The Legend of The Sky's Princess

25 Capítulo 25 - Ajuda Divina


Capítulo 25 – Ajuda divina

Com a falta de espaço e sem tempo, Link* fez o melhor que pode, fez a cobra comer uma bomba, obrigando-a a se afastar momentaneamente enquanto explodia por dentro, mas obviamente a criatura não morreu.

— Liberte Zelda*! Eu vou lutar com ela nas outras salas! – Ele falou correndo para fora.

— Link*!

— Ele dará um jeito nisso! Não se preocupe. Temos que encontrar uma maneira de soltar você sem te ferir mais.

A guardiã procurava um jeito seguro de soltar as correntes sem machucar a garota, mas não havia nada para ser despendido. Os goblins haviam dado um nó na corrente, sabe-se lá como. Impa correu os olhos pela menina. Zelda* estava com os pulsos feridos e tinha uma série de arranhões, alguns marcados por manchas de sangue. A guardiã agradeceu por nenhum parecer grave, a não ser os de seus pulsos, tinha que soltá-la logo. Se o monstro entrasse ali teriam sérios problemas.

— Você viu mais alguém aqui além dos monstros?

— Não. Mas eles tiraram minha harpa e levaram pra outro lugar.

— A harpa é um instrumento importante da deusa, certamente faz parte dos planos de Ganon. Você é o alvo principal dele. Podem ter escondido na sala do poema, nós não entramos lá.

— A sala à esquerda? O que é?

— Contém um poema que pode lhe ensinar a Sun’s Song... Qual é o problema com essas correntes? – Ela perguntou irritada para si mesma quando tentava romper as correntes com magia pela quarta vez – Notou alguma coisa estranha nessas correntes? Originalmente não deveriam estar aqui.

— Já estavam aqui quando me trouxeram. Não notei nada de anormal, mas sinto algo muito ruim vindo delas. Estão me machucando mesmo sem estarem tão apertadas.

Estava prestes a tentar uma nova estratégia quando um som mais alto da luta chamou a atenção das duas. Ouviram Link* gritando ao passar voando pela passagem que dava acesso a onde elas estavam, e provavelmente cair no chão em seguida.

— Link*!

— Deixe-o. Não devemos chamar a atenção da cobra.

Uma rajada de flechas explosivas foi atirada de onde Link* estava. A criatura sofreu considerável dano, mas permaneceu em seu estado de fúria e abriu a boca com um som estridente, voltando a perseguir Link*, que corria por onde podia com o corpo gigantesco da cobra ocupando tanto espaço.

— Vou tentar outra coisa — Impa retirou de seus itens uma harpa dourada praticamente idêntica à de Zelda.

— Mas... Essa harpa...

— É a harpa da deusa. A mesma que a sua, a mesma de Hylia. Zelda a toca raramente. Essa harpa tem um poder misterioso, assim como a ocarina do tempo. Achei que seria útil tê-la por perto, Zelda me disse pra guarda-la até que fosse necessária.

Zelda* ficou surpresa. Não só a ocarina de Link, mas também sua harpa sobrevivera aos séculos. Impa fez o som das notas de Zelda’s Lullaby inundarem o ar. As correntes não libertaram Zelda*, mas reagiram, tremendo em agonia e afrouxando o aperto nos pulsos da garota.

— Há uma força maligna impregnada aí. É preciso mais do que a harpa para quebrá-las. Talvez se Link derrotar o monstro...

A guardiã olhou na direção da luta barulhenta que ocorria do outro lado e arregalou os olhos quando viu a cobra gigantesca indo com a boca e os enormes dentes escancarados na direção delas. Não havia o que fazer, guardou a harpa e envolveu Zelda*, com a esperança de que o monstro se contentasse em arrastar uma única vítima, mas nada aconteceu. Impa sentiu a temperatura atrás de si aumentar quando a criatura pegou fogo e explodiu, dissolvendo-se em cinzas. Soltou a menina e olhou para trás, não havia mais monstro. Um Link* ferido e coberto de arranhões e hematomas deu alguns passos na direção delas e caiu.

— Link*!! – Zelda* levantou-se puxando as correntes, que facilmente se despedaçaram, agora sem nenhum rastro de vida nelas.

— Ele tem opções!

Impa virou-o para cima e Zelda* puxou o herói para seu colo, enquanto Impa vasculhava seus itens à procura de Heart’s Potion. Uma grande mancha de sangue começou a formar-se se um rasgão na roupa verde de Link*, de uma lateral a outra do corpo.

— Não me faça viver isso de novo, por favor! – Ela sussurrava perto do rosto dele, e Impa deduziu que ela se referia a alguma lembrança de Hylia – Impa, como aquela coisa pode ter feito isso? Parece um corte de espada.

— A roupa está bem rasgada, mas isso não é um corte, é a marca de um grande dente. Provavelmente há veneno aí.

Zelda* forçou-se a olhar mais atentamente e viu, no centro do rasgão nos tecidos, uma lesão menor, mas fatal.

— Dê isso a ele.

Impa lhe estendeu uma garrafa com poção vermelha e a ajudou a fazer Link* engoli-la. Quando o líquido acabou, os arranhões e marcas de pancada sumiram magicamente, mas o ferimento maior apenas reduziu minimamente o sangramento.

— Leite pode cortar venenos, vamos tentar.

Segundos depois do conteúdo da garrafa acabar, Link* abriu os olhos, mas os fechou de novo com a dor.

