas eu precisava telefonar para o melhor florista de Angeles e para o armazém de decorações reais. Bati à porta duas vezes, mas ninguém respondeu, então eu disse, quase rindo das minhas próprias palavras:

– Meu Majestoso Marido, soberano do meu coração, deixo você me chamar de "minha querida" se você me deixar entrar.

Não houve respostas, mas ainda assim abri a porta, as pernas doendo de tanto subir escadas, louca para desmoronar sobre uma cadeira. Mas, quando entrei no escritório, pude ver vários pares de olhos me fitando. Todos do Conselho estão aqui presentes novamente.

Todos eles me ouviram!

Minha expressão deve ter sido cômica, pois, quando encontrei Maxon em meio às pessoas, ele estava tampando a boca para ocultar o riso. Me recompus, endireitando minhas costas como se nada tivesse acontecido. Ao fazer isso, todos na sala me cumprimentaram com uma reverência e eu meneei com a cabeça, como se estivesse grata pelo cumprimento.

– Desculpem-me, senhores. Eu volto mais tarde. — Disse e dei meia-volta. Para meu azar, me esbarrei na parede, produzindo um baque seco. Meu nariz começou a sangrar com a força da pancada, mas eu o escondi com destreza com a mão. Por fim, já fora da sala, fechei a porta.

Encontrei Aspen de guarda bem perto de mim, de um lado da porta do escritório. Estávamos sozinhos no corredor e com isso eu disse:

– Por que não me avisou?

– Desculpe-me, Majestade.

– Isso é traição, Aspen!

No fim, não estava mais com raiva, e sim rindo do papel de palhaça que paguei. Aspen se limitou a sorrir com o acontecido e eu me despedi dele com um informal "Tchau". Descer as escadas novamente era um martírio, então apenas fui para o meu quarto, no terceiro andar mesmo, sendo recebida por Allye — Que espanando pela quarta vez hoje a minha escrivaninha.

– De novo, All? — Perguntei, tirando os sapatos apertados e tentando estancar o sangue com um lencinho de seda.

– É que Vossa Majestade anda utilizando muito essa escrivaninha e eu não quero a ver com os cotovelos sujos de poeira. — Ela explicou, me reverenciando brevemente — E... Ah, Majestade! A senhora está sangrando!

Ela correu até mim, querendo me carregar a força para a área hospitalar.

– Não, All, deixe isso. Vá descansar.

– Ma-ma-mas, Majestade, eu...

– Isso não é um pedido. É uma ordem. — Repliquei. Eram raras as vezes em que ordenava algo a alguém. Palavras como "por favor" não deixaram de fazer parte do meu vocabulário quando eu virei rainha de Illéa.

Allye bufou e, me dizendo para lavar com água gelada para o sangue poder estancar, saiu do quarto.

Deslizei até o banheiro e fiz exatamente o que All disse. Por incrível que pareça, meu nariz parou de escorrer imediatamente, mas, mesmo assim, continuei segurando o lencinho no nariz quando voltei para o quarto.

Revi minhas inúmeras anotações, constatando que estava tudo certo. Só faltava agora telefonar para o florista e para o armazém real. As coisas estavam se saindo melhor do que eu imaginava.

Quando deram exatamente quatro e meia, eu deixei o quarto, entediada, e desci para os jardins. Havia um vai e vem de pessoas que eu desconhecia e que tinha absoluta certeza de que não eram criadas. Então me lembrei de que dia era. Toda quarta-feira, um grupo de dez pessoas vinham visitar os familiares soldados. Eles chegavam às três e meia e saíam às cinco. Eu costumava dar atenção às pessoas, mas, quando percebi que aquele era dia de visita, saí às pressas, torcendo para que minha coroa dourada reluzente não me denunciasse. Quando já estava à salvo, escondida no Grande Salão, perguntei a um soldado se ele sabia se os familiares do Soldado Woodwork tinham vindo. Ele disse que não e eu suspirei aliviada.

Se Marlee tivesse vindo, eu teria que fazer uma forcinha e arrumar tempo para pelo menos dizer-lhe oi, mas, por sorte, ela não viera.

Subi a escadaria novamente, sentindo minhas pernas protestarem a cada degrau. Encontrei Maxon no meio do caminho, aparentemente me procurando. Ele me acompanhou na subida da escadaria e, só quando chegamos ao terceiro andar, quebramos o silêncio.

