The Monster that lives in my head.
8 Pior do que eu imaginava
Notas iniciais
No dia seguinte abri meus olhos e olhei a hora no relógio digital 09h, estou viva, não morri ontem a noite. Achava que de ontem eu não escapava. Tomei um banho, vesti roupas limpas e desci apoiando nas coisas.
Fui para a cozinha e me sentei a mesa sem falar nada com Edward que tava fazendo café.
– Bom dia Bella-ele termina de por a mesa para dois e sentou- dormiu bem?
–Sim. -Menti.
– Isso é bom, pode se servi do que quiser.
Peguei um copo de suco de uva, panquecas e comecei a comer em silêncio,olhando apenas para o prato. Me levantei devagar, e lavei as coisas que sujei.
–Pode deixar que eu lavo Bella
–Eu já lavei.
– Podia ter deixado ai.
–Você me disse para eu me sentir em casa, quando estou em casa lavo as louças, então aqui também vou lavar.-Ele riu
–Se isso te faz sentir a vontade, quem sou eu para negar?-Ri e fui pra sala, coloquei em um canal qualquer e comecei assistir.
–A medica me ligou hoje mais cedo-ele disse vindo para perto de mim.
– E...? -Olhei para ele- O que ela disse?
–Que se você não quiser se livra da... coisa... o trabalho dela não vai adiantar de nada.
–Eu não quero o trabalho dela Edward.
–Bella ela só quer te ajudar a se livrar de um tormento e seguir sua vida normalmente.
–Edward, se você não quer acreditar em mim, não posso fazer nada! Então apenas pare de falar desse assunto comigo.
– Vá pelo menos uma ultima vez até o consultório dela.
– Eu não vou! -Me alterei- Quer saber? -Olhei pra ele- Eu já estou pronta pra ir para casa.
–Bella não piore as coisas, da ultima vez você quase se matou, e se da próxima vez eu não tiver la pra te ajudar?
–Eu não preciso da sua ajuda.
– Você mora no meio do nada, se essa coisa aparecer e você se machucar? Quem vai estar lá pra te ajudar?
– Eu posso até ficar aqui, mas... Pare de me mandar ir no consultório daquela mulher.
– Então pare de ver o que não existe! -ele se irritou.
– Caralho Edward! -Gritei- Você não acredita em mim! Ninguém acredita em mim! Na verdade, os doidos aqui são todos vocês e não eu! Já disse pra irmos lá na floresta pra você vê-lo, mas você não quer! Não tem como ficar na casa de uma pessoa que acha que você é doida!
– Vamos então a porra dessa floresta e se essa coisa não estiver lá, você vai fazer o tratamento!
– Eu não vou fazer merda nenhuma! Você não manda em mim! Você não é nada meu!- Ele me segurou pelos ombros
– Eu sou alguém que quer o seu bem! Isso não existe e está afetando a sua vida!
–Vamos logo na floresta! -Me afastei dele.
Ele ainda com raiva, pegou as chaves do carro e se dirigiu até o carro. Andei sozinha até lá, me apoiando nas paredes e entrei no banco de carona, ele dirigiu rápido até minha casa, mais do que o necessário.
Assim que ele parou o carro, desci devagar. Edward desceu, e foi até meu lado a ajudar.
–Me leve ate onde se esconde essa coisa Bella,porquê ate agora não vi nada.
Dei de ombros e entramos na floresta, Edward olhava atentamente apenas para frente, e eu para todos os lados, olhei para o canto, e o vi atrás de uma árvore.
–Edward! -Parei de andar- Ele ta ali.-Edward olhou pro local
–Não tem nada ali Bella.
– Tem. -Chorei- Ele tá ali. -Apontei de novo e tentei correr-Edward me segurou forte.
–Bella, fica calma, não tem nada.
– Ele vai me pegar Edward, me tira daqui... ele vai levar a gente para uma outra dimensão. -Chorei soluçando.
–Bella, não tem nada ali, ninguém vai pegar você.-Comecei a chorar mais.
– Ele ta vindo pra cá. -Gritei, tentando me soltar do Edward e correr, enquanto a criatura se aproximava cada vez mais.
–Bella não tem nada vindo. -Senti um tom de irritação em sua voz.
Fiz muita força e me soltei dele, correndo e me apoiando nas árvores por causa da minha perna, e tentando me distanciar do Slender. Edward voltou a segurar meu braço.
–Chega Isabella... Isso tem que parar.
–Me solta! -Gritei chorando.
E de repente, aquela criatura apareceu na minha frente, com os braços esticados em minha direção, e em suas costas saiam tentáculos. Gritei desesperadamente e me joguei para trás, caindo no chão.
–Bella! -Ele me sacudiu pelos ombros-Acorda! Isso não é real.
– Como não é real, se eu o vejo? -Gritei chorando
–Bella, só você o vê, só você pode deixar de vê-lo.
– Me tira daqui! -Gritei de olhos fechados, evitando vê-lo novamente.