— Nós vamos fechar isso, não se preocupe – Zelda* lhe disse.

— Não é isso que está doendo, estou queimando por dentro... – disse com a voz fraca.

— É o veneno! – Impa começava a sentir desespero – Ganon nos deu um golpe certeiro dessa vez.

— Zel*... Você está toda machucada – ele tocou um dos pulsos feridos da noiva sobre ele – Pare de chorar.

— Não importa... – respondeu com a voz falha pelo choro.

— Temos que pensar... – Impa começou, mas não foi capaz de continuar, Zelda* parecia em transe encarando Link* e uma luz dourada a envolvia.

— Zel*...? – Link* chamou, sem resposta.

“Eu vou ajudar você”. A garota pode ouvir claramente a voz de Hylia em sua mente. “Ganon pode ter acertado dessa vez, mas não podemos perder nosso herói, nem deixar que o ódio de Ganon seja maior do que nós.”

— Zelda*... O que está acontecendo? — Ele perguntou.

Ela continuou em silêncio, a luz tornou-se mais forte, fazendo seus cabelos dourados brilharem ainda mais e seus olhos azuis e sua pele clara se iluminarem. Todos os ferimentos sumiram e o vestido rosa escuro transmutou-se em um familiar vestido branco e dourado, o vestido da deusa. Os adornos de seu cabelo adquiriram um tom de lilás, bem como os braceletes que surgiram em seus pulsos e os sapatos que substituíram suas botas. Link* olhou maravilhado, momentaneamente esquecendo de sua dor, ela parecia um anjo.

— Não vou perder você de novo, Link*.

Vindo de fora, o som agudo do grito de um pássaro chegou aos ouvidos deles, e Link* arregalou os olhos quando o reconheceu. Não podia ser... A dor voltava a queimá-lo por dentro quando Zelda* pôs sua mão livre sobre o ferimento e toda aquela luz concentrou-se ali, fazendo todo dano e sangue desaparecerem. Quando o rosto de Link* aliviou-se com o fim de seu sofrimento, ela desmaiou, e teria caído arrastando o herói em seu colo se Impa não a tivesse segurado a tempo e a deitado no chão. Link* levantou-se e olhou para onde fora ferido. Até mesmo o tecido rasgado havia sido restaurado, puxou-o para cima, vendo que estava em perfeitas condições e o ferimento realmente sumira.

— Zelda*! – Ele chamou. — O que foi isso? – Perguntou a Impa.

— Eu não sei. Me parece que enquanto esteve em transe, estabeleceu uma conexão mental com a deusa, e muito forte. Isso costuma acontecer?

— Não assim, ela me disse que às vezes encontra Hylia em sonhos.

— Temos que sair daqui. Ela ficará bem. A harpa que levaram dela deve estar na sala que não visitamos, pegue-a.

Ele assentiu com a cabeça e correu para o lugar. A sala era menor que as outras. Uma grande pedra na parede falava sobre a Sun’s Song e um pequeno baú estava no chão ao lado. Link* o abriu e encontrou a harpa, guardando-a e voltando até Zelda* e Impa.

— Encontrou?

— Sim. Vamos sair daqui. Talvez eu tenha uma surpresa agradável lá em cima. E precisamos leva-la a algum lugar até que acorde.

— Está certo, não adiantaria muito irmos agora mesmo procurar os outros. Esse lugar deve estar livre agora, vamos procurar abrigo temporário até ela acordar.

Link* se abaixou e pôs a garota no colo, seguindo com Impa para a saída e conseguindo subir com a ajuda dela e da Clay Shoot, levando Zelda* consigo.

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— Não acredito!

Ruto espiava as localidades do reino, apenas com os olhos visíveis fora da água, mas içou o corpo todo para fora ao ver um corpo Hylian jogado ali.

— Princesa! – Espantou-se – Zelda! – chamou – Como veio parar aqui? A que ponto essa guerra chegou?

Saiu da água e a ergueu, apoiando-a com o braço. As roupas molhadas deixando bem visíveis os contornos de seu corpo e Ruto notou algo anormal, tocando o abdômen da princesa e o sentindo por algum tempo.

— A princesa está grávida! – Sussurrou para si mesma, surpresa.

Puxou uma das garrafas que carregava consigo e tentou fazer Zelda despertar completamente e bebê-la.

— Vamos, é só água, não vai fazer mal ao bebê – disse quando ela virou o rosto, ainda não totalmente desperta.

— Ruto...? Está tão visível assim? – Ela falou baixinho quando finalmente acordou e aceitou o conteúdo da garrafa que a velha amiga lhe oferecia – Onde estou?

— No Domínio dos Zoras. Como veio parar aqui?

Ela pensou por um tempo e sobressaltou-se.

— O pássaro! Aquele pássaro gigante que parecia uma mistura de ave e dragão me arrastou e eu desmaiei.

— Link deve estar preocupado com você, e com ele também. Ou ela – disse se referindo ao bebê.

— Certamente ele está louco e já deve estar atrás de mim com Midna.

— Quem é Midna? Aquela princesa de anos atrás?

— Sim.

— Estou feliz por você e Link – ela disse com um sorriso – Mas não podemos ficar aqui esperando ele, tenho que levar você e seu filho a um lugar seguro. Há criaturas terríveis espalhadas por aí desde que Ganon deu sinais de sua volta, inclusive aqui dentro. E não será seguro esperar lá fora. Eu tenho certeza que Link nos encontrará. Venha comigo.