The Lost Hope
9 Jessamine
Notas iniciais
As figuras se aproximavam depressa demais e por mais que tentássemos não conseguiríamos fugir, já havia nos visto.
– Serão que são do governo- pergunto Madeline sem pronunciar as palavras e apenas movendo os lábios.
–Não sei- disse, também apenas movendo os lábios.
Agora eles estavam a pequenos metros de nós, a ponto que já podíamos ver eles. Eram um garoto e uma garota. O garoto tinha corpo de um guerreiro, o tipo de padrão de corpo exigido pelo complexo militar para garotos. Seus cabelos eram pretos e estava emaranhados pela testa, os olhos eram azul, azul cobalto. Pela forma que andava ele emanava confiança. Era bonito, o tipo de garoto que qualquer garota cairia seus pés. Mas parecia despreocupada com isso, parecia ter uma confiança absurda e ainda não se importava com quem o achava bonito. Parecia ter ser poucos meses mais velho que eu.
Desviando o olhar para não parecer que estava encarando demais passei para a menina que era claramente sua irmã, os cabelos pretos ate a altura do ombro, os olhos azul cobalto. Também andava com confiança na nossa direção.
Madeline apertou meu pulso, que por pura sorte não era o machucado.
Me virei pra ela, a tempo de ver ela tirar um revolver de dentro da mochila.
Com cuidado levantei a jaqueta, que estava amarada na cintura, revelando a elevação da arma, que havia enfiado ali, abaixei a jaqueta na posição anterior, enquanto Madeline também escondia a sua arma.
Olhei para os meus pés, antes de sair havia trocado meus sapatos por botas de caminhada, por serem mais confortáveis e também por darem para esconder uma faca, o que eu havia feito.
Levantei os olhos a tempo de ver que haviam parado na nossa frente, o garoto estava parado na minha frente e me encarava. O observando de perto ele parecia estranhamente familiar não sabia de onde, pois não conseguia montar a imagem de onde o conhecia. Mas ele era muito familiar para min. De perto seus olhos eram muito mais chamativos, parecia haver uma forma hipnótica ali. O seu rosto também ganhou uma expressão confusa, o que deixou claro que não era só eu que achava ele familiar.
– Quem são vocês?- perguntou a garota.
– Só do governo?- rebateu Madeline.
–Responda a minha pergunta!- a garota grita.
O garota aperta o punho dela.
– Não precisa disso- ele adverte.
– Mas...
– Por favor eu cuido disso- o moreno fala, então seu olhar volta novamente a min- Podem por favor responder a pergunta da minha irma?
–Respondam a nossa primeiro- digo o desafiando com o olhar- E aproveite e nos diga quem são.
Ele me analisa por um longo tempo.
– Não, não somos do governo- diz ele- E eu sou Will e essa é a minha irmã Camille.
– Sou Jessie e essa é Madeline.- disse.
– Prazer- ele estendeu a mão e recebeu a recusa minha e da Madeline. – São destinadas, não é?
O mundo pareceu girar a minha volta.
– O que? – perguntei, a sua expressão estava clama e serena não havia nada que nos condenasse nela- Como sabe?
Ele apontou para o meu ombro direito, que estava a vista. Quase automaticamente levei a mão a ele, eu sabia o que havia ali e havia me esquecido completamente. A tatuagem que o complexo militar fazia em nós aos 15 anos, para marcar um avanço no treinamento. Era basicamente um circulo, que dentro havia uma pessoa apontando algo para o alto e a as letras C.M. (complexo militar), não era grande mas para um pessoa atenta não passaria despercebido.
– A tatuagem- ouvi a voz dele de longe.
– Vão nos entregar?- perguntei- Podem me entregar, mas a deixe partir, não tem nada haver com o governo.
– Não Jessie- exclamou Madeline- Nós duas fugimos nós duas seremos entregue.
Me virei, ficando de frente para ela, seus olhos apresentavam uma compaixão enorme.
– Madeline vá, fuga enquanto pode.- Nesse momento meus olhos já estava cheio de agua , eu odiava chorar, mas não aguentava mais, tudo o que havia sentido ontem voltou de forma duplamente mais forte. — É tudo minha culpa, meu destino é minha culpa.
