The Last Seven.

3 A única saída.


Notas iniciais
Boa leitura ♥

PARTE ®03/07

Aquelas palavras ditas pelo médico foi, como se tivessem enfiado uma faca em meu peito e puxado meu coração pra fora. Como isso? Porque justamente com ele? Ou com um de nós sete? Será que era castigo divino por termos incendiado a casa do velho ou por termos perturbado ele em vida? Fiquei paralisado não conseguia piscar, nem sabia se estava respirando. Foi um choque tão grande que até a mãe dele ficou em silêncio olhando pra face do médico, esperando que ele falasse que não passava de uma brincadeira. Mas claro que não era, até porque era um profissional totalmente qualificado e não iria fazer esse tipo de brincadeira. Mas como eu queria que aquilo realmente fosse apenas uma brincadeira. A mãe do Jeon colocou o rosto contra o ombro de seu marido e começou a chorar, o homem se manteve firme o tempo todo sem demonstrar a dor. Contudo era evidente em seus olhos o quanto ele estava sofrendo.

—Vamos continuar fazendo exames médicos, pra confirmar se realmente é leucemia. — Disse o médico calmamente.

—Isso tem cura? — Falei levantando, segurando as lágrimas. Minha garganta estava com um nó, tão grande que nem sei como estava passando ar por ela.

—Se for leucemia tem cura sim. Contudo serão longos meses de tratamento, ele iria se desgastar bastante ficaria muito fraco. Mas existe a leucemia crônica que é muito difícil a cura, só por um milagre. — O médico explicou de uma forma que parecia que soava: “Ele pode até não morrer, mas vai sofrer muito”

—Entendi. Eu preciso tomar um ar— Falei saindo de lá com meus punhos fechados.

Passava mil coisas em minha cabeça. Fui até o jardim do hospital, sentei-me em um banco de madeira qual havia ali, apoiei meus cotovelos em minhas coxas e baixei a cabeça. As lágrimas caíam no chão, pareciam pingos de chuva. Mas quem dera se fosse. Olhei pro lado, vi os meninos vindo em minha direção. Sentavam ao meu lado. Passei sobre meu rosto o dorso da minha mão direita, tentando secar.

—Não precisa esconder que estava chorando Tae— Disse Jin colocando as mãos em minhas costas.

—Não queria chorar, mas não consegui evitar. — Falei sem olhar pra eles.

— Se realmente for Leucemia, precisaremos ficar fortes pelo Jeon. Ele vai precisar muito da nossa ajuda. E sem contar o altíssimo custo das quimioterapias que ele vai precisar fazer. — Disse Namjoon se sentando no chão.

Irmão do Yoongi chegava até nós.

—Vocês estão bem meninos? — Disse ele com um olhar sereno em seu rosto.

—Você sabe que não. —Falou o Yoongi balançando a cabeça negativamente.

—Desculpa pela pergunta. Foi idiota da minha parte. — Seung coçou a cabeça.

Fomos embora algumas horas depois, tenho certeza que assim como eu os meninos também não tiveram uma boa noite de sono. Jeon iria dormi no hospital pra mais uma bateria de exames médicos quais iriam ser feitos durante o dia seguinte, por tanto infelizmente não poderíamos visitar ele amanhã.

Quando finalmente peguei no sono, fui acordar três horas depois do horário de inicio da aula. Estava tão cansado, mas não fisicamente e sim mentalmente. Minha mãe havia me deixado faltar, sabia que eu estava abatido com o que havia acontecido. Ela achou que talvez se eu ficasse em casa aquele dia eu poderia ficar um pouco melhor. Eu não conseguia tirar o Jeon da cabeça. Fiquei o resto daquele dia inteiro lendo livros sobre essa doença, as porcentagens de chance de cura, pesquisando na internet as melhores clínicas e seus custos.

Infelizmente as respostas que obtinha, não foram satisfatórias aos meus olhos, só pra você ter uma idéia, se vendêssemos a nossa casa, daria pra suprir a necessidade das quimioterapias, mas não dos medicamentos. O custo era extremamente alto. Diferente de outros países, a saúde não é de graça e nunca foi aqui. Tudo era pago, desde uma consulta pra ver se tava com gripe, até uma cirurgia de risco. Em outras palavras saúde se compra. Por ser um país considerado de primeiro mundo, tudo era à base de dinheiro.

