The Last Song

9 Vida complicada? Bem-vindo ao meu mundo


Notas iniciais
OOOOI. Seis dias sem atualização, nem é muita coisa, né? Queria agradecer à Miley My Dream e a Forever Directioner pelas recomendação divas, lindas e perfeitas. Obrigado meninas!

Pov's Annabeth

Assim que terminamos de nos lavar, Percy e eu fomos até a sua casa comermos alguma coisa. Almoçar para ser mais exata. Eu tinha plena conciência de que sua mãe não tinha ido com a minha cara.

– O que aconteceu? Você parece nervosa. — O cabeça de alga comentou. Neguei um pouco incerta.

– Só estou com sono. Falando em sono, quando nós vamos poder comer? — Ele suspirou me levando até a sala de jantar.

– Meus pais não são de todo maus. — Ele respondeu. — Quero dizer, minha mãe e meu padrasto. O meu pai só você conhece. — Assenti sorrindo.

– Sua mãe não gostou de mim.

– Não diz isso, é claro que ela gostou.

– É sério Percy! — Afirmei logo me sentando. — Ela com certeza não gostou de mim. — Suspirei. — Mas... eu nem ligo. — Dei de ombros.

– Aham... mas enfim Annie, acho que você vai gostar do meu padrasto. — Abri um sorriso timido. — Ao menos ele é educado.

– Ahá, então você assume que a sua mãe não foi com a minha cara. — Ele deu de ombros. — Bom, espero que pelo menos ele se simpatize comigo.

Logo os dois estavam na sala de jantar, com a serviçal servindo o almoço. Confesso que a maioria das coisas que eram postas em meu prato eu desconhecia, mas não quis dizer nada para não ofender ninguém. Ser rico deve ser muito chato.

– Então querido — Sally começou quebrando o silêncio -, ansioso para o casamento da sua irmã? — Me virei pra ele.

– Casamento? — Perguntei arqueando uma sombrancelha.

– É, a Melissa, a minha irmã vai se casar... não vai ser nada muito complexo, só para alguns amigos. Se quiser pode vir. — Sorri.

– Ah, mas eu já convidei a Rachel. Pensei que você iria convidá-la então já a chamei. — Sally me olhou com pena. Com todas as letras ela me odiava.

– Não tem problemas, Pers. Eu não gosto de festas assim mesmo. — Sally me olhou horrorizada em quanto Perseus soltava um risinho de cumplicidade. Revirei os olhos.

– E então Percy, quando você e a Rachel vão parar de joguinhos e voltar a namorar um com o outro? — A mulher voltou a comentar colocando uma colher de comida na boca. Ela tinha uma coisa... que me tirava do sério. O padrasto de Perseus engasgou na mesa, e eu só observava a cena.

– Com licença. — Pedi já me retirando. Pude ouvir os gritos desesperados de Percy, me chamando.

– ANNABETH ESPERA! — Acabei por ir a um lugar em frente ao lago, no qual eu nem precisava sair de sua casa.

Ele me seguiu até lá.

– Esperar o que Percy? Por que não me esquece? Por que não volta para a sua casa perfeita, com os seus pais perfeitos, nessa casa perfeita? — Seus olhos se encheram de lágrimas.

– Perfeito? Nada naquela casa é perfeito a anos! E eu só ficava com a Rachel, porque ela era a única pessoa que me fazia sorrir. Não no sentido de diversão, como é com você, mas no sentido sexual. Ela satisfazia meus fetiches, e isso era a única coisa de boa que eu tinha.

– E como tudo isso começou?

– Eu tinha um irmão... o nome dele era Marshall. Uma vez, a minha mãe estava dirigindo. Marshall e eu estávamos no banco de trás, brincando de luta, até que ela se virou para nos dar uma bronca... e perdeu o controle. O carro bateu. Ele morreu na hora. — Eu percebi que ele já chorava. — As coisas não são boas a muito tempo. Nada naquela casa é perfeito!

– Eu... sinto muito. — Murmurei abraçando-o por trás. Ele abriu um sorriso, parecia realmente feliz. — Eu... preciso de mostrar uma coisa.

– O quê?

