The King

43 O Conselho de um Anjo.


Notas iniciais
Antes de qualquer coisa, obrigada à Momo-san, pela TRI-GÉ-SI-MA (!!!!!) RECOMENDAÇÃO DE THE KING!! *-* *dançando macarena* Obrigada a todos os que recomendaram a história, e também a todos os que sempre comentam! Vocês são incríveis, maravilindos! Obrigada por todo o apoio!... E... Não revoltem, não revoltem... Estou pensando seriamente em mudar o dia de post pra segunda, porque TÁ DIFÍCIL, PESSOAL. e.e Hoje foi um dia terrível pra tia Candy. :/ Eu tinha o capítulo em mente, mas tive alguns problemas para desenvolvê-lo... Para ser mais exata, minha mãe tava carente de atenção, e ficou invadindo meu quarto para conversar de uma em uma hora. e.e Depois, o honey-honey ficou revoltado por eu estar negligenciando a atenção dele... Acho que ele tá ficando muito bravo, já que meus finais de semana, no fim das contas, estão sendo exclusivamente dedicados às fics... ;-; O que me deixa triste, porque eu amo escrever, e ele sabe disso... ): Enfim. Fiquei muito triste, e estou muito triste... Espero que ele me perdoe. ;-; Tia Candy está cansada, então não vai se prolongar mais. Francamente, eu achei esse um capítulo interessante... Espero que gostem, sinceramente. Eu fiz o meu melhor, como sempre! Boa leitura! ;)

Capítulo 43 – O Conselho de um Anjo.

Kakashi não queria estar ali.

Ele não queria estar naquele corredor, tão próximo à cela do homem que havia ajudado a condenar; não queria ter nas mãos as chaves que poderiam dá-lo liberdade, que poderiam livrá-lo daquele cruel destino... Mas principalmente, não queria estar ao lado dela, da mulher que o fazia lembrar-se de Rin mais do que qualquer coisa.

Kurenai Yuuhi sempre havia sido uma mulher bonita. Na realidade, quando debutara, era considerada “a mais bela jóia da temporada”, e tinha bons motivos para isso: era educada, tinha uma mente extremamente bem estruturada e uma beleza inegável, com seus cabelos escuros e sedosos, a pele clara e saudável e os exóticos orbes avermelhados. Os Yuuhi também não eram desconhecidos: eles tinham posses, dinheiro e o pai da família, um cargo de importância no exército.

Ela era bela, inteligente, rica e de boa família, mas não precisaria de todos esses atrativos para fisgar um bom cavalheiro, já que os homens caíam de joelhos aos seus encantos mesmo antes de saberem seu sobrenome.

Kurenai Yuuhi tinha tantas chances de conseguir um bom casamento quanto Shizune, que era a tutelada da princesa. Mas ainda que as duas estivessem num nível ligeiramente comparável, foi de Rin Nohara, uma jovem sem muita importância perante os olhos da sociedade, que ela se tornou amiga.

Começaram a se falar na época em que Mikoto noivara. Rin, magoada e solitária após perder a amiga para Fugaku Uchiha, mal pôde conter a alegria quando a senhorita Yuuhi repentinamente decidiu se aproximar.

Eles se tornaram inseparáveis em questão de semanas, e confidentes em questão de meses. Dividiam suas tristezas e alegrias, e eram sempre fiéis aos segredos uma da outra.

Kakashi conhecia pelo menos uma dúzia de cavalheiros respeitáveis que lhe propunha casamento, quando tinha dezesseis anos, mas ela jamais aceitou; lembrava-se de perguntar à Rin, numa tarde qualquer, o porquê de tantas rejeições aparentemente sem sentido.

– Você está curioso? – Ela o questionou com um sorrisinho que beirava malícia.

– Curioso... – Ele a corrigiu, atordoado.

Rin sempre fora muito ciumenta com os supostos interesses amorosos de Kakashi, e aquele fora um dos primeiros sinais demonstrados sobre a mudança de seus sentimentos pelo Hatake.

– Bem, eu espero que seja só curiosidade, de fato. – Ela murmurou, mas não parecia enciumada. – Eu não posso contar o porquê das rejeições, Kakashi. – Deu de ombros. – Mas posso garantir que Kurenai tem um bom motivo... – Ela suspirou, sonhadora, e deitou-se na grama bem cuidada do jardim, pousando o livro aberto sobre o peito.

Anos depois, Kakashi viria a descobrir os motivos de Kurenai.

No exército, tornara-se grande amigo de Asuma Sarutobi, e este lhe confessou sobre uma antiga promessa que fizera com a senhorita Yuuhi, quando ainda eram crianças.

Asuma era o mais jovem filho do conselheiro Sarutobi, mas o último homem vivo. Foi-lhe prometido, pelo pai, que assim que o considerasse responsável, lhe daria a casa da família, e Asuma planejava se casar somente quando esse dia chegasse.

Francamente, Kakashi considerava aquela uma ideia estúpida.

