Notas iniciais
Meus love ( Que coisa gay de se falar '-' '-' :v), me perdoem pelo amor de Deeeeeeeus... Sei que passei mais de uma semana sem postar nada, deixei meus bbs na mão ;--; ;--; Mas fui praticamente sequestrada pela minha tia ("E os namoradinho, Evelyn?") pra gente ir pra um lugar sem internet... Passei uns cinco dias sem notícias da civilização, tomando sol na cara pra ver se ficava com a aparência saudável e não com essa cara de lesma grogue... Me desculpem ;----; Maaaas, tem o lado positivo nisso (AÊÊÊÊÊÊ):::: Fiz quatro capítulos enquanto estava viajando (TUTS TUTS), então vocês vão ganhar um capítulo extra hoje :') Tão feliz, minha gente?? Ok, cala a boca que ninguém te aguenta mais, Eve... Beijiiiinhooooos :* :* :* Até lá em baixo e boa leitura ^^

Mary chegou bem cedo no dia dezessete. Cedo até demais. Pouco depois do almoço, minhas criadas já estavam tratando da minha aparência para a Anunciação, mas tudo o que eu queria era dormir até a hora da festa começar. Não dormia há duas noites e isso estava acabando comigo. Agora eu entendia por que Maxon não queria me contar sobre as ameaças: Ele tinha medo que ficasse exatamente assim, tão preocupada que não conseguiria nem relaxar para dormir. A resposta da China ainda não tinha chegado, o que me deixava mais angustiada ainda, embora Maxon insistisse em dizer que nós tínhamos um exército inteiro rondando a China; de acordo com meu marido, nada poderia atingir Illéa enquanto esse exército estivesse lá.

Ainda faltava uma boa meia hora para a Anunciação começar, mas eu já estava pronta. Mary insistia em dizer para que eu ficasse deitada, descansando, mas como eu poderia? Minha cabeça estava um turbilhão, eu não podia ter mais tempo ainda para pensar no meu medo. Precisava ocupar minha cabeça com alguma coisa. Então, desci para o Grande Salão para supervisionar a decoração. Estava tudo impecável, como sempre. A pessoas trabalhando com correria, transformando um simples pedaço vazio do palácio em uma bela recepção. Mesas estavam espalhadas por todos os lugares, um palco a um canto me lembrava do tempo em que eu cantava e tocava em festas.

Corri minhas mãos pelo braço de ouro do meu trono, os estofados em veludo vermelho faiscando como fogo, e fiquei pensando em como deve ter sido a Anunciação da gravidez da Rainha Amberly, em como ela se sentia com tudo isso e em como deve ter sido mais fácil. Ela tinha nove meses para pensar única e exclusivamente no filho e, embora houvesse a ameaça de perder o bebê, ela podia respirar sossegada quanto a estabilidade do país. Mas e eu? Eu podia dizer mesmo? Com certeza não. Uma gravidez de risco, um país à zelar e uma suposta guerra à enfrentar. Iria enlouquecer se isso continuasse por mais tempo.

– Majestade? — Silvia chamou.

– Sim? — Respondi depois de me recuperar do susto.

– Os músicos já chegaram, eles já devem tomar seus lugares?

– Sim, eles já podem organizar-se no palco.

– Tudo bem. Abriremos os portões em dez minutos. Com licença. — Ela me reverenciou e saiu, gritando ordens para tudo quanto era lado.

Se houvesse uma guerra, tudo isso seria destruído. Não haveria mais o trono aveludado de ouro onde tantos reis já se sentaram; não haveria mais as flores amarelas e vermelhas de fim de primavera nos jardins; não haveria luz por um bom tempo, os raios de sol não conseguiriam penetrar o nevoeiro de poeira das bombas. Mas, acima de tudo, pessoas morreriam. Pessoas inocentes, pais de família, mulheres e crianças. Nosso país, que tanto demorou para se reerguer da última vez, seria devastado. E muito provavelmente nada poderíamos fazer por ele novamente.

