Notas iniciais
eai pessoal, td de boa? eu sei, eu sei, demorei mais chegay kikkk, aconteceu q meu PC excluio o cap e não tive como achar de novo então tive que escrever, e eu sei de novo esta pequeno. mas fazer o que né é a vida. obrigadoa quem comentou, e a quem só leu tambem, por que vocês não podem ser esquecidos. emfim boa leitura e ate as notas finais bjokas!

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10. Respira, está tudo certo, está tudo certo, vai dar tudo certo, nada errado.

Respira espira, respira espira...

Esta tudo bem, se acalma Anna.

Você pode fazer isso, você pode, é o seu dever.

Eles estão te esperando, ele está te esperando.

Mesmo que eu tentasse de qualquer forma me acalmar eu não conseguia, só de pensa o que estava prestes a fazer já ficava nervosa.

E se dissesse não? E se ele dissesse não? E se ele foi jogado para fora da cerca? E se ninguém estiver mesmo lá? E se?

Vários “e se's” enchiam minha mente, indo e voltando, dando voltas e mais voltas, mas sem chegar a lugar algum.

Fazia uma semana que eu avio recebido à carta, mas coisas estranhas começaram a acontecer, jovens começaram a sumir do nada, sem aviso nenhum.

Então meu avô decidira que era uma boa ideia que meu casamento fosse o mais rápido possível, para acalmar e distrair a população, e eu deveria me fingir feliz, e sorrir.

Então aqui estou eu, com o vestido completamente branco, e com uma calda enorme, parecido com vestido de uma princesa. Minha irmã, Emilly ficara encantada, e pedindo para papai e para mamãe igual.

A festa inteira avia sido presente de meu avô, claro era uma estratégia.

Olhei-me mais uma vez no espelho, aquela não parecia eu, que costumava usar vestidos pretos ou calças rasgadas no joelho. A menina no espelho parecia exatamente uma princesa, com o cabelo castanho com mechas loiras preso em rabo de cavalo despojado, mas sem deixar de ser elegante; o vestido branco coberto inteiramente de renda e seda com um laço cor marfim na altura da cintura; a maquiagem leve com o batom vermelho; salto de plataforma extremamente branca e por fim o costumeiro esmalte vermelho.

Linda.

Mas aquilo me agoniava algo no meu peito doía me incomodava, como pontadas de facas.

Mas não sabia o que era aquilo.

Não podia fazer o estilo garota de filmes e fugir.

Não podia.

E era isso que me machucava.

Meu avô não avia feito isso por me amar, ele avia feito isso só para controlar as pessoas, só para que elas pudessem se manter quietas.

E de novo, repetidamente mais uma vez, controle.

Não avia amor em nada disso, não avia.

E nunca a veria.

Poder, ganancia, e varias coisas do gênero eram os motivos pra isso.

Não quero não posso me casar com um estranho, que principalmente eu odeio.

Só fui perceber que estava chorando quando levante os olhos pro espelho.

Todos diziam para mim que o dia do casamento a noiva fica inquieta, nervosa e essas coisas do tipo.

E eu realmente estava, mas tinha um sentimento maior; a raiva.

Eu sacrificaria minha felicidade, minha vida por que alguns jovens revoltados que só queriam liberdade assim como eu, aviam fugido.

Faria tudo isso, só por que o povo cansara de ser controlado, manipulado, e de nunca poder ter decisões.

O povo estava mais que correto, mais que certo sobre as opiniões.

Um pensamento que martelava em minha mente desde o dia que recebi a carta voltou com toda a força para mim, fugir.

É isso, vou dar uma de revoltada de filmes, do tipo que a noiva esta prestes a casar com a pessoa errada e foge da igreja.

É exatamente isso que vou fazer.

Mais então outro pensamento compareceu a festa dos devaneios, como eu faria? Eu mal sei correr e estou com um vestido e saltos.

Bufei exasperada me jogando na poltrona, que devo admitir fez um barulho e tanto.

O resultado fui duas loucas, vulgo minha mãe e minha avó entrando no quarto escancarando a porta.

Sim estávamos em casa só nós três. E depois meu avo viria nos buscar.