Naquela altura, já havia perdido o amor de Rin para Obito, e perdera exatamente por deixar a amada de lado e se dedicar ao exército. Por experiência, sabia que poderia dar errado.

Mas Kurenai esperou Asuma.

Por anos e anos, o esperou. Mesmo que tudo o que tivesse fosse o seu amor, e uma promessa vazia.

Mas ainda que tivesse sido fiel aos seus sentimentos, Asuma a desgraçou.

O casal noivou logo depois da morte de Hiruzen Sarutobi, e pouco antes da morte do próprio Asuma. Kakashi compreendia bem os motivos do falecido, ao pedir à mulher que amava uma única noite de amor, antes de seguir para a morte – porque a missão que lhe fora dada nas fronteiras do país era, sem sombra de dúvidas, o caminho para a morte –, mas embora compreendesse, não podia deixar de lamentar, pela mulher.

Kurenai engravidou, e assim foi desgraçada. O pai a enxotou de casa e a deserdou; a boa sociedade começou a evitá-la e a mulher passou de uma dama respeitável a uma miserável mãe solteira, que vivia à custa da caridade alheia.

Asuma a deixara como a principal beneficiada em seu testamento, e a colocara como tutora de Konohamaru, mas Kakashi francamente não conseguia compreender como tivera tanto tempo para aqueles arranjos, mas não para organizar uma pequena cerimônia de casamento.

Ele estreitou os olhos.

Claro que havia tido tempo... Talvez só não tivesse pensado nisso. E como a vida dela seria diferente se Asuma não tivesse sido completamente estúpido!

A sociedade não olhava torto para mães viúvas, nem olhava com desconfiança para viúvas herdeiras... Mas uma mãe solteira, uma noiva herdeira, eram coisas diferentes. E, ainda que fossem situações ligeiramente diferentes, Kakashi não conseguia parar de enxergar Rin em Kurenai.

Ambas tolas apaixonadas... Ambas arriscando sua reputação em um estúpido amor juvenil, que as destruiu pouco a pouco...

Ele a olhou de soslaio.

Estava ao seu lado, recostada à parede, com as mãos para trás e olhos fixos ao chão. Usava um vestido longo de veludo vermelho-vinho, que destacava as curvas mais que perfeitas. Seus cabelos estavam um pouco sujos, graças à poeira da carceragem, mas...

– Ela está demorando. – A voz suave tirou-o de seus devaneios.

– O quê? – Ela ergueu os olhos em sua direção.

– Shizune. Não acha que ela está demorando muito...? Se Obito enlouqueceu de fato, talvez devêssemos ser um pouco mais cuidadosos... – Ele não conseguiu tirar os olhos do rosto dela. – Se ele a machucar... – Calou-se, quando os olhos negros fixaram-se nos seus.

– Ele não vai machucá-la. – Kakashi garantiu.

Ele compreendia a hesitação de Kurenai. Shizune era o tipo de pessoa que, por impulsividade, fazia e falava coisas estúpidas, e os dois sabiam que Obito não engoliria com tanta facilidade o tipo de coisas que ela parecia ser capaz de falar sobre Rin.

Mas Shizune também sabia disso, e – ao menos Kakashi rezava para isso – não era tão imprudente a ponto de ofendê-la na frente do mercenário.

Ao contrário de Kakashi, Kurenai pensava que sim, ela poderia ser tão imprudente. As sobrancelhas escuras se arquearam; ela abriu a boca para mais uma vez expressar preocupação, mas antes que pudesse, ele prosseguiu:

– Se ele tentar machucá-la, nós vamos ouvir.

– Os gritos dela? – Ele anuiu. – Mas aí já pode ser tarde demais. Ela já vai estar machucada... – Kakashi sorriu, encostou a cabeça na porta de madeira.

– Não acho que ele vá machucá-la... Ao menos não fisicamente. Se ela falar algo imprudente, certamente Obito vai fazê-la engolir suas palavras, mas é o tipo de homem que não precisa de força física para fazer uma pessoa sentir horrível. – Ele sabia disso por experiência própria... – Olhou-a de soslaio, e riu. – Parece decepcionada. – Kurenai enrubesceu.

– Não estou decepcionada... – Murmurou emburrada.

– Pois parece. – Kakashi cruzou os braços, ainda sorrindo. – Aposto que queria que ela apanhasse. – O rosto da mulher corou um pouco, e ele imediatamente soube que era verdade. Kurenai se remexeu, desconfortada; ajeitou os cabelos, desnecessariamente e olhou para qualquer lugar que não fossem os divertidos olhos escuros daquele inconveniente comandante.

– Eu quis bater nela, quando estávamos no quarto. – Ela admitiu a contragosto, enrugando o nariz ao se lembrar. – Falar mal da Rin, na minha frente... Pior! – Encarou-o. – Na sua frente! Francamente, acho que ela não tem um pingo de bom senso. Eu quis bater nela, sim. Queria fazê-la engolir suas palavras! E... – Ela se calou, quando enxergou o sorriso pacífico que ele lhe oferecia. – O que foi?

