The Last Song
10 Descubro que estava sendo extorquida a anos
Notas iniciais
Seis dias sem atualizar, ou seja, uma semana inteira pro capítulo sair. Ficar de recuperação dá nisso. Notas finais. Boa leitura =)
Pov's Annabeth
Acordei me sentindo uma adolescente normal. Até pensei em criar um Tumblr para reblogar as baboseiras sobre como estar apaixonada. " Eu só queria ter você aqui ", e dentre outras coisas que pessoas da minha idade sofrem por amor. Mas acho que não estou tão no fundo do poço... ainda.
Levantei mesmo a contra gosto da cama, e fui em direção ao banheiro. Fiz minha higiene matinal, e parti para a varanda, que como eu esperava, estavam presentes Matt e Frederick, tomando café.
– Bom dia! — Dei um beijo na bochecha de papai, e uma em Matt, que limpou fazendo cara de nojo.
– O que um namorado não faz, huh? — Papai comentou. Rolei os olhos.
– Papai encomendou aqueles seus sanduiches naturais vegetarianos ruins à beça... qual o nome mesmo? Sanduiches veganos? Repletos de coisas sem gosto? — Arregalei os olhos encarando-o. Esse que nem notava apenas lendo o jornal.
– Papai, não precisava! Eu podia sobreviver de panquecas e suco natural! — Protestei. Nem pensar que eu deixaria ele gastar dinheiro encomendando comiga sabe-se Deus de onde só pra me deixar feliz.
Afinal, eu não merecia. Estava sendo uma mau-educada, chata e insuportável desde que cheguei aqui.
– Claro que precisava! Minha filha é vegetariana, eu quis agradar. E isso é uma forma que seu querido pai encontrou para se desculpar por ontem. Desculpe pelo... baicon... — Abri um sorriso tímido.
– Desculpado.
Passamos uma manhã estranhamente agradável. Comi sanduiches veganos até não poder mais, acompanhado de sucos naturais deliciosos. Acho que nunca comi tanto numa manhã só. Já Matt devorou bacon, ovos e todos os tipos de gordura que caiam em seu prato.
E, depois do café da manhã resolvi passar um tempo no pequeno nootbook que Frederick havia comprado e deixado na sala, caso um de nós quisesse usar. Realmente criei um Tumblr, e me foquei nele o dia todo. Pode parecer bobagem, mas pela primeira vez, aquelas frases que antes eu julgava clichê e totalmente repetitivas, agora faziam sentido.
– Annie, chegou isso aqui pra você! — Matt apareceu na sala, segurando um invelope. Encarei aquele pequeno papel desconfiada, e tratei de rasgá-lo sem cerimônia.
E então, soltei um pequeno grito abraçando meu irmão que (pela primeira vez), não se afastou e até correspondeu.
– Eu fui convidada para o casamento!! — Exclamei.
– Ótimo, agora nós temos que encontrar uma boa roupa pra você ir. — Ele gritou também, estava quase eufórico quanto eu (ou talvez até mais).
Assim que ele me disse que eu precisava arrumar uma roupa, meu sorriso se desfez. Ah, mas é claro! Roupa para casamento... com certeza não é pra mim. Além do mais, se eu abrir meu guarda-roupa vou desistir na hora. Não tenho vestio, só jeans (calças e shorts), algumas regatas de diferentes cores, muitas blusas xadres, blusas de bandas ou sobre lugares aonde eu já estive (por exemplo: I ♥ New York), dentre os meus milhares de all stars. Certo, certo nem são muitos, tenho uns... treze pares.
– Matt, estou frita! Nunca pensei que me importaria com essas frescuras femininas, mas eu não tenho roupa.
– Como não?
– Bom... você sabe com o tipo de roupa que eu ando. Não são boas para casamento, e infelizmente não tem como eu comprar nada. Mamãe não está aqui, e consequentemente seu cartão de crédito também não.
– Tome, eu acabei de tirar do banco, vá comprar seu vestido. — Frederick me estendeu uma bola de dinheiro. Arregalei os olhos na mesma hora.
– O que?! Pai, aonde o senhor arranjou tanto dinheiro?
– Da minha poupança. Eu tinha umas economias. — Senti um aperto no coração, e um frio na barriga só de estar segurando aquele dinheiro.
– Olha... não pai, eu não posso aceitar.
– É claro que pode! Você é minha filha, huh? Tudo que é meu, é seu. — Abri um pequeno sorriso. — Ah, Matt em quanto Annie faz as compras podemos ir soltar pipa, o que acha? — Ele abriu um grande sorriso.
