The King

32 Capítulo XXXII – Sozinhos.


Notas iniciais
YEY! Capítulo atrasado, respostas atrasadas... Eu sou realmente péssima. Sinto muito pessoal. ;-; Honey-honey tá aqui, então é um pouquinho complicado escrever... x.x Para vocês terem uma ideia, eu passei o domingo inteiro escrevendo, negligenciando o coitado. q Eu realmente sinto muito por isso, mas... Bem, não tem jeito. Quase não vejo ele, então temos que aproveitar o nosso escasso tempo. @@ Muitas pessoas comentaram, yey! E ainda mais pessoas visualizaram. Sério, adorei o esquema de visualizações. *o* TK tá com 399, não é incrível?! *-* Kyah, kyah... Eu estou exausta, então não vou me prolongar muito. São quatro da manhã (exatamente), e eu acabei de betar o capítulo. Talvez tenham alguns errinhos, mas amanhã eu vou reler e prometo corrigi-los. Obrigada a todos que comentaram! *-* Todos que deram suas forças para esse capítulo sair o mais rápido possível! :D Eu sinceramente me esforcei! ;-; Bem, não vou mais dizer nada, porque acho que vocês querem ler. u.u Boa leitura! Eu me esforcei muitíssimo, e esse era um capítulo muito esperado... Então espero que divirtam-se! sz~

Capítulo XXXII – Sozinhos.

Quando Naruto abriu os olhos naquela manhã, mal conseguia diferenciar a realidade do que tinha acontecido na noite passada com o que havia sonhado. Mas ao encontrar a esposa nua, encolhida sobre seu peito, ainda mais cansada do que aparentava estar no dia anterior, pôde ter uma noção.

Não era muito cedo – pelo menos não para ele, que viajaria dentro de uma ou duas horas – mas o rei deu-se ao luxo de observá-la.

Os cabelos da primogênita do Hyuuga estavam extremamente desalinhados, o que era um pouco engraçado, já que geralmente eram muito lisos. Ela estava encolhida de maneira tímida, com os seios escondidos no peito do marido, e metade do corpo escondida pelos lençóis sujos. Sua respiração era lenta e compassada, seus lábios estavam tentadoramente entreabertos. O loiro suspirou longamente, puxou-a pelo queixo com cautela e beijou-os com suavidade.

E então alguém adentrou ao quarto; Naruto não precisou olhar para ter certeza de que o ousado só poderia ser seu avô. – Parece que a noite de despedida foi agitada... – O velho murmurou com um sorriso maldoso, e o rapaz revirou os olhos.

– Fale baixo, não quero acordá-la. – Ele instruiu antes de se levantar; fê-lo com cuidado extremo, sem movimentos bruscos e encobriu-a após estar em pé. – O que você veio fazer aqui?

– Você sabe o que eu vim fazer aqui. – O velho cruzou os braços, ainda sorria. – Vim buscá-lo para o nosso grande passeio, vossa majestade.

– Sim, é verdade. O “Grande passeio”, idealizado pelo senhor, para tentar aproximar-me daquele intruso. – O conselheiro estreitou as sobrancelhas. – Sinto informá-lo, meu avô, mas isso não vai dar certo. – O loiro avisou enquanto vestia as roupas antes espalhadas pelo chão. – Eu não gosto dele, e estou ciente de que ele também não se importa comigo nem minimamente.

– Naruto... Ele é um de seus poucos parentes vivos. Falar assim só vai fazê-lo parecer rebelde. – O rei suspirou longamente.

– Rebelde, eu. – Riu. – Justo eu, que fui obrigado a vir para esse lugar! Desde que soube quem era, fui posto a todos os tipos de prova! Afastaram-me de meus amigos, me obrigaram a criar relacionamento com pessoas odiáveis... Até casar, me fizeram! Casar com uma desconhecida! Por favor, eu posso ser cabeça dura, posso ser a pessoa mais teimosa que existe, mas definitivamente não me mostro rebelde. – O sorriso de Jiraya se tornou tristonho; ele desviou os olhos do rosto do neto.