– Você é uma boa pessoa, Kurenai... Importa-se com os outros. – Ela estreitou as sobrancelhas. Por algum motivo, a expressão dele dizia-lhe que não devia se contentar com o elogio. – Mas não tente compreender meu relacionamento com a Shizune.

Ela enrubesceu.

– Minha relação com ela é muito mais complexa do que pode parecer... De fato, suas palavras me machucaram, e eu fiquei feliz por tentar me defender, mas... – Ele olhou para o chão. – Não se envolva mais.

Kurenai sentiu cada membro de seu corpo tremer. De irritação, frustração... Mágoa. Se ele tinha ficado feliz, quando ela mandou aquela maldita maluca calar a boca, porque não podia mais se envolver?

– Perdoe-me. – Ela falou com polidez, tomando postura. – Eu não conhecia o nível de seu relacionamento. – Ele sorriu, agradecido, mas então ela prosseguiu: — Posso prometê-lo, Kakashi, que não vou mais interferir por você... – Ela o olhou de soslaio, um olhar firme. – Mas se ouvir mais uma ofensa dedicada à minha querida amiga saindo da boca da sua mulher, eu lamento, mas vou dar uma surra nela. – Se afastou da parede, pronta para uma saída de efeito, mas parou antes que pudesse dar o terceiro passo.

Três homens se aproximaram; eles eram altos, e sua postura denunciava alguma posição no exército; estavam mascarados, e vestiam as cores do país. Instantaneamente Kakashi colocou-se à frente da mulher, entre Kurenai e os homens suspeitos. – Algum problema, senhores? – Ele questionou cordialmente.

– Sua identificação, senhor. – O primeiro da fileira pediu, educado. Kakashi sorriu.

– Acredito que o correto seja se apresentar, antes de pedir o nome de alguém... – O olhar do comandante endureceu. – Eu sou Kakashi Hatake. E vocês, quem são?

Os três homens se entreolharam, e Kurenai juraria estar assistindo à uma discussão, se alguma palavra tivesse sido dita. Depois de muitas trocas de olhares, e de muita hesitação, um dos homens – o mais alto, que tinha olhos escuros e cabelos castanhos – deu um passo à frente.

Ele curvou-se, meio ajoelhado, e baixou a fronte, ainda usando a máscara. – Nós somos representantes da ANBU, veterano... Comandante. – Corrigiu-se.

–... ANBU? – O homem assentiu, e tornou a se levantar. – E o que a ANBU faz aqui...? – Ele questionou com hesitação, e Kurenai percebeu que ele provavelmente já suspeitava dos motivos.

– Nós viemos buscar o prisioneiro.

~

Para Hinata, Mikoto Uchiha era uma pessoa admirar.

Mais que isso, a pessoa para mais se admirar.

Hinata adorava a madrinha incondicionalmente. Mikoto era sua amiga, sua confidente, sua conselheira.

Hinata tinha uma opinião bastante crítica sobre a mãe, e em especial, o seu modo de enxergar a sociedade em que viviam. Embora nunca tivesse dito em voz alta, a rainha considerava a senhora Suzuki Hyuuga tola, preconceituosa e até mesmo insensível em suas opiniões sobre os menos afortunados. Era uma boa mãe, mas uma mulher ignorante. Por isso, para Hinata, Mikoto sempre foi o seu exemplo, seu modelo.

Durante todos os curtos dezessete anos de vida da rainha, ela nunca, jamais poderia imaginar que algum dia poderia sentir-se minimamente incomodada com a presença da duquesa Uchiha.

Mas este dia infortunado havia chegado, afinal.

Quando Mikoto expressou seus sentimentos, francamente, não houve surpresa a nenhum dos três ali presentes. Tanto Itachi quanto o casal real já suspeitavam sobre suas intenções ao decidir fazer aquela repentina visita... Mas o fato de ela ser tão direta e sem rodeios os atordoou.

Tanto, que Naruto precisou de um minuto para se recompor antes de respondê-la. – Você... – Ele colocou a mão na cabeça, perturbado. – Está dizendo, duquesa... Que eu devo colocar em liberdade o homem que confessou a morte dos conselheiros? Que confessou fazer, sozinho, uma chacina em toda uma ala da Torre?! Com todo o respeito, Mikoto, mas você por acaso enlouqueceu?!

O sorriso da duquesa foi tranqüilo e divertido.

– É claro que não enlouqueci, majestade. – Ela se sentou, sem esperar o convite. – Mas de que adianta rodeios? Você é um homem direto, Naruto... Sempre gostei disso. Você é um homem direto, — repetiu – E me perguntou, diretamente, o que vim fazer aqui. Pois bem: vim pedir para poupar a vida de meu irmão. – Itachi enrijeceu.

– Duquesa...

– Ele é a minha família. – Aquela frase o desarmou.

Mikoto ergueu os olhos escuros até os azuis, e sustentou-o firmemente, decidida. – Ele é o meu irmão... O meu único irmão. E você pode me achar louca, ousada, mas eu tenho que pedir.

