The Legend of Zelda - Branca de Neve

9 A armadilha mortal da rainha


Os dias se passaram rapidamente. Era véspera do Dia do Festival Sagrado dos Guardiões da Floresta. Enquanto na Floresta Kokiri, as crianças faziam os preparativos para seu festival sagrado, no Castelo de Hyrule, Midna planejava algo terrível para exterminar de vez sua enteada.

A madrasta estava caminhando pelos escuros corredores de pedra do castelo. Ela seguiu por um caminho que acabava em um alçapão. Embaixo daquele alçapão, havia uma escadaria abandonada. Ninguém havia permissão para descer aquelas escadas e ver o que havia no fim delas. Apenas a Rainha sabia da existência daquele lugar oculto no castelo. Descendo as escadarias escuras e repletas de teias de aranha, a Rainha chegou a um cômodo velho e abandonado, coberto de poeira e cheio de ratos, aranhas e caveiras.

Um candelabro iluminava o cômodo com uma luz fraca, dando um aspecto ainda mais aterrorizante ao local. Nas prateleiras empoeiradas haviam livros velhos de magia negra e frascos com animais mortos. No centro do cômodo havia um grande caldeirão e uma mesa velha, onde um corvo estava empoleirado. O animal voou em torno de sua mestra grasnando, esperando que ela tivesse trazido algum petisco para ele. A rainha estendeu a mão e o pássaro pousou suavemente sobre os dedos estendidos da mulher, agarrando-os com suas garras encurvadas. Acariciando a ave, a mulher apertou os lábios em pensamento. Sua ave a cutucou com o bico pontudo, pedindo por comida.

— Está com fome, meu companheiro? – ela falou calmamente, enquanto passava os dedos levemente em suas penas pretas. – Trouxe um rato fresquinho para você... Vá pegá-lo!

A rainha atirou o rato morto no ar e antes mesmo que ele caísse no chão, a ave o pegou com suas garras afiadas e pousou em seu poleiro, devorando o aperitivo que sua dona lhe dera.

— Está bom pra você? – Midna perguntou, observando o pássaro rasgar a carne do pequeno rato. – Sabe, meu querido amigo empenado... Amanhã será um dia muito especial.... Será o dia do festival sagrado dos Kokiri! O único dia em que eles têm que deixar o vilarejo deles... Sabe quem está lá com eles? A minha querida enteada, princesa Zelda... Sim! Ela está viva! Incrível, não? Estava pensando em fazer uma visitinha para ela nesse dia... O que você acha?

O corvo levantou a cabeça e olhou para sua dona. Ele grasnou e bateu as asas em resposta.

— Oh, sim... É verdade... – Midna falou, num tom irônico. – Terei que levar alguma coisa para ela... Um belo presente! Mas que presente seria ideal para uma jovem tão bela como ela?

A Rainha caminhou em direção a uma prateleira e pegou um velho livro e abriu-o em cima da mesa onde o corvo devorava sua presa. Ela folheou as páginas do livro e começou a analisá-las com calma. Até que encontrou algo que lhe chamou atenção. Ela olhou para o seu animal de estimação e sorriu perversamente.

— Ora veja! – Ela riu levemente. – Aqui está! O presente ideal para alguém tão bela! A maçã envenenada... Ao provar a maçã fatal, os olhos da vítima se cerram para sempre no sono da morte! Hahahahahahahah!

As risadas maliciosas de Midna se intensificaram enquanto ela caminhava em direção a um armário de madeira apodrecida. De lá de dentro ela retirou um pequeno camundongo, que ela imediatamente transformou em uma bela maçã avermelhada usando um feitiço mágico. Com a maçã vermelha nas mãos, ela andou até uma mesa cheia de potes com poções mágicas. Ela seguiu a receita do livro de feitiços e preparou duas poções. Ela mergulhou uma parte da maçã em um frasco branco, que fez um lado da maçã adquirir a cor branca e a outra parte ela mergulhou em um frasco negro, que continha o veneno que faria Zelda cair para sempre no sono da morte. A maçã ficou dividida em duas partes. Um lado branco como a neve e um lado vermelho como o sangue.