Subi as escadarias à força, o peso da minha barriga me dando uma dor nas costas dos infernos. Encontrei Maxon próximo à porta do nosso quarto, o punho já levantado para bater.

– Achei que estivesse no quarto descansando, Senhorita Schreave. — Disse, pegando minha mão como o cavalheiro que era e beijando seu dorso.

– Estava organizando as coisas lá em baixo. — Dei de ombros numa tentativa falha de mascarar minha cara de cansada.

– Não se preocupe, Silvia está cuidando de tudo. — Ele puxou um pouco a manga de seu terno e deixou a mostra seu relógio — Aliás, já está quase na hora. Deveríamos descer, não acha?

Bufei, exausta de escadas.

– Mas Silvia disse para demorarmos um pouco aqui em cima. Quando nosso nome for anunciado, nós descemos. — Disse e, mais baixo, murmurei: — Alguma resposta até agora?

– Entre no quarto. — Ordenou. Ele nunca me deva uma ordem e, de surpresa, eu obedeci.

– O que houve? — Indaguei.

– Nada, só não queria que nenhum guarda ouvisse. E não, não tivemos respostas ainda, mas não se preocupe, querida — Ele acariciou meu rosto com a palma da mão, fazendo círculos ternos em minhas bochechas gélidas de preocupação — , Aspen Leger está me mantendo informado sobre qualquer mínima mudança no território chinês.

Meu coração subiu à boca e uma súbita tontura me dominou.

– A-Aspen está n-na China? E-ele está liderando a operação? — Questionei, implorando aos céus para que eu tivesse entendido errado.

Maxon segurou minha cintura quando bambeei para trás e me ajudou a sentar na cama.

– Acalme-se, America. — Pediu — Aspen não está China, ele está na base militar, atento aos radares de rastreamento de bombas.

Respirei fundo.

– Oh, graças à Deus. Onde fica essa base militar? Será o primeiro lugar a ser atacado, não?

– Não, com certeza não. Estamos exatamente sobre a base militar neste momento — Ele explicou e eu não pude me conter a olhar para o chão — Fica abaixo do Hospital. É provavelmente o local mais seguro de Illéa. Se os radares detectarem ameaça de bombas, Aspen nos dirá com pelo menos quinze minutos de antecedência. É o suficiente para evacuarmos todos no palácio para os abrigos subterrâneos.

– E o povo? Pessoas inocentes de outras províncias? — Províncias como Carolina... Só de imaginar as ruas por onde andei, a escola onde estudei, tudo em minha província sendo bombardeado, um nó crescia em minha garganta e eu sentia uma vontade imensa de chorar.

– Acho muito difícil que os chineses percam seu tempo bombardeando outras províncias. Seu foco será Angeles. — Maxon suspirou antes de continuar — Eles não querem destruir o país. Eles ó querem que a família real morra, pagando assim pela quebra de contrato. Mas, ainda assim, avisaremos as províncias numa programação obrigatória na TV.

Maxon falava calmamente, como se estivéssemos falando de uma simples guerra de travesseiros. Mas eu podia ver em seus olhos a sua preocupação, o medo e o desespero. Será que ele realmente acreditava que todos sairíamos vivos dessa caso uma guerra se iniciasse? Qualquer um podia morrer, ninguém é imortal. Podia acontecer comigo, com Marlee ou Georgia, com May ou Gerard... Com Maxon.

Só percebi que estava chorando quando Maxon me abraçou e tentou enxugar minhas lágrimas ao mesmo tempo, seus braços fortes me envolveram com tanto afinco que eu comecei a me sentir protegida. Esse podia ser nosso último abraço. A qualquer momento, o teto podia cair sobre nossas cabeças e tudo o que eu menos queria era ficar com várias pessoas que eu nem conhecia em nossos prováveis últimos momentos... Apenas Maxon me importava e eu poderia ficar assim, em seus braços, pelo resto da vida.