– Desculpe, eu deveria ter lhe avisado que hoje eu tinha reunião. — Ele disse.

– Tudo bem, afinal, não tem problema nenhum em a rainha falar daquele jeito na frente de tantas pessoas, não é? — Disse com uma pitada de sarcasmo — Eles devem ter rido de mim. Todos eles.

– Eu achei bonitinho. — Confessou, me puxando para mais perto — Quer dizer que eu sou o "soberano do seu coração"?

Eu ri da patética situação.

– Ah, por favor, Maxon, eu estava exausta! Foi a primeira coisa que veio a minha cabeça para dizer. — Defendi-me.

– Vou procurar meios de te deixar exausta mais vezes, então.

Decidi, então, tomar um banho antes de dar os telefonemas. Meu dedão do pé estava áspero e coberto de calos. Fui burra ao ponto de arrancar a pelinha e depois, esquecendo disso, mergulhar meu pé na banheira coberta de

espumas. Primeiro veio o ardor e depois os xingamentos à mim mesma. Lavei os cabelos, com o pé para cima, e me sequei logo depois. Vesti um vestido simples para o jantar mais tarde e, ainda secando os cabelos, me deparei com Maxon olhando fixamente da sacada para os jardins. Me aproximei mais, sem que ele percebesse, para ver o que ele tanto olhava. Foi quando eu vi várias crianças brincando nos jardins, correndo de um lado para o outro enquanto suas mães diziam para que elas se comportassem.

Imediatamente me senti mal ao ver Maxon assim, deslumbrado com a visão das crianças. Meses antes, Maxon e eu estivemos conversando sobre filhos, em como isso sempre foi o sonho da vida dele. E eu, embora sempre tenha gostado de crianças, confessei que não me sentia segura para ser mãe ainda. Minha vida acabara de virar do avesso e um filho, naquele momento, seria mais uma reviravolta na minha vida. Decidimos esperar por mais um tempo. Maxon disse que não havia problema e que tudo o que ele queria era me ver feliz. Mas eu sabia que era o que ele queria, e sim, eu também queria, mas não agora. Me senti egoísta por isso, por fazer Maxon esperar, por ver em seus olhos o tanto que ele desejava um filho.

Deitei minha cabeça em seu ombro e acariciei seu braço, contemplando a mesma visão que ele. Ele levou ternamente minha mão aos seus lábios e a beijou. Eu sorri. Permanecemos assim, calados, apreciando os jardins e todos que nele estavam. Muitas coisas mudaram desde que Maxon assumiu o poder de Illéa e, tenho certeza, os illeanos nunca foram tão felizes e livres como eram agora.

Maxon será um pai maravilhoso. Atencioso, generoso... Eu tinha sorte por tê-lo ao meu lado; não seria tão feliz com outra pessoa como era agora, pois Maxon era tudo para mim. Eu fiquei na ponta dos pés, erguendo minha cabeça até os meus lábios tocarem os seus. Ele sorriu, nossas testas pregadas uma na outra, os narizes quase se tocando. Assim, tão de perto, pude ver as variações de castanho dos seus olhos e o meu reflexo. Um mar de chocolate, mel e brownie — Não, não estava com fome! — ; isso eram seus olhos.

– No que você está pensando? — Perguntei mesmo já prevendo a resposta. Lancei meus braços ao redor do seu pescoço e ele me puxa pelas costas para mais perto

– Fico imaginando como vai ser quando os nossos vierem. — Ele disse e eu senti meu coração se desintegrar em milhões de minúsculos pedacinhos. Nada no mundo me faria mais feliz do que a sua felicidade... eu precisava de coragem, apenas.

– Eles virão logo. — Isso foi tudo o que eu respondi.

Notas finais
E então...? Meio pequeno e tal, mas é a vida né (:p ) Capítulo 4 vai ser postado no domingo à noite ou segunda-feira de manhã (Uhuuuuul) Obrigada pelos comentários, desejo de TODO O HEART que vocês comentem mais e que acompanhem e favoritem e o diabo à quatro... Já falei que vocês são divos? Não? VOCÊS SÃO DIVOS :3 :3 :3 Love you