The King

49 Homem de Confiança.


Notas iniciais
Boa madrugada, meus queridos leitores! :D Há quanto tempo! sz~ Bem como sempre, antes de qualquer coisa, obrigada à Sapphire, pela carinhosa recomendação! Muito obrigada por dedicar à TK a sua primeira recomendação! sz~ ;-; Obrigada também a todos os que comentaram o último capítulo!... Vocês realmente sabem como deixar uma autora feliz! *-*v Beeem... No fim eu acabei me atrasando. Vocês podem achar que é uma desculpa, mas a verdade é que hoje, enquanto eu escrevia, por volta das quatro da tarde algo frustrante aconteceu com a tia Candy: o word fechou de repente, e TUDO O QUE EU TINHA ESCRITO HOJE SE PERDEU! Eu fiquei furiosa, chocada... Nossa! Foram tantos sentimentos que eu nem quero lembrar. Mas, no fim, consegui terminar. Como sempre, eu estou exausta... Mas acho que ficou mais ou menos o que eu queria. ^-^' Espero que vocês curtam. Foi um capítulo difícil de sair, já que eu tava meio chateada com o fato de o meu namorado ter voltado pra casa... ;-; Mas é a vida, né? Um dia aí eu me caso. Mais uma vez agradeço por todo o carinho, de todos vocês! Eu prometo que vou tentar responder aos comentários do capítulo 48 (porque tiveram alguns que exigem minha resposta! u.u), mas peço paciência... Mais paciência! XD As minhas aulas voltam amanhã, então as coisas vão voltar a ficar muito ruins pra mim. ;-; Bom, de volta ao capítulo.. Espero que tenham uma boa leitura.

Capítulo 49 – Homem de Confiança.

Acomodado na arejada varanda do casarão oriental que pertencia à Nonou Yakushi, Sasuke refletia... Sobre sua vida, sobre sua família, sobre suas escolhas.

Devia estar ali há no mínimo horas, na mesma posição, mas ainda que a brisa gélida da estação roçasse irritante em seu rosto, o Uchiha não sentia a mínima vontade de entrar para se juntar aos demais.

Os olhos negros estavam fixos à imagem da chuva, tão leve e calma, caindo sobre a grama verde do quintal extenso. Sasuke desejava que a paisagem pudesse acalmar seu coração, mas seus pensamentos vagavam muito longe dali, irritantemente incontroláveis.

Ele pensava em seus pais... Em seus irmãos... Em seu tio e em Akane.

Em Sakura. E talvez principalmente nela.

Sasuke Uchiha estava acostumado a abrir mão de coisas que pudesse considerar importantes ao seguir os seus deveres, tanto como um soldado, quanto como um Uchiha... Mas o costume, Sasuke percebeu, não o ajudaria a superar aqueles incômodos sentimentos.

Seu peito latejava, doía insuportavelmente sempre que sua mente vagava pelas lembranças de sua família. Era simplesmente agonizante imaginar sua doce esposa grávida como uma refém de guerra... Ou talvez pior que isso.

Embora tentasse não pensar nas desagradáveis possibilidades, era simplesmente inevitável deixar de imaginar o que aconteceria a qualquer membro de sua família, caso fossem pegos.

Afinal, quando um Uchiha era pego em campo de batalha, só sobravam duas opções: matar ou morrer. Sasuke sabia disso tão bem quanto seus pais, tão bem quanto seus irmãos... Mas Sakura era jovem, doce e bondosa. E era incapaz de fazer mal a alguém, mesmo que fosse uma Uchiha.

Sasuke tentou se apegar firmemente a ideia de que, sendo conhecedora de métodos médicos, tornar-se-ia uma refém de considerável utilidade. Pensou que, talvez, o fato de ser a talentosa pupila da ilustre Princesa Tsunade lhe pudesse poupar sua vida e a de seu filho.

– Eles estão bem.

Identificar a voz de Naruto realmente o surpreendeu, mas não a ponto de fazer Sasuke reagir.

– Sei que ninguém vai tocar na sua família, Sasuke... – O amigo tentou ser cauteloso. – Vamos, pense bem. Itachi e o duque sabem se defender, e o tal Tobi... Ele certamente já foi solto a essa altura. Eu não acredito que permita que toquem na duquesa ou em Kasumi. – Suspirou. – Sobre Sakura... – Os olhos azuis se estreitaram. –Curandeiros e médicos costumam a ser reféns úteis, não? Mesmo eu sei disso... Ninguém mais na Torre sabe que ela está grávida... Vamos, Sasuke! Você não tem que pensar tanto nisso.

Sasuke pensou que era simplesmente impossível não pensar tanto naquilo, mas o rei também não estava em seus melhores humores. Na verdade, era a primeira vez que eles pareciam estar presos a uma situação tão semelhante, e foi por isso que Sasuke permaneceu calado.

Pela primeira vez desde que haviam se reencontrado, Naruto sentiu-se desconfortável na presença de amigo. Mas ainda que fosse tão desconfortável, o rei sentou-se ao lado dele, acomodou-se, mesmo que não soubesse como agir ou o que dizer, e num claro sinal de companheirismo, eles dividiram o mesmo silêncio.