— Linda, não é? – ela disse ao seu corvo de estimação, olhando para a maçã envenenada que estava em suas mãos. – Irresistível... Como a pirralha! É exatamente como a pirralha! É branca como a neve e vermelha como o sangue... Hahahahaha! Branca como a neve e vermelha como o sangue... A essência pura do desejo de sua falecida mãe... Não é verdade?

A ave grasnou e bateu as asas, em afirmação. Rindo maliciosamente, Midna respondeu sem tirar os olhos da sua arma fatal.

— No lado branco como a neve, não há veneno algum, é claro... Mas no lado vermelho... Basta uma mordida com aqueles lábios carnudos e vermelhos... e ela sufocará, paralisará e assim cairá no sono profundo da morte... PARA SEMPRE!!!! Hahahahahahahahah! E então EU serei a mais bela de todas! Hahahahahahahah! Mas espere! – Midna subitamente se lembrou de algo importante. – Pode haver um antídoto! Nada poderá ficar em meu caminho!

Ela disse, irritada, folheando desesperadamente as páginas do seu livro de feitiços.

— Ah! Aqui está! A vítima do sono da morte só ressuscitará ao receber o beijo do amor verdadeiro... Beijo do amor verdadeiro... Hah!!!! – Midna fechou o livro com força. – Não receio isso... O jovem já deve estar bem longe daqui a esta altura... Provavelmente ele irá encontrar alguma outra bela donzela para amar... Hahahahah! E os Kokiri vão achar que ela está morta! Irão sepultá-la viva! Hahahahahahahahah!

As intensas gargalhadas malignas da Rainha ecoaram por toda a sala, afugentando os animais que se escondiam no meio das coisas velhas. Ela gargalhou tanto que precisou respirar fundo para recuperar o fôlego. Com um sorriso diabólico no rosto, ela se aproximou da mesa onde seu fiel corvo de estimação estava empoleirado e falou:

— Só mais uma coisa... Para ir até lá, precisarei de um disfarce. Um disfarce tão perfeito que ninguém suspeitará!

Agitando as mãos no ar, Midna começou a conjurar um feitiço para mudar sua aparência. Enquanto ela fazia o feitiço, ela pronunciava as seguintes palavras:

— Para mudar minhas roupas usarei o manto negro da noite... Para tornar-me velha, a essência de uma múmia... Para envelhecer minha voz, a gargalhada de uma velha bruxa... Para branquear meus cabelos, um grito de terror... Agora, ó Espíritos do Crepúsculo! Eu os invoco! Fazei com que minha beleza se transforme em feiura! Mudem minha aparência! Façam-me uma velha senhora!

Um trovão ensurdecedor estremeceu a sala. Um clarão forte como o relâmpago iluminou todo o ambiente. Quando a luminosidade voltou ao normal, a figura da bela rainha ruiva havia se transformado em uma velha mendiga de cabelos brancos, vestindo um manto negro. O corvo pulou espantado, não reconhecendo sua mestra, que gargalhou de satisfação.

— É o disfarce perfeito, não concorda meu amigo corvo? Hahahahah! Quem suspeitará da pobre velhinha fraca e doente? Agora, irei até a casa dos Kokiri dar esse lindo presente à nossa querida princesinha. Hahahahahahahahahah!

Midna gargalhou intensamente mais uma vez. Conjurando um outro feitiço, ela fez aparecer uma cesta, cheia de maçãs vermelhas. Ela colocou a maçã envenenada na cesta e partiu, caminhando em direção à floresta.

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O dia amanheceu na Floresta Kokiri. O dia do tão esperado Festival Sagrado dos Guardiões da Floresta havia chegado. Todos estavam reunidos no centro do vilarejo, prontos para partir e Zelda estava no meio deles para se despedir de cada um de seus amigos.

— Até mais, Zelda. – Saria falou, olhando atentamente para a princesa. – Não se esqueça! Aquela rainha é perigosa! Ela é uma bruxa! Tome cuidado com estranhos!

— Não se preocupe Saria. Ficarei bem. – Zelda respondeu, com um sorriso calmo. Ela se despediu da garota com um beijo no rosto. – Até logo!

— Tome muito cuidado, princesa. – Fado falou. – Não confie em ninguém!