Hinata estreitou os olhos, tocada, mas Naruto não fez nada além de sustentar o olhar dela.

– O seu irmão é um assassino. – Ele pontuou. – Um mercenário, um mentiroso.

– Assim como a grande maioria dos soldados do país do Fogo... – Ela revirou os olhos, e suspirou. – Mas ignorando esse fato... Falando francamente, majestade... O que o transformou nisso? – Não houve resposta, então Mikoto se levantou. – Obito já foi o comandante da Força Policial; ele foi um bom homem, um homem digno! Seria duque algum dia. Ele é o filho do Uchiha mais conhecido da história do país do Fogo, ele... – Mikoto sentiu-se sufocar. – Ele salvou a sua mãe, rapaz... – Naruto estreitou os olhos. – A salvou Kushina do destino de Nawaki...

Naruto lembrava-se vagamente de ouvir falar sobre o sequestro de Kushina; um sequestro em que Minato a salvara, e assim, ganhara o seu coração... Lembrava-se de Kakashi ter estado envolvido, mas a menção à Obito no caso era novidade para ele.

Itachi sentiu o estômago revirar, quando os olhos da mãe recaíram sobre ele. – O que você descobriu sobre o seu tio? – Ele não respondeu. – Soube sobre Rin? – Lentamente, o conselheiro anuiu. – Kasumi? – Hinata estreitou as sobrancelhas ao vê-lo assentir. Os lábios de Mikoto se espremeram numa linha reta. – Sobre a grande mentira, que fez o meu irmão ser perseguido como um rato?

– Eu garanto, duquesa, — Naruto disse de repente, lamentando-se por Itachi ser tão claramente julgado. – Que Obito Uchiha não será julgado pela morte dos Nohara.

Lentamente, os olhos negros da matrona Uchiha foram até o rei.

– “Não será julgado pela morte dos Nohara”... – Ela riu, como se fosse uma piada de muito mau gosto. – Sejamos realistas, rapaz. Quais são os motivos de Obito estar sendo julgado? Assassinar os conselheiros? Bem, para começo de história, aqueles dois ajudaram a acabar com a vida do meu irmão. Em nosso país, existe algo chamado “vingança justificada”, majestade, e pode muito bem ser aplicada a esse caso... Ou talvez ele esteja preso por mentir a identidade. Se for por isso, não podemos esquecer que ele está em um grupo de mercenários que, por si, já não são muito confiáveis. Devemos destacar, é claro, — ela riu forçado – Que ele só está na situação de mercenário porque foi enxotado, condenado e perseguido injustamente por seu próprio país... E, dizer ao rei que é Obito Uchiha seria como assinar sua própria sentença de morte...

– Mamãe, basta. – Itachi segurou-a pelo pulso. Tudo o que os Uchiha não precisavam, naquele momento, era de uma crise de revolta.

Quando Mikoto o encarou, furiosa, ele se esforçou para sustentar seu olhar. – Já chega. – Ele murmurou, decidido, e a impediu de se soltar do aperto.

– Solte-me. – A duquesa ordenou entre dentes. – Agora, Itachi. – Mas ele não a obedeceu.

Hinata queria desaparecer daquele lugar. Queria enfiar-se atrás das cortinas, encolher-se e tampar os ouvidos, pois sentia uma imensa vontade de chorar. Nunca havia visto Mikoto tão emocionalmente descontrolada; ela podia sentir a raiva ardendo nos olhos negros, tanto quanto o latente instinto protetor.

– Itachi, é o suficiente. – Naruto murmurou; começava a sentir-se agitado. Itachi hesitou; passou mais alguns segundos encarando os olhos da mãe, mas enfim acatou a ordem do rei.

A duquesa imediatamente voltou-se ao casal real.

– Eu lamento duquesa, mas não vou poder acatar o seu pedido. – O rei disse-lhe com firmeza no olhar. Mikoto estava pronta para retrucar, mas ele prosseguiu: — O seu irmão é um assassino. Com, ou sem motivos, ele matou os conselheiros. Matou-os a sangue frio, e admitiu isso. Também admitiu ser o responsável pelos dois mercenários que atacaram a mim, Sasuke e Sakura, em meus aposentos. – Mikoto continuou séria, mas em seu peito, sentiu um leve sobressalto.

Aquela, afinal, era uma nova informação.

– Disse que não era “sua intenção”... – Naruto não quis olhar para ela enquanto dizia, porque ele mesmo não acreditava piamente nas palavras do condenado. – Mas o fato é que está disposto a carregar o fardo da responsabilidade. – Tornou a fitá-la. – Diante dessa situação, tudo o que posso fazer é tentar ser o mais justo possível. Francamente, não acredito que ele tenha feito isso... Sozinho. – A duquesa estreitou os olhos. – Por isso, pretendo averiguar... De todas as maneiras possíveis.

– Se o meu irmão for morto, todos vão saber. – A duquesa garantiu friamente. – Todos vão saber da bela sujeira que o condenou... Porque, no final das contas... Tudo o que ele fez, foram conseqüências do que fizeram com ele.