– O que você disse lá dentro... Foi completamente imbecil. – O rei disse quando decidiu ser o momento certo.

O Uchiha estreitou os lábios, incomodado. – Não, não foi... – Ele suspirou longamente. – Nós fomos criados em mundos diferentes. Acho que por isso é natural que tenhamos visões tão distantes... Mas eu cresci no exército. Sei como as coisas funcionam, Naruto...

Os olhos negros caíram ao chão.

– Eu já vi milhares de pessoas doando suas vidas por reis que elas sequer conheciam... Já matei uma dezena dessas pessoas. E dizer que só fiz isso para defender o meu povo... – Os lábios finos se estreitaram. – Isso é mentira. Hipocrisia. – Confessou. – Eu fiz o que fiz porque acreditei ser o certo. Fiz pelo meu reino, e por meus ideais, acima de qualquer coisa...

Ergueu a cabeça e tornou a fitar a chuva.

– Ideais?... O que quer dizer com isso?

Sasuke pareceu pensar por um instante.

– Eu quero fazer do país do Fogo um lugar melhor... Quero que Konoha volte a ser o que era antes dos seus pais morrerem. – Ele decidiu ser sincero. – Porque Konoha é a minha cidade, e o país do Fogo é a minha nação... É o lugar onde eu nasci e cresci. O lugar que nossos avôs construíram do nada...

Naruto anuiu lentamente.

– Nós crescemos com o derramamento do sangue de inocentes e condenados. – O Uchiha murmurou com a voz séria. – Foi graças às guerras que nos tornamos potentes, gigantes... Nós matamos muito para chegar aonde chegamos, mas também salvamos muito. Escravos, mulheres e crianças... – Os orbes negros encontraram os azuis. – Matando ou salvando, nós os tiramos do inferno.

O silêncio se estendeu por alguns instantes.

– Eu... Não consigo ver como matar é o mesmo que salvar. – Naruto confessou, abalado, desviando-se dos olhos sérios do amigo. – Simplesmente não consigo conceber algo assim.

– Isso é porque você nunca viu ninguém matar por fome. – Lentamente, o rei tornou a fitar o guarda. – É porque você nunca presenciou assaltos, sequestros, torturas... Um país fraco é um país pobre. E um país pobre é um país sem alma, essa é a verdade. – Naruto não soube o que responder. – Eu acredito firmemente que um Rei é um símbolo de esperança... Acredito nisso porque presenciei, após a morte dos seus pais, a gradual mudança dentro da nossa sociedade, desde o mais baixo plebeu até a mais alta posição da corte... Quando há um rei, há esperança. E, quando não há, só o medo fica... E é por isso que eu estou decidido a te manter vivo, Naruto. Mesmo que seja contra a sua vontade.

O rei lhe sorriu.

– Talvez suas ideias estejam certas. – Ele admitiu. – Ainda que eu discorde de algumas... – Baixou a fronte. – Por exemplo, não importa no quanto eu pense nisso, não consigo enxergar a nossa situação como um jogo.

Ambos suspiraram.

– Pessoas estão envolvidas, Sasuke... Pessoas que nós dois amamos. Mas, — Ele prosseguiu, impedindo que o Uchiha tentasse interrompê-lo. – É como você acabou de dizer: nós dois somos pessoas diferentes. Fomos criados de maneiras diferentes, em lugares distintos, sobre visões diferentes... Nós dois somos completos opostos. Nunca vamos concordar plenamente em alguma coisa, mas ainda assim... Eu confiaria minha vida a você.

Sasuke já sabia disso, mas ouvi-lo dizer com palavras foi no mínimo estranho.

– Mais do que isso, até. Eu daria a minha vida por você, Sasuke... Porque, se em algum momento eu tive algo como um irmão, esse irmão foi Sasuke Uchiha.

O moreno estreitou os olhos, sentindo uma imensa vontade de chamá-lo de idiota por verbalizar um pensamento como aquele. Mas agir daquela maneira só faria com que ele se sentisse um grande hipócrita.

– Por isso... Não diga que eu estaria melhor nas mãos do Itachi. – O pensamento parecia atormentar o loiro. – Não importa o quão competente seja o seu irmão, Sasuke, ele nunca seria tão dolorosamente sincero comigo...

Sasuke não pôde deixar de sorrir.

– Foi você quem me ensinou a ser um rei, no fim das contas... Você, com suas lições de moral, com seus sarcasmos, com sua suposta frieza. Você confiou em mim antes de qualquer pessoa... Reconheceu-me como um Rei antes mesmo que eu pudesse fazê-lo... Você é mais que um conselheiro, Sasuke. Você é o meu braço direito... O meu melhor amigo, o meu irmão.

Sasuke não conseguiu pensar no que dizer, mas sentia o seu peito queimar com um orgulho até então desconhecido. Era a primeira vez, desde que ele podia se lembrar, que alguém o punha acima de Itachi.

– Eu não sei você, mas o meu bom senso diz que precisamos tomar pelo menos duas garrafas de saquê para continuar essa conversa. – Sasuke murmurou, sua cabeça começava a zunir diante de tantas informações.

