The Last Seven.

2 Cheiro de Menta


Notas iniciais
Espero que vocês gostem desse capitulo. Boa leitura.

PARTE ®02/07

Ao darmos uma conferida pra ver se os policiais não estavam mais ali, corremos pra janela qual estava aberta. Entrei primeiro, logo em seguida o Namjoon. Fiquei esperando o garoto, e seguimos pro segundo andar calmamente. Ao chegar ao quarto que o velho morreu, estranhei o fato de não ter ninguém lá.

—Como assim não tem ninguém? Eu vi uma luz — Falei olhando pros lados. Meu coração estava acelerado, minhas mãos estavam tremulas.

—Talvez seja coisa da nossa cabeça— Falou Namjoon se aproximando de mim.

— Não foi Nam, eu vi e você também! Tem mais alguém aqui. — Fui em direção ao mais velho.

No mesmo momento, escutei alguns sons. Aquilo me arrepiou e me fez ficar com mais medo ainda.

— Tae, fica perto de mim. — Disse o menino me puxando pra ele.

Nesse mesmo momento, vi alguns vultos e escutei algumas vozes, senti alguma coisa tocar em mim e pular sobre nós.

— Buuuuh— gritou

Sem pensar duas vezes, coloquei meu rosto sobre o peito do Namjoon, meu coração parecia que iria sair pela minha boca. Alguns segundos após, escutei risadas e gargalhadas.

— Sério que vocês caíram nessa? — Falou Jimin enquanto ria, vindo em nossa direção

— Não acredito que vocês fizeram essa brincadeira estúpida. — Disse Nam irritado.

Tirei meu rosto do peitoral do garoto e olhei os meninos. O olhar do Hoseok, não era igual a dos meninos, ele não parecia ter se divertido.

— O que foi aquilo tudo? Tae praticamente se jogou nos braços do Nam. — Conseguia sentir o sarcasmo na voz do Hoseok.

— Eu apenas fiquei com medo. — Falei tentando disfarça. — Você quase me matou do coração seu idiota. — Fui em direção do Hoseok, e coloquei minhas mãos geladas em seu rosto. Nós dois rimos daquilo.

— cadê as bebidas? — Perguntou Jin, se apoiando na janela.

O quarto estava totalmente escuro, o único foco de luz nosso era a luz que vinha da janela e claro uma lanterna qual Yoongi estava na mão.

— Vamos beber aqui? Em cima de onde o velho morreu? Eu não gostava dele, mas, podemos muito bem beber em outro lugar. — Falou Namjoon, vindo em minha direção e pegando a mochila.

—Quem disse que é pra beber? — Jimin pegava a mochila das mãos do Nam, e a abria, pegando as três garrafas.

—Se não é pra beber, é pra que então? — Cocei minha cabeça sem entender nada.

—Pra colocarmos fogo na casa. — O olhar de sádico do Yoongi era evidente, e a pouca luz que batia nele, o tornava ainda mais assustador. Não era nada surpreendente, até porque ele conseguia dar medo até mesmo dormindo.

—Não era mais fácil pedirem álcool? — Disse calmamente olhando os garotos quais estavam em um circulo.

— E ai que iríamos ser descobertos facilmente. — Yoongi pegou a garrafa e começou a mostrar a quantidade de álcool qual ela possuía.

— A primeira coisa que a polícia vai fazer e perguntar aqui perto, e nos mercados, se alguém comprou garrafinhas de álcool, e com isso iria chegar a nós facilmente. — Falou Jeon, colocando suas mãos nos ombros do Jin e do Hoseok.

— Quem pensou nisso? — Perguntei dando um sorriso de lado.

— Yoongi, claro. Olha a cara de criminoso que ele tem. — Disse o Jeon, todos deram risadas baixo pra não chama atenção dos vizinhos.

— Só espero que essas bebidas alcoólicas consigam pegar fogo direitinho. — Sussurrou Jimin.

— Então vamos pegar todos os colchões da casa e trazer pra cá e jogamos as bebidas em cima. — Falou o Namjoon, arrastando um pedaço do colchão do velho até o centro do quarto.

—Isso foi muito inteligente Nam, parabéns— Disse Yoongi, batendo nas costas do Namjoon e sorrindo.

—Aqui não é só beleza não, filho. — Começamos a rir.