No dia seguinte fomos pra escola. Não conseguia prestar atenção em nada que era dito, eu ficava olhando a folha branca do meu caderno o tempo todo. Minha cabeça estava tão avoada, que nem notei que fiquei quase três aulas inteiras olhando para aquele pedaço de papel como se fosse à coisa mais incrível do mundo. Mais tarde naquele dia fomos ao hospital ver o Jeon, o Seung que nos levou.

Ficamos até de noite e voltamos embora. Foi exatamente assim naquela semana. Jeon já estava melhor por assim dizer, as marcas em seu corpo não haviam sumido e nem sua palidez ou sua febre baixado. Contudo, não estava mais tossindo sangue, o que ao meu ponto de vista era o pior. Ele já estava consciente e se comunicando. Na segunda feira, iria sair o resultado dos exames que o garoto de cabelos negros haviam feitos.

Acho que eu nunca fui tão positivo assim em toda minha vida. Só pensava “Vai dar certo” “Ele não vai ter nada” “Não pense negativamente” “Deve ser qualquer outra coisa mais leve” Acho que estava pegando essa positividade toda do Hoseok. Pra ser sincero nunca fui tão religioso como aquela semana. Acho que o que dizem que procuramos Deus somente nas horas difíceis era realmente verdade. Porque será?

Estava eu e os meninos do lado de fora do consultório, enquanto o médico conversava com o garoto e sua mãe. Ficamos olhando pela janela, não dava pra entender nada e nem fazer leitura labial. Apenas vi o garoto de cabelos negros, baixar a cabeça e sua mãe colocar a mão no rosto. Com toda certeza do mundo aquilo, não era um bom sinal, não mesmo. Na mesma hora escuto Namjoon dar um soco na parede. Por incrível que pareça, Jimin foi forte. Não derrubou nenhuma lágrima aquele dia ou nos dias anteriores. Mas ele estava distante de tudo e todos. Sabíamos que não era algo bom, contudo, apenas podíamos esperar a mãe do garoto vir nos falar o que era. Se realmente era leucemia ou algo mais grave. Eu recusava-me pensar que poderia ser algo mais grave. Encostei-me na parede e sentei ali mesmo no chão de pernas de índio com a cabeça baixa. O que estava fazendo muito aquela semana, só andando de cabeça baixa, já estava me sentindo até meio corcunda. Após alguns minutos a mais. A mãe do Jeon saiu pra fora e o médico vinha junto.

—Meninos o Jeon, gostaria de falar com vocês— Disse a mulher com os olhos cheios de lágrimas. Ela parecia mais abatida do que quando havia entrado.

—Sinto muitíssimo senhora Yui. — O médico colocou a mão nos ombros dela tentando demonstrar algum tipo de afeto.

A mulher deu um tapa na mão dele. Não sabíamos o que era aquilo ou o que significava, ignoramos e adentramos. Vimos logo de cara Jeon pegando algumas coisas dele e colocando na mochila. Mas não entendíamos, se ele estava bem e indo embora, e o porquê da mãe dele estar tão abatida daquela forma.

— Jeon, porque sua mãe está daquele jeito se você não tem nada? — Perguntou Jin, ele era inocente demais às vezes.

—O que houve? —Perguntou Yoongi apontando o dedão pra porta, se referindo à mãe do garoto de cabelos negros.

—Eu não sei como falar isso pra vocês, me sinto envergonhado e ao mesmo tempo me sinto pulando em um precipício. — Ele se sentou na cama de cabeça baixa.

Estávamos realmente fazendo muito aquilo.

—Pode nos contar qualquer coisa, você sabe disso ne? —Hoseok, conseguia acalmar os nervos de qualquer um. Era uma das coisas que mais gostava nele.

—Eu sei... — Sua voz saiu chorosa, naquele momento. Sabia que coisa boa não era. Ele deu uma longa pausa, ficamos ali parados em sua frente apenas esperando suas palavras saírem. —Eu realmente estou com leucemia. — Eram visíveis as gotas de lágrimas em sua calça jeans.

—Não se preocupe, estamos com você nessa— Eu só queria que ele parasse de chorar.