– Se existe a possibilidade de você ser deposto, Naruto... – Murmurou em tom baixo. – Ela existe por esse tipo de pensamento. – E o olhou. – O pai dele foi exposto a situações muito piores do que você está sendo hoje, e sempre cumpria suas obrigações com boa vontade e um sorriso no rosto. Então, pare de reclamar. – Naruto não conseguiu responder, e o fato fez o conselheiro suspirar longamente. – Vamos.

~

Sasuke e Sakura chegaram à Torre o mais cedo possível, depois de mandar ao rei uma carta de aceitação. Por estar extremamente frustrada com o marido e sua teimosia, a duquesa fez questão de acompanhá-los com a desculpa de “ajudá-los na arrumação do quarto”, apenas para irritar o esposo.

Sasuke já tinha um quarto; costumava passar suas estadias no palácio, numa acomodação militar próxima às acomodações do rei, mas como ele e a esposa eram convidados, Naruto os havia posto em um só quarto, que era convenientemente próximo ao da rainha.

Os Uchiha imediatamente decidiram visitar os parentes, mas ao chegar aos aposentos dos conselheiros, foram avisados que a senhora de Itachi havia seguido para a cozinha. Aparentemente, o marido havia feito questão de cumprir desde muito cedo os seus deveres como conselheiro – provavelmente pela inconveniente dança, justamente com o homem que havia sido motivo de discussões posteriores – e ela se recusava comer sozinha. Portanto, seguiu para fazer companhia às cozinheiras. – Isso é realmente surpreendente. – Sakura observou enquanto seguiam uma criada para o novo quarto. – A Kasumi-san. A maioria das damas da sociedade que conheci desprezariam a ideia de comer com empregados. – Mikoto revirou os olhos.

– Não conheceu muitas damas decentes, imagino. – O rosto da rosada corou levemente. – Eu ajudei a criar Kasumi, é claro que ela não teria esse tipo de preconceitos.

– Você está sendo modesta, minha sogra. – A esposa de Itachi surgiu em frente a eles, surpreendendo-os. – Não “ajudou” a criar-me. Praticamente me criou. Eu não seria quem sou, se a duquesa não tivesse aparecido. – Ela curvou-se à sogra, que sorriu.

– Ora, querida... Como você está? – Mikoto a abraçou sem cerimônias.

– Francamente... Você não cansa de envergonhar o meu irmão?! – Embora a frase fosse definitivamente revoltosa, Sasuke sorriu, e também abraçou à cunhada. Por cumprimentá-la apenas com um acenar tímido, Sakura sentiu-se uma intrusa.

Os Uchiha definitivamente eram uma boa família, uma família comum – pelo menos tão comum quanto uma família rica poderia ser –, e consideravelmente feliz. Todos se encaixavam em seus devidos lugares, todos cumpriam seu papel perfeitamente: Fugaku, Sasuke e Itachi eram homens corajosos, fortes, inteligentes e admiráveis; Mikoto e Kasumi eram damas distintas.

A senhora Uchiha, mesmo sendo uma agregada da família, além de ser extremamente amada pelo marido, também era vista como filha por Mikoto, como irmã por Sasuke e, Sak sabia, era consideravelmente respeitada por Fugaku. Enquanto ela própria não passava de uma simples “obrigação”. – Você não quer ir? – Sasuke questionou repentinamente, tirando-a de seus devaneios.

– Perdão?

– Kasumi está nos convidando para um chá. – Ele explicou com a voz moderada. – Você não quer ir?

– E- Eu quero! – Ela se apressou em aceitar, e sorriu para a cunhada ansiosamente. – É- É claro que quero! Muito obrigada pelo convite. – Fez uma mesura educada à Kasumi, que sorriu gentilmente.