– Majestade. – Shikamaru surgiu e instantaneamente tomou a atenção dos amigos. – Desculpe incomodá-lo. – Ele baixou a fronte respeitosamente. – Mas os soldados estão confusos.

Sasuke estreitou os olhos ao perceber a aflição na expressão do Nara.

– Eles exigem uma reunião.

– “Exigem”? – O Uchiha repetiu, desacreditado. – Por que o rei deveria aceitar as exigências de um bando de soldadinhos do exército?

Shika suspirou longamente.

– Sabe que nossa situação é delicada, Sasuke. Então colabore... Tudo o que eles sabem é que a Torre foi repentinamente tomada por um bando de mercenários. É natural que estejam hesitantes... – O Nara levou os olhos até o rei. – Precisam de uma dose de discurso esperançoso, só para variar.

Naruto pareceu pensar por um instante.

– Não. – Ele murmurou. – Eles precisam é da verdade. – Decidido, o loiro se levantou, e sem esperar pelos outros dois, seguiu caminho à mansão.

–... Acho melhor nos preparar para calar os desertores.

~

O cheiro incômodo de hospital foi a primeira coisa a Kasumi sentir quando despertou, ao anoitecer daquele trágico dia. O odor de sangue misturado a substâncias fortes de limpeza era tão intenso que ela sentiu sua cabeça zunir insuportavelmente.

Por um longo tempo manteve-se deitada, imóvel em seu leito, tentando sozinha lembrar-se do que diabo poderia tê-la mandado para o hospital. Mas quanto mais consciente Kasumi ficava, mais evidente tornava-se a sua dor.

Ela tentou se remexer, procurar uma posição menos dolorida, mas o movimento fê-la sentir como se algo rasgasse dentro dela. Um grito alto escapou de seus lábios, dolorido a ponto despertar Sakura, que acabara adormecendo encolhida em um canto ao chão da enfermaria.

A rosada levantou-se num pulo, assustada, e sentiu o peito queimar de pena ao ver Kasumi se contorcer no leito. – Senhora Uchiha! – Ela correu para alcançar a cama. – Senhora Uchiha, me escute!...

– Itachi!

Kasumi gritou tão alto quanto seus pulmões permitiam.

– Kasumi, respire!

– Meu corpo está queimando de dor!... Itachi!

Sakura sabia que seria assim, mas nada podia fazer. Os medicamentos para a dor não eram escassos, mas os feridos da Torre eram tantos que era simplesmente impossível dar à duquesa a dose certa para que ela não sentisse as dores resultadas do corte e do parto desastroso.

O bebê de Kasumi havia sido parcialmente desfeito dentro de seu útero, e às pressas, sem os instrumentos necessários, foi impossível para Sakura fazer um trabalho digno da futura duquesa e, portanto, a Uchiha perdera não só o seu filho, como qualquer outra oportunidade de gerar outro.

– O meu bebê!... Itachi!

Kasumi desatou a chorar. E tudo o que Sakura pôde fazer foi abraçá-la firmemente enquanto tentava contê-la e acalmá-la. – Itachi... Itachi!

– Eu sinto muito, Kasumi... – Sakura choramingou, fungando como uma criança. – Eu realmente sinto muito...

Mas Kasumi não pôde ouvi-la, e prosseguiu, gritando pelo marido e consequentemente despertando os mercenários que também descansavam ali.

– Faça a vadia calar a boca! – Um dos Akatsukis exigiu, sentando-se na maca, claramente frustrado por ser acordado de maneira tão abrupta. – Ei! Cale a maldita boca ou eu vou fazer você ter motivos para gritar! – Ele ameaçou, e Sakura se empertigou.

– Reclama tanto, mas acaba fazendo mais barulho do que a pobre mulher, Hidan.

Outro mercenário, ainda deitado, murmurou com a voz tranquila.

– He? O que? O que você está latindo aí desse lado, Kakuzu? Seu merda! Ao invés de ficar cochichando, devia falar na minha cara!

O dito Kakuzu suspirou.

– Eu disse que você parece mais uma vadia enquanto grita do que a mulher! – Ele virou-se e se sentou num pulo. – A pobre pelo menos tem motivos para isso, já que sente dor.

– Fica parecendo uma mulherzinha quando defende os outros, sabia?... E por que a está defendendo? É uma das empregadas que você comeu?

Kakuzu não o respondeu. – Ei, eu te fiz uma pergunta! – Mas quando Hidan virou-se para encará-lo, tudo o que pôde encontrar foi um homem alto de cabelos negros e rosto cicatrizado que, embora vestisse o manto da Akatsuki, lhe era desconhecido.

Antes mesmo que o desrespeitoso mercenário pudesse questionar sua identidade, uma das mãos de Obito, firme e forte, agarrou sua garganta. Ele segurava o pequeno embrulho com um dos braços, mas toda a sua força parecia contida na mão que sufocava o suposto companheiro.

Talvez, se não estivesse com uma perna quebrada e o antebraço rasgado – coisa da rainha vadia – Hidan pudesse ter revidado.

Sakura ficou pasma com a cena; tão chocada que se esqueceu de consolar Kasumi. Os gemidos da futura duquesa continuavam altos, mas pareciam ter sido abafados pelo ofegar agonizante do mercenário de cabelos cinzentos.