– Jessie você é uma militar pare já com isso.- levantei a cabeça a voz não vinha de Madeline, era forte, masculina, quem havia falado. Havia sido Will.- Não vamos te entregar, principalmente depois disso. Deve temer muito seu destino, não?
– Mais que quase tudo no mundo- sussurrei, mas minha voz era um sussurro no vento nada auditivo.
– Sei como é por muito tempo temi o meu.- Encarei os olhos, o azul me envolveu como um manto- Iremos protege-las prometo.
– William- gritou Camille- eles iram te matar, não podemos leva-las. Pertencem ao governo, você sabe o que fazem. Não podemos nos misturar, as entregue de uma vez.
– Não- ele disse com uma força incrível- Elas merecem uma chance, eles iram entender.
– Você só está fazendo isso por que achou uma gata- ela disse o desafiando com o olhar.
– Cami
– Só disse a verdade
– CAMILLE, a poucos anos éramos igual ela. Elas iram conosco- ele disse afinal e então se virou pra nós- Vamos? Temos que sair daqui antes que seja tarde demais .
– Ok- disse Madeline meia apreensiva.
A conversa dos dois ecoava na minha cabeça. Do que eles falavam?
Minha cabeça estava em outro lugar, mas mesmo assim escutei o rugido era alto e terrível. ZR’s ...
Virei rapidamente para Madeline.
–Madeline prepare o arma- disse enquanto pegava a minha- São ZR’s.
Ela retirou o revolver de onde havia escondido, suas mãos tremiam.
– Jessie.... Não sei atirar- ela disse.
– O que?- perguntei já alarmada.
– Eu não sei atirar. Não sou boa com mira, nada.- disse a morena encarando o chão, quando levantou minha cabeça e pode visualizar meu rosto logo acrescentou.- Eu fou treinada pra cozinhar e não pra atirar.
Respirei fundo varias vezes tentando pensar em algo. Sabia que Will e Camille estavam por perto, pois ouvia a movimentação. Então um brilho no braço dela me chamou a atenção, uma pulseira.
– Mad desenrole a pulseira e a use como chicote- ela me olhou como se fosse louca e fez o que mandei- Use a arma para atirar só quando for necessário, e não os deixe chegar perto dela.
Ela assentiu.
– Eles estão chegando- gritou Will fui caminhando ate perto dele enquanto Madeline e Camille tomavam conta da retaguarda.- Ela não sabe atirar. E Camille também não. Mas acho que posso confiar em você certo?
– Sim- digo- só tem um problema. Estou sem muitas balas.
–Eu não tenho como abastecer- ele disse rapidamente jogando as mãos para o alto.
– Tem outro tipo de arma?- perguntei, visualizando o primeiro ZR se aproximando.
–Sim. Um arco.
– Servi- Gritei em meio ao tiros.
Ela jogou um arco no ar, que peguei facilmente e posicionei nas costas. E logo depois ele jogou os estojo de fechas que também perdi nas costas.
– Socorro- a voz de Madeline cortou o ar, ela e Camille foram cercadas pelos infectados.
– USE COMO CHICOTE- berrei, enquanto tentava acertar alguns.
Então ela vez, a pulseira deu certo da forma que havia imaginado.
Eu estava distraída observando as garotas e tentando ajudar a tirar o bando de zumbis de perto delas, que nem percebi um atrás de min ate meu braços serem agarrados.
Eu o chutei de todas formas que consegui, mas era impossível ele me soltar. O cheiro que ele estava me deixava tonta, ele exalava morte. Era terrível, provavelmente já estava nos piores estágios da doença. Tinha que me livrar dele.
Puxei meu corpo para frente, o levantando em minhas costas. Dando um soco nele livrei uma das mãos, e retirei a faca da bota. O golpeei ate me soltar.
Me afastando dele peguei a arma que havia derrubado, e tentei atirar. Sem balas. Então retirei o arco das costas e posicionei a fecha. E a fecha o acertou o fazendo cair.
E assim continuei lutando, dava mortais no ar e atirava fechas. A adrenalina pulsava a mil nas minha veias, eu me sentia viva. A dor, os gritos, nada me incomodava, ali eu estava viva.
– Estou com medo- comentou Will- Você parece um anjo guerreiro do mal.
– Idiota- comentei enquanto atirava mais uma fecha
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