Notas iniciais
Oee! Bom dia, boa tarde, boa noite (Tudo depende do horário em que está lendo isso :p ) Bem, eu tava me programando pra postar ontem, mas a mãe veio me visitar e trouxe meu irmão (¬¬) e passou o dia todo me pedindo ajuda.. "Eeeevelyn, segura teu irmão que ele quer comer a terra do jarro", "Evelyn, você tá muito magrinha, filha, coma mais..", "Eeeeeeeevelyn, tá dizendo aqui que eu posso mudar a cor do meu facebook.. Que que você acha de vermelho?" ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ ¬¬ Carinhas eternas.. Mas eu a amo mesmo assim, haha.. Mas, ok, ninguém se importa com minha vida pessoal né, ok, parei '-' Indo direto ao ponto::::::::::::::::::::::::::::::: Boa leitura ^^ e até lá em baxo :3

Maxon continuou a acariciar-me o rosto pelo restante da tarde, nossas respirações se perdendo no espaço em meio ao silêncio devastador. Eu já havia parado de chorar, tinha desistido; chorar não adiantaria nada, servindo apenas para inchar-me os olhos. O medo que apertava meu coração já se dissipava enquanto Maxon se mantinha perto de mim, mas eu sabia que, quando ele saísse, a dor retornaria, prometendo ser mais avassaladora do que antes. Eu sabia que ele estava acordado, mantendo os olhos bem abertos, incapaz de dormir de tanta felicidade, mas fingir dormir me parecia ser a alternativa mais fácil para mim. A única coisa que realmente ainda não me impedira de enlouquecer fora a memória da felicidade estampada nos olhos de Maxon que eu insistia em deixar viva e fresca em minha mente.

Seus dedo quente continuaram a fazer trajetos ternos em minhas bochechas ainda molhadas por pouco tempo, parando tão abruptamente que fui forçada a abrir os olhos. A alegria ainda se mantinha viva no rosto do meu marido, inundando meu corpo de felicidade por pelo menos uma fração de segundos. Ele sorriu e eu não podia ignorar isso sem repuxar os cantos dos meus lábios. Depois voltou a me acariciar, passeando seus dedos pela minha testa, descendo pelo meu nariz e estacionando na minha boca, contornando meus lábios serenamente.

– Devíamos nos arrumar para a ceia de Natal. — Ele disse. O que? Ter Maxon por menos tempo ao meu lado está fora de cogitação!

Gemi e me aconcheguei mais ao seu peito, meu ouvido captando cada batida ritmada do seu coração. Ele afagou meus cabelos, mas logo se separou de mim, me obrigando a fitá-lo.

– O que aconteceu, America? Você não parece feliz com a gravidez...

– Deve ser coisa da sua cabeça. — Menti — Só estou um pouco enjoada.

– Você quer um remédio? — Perguntou, já se sentando para pegar o comprimido no criado-mudo.

– Não, não... — O parei — Só não queria ter que descer...

Ele puxou meu rosto pelo queixo e me beijou docemente nos lábios.

– Mas é Natal. — Objetou — Por mim, poderíamos ficar aqui mesmo. Mas teremos convidados esta noite e não seria bom que desmarcássemos.

Suspirei. Maxon tinha razão. Eu havia convidado-os, não poderia simplesmente telefonar para eles de novo e dizer que eu tinha furado o jantar. Não mesmo! Além do mais, seria divertido ver gente, não é? Conversar, trocar os presentes, ter um Natal diferente dos que eu tinha quando era Cinco. Estaria com a minha família e amigos, correria tudo bem... Eu poderia até me sentir melhor.

– Está se sentindo bem? Tem certeza de que não quer um remedinho?

– Sim, tenho, claro.

Me pus de pé o mais rápido que pude, cambaleante com a tontura que me atacava. Minha vista de repente ficou escura, o chão fugiu dos meus pés e eu senti que estava caindo no vácuo. Mas não estava. Maxon havia me segurado pela cintura, me mantendo de pé. Meus olhos demoraram a se acostumar com a repentina claridade, o ambiente a minha frente completamente desfocado. Maxon era apenas um borrão loiro antes de eu finalmente reconquistar minha visão.