– Eu sempre me perguntei o motivo de você fazer parte da Akatsuki, Hidan... – Obito murmurou com uma calma assustadora. – É grotesco, língua suja, burro. Não importa o quanto seja forte e goste de matar, sempre me surpreendi com o tamanho de sua inutilidade.

Os olhos arroxeados arregalavam-se, e Hidan se contorceu, agonizando enquanto todo o ar de seus pulmões se esvaía.

Ele ia morrer... Aquele homem ia matá-lo. Aparentemente sem motivo algum.

Seria engraçado, se não fosse tão inexplicavelmente frustrante. Hidan tentou gritar, xingá-lo, mas sua voz soava como um fio sem som. Tentou apertar o pulso do homem com a mão boa, mas nem um arranhão foi capaz de conseguir.

– É o bastante, Tobi. – Kakuzu havia se levantado, e agora pousava a mão sobre o ombro do superior. – Ele pode ser um inútil, mas sabe furar como um touro.

Obito ainda não desviara seus olhos do maldito à sua frente.

– Talvez você deva ensinar boas maneiras ao seu parceiro, Kakuzu. – O Uchiha instruiu. Seus olhos fagulhavam de raiva. – Afinal, agora pertencemos à Torre... Somos a Elite do país do Fogo, não é?

Gradativamente, Hidan pôde voltar a respirar.

– Seria lamentável morrer por algo tão idiota. Não acha, Hidan?

Hidan tossia fortemente, continuamente e respirava fundo durante os intervalos. Assim que se sentiu capaz, levou os olhos furiosos ao superior. – A moça está gritando porque sofreu um aborto... – Obito explicou com falsa tranquilidade. – É por isso que sente dor... Bem, talvez você entenda melhor quando eu cortar a sua barriga. Um corte tão profundo que vai alcançar os seus órgãos, já que não sou um profissional. Já que você não pode ter bebês, posso tirar o seu fígado. Vai ver como é incômoda a sensação de vazio.

Ninguém fez menção de respondê-lo e irritado com toda a situação que se formara o Uchiha finalmente se afastou. Ele viu Shizune se encolher de medo ao passar por ela, mas limitou-se a ignorar sua existência.

Parou em frente ao leito de Kasumi e esperou que Sakura se afastasse do corpo da cunhada.

Coisa que ela não fez.

– Está dificultando o meu trabalho, madame.

– Você não vai chegar perto dela. – A rosada murmurou, decidida. Obito pensou que se não estivesse tão furioso, irritado e cansado, riria da expressão dela. – Não vou deixar você machucá-la!

A nova Uchiha exclamou, protetora, e Obito decidiu que gostava daquela garota.

Permitiu que um sorriso tranquilo estampasse seu rosto.

– Devo lembrá-la que fui eu a pedir que a salvasse? – Não houve resposta, mas Sakura estreitou os lábios de um jeito quase engraçado. – Eu não vou machucá-la. – Ele garantiu com a voz suave e, como se erguesse uma bandeira de paz, fez menção de entregar o natimorto à rosada.

Sakura hesitou mais do que achava que devia ter feito, mas por fim pegou o menino. Cuidadosamente, ajeitou o pequeno em seus braços, mas sentiu o peito queimar de medo ao ver o mercenário aproximar-se de Kasumi.

– N- Não toque nela! – A Uchiha exigiu, mais assustada do que qualquer coisa, mas Obito a ignorou. Com cuidado e cautela, ele pegou a filha – que chorava incansavelmente – em seus braços.

– Por que ela está gritando tanto? – Obito quis saber, realmente preocupado.

–... Não tínhamos remédio suficiente para todos...

Obito conteve a vontade de dizer não dava a mínima para os outros.

– Vamos, senhora Uchiha.

~

Karin não se sentia bem. Estava triste, magoada... E confusa com toda aquela porcaria de situação formada! Ainda não conseguia compreender os motivos do casal real... Se eles não acreditavam em Nagato, para quê sugerir uma aliança?

Por que mentir, iludi-los?...

O coração da ruiva pesava com a lembrança do momento em que pedira ao pai, tão encarecidamente, que ele fosse sincero com os traidores... E, inevitavelmente, ela sentia-se culpada.

Como poderia ter sido tão imbecil?!

Ela estava piscando rápido, controlando suas lágrimas quando a carruagem parou de repente, despertando-a de seus devaneios. Como estava sozinha, não hesitou ao se aproximar furtivamente e puxar a cortininha de veludo escuro.

Lá fora já havia anoitecido, mas o centro da cidade estava cheio de cidadãos reunidos conversando curiosamente. O lugar havia sido iluminado por lanternas orientais, e um palanque improvisado havia sido posto próximo à fonte.

Era tanta gente... Karin engoliu em seco, afastou-se da janela de súbito e olhou para o próprio vestido, ansiosa e temerosa.

O que ela estava fazendo ali? Porque estava naquele lugar maldito?! Tudo o que mais desejava, naquele momento, era que todos aqueles acontecimentos fizessem parte de uma série de pesadelos...