Jin e Nam permaneceram no segundo andar, juntando os restos dos colchões enquanto eu, Hoseok fomos pro quarto de hospedes, Yoongi, Jimin e Jeongguk foram para os outros dois quartos. Ao chegar ao quarto de hospedes, bati minha mão sobre o colchão e uma forte poeira subiu.

—Caralho, aaii meus olhos— Reclamei de uma poeira que havia adentrado em meus olhos.

— O que foi? — Disse Hoseok, se aproximando e colocando as mãos em meu rosto e o segurando. — Calma, abre bem os olhos e olha pra mim. — Eu estava desesperado, não conseguia entender como ele mantinha aquela calma, eu sentia que iria perder o olho. Bem claro, não era o olho dele que parecia que iria saltar pra fora, por isso que ele estava calmo.

Arregalei bem meus olhos, senti um forte vento com cheiro de menta, batendo em meu rosto. Foi uma assoprada, duas assopradas e na terceira senti um alivio imediato.

— Melhoro? — Perguntou ele com um largo sorriso pra mim.

—Si.. sim obrigado Seok— Sorri pra ele, o mesmo não tirou suas mãos de meu rosto. Meu coração voltou acelerar rápido, mas dessa vez não era de medo.

Era algo claro para todos que eu e o Hoseok, gostávamos um do outro, sempre deixávamos isso evidente nas nossas ações e olhares que dávamos um ao outro. Contudo nunca chegamos assumir verbalmente isso, e muito menos tínhamos selado nossos lábios, mas a paixão que existia era algo muito mais além do que uma paixão carnal. Com suas mãos em meu rosto, apenas fiquei em silêncio e o encarei, fiquei totalmente sem reação.

—Tae, não grite— disse o menino, aproximando seu rosto. Aquilo fez com que minha respiração ficasse ofegante. E mais uma vez senti uma parada cardíaca próxima de tanto que meu coração batia.

—aham— Falei sussurrando.

Hoseok se aproximou cada vez mais seu rosto do meu, conseguia sentir sua respiração com cheiro de menta adentrar pela minha narina. Selou seus lábios ao meu de uma forma tão calma e serena, que eu conseguia sentir o gosto da menta como se tivesse chupando uma bala. Dei espaço com minha boca para que introduzisse sua língua. O beijo foi tão lento e suave, que eu não queria que aquilo acabasse tão cedo. Ele tirou as mãos de meu rosto e as levou em minha nuca, trazendo meu corpo e meu rosto pra mais próximo do dele. Minhas mãos ficavam avoadas, sem saber onde tocar nele. Ainda estava desnorteado e meio abobado, pois não esperava por aquilo. Talvez esperasse, mas não na casa do velho Chu. Havia sonhado com aquele momento tantas vezes, em um lugar bonito e nada em poeirento, já havia até mesmo imaginado aquele momento no banheiro da escola. Mas nunca naquela casa. Parece que às vezes a vida gosta de brincar conosco. Sorri entre o beijo, e pude o sentir retribuir o sorriso. Sua língua entrelaçava com a minha, com uns movimentos sexy. Após cerca de alguns minutos nos beijando, separamos nossos lábios. O olhei totalmente vermelho de vergonha.

—Que bom que não gritou. — Disse ele passando a mão em meu queixo.

Dei um tapa na mão dele, virei as costas e puxei o colchão qual saía da cama.

—Vamos levar logo isso pra cima. — Falei puxando mais pra fora da cama.

Hoseok sem falar nada, pegou na outra ponta, e me ajudou a tirar de lá. Quando estávamos levando pra escada, vimos os garotos precisando de ajuda. Deixamos o nosso colchão apoiado no corrimão, fomos até os meninos. Pareciam que a qualquer momento iriam cair com aquele colchão escada a baixo. Segurei na parte de baixo junto do Hoseok. Ele me encarou dando um sorriso eu apenas desviei meu olhar, fingindo que nem tinha visto. Subimos o colchão deles. Eles nos ajudaram a subir o nosso. Levamos todos pro quarto do velho. Jogamos sobre os outros pedaços. Jeonpegou uma garrafa, deu uma pro Yoongi e Namjoon, os meninos começaram a molhar totalmente os colchões. E em poucos minutos aquilo ficou totalmente encharcado.

—Quem trouxe os fósforos? —Perguntei, pegando minha mochila com apenas o cachecol dentro.

