Notas iniciais
Oi pessoal, desculpe a demora. Mas vamos logo ao capitulo?

As figuras se aproximavam depressa demais e por mais que tentássemos não conseguiríamos fugir, já havia nos visto.

– Serão que são do governo- pergunto Madeline sem pronunciar as palavras e apenas movendo os lábios.

–Não sei- disse, também apenas movendo os lábios.

Agora eles estavam a pequenos metros de nós, a ponto que já podíamos ver eles. Eram um garoto e uma garota. O garoto tinha corpo de um guerreiro, o tipo de padrão de corpo exigido pelo complexo militar para garotos. Seus cabelos eram pretos e estava emaranhados pela testa, os olhos eram azul, azul cobalto. Pela forma que andava ele emanava confiança. Era bonito, o tipo de garoto que qualquer garota cairia seus pés. Mas parecia despreocupada com isso, parecia ter uma confiança absurda e ainda não se importava com quem o achava bonito. Parecia ter ser poucos meses mais velho que eu.

Desviando o olhar para não parecer que estava encarando demais passei para a menina que era claramente sua irmã, os cabelos pretos ate a altura do ombro, os olhos azul cobalto. Também andava com confiança na nossa direção.

Madeline apertou meu pulso, que por pura sorte não era o machucado.

Me virei pra ela, a tempo de ver ela tirar um revolver de dentro da mochila.

Com cuidado levantei a jaqueta, que estava amarada na cintura, revelando a elevação da arma, que havia enfiado ali, abaixei a jaqueta na posição anterior, enquanto Madeline também escondia a sua arma.

Olhei para os meus pés, antes de sair havia trocado meus sapatos por botas de caminhada, por serem mais confortáveis e também por darem para esconder uma faca, o que eu havia feito.

Levantei os olhos a tempo de ver que haviam parado na nossa frente, o garoto estava parado na minha frente e me encarava. O observando de perto ele parecia estranhamente familiar não sabia de onde, pois não conseguia montar a imagem de onde o conhecia. Mas ele era muito familiar para min. De perto seus olhos eram muito mais chamativos, parecia haver uma forma hipnótica ali. O seu rosto também ganhou uma expressão confusa, o que deixou claro que não era só eu que achava ele familiar.

– Quem são vocês?- perguntou a garota.

– Só do governo?- rebateu Madeline.

–Responda a minha pergunta!- a garota grita.

O garota aperta o punho dela.

– Não precisa disso- ele adverte.

– Mas...

– Por favor eu cuido disso- o moreno fala, então seu olhar volta novamente a min- Podem por favor responder a pergunta da minha irma?

–Respondam a nossa primeiro- digo o desafiando com o olhar- E aproveite e nos diga quem são.

Ele me analisa por um longo tempo.

– Não, não somos do governo- diz ele- E eu sou Will e essa é a minha irmã Camille.

– Sou Jessie e essa é Madeline.- disse.

– Prazer- ele estendeu a mão e recebeu a recusa minha e da Madeline. – São destinadas, não é?

O mundo pareceu girar a minha volta.

– O que? – perguntei, a sua expressão estava clama e serena não havia nada que nos condenasse nela- Como sabe?
Ele apontou para o meu ombro direito, que estava a vista. Quase automaticamente levei a mão a ele, eu sabia o que havia ali e havia me esquecido completamente. A tatuagem que o complexo militar fazia em nós aos 15 anos, para marcar um avanço no treinamento. Era basicamente um circulo, que dentro havia uma pessoa apontando algo para o alto e a as letras C.M. (complexo militar), não era grande mas para um pessoa atenta não passaria despercebido.

– A tatuagem- ouvi a voz dele de longe.

– Vão nos entregar?- perguntei- Podem me entregar, mas a deixe partir, não tem nada haver com o governo.

– Não Jessie- exclamou Madeline- Nós duas fugimos nós duas seremos entregue.

Me virei, ficando de frente para ela, seus olhos apresentavam uma compaixão enorme.

– Madeline vá, fuga enquanto pode.- Nesse momento meus olhos já estava cheio de agua , eu odiava chorar, mas não aguentava mais, tudo o que havia sentido ontem voltou de forma duplamente mais forte. — É tudo minha culpa, meu destino é minha culpa.