A senhora de Itachi dispensou a criada, dizendo-a para levar os pertences do novo casal Uchiha até suas acomodações e garantindo que mais tarde ela própria os levaria até lá.

Eles estavam seguindo para uma saleta qualquer nos aposentos dos conselheiros, quando repentinamente o corpo da senhora Uchiha paralisou, simplesmente, no meio do corredor. – Aconteceu alguma coisa, querida? – Mikoto questionou-a cautelosamente, mas ao se aproximar, surpreendeu-se com a presença de um homem desconhecido.

Era um mascarado; trazia consigo um saco grande, aparentemente pesado, mas a imagem do homem só ficou ali por um segundo, já que ele curvou a fronte educadamente e tornou a andar para a direção oposta da família.

~

Hinata estava exausta, de corpo e mente, e não conseguia sequer cogitar a possibilidade de abrir os olhos.

Seu corpo doía insuportavelmente, assim como sua cabeça; ela não conseguia se mexer, nem pensar em se mexer. Em dezesseis anos de vida, nunca havia sido tão preguiçosa. – Até mais... – Uma voz conhecida disse ao longe.

Alguém se aproximou lentamente; mesmo de olhos fechados, ela conseguia saber pelo calor que gradativamente ficava mais próximo, e então, sentiu uma doce pressão sobre seus lábios.

Embora ainda estivesse sonolenta, Hinata não quis permitir que ele se afastasse, e quando o sentiu deixar seus lábios, agarrou-o pelo rosto. – Não... – Murmurou atordoada, e Naruto sentiu o rosto enrubescer.

Ele não queria, de maneira nenhuma, acordá-la. Ainda não sabia como encará-la, depois da noite passada, então simplesmente tentou se afastar cautelosamente, e viu-a abrir os olhos.

Hinata enrubesceu no instante em que enxergou os olhos azuis presos ao seu rosto, provavelmente por concluir que ele a beijara de maneira tão furtiva. E após longos segundos olhando um para o outro, ela se sentou na cama, escondendo o corpo nu com os lençóis, e ajeitou os cabelos para trás da orelha. Nenhum dos dois sabia o que dizer, mas nenhum dos dois queria ficar em silêncio. Tentaram falar coisas banais, mas abriram os lábios juntamente, e também se calaram juntamente. “O que ia dizer?” perguntaram um ao outro, ao mesmo tempo, e também sorriram juntos.

– Isso está começando a ficar estranho. – Naruto observou; coçou a nuca e desviou os olhos, constrangido.

Hinata ajeitou – desnecessariamente – uma mecha de cabelo, e sorriu timidamente enquanto olhava para baixo. – Eu sinto muito... – E o silêncio voltou a se fazer.

Hina sentia seu coração bater cada vez mais alto e acelerado no peito, e Naruto mal conseguia pensar. Numa tentativa de coragem, ele tentou olhá-la nos olhos, e bastou que enxergasse os grandes orbes de pérola para sentir o coração queimar.

Quase sem pensar, ele tornou a se aproximar; fê-lo lentamente, como se estivesse em transe; sentou-se ao lado da esposa, alisou as madeixas azuladas, puxou o rosto de porcelana gentilmente e beijou-lhe com carinho extremo.

Sentiu-a sorrir entre seus lábios, e não pôde evitar sorrir também. – O que foi? – Ela deu os ombros, e ele afastou o rosto milímetros. Alisou as faces rosadas e fitou seus olhos fixamente. – Está feliz? – O rosto dela queimou, e os olhos perolados desviaram-se para qualquer canto, tamanho constrangimento.

Naruto levou um minuto inteiro para perceber que a ação se dava à vergonha, e não ao incômodo, e ficou aliviado quando notou. – Sobre ontem... – Bastou lembraremse do ocorrido e ambos sentiram-se nervosos. Os olhos de Hinata tornaram a fitar os seus, mais ansiosos do que nunca.