Queria acordar de manhã em sua casa, na vila da Chuva... Queria que Suigetsu a irritasse, só para depois lhe entregar uma carta de Nagato.

Ela queria voltar...

A porta do móvel se abriu de maneira repentina, fazendo-a retornar à terrível realidade. Do lado de fora, Fugaku lhe sorriu, e só aquele gentil sorriso fê-la sentir-se confortável.

– Sente-se bem, majestade?

Aquele termo ainda fazia Karin se arrepiar, mas ainda assim ela anuiu.

– Talvez queira esperar um pouco?...

– Eu estou bem. Só... Não sei o que dizer. – A ruiva confessou, ajeitando a cabeleira timidamente. – Eu sei que os antigos reis eram amados e bem vistos pelo povo, então... Sinto-me acuada.

– Bom, então acho que fiz bem em preparar isso.

Como se fosse desajeitado, Fugaku procurou por três bolsos antes de encontrar o curto pedaço de papel e entregá-lo à princesa. – Imaginei que talvez tivesse problemas com o discurso. Eu estou acostumado a isso, então pensei que poderia ajudá-la... Bem, você pode usá-lo se sentir a necessidade disso. – Karin anuiu lentamente. – Vamos?

A mão continuou esticada em sua direção.

A princesa respirou fundo, olhou para o povo lá fora com uma irritante hesitação, mas acabou por aceitar a suposta gentileza de seu suposto novo homem de confiança.

.

Konan e Yahiko já se exibiam nos palanques, vestidos com trajes oficiais e armados até os dentes. A tensão era evidente, quase palpável, e quanto mais gente se reunia ao redor do palco, mais clara ficava a insatisfação do povo diante a presença dos mercenários.

Murmúrios podiam ser ouvidos.

Sussurros de medo, e palavras baixas de ameaça, mas nada parecia incomodá-los. Bastou que a carruagem com o símbolo real parasse próxima ao centro do show para que eles se aprumassem.

Trocaram olhares discretos e viram, cheios de hesitação, Fugaku Uchiha seguir até o lugar para receber a futura rainha. Sentiram-se ansiosos com o curto intervalo de tempo entre o abrir da porta e o sair da ruiva, mas respiraram em paz quando a Uzumaki, com o rosto erguido, caminhou na direção do povo.

Fugaku a ajudou a subir ao palco improvisado, ansioso para descobrir qual seria o desempenho de sua nova bonequinha de trapo. Yahiko ajudou a sobrinha a se equilibrar, e segurando firmemente a mão da jovem moça, guiou-a até o centro de tudo.

Foi só ao estar lá, em frente a todos, diante dos olhares de todos, para que Karin finalmente absorvesse a ideia do que estava prestes a acontecer.

E foi como se o ar faltasse em seus pulmões.

Os murmúrios haviam cessado. Os comentários maldosos e as ameaças, e todos simplesmente se limitavam a olhar para ela... A jovem princesa que sequer sabiam o nome.

– Eu sou Karin Uzumaki. – Sua voz saiu esganiçada pelo medo, e Fugaku revirou os olhos. – Karin Uzumaki... Filha de Nagato, neta de Nawaki.

Silêncio. Tensão... Medo e hesitação.

Tantas sensações negativas que ela sentia sua cabeça girar.

– E sou a filha do seu príncipe perdido... A última mulher possuidora do sangue de sua majestade Mito, e possivelmente... Futuramente... A última Uzumaki.

E, naquele mesmo instante, gritos começaram a soar. Gritos revoltosos, confusos, surpresos. Yahiko instantaneamente colocou-se à frente da sobrinha, puxando-a pelo antebraço, mas Karin recusou-se a recuar.

– Eu compreendo o motivo da sua reação. – A princesa prosseguiu, apertando o pedaço de papel em suas mãos. Ela sentia cada membro de seu corpo tremer. – O rei e a rainha eram amados, cuidadosos e bondosos... Mas a verdade é que esforçado rei Naruto, e a adorável rainha Hinata... São mentirosos!

Mais gritos.

– Falsos!

Agitação.

– Assassinos! – Ela gritou, por fim, sentindo sua garganta fechar de agonia. – Eu, assim como cada um de vocês, esperava que a aliança entre a Akatsuki e o governo de Konoha fosse firmada entre meu pai e meu primo. Minha família foi enganada, ludibriada a pensar que todos os acertos já estavam resolvidos... Mas fomos cruelmente, covardemente enganados!

Urros e vaias, e Karin começou a sentir seus olhos queimarem.

Por que eles agiam daquela forma...? Por que tanta agitação?! Ela havia sido a vítima, afinal de contas!

– Tirem os mercenários do nosso reino! – Alguém gritou. – Glórias ao nosso Rei!

Ela sentiu a cabeça girar...

– Vida longa ao Rei!

E então tudo pareceu acontecer muito rápido. Em um instante, ela estava ouvindo o povo gritar o nome de Naruto; sentia-se zonza, fraca e a ponto de cair... E, no instante seguinte, estava ao chão, sendo firmemente segurada por Konan enquanto à sua frente, uma guerra parecia estourar.

Ela ouviu Fugaku dar ordens firmes.