— Ela pode estar em todo o lugar! Fique atenta! – alertaram os irmãos Sabe-Tudo.

A princesa se alegrou. A preocupação de todos com ela a deixava muito feliz, pois ela sabia que todos a amavam muito.

— Podem ficar sossegados. Ficarei de olhos abertos.

— Vamos logo, pessoal! – Saria chamou. – Temos que chegar cedo lá! Os espíritos da floresta ficarão zangados se chegarmos atrasados!

Todos abraçaram Zelda, com exceção de Mido. A princesa se despediu de cada um deles com um beijo no rosto.

— Até logo! Estarei esperando por vocês! – Zelda gritou enquanto observava as crianças se afastarem. Ela suspirou de decepção quando se lembrou de que Mido não havia se despedido dela. Porém ela ficou surpresa quando ouviu uma voz familiar falar atrás dela.

— Ca-ham. – Mido pigarreou. Ele olhou para Zelda com a mesma careta de sempre. – Estou lhe avisando! Não deixe ninguém entrar nessa casa!

Zelda se encheu de alegria quando ouviu Mido falar para ela ser cautelosa. Isso significava que ele também se preocupava com ela.

— Oh, Mido! Que bom que se preocupa comigo – ela o abraçou com força e beijou-lhe o rosto delicadamente.

O garoto ficou momentaneamente perplexo e suas bochechas ficaram levemente rosadas. Mas logo seu mal-humor o fez se afastar de Zelda abruptamente. Esfregando o rosto, incrédulo, ele grunhiu e se afastou.

— Até mais tarde, Mido! – Zelda acenou para ele. O garoto olhou para trás e sentiu pena de deixar a princesa sozinha. Ele curvou os lábios levemente, no que seria quase um sorriso. Mas logo o orgulho o fez desviar o olhar rudemente, e ele andou até onde seus amigos o estavam esperando, com o nariz empinado, tentando esconder qualquer sinal de afeição pela princesa.

— Vamos indo. – Ele falou grosseiramente.

Todos riram com a atitude de Mido. Após acenar para Zelda mais uma vez, os Kokiri se afastaram da Floresta, caminhando em direção ao Bosque Sagrado.

Zelda os observou até que suas figuras sumissem completamente no meio das árvores do bosque. Assim que eles foram embora, ela caminhou lentamente para dentro de casa e foi para a cozinha para preparar uma torta de cereja para os Kokiri comerem quando voltassem. Enquanto preparava a torta, ela estava cantando uma melodia triste e melancólica. Seu coração estava doendo com a solidão que ela estava sentindo naquele momento. Uma lágrima escorreu pelo seu rosto rosado quando ela se lembrou de seu pai e de Link. Ambos tiveram que deixá-la. Seu pai não havia retornado desde então e ela temia que o mesmo acontecesse com seu amado Link. Aquilo não era justo. Por que as pessoas que ela mais amava tinham que partir, deixando-a sozinha? Ela sentia como se o peso do mundo inteiro tivesse caído sobre os seus ombros. Aqueles pensamentos enchiam o coração da jovem princesa de dor e agonia. Chorando levemente, ela continuou a cantar a música triste, como uma forma de tentar libertar todo aquele sofrimento e tristeza que estavam aprisionados em seu coração. Mas de repente, sua canção triste fora interrompida quando ela avistou da janela da cozinha a figura de uma velha senhora, vestida com um manto preto que carregava uma cesta de maçãs vermelhas, caminhando lentamente em direção ao vilarejo. A velha estava cambaleando, e ela parecia muito cansada. Zelda observou-a por um tempo, até que o corpo frágil da velha mendiga tropeçou e caiu no chão. Preocupada, Zelda correu até onde a velhinha estava caída e a ajudou a se levantar.

— Oh, minha nossa! Você está bem? – Ela perguntou, olhando para a velha mulher com um olhar preocupado.

A velha olhou para Zelda com seus olhos cansados e falou com uma voz fraca:

— Onde... Onde estou? Q-que lugar é esse? Oh! Meu corpo dói! Estou cansada! Preciso... Preciso descansar!

— Oh, não se preocupe! Você ficará bem! Venha comigo, vou ajudá-la. – Zelda falou pegando a cesta de maçãs da mão da mulher, ajudando a velhinha a caminhar até dentro de casa.