– Ei, tem que tomar cuidado agora. — Ele disse, massageando levemente a minha barriga — Não pode ficar se levantando de uma vez ou fazendo movimentos bruscos.

Eu levei a mão a testa, minha temperatura de repente caíra.

– Aham, eu sei.

Maxon não desgrudava os olhos de mim a cada passo que eu dava e eu não podia culpá-lo por isso; quedas eram comuns para mim, mas, agora que estava grávida, tinha que tomar cuidado por dois. E, certamente, Maxon não confiava muito em mim, se mantendo por perto o tempo todo. Tentei ignorá-lo enquanto me vestia e arrumava meu cabelo, mas já estava ficando nervosa com seu olhar recaído sobre mim.

– O que é? — Tive que peguntar.

– Nada, só estou me certificando de que você não vai tropeçar nas próprias pernas. — Confessou.

– Rá. Que engraçado.

Três batidas à porta me fizeram sobressaltar. Mary se identificou e entrou no quarto. Maxon, quase que imediatamente, me beijou na testa e se precipitou para sair, dizendo que me buscaria a tempo de recebermos os convidados. Segurei sua mão antes de ele ir, parando-o.

– Suas criadas precisam arrumar você. — Murmurou baixinho.

– Eu poderia ir para essa ceia de camisola e não me importaria, contanto que você ficasse comigo. — Rebati quase tão baixo quanto ele.

Ele beijou brevemente meus lábios, sem se importar com a presença das minhas criadas e voltou a acariciar minha bochecha. Pensar em passar pelo menos alguns minutos longe Maxon fazia doer meu coração... Não conseguiria aguentar, precisaria contar a alguém...

– Volto logo. — Disse e se soltou com delicadeza das minhas mãos. A porta se fechou e o vazio começou a me preencher por inteiro.

– Oh, não, Vossa Majestade. — Allye me censurou — Deveria ter esperado por nós para que a vestíssemos.

E, jogando tudo o que eu tinha feito no lixo, elas tiraram o vestido que eu usava e me vestiram novamente com um vermelho natalino e um branco que lembrava muito os flocos de neve que caiam lá fora. Mal conseguia me manter em pé, então agradeci internamente quando elas pediram para que eu me sentasse para que pudessem fazer meu cabelo e maquiagem.

– Vossa Majestade está tão abatida... — Comentou Anastasia — Há algo que pudéssemos fazer para ajudar?

Eu simplesmente balancei a cabeça negativamente. Ouvi um suspirar pesaroso de Mary e percebi que elas realmente se importavam comigo. Não por eu ser sua rainha, não por elas me servirem, mas porque elas de fato se preocupavam com o meu bem estar, com o que eu sentia de bom ou de ruim. Meu Deus, eu estava rodeada de pessoas que me amavam e que se importavam comigo... O que mais eu iria querer?

Ah, sim, que meu bebê nascesse bem.

Allye fez a cadeira girar quando terminou meu cabelo, me fazendo ficar de frente para ela. Mexeu em mais alguns fios, afrouxou o penteado para ficar mais singelo — Como se fosse possível — , passou um pouquinho de alguma coisa para deixar meu cabelo cheiroso e bateu palmas duas vezes, satisfeita com sua obra de arte. Mary terminou minha maquiagem, desborrando os cantinhos da minha boca e Anastasia finalizou minhas unhas, todas num vermelho-sangue bem próximo a cor do meu vestido.

Me levantei da cadeira enquanto elas ainda ficavam atrás de mim, desamassando alguma coisa mínima no vestido, me perfumando com a fragrância de pinheiros e hortelã — Onde elas conseguiram esse aroma? — e calçando meus sapatos enquanto eu me apreciava no espelho. Pode parecer fútil, vazio, superficial e todos os outros sinônimos disso, mas, em meio a tudo o que acontecia comigo, eu me sentia verdadeiramente bem — Por breves segundos — enquanto me via no espelho. Eu via alguém bonita, amada, e um tanto corajosa e determinada. Eu era tudo isso e poderia, sim, aguentar o que fosse necessário para ter a minha vida mais completa ainda. Eu me comportaria e seguiria à risca todas as recomendações da Dra. Vanessa. E, então, dentro de nove meses, seríamos Maxon, eu e o bebê.