—Isso não é tudo— Falou ele se afogando em lágrimas. Nunca o vi chorar tanto como daquela vez. —O médico disse que eu tenho Leucemia crônica, tenho somente sete meses de vida, se não fazer as quimioterapias e tomar vários remédios. — Ele respirou tão profundamente que até mesmo achei que iria faltar ar pra nós naquela sala pequena. —Os custos são tão caros que meus pais não podem pagar. É por isso que estou arrumando minhas coisas. Meus pais já gastaram todo o dinheiro que eles tinham nesses exames. —

E pra melhorar o dia, mais uma vez meu mundo caiu. Isso explicava o do porque da mãe dele ter agido daquela forma com o médico. Eu já havia pesquisado sobre, e sabia que se fosse essa doença, realmente não iria ser nada barato.

—temos algumas economias, Talvez ajude! — Falou Hoseok.

—Obrigado Hoseok, mas iria precisar bem mais do que apenas algumas economias. Só pra vocês terem uma idéia, por ser crônica, um dos remédios mais baratos qual preciso tomar e praticamente 500 reais. — O garoto engolia o choro, e começava a arrumar suas coisas dentro da mochila.

—Não podemos deixar isso acontecer. Precisamos fazer algo! — Disse Hoseok— Sei que minha idéia pode parecer boba, mas quando o Tae me falou os preços dos medicamentos, eu fiquei esse tempo todo pensando em uma forma de arrecadar dinheiro se caso precisa-se. —

—Pode falar, qualquer idéia nesse momento e bem vinda. — Falei

Hoseok começou a explicar a idéia dele. Sua idéia era de fazer um evento cultural na escola, qual cobrássemos a entrada, comida e as salas temáticas. Só precisariam falar com o diretor, e com toda certeza ele não negaria o uso da escola. Até porque seria algo cultural e principalmente pra ajudar um amigo. Iria ter tudo, desde alguns brinquedos alugados, até música, comida e sorteios de alguns prêmios. Mas tudo pago, e o dinheiro arrecadado iria ser dado pro Jeon.

A idéia dele nos animou demais, aquilo realmente poderia dar certo. Até a mãe do Jeon qual estava escutando a nossa conversa na porta se animou. Pela primeira vez em praticamente duas semanas, pude ver um sorriso e um brilho de esperança nos olhos dos garotos.

Fomos embora, Jeon infelizmente foi pra sua casa. Mas acho que estávamos tão animados que até havíamos esquecido que ele estava doente. Até mesmo Yoongi que é sério, sorriu quase o tempo todo e se divertiu conosco. No dia seguinte no horário do intervalo, nem se quer comemos, nós reunimos na mesa e ficamos colocando todas as nossas idéias em um papel pra ser entregue ao diretor. E não, o Jeon não foi pra aula. Por ele estar muito debilitado ainda por conta dos remédios. Ele não podia ter contato com muitas pessoas, pois pegaria gripe facilmente e agravaria seu estado.

Após esquematizar tudo fomos direto pra direção. Basicamente precisamos apenas do intervalo e de meia aula de matemática pra bolarmos tudo. Ao chegar à direção, imploramos pra secretaria nos deixar falar com ele. Acho que ela ficou de saco tão cheio que permitiu a nossa entrada. Fomos até o diretor e explicamos o que estávamos planejando. Não querendo ser pessimista, mas eu achava que ele não iria aceitar. Contudo ele aceitou e disse que iria reunir os alunos e professores pra ajudar. O que iria ser perfeito.

No dia seguinte um pouco antes da aula, o diretor pediu para todos os alunos irem pra quadra. E assim foi feito. Já sabíamos o que se referia aquela reunião. Nossos corações estavam tão animados e cheios de esperança pra aquilo dar certo. Ele explicou o que estava acontecendo pros alunos, desde o Jeon estar com leucemia, até o evento que iríamos realizar pra arrecadação de dinheiro. Pessoas quais não o conheciam, pareciam dispostos a ajudar.

Aquilo iria valer como ponto pras atividades extra-curriculares. Não nos importávamos de a maioria ali estar fazendo pra ganhar nota. Só queríamos que nos ajudasse a montar e a realizar aquilo. Contamos pra todos, principalmente pra nossa família que estava disposta a nos ajudar. Precisávamos arrumar tudo pra semana que vem já fazer. Pois quanto mais tempo gastássemos menos tempo o garoto teria de vida.