– Ei, meu amor, não chore. — Ele murmurou com os lábios em meu cabelos. Eu chorei mais ainda ao pensar que eu poderia não ouvir sua voz suave novamente.

– Maxon, e se A-Aspen não tiver tempo de nos a-avisar? E se um de nós dois m-morrer? — Grunhi aos soluços.

– Shhhhhhhhhhhi. Isso não vai acontecer. Nada pode nos separar, meu bem, nada tem poder para isso.

– A m-morte tem. — Repliquei.

Ele me separou dele delicadamente, enxugou mais lágrimas minhas com seus dedos e sorriu.

– Se você, por um acaso, morresse, minha vida perderia o sentido. Nada mais teria valor para mim. — Ele beijou meus lábios e foi o beijo mais salgado de lágrimas de todos — Se isso acontecer, pode ter certeza: Eu irei atrás de você, eu viverei na eternidade ao seu lado, não importa onde.

– E se...

Ele riu da minha insistência nos "e se".

– Não ria, é s-sério. Você está me mantendo fora das preocupações respondendo meus "e se". — Eu disse, rindo de forma estranha com meus soluços.

– Tudo bem, mande outro "e se" para mim. — Ele entrou em minha brincadeira. Parecíamos tão bobos fazendo isso, mas isso era bom. Isso me lembrava de que coisas simples e comuns ainda existiam em nosso dia-à-dia.

– O.k., e se... Eu fosse para o inferno?

Ele ergueu as sobrancelhas.

– Você não fez nada para isso.

Eu fiz uma cara pensativa e comecei a contar nos dedos.

– Bem, vejamos... Gula, preguiça...

– O.k., o.k., eu entendi seus pecadinhos insignificantes. — Ele debochou sorrindo, mas ficou sério novamente. Segurando minhas mãos, ele completou — Se você fosse para o inferno, eu ainda assim lhe seguiria, pois a minha definição de inferno é viver em um mundo em que você não exista.

Arfei com suas palavras. Como eu poderia viver sem ele? E, se nem a morte podia nos separar, eu não tinha o que temer. Certo?

– Majestades, com licença, mas está na hora. — Silvia disse, entrando de supetão no quarto. Ela saiu logo depois de nos dar o aviso.

Maxon beijou o dorso das minhas mãos e enrolou meu braço no seu enquanto deixávamos o quarto. Mary, que estava a minha espera do lado de fora, começou uma luta para desborrar minha maquiagem escorrida de lágrimas, mas teve que se contentar com o pouco que deu para consertar, pois meu nome e o de Maxon já estava sendo chamado.

– Suas Majestades, o Rei Maxon e a Rainha America.

Descemos as escadas em silêncio. Eu, fazendo meu papel de rainha, acenando para as pessoas no Grande Salão. Foi difícil reconhecer minha família em meio a tanta gente, mas os cabelos acobreados não mentem. Maxon beijou minha testa e foi cumprimentar alguns membros do Conselho, grandes empresários entre outros amigos da família real. Eu não conhecia praticamente ninguém, mas eu não podia apenas me esconder à um canto com meus amigos e família. Eu precisava fazer sala para as pessoas.

– Oh, Majestade. — Um mulher me reverenciou, impedindo minha passagem — Devo dizer que está absolutamente formidável nesse vestido. E, ah! A barriga está tão linda!

Eu ri de sua reação.

– Obrigada. Agora, se puder me dar licença. — Disse da forma mais delicada que pude. A mulher saiu do meu caminho e uma passagem se abriu a minha frente, todos se detendo a apreciar-me de longe.