–O que ouve?-disse minha mãe que estava pronta em seu vestido de festa, assim como minha avó também estava.

–Nada, só estou cansada- disse, é essa não foi a melhor resposta eu sei.

–Ora, esse é dia para se estiver cansada?- disse ela com um mínimo sorriso.

–não se existe dia para estar cansada, — digo revirando os olhos.

–Todos menos o dia do casamento, eu sei- disse revirando os olhos.

–Esta nervosa querida?- perguntou minha avó.

Não, não imagina.

–Um pouco, mais logo vai passar. — minto. Não podia falar a verdade podia?

–Isso é normal querida, agora vamos por eu se não vamos nos atrasar. — disse a velhinha.

E só por um falho segundo acreditei que podia ficar aqui, me casar e tentar ser feliz. Veria minha mãe e minha avó nos domingos, e no natal os netos e bisnetos correriam fazendo bagunça. Eu podia ficar aqui. Mais não era isso que eu queria, não podia, simplesmente.

Olhei-me no espelho uma ultima vez, mais não me viam, meus olhos estavam tristes e melancólicos. E o vestido estonteante perdia a vida em meu corpo, pois ele era feito para garotas felizes e apaixonadas e eu não era isso.

–Não posso. — sussurrei de cabeça baixa.

–O que disse filha?- perguntou minha mãe parada na porta.

–Não posso. — repeti só que mais alto.

–O que você não pode?- disse se aproximando e segurando meus ombros gentilmente.

–não posso me casar mãe não posso. Eu não o amo mamãe, não o amo- disse com total sinceridade.

–Ah minha querida, eu sei- disse ela me abraçando.

Eu parecia uma criança com medo do bicho papão.

–O que eu vou fazer?- perguntei ainda no aperto do abraço.

–Mesmo que não queira, vai ter que se casar meu amor, se não... — a frase morreu em sua garganta, mas mesmo sem ela conclui-la sabia o que ela diria. Ser jogada para fora da cerca, deixada à morte no meio da destruição.

Ficamos ali abraçadas por muito tempo, cada uma em suas próprias divagações.

–E se eu fugisse?-disse repentinamente duma forma que minha mãe deu um pulo e se afastou do abraço.

–Você esta loca? É claro que não. — disse me olhando incrédula- seu avô ficaria maluco de raiva, e além do mais lá fora é muito perigoso.

–Então é por isso, por causa do meu avô deve me casar com alguém que odeio?- grito mais incrédula que minha mãe. — ah pelo amor.

Dou as costas para minha mãe pegando uma mochila qualquer e colocando coisas que precisaria.

–Não me de as costas Anna Carol, eu ainda sou sua mãe. — gritou ela me puxando para a frente dela e me dando um tapa estalado na minha cara.- me respeite.

A força da tapa fez que eu caísse no chão do meu quarto, me encolhendo e tentando, falham ente, conter as lagrimas.

–O que esta acontecendo aqui?- a voz doce de minha avó ecoou pelo quarto. Os olhos miúdos dela percorreram o quarto até me encontrar no chão-Ah meu deus querida o que aconteceu com você?

Não respondi, simplesmente apontei a cabeça para minha mãe.

–Por que fez isso com a menina?- perguntou ela firme e rígida.

–Ela esta louca, quer fugir. E eu só fiz o que deve ser feito, cortei o mal pela raiz. -disse ela friamente.

O tom de voz dela me fez estremecer, aquela não parecia minha mãe, minha doce mãe. Aquela que sempre sorria e falava inúmeras piadas. Não era a mulher gentil e estonteante que eu conhecia, era como se em segundos ela tivesse virado pó, deixando a mostra o monstro.

–Ora, ela esta mais que certa. — disse a mais velha.- você diz isso como se não ouve-se passado pelo mesmo que ela.

Olhei para as duas boquiabertas, como assim?

Não podia ser verdade minha mãe amava meu pai, bom pelo menos era o que parecia.

–Como assim?- me surpreendi com a fraqueza de minha voz.

–Nada de importante. — cortou minha mãe.- e é por isso mesmo que não quero que ela tente fazer isso, pois sei que punições são severas. Espero vocês lá fora, e nem pensem em fugir.