– Jessie você é uma militar pare já com isso.- levantei a cabeça a voz não vinha de Madeline, era forte, masculina, quem havia falado. Havia sido Will.- Não vamos te entregar, principalmente depois disso. Deve temer muito seu destino, não?

– Mais que quase tudo no mundo- sussurrei, mas minha voz era um sussurro no vento nada auditivo.

– Sei como é por muito tempo temi o meu.- Encarei os olhos, o azul me envolveu como um manto- Iremos protege-las prometo.

– William- gritou Camille- eles iram te matar, não podemos leva-las. Pertencem ao governo, você sabe o que fazem. Não podemos nos misturar, as entregue de uma vez.

– Não- ele disse com uma força incrível- Elas merecem uma chance, eles iram entender.

– Você só está fazendo isso por que achou uma gata- ela disse o desafiando com o olhar.

– Cami

– Só disse a verdade

– CAMILLE, a poucos anos éramos igual ela. Elas iram conosco- ele disse afinal e então se virou pra nós- Vamos? Temos que sair daqui antes que seja tarde demais .

– Ok- disse Madeline meia apreensiva.

A conversa dos dois ecoava na minha cabeça. Do que eles falavam?

Minha cabeça estava em outro lugar, mas mesmo assim escutei o rugido era alto e terrível. ZR’s ...

Virei rapidamente para Madeline.

–Madeline prepare o arma- disse enquanto pegava a minha- São ZR’s.

Ela retirou o revolver de onde havia escondido, suas mãos tremiam.

– Jessie.... Não sei atirar- ela disse.

– O que?- perguntei já alarmada.

– Eu não sei atirar. Não sou boa com mira, nada.- disse a morena encarando o chão, quando levantou minha cabeça e pode visualizar meu rosto logo acrescentou.- Eu fou treinada pra cozinhar e não pra atirar.

Respirei fundo varias vezes tentando pensar em algo. Sabia que Will e Camille estavam por perto, pois ouvia a movimentação. Então um brilho no braço dela me chamou a atenção, uma pulseira.

– Mad desenrole a pulseira e a use como chicote- ela me olhou como se fosse louca e fez o que mandei- Use a arma para atirar só quando for necessário, e não os deixe chegar perto dela.

Ela assentiu.

– Eles estão chegando- gritou Will fui caminhando ate perto dele enquanto Madeline e Camille tomavam conta da retaguarda.- Ela não sabe atirar. E Camille também não. Mas acho que posso confiar em você certo?
– Sim- digo- só tem um problema. Estou sem muitas balas.

–Eu não tenho como abastecer- ele disse rapidamente jogando as mãos para o alto.

– Tem outro tipo de arma?- perguntei, visualizando o primeiro ZR se aproximando.

–Sim. Um arco.

– Servi- Gritei em meio ao tiros.

Ela jogou um arco no ar, que peguei facilmente e posicionei nas costas. E logo depois ele jogou os estojo de fechas que também perdi nas costas.

– Socorro- a voz de Madeline cortou o ar, ela e Camille foram cercadas pelos infectados.

– USE COMO CHICOTE- berrei, enquanto tentava acertar alguns.

Então ela vez, a pulseira deu certo da forma que havia imaginado.

Eu estava distraída observando as garotas e tentando ajudar a tirar o bando de zumbis de perto delas, que nem percebi um atrás de min ate meu braços serem agarrados.

Eu o chutei de todas formas que consegui, mas era impossível ele me soltar. O cheiro que ele estava me deixava tonta, ele exalava morte. Era terrível, provavelmente já estava nos piores estágios da doença. Tinha que me livrar dele.

Puxei meu corpo para frente, o levantando em minhas costas. Dando um soco nele livrei uma das mãos, e retirei a faca da bota. O golpeei ate me soltar.

Me afastando dele peguei a arma que havia derrubado, e tentei atirar. Sem balas. Então retirei o arco das costas e posicionei a fecha. E a fecha o acertou o fazendo cair.

E assim continuei lutando, dava mortais no ar e atirava fechas. A adrenalina pulsava a mil nas minha veias, eu me sentia viva. A dor, os gritos, nada me incomodava, ali eu estava viva.

– Estou com medo- comentou Will- Você parece um anjo guerreiro do mal.

– Idiota- comentei enquanto atirava mais uma fecha

Notas finais
Espero que tenham gostado. No próximo tem mais. Sim sou burra e esqueci de copiar o final, desculpa mais ta ai =) Bjs