–Abra os olhos! -Ele me sacudiu- Veja ao seu redor... não tem nada.
Abri meus olhos e o vi do lado de uma árvore, olhando para mim, peguei uma pedra no chão e tentei me cortar. Edward segurou minha mão.
–Isso é pior que eu pensei, vamos embora antes que se mate.
Comecei a chorar, segurando em seu pescoço. Ele segurou forte minhas mãos e me levantou, e juntos caminhamos para fora da floresta.
– E se a gente não achar a saída? E se ficarmos presos aqui para sempre? E se ele nos levar para outra dimensão e nos torturar até a morte? -Perguntei chorando
–Não vai acontecer nada disso.
Comecei a chorar com soluços, o vendo por toda parte. Depois de poucos minutos já estávamos fora da floresta.
–Viu? Não aconteceu nada.
– Ele só quer a mim! -Chorei- Ele quer matar somente a mim! Você não entende!
– Ele não vai te matar! Ele não existe! Ele não quer você! E ele não existe!
Continuei a chorar desesperadamente sem dizer nada, Edward me ajudou a entrar no carro, deu a volta e entrou também, fiquei olhando pela janela e chorando. Só percebi que tinhamos chegado, quando ele parou o carro. Minhas lágrimas não pararam de descer nem por um segundo.
– Bella, não chore, não é real -ele segurou a minha mão.
–Eu preciso ficar um tempo sozinha.
– Tá-ele desceu e foi me ajudar a descer-Eu vou trabalhar.
–Ok. -Entrei em casa e deitei no sofá. Vi Edward subindo para seu quarto. Continuei a chorar sem parar, e assim que escutei barulho dele descendo, limpei minhas lagrimas.
–Você vai ficar bem? -Ele me perguntou.
– Vou. Vou ficar bem.
–Volto as 17:00.
Edward pegou uma maça em cima de mesa e saiu de casa. Me sentei no sofá, coloquei a mão no rosto ainda chorando, e comecei a vê-lo saindo de dentro da Tv.
–"Eu sou real e vou te levar comigo"
–Nãoõo. -Gritei chorando me levantando do sofá, e saí correndo pela casa sem me preocupar com minha perna, e se estava derrubando tudo no chão.
–"Não adianta correr, eu estou dentro de você"
Continuei a chorar desesperadamente,indo para cozinha e derrubando várias coisas de vidro. Olhei pra trás e ele havia sumido, mas apareceu em minha frente.
–''Te achei! Você perdeu. E vai comigo"
–Nããooo, por favor -sussurrei chorando e soluçando, comecei a me estapear, e sentei no chão chorando.
Assim que escutei um barulho, acho que era campainha, ele sumiu.
Me levantei devagar... Olhei para cozinha, tudo no chão quebrado, copos, vasilhas,pratos, e o mesmo se aplicava no resto da casa.
–Já vai. -Gritei indo até a porta. Mas antes... Limpei minhas lágrimas, respirei fundo, e abri a porta.
–Sim?
– Eu sou a vizinha aqui do lado, ouvi um barulho e vim esta tudo bem.
– Ah claro eu... Estava arrumando a cozinha, e... -engoli em seco pensando em algo- E....e... E o armário quebrou, derrubando tudo no chão.
–Oh, e você está bem? Precisa de ajuda?
– Apenas está um pouco bagunçado, mas... Eu arrumo tudo rapidinho. -Tentei sorrir.
–Se precisar de algo, pode me chamar, eu já vou indo... As crianças estão só.
– Tudo bem... Obrigada pela preocupação. -Tentei ser simpática- Tchau.
–Tchau. -Ela sorriu e foi embora.
Fechei a porta de novo, olhando para sala... Eu precisava arrumar tudo antes das 17:00, ainda forçando bastante minha perna, comecei a juntar o que estava no chão.
Depois de arrumar toda a sala, fui pra cozinha, onde o chão só via cacos de vidros e colheres espalhadas. Depois de horas, juntando todos os cacos do chão, lavei a louça e fiz um sanduíche para mim comer. Já havia se passado o horário do almoço e eu nem tinha percebido.
Coloquei um copo de suco e me sentei na mesa, comi devagar, e vi que no lugar onde havia pontos, minha perna sangrava e estava inchada... droga! Não podia deixar assim, e nem ir ao médico sozinha.
Coloquei as louças na pia, subi bem devagar as escadas, peguei uma toalha e fui tomar um banho relaxante,deixando a água cair em minha perna para ver se parava de sangrar.
Desliguei o chuveiro, me enrolei na toalha, fui para o quarto, amarrei um pano no local que doía em minha perna, coloquei uma calça jeans, e uma camiseta. Resolvi voltar para sala, mas ao passar pelo quarto do Edward vi alguém deitado e resolvi me aproximar e ver quem era. Talvez ele tenha chegado e eu não percebi por estar no banho.
Fale com o autor