Havíamos pedido brindes pras pessoas, pra nos ajudar nos sorteio. O irmão do Yoongi, Seung, acabou ajudando com um notebook e um celular. Os outros garotos e garotas da escola, também ajudaram. Chegamos a ganhar pra sortear até mesmo três ingressos pra um show na cidade de um grupo muito famoso que iria vir dos Estados Unidos naquele final de semana.

Vendemos os números daquelas rifas que nem água. Cada turma estava responsável por sua sala cultural. Iria ter sala de música, teatro, de jogos, comida, leitura, cinema e sala de fotografias. Fora as barracas de comida e os brinquedos quais havia.

Arrumamos a escola aquela semana inteira, deixando tudo pronto e bem organizado. Estávamos tão ansiosos, não víamos à hora de realizar aquilo, ter o dinheiro em mãos e dar pro Jeon continuar se tratando. Na noite anterior ao evento, eu peguei muito fácil no sono. Aquela semana havia sido tão cansativa que aquele foi o único momento de paz e tranquilidade que eu tive pra realmente descansar meus olhos.

Uma hora antes já estava de pé, acordando meus pais pra irmos juntos até a escola. Ficou um professor em cada sala, pra pegar os dinheiros nas portas, o diretor ficou na entrada da escola, eu fiquei na barraca de churrasco, Nam na sala de música, Hoseok de doces, Jimin na barraca dos pratos quentes, Jin na sala de teatro e por fim o Yoongi ficou cuidando das rifas e as sorteando.

Conseguimos tantas coisas pra sortear que iria levar basicamente o dia inteiro. Todas as nossas famílias e alguns colegas de sala estavam lá nos ajudando e dispostos a trabalhar. A família do Jeon também estava lá ajudando, menos o menino. Bem ele “estava” até porque pra ele não se sentir inferiorizado por não conseguir ajudar tanto quanto queria, deixamos ele responsável pela sala de cinema.

Passei quase o tempo todo naquela barraca, o que graças aos céus vendemos tudo. As pessoas estavam famintas. Duvido muito que também tenha sobrado alguma coisa nas outras barracas. E pra piorar não havíamos comido nada o dia inteiro. Mas precisávamos ficar na escola pra arrumar as coisas. O evento qual fizemos foi um sucesso. Eu estava muito esperançoso, pra aquilo. Todo o dinheiro arrecadado em todas as salas e barracas no final foi entregue na mão do Jeon. Todos os professores e pais estavam em uma sala conversando, acertando os últimos preparativos pro encerramento. As pessoas é alunos já haviam ido embora, faltava poucas coisas pra arrumar. Então o diretor permitiu que os alunos fossem embora.

—Aqui está Jeon! O último dinheiro da sala de jogos. — Falava o professor entregando pro garoto uma sacolinha com o dinheiro.

Ele colocava todo o dinheiro dentro de uma caixa de sapato. Cada sala tinha uma sacolinha de dinheiro, algo pequeno, algumas pesadas outras bem leves. Mas o importante era termos dinheiro suficiente pra conseguir pagar pelo menos as primeiras quimioterapias.

—Muito obrigada a todos vocês, eu realmente agradeço. — Disse a mãe do garoto se curvando. —Obrigada vocês professor, diretor, vocês pais e mães e também Seung. Eu realmente agradeço vocês e principalmente a vocês meninos, pois demonstraram que realmente são amigos, mais amigos do que imaginei que eram. Eu fico feliz em saber que o Jeon tem amigos tão bons e maravilhosos como vocês. — A mulher chorava, as nossas mães a abraçava, era uma cena triste mais ao mesmo tempo vergonhoso, pois, minha mãe parecia uma adolescente.

—Tia, você não tem que agradecer, sabe que amamos demais uns aos outros. Faríamos tudo por um de nós. Jeon vai melhorar, ele vai se curar. Não vamos perder ele— Falei olhando pros garotos. Meus olhos se encheram de lágrimas, quais escorriam em meu rosto, que estava estampado um sorriso bobo.