Naruto baixou a cabeça.

– Eu não posso consertar o passado, Mikoto. – Murmurou em voz baixa. – E também não posso simplesmente livrar o seu irmão, ignorando a morte de duas pessoas importantes... – Tornou a olhá-la. – Tudo o que eu posso fazer... É garantir que o julgamento do senhor Uchiha seja o mais justo possível.

~

Dor...

Dor, e agonia...

Ele sentia sua cabeça latejar, e seus pulmões começavam a fraquejar. Queria gritar, mas sua voz era abafada. Sentia a água invadir cada orifício de sua cabeça, e então, repentinamente, alguém o puxou: agarrou os cabelos negros e puxou com violência extrema.

Obito tossiu, e o homem o livrou do saco negro para deixá-lo cuspir a água. O Uchiha tossiu incansavelmente, minutos a fio, e encarou seu torturador com desprezo. Ele era alto, tinha ombros largos e braços fortes; vestia o uniforme antigo dos soldados, nas cores de Konoha: verde, e negro. Com exceção da máscara, era exatamente como um soldado do exército.

O Uchiha tinha certeza de que aquele homem pertencia à ANBU; soubera desde o momento em que os três desconhecidos adentraram à sua cela, no instante em que pediram educadamente à Shizune que lhes desse espaço, pois tinham que levá-lo sob custódia.

A Anbu era a organização responsável por cuidar dos trabalhos sujos do país do Fogo; assassinatos, julgamentos, espionagem... Eles eram tudo o que havia de mais podre na nação.

Obito nunca havia feito parte dela, mas suspeitava que Kakashi sim. Particularmente, considerava-a a raiz de toda a hipocrisia do governo.

– Quem é você? – O homem mascarado questionou com a voz calma e séria. – Seu nome, sua idade, sua origem.

– Obito Uchiha! – O mercenário gritou, furioso. – Eu já disse um milhão de vezes que sou Obito Uchiha! Tenho trinta e oito anos, seu maldito, e nasci nessa mesma cidade suja! – Berrou.

A resposta do homem foi um violento tapa, que o fez cuspir sangue. O mascarado tornou a erguer seu rosto.

– Obito Uchiha é um fugitivo, condenado à morte. Por que voltaria?

– Vingança. – Ele respondeu entre dentes.

– Vingança?

– Por Rin Nohara. Eles me condenaram falsamente, e graças a isso, ela jamais foi justiçada... Não, não! – Ele implorou, mas o homem tornou a encapuzá-lo. Obito sentiu a corda do saco negro apertar sua garganta; sentiu as mãos fortes do desconhecido agarrando seus cabelos e mais uma vez, teve a cabeça mergulhada.

Ele tentou se esquivar; tentou chutá-lo, mas havia sido completamente imobilizado. Gritou, mas sua voz foi mais uma vez abafada pela água.

Desta vez, mais rápido do que da última, o Anbu o ergueu. – Qual é a sua ligação com Nagato Uzumaki? – Ele questionou antes mesmo de o prisioneiro parar de tossir.

– Depois que fugi, trabalhei como mercenário... – Ele disse entre a crise de tosse. – Consequentemente, meus passos me levaram à Akatsuki, e... – Antes que pudesse continuar, foi empurrado para a água mais uma vez.

Já estava começando a ficar sem forças, e o ANBU reparou que não conseguia mais resistir tanto quanto antes, então o puxou mais uma vez, em ainda menos tempo do que antes. – Qual é a sua ligação com Nagato Uzumaki? – Tornou a perguntar; Obito apenas ofegava, confuso, atordoado.

– Eu... Não tenho ligações... – A porta foi aberta. O pequeno quarto fétido, úmido e escuro em que Obito e o desconhecido estavam foi ligeiramente iluminado, mas nada pôde ser visto além de dois corpos em frente à uma grande bacia de água.

– Tenzo. – Uma terceira voz soou. O torturador de Obito virou-se, e encarou o corpo esguio do rapaz que era visivelmente mais jovem do que ele. – Algum avanço com o prisioneiro? – O dito Tenzo limitou-se a negar com a cabeça.

– Só estamos aqui há duas horas, Sai. Ele é um Uchiha, não é o suficiente. – O rapaz anuiu, compreendendo; adentrou ao local, sem se preocupar em recostar a porta.

– Fui mandado para ajudar. – O mais velho levantou-se; remexeu o pescoço e suspirou longamente.

– Fique a vontade. Eu vou me recompor, volto em alguns minutos... – E Obito pôde ouvir, depois de alguns instantes, o som da porta se fechando.

Ouviu o som dos passos leves de Sai se aproximando; as mãos dele, mais finas do que as do último torturador, o livraram do saco negro, e atordoado, o Uchiha encarou a máscara de um animal que, naquele estado, jamais conseguiria identificar.

– Teimoso, não é? – Ele viu-o ajeitar as mangas do uniforme; e colocar-se à sua frente, em sua altura. – Vamos ver se sua teimosia continua, depois disso... – E acertou seu rosto com um dos punhos.