Lancei sorrisos e acenos para as pessoas enquanto alcançava minha família. Mamãe estava tão bonita e arrumada que chegava a ficar quase irreconhecível. Sua postura e sua elegância de andar me lembravam de como uma rainha devia se comportar. May estava como uma verdadeira princesa; seu vestido lilás que caía até o chão em contraste com seus cabelos ruivos e escorridos até a cintura a transformavam em outra pessoa. Gerard, com seu cabelo muito bem penteado, brincava com o lenço no bolso do seu paletó.

– Ames, como está linda! — May disse, me abraçando — Já estava com saudades.

– Eu também, princesinha, eu também.

– E esse barrigão aqui? Está enorme! — Disse, passando a mão em minha barriga. Eadlyn chutou sob seu toque, fazendo May morrer de amores pela mais nova sobrinha — Qual será o nome?

– Eu direi ainda hoje. — Respondi com suspense.

Gerard cutucou minha barriga algumas vezes até se certificar de que era confiável abraçar-me. Eadlyn não excitava em chutar e esmurrar-me com histeria. Mamãe tentou conter as lágrimas, mas falhou depois de um tempo. Me perguntei pela razão de ela estar tao emocional assim.

– Esse é o dia mais feliz da minha vida. — Ela disse, enxugando os cantos do olho com um lencinho de seda.

– O que houve? — Perguntei.

May revirou os olhos para mamãe e eu fiquei mais intrigada ainda.

– Seu irmão voltou da Itália, meu bem. E voltou com uma namorada. Ele deve estar por aí, nos procurando. — Explicou.

– E desde quando Kota nos procura? Achei que ele me odiasse desde aquele fatídico dia no enterro de papai.

– É, ele odiava. — May informou-me — Mas então ele foi passar uma temporada na Itália e parece que suas esculturas fizeram o maior sucesso por lá. Ele conheceu uma garota e parece que ela é bem legal. Foi ela quem abriu a cabeça dele para que ele voltasse a falar conosco, mas, para mim, ele continua sendo um grande babaca. Mas enfim, Kota voltou para Illéa e a garota veio junto.

– Quem será essa garota? Deve ter muito sangue de barata para aguentar os pitis dele. — Falei — Desculpem-me, mas tenho que falar com as outras pessoas. Vejo vocês mais tarde.

– Tudo bem e, ah America! — Minha mãe chamou — Se, por acaso, você vir Kota por aí, diga que quero muito falar com ele.

Pensei no sofrimento da minha mãe. Embora Kota fosse um grande imbecil, ainda era filho dela e ela nunca desistiria dele. Devia ser bastante difícil para ela ver o quanto seus outros filhos o detestavam, ver que ela não poderia fazer nada para mudar essa situação...

– É claro. Eu direi. — Afirmei e mandei um beijinho para eles.

Encontrei Kenna, James e Astra um pouco mais a frente. Kenna estava louca procurando mamãe e, quando disse a ela onde dona Magda estava, ela foi se sentar na mesa dela. Astra estava a coisa mais fofa e graciosa do mundo em um vestidinho rosa floral, seus fiapinhos de cabelos ruivos já começando a encher sua cabeça. Era inacreditável o quanto ela se parecia com Kenna. Marlee e Carter estavam na mesma mesa que Georgia e August. Pelo visto, elas estavam começando a ser amigas. Passei um bom tempo distraindo a minha cabeça com elas até que fui obrigada pelas boas maneiras a fazer sala para os outros convidados. Maxon fez questão de me apresentar aos seus amigos europeus e sul-americanos.

Depois de conhecer todo mundo, tentei ter um momento de paz comendo alguns canapés escondida, sem aguentar mais fotos e pessoas para cumprimentar. Meu maxilar doía a cada mastigada devido ao tamanho do esforço para sorrir durante boas duas horas. Uma loira se esbarrou em mim e por muito pouco eu não melei meu vestido com o recheio dos canapés. Estava disposta a esbravejar alto com a desastrada, mas me recuperei. Eu era a rainha e não devia perder a classe.

