Notas iniciais
Hey selecionadas :3 :3 Tudo bom?
Um dia desses eu tava passeando aqui pela Nyah!, procurando por fics de A Seleção que, por Deus, não fosse interativa (Detesto interativas de A Seleção, são todas iguais) e então caiu a ficha: Nossa, não encontrei nenhuma fic que fosse sobre o que aconteceu depois do casamento de America e Maxon... E chorei. É, eu chorei porque eu queria MUITO uma continuação desse tipo e então minha tia chega para mim e diz a frase mais clichê do mundo: Quer algo bem feito, faça você mesmo. E tcharãã, aqui estou eu digitando isso e impedindo pessoas que querem ler a fic de lerem ela de fato. Mas, ok, eu falo muito, e então, com vocês:::: O Primeiro Capítulo!
P.S.: Boa leitura ^^

O sol já iluminava o quarto quando senti os lábios de Maxon roçarem nos meus e, embora estivesse acordada, permaneci imóvel. Estou exausta. E não poderia ser diferente, afinal, só pude dormir por três horas. Três míseras horas! Nossa viagem a Noruécia havia sido incrível, mas, céus, aquele fuso horário estava me matando!

Senti o perfume de Maxon se afastar e, quando ouvi a porta bater levemente, me espreguicei, esticando meus braços, pernas e dedos. Tudo em mim estralava. Foi quando percebi que nada no mundo me faria pegar no sono novamente. Me arrastei vagarosamente para fora da cama, tropeçando na longa camisola bege de seda. Juro que tentei passar pelo espelho do banheiro sem me olhar nele, mas foi impossível. Havia olheiras sobre meus olhos que demorariam dias para amenizar e meu cabelo estava tão... amassado! Mas, em vez de perder tempo com tudo isso, tomei um banho rápido, tentando afogar o meu sono na grande banheira.

Ainda era complicado para mim me acordar ali, no palácio. É certo que, se contarmos desde o início da Seleção, estava ali há mais um ano, mas ainda assim era algo muito novo para mim. Às vezes tinha dificuldades para lembrar de quem era e principalmente de quem fui no passado. Mas, bastava olhar para a coroa de ouro sobre minha penteadeira que tudo em minha mente se esclarecia.

America Singer Schreave. 19 anos. Casada com Maxon Calix Schreave. Rainha de Illéa. Uma Um.

Uma Um.

Maxon veio tentando a todo custo acabar de vez com as castas. Nós sabíamos que seria um processo demorado, podendo levar anos e mais anos, mas, sinceramente, eu achava que era exagero. Já ia fazer quase sete meses que Maxon assumira o trono e ainda não havíamos nem sequer eliminado a casta Oito, que era nossa primeira meta. Se bem que não estávamos tendo muito tempo para isso já que Illéa estava enfrentando uma crise financeira terrível. Nossa vulnerabilidade me atormentava a todo instante, pois sempre imaginava que os outros países estavam contando nos dedos o tempo para nos atacar.

Não! Não que fosse algo certo e que estivéssemos de aviso prévio sobre uma nova guerra, mas, com toda aquela última confusão com os rebeldes sulistas, estava sempre amedrontada. A Itália, que era nossa principal exportadora de queijo, vinho e batata, estava com grandes problemas com os franceses, enquanto a Sudoécia estava travando uma guerra contra a Monarquia Russa. Ou seja, havia guerras para tudo quanto era lado, e isso me assustava. Muito.

Saí da banheira quando percebi que meus dedos estavam enrugados, me sequei e vesti o primeiro vestido que vi pela frente. Senti, como todas as manhãs, o peso da coroa quando a coloquei em minha cabeça. Tentei amenizar minhas olheiras e saí do quarto.

Quase me esbarrei no soldado Woodwork na pressa. Aquilo, pelo visto, estava se tornando um hábito.

- Majestade. — Ele cumprimentou, se curvando diante de mim.

- Bom-dia .- Respondi, já me dirigindo à escadaria.

Uma das coisas que mais me incomodavam na minha vida de rainha era o fato de todos se curvarem diante de mim. Perdi as contas já de todas as vezes em que pedi para soldados e criadas para que não fizessem isso, mas era em vão.

Carter Woodwork foi readmitido ao palácio e recebeu novamente seu título de Dois. De vez em quando eu convidava Marlee para vir para cá para vê-lo. Aliás, de vez em quando recebíamos visitas ao palácio, estipuladas por mim, para que as famílias dos soldados pudesse, vê-los. Essa foi só uma das coisas que sugeri assim que tomei posse do título de rainha. Outra coisa também foi colocar em prática o plano de os homens não precisarem se alistar por obrigação e, por incrível que pareça, nosso número de soldados apenas aumentou. Se não fosse a crise financeira se alastrando por Illéa, eu diria que nunca havíamos vivido tempos tão promissores.