Alisei minha barriga com cuidado, esperando sentir os chutes da criança que eu carregava que, é claro, não vieram. As criadas analisaram bem a minha ação, mas nada disseram. Pelo menos não até eu me virar novamente para elas e tomar coragem para dar a notícia para alguém que não fosse Maxon ou minha família.

– All, Ana, Mary? — Chamei, mordendo o lábio inferior de apreensão. Elas balançaram a cabeça afirmativamente para dizer que estavam ouvido.

– Sim, Majestade. — Anastasia disse.

– Queria contar algo para vocês, umas das que mais se afetarão com a notícia. — Enrolei. Adorava ver a curiosidade arder nos olhos das pessoas.

– Pode dizer. — Incentivou Mary,

Respirei fundo, querendo ganhar mais tempo. Sorria internamente com sua curiosidade.

– Acho que, dentro de alguns meses, terão que fazer vestidos com medidas maiores para mim.

Elas se entreolharam com as sobrancelhas erguidas. Podia ver em suas expressões que nenhuma delas estavam entendendo aonde eu queria chegar.

– Perdão, Majestade...?

– Quero dizer que... Estou grávida.

Suas reações foram exatamente iguais as de Maxon; primeiro, elas se entreolharam em dúvida. Depois, seus sorrisos começaram a se abrir com mais vontade em seus rostos. Só então elas começaram a pular e festejar, Allye batendo palmas e Anastasia pulando no chão.

– Oh, que maravilha, Majestade. — Mary disse, como líder, se contendo a me lançar apenas sorrisos.

– Ah, vamos, Mary. — Eu bati em seu braço descontraidamente — Pode festejar.

Ela tomou minhas palavras como um incentivo para pular com as outras também, todas soltando gritinhos animados. Envolvi-as em um abraço enquanto elas diziam o quão feliz estavam por mim.

– Ah, finalmente. — Allye disse — Finalmente teremos alguém para pôr esse lugar de cabeça para baixo.

Maxon interrompeu nossos festejos, batendo à porta. Mandei um beijinho para minhas criadas e sai do quarto, esperando que meu marido absorvesse todo o meu entusiasmo para parar de pensar que eu estava triste por estar grávida — O que era a ideia mais ridícula de todas.

Ele me olhou de cima a baixo, a boca um tanto quanto entreaberta, seus olhos se perdendo pelo meu corpo. Levei meu dedo ao seu queixo e o empurrei para cima, fechando seus lábios.

– É melhor fechar antes que você babe. — Zombei. Ele apenas sorriu, aquele sorriso que inundava tanto seus lábios quanto seus olhos.

– Está magnífica, meu bem. — Elogiou, me arrancando um sorriso convencido.

Enlacei meu braço no seu e ele me conduziu pela escadaria, o tilintar dos meus saltos no piso de mármore sendo o único som produzido por nós.

– Que bom que está se sentindo melhor, estava preocupado com você. — Confessou.

– Por que? — Me forcei a dizer.

– Ah, sei lá. Você não parecia confortável com a gravidez ou com alguma outra coisa. Pode parecer estranho, mas parecia que você estava triste por alguma coisa, algo que não queria me contar.

Engoli em seco com suas palavras, novamente me perguntando se eu deveria ou não contar a verdade a ele. Meu marido me conhecia muito bem, uma hora ou outra descobriria sobre tudo e seria melhor que ele descobrisse por mim, mas... Eu não conseguiria aguentar ver Maxon preocupado e pesaroso de novo. Eu adiaria o máximo possível, teria tempo para contá-lo sobre tudo.

– Deve ser coisa da sua cabeça. — Ofeguei.

Ele parou abruptamente de andar e se virou para mim, olhando tão fundo dentro dos meus olhos que eu sentia como se ele pudesse ler meus pensamentos. Busquei evitar seu olhar, mas não tinha como. Estávamos apenas eu ele no corredor, ninguém mais, ninguém a quem eu pudesse mudar o assunto e perguntar alguma banalidade. Ele segurou minhas duas mãos e questionou:

– Tem certeza? É tão coisa da minha cabeça assim?