Minha mãe saiu do meu quarto pisando duro.

Minha avó olhou para o corredor até que o barulho dos saltos batendo contra o piso já não era audível.

–Venha querida não temos muito tempo. — disse min há avó me ajudando a levantar.

–Como assim? Você não escutou a mamãe? Ela vai nos matar se eu fugir. — disse censurando a velhinha.

–Querida sua mãe tem medo, medo de te perder. Mas ela vai ter que aprender a lidar com isso. — disto isso ela começou a encher a mochila de coisas que eu iria precisar, como armas, silenciadores, garrafas de água, mudas de roupas, e bolachas.

Depois que a mochila se encontrava pronta ela me entregou.

–Obrigada vó. — digo a abraçando, provavelmente a ultima vez.

–Oh querida não tem de quer, só siga seu coração, agora vamos. — disse eu a segui pelos corredores da casa, que por fim nos levaria a porta dos fundos que daria para a floresta, que conforme minha avó não tinha cerca.

Quando abrimos a porta demos de cara com meu avô e guardas da cerca.

–O que pensam que estão fazendo? Acham mesmo que vou deixar uma traidora viver em baixo do meu nariz?- ele gritou e puxou meus cabelos me jogando no chão dos fundos da casa.

–Não faça isso. — gritou minha avó tentando chegar perto mais que foi prontamente impedida por um guarda.

–Claro que faço, faço mil vezes pior se for preciso, EU sou o governador, EU mando. — gritou com arrogância.

–Não faz, a vida é minha, e você me enoja.-Gritei cuspido em sua cara. — você me da NOJO, não acredito que um dia acreditei em você.

–Você é que me enoja.-Disse de dando uma tapa.

A partir dai as coisas passaram muito rápido, cenas de meu avô gritando que eu era uma traidora, e me arrastando até a cerca.

Olhei desesperada para os lados na esperança de conseguir ajuda, mas todos me tachavam como traidora, e coisas horríveis.

Fui jogada no asfalto quente onde as pessoas cuspiam, e pisavam.

–Estão vendo essa garota?-gritou meu avô que apontava para mim no chão e metia um chute no meu estomago fazendo varias pessoas repetirem o ato, me fazendo cuspir sangue e uma dor lancinante preencher meu corpo. — ela era minha neta, mais agora é uma traidora, e deve ser jogada para fora da cerca para morrer como ela é digna.

Senti ser puxada bruscamente para cima, me causando tontura.

–Quais suas ultimas palavras “princesinha”?-disse o crápula do meu avô. Fazendo aspas com os dedos.

–Vai pro inferno desgraçado. -disse e cuspi sangue no seu rostinho de merda. O que de rendeu um soco nas costelas.

–Joguem essa vadia para fora da cerca. — ordenou limpando o rosto.

Ele não disse isso .

Antes de conseguirem me pegar, corri em direção ao babaca que chamara avô e chutei com toda a minha força suas costas derrubando ele no chão com um baque.

–Eu quero que você morra. — gritei com toda a força dos meus pulmões.- inventa outra historia que essa não colou.

Os seguranças agarraram meus braços me arrastando para fora da cerca.

–Vão se fuder todos vocês, seus babacas de merda, vão se fuder VÃO SE FUDER SEUS ESTUPIDOS DE MERDA!- gritei e mostrei o dedo do meio para todos os presentes.

Eu podia estar com dor, pelos chutes, pelos socos e tapas. Mas minha raiva era bem maior.

Fui jogada para fora da cerca junto com a mochila que minha avó avia preparado.

Olhei os portões se fecharem e as pessoas atrás deles, alguns me xingando, outros chorando, que no caso era minha mãe, avó e minhas irmãs.

Essa era provavelmente ultima vez que eu os vi.

Notas finais
gosto do cap? comenta .odio? comenta .que me dar um abraço comenta kkkk. enfim não vou escrever muito aqui por que tenho que ir ver tv. bom carnaval para quem comemora, e pra quem não comemora bons dias de sono para dormir ate tarde. xau e bjokas balinhas! *-*