—Eu estou com isqueiro— Disse Jimin, tirando de seu bolso e acendendo.

— Faça as honras. — Sussurrou Jin com um sorriso de lado em seu rosto.

Jimin se agachou e acendeu novamente o isqueiro. Ficou olhando aquela chama, e sem pensar duas vezes colocou bem na beirada do colchão. O fogo começou a se alastrar aos poucos.

—Vamos sair daqui e ficar olhando nossa maior obra de artes do outro lado da rua. — Falei indo em direção a saída do quarto.

—Pegaram tudo? — Disse Hoseok passando as mãos em seus bolsos, verificando se estava tudo com ele.

Assim que os meninos verificaram, saímos daquela casa bem lentamente, sabíamos que pra pegar fogo nos colchões iria demorar alguns minutos, e pra ser sincero estávamos sem presa. Já do outro lado da calçada, sentamos no chão e ficamos olhando as chamas se espalhar pelo quarto. Pela janela dava pra ver as chamas crescendo.

—A casa desse velho está em chamas, como o corpo dele deve esta no inferno. — Falou Jimin, guardando seu isqueiro em seu bolso da calça.

—Yoongi já estava esquecendo, minha mãe mandou eu lhe entregar esse cachecol. Mas não é pra você é pro seu irmão— Falei tirando o pano da mochila e entregando ao garoto. O menino pegou e colocou no ombro. Ele já deveria estar acostumado com os presentes quais minha mãe mandava pro irmão dele.

—Sua mãe é um amor Tae. —Falou o menino sorrindo

—Só quando ela quer— Falei fechando a mochila e a colocando novamente nas costas.

—vamos vazar antes que acabe sobrando pra nós— Namjoon levantou-se, me estendendo a mão pra levantar junto a dele.

O fogo já havia tomado o quarto, e tenho certeza que em questão de minutos tomaria totalmente a casa por inteira.

—Melhor mesmo. — Disse Jeon. —Só me expliquem uma coisa. O que foi aquele beijo de vocês? — Disse o garoto encostando-se à parede com um sorriso malicioso em seu rosto.

Eu arregalei meus olhos na hora, como ele sabia do beijo? Respirei fundo, inclinei minha cabeça pra trás.

—Não foi nada. E como vocês sabem? — Perguntei olhando pros três garotos que estavam com sorrisos em seu rosto. Parecia que não tinha sido somente o Jeon que havia visto.

—Sabíamos que esse beijo iria sair assim que vocês ficassem sozinhos. Só queríamos ver de camarote, até porque vocês não iriam nos contar. — Disse Jin sorrindo.

—Vocês não prestam— Soltei uma risada.

Estávamos todos rindo daquilo, Jeon começou a tossir, parecia engasgado. Paramos de rir na hora e ficamos encarando o menino, preocupados, logo parou e cuspiu sangue no chão.

—Eu... eu preciso ir embora. — Jeon passou a mão direita sobre sua boca, limpando um pouco de sangue que ainda tinha. Virou as costas e saiu correndo.

—O que foi aquilo? — Perguntou Yoongi, seguindo com os olhos Jeon virar a esquina.

Ninguém sabia o que era aquilo, mas era notável o jeito estranho que ele estava agindo ultimamente. Peguei a lanterna do Yoongi,e iluminei aquilo que ele havia cuspido.

—realmente é sangue. — Falei devolvendo a lanterna.

Ficamos ali conversando por mais alguns minutos, nos questionando o que poderia ser aquilo, talvez um ferimento na boca, talvez com uma gripe forte ou até mesmo talvez com uma doença grave. O que não faltou foi opções. Jeon estava mesmo estranho ultimamente, pálido, fraco, sem disposição a nada, parecia uma gripe. Fomos embora em seguida, pois o fogo já estava grande e alguém iria ver e provavelmente chama os bombeiros. Aquela cena do Jeon cuspindo sangue conseguiu dominar minha cabeça a noite toda. Aquele dia era pra ser ótimo e maravilhoso, pelo fato do Hoseok ter me beijado, mas não foi. Fiquei preocupado e tenho certeza que os meninos também; iríamos pressionar ele amanhã, pra vermos se ele iria falar o que estava acontecendo. Fiquei revirando na cama a noite toda, até que finalmente peguei no sono. Mas aquele sono durou poucos minutos, pois os carros do corpo de bombeiros começaram a chegar. Escutei em seguida batidas em minha porta.