~

Naruto estreitou as sobrancelhas; vasculhou, com os lados, todos os quatro cantos daquele cômodo, mas não conseguiu enxergar nada familiar.

Era um quarto grande e praticamente vazio: com paredes muito altas, mas sem pinturas para enfeitá-las; a pouca mobília que havia naquele lugar baseava-se na grande cama em que Naruto, naquele momento, estava deitado, além de um piano de calda tão branco quanto às paredes do quarto, e um pequeno sofá, da mesma cor.

Havia apenas uma janela, e era ali que toda a cor se aglomerava: o verde do jardim lá fora, e o dourado das grades. – Ora! Você finalmente chegou! – Uma voz suave, deliciosamente familiar soou. – Eu o esperei durante toda a noite, querido... Por que demorou tanto? – Naruto procurou com os olhos azuis, e encontrou a mulher sentada no mesmo sofá que, segundos atrás, estava vazio.

Ela estava em frente a uma mesa de canto dourada – que, a propósito, não estava lá antes – e enchia duas xícaras do conjunto de porcelana dourada.

Ela era ruiva, e sorria. Tinha os olhos azuis fixos ao bule de chá, e com as mãos delicadas segurava o bule, e ajeitava as asas das xícaras, uma de cada vez.

Ela era ruiva, e linda.

A melhor mulher do mundo...

Sua mãe.

Foi como se um raio o tivesse atravessado, ao perceber isso. Ele não havia falado nada, sequer havia se mexido, mas ela pareceu notar sua perturbação, pois naquele mesmo instante, ergueu os olhos até ele.

Um sorriso doce estampou as faces bonitas, tão parecidas com as do próprio Naruto, mas ele sequer pôde piscar.

Kushina Uzumaki levantou-se, ajeitando o vestido verde escuro; puxou o jogo de chá e aproximou-se calmamente da cama. Soltou um risinho quando Naruto sentou-se subitamente; sentou-se ao seu lado e pousou a bandeja com as xícaras e o bule entre eles. – Eu sei que não gosta muito de chá, querido... – Ela puxou uma das porcelanas, e ergueu em direção a ele. – Mas acho que precisa disso. – Ele a encarou por longos segundos e então pegou a xícara, sem deixar de olhá-la.

Kushina riu novamente; uma risada estranha, desajeitada... Mas que soava como música aos ouvidos dele. Ela desviou os olhos até a própria porcelana, puxou-a, bebericou o chá e fez uma careta. – Ah... – Ela suspirou. – Realmente odeio isso... – E tornou a beber. – É água. – Olhou para o filho com uma careta. – Água quente, com um gosto muito ruim. Para começo de história, quem gosta de água quente?!

–... Eu estou sonhando? – Ele teve que perguntar.

Riu, atordoado, e olhou para a xícara com chá; sentiu as lágrimas escorrerem por seu rosto, mas simplesmente riu de novo. – É claro que eu estou sonhando... – Limpou o rosto, desajeitado. – Afinal, você... – Mas ele não conseguiu dizer.

“Afinal, você está morta”.

Apenas o pensamento era como uma facada em seu estômago.

– De fato, eu estou morta. – Mais que surreal, ouvi-la dizer isso foi... Doloroso.

Naruto sentiu todo o ar de seus pulmões se esvaírem, e de repente, respirar era uma missão impossível. – Mas... Só porque eu estou morta isso é impossível? – Lentamente, ele a olhou de soslaio. Kushina sorria. – Os sonhos existem para isso, não é? Para que o impossível se torne alcançável... – Ela ergueu uma das mãos na direção dele, e Naruto fechou os olhos ao sentir o afagar gentil de sua mãe.

– Eu nunca... – Ele estreitou as sobrancelhas. – Nunca sonhei com você assim, mamãe... – Olhou-a. – Por isso, estou um pouco confuso. – Confessou. – Isso não é uma memória, é? Então...

– Não, querido. Isso não é uma memória. – Ela abafou uma risada. – Como poderia? Olhe só para você... – Deu um tapa leve no rosto do rapaz. – Já é um homem... Um Rei. Estou feliz que eu esteja te vendo assim...

– Você... – Naruto se calou, receoso de fazer uma pergunta idiota... Mas então, sentiu-se idiota por pensar assim. Afinal, ela era sua mãe. Se ainda não soubesse, merecia saber que o filho era um idiota. – Você é real? – Ele a fitou, ansioso, e ela pareceu surpresa.

– Real...? – As sobrancelhas ruivas se estreitaram. – Bem... Acho que tudo depende do que você considera real. – Tornou a sorrir.

– Você é um anjo? – A rainha riu.

– Talvez.

– Um espírito, então? – Ela fez uma careta.

– Eu prefiro ser um anjo. – Naruto se calou, e ela se aproximou; só então o Uzumaki percebera que o conjunto de chá havia sumido. – O que você quer que eu seja, querido? – Ela perguntou gentilmente, abraçando-o, com os olhos fixos aos dele.