Assim que elas entraram, Zelda colocou a cesta de maçãs da velhinha em cima da mesa e puxou uma cadeira, ajudando a velha senhora a se sentar. Ela ofereceu um pouco de água para a mulher idosa.

— Beba um pouco de água! Vai lhe fazer bem! – Zelda disse, sorrindo gentilmente. – Se quiser, pode descansar um pouco aqui... Você deve ter vindo de muito longe...

— Oh, muito obrigada! – a velha falou depois de beber a água que a princesa lhe oferecera. – Você é uma moça tão gentil! Como se chama, minha querida?

— Eu sou Zelda... – ela respondeu timidamente, sorrindo para a velhinha.

— Zelda! Que nome lindo... – a rainha disfarçada respondeu com uma ironia escondida. – É como o nome da princesa que desapareceu...

— Sim... – Ela suspirou tristemente quando se lembrou do dia em que ela teve que fugir do castelo por causa da sua madrasta cruel.

Midna notou a tristeza no olhar da princesa e falou, continuando a interpretar seu personagem.

— Oh, minha querida! Eu disse algo de errado?

Zelda suspirou tristemente outra vez.

— Oh, não! Você não disse nada de errado! É só que... – ela mordeu o lábio, tentando evitar que uma lágrima escorresse de seus olhos. – Não é nada...

Ela desviou o olhar e começou a encarar o chão fixamente. A velha olhou para a jovem princesa e, fingindo a mais pura inocência, ela perguntou:

— Minha querida, você parece tão triste... O que houve? Problemas do coração? Sofre de amor por algum homem?

— Como sabe? – Zelda perguntou, olhando surpresa para a velha senhora.

— Ah, minha jovem... Eu sabia! A vovó conhece o coração das jovens moças!

— Sim... – Zelda falou lentamente enquanto continuava a olhar para o chão. – Eu realmente amo alguém... Mas ele teve que partir para longe por ordem da Rainha... Isso já aconteceu uma vez antes, com meu pai. Eu não entendo por que as pessoas que eu mais amo tem que partir, me deixando tão só...

— Ah, mas que pena! – Midna disse, fingindo sentir pena da jovem. –Não fique assim, meu bem! Já que foi tão gentil comigo, gostaria de poder compartilhar minha gratidão com você. – A mulher se virou e retirou da cesta de maçãs uma maçã metade vermelha e metade branca. – Quero poder ter a honra de dividir esta maçã deliciosa com você!

Ela estendeu a mão, oferecendo a maçã para a princesa. Zelda olhou para a fruta por um momento, hesitante. Não sabia se deveria aceitar, mas tinha pena de magoar a pobre velhinha que estava sendo tão gentil com ela. A madrasta, percebendo o olhar desconfiado de sua enteada, falou gentilmente para ganhar sua confiança:

— Ouça, meu bem... Por você ter sido tão boa para a vovózinha, vou lhe contar um segredo... Esta maçã não é como as outras! É uma maçã miraculosa! Um presente das deusas de Hyrule!

— Uma maçã miraculosa? – Zelda perguntou surpresa.

— Sim! É só prová-la e seus todos os seus desejos se realizarão!

Zelda olhou surpresa para a velha mulher. Ela ainda estava incrédula com a história que a anciã havia acabado de contar.

— Isso é verdade mesmo? – ela perguntou, hesitante.

— Mas é claro! – a rainha exclamou. – Para provar que não estou mentindo, eu provarei primeiro. Empreste-me a faca para eu poder dividir a maçã ao meio.

A princesa deu a faca para a velha senhora. Ela cortou a maçã ao meio e segurou a parte branca em suas mão frias e enrugadas.

— Agora, desejarei às deusas para ter uma boa saúde para que eu possa viver um pouco mais para que eu possa ver meus lindos netinhos crescerem tão saudáveis! — depois de dizer isso, ela mordeu a metade branca da maçã. Para que Zelda não desconfiasse de nada, ela começou a fingir que algo mágico estava acontecendo. – Mas veja, que maravilha! Já estou começando a sentir os efeitos! Sinto-me muito mais saudável agora! Agora é sua vez, minha querida... Pegue a metade vermelha, faça um pedido e dê uma mordida! Funciona, eu te garanto!