—Filho, acorda. A casa do Senhor Chu pegou fogo. — Falou minha mãe berrando na porta do meu quarto.

Coloquei a coberta sobre meu corpo inteiro e o travesseiro sobre minha cabeça e fui tentar dormi. Faltava apenas uma bendita hora pra mim levanta, precisava daquela hora de sono. Conseguia escutar o fuzuê que estava acontecendo na rua.

—AAAH! CARALHO GRANDE! NÃO POSSO NEM DORMI EM PAZ. — Me debati na cama e me levantei.

Arrumei-me pra escola, fui pra cozinha, e sentei-me à mesa com mais calma dessa vez. Pelo menos iria conseguir tomar meu café sentado.

—O que acarretou o incêndio na casa do velho? — Falei olhando meio de lado pra minha mãe, que estava na pia.

—Ainda não sabem, mas dizem que foram uns vândalos. — Falou minha mãe trazendo pra mim um suco fresco.

Não falei mais nada, apenas tomei meu café da manhã, me levantei e fui pra escola. Dessa vez infelizmente não encontrei nenhum dos meus amigos indo pra escola, fui sozinho. Ao chegar lá, sentei-me em um banco de madeira de baixo de uma árvore, fiquei jogando um joguinho no celular, enquanto esperava a chegada dos garotos.

Todos chegavam juntos, até mesmo o Jeon, que parecia estar pálido.

—Eu não tenho nada, nem me pergunte você também. — Falou Jeon, sentando ao meu lado.

—Como não tem nada você cuspiu sangue ontem. — Sussurrou Hoseok

—Eu apenas machuquei a boca —

—Ta, vamos acreditar nessa mentira sua. — Disse Jin, revirando seus olhos. Na mesma hora bateu o sinal. Fomos pra aula, e como sempre ocorreu tudo bem.

Na última aula, era educação física. No vestiário estranhamos o Jeon estar com marcas arroxeadas em seu corpo, eu e os meninos olhamos um pros outros já desconfiados de que ele havia apanhado de alguém. Nam, até chegou perguntar pra ele o que era, e ele disse “não sei” Até mesmo disse que não sentia dor. Mas os roxos eram grandes em seu corpo. Já percebemos que tirar algo dele não iria ser a tarefa mais fácil do mundo, mas com toda certeza não iríamos desistir tão fácil. Trocamos-nos e fomos pra quadra. O professor dividiu os times, iria ser basquete hoje. Ficou, Eu, Nam e o Jimin em uma mesma equipe, Jin, Yoongi, Jeon e Hoseok em outra. Claro com mais alguns alunos, quais não vou citar nomes, porque não são importantes. Começamos a jogar. Fizemos uma cesta. O placar estava 15x09, estávamos ganhando fácil. Contudo estava muito calor, me sentia em um forno. O local era totalmente fechado e o teto era de ferro, fazendo assim esquentar mais o ambiente. Jeon não parecia bem, o garoto começou a cambalear, sua palidez ficou ainda mais em evidencia. Acabou desmaiando no meio do jogo. Sem cogitar, Hoseok, corria pra socorrer o garoto de cabelos negros. Corremos todos em direção do menino. Hoseok colocou a cabeça dele em seu colo.

—Chama o professor, chama o professor!! — Gritava o garoto.

Estava em choque, mais sabia que se eu não me mexesse poderia acontecer algo mais grave. Corri chamar o professor, mais o maldito parecia que havia sumido. Por conta disso fui direto a diretoria, estava muito eufórico, tive que tomar ar por alguns segundos, pra conseguir explicar o que estava acontecendo. O diretor deu uma rápida ligada pra enfermeira, qual chegou primeiro pra socorrer o Jeon, fui junto do diretor.

—Voltem todos pra suas salas imediatamente. Vão, vão vão... — Disse ele fazendo sinal pra todos os alunos saírem.

—Podemos ficar? — Falei olhando pra ele.

—Vocês seis podem. Mas fiquem longe pra não atrapalhar a enfermeira. — Disse o diretor indo em direção a enfermeira.