– Oh, me desculpe, Majestade. — A loira disse, sua voz conhecida me fazendo virar o rosto para olhá-la.

– Nicoletta?

– Ao seu dispor. — Ela forçou uma reverencia e eu a puxei para um abraço.

– Meus Deus, eu não sabia que Silvia também a havia posto na lista. Seus pais também vieram? Onde está Araminna? E Daphne, ainda está em sua casa? — Comecei a perguntar desembestadamente. Ela riu do meu alvoroço.

– Não. Mamãe está doente e papai se recusou a vir sem ela, então, a princesa aqui veio representando a Itália. Daphne ainda está lá em casa e se casará com Jeremy no fim do ano. — Ela se aproximou mais de mim e completou no meu ouvido — Tenho meus palpites de que ela lhe convide para ser madrinha.

Eu ri da forma culpada com que Nicoletta me disse isso. Ainda não conseguia acreditar que ela estava realmente aqui, conversando comigo.

– Mas você não sabe da melhor parte! — Ela gritou, batendo palminhas repetidas, sua animação me contagiando — Eu. Estou. Na-mo-ran-do!

Não houve tempo para minha boca se entreabrir de surpresa; ela já estava despejando suas histórias para eu ouvir.

– Céus, America, ele é tão lindo! Ele é daqui, de Illéa, sabe. Ele viajou à Itália a trabalho e logo ficou famoso por lá. Então, como mamãe é louca por arte, ela o chamou ao palácio para ver suas obras-primas e... eu me apaixonei. Foi estranho e ridículo. Ai, me sinto tão... incrível quando estou com ele. Acho que estou amando.

Nós rimos do seu novo jeito sonhador. Eu já estava morta de curiosidade para saber quem era o illeano que havia fisgado o coração de Nicoletta, e não excitei em perguntar:

– Quem é? Se ele é famoso, eu devo conhecer.

– É, acho que sim. O nome artístico dele é K. S., se pronuncia "Kei Iss", só para você saber.

K. S.? Não conheço ninguém com esse nome. — Constatei, tamborilando os dedos nos lábios.

– Hum... Então você talvez conheça o nome dele de verdade. Ele se chama Kota, diferente, não?

Kota. O meu Kota, meu irmão? Mas é claro, tudo fazia sentido. Kota havia ido para a Itália e quantos Kotas illeanos vão para esse país no mesmo ano? K. S., Kota Singer... Meu Deus, Nick estava entrando numa furada, se apaixonando por um grande picareta!

– Seu ponche, Níni. — A voz grave e de timbre inconfundível soou às minhas costas. Virei-me boquiaberta. Sim, era Kota Singer — America?

– Kota.

– Como assim "America" e "Kota"? Vocês já se conheciam antes? — Nicoletta perguntou sem entender nada.

Arfei. Embora meu irmão fosse um idiota, tapado e estúpido de todos, eu me sentia incrivelmente bem por estar revendo-o. Num ímpeto, eu o abracei. Mas o que mais me surpreendeu foi seus braços também me envolvendo com força. Nenhuma mágoa entre nós, nada de desprezo ou ressentimento. E, novamente, éramos aquelas mesmas crianças brincando na casa da árvore do nosso jardim em Carolina. Soltei-o e me virei para Nicoletta.

– "K. S." é Kota Singer. Ele é meu irmão, Nick. — Expliquei. Os olhos claros de Nicoletta se arregalaram de tal forma que senti medo de eles pularem de suas órbitas.

– S-seu i-irmão? — Gaguejou.

– Você não sabia? — Voltei-me para Kota novamente — Quer dizer que não tirou vantagem sobre ser irmão da rainha de Illéa?

Kota riu. Não aquele riso irônico de quem se sente superior aos outros, mas um riso natural, simples. Sorri por ouvir esse som que há tempos eu não ouvia.

