The Lost Girl
2 A Floresta Encantada
Notas iniciais
Em dois segundos, ou menos, eu saio das masmorras e apareço em uma floresta, com arvores enormes tampando minha visão do céu. O ar era frio e úmido, fazendo-me sentir frio apenas com o vestido que eles haviam me dado, trapos rasgados.
–Bem vinda a floresta encantada, queridinha.
–Floresta Encantada? Isso é muito longe de...de tudo! De tudo que eu conheço! Por que você me trouxe para cá?
–Porque tudo que eu faço por alguém tem um preço – A voz esganiçada dele se aproxima e fica a poucos centímetros de mim – E para você poder pagar terá que ficar aqui por um tempo.
– E o que eu tenho que fazer? – Pergunto me aproximando mais ainda.
–Isso eu não posso falar, querida – Rumple responde e se afasta rindo.
–Então como eu irei pagar?
–Você irá pagar sem saber que está fazendo o mesmo.
–Okay, vou fingir que eu entendi, mas espere um pouco – Grito e olho para as minhas roupas – Como eu irei sobreviver aqui? Preciso de roupas, suprimentos, armas.
–Isso é pedir demais, queridinha.
–Como eu vou pagar se não irei conseguir sobreviver?
–Certo, o que você falou fez sentido.
E em menos de um segundo estava vestindo um vestido preto grosso com uma capa do mesmo tecido, arco e flecha, adagas e cobertores.
–Agora você irá sobreviver, até mais ver, Anya.
Rumpelstiltskin some de um momento para o outro e eu me encontro sozinha na Floresta Encantada.
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UMA SEMANA DEPOIS
Caminho lentamente sem fazer nenhum barulho, preparo meu arco e observo meu alvo. Respiro calmamente e não deixo nada me atrapalhar. Disparo a flecha e corro até o meu ex-alvo.
O coelho jaz morto no chão. O jantar está garantido.
Coloco numa sacola e vou até o riacho em que eu fiz um acampamento.
Faço uma fogueira quando chego e começo a preparar a caça para poder assar, pego uns galhos grossos e amarro a carne amarrada em outro, logo o cheiro invade o ar.
Observo em volta procurando alguma alma viva, mas é apenas tem eu aqui, nenhum outro ser humano. Um coelho apenas para mim, porém faz tanto tempo que eu não como que eu nem ligo.
Vou até o riacho e limpo meu rosto cheio de terra e arranhões. Minha perna dói e meu corpo treme de tanto frio, volto e me enrolo no cobertor, logo me esquento e a noite chega, trazendo consigo neve.
Fome, solidão, cansaço e frio, isso é tudo que eu sinto desde que eu cheguei aqui.
Não tento sair dessa floresta, pois não sei o quão longe eu estou de um vilarejo e não posso dar o luxo de perder essa localização. Água, frutas e as vezes carne, isso é tudo que eu preciso para sobreviver, posso morrer de fome, mas como o suficiente para sobreviver.
Como a carne suculenta e vou até a floresta pegar mais madeira para deixar a fogueira acesa enquanto a neve toma conta do local. Em pouco tempo a chama está viva e eu estou pronta para dormir com todas as cobertas que Rumpelstiltskin deu para mim.
Perto do riacho dá para ver as estrelas e com elas eu durmo, e por um momento não me sinto solitárias com as estrelas.
As estrelas serão minhas amigas nessa minha nova vida.

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