– Vem! — Puxei seu braço e o levei até o porão, nos fundos da casa. Avistei o piano e suspirei. Logo comecei a tocar, em quanto minha voz acompanhava a música. Cantei uma música chamada When I Look At You.

– ...You appear just like a dream to me...– Finalizei a canção. Ele ainda me observava. Isso estava se tornando desconfortável.

– Você é incrível. — Murmurou. Ele abriu um pequeno sorriso, e lentamente se aproximou de mim, selando nossos lábios. Dessa vez não resisti, apenas deixei que sua língua se encontrasse com a minha. Afinal, ambos queríamos isso.

– Você precisa me deixar em casa... — Sussurrei.

– Tem certeza que não pode esperar mais um pouco? — Questionou. Dei de ombros avançando de novo e o beijando. Cara, esse menino é irresistível!

[...]

Após algum tempo Percy resolveu me levar em casa. Logo que chegamos ele me deu um selinho de despedida e voltou para o inferno, ops, sua casa. É, digamos que eu também não tinha ido muito com a cara de sua "mamãe".

– Annie, por que só está chegando a essa hora? — Vi Frederick cochichar pra mim. Revirei os olhos. Ainda eram duas da manhã, então tecnicamente estava cedo.

– Eu e Percy acabamos nos atrasando. Só isso. — Dei de ombros e o vi estreitar os olhos. Ah, cara! Meu próprio pai pensando besteira de mim. — Não nesse sentido.

– Não foi isso que eu quis dizer. Só achei um pouco estranho. Antes, você não gostava dele, e agora só vive em baixo da asa desse muleque. — Soltei uma risadinha. Será mesmo que o meu pai estava bancando um de super protetor pra cima de mim?

– Pai, não precisa se preocupar, eu sei me cuidar.

– Eu sei que sabe. E é isso que me preocupa. — Ele suspirou, se aproximou e beijou minha testa. — Boa noit... Bom dia querida. Vá dormir, daqui a algumas horas já estará de manhã. — Assenti.

Fui até o meu quarto, o mesmo que dividia com Matt, e deitei ao seu lado. Ele abriu um dos olhos e me viu, abri um pequeno sorriso e logo fechei os olhos, caindo totalmente no sono.

[...]

Quando acordei Matt não estava mais ao meu lado. Provavelmente tomando café da manhã na varanda com papai. Fui até o banheiro, fiz minha higiene matinal e fui me encontrar com eles.

– Annabeth, vem, eu fiz ovos, bacon... — Revirei os olhos.

– Ela é vegetariana pai! — Matt gritou.

– É? Desde quando?

– Já faz uns dois anos. — Ele deu de ombros. — E ela nunca abria as cartas que você mandava.

– Ah, é mesmo? — Frederick parecia surpreso. Triste e surpreso.

– A-hãm. Mamãe disse que isso se chama "TPM" — Meu irmão continuou. Sufoquei uma risada.

– Matt, você sabe o que é 'TPM'? — Frederick perguntou.

– Claro que eu sei! Tensão do Pai Machão. — Ele abriu um sorriso convencido. Papai também sorriu.

– É isso aí.

– Tudo bem você — Apontei pra ele -, chega de conversa. Vamos comer em paz. — Ele levantou as mãos em forma de rendimento.

Depois de comer, entrei para dentro de casa. Contei a Matheus, tudo o que havia acontecido na mansão, já que ele não parava de me precionar. Em pouco tempo, ele já estava até me dando conselhos.

– Dá um tempo pro Perseus, em breve eu tenho certeza que o seu convite está chegando. — Ele sorriu.

– Eu acho meio difícil Matt. — Dei de ombros. — Mas eu não importo mesmo... — Murmurei. — Casamento de gente rica é muito chato. Sem falar que Rachel também estará lá.

– Se é isso que você quer.

– Argh! — Grunhi me jogando na cama.

Por que a minha vida tinha que ser tão complicada?


Notas finais
Agora é com vocês, garotas. Ah, amantes de Percabeth, eu queria que fossem no meu perfil, e que lessem a fanfic Shes My Angel, que eu escrevo com a Anyele, e que é Percabeth.

Enfim, espero que tenha gostado.