Quando percebi, estava à porta da sala de jantar. Os soldados me cumprimentaram, curvando-se, e o da direita tomou a palavra instantaneamente:

- Majestade — Disse — , desculpe-me, mas Rei Maxon não está aqui.

- E onde ele está? — Perguntei.

- Eu não saberia dizer, Majestade.

Eu os agradeci e subi a escadaria de mármore novamente até o terceiro andar. Não havia outro lugar em que Maxon pudesses senão o escritório. Ultimamente, ele havia passado bastante tempo lá, organizando reuniões e procurando formas de acabar com a crise. Eu, como rainha, também participava, mas era quase como se eu não estivesse lá; Não entendia metade das coisas que Maxon e o Conselho falavam, então, tudo o que eu podia fazer era brincar com a caneta na mão.

Já estava com as pernas cansadas quando alcancei o escritório e, com duas batidinhas na porta, ouvi a voz de Maxon me dizer para entrar. Eu entrei.

- Desculpe, Gary, não estou com muito tempo... — Começou, sem erguer o olhar para mim.

- Gary? Sério? — Questionei, rindo. Ele finalmente notou quem era e se levantou de sua poltrona.

Sempre havia um breve momento entre o toque de nossos lábios, momento este que eu gostava de usar para me perder nos seus olhos castanhos. Me derreti quando os dedos de Maxon envolveram minha nuca, e meus ombros esmoreceram quando ele interrompeu o beijo. Ele parecia se divertir com tal feito.

- Dormiu bem? — Perguntou ele, voltando para se sentar.

- Nas três horinhas que pude, sim. — Dei de ombros, tentando omitir um bocejo — E você? Fui até a sala de jantar, mas não encontrei você lá.

- Estava esperando para tomar café da manhã com você. — Explicou, me dando as costas para buscar uma papelada dentro de uma gaveta — E não, eu não dormi nadinha.

- Então por que não volta para a cama? Ainda é cedo e você não vai conseguir fazer nada estando com sono — Digo e depois completo: — , Meu Majestoso Marido.

Ele riu e segurou minhas mãos ternamente como muitas vezes fazia para me contrariar sem me deixar enfurecida — E o pior de tudo é que sempre dá certo.

- Minha querida — Torci o nariz — , tenho muitas coisas a fazer.

- Maxon, sinceramente, um dia de folga não vai incomodar ninguém, quer dizer, acabamos de voltar de uma viagem e você realmente acha que eu cai na sua história de que fomos unicamente para visitar o rei e a rainha da Noruécia?

- Não, eu não acho. — Confessou — Eu realmente fui a negócios. Você sabe, com essa crise toda em Illéa e essas guerras entre Itália e França e Sudoécia e Monarquia Russa, quanto mais aliados melhor.

- Eu sei. Você já enviou tropas para a Itália?

- Mais aviões chegam lá hoje. — Respondeu, soltando minhas mãos e se recostando na poltrona — Por que não vamos tomar café da manhã antes de tudo, hein?

Eu concordei com a cabeça e nós saímos, de mãos dadas, como um casal de namorados, em direção a sala de jantar. Os soldados ao nosso redor se enfileiraram dos lados da escadaria de mármore para nos cumprimentar como todas as manhãs e então, quando adentramos na sala de jantar, eles se dispersaram e tomaram seus postos novamente. Quem diria que em tão pouco tempo eu fosse passar de "Apenas America" para "senhorita", "Alteza" e "Majestade".

Os cafés da manhã eram sempre silenciosos. Confesso que sentia falta de quando eram trinta e tantas garotas perturbando umas às outras, rindo e comendo tudo o que podiam no pouco tempo que tinham. Era alegre, divertido, mas, só de pensar que todas aquelas trinta e quatro garotas estavam aqui por um único objetivo — Conquistar meu digníssimo marido — meu estômago se revirava.

Pensando bem, não é tão ruim assim tudo aquilo já ter passado.

Agora, tudo o que tínhamos era paz. Pelo menos uma vez por semana eu convidava minha família para vir jantar conosco ou tomar chá da tarde — Isso ainda era estranho para mim também. May, como sempre, me convocava para uma expedição aventureira pelo palácio ao passo que Gerad brincava de bola nos grandes jardins com Maxon e James, marido de Kenna.

- Sabe, eu estive pensado — Começou Maxon depois de um tempo — , acho que já chegou a hora de ajudarmos a Itália nessa crise com a França.

