The Legend of The Sky's Princess
24 Capítulo 24 - Kakariko Village
Capítulo 24 – Kakariko Village
Impa ficou em silêncio durante o trajeto, por vezes olhando o garoto. Sabia que ele estava chorando, mas não o incomodou. Tomaram um rota que Link* não conhecia, totalmente diferente da que levava ao lado da vila por onde ele havia passado no caminho para a Cidade dos Gorons. Ao invés de terra seca e poeira, havia grama verde e árvores, e provavelmente o céu devia parecer ainda mais azul e belo. Tudo estaria assim se não fosse aquela guerra. Link* pode notar uma escada meio que escondida entre as colinas a certa distância. O céu estava fechado com nuvens gigantescas e não havia sequer uma pessoa ou animal do lado de fora.
– Estamos chegando! – Impa lhe informou o que ele já deduzira – Não se aflija, nós vamos encontrar Zelda*!
Ele acreditava nisso, iria encontra-la de todo jeito. Enxugou os olhos, tentando o seu melhor para manter-se mais calmo, e seguiu em frente. Desmontaram dos cavalos quando chegaram mais perto e subiram pela escadaria que Link* vira. Viraram à direta na segunda parte das escadas e entraram por uma passagem entre várias pequenas casas, muito mais casas do que haviam do outro lado do vilarejo. Um grande e profundo poço cheio se localizava ali na entrada. Não havia ninguém por perto. De algum lugar vinha um som agudo e desordenado. Link apurou so ouvidos tentando identificar do que se tratava.
– São apenas as galinhas que Link tanto detesta – Impa esclareceu.
– Qual é o problema com elas?
– Quando Link era criança, grande parte de sua missão foi aqui. Essas galinhas brancas eram úteis em vários momentos. Podem voar uma pequena distância e Link se aproveitava disso pra acessar alguns lugares. Mas às vezes elas não queriam obedecer e até atacavam. Link se irritava muito com isso e várias vezes o vimos machucado por causa delas, mesmo quando o vimos crescido. Não são animais maus, só agitados demais, apenas galinhas comuns sem nada de especial. Mesmo assim, seja cauteloso se quiser que elas façam alguma coisa, podem fazer bons estragos com o bico.
À medida que andavam mais deserto parecia o lugar e mais alto ficava o som.
– Eu acho que está preso nesse caixote – Link* aproximou-se de um caixote de madeira de onde o barulho vinha mais alto do que nunca.
– É melhor soltarmos logo. Esse barulho vai acabar atraindo os monstros.
– Isso não seria bom? Precisamos acha-los logo. O que podem estar fazendo com Zelda?!
– Eles só virão atrás de nós e nos atacarão. Provavelmente virão de vários lugares, não saberemos onde ela está.
Link* voltou-se para o caixote. Não tinha ideia alguma de como uma galinha poderia ter ficado presa num caixote completamente fechado. Provavelmente alguém fechara a tampa enquanto o animal dormia dentro. Usar a Master Sword poderia aniquilar a pobre ave, então preferiu dar um pancada forte com o escudo no caixote, que imediatamente se quebrou e libertou um grande galo branco. O galo levantou-se, olhou assustado para Link* e Impa e saiu correndo, pulando em cima de uma cerca e cantando auto. Em seguida saiu voando para algum lugar.
– Nós o libertamos pra ele não fazer barulho e ele canta desse jeito extravagante! – Link* reclamou.
O garoto estava certo em temer, pois em poucos segundos puderam ouvir as vozes agudas de goblins gritando e um barulho considerável de vários deles correndo naquela direção.
– Galo ingrato! – Os dois reclamaram e correram, querendo evitar perder tempo com um combate e encontrar logo Zelda*.
Enquanto fugiam, Link* pode notar que o vilarejo fora construído em um lugar com diferentes níveis de altura, quase como se o lugar tivesse se formado em cima de uma escada gigante. Já haviam subido várias pequenas escadas e alcançado casas e pedaços de terra mais altos. Em geral eram casas pequenas e modestas, muitas delas brancas ou com tijolos aparentes, com telhado vermelho ou marrom alaranjado. Em alguns cantos das paredes de pedra, entre um nível e outro, podia-se encontrar um pequeno cercado onde os moradores criavam galinhas. Pequenos moinhos podiam ser visto em um lugar ou outro. Link* também notou uma porta em uma das paredes de pedra, de onde podia jurar ouvir a Song of Stomrs lá dentro, mas não tinha tempo para especular e prosseguiu junto com Impa.