Ficamos de longe observando. Pude notar o pânico nos olhares, Jimin já estava com os olhos cheios de lágrimas. Yoongi abraçou o garoto tentando acalmá-lo. A enfermeira sussurrou algo pro diretor, não pude entender. Mas só sei que o que ela falou fez com que o diretor pegasse o celular dele e ligasse pra emergência. Aquilo não era algo bom, nada bom mesmo. Só chamavam a emergência quando era algo muito grave, por isso que pagavam caro na enfermeira. Enquanto o resgate não chegava os pais do menino eram comunicados. Após alguns minutos o resgate chegava.

— Podemos ir, por favor? Ele é nosso amigo. — Implorava Jimin pro enfermeiro do resgate.

—Infelizmente não da pra levar todos vocês. — Disse ele, colocando o Jeon na maca.

— Eu levo vocês no meu carro. — Disse o diretor, com as chaves em mãos.

Fomos com o diretor pro hospital, sabíamos que coisa boa aquilo não iria ser. Estava um clima tenso, era normal aquilo, pois todos amavam o Jeon e se algo acontecesse com ele, não sei como iríamos reagir, com a perda de um amigo, irmão. Ao chegar ao hospital, o diretor foi pergunta na recepção, mas logo voltou para nos informar do estado do Jeon.

—Meninos o Jeon está passando por vários exames médicos. Então vamos ter que esperar. — Falou ele se sentando em um sofá largo.

Sentamos juntos a ele. Os pais do Jeon chegavam em seguida.

—Tem alguma notícia dele meninos? — Apenas balançamos a cabeça negativamente. Os olhos da mãe dele estavam vermelhos parecia ter chorado no caminho.

O diretor se levantou, cumprimentou os pais dele e os levou pra perto de um vazo de planta. Olhamos um pra cara do outro e permanecemos em silêncio. Já era tarde, estava quase anoitecendo.

—Vou ligar pros meus pais, querem que eu peça a eles pra ligarem pros seus? — Disse Jin se levantando e pegando o celular.

—Sim ligue, por favor— Disse Hoseok voltando a colocar suas mãos na nuca e olhar pro chão.

Jin saiu do hospital pra fazer a ligação, após alguns minutos voltava.

— Pedi pra eles ligarem pros seus pais avisando que estamos bem e que estamos aqui no hospital por causa do Jeon. — Ele se sentou perto de mim.

A cada minuto que passava me sentia ainda mais apreensivo.

— Meninos vocês estão com fome? — Perguntou o pai do Jeon parando em nossa frente.

— Não obrigado, estou bem. — Falou, Eu, Nam, Yoongi e Jin.

—Eu estou. — Falou Jimin se levantando.

—Vamos ali na maquina e você escolhe algo pra comer. — Disse o pai do Jeon, colocando as mãos nas costas do Jimin o guiando.

Jimin comia em qualquer situação, pra ele não existia tempo ruim. Mas o incrível era que ele não engordava, sempre estava em forma, existem pessoas que não engordam de ruins. Jimin voltava novamente com um pacote de salgadinho e um refrigerante, se sentava e comia. Quando olhei pra porta, vi os pais de todos ali inclusive o irmão do Yoongi, que por sinal estava com o cachecol que minha mãe havia feito para ele.

— Vocês estão bem garotos? — Perguntou a mãe do Namjoon o abraçando.

—Sim, estamos! Mas o que fazem aqui? — Perguntou o garoto de cabelo platinado.

—Viemos aqui ajudar a Yui. — Disse a mãe do garoto, se referindo à mãe do Jeon.

Após nossos pais cumprimentarem todos ali, inclusive a mãe do Jeon, eles se sentaram conosco, a espera de alguma notícia do Jeon. Quando deu mais de 6 horas que já estávamos ali, plantados por assim dizer. Veio um médico nos falar sobre as condições do garoto de cabelos negros.

—Qual é a mãe do Jeon Jeongguk— Perguntou o médico segurando alguns papéis e os lendo.

—Sou eu! Ele está bem? —Levantou-se a mãe do menino, segurando duas mãos sobre seu peito.

—Podemos conversar ali? — Disse o médico, apontando pro corredor

—O que tiver de dizer, diga na frente de todos nós. — Falou ela.

—Se a senhora quer assim. — Disse ele mais uma vez

—Sim, todos somos uma família. — Falou ela forçando um sorriso, pois de certa forma era muito difícil pra ela aquele momento.

—Bem, seu filho infelizmente está com suspeita de Leucemia. —

Notas finais
Obrigada por lerem ♥