Seu rosto estava impassível, nenhum vestígio de dor, angústia ou até mesmo paixão. Era apenas uma face indescritível, não havia como ler. Será que ele já sabia? Se não soubesse, por que estaria questionando tanto? Mas ele não teria como, me deixou sozinha por breves trinta minutos, não tinha como, afinal, só quem sabia disso era Vanessa e eu e eu estava certa de que, àquela altura, a doutora já tivesse deixado o palácio para aproveitar o Natal com a família. Meu Deus, eu só podia estar ficando maluca!

– É claro que é. Não há mulher no mundo todo mais feliz do que eu. — Desvencilhei-me das suas mãos e toquei seu rosto, fazendo círculos com meus dedos longos em suas bochechas que logo voltavam a tomar o tom avermelhado de sempre. Suas feições amenizavam sob meu toque, as sobrancelhas sendo liberadas da tensão no cenho, os olhos demonstrando tudo ao mesmo tempo: Interesse, amor, conformação, desejo... Era fácil demais mentir para Maxon, mas isso não quer dizer que não fosse doloroso. As pontadas da mentira cutucavam todo o meu corpo, deixando meus músculos contraídos de tensão — Eu amo você e amo o que está crescendo dentro de mim. Logo seremos uma família completa e eu não estaria exagerando se dissesse que será a vida mais-que-perfeita, porque perfeita ela já é.

Ele sorriu, mas logo esse sorriso se desfez quando ele me beijou, envolvendo seus braços fortes ao redor da minha cintura. Era como se não houvesse mais preocupações, nem Natal, nem filhos, nem nada. Éramos só eu e Maxon. Suas mãos me apertavam mais contra o seu corpo, me fazendo sentir sua pele quente mesmo por baixo da roupa. Soltá-lo estava definitivamente fora de cogitação, bom, pelo menos enquanto estávamos sozinhos.

Alguém pigarreou às minhas costas, fazendo Maxon me soltar imediatamente. Seus lábios vermelhos do meu batom e sua cara de espanto os deixavam quase cômico. Senti meu rosto esquentar com tamanha voracidade que fiquei com medo de minha pele ficar com queimaduras.

– Ah, perdoe-me interromper, Majestade. — O tal guarda nos reverenciou. Com seu corpo franzino, pude reconhecer que era o mesmo guarda no qual Maxon acertou com a caixinha do meu colar em nosso aniversário de casamento — É que os convidados chegaram.

– Finalmente. — Murmurei, embora isso significasse que Maxon e eu ficaríamos carnalmente distanciados.

– Obrigado. — Maxon disse, enlaçando meu braço no seu e me conduzindo até o Grande Salão. Seus lábios ainda estavam manchados de vermelho, mas ele parecia não perceber isso.

– Ah, Maxon, espere. — Eu o fiz parar e logo comecei a limpar o batom da sua boca. O que todo mundo ia pensar se o visse assim?

– O que é? — Perguntou.

– Você se borrou todo com meu batom. — Expliquei e ele riu.

– Você fica uma gracinha com o batom borrado.

– Eu também estou?

– Aham.

– Oh, Deus. Desborre, então.

– E os cabelos assanhados. — Continuou, um sorriso gigante e sarcástico dançando em seus lábios.

– Meu Deus!

Tarde demais para nos organizar. Minha família já havia entrado no palácio, May correndo para me dar um abraço. Por sorte, pelo menos Maxon já estava apresentável. Ele foi falar com James enquanto minha mãe e Kenna vinham ao meu encontro também.

– Ames, está toda borrada. — May comunicou ao pé do ouvido — Posso ajeitar sem que ninguém perceba.

Me soltando, ela teve o cuidado de me deixar de costas para todo mundo e limpou os cantos da minha boca e ajeitou brevemente os meus cabelos.

– Obrigada. — Sussurrei e a abracei de novo, apertando-a com força contra mim.

– De nada. Você precisa de um curso para aprender a se maquiar. — Zombou.

Não, May. Eu preciso é de um curso que me ensine a beijar sem me borrar.

– Ah, querida, como está? — Mamãe perguntou quando, enfim, terminei de abraçar May.

– Bem, e com a senhora?

– Melhor impossível. — Ela me abraçou brevemente e foi falar com Maxon.

– Fala com a titia, Astra. Fala com a titia. — Repetia Kenna numa voz forçada de bebê. Astra disse meu nome três vezes, me fazendo ficar morta de amores pela minha pequena e graciosa sobrinha — Como está, America?