– Eu mudei, America. Não sou mais aquele ignorante e cretino que eu era. Nicoletta está me ajudando a recomeçar.

– Nick, você é um anjo! — Eu gargalhei — Mamãe está louca procurando por você, Kota.

– Espera aí. — Nick fez um sinal de pare com as mãos, tentando raciocinar — Se vocês são irmãos, dona Magda é mãe dele, certo? E May é minha... cunhada? — Ela riu de entusiasmo — Todos dizem que a família do marido é sempre terrível, mas estou vendo que tirei a sorte grande...

Depois de conversarmos sobre como andavam nossas vidas, Kota foi apresentar Nick à mamãe como sua namorada. Gostaria de ver a cara dela quando descobrisse que seu filho estava namorando a melhor pessoa do mundo. Imagine só o orgulho dela ao perceber que sua filha é a rainha de Illéa e a sua nora é a princesa da Itália. Essa cena deve ter sido impagável de se ver. Mas a valsa já estava começando e Maxon eu devíamos ser os primeiros a dançar no salão. Perdi as contas de quantas vezes pisei em seu pé e pedi desculpas por isso.

Após a valsa e o jantar, chegou enfim o momento da Anunciação. Eu estava nervosa e minha mão suava frio. Queria dizer logo para toda aquela gente que eu estava grávida — O que era óbvio com meu barrigão de sete meses — e anunciar que era uma menina. Então teríamos mais pelo menos uma hora de festa, todos iriam para suas casas e, se não fossemos atingidos por bombas, viveríamos felizes para sempre.

– Senhoras, senhores, ladies e gentlemen, Sua Majestade, o Rei Maxon, gostaria de dizer algumas palavras.

Maxon pegou o microfone e começou a falar todas aquelas bobagens que as pessoas dizem quando querem encher mais um discurso. Ele falou sobre Illéa, sobre os bons momentos da nossa nação, mas também deu alguns avisos sugestivos sobre as ameaças que estávamos recebendo, mas que, segundo ele, logo iríamos enfrentar e vencer. Quando chegou finalmente o momento de falar sobre Eadlyn, meu coração gelou. Não por nervosismo, não por cansaço, mas por medo. Porque ali, um pouco adiante, meio escondido em meio à multidão no Grande Salão, estava Aspen, seu rosto pálido, seus lábios se mexendo de forma que eu não conseguia ler suas palavras. Mas, ainda assim, meu coração sabia o que isso significava.

– Vai começar. — Gritei para que Maxon me escutasse sobre a sua voz no microfone. Não me importei com os poucos pares de olhos que me fitaram como se eu fosse maluca, pois tudo o que pude observar foi o rubor fugir do rosto de Maxon. Ele ficou meio grogue enquanto lia os lábios de Aspen, mas logo se recuperou.

A sirene de alerta só tocou um minuto depois disso tudo, mas já era tarde demais. Nesse momento, o chão tremia e todo o Grande Salão e todas as pessoas nele não passaram de um borrão cinzento sobre a névoa de poeira que a bomba levantara quando caíra no palácio.

Notas finais
Só tenho uma coisa pra dizer a vocês: A desgraça está próxima... Huehuehuehuehuhe... Enfim, comentem o capítulo (VOCÊS NÃO ESTÃO COMENTANDO NESSA BAGAÇA! ESTOU TISTI ;------------------------;), acompanhem, favoritem, ou apenas leiam e façam cosplay da Neyde Spears e fiquem calados.. Quero coments pra responder, gente.. Sejam solidários comigo.. Beijinho :* E até o próximo capítulo :3 :3 P.S.: FELIZ ANO NOVO, GALERA! MUITA PAZ, AMOR, GENTE QUE RESPONDA RÁPIDO NO WHATTS, CARTÃO DE CRÉDITO ILIMITADO, PEGAÇÃO COM O PRIMO BOY MAGIA E TUUUDO DE BOM =D =D =D Amo ocês :3