– Fi? – Link* chamou quando estavam longe o suficiente.
– Você me chamou, Mestre?
– Sim.
A garota saiu da espada, aparecendo entre os dois.
– É possível usar a Dowsing Ability pra rastrear Zelda*?
– Sim, Mestre. Você já andou uma área considerável e pude rastrear esse vilarejo. Há uma chance de 90% desse lugar estar infestado de Monstros que podem aparecer a qualquer momento.
– Alguma ideia de onde Zelda* está?
– Ela está aqui com certeza. Eu detecto a aura de muitos monstros perto dela, mas ela está viva. Eu ajustei sua espada para rastreá-la.
– Obrigado, Fi.
– Como funciona esse rastreamento? – Impa questionou quando Fi sumiu.
– Vou lhe mostrar.
Link* puxou a Master Sword da bainha e a apontou em várias direções, até uma delas dar um sinal fraco. A ponta da lâmina emitiu um brilho lilás e um leve ruído. A Sheikah observou interessada, era algo muito útil.
– Link*, antes de irmos nessa direção, eu pressinto que vamos enfrentar algo grande. Quantas e quais poções você tem?
– Tenho duas vermelhas e duas garrafas vazias.
– Bom, mas vamos melhorar isso.
Os dois caminharam mais um pouco até subirem em mais um pedaço de terra com uma pequena casa branca. Impa bateu na porta e se identificou, ouvindo um “entre” como resposta. Abriu a porta cuidadosamente e analisou o ambiente. O dono do lugar estava sentado no chão num canto da parede, e uma vaca mugiu numa pequena jaula onde dormia quando não estava fora da casa. Impa olhou na direção do homem e ele apenas assentiu com a cabeça. Ela assentiu em agradecimento e entrou com Link*, levando-o até a vaca, que estava comendo feno no chão.
– Você sabe como o leite das vacas daqui é forte, equivale aos efeitos de Stamina Potion. Se você tocar a Epona’s Song ela vai nos dar leite. Link descobriu isso quando era criança, elas gostam dessa canção.
Link* entregou uma garrafa vazia à guardiã e pegou a ocarina do tempo que trouxera de Skyloft. Ele tocou as primeiras notas da canção e o animal ergueu a cabeça, olhando-o com grande interesse, e não fazendo objeções quando Impa se aproximou e coletou leite suficiente para encher a garrafa.
– Muito obrigada – ela disse ao dono do local – Não se preocupe, logo tudo isso vai acabar, mas continue sendo cuidadoso.
Deixaram a casa. Impa conduziu Link* a uma pequena lagoa, onde encheu a garrafa restante com água e seguiram em frente. Novamente Link* recorreu à sua Dowsing Ability, sendo obrigado a enfrentar uma série de goblins no caminho indicado. Agradeceu mentalmente às deusas por ter Impa com ele. A sheikah tinha grande habilidade em combate, o que facilitava bastante as coisas.
– Temos sorte de não estarmos indo na direção do Templo das Sombras. é um lugar complicado, cheios de monstros mortos-vivos e coisas que não pode ser vistas sem o olho da verdade. Até hoje só um foi encontrado e ele está com Link, teríamos problemas.
– Mas se há um templo é um ótimo esconderijo. Onde mais os goblins levariam Zelda*?
– Há um lugar e sua espada está nos levando exatamente na direção dele.
– Onde?
– O cemitério.
Link sentiu-se gelar por dentro. Não tinha medo de tais coisas, tinha medo do que Zelda* poderia estar passando. Não foi capaz de dizer mais nada até chegarem a uma parte isolada da maior parte das casas, onde Link* viu lápides de pedra no chão, e sua Dowsing Ability indicou o local enfaticamente.
– Mestre – Fi apareceu a sua frente – Há uma chance de 100% de que Zelda* está abaixo de nós em algum lugar. Há monstros fortes perto dela.
– Obrigado, Fi. Impa, seria aqui também a entrada desse templo? Parece muito conveniente.
– Não. Há um meio de fazer o poço que você viu quando entramos secar. No fundo há uma passagem que leva ao templo. Aqui é apenas um esconderijo menor, embora só um pouco menos assustador. Venha.