–... Eu quero que você seja real. – Ele murmurou, e desviou os olhos dos dela. – Eu quero que você esteja viva... Em algum lugar... Em qualquer lugar. – Tornou a olhá-la. – Eu quero que volte para mim, mamãe.

– Isso não é algo que um homem crescido deve pedir, é? – Ela tocou a testa na dele, sorrindo. – A realidade, meu amor, é que eu estou morta. – Foi direta. – E mortos não voltam à vida.

– Mortos também não falam com os vivos. – Ela fez uma careta. – Mamãe...

– Parando para pensar, talvez eu seja uma memória. – Kushina o interrompeu. – Talvez eu seja um conjunto de memórias suas... Todas as memórias da mãe que você amou. Você precisa dela agora, e por isso eu estou aqui. – Naruto não a respondeu.

O que ela dizia fazia muito sentido, era verdade... Mas por algum motivo, não conseguia pensar naquilo como a verdade.

Ela parecia... Real.

– Eu preciso de você. – Ele confessou, e encolheu-se nos braços dela. – Eu estou tão confuso, mamãe... Tão cansado... Tão...

– Sh... – Ela envolveu-o com os braços, amorosa. – Eu sei de tudo isso, querido... Eu sei que está perdido... Eu sei que está confuso, e que procura uma resposta... Você está com um grande problema em mãos, não é? E simplesmente não sabe como resolvê-lo... E então aquela Mikoto malvada vem, e transforma o que você julgava ser justo em injustiça... – Naruto sentiu os lábios dela roçarem em seus cabelos, e foi como se seu peito latejasse.

Ele não sabia se aquilo era o ápice da felicidade, ou da tristeza.

Porque ela estava morta. Kushina não existia em seu mundo, e no momento em que ele acordasse...

– Não pense nisso, querido... – Ela beijou-lhe as faces, carinhosa. – O que importa é que estamos juntos agora, não? Meu pequeno príncipe...

– Mamãe, o que eu devo fazer? – Ele tornou a olhá-la, agonizado. – Eu já não sei mais como reagir... Não sei mais o que é certo, nem o que é errado! Aquele homem matou os conselheiros! De um jeito terrível... Mas eles também o mataram, de certa forma! Eu consigo saber se o que ele fez foi justiça, ou vingança... – Ele tampou os ouvidos com as próprias mãos; sentia sua cabeça latejar.

– A Mikoto é bem durona, quando quer. – Kushina suspirou.

– E também tem aquele homem... Aquele Nagato! Eu não consigo tirar da cabeça que ele quer me matar... Não consigo parar de pensar que quer roubar o meu trono! Ele quer ser rei! Por que ele mente tanto...?! Por que não acaba logo com isso?!

– Querido, querido... – Ela balançou a cabeça. – Você está pensando nos outros, mas a verdadeira resposta está em si mesmo... – Ele praticamente parou de respirar; olhou-a, confuso, e Kushina riu ao enxergar a seriedade nos olhos azuis. – Vamos, amor... O que você quer? O que quer fazer? Sobre Nagato... Sobre Obito. O que Naruto Uzumaki, não o rei Naruto Uzumaki, quer fazer? – Ele pareceu confuso.

– Eu...

– No fundo, você não quer afastá-lo, quer? Não quer tirá-lo da Torre... Só quer que ele diga a verdade. – Naruto não conseguiu respondê-la. – E sobre o Obito... Independente dos seus sentimentos pela família Uchiha, tudo o que você deve fazer é ser justo... Tudo o que pode fazer é trabalhar com as provas, tanto as que o condenam, quanto as que o absolvem. E, se ele for culpado... – Ela baixou os olhos. – Ele será o culpado, não você.

–... Como eu posso fazer isso, mamãe? Como posso conquistar tanto? Eu sou estúpido, idiota! Mal consigo controlar a minha raiva! Hoje de manhã, mesmo Hinata... Mesmo Hinata sentiu medo de mim!

– Isso porque você não estava sendo você mesmo. – O sorriso dela foi tão tranqüilizante que ele sentiu seu coração flutuar. – Foi o conselho que a rainha lhe deu, não? “Seja você mesmo”... Enquanto for você mesmo, meu filho... Enquanto você for Naruto Uzumaki, o alegre e insistente rapaz, sempre puro, sempre honesto, poderá conquistar tudo. – Ela garantiu. – O amor de sua esposa, o veredicto de Obito... E a sinceridade de Nagato. Enquanto for você mesmo, Naruto... Poderá conquistar o mundo.

Kushina começou a brilhar, e ambos estranharam.

– Oh... Aparentemente, você logo vai despertar. – Ela suspirou, e tornou a fitá-lo. – Meu querido príncipe... – Alisou os cabelos loiros. – Lembre-se disso, meu menino. Você não precisa ser paciente... – Ela sorriu. – Só precisa ser o mesmo garoto alegre, verdadeiro e decidido que sempre foi.