Viu homens morrerem e lutarem.

E então, não viu mais nada.

~

Sakura sempre havia pensado no dia em que recebera a notícia da morte de seus pais como o mais sombrio de sua vida, mas nunca poderia imaginar que passaria por algo como o que tinha passado minutos atrás.

O mercenário – que estranhamente comportava-se como um firme protetor de Kasumi – as havia levado até os aposentos de Itachi. Ele acomodara Kasumi e entregara à antiga senhorita Haruno ervas – que ela não fazia ideia de onde ele poderia ter conseguido – para a dor. Como as ervas eram fortes demais, Sakura tentou ser racional. Medicou a cunhada da melhor forma possível, e em poucas horas, Kasumi estava desperta e racional, incomodada com a dor, mas não torturada.

Ela chorou pela morte de Mikoto, e havia chamado por Itachi milhares e milhares de vezes; ao invés do marido, Obito lhe trouxera a filha. Akane mostrou-se muito feliz ao aconchegar-se no peito da mãe, e tudo parecia que ia ficar bem.

Mas não ficou.

Sakura havia sido realmente cuidadosa. Cuidara das feridas, e tentara prepará-la da melhor maneira possível. Foi carinhosa e cautelosa ao dar a notícia da criança morta... Mas a reação de Kasumi foi a pior possível.

Ela ainda estava com Akane nos braços, mas começou a chorar ainda assim.

Depois de minutos, estava gritando, e Sakura foi obrigada a afastar a sobrinha dos braços da mãe.

Aquilo só piorou.

Separada da filha, Kasumi tornou-se um monstro: gritou, xingou e quebrou qualquer coisa que pudesse aparecer em sua frente, obrigando Obito a imobilizá-la. Ela havia gritado com ele também, o culpando por todas as desgraças de sua vida, mas o mercenário foi firme e decidido.

Todos os acontecimentos haviam durado pelo menos quinze minutos, mas a tensão misturada à adrenalina era tanta que Sakura sentiu como se tudo houvesse ocorrido em um piscar de olhos.

Obito havia imobilizado a filha, e gritara à Sakura para medicá-la.

E mesmo que isso fosse completamente errado, a Uchiha o fez.

Naquele momento, a esposa de Sasuke estava encolhida como um cão arrependido, agarrada à pequena caçula de sua nova família. Akane chorava baixinho, escondida nos braços da tia que tentava inutilmente controlar suas próprias lágrimas.

Obito ainda ofegava, cansado pela luta com a filha – que mesmo com os pontos na barriga e a consequente dor pós-parto, havia demonstrado muita garra. Os olhos negros e penosos estavam fixos à imagem de Kasumi, que depois de gritar e exigir – mesmo depois de drogada – tinha o bebê morto em seus braços.

Sorridente, radiante, ela alisava o rosto gélido de seu menininho de cabelos negros. Vez ou outra cantarolava uma canção de ninar. Vez ou outra chorava.

– Você devia se retirar. – Obito murmurou de repente, mas Sakura não se moveu. – Leve a criança. Esconda-se com ela na ala infantil...

Ele estava exausto. Mais que isso, ela percebeu... Estava ferido.

Lentamente, os olhos verdes se ergueram. Ela observou a ludibriada Kasumi encantada com seu filho morto, e sentiu seu coração se quebrar. – Uma hora ela tem que acordar... – Fungando, Sakura limpou seu rosto – Alguém precisa estar aqui.

Obito baixou a cabeça.

– A vovó vai ficar tão feliz quando encontrá-lo, Ryuuka... – Kasumi murmurava. – Assim como o seu pai!... Meu menininho é tão doce... Tão lindo... Tão quietinho... Por que você está tão quieto, Ryuuka?...

Obito cerrou os lábios.

Ele não queria, mas era impossível não ouvi-la.

– Ryuuka... Acorde... A mamãe está aqui...

Sakura se surpreendeu ao vê-lo aproximar-se; num impulso, ele tomou a criança das mãos da filha e pousou-a no berço do quarto. Kasumi gritou tão alto quanto seus pulmões podiam aguentar, mas encolheu-se ao sentir o abraço do mercenário.

– Durma, Kasumi... – Ele murmurou, beijando carinhosamente a cabeleira castanha. – Durma, querida... Quando você acordar, tudo vai melhorar... Eu vou levá-la àquele jardim, certo?... Nós vamos fazer um arranjo de flores para a mamãe...

Começou a cantarolar à Kasumi a mesma música que ela cantava ao bebê morto, momentos atrás, e a jovem mulher logo começou a acompanhá-lo na melodia. Ele afagou os cabelos, e espalhou beijos amorosos pelo rosto choroso da filha, que naquele momento mais parecia uma criança frágil.

E Sakura percebeu que não devia estar ali. Ela não entendia a relação entre aqueles dois, mas imaginou que devesse ser mais complexa do que se podia esperar.

Então, assim como o mercenário a havia sugerido anteriormente, levantou-se; e com a pequena criança chorosa em seus braços, deixou o quarto.

Imaginou que aquele homem certamente estaria lá quando Kasumi acordasse. E, por algum motivo, Sakura sentiu que ele seria a presença necessária para acalmar o coração da pobre Uchiha.