– Muito bem. E com você nem preciso perguntar, não é?

Ela riu.

– É, estou bem também. — Ela pôs Astra no chão, que saiu andando aos tropeços para o pai, e se aproximou do meu ouvido — James e eu estamos com planos de eu engravidar de novo.

Eu sorri por fora e ri internamente. Não seria legal se, em vez de apenas um, mamãe ganhasse dois netos de uma vez? O meu e o de Kenna?

– Mas não conte para mamãe ainda, tudo bem? — Ela pediu — Quero que saiba apenas quando eu engravidar.

– Sem problemas.

Senti o peso de alguém pulando nas minhas costas e, quando percebi que esse alguém era Gerard, comecei a correr com ele, como fazíamos quando ainda morávamos em Carolina. Opa, eu estava grávida. Pus-o no chão imediatamente, estirando minhas costas e fingindo uma dor imensa.

– Desculpe, Gerald, mas minhas costas não são mais as mesmas. — Brinquei. Ele fez beicinho e me abraçou.

– Sinto saudades, America. — Reclamou.

– Eu também, meu pequeno goleiro, eu também.

Logo depois de todo mundo se cumprimentar, August e Georgia e Carter e Marlee chegaram, e então tínhamos mais pessoas para saudar. Marlee foi a primeira a me abraçar e não se conteve a sussurrar para que apenas eu pudesse escutá-la:

– Conte-me tudo o que aconteceu desde que eu saí daqui naquele jantar. Quero detalhes sórdidos e picantes também.

Eu ri da forma como ela falou.

– Olá, professora. — Cumprimentei Georgia.

– Ah, pare. Aqui sou apenas Georgia.

Falei brevemente com Carter e August por não ter muito contato com ambos e fui me juntar a Maxon — Que inciava uma conversa do ponto de vista técnico de futebol com James, Gerard se metendo logo atrás. Logo após, todos nos encaminhamos para a sala de jantar. Todos estávamos tão entretidos na boa comida que quase não nos demos ao trabalho de conversar. Mas May, como de costume, só se calava quando as boas maneiras gritavam mais alto e a impediam de falar de boca cheia.

– E então eu estava na escola e a professora de história nos mandou fazer um trabalho sobre qualquer geração da realeza illeana. É claro que escolhi a de Maxon e America porque, sinceramente, é mais fácil. O que eu poderia fazer? Demorar horas e horas em frente o computador pesquisando sobre pessoas que eu nem sequer sei quem são? Não, jamais... Então escrevi sobre vocês dois, principalmente sobre America porque aí eu poderia contar como foi a vida dela antes da realeza, o que é claro contou mais pontos na hora da apresentação porque ninguém na minha turma tinha como saber sobre o passado não-real de alguém que eles pesquisaram, então ganhei a nota mais alta. Mas fico pensando, será que meu trabalho ficou bom mesmo ou ganhei a nota máxima apenas porque os dos outros ficaram péssimos porque, sim, era cada porcaria que a gente via lá e...

Procurei não me concentrar no falatório de May porque sabia que ela nunca se calaria e, uma hora ou outra, eu me perderia em toda a sua história. Então, passei a focar em meu maravilhoso jantar e em como eu me sentia feliz por estar ao lado do meu maravilhoso marido e por ter todos os meus maravilhosos amigos e minha maravilhosa família comigo também.

Para a ceia, tínhamos: Pernil assado com batata doce, lombo recheado, peru de Natal, tender defumado, arroz branco com castanhas, risoto de pera e nozes, salame, presuntos parma, torradas crocantes, castanhas portuguesas, frutas secas, queijo com geleia de damasco e, para sobremesa, pavê com chocolates e nozes, creme de queijo com cobertura de goiaba e cheesecake de chocolate branco com framboesas. Minha barriga estava a ponto de explodir, mas, céus, como era bom. Eu podia comer esse cheesecake pelo resto da vida e juro que não iria enjoar.

Precisei de um pouco de suco de uva para desentalar — Embora, por ser muito parecido com vinho, eu não gostasse muito. May prosseguiu com seu falatório, agora com Marlee para conversar também. Meu Deus, nunca vi duas criaturas para gostarem tanto de conversar como elas.