– Mamãe... – Ele a abraçou, angustiado. – Eu aposto que você é um anjo! – Exclamou; piscava rápido, tentando conter as lágrimas. – Porque nenhuma memória seria tão real! – Sentiu os braços de Kushina retribuírem ao seu abraço, e estreitou os olhos; as lágrimas tornaram a banhar seu rosto, mas ele não fez ruído algum.

– Se eu sou um anjo, uma alma, ou uma memória... Isso não importa. – Ela murmurou, carinhosa. – Independente do que eu seja, meu filho... Eu estou aqui. – Pousou as mãos sobre o peito dele. – Eu o seu pai... Sempre estivemos e sempre estaremos aqui, meu menino... – Ela também começou a chorar. – Sempre ao seu lado...

Naruto despertou subitamente, com o coração apertado e, com tristeza, percebeu que estava no escritório que um dia fora de seu pai.

Ele estava deitado sobre um sofá, com a cabeça pousada no colo de Hinata, que gentilmente afagava os cabelos loiros. – Já acordou? – Ela perguntou com carinho ao notar os olhos azuis se abrindo. Naruto anuiu lentamente, e sentiu as mãos macias pousarem sobre sua testa. – A febre baixou... – Ela suspirou, aliviada.

– Febre? – Naruto estreitou as sobrancelhas; tentou sentar-se, mas foi impedido pela esposa; Hinata assentiu, tão confusa quanto ele.

– Você ficou febril, querido... Então viemos para cá, para tirar um cochilo e tentar melhorar. Lembra-se? – Ele franziu o cenho, lembrando-se vagamente. – Você está bem? Talvez realmente fosse melhor ter ido para a cama... – Mas o rei negou.

– A febre já passou... Estou cansando de boatos, já basta o que temos pela Torre... – Ele suspirou longamente; sentou-se, e escondeu o rosto.

– A febre já passou, mas você não dormiu nem por uma hora. – Hinata se aproximou, preocupada. – Naruto, você passou a noite em claro... Foi uma noite longa e difícil, precisa descansar... – Alisou os cabelos loiros, carinhosa. – Por favor... – Ele ficou em silêncio por longos segundos, encarando fixamente os olhos claros da mulher que amava... E sorriu.

Puxou-a pela cintura; envolveu-a com os braços, amoroso, e escondeu o rosto nos ombros pequenos, inspirando o delicioso perfume campestre impregnado no vestido. – Eu sonhei com a minha mãe... – Ele sussurrou baixo. Hinata manteve-se em silêncio por um segundo, e então, começou a alisar a nuca do amado.

– É mesmo? – Sorriu. – E como foi o seu sonho? – A respiração de Naruto era lenta, dificultosa e quase agonizada.

– Ela disse “seja você mesmo”... Assim como você, de manhã... – Ele sorriu, mas sentia os olhos queimarem.

Hinata soube o exato momento em que Naruto começou a chorar, pois suas lágrimas molharam o ombro de seu vestido. – Hinata... – Ele murmurou num sussurro choroso. – Eu vou tentar ser eu mesmo... – Disse. – Mas só quero demonstrar o meu “eu” forte para os outros... Eu sou o rei, afinal... É o certo a se fazer, não é? – Ela anuiu lentamente. – O meu eu fraco... Você se importaria se eu só o mostrasse para você? – Hinata sentiu a garganta apertar; ela apertou os olhos para não chorar, e negou com a cabeça.

E, pouco depois, ele se desmanchou em lágrimas.

Naruto garantiu a si mesmo que sonharia com Kushina novamente... Aquela Kushina, o anjo Kushina... Garantiu a si mesmo que, da próxima vez, sorriria para ela.

Da próxima vez, agradeceria.

Notas finais
Realmente, achei esse um capítulo interessante. Fiquei satisfeita com o sonho com a Kushina... Embora eu quisesse abordar mais a relação do Naruto e da Hinata na conversa, acho que abordei o necessário para a ocasião. ;) Kushina Uzumaki é realmente uma das personagens que eu mais gosto em Naruto. Acredito que, das mulheres, ela seja a minha personagem favorita... Gostaria muito de trabalhar mais com ela, mas sabemos que, ao menos em TK.. Impossiberu! XD Mas eu realmente gostei da aparição da rainha. Foi uma cena bonita... E, como vocês sabem, eu adoro usar algumas referências do anime aqui na FF. ;) Espero que tenham gostado tanto quanto eu... ;-; Ultimamente, TK anda lento. Os acontecimentos estão lentos... Mas a autora garante que existe um motivo para isso! @_@ Anyway. Vou-me dormir. q Obrigada a todos os que comentaram! Obrigada a todos os que me apoiam! Definitivamente, escrever é a coisa que eu mais gosto de fazer na vida... E nada me deixa mais feliz do que saber que existem leitores que gostam das minhas histórias! Muitííííssimo obrigada, a todos vocês!!! Afinal, é graças aos leitores que The King chegou até aqui! :D Beijinhos, beijinhos! E até semana que vem!