—Eu amo vocês, de verdade. Vocês sabem disso. Obrigado por estar me ajudando. Vocês são incríveis. Fazem-me rir quando mais preciso, estão comigo em momentos bons e ruins. Eu agradeço por serem meus amigos. Às vezes até mesmo cheguei a pensar que não fosse honrado suficiente pra ter a amizade de vocês. Pois são os irmãos quais eu nunca tive. — Disse Jeon derrubando algumas lágrimas.

Nesse momento eu e os meninos apenas nos abraçamos fortemente e choramos juntos. Chegava a ser uma cena mais vergonhosa do que da minha mãe. Mas não me importava porque, só de saber que Jeon iria poder fazer o tratamento já era um alivio pro meu coração. Foi um dos melhores abraços em grupos que já demos. Escutei um barulho de estômago roncando. Olhamos um pra cara do outro e demos risadas.

— Vou levar vocês pra comer pizza em casa. — Falou Seung com um sorriso no rosto. — Claro se a mãe de vocês permitirem. —

—Por mim tudo bem! — Falou a mãe de Hoseok. Todas as mães de nos seis, afirmaram com a cabeça.

—Toma conta dos nossos filhos, Seung— Falou a mãe do Jimin

Era incrível como aquela mulher conseguia fingir se importar com o Jimin. Só de olhar pra cara dela me dava vontade de matá-la de tanto bater e depois queimar seu corpo. Mas parecia que só eu e os meninos conseguíamos ver o quão falso era ela.

—Leva a caixa com vocês pra contarem juntos quanto arrecadamos. — A mãe do Jeon pegava a caixa qual estava sobre uma carteira e entregava na mão do menino.

—Hyung, eles também podem dormi em casa? — Primeira vez que Yoongi nos convidava pra dormi na casa dele.

Seung suspirou e balançou a cabeça positivamente, com um sorriso de lado em seu rosto.

——Claro! Se a mãe de vocês deixarem— Me senti uma criança de cinco anos de novo.

—Essas crianças— falou o pai do Namjoon.

Nossas mães permitiram. Arrumamos mais algumas salas deixando-as pronta pra serem usadas na segunda feira. Antes Seung, passou em nossas casas pra pegar algumas roupas e itens de higiene.

Quando passamos em frente à casa do velho Chu, olhamos um pra cara do outro. A casa havia sido totalmente destruída pelo fogo. Restando pequenas madeiras queimadas, nem aquele jardim restou. Havia algumas máquinas limpando o terreno. Após isso passamos na sorveteria e pizzaria, compramos e fomos pra casa de Yoongi.

Ao chegar à casa do garoto, colocamos nossas mochilas e alguns colchões na sala. Pegamos as pizzas e o sorvete as colocando na mesa da sala de jantar, junto com a caixa do dinheiro.

Comemos primeiro, era pizza de calabresa, frango com catupiry e de quatro queijos, já o sorvete tinha de flocos, chocolate e creme. Comemos tanto, mas tanto, que sentia que meu estômago iria explodir. Seung era ótimo em contas, por tanto pedimos pra ele nos ajudar a contar o dinheiro.

Limpamos a mesa após comer, jogamos todas as sacolinhas de dinheiro sobre a mesa. Pegamos um papel e começamos a contar os valores que o Seung nos falava que havia em cada sacolinha. Sabíamos que não era muito, mas poderia ajudar ele.

O irmão do Yoongi, então falava o último valor. Começou a somar todos os valores quais havia dito anteriormente.

—Arrecadamos apenas 5,900 reais, meninos!— Disse o irmão do garoto suspirando.

É pra nossa infelicidade. O dinheiro não dava nem pra suprir os remédios direito.

—Hyung, ainda temos dinheiro no banco? Poderíamos dar pro Jeon — Falou Yoongi se levantando da cadeira.

Seung balançou a cabeça negativamente. —Você sabe que estamos com problemas financeiros, não temos suficiente pra ajudar ele. —

—O que vamos fazer? — Minha esperança já havia ido toda embora.

—A única saída de vocês, seria assaltar um banco— Falou Seung dando um sorriso de lado sarcasticamente.

Notas finais
E algo realmente muito triste isso que está acontecendo com os meninos. :/ Obrigada por lerem. E até o dia 27