~

Com a cabeça erguida, Naruto adentrou a sala de jantar.

Os soldados instantaneamente aprumaram-se diante a entrada do rei, e todos, sem exceção, curvaram suas frontes em respeito ao soberano da nação do Fogo.

– Por favor, meus senhores. Isso não é necessário. – Naruto suspirou antes de se sentar. – Vocês queriam me ver, não é? É por isso que eu estou aqui... Então, antes da bajulação, falem o que tem para falar.

Os homens trocaram olhares, um mais hesitante do que o outro.

– O que aconteceu lá?

A voz ouvida soou alta e decidida, mas não pertencia a nenhum daqueles brutamontes covardes.

Hanabi, a menor pessoa presente na casa, estava em pé, e encarava o cunhado com decididos olhos de águia que faziam com que Naruto se lembrasse do parentesco entre Hyuuga e Uchiha.

– Uma traição, aparentemente.

Ele foi sincero.

– “Aparentemente”? – Hanabi repetiu, cerrando os olhos.

– O príncipe Nagato foi covardemente morto. E, assim como era de se esperar... A culpa caiu sobre os meus ombros.

Cochichos e murmúrios começaram a soar, e perceber a dúvida daqueles homens frustrou Naruto de tal maneira que ele mal pôde reconhecer sua voz ao exclamar: — Eu não matei ninguém! – Fazendo com que o silêncio se expandisse. – Se eu tivesse matado aquele homem, realmente acham que eu estaria aqui, acuado com vinte e poucos homens, enquanto um grupo de pouco mais de dez mercenários ocupa o meu palácio?

Mesmo para ele, que era um idiota, a ideia parecia absurda.

– Bom, não estaria. – Ele decidiu esclarecer.

– É verdade. – Hana concordou depois de refletir por um instante. – Toda a guarda real parecia estar mobilizada para aquele ato... – Ela falou, virando-se para cada um dos homens ali presentes. – Um deles me rendeu, e disse claramente que o plano era chacinar a Família Real.

– Também reconheci alguns guardas durante a batalha. – Shikamaru concordou. – Eu poderia citar os nomes, majestade. Mas acredito que este não seja o momento certo. – Naruto concordou.

– Ao que parece, tudo foi previamente planejado... Enquanto nós fazíamos planos de paz, alguém, por baixo dos panos, decidiu acabar com as esperanças da aliança... – Naruto se acomodou na parede, pensativo.

Tentou lembrar-se detalhadamente da cena da morte de Nagato, e foi como se um filme curto passasse em sua mente, em câmera lenta. – Envenenaram uma das taças... – Ele concluiu por si só, e perceber que ele poderia ter sido o morto fê-lo sentir um comichão incômodo no estômago. -... Poderia ter sido eu...

E lentamente, chocado, ele ergueu os olhos até Jiraya. O velho havia empalidecido ao concluir o mesmo.

– Se toda a guarda real foi imobilizada... – Um dos homens murmurou, cheio de hesitação. – Isso deveria nos levar a crer que o duque também está envolvido?

O pobre rapaz mal pôde se defender quando Sasuke, furioso, saltou em sua direção. – O que está falando, seu maldito?! Acusando um Uchiha de traição! Por acaso você enlouqueceu?!

Uma vez que Sasuke estava ferido e fraco, Shikamaru facilmente conseguiu afastá-lo do jovem. – O meu pai é um exemplo de fidelidade! – Ele praticamente cuspiu as palavras para o rapaz. – Foi fiel ao príncipe Nawaki, amigo íntimo do rei Minato!... Como ousa falar assim do duque?!

– Sasuke, acalme-se. – Naruto pediu racionalmente, mesmo que tivesse tão chocado – e frustrado – com a acusação quanto o próprio Sasuke. Pensar em Fugaku Uchiha como o traidor da nação do Fogo era simplesmente inconcebível!

– Tal como toda a sua família, o senhor Uchiha é um homem de confiança... É isso o que eu penso. Como podem ver, Sasuke colocou a vida em risco para me salvar. – Com a cabeça, o loiro apontou ao amigo. – Lutou por mim e por minha esposa, e pelo bem do reino, acima de tudo... Se o pai dele fosse o traidor, acham mesmo que ele estaria nessa situação?... Não, senhores... Com certeza há um traidor entre o alto escalão, mas eu estou certo de que este homem não é Fugaku Uchiha.

O silêncio se estendeu.

– Nós estamos em uma situação delicada. – O rei admitiu. – Eu fui traído e colocado como bode expiatório. Colocaram-me fora do meu próprio palácio... – Ele apertou os punhos e cerrou os lábios. – Prenderam minha mulher. Feriram-na...

E ergueu os olhos azuis.

– Se eu, que sou o Rei, fui submetido a tantas perdas... Mal posso imaginar o quanto vocês perderiam, só por me seguir. – Silêncio. – É por isso, cavalheiros, que a porta desta pousada estará aberta a qualquer um que desejar desertar.

Shikamaru e Sasuke trocaram um olhar cheio de tensão.