- Mas nós estamos. — Respondi sem entender — Estamos enviando reforços para a Itália. Nossos homens estão lá de prontidão para uma suposta guerra.

- É, mas esse não é o objetivo de Illéa. — Ele disse, deixando os talheres no prato de porcelana, produzindo um zunido mínimo — Somos o único país que não está enfrentando problemas com outros países e, sinceramente, acho que estamos apenas influenciando a guerra quando mandamos reforços a Itália.

- E o que sugere que façamos? Que deixemos a Itália desprovidas de nossa ajuda?

- Não, claro que não. — Tomou um gole do suco de maracujá antes de responder — Acho que devemos promover um encontro entre as monarquias italiana e francesa. Ainda há tempo de evitar a guerra.

Larguei meus talheres no prato, fazendo um barulho estridente. Engolir se tornou uma tarefa difícil quando minha garganta se contraiu, pouco antes da tosse desesperada começar. Maxon me acorreu, me dando água e ficando me perguntando o que devia fazer. Algumas lágrimas brotavam dos meus olhos depois de tamanho esforço e, quando enfim me recuperei, as enxuguei com o dorso da mão.

- Você está bem? — Ele perguntou, ainda sem saber o que fazer.

- É, acho que sim. — Enxuguei os cantos da boca pensando em quão ridículo deve ter sido esse meu ataque. Respirei fundo e tentei entender o que Maxon queria que fizéssemos — Deixa eu ver se eu entendi: você quer receber aqui, no palácio, em Illéa, os franceses?

- E os italianos. — Corrigiu — Seria uma boa porque, além de evitarmos uma guerra que com certeza dizimaria países que dependem deles, conseguiríamos, com sorte, a França como aliada. E você sabe como seria importante tê-la ao nosso lado.

- Maxon — Tentei parecer calma — , eles são cruéis, brutos. Quem garante que eles não se revoltariam contra nós também?

Ele pareceu pensar um pouco no assunto e, com convicção, respondeu:

- Eu.

À tarde, nos reunimos com o Conselho. Eu, como sempre, rabiscando algumas coisas num bloquinho de notas sem que os outros percebessem enquanto Maxon explicava o porquê de termos que procurar ajudar a Itália; ele falava da importância econômica da França, falava sobre a paz que se estabeleceria em parte da Europa e em como viraríamos uma ótima influência para os outros países, principalmente para a Sudoécia e a Monarquia Russa.

- Majestade, com todo o respeito, mas eu acho um pouco imprudente isso, afinal, garantia sobre quais fundamentos temos de que isso não só piore para a Itália, como para nós também? — Disse um membro do Conselho que me fez erguer a cabeça para olhá-lo. Estava mais atenta do que nunca agora em Maxon e, com um repuxar de sobrancelhas, disse à ele "Eu bem que te disse".

- Albec, acredite, eu não faria isso se não tivesse certeza absoluta de que tudo daria certo. Eu conheço os franceses mais do que os senhores podem imaginar.

E uma pontada de agonia bateu em mim. É claro que ele conhecia muito bem os franceses. É claro que ele conhecia muito bem a única francesa que, mesmo sem eu conhecer, me provocava. Daphne. A filha do rei francês. Ótimo, teremos um encontro amistoso daqui para pouco... será fascinante — Ou não.

Daphne era a princesa da França que o tirano Rei Clarkson — Céus, me perdoe por eu estar falando assim de alguém que já morreu — fez questão de jogar na minha cara que era supostamente uma antiga namorada de Maxon. Tudo bem que Maxon me explicou tudo bem direitinho sobre que Daphne era a única pessoa mais ou menos da sua idade na qual ele era amigo e que nada — Nada — havia acontecido entre os dois. Mas, parece que ela gostava dele e que supostamente ainda gosta... Enfim, será realmente que eu teria o sangue tão frio a ponto de aguentar a estadia dela ali, dentro da minha casa?

É claro que você teria, America. Você é a rainha e é você quem Maxon ama. Não há motivos para temer.

Só quando suspirei, pude perceber que havia passado todo aquele tempo prendendo a respiração. Todos estvam olhando para mim como se esperassem que eu dissesse alguma coisa, e eu comecei a suar. Meu Deus, não podia ser tão desatenta assim!

- Ah... o que? — Perguntei tentando não fixar o olhar em alguém por muito tempo. Maxon cobriu a boca com a mão, mas pude perceber que ele estava sorrindo.

- Estamos aguardando apenas o voto de Vossa Majestade. — Respondeu Albec.