– Claro! — Me virei em direção à porta, quando sinto as mãos geladas de Matt segurarem meu braço. — Escuta aqui Annie, quando eu voltar eu quero ver esse vestido, então é melhor comprar um de arrasar! — Deixei escapar uma risada.
– Não se preocupe, você vai literalmente babar nele!
– É bom mesmo. — Ambos sorrimos.
Estava a caminho de comprar o vestido, quando uma imagem me atingiu: Thalia discutindo com Nico. Ele dizia coisas como " Eu quero a minha grana! ", e ela gritava chorando tentando explicar " Eu não tenho dinheiro agora, e nem pra onde ir, você sabe! ". Ele foi um covarde, apenas sibilou as palavras " Que pena ", e saiu cantando pneu. Quase a atropelando, vale ressaltar.
– Tá vendo o que você fez? — Ela se virou pra mim. — Ele era tudo pra mim, minha vida já era, agora acabou tudo!
Ela se sentou no chão mesmo, e começou a chorar. Suspirei e andei até a mesma. " Como você é idiota Annabeth ", me aproximei o suficiente para que ela notasse a minha presença. E, com cuidado depositei o dinheiro (uns mil dólares que havia recebido de Frederick hoje cedo), ao seu lado. Ela me encarou com os olhos vermelhos de tanto chorar, agora confusos, e eu somente sorri amigável.
Logo após sai dali, meio sem saber o que fazer. Eu havia dado o dinheiro do meu vestido pra ela. Talvez, porque a velha e justa Annie esteja se manifestando, e ela tem em mente que aquela pessoa merece mais aquele dinheiro. Ou, é só um novo lado meu, o lado generoso — E meio burro convenhamos — Que quer ajudar uma pessoa que tanto me odeia, e que já me fez ir parar na delegacia como ladra.
Voltei pra casa um tanto quanto receosa. Se contasse à Frederick o que eu havia feito com o dinheiro, talvez ele me perdoasse. Ou, ficasse desapontado, então por via das dúvidas, é melhor eu tentar enrolá-lo. Em menos de um mês eu volto pra casa, e ele nunca terá descoberto.
Fui direto pro meu quarto procurar uma roupa. O casamento seria hoje à noite, e como podem ter notado, eu estou frita.
– Cadê o vestido novo Annabeth? — Matt me perguntou.
Corri até ele, tampei sua boca com a minha mão, e o arrastei até a cama. Logo após sussurrei:
– Se eu contar uma coisa, você promete não contar pro papai?
– Pode dizer.
– Eu dei o dinheiro pra uma amiga. Ela precisava mais dele. — Aleguei.
– Você deu o dinheiro? — Ele parecia incrédulo.
– Sim.
– Nossa, quanta burrice! Até eu que sou seu irmão mais novo sei disso! — Rolei os olhos — Bem, parece que agora eu vou ter que te ajudar.
Ele foi até a sua cama, e de baixo do travisseiro tirou um pequeno porta-jóias. Tá legal, agora é a hora em que eu me pergunto " Por que é que o meu irmãozinho tem um porta-jóias? ", e então o abriu.
Eu nunca havia visto tanto dinheiro junto. Matt sempre tinha uma compulsão por me extorquir, é sério, esse garoto aproveitava as minhas situações nada favoráveis, e me pedia dinheiro em troca de eu guardar segredo. Depois de ver tudo o que ele juntou, comecei a pensar seriamente em começar a guardar minhas próprias economias.
– Aonde foi que você arranjou tanto dinheiro?
– Tá vendo essas vinte pratas aqui? Foi por aquele cara com as tatuagens, aquele outros dois dólares foi pelo cigarro, e você vê a...
– Tá legal, eu já entendi! — Sorri. — Não posso aceitar Matt, são as suas economias, isso não é justo!
– Relaxa, eu quero te dar esse dinheiro. Além do mais eu te conheço, você vai me dar muito mais grana. — Empurrei-o de leve.
– Bom, acho que está na hora de eu ir comprar o meu vestido.
– Okey, mas eu vou com você.
– O quê você ia querer fazer numa loja de roupas femininas, Matt?
– Te ajudar é claro! E garantir que esse dinheiro vai comprar um vestido, e não ser destribuido. — Rolei os olhos.
– Vamos engraçadinho!
E então, o puxei em direção a porta.
Fale com o autor