– No entanto... – O loiro prosseguiu. – Quero deixar bem claro que os traidores pagaram com suas vidas. – Ele falou aquilo com calma e lentidão, como se esperasse que todos ali absorvessem a ideia. – Porque uma hora ou outra, eu vou voltar à Torre. – Ele esclareceu, decidido. – Leve o tempo que levar, eu vou recuperar o a reino dos meus pais.

~

– Garota imbecil! – Fugaku bufou quando alcançou o escritório. – Idiota! Inútil! Burra! Tinha que ser uma Uzumaki. – Ele revirou os olhos negros, estava claramente frustrado. – Para quê ela acha que eu dei o maldito discurso? Pra ter algo a segurar com a mão? Aquela imbecil pôs tudo a perder!... Podia ser vista como vítima, mas não... Tinha que encher a boca para falar que ia ser a nova rainha!

Em movimentos rápidos e ríspidos, livrou-se das abotoaduras, do casaco e da camisa. – Ela é uma garota, milord.

Zetsu tentou argumentar.

– Passou a vida inteira escondida atrás da saia da família. Na Vila da Chuva, mal saia para nada.

– É por isso que eu vou casá-la com Sasuke. Meu filho tem um talento excelente ao lidar com idiotas!... E por falar em idiotas, onde diabo está Obito?

– Acredito que com a filha, milord. – Por um segundo, Fugaku permaneceu em silêncio. Lembrar-se de Kasumi consequentemente fê-lo lembrar-se de Itachi...

E das lágrimas silenciosas que o filho rebelde tinha derramado na prisão.

E com a mesma velocidade em que se lembrou, forçou-se a esquecer.

– Isso me faz lembrar algo importante... Vocês conseguiram encontrar minha honorável segunda nora? – Zetsu riu.

– Não senhor. Mas a moça foi confirmada como uma refém, então deve estar entre aquela corja de presos.

– Bem, eu vou estar ocupado durante essa semana. Tanto com o enterro do príncipe quanto tentando desfazer a idiotice dessa criança inútil... – Ele suspirou longamente, cansado só de imaginar. – Mas quero que a encontre. Quando eu tiver tempo, tentarei me livrar desse incômodo.

– Como quiser, meu senhor. Eu estarei preparado quando a hora chegar.

Fugaku sorriu.

– Sempre está, não é Shirou Zetsu?

A resposta do homem foi uma mesura educada.

– Bom, fale-me sobre os Hyuuga. Suzuki chorou muito ao descobrir sobre a morte do marido? Eu duvido... – Fugaku riu. – Ela tinha asco do velho.

– Também ouvi algo semelhante, meu senhor. Parece que a senhora Hyuuga tinha uma paixão secreta pelo senhor Hatake. – Embora Zetsu tivesse se esforçado para conseguir expressar diversão, a tensão em sua voz foi evidente.

– O que houve? – O duque quis saber imediatamente. – Algum problema com os Hyuuga?

– Problemas não, meu senhor. Problemas nunca!... Apenas um pequeno atraso que não calculado.

Fugaku estreitou os lábios.

– O que houve? – Ele repetiu a pergunta lentamente, com um tom de voz tão irritado que chegava a ser letal.

–... Aparentemente, a invasão ainda não foi bem sucedida...

Notas finais
Eu me esforcei de verdade, como sempre. E por isso espero que vocês consigam gostar. A minha cena favorita foi a do Sasuke e do Naruto, sem duvidas. Aquele diálogo entre os dois amigos me emocionou muito!... ;-; Eu adoro abordar esse tema, sabe? Amizade/irmandade! sz~ Eu realmente não queria descrever a cena da Kasumi descobrindo a morte do bebê, e por isso acabei fazendo aquele resumo. Gente, eu já to chateada, imagina eu escrevendo uma cena daquelas?! De fato, a Kasumi e o Obito, como sempre, me fizeram agir como uma autora emo e depressiva. Sinto muito por isso. '' Bem... Apesar dos pesares, da hipocrisia, e da RAIVA que todos vocês possivelmente devem estar sentindo por todos confiarem no Fugaku... XD Espero que esse tenha sido um capítulo interessante. Bem, eu queria ter posto mais coisa, mas não tive tempo hábil, nem espaço pra tal. e.e Não precisam se descabelar, Hinatards, pois no próximo capítulo, vossa rainha ressurgirá. sz~ Para sua e para a minha alegria. q E... [SPOILER] O Obito original morreu. ;-; Eu já sabia que ele ia morrer, mas fiquei meio assim... Embora tenha gostado muito de, no final, a Rin ter aparecido lá do outro lado, esperando por ele... ;-; Aquela parte me deixou emocionada, embora não tão emocionada quanto PRIMEIRO MOMENTO SASUSAKU DO SHIPPUDEN, MINHA GENTE! :D SasuSaku é o meu OTP, então só imaginem a emoção da criança na semana retrasada. Eu simplesmente acordei meu namorado (eu tinha acordado mais cedo pra trabalhar) e fiquei choramingando "Momento SasuSaku... Momento SasuSaku... A minha vida é feliz...", e coisas do gênero. q Bem, pessoal... Eu to com muito, muito sono, então até o próximo capítulo! :D