- Ah, eu... — Minha garganta se fechou como mais cedo, no café da manhã, e minha testa recomeçou a suar. Será que a maioria dissera que concordava com Maxon? Ou será que não? Mas não tinha importância a minha opinião; se Maxon achava que estávamos indo no caminho certo fazendo isso, eu não iria discordar dele — Eu concordo. Eu concordo com o rei.

- Então está decidido. Farei o convite às realezas francesa e italiana ainda hoje. Talvez na semana que vem tenhamos convidados ilustres em Illéa. — Dsse Maxon, me lançando uma piscadela, mal podendo conter o sorriso.

- E, se bem me lembro da recepção que a Rainha America organizou para a monarquia italiana da última vez em que nos visitaram, não tenho dúvidas de que essa será tão incrível quanto.

Todos na sala concordaram com a cabeça e lançaram elogios aos quatro ventos sobre a última visita italiana. Eu me limitei a agradecer, sem conseguir encontrar mais palavras, pois tudo no que conseguia pensar era em como Kriss Ambers me ajudou naquela recepção. Certamente eu não conseguiria fazer metade agora que estava sozinha, mas eu omito isso do Conselho.

- Farei o possível para ajudar nessa reconciliação entre os países — Disse com um sorriso largo.

Maxon convidou todo o Conselho a se reunir conosco naquela noite para o jantar, ao que todos responderam — É claro — que sim. A noite se passou num borrão diante dos meus olhos. Tomei um banho rápido, me vesti com um vestido mais trabalhado já que tínhamos tantos convidados para o jantar e minhas criadas, Mary, Anastasia e Allye, se concentraram nos meus cabelos.

Só eu sei como sentia saudades de Anne e Lucy, minhas antigas criadas. Anne morreu durante o ataque rebelde sulista ao palácio e Lucy se aposentou quando se casou com Aspen. Ainda me lembro do quão feliz fiquei quando Aspen convidou Maxon e eu para sermos padrinhos de seu casamento. Se eu ainda gosto de Aspen? Sim, é claro, ele foi a minha primeira paixão e acho que é bem difícil deixar de gostar de alguém que fez a maior parte das lembranças do seu passado, mas, ainda assim, não me arrependia nem por um segundo de ter escolhido Maxon à Aspen, porque é Maxon quem eu amo e 2a cada momento que estava ao seu lado eu podia perceber isso.

Alguém dá duas batidinhas na porta, me sobressaltando com o barulho, mas, antes de Anastasia correr para ver quem é, a voz de Maxon ecoou abafada pela porta de madeira.

- Você está pronta, minha querida? — Perguntou com sarcasmo na voz e eu pude perceber que ele fez isso apenas para me irritar.

Fiz um sinal com a mão para impedir Anastasia de ir abrir a porta. Mary, que acabara de finalizar meu cabelo, disse que eu já estava pronta. Caminhei até a porta e abri apenas uma frestinha. Maxon sorriu ao me ver.

- Só respondo se você parar de me chamar assim. — Resmunguei, fingindo estar furiosa.

- Ah, America, por favor, não pode agir como uma garota normal? Sabia que todas gostam quando o marido as chamam de "minha querida"? — Replicou escancarando mais a porta — A propósito, você está deslumbrante.

- Obrigada.

Ao lançar um último olhar para as minhas criadas, Mary me mostrou o dedão para dizer que estava tudo o.k. . Enlacei meu braço no de Maxon e começamos a nos dirigir para a escadaria do terceiro andar.

- Hey! — Chamei mesmo ele estando bem perto de mim — Eu já disse hoje que te amo?

- Hum... — Ele levou o indicador aos lábios e deu leves batidinhas nele, fingindo pensar no assunto — Não.

- Seu mentiroso, eu disse sim!

Ele me puxou para mais perto e me beijou quando dobramos num corredor deserto. Normalmente não podíamos fazer isso quando estávamos em público. E é por isso que, dos breves segundos em que nos vemos à sós, fazíamos os melhores de nossas vidas.

- Pois então aqui está: — Disse ainda com braços envoltos do seu pescoço — Eu te amo.

- Eu também te amo.

Ele me beijou novamente e nós caminhamos para um jantar que pretendia não ser tão monótono quando os outros.

Notas finais
Ficou muito ruim? (Sejam sinceros!)
Sabe, ODEIO quando eu escrevo uma fic, vejo que muitas pessoas estão lendo e não há comentários. É frustrante! Então, por favor (;-----;) comentem o que vocês acharam porque eu preciso desses comentários, eu RESPIRO esses comentários. Haha...
Bom, nem sei quem você é, mas deve ser uma pessoa de bom gosto para ler uma fic de A Seleção, então... Já te amo! Beijinhos, prometo postar o Capítulo 2 ainda essa semana e prometo tentar melhorar neles...
Beijinho :*