A velha estendeu a mão e ofereceu a metade vermelha a Zelda. A princesa olhou para a maçã e depois para a velha.

— Prove, linda menina... E você nunca mais ficará cansada ou com fome de novo... — A rainha ronronou, tentando convencer Zelda.

— Nunca mais? — A princesa perguntou, surpresa.

— Eu prometo. — A rainha má sussurrou.

— Às vezes me sinto tão cansada... — Zelda deixou escapar, tristemente.

—... E às vezes você se sente tão só...

— ...Sim, como você sabe? — Zelda olhou para a velha senhora com os olhos arregalados de surpresa.

— Eu entendo você... Eu me importo com você... Você não estará mais sozinha... Minha querida criança, apenas dê uma mordida... — A rainha disfarçada disse suavemente mais uma vez.

A velha estendeu a mão e ofereceu a parte vermelha para Zelda. Vendo que nenhum mal acontecera com a velhinha após morder a maçã, ela se encheu de esperança. Se aquela era mesmo uma maçã mágica, ela poderia desejar que Link retornasse! Ela pegou a maçã da mão da mulher idosa, cheia de alegria.

— Muito obrigada senhora! – ela agradeceu, sorrindo alegremente para a velha. – Já que essa é mesmo uma maçã mágica, desejarei com todo o meu coração que Link retorne de sua viagem! Assim eu e ele poderemos nos casar e viver felizes para sempre, longe das garras da minha madrasta cruel!

Lentamente, Zelda aproximou a maçã de seus lábios e mordeu a fruta com cuidado. Mas depois de alguns segundos, sua visão enfraqueceu. Suas pernas amoleceram e ela já não conseguia mais sentir seu próprio corpo. Ela começou a se sentir sufocada e ela tentava em vão colocar o ar de volta em seus pulmões.

— N-não... não...não.... consigo... respirar... – sua voz foi sumindo enquanto sua visão escurecia cada vez mais. Ela pôde ouvir as gargalhadas da bruxa e a última coisa que ela vira antes de perder totalmente a consciência fora a imagem da velha mendiga se transformar de volta na terrível imagem de sua madrasta.

— Eu nunca lhe disse para nunca confiar em estranhos, Zelda? — a rainha gargalhou maliciosamente. — Bons sonhos, minha querida. Durma bem...PARA SEMPRE!!!! Hahahahahaahahahaha!!!!!!!!!!

O mundo se apagou completamente para Zelda. Ela já não ouvia, sentia, nem enxergava mais nada. Seu corpo caiu no chão, completamente inanimado. A maçã envenenada rolou de sua mão gelada pelo piso de madeira. Midna se aproximou do corpo da jovem princesa e cutucou o rosto dela com o pé, para se certificar de que seu plano terrível não havia falhado.

— Não está respirando, meu bem? – ela disse com ironia, seus lábios se curvaram em um sorriso cruel. – Oh, mas que pena! Parece que finalmente a deixei sem fôlego!

Com uma gargalhada frenética, Midna começou a rodopiar alegremente pela casa, orgulhosa com seu triunfo.

— Finalmente!!!!! Hahahahahahahahahah! Quem é a mais bela de todas agora? Sou EU!!!! Eu sou a mais bela! Eu sou a mais bela! AGORA EU SOU A MAIS BELA DE TODAS!!!! HAHAHAHAHAHAHAH!!!!!!!!!!!!

O som das risadas diabólicas da Rainha foi diminuindo na medida em que ela se afastava da Floresta Kokiri, deixando para trás o corpo sem vida da bela princesa, que jazia no chão frio de madeira da pequena casinha. A madrasta estava certa de que havia se livrado para sempre da menina.

Notas finais
Se preparem porque agora a história está em seu pico! E o próximo capítulo vai ser bem revelador e haverão grandes reviravoltas na história... Afinal, será sobre o passado da Rainha Midna e sobre os seus segredos mais obscuros... Por que será que ela tem toda essa inveja para com a princesa Zelda? Isso vocês vão descobrir no próximo capítulo ^^ Não percam! E não deixem de dar seus reviews! Gosto de saber o que estão achando da história ^^