Notas iniciais
Oi pessoas e oi fantasmas! Tudo bem? espero que gostem do capitulo. Comentem! Boa leitura!

–Edward? -Chamei de voz baixa.

Me aproximei mais da cama e vi aquela criatura sem face deitada, seus braços veio em direção a mim, me puxando pelos ombros e me jogando com violência na cama, suas mão foram para meu pescoço o apertando. Já começava a sentir tontura pela falta de ar...

Mas... assim que escutei um barulho de telefone tocando, ele sumiu de cima de mim, e não era as mãos dele que estavam em meu pescoço e sim minhas próprias mãos.

Ainda com medo e sem entender como minha mão estava ali, fui atender ao telefone.

–Alô. -Forcei minha voz para que ela soasse bem.

–Bella? É o Edward.Liguei pra saber como você está.

–Estou bem. -Menti

–Já almoçou?

– Eu... não estava afim de almoçar, então fiz um sanduíche

–Você quer que eu volte pra casa?

– Não precisa. Você tem que trabalhar.

–Se quiser eu falo que não estou muito bem, e volto pra aí correndo.

– Eu estou bem Edward. Quando você puder você volta.

–Então tá...preciso desligar.Tchau. -Desliguei, sem dizer nada.

Respirei fundo e fui em direção a TV, colocando em qualquer canal,
tava passando um filme de romance, e aí fiquei pensando... Eu nunca teria um namorado, ninguém iria querer alguém como eu.

Uma louca que é perseguida por um homem enorme!

O Slender Man. Esse nome me da calafrios... Me deitei no sofá, aquela correria toda me deixava cansada, resolvi tirar um pequeno cochilo para descansar. Acordei com barulho de porta.

–Cheguei. -Escutei a voz de Edward

–Oi. -Me sentei no sofá.

–Te acordei?

–Sim. -Sorri- Tudo bem.

–Eu vou subir pra tomar um banho e volto para fazer o jantar.

–Tá bem. -Olhei pra ele.

...

Assim que Edward desceu, me levantei apoiando nas coisas e fui na cozinha.

–Precisa de ajuda?

– Não.-Ele pegou na geladeira dois pratos prontos e colocou no microondas. Dei de ombros e me sentei na cadeira ali mesmo.

Assim que ele voltou com os pratos, peguei os talheres, copos, me sentei de novo e comecei a comer em total silêncio.

–Você ta bem?

– Estou. Por quê? -olhei para ele.

– Esta muito quieta-ele deu de ombros- como foi seu dia?

–Foi... Normal. -Menti e ele não percebeu.

– O meu também, fiquei lendo o dia todo. adoro receber para não fazer quase nada.

– Trabalhar em biblioteca deve ser muito bom mesmo.

– Se quiser posso falar com a minha chefe, e te arrumar um emprego. Vai ser bom distrair a mente.

– Ah e falando nela... Vocês tem algum lance? -Sorri e ele se engasgou com a comida.

–É claro que não.-Ri.

–Ela te olha de um jeito diferente. Eu percebi isso quando estava lá. Ela é bonita Edward, por quê não dá uma chance para ela?

– Isso seria estranho pra mim, eu a considero como minha irmã.

– Tudo bem... Só acho que ela não te vê como um irmão.

–E por quê não? Como tem tanta certeza?

– Pelo o jeito que ela olha pra você... Meio... Sei lá... Diferente?

–Nunca a vi de outra maneira.

– Tudo bem... -Me levantei me apoiando nas coisas e lavando o que sujei.

–Como está sua perna?

– Não muito bem.

–Quer ir ao médico?

– Acho que não é necessário.

– A caixa de primeiros socorros está no banheiro dentro do meu quarto, se precisar pode pegar.

– Acho que vou pega-la. -Saí da cozinha e comecei a subir as escadas devagar.

Entrei em seu quarto, e depois no banheiro, peguei a maleta.

Engoli em seco ao ver sua box pendurada perto da pia, afastei esses pensamentos idiotas e tirei minha calça ali mesmo, fazendo o curativos, depois de terminado vesti minha calça novamente e guardei a caixa.

Fui para o meu quarto, fechei a porta de chave, coloquei as chaves no criado mudo e me sentei na cama.

Vi o Slender na janela do lado de fora e corri até a porta sem me importar com minha perna, mas estava trancada, entrei em desespero, e comecei a chorar.

–Edwaaard? -o chamei gritando e chorando. Minutos depois Edward forçava a porta.

–Abre Bella!

– Eu não a tranquei! -Gritei chorando em desespero. Escutei alguns barulhos e logo a porta caiu no chão e ele entrou.