Ela o guiou até uma das lápides e a empurrou para o lado, revelando um buraco fundo e escuro.
– Não é essa, mas há um baú aí embaixo.
Ele nem podia ver o chão, mas pulou atrás da guardiã. Quando estava prestes a atingir o chão, usou a sailcloth que ganhara de Zelda* para descer em segurança. Estavam numa sala pequena, com um baú e uma pedra luminosa para a subida.
– Não tenho ideia do que há nesse baú. Foi nele que Link encontrou o Escudo Hylian que usava quando criança. Ele o guarda até hoje no castelo. Vá em frente e abra.
Link* abriu o baú de madeira e uma luz esverdeada o cegou por um par de segundos. Lá dentro ele encontrou um rupee laranja. Não seria de muita ajuda na busca por Zelda*, mas era um objeto justo para substituir o que aquele baú guardara anos atrás. Os dois seguiram para a pedra e de volta à superfície Impa o levou para duas lápides mais afastadas, junto a uma grande pedra com algumas inscrições gravadas e o símbolo da triforce marcado no chão. Na pedra havia “Tumba da Família Real” e também o símbolo da triforce.
Link* se perguntou se os pais da princesa estariam ali, mas não disse nada e fez o que era óbvio. Se posicionou em cima da marca da triforce e tocou Zelda’s Lullaby. O céu escureceu ainda mais e trovões acompanharam a chuva que começou a cair. Uma luz envolveu a grande pedra, que tombou para a frente, por pouco não atingindo Link* e Impa. Os dois entraram em um buraco tão fundo quanto o outro e seguiram por um caminho escuro onde era possível enxergar dentro dos limites. Alguns ossos, que Link* não queria nem pensar se eram humanos ou não, estavam espalhados pelo chão.
– Mate essas aranhas e morcegos e aquelas grades vão nos dar passagem.
Ele assim fez, rapidamente aniquilando as criaturas com o estilingue e subindo as escadas para onde as grandes se abriram. Atravessam uma porta de pedra e adentraram mais uma sala, onde forma surpreendidos por um bom número de goblins vermelhos e cinzentos.
– Vamos nos considerar com sorte. Anos trás teríamos encontrado zumbis, múmias e derivados. Se os goblins vieram aqui, então não há nada disso por perto.
As criaturas avançaram na direção deles enfurecidamente, gritando e atacando-os. Mesmo com todo o barulho, escutaram ao longe um grito feminino e um lamento desesperado. Era Zelda*! O coração de Link* disparou, ameaçando sair pela boca e por pouco um goblin não o acertou em seu momento de distração. Quando finalmente todos os monstros jaziam mortos Link* analisou o cenário em volta.
– A sala à esquerda contém um poema que lhe ensinará a Sun’s Song, que você já conhece. Devemos prosseguir pela direita.
Rumaram para a sala seguinte, encontrando mais uma incrível quantidade de goblins enlouquecidos. Após livrar-se de uma boa parte deles, Link* pode ver no chão, em meio às criaturas, um vulto de cabelos dourados.
– Link*! Impa!
– Zelda*!
Com o Great Spin, uma das skills secretas, Link* facilmente livrou-se dos goblins restantes, finalmente visualizando Zelda*. Ela estava presa ao chão por uma corrente ligada às suas mãos.
– Link*, esse lugar é um horror, parece abandonado há séculos!
Ela tinha um olhar bastante assustado e estava consideravelmente machucada, pelas correntes e os ataques dos goblins.
– Zel*! Temos que tirar você daqui! Como quebramos essas correntes, Impa?
– Deixe-me ver...
A guardiã se abaixava até a garota no momento em que um barulho amedrontador veio da sala anterior e uma sombra grande escureceu ainda mais o lugar. A cabeça enorme de uma cobra de olhos amarelos e venenosos apareceu na entrada os encarando, olhou diretamente para Link* e abriu a boca, como se gritasse furiosamente, convidando-o a um desafio. O grande problema é que não era uma cobra qualquer. Além de ser gigante, tinha dentes terríveis. Ela avançou num ataque ao ver que sua presa não foi até ela, fazendo uma já assustada Zelda* gritar e Impa se pôr entre os dois jovens e o monstro, quando Link* passou a sua frente.
Fale com o autor