Esperei até que todos desistissem de comer para criar coragem para anunciar sobre a gravidez, então, quando May largou os talheres no prato com dificuldades para respirar, eu me levantei da cadeira, as pernas tremendo de nervosismo, uma taça de champanhe em uma das mãos. Todos esperaram em silêncio pelo que eu ia dizer.

– Ah, bom... — Comecei — Eu... Eu queria propor um brinde à esse Natal. É o meu primeiro como rainha e os seus primeiros no palácio. Estou imensamente feliz por estarem comigo nesse momento e..., eu queria dizer também que..., céus, não sei como dizer isso.

– Vamos, America, você está me matando! — Reclamou Marlee.

– O.k., o.k., vou direto ao ponto. É com muita felicidade e... histeria e... êxtase... — May bufou, todos voltaram a rir — Bom, quero dizer que, neste exato momento, estou esperando o herdeiro de Illéa.

Maxon sorriu com minhas palavras, mas todos boquiabriram a boca. Kenna foi a primeira a pular da cadeira e correr para me abraçar, gritando e pulando como uma louca.

– Meu Deus, America, Meu Deus! — Gritou mamãe, também vindo me abraçar.

Em menos de um minuto, todos já haviam me abraçado e congratulado, até mesmo May, que parecia um tanto atônita com tamanha agitação.

– Isso quer dizer que eu vou ter alguém com quem jogar bola? — Gerard se empolgou.

– Ou alguém com quem brincar de boneca. — May zombou e Gerard torceu o nariz em desaprovação — Mas, alguém pode me explicar como isso está acontecendo?

De repente todos ficamos em silêncio, fitando May. O que ela queria saber? May ficou vermelha com todos os olhos para ela, mas logo se recompôs e perguntou novamente:
– Como isso é possível? Quer dizer, do nada, assim, um dia você se acordou e bum! — Ela fez um movimento de explosão com as mãos — , estava grávida.

Meu Deus, May não sabia de nada ainda. Sinceramente, pensei até em processar escola que não a estava ensinando biologia... Virei meu rosto para mamãe, as sobrancelhas erguidas. May já era grandinha o suficiente para saber, se não pela escola, por mamãe.

– O que é? Não me olhe assim, America. — Minha mãe se defendeu e, mais baixinho, murmurou — O que queria que eu dissesse?

Eu ri tanto com isso que lágrimas me escaparam dos olhos e acho que a minha risada de foca engasgada fez com que todos rissem também. May se virou para mamãe e lhe perguntou se estava por fora de alguma coisa, ao que mamãe apenas respondeu:

– Mais tarde, querida. Quando for mais velha, eu lhe contou — E completou com os olhos me fuzilando — Mas, se quiser perguntar a America, tenho certeza que ela lhe responderia na mesma hora.

Eu ri mais ainda. Era realmente possível que mamãe estivesse zangada comigo por causa disso? Assanhei os cabelos de May e disse "Pode deixar, coisinha, eu lhe conto depois". Respirei fundo quando as risadas acabaram, minha barriga doendo de tanto esforço. Como eu poderia ser mais feliz? Tinha uma família que me adorava, amigos com quem eu podia contar, um marido incrível e um vida perfeita — Frase clichê detectada. Sim, eu me preocupava com o bebê, mas sabia que, se eu me cuidasse, tudo acabaria bem no final. Estava com saudades de coisas simples como rir até a barriga doer e da ingenuidade de uma criança e, nesse dia, prometi a mim mesma que nunca mais deixaria nada disso faltar no meu dia-à-dia.

Notas finais
Dessa vez não ficou tão lixoso como o último, né, pelo menos eu espero '-' '-' Ficou curtinho, eu acho, mas dá pra aguentar mais 3 dias pelo próximo né?? Porque tenho uma novidade::::: Como o capítulo 17 (Que eu já escrevi) ficou o pior de todos, o mais mal escrito e mais lixoso, eu vou compensar vocês com dois capítulos (YEEEEEEEEEAH!) """""Mas só se eu alcançar dez comentários nesse capítulo"""" To zoando gente :v :v Não sou uma mendiga de coments, mas, se por acaso, vocês comentarem me sentirei muito bem =D=D=D=D=D=D=D Ok, só isso, chega de encher linguiça com essas notas.. Beijã1 e atéééé 3 dias depois, haha..