–O quê foi?-Olhei pra janela de novo e não tinha nada

–Não vai acreditar mesmo...

– Deixa eu tentar...o coisa estava aqui?

–Estava na janela.

– Bella, ele não existe! Ele não estava aqui!

–Não fui eu que tranquei a porta Edward, se me der licença, por favor... -limpei as lagrimas e me deitei na cama

–Bella, você precisa lutar contra isso.

– Licença? -Aumentei a voz.

Ele respirou fundo e saiu, comecei a chorar silenciosamente, horas depois consegui pegar no sono.

...

No dia seguinte acordei toda suada, acho que tive pesadelo a noite, mas não me lembrei do que se tratava, com se fosse difícil imaginar... Fui ao banheiro, olhei no espelho e meu rosto estava todo arranhado, tomei um banho rápido, vesti um short curto, uma Camiseta e desci.

–Bom dia! -Edward sorriu feliz.

– Bom dia. -Falei normal

– Sente-se, hoje tem panquecas e bolo da padaria-ele riu

Me sentei sorrindo, peguei um pedaço de bolo, um pouco de café e comecei a comer. Ele pegou calda de chocolate, colocou em cima das panquecas e começou a comer.

–Estava uma delicia. -Falei assim que terminei de comer.

– Está mesmo-Ele deu ombros- A padaria é boa

– Sim. -Levantei devagar e lavei a louça suja.-Quero sair de casa hoje, minha perna está um pouco melhor.

– Eu vou fazer compras hoje, o estoque de comida pronta já está no fim, quer ir?

–Tudo bem.

– Só vou buscar minha carteira e o celular

–Ok. -O esperei do lado de fora da casa.Edward saiu falando no celular;

– Hoje mesmo, a porta está aberta, segundo piso, tchau sr Clawater.-O esperei abrir o carro e entrei, ele fez o mesmo.

–Já mandei concertarem a porta.

–Foi mal por isso. -Falei e ele começou a dirigir.

– Tudo bem, foi eu que a arrombei.

–Por culpa minha.

– Hoje é um novo dia, vamos esquecer ontem.

–Como se fosse possível. -Falei baixo.

– E porquê não é? Está me escondendo algo?

–Não. -Menti.

Ele parou em frente ao supermercado e desceu, deu a volta e abriu a porta para mim, desci e olhei pra ele.

–Obrigada.

Edward pegou um carrinho, entramos no super mercado, compramos tudo que faltava, na hora de pagar a conta, eu queria dividir, mesmo insistindo, Edward não deixou, bufei e fui para o carro, o deixando levar as compras sozinho, ele colocou dentro do porta malas e dirigiu de volta para casa. Ajudei-o a levar as coisas para cozinha e colocar no lugar.

–Vamos ver um filme? -Edward olhou pra mim.

– Vamos, mas... não tem que trabalhar hoje?

–A chefia vai entender, além do mais... hoje o movimento é fraco.

– Tudo bem. -Fui até a sala e me sentei no sofá- Você escolhe o filme.

Ele parou cruzou os braços, apoiou a mão no queixo indeciso.

–Escolhe qualquer um. -Ri.

Ele olhou para pilha de dvds que estava em cima da mesa, e colocou um aleatório.

– Comédia romântica? A sua cara. -Ri

– Eu não vi o título, deu sorte de não ter pego o Nemo-Olhei pra ele franzindo o cenho.

–Por quê você tem o filme do Nemo?

– Eu tenho sentintimentos ok? E quando o Nemo se perde do seu pai é muito triste, você lembra da parte em que o pai dele acha que ele ta morto?

–Sim, eu lembro. Mas não é tão triste assim.-Ele ri.

– Você acredita em tudo né? Esse filme é do meu sobrinho que esqueceu aqui. -Revirei os olhos.

– Muito engraçadinho você.

–Sou e muito. -Ele se sentou bem ao meu lado e colocou o braço em volta do meu pescoço.

Não me perguntem porquê, mas... eu adorei quando Edward fez isso.

–Que folga é essa Edward? -Olhei para ele segurando o riso.

–Não tem nada demais. -Ele riu revirando os olhos.

– Tudo bem então. -Ri

–Quer pipoca? -Ele perguntou.

– Não precisa... você vai perder o filme.

–Seria estranho se eu falasse que não estou nem aí para o filme?

– Então pra quê, você queria assistir? -Olhei pra ele.

–Queria ficar perto de você-Engoli em seco e o encarei.

–Por que não me disse antes?

–O quê quer dizer? Isso muda algo?

–Não quero dizer nada. -Sorri- Deixa pra lá.

–Agora eu quero saber!
Fui me aproximando dele devagar e silenciosamente dele...