– S- Sobre ontem...? – Ela instigou, e ele constrangeu-se ainda mais.

Naruto levantou-se, porque não conseguia simplesmente olhar nos olhos dela enquanto falavam daquilo, não podia olhar nos olhos dela sem se lembrar da noite passada. Ele coçou a nuca, atordoado, e tentou recompor seus pensamentos. – Foi repentino, então... – Sentia o rosto queimar. – S- Se eu te machuquei... Ou se você se sentiu obrigada àquilo... – Seu coração palpitou quando sentiu os dedos dela envolverem seu pulso, e quando virou o rosto de canto, pôde vê-la ao seu lado.

Parando para pensar, ela sempre estava ao seu lado.

Naruto imaginou que seria terrivelmente solitário para ele, ficar tão longe, por tanto tempo. – Eu estou bem. – Ela o garantiu. – Realmente estou... Feliz... – Entrelaçou os dedos aos dele, e o coração de ambos palpitou.

Quando Hinata tornou a olhar nos olhos do marido, tinha as faces docemente avermelhadas. -... Não me olhe assim. – Por um minuto, ela se sentiu o estômago congelar; sentiu-se desprezada. Mas então ele prosseguiu: — Se me olhar assim, eu não vou conseguir ir. – E foi como se o peso sumisse de seus ombros, simplesmente porque ele, assim como ela, queria ficar ao seu lado.

–... Eu não quero que vá... – Ela confessou, e se arriscou se aproximar ainda mais; sentiu-o puxá-la pela cintura.

– Eu não quero ir. – Ele tocou a testa na dela. Hina sorriu, e alisou suas faces.

– Mas você deve ir. – Naruto anuiu. – É o rei, afinal.

– E você é a rainha... – Hina sentiu o rosto enrubescer. Pela primeira vez, “ser a rainha” parecia ser real, porque ela realmente, finalmente, havia se tornado a esposa de Naruto Uzumaki.

–... Gostaria que eu estivesse ao seu lado? – A pergunta o atordoou, porque a resposta era óbvia. Só então, ao ouvi-la questionar, ele percebeu que Hinata não entendia sua própria importância para o marido.

Mas então alguém entrou ao quarto.

Jiraya sorriu abertamente ao vê-los tão próximos. – Eu lamento atrapalhar, vossa majestade, mas tudo já está pronto. – Ele avisou aos jovens, e Hinata nunca odiou tanto o fato de terem sido interrompidos.

– Me dê dez minutos. – Ele pediu ao avô, ansioso.

– Eu já te dei dez minutos para se despedir, e você já se despediu. – O velho cruzou os braços e se acomodou em uma das paredes. – Conheço sua libido, rapaz. Sei que se não sair agora, não vai mais sair. – Hinata enrubesceu diante a insinuação.

– Avô! – Naruto soou reprovativo. – Por favor, deixe-nos! – Mas Jiraya estava muito feliz por ser novamente chamado de “avô”, e recusou prontamente.

– Se quer se despedir, faça na minha frente. – Naruto suspirou longamente, exasperado, e tornou a olhar para a esposa.

Ele estava irritado, mas tentou sorrir para ela; tornou a alisar seu rosto, beijou-lhe a testa e murmurou: – Eu queria que você estivesse ao meu lado... – contra a pele dela, num tom que apenas a moça poderia ouvir. – Sempre quero que esteja... – Ela ergueu os olhos para fitar o rosto dele, e foi surpreendida por mais um beijo.

Um beijo doce, calmo e triste. Triste para os dois, já que passariam tanto tempo longe um do outro.

Um beijo que certamente se tornaria “algo mais”, se Jiraya não estivesse saturado pela espera e arrancasse o neto do quarto.

~

Mikoto não gostava de pensar em si mesma como uma pessoa “controladora”. Ela não gostava desse termo, mas tinha que admitir: era muito preocupada, e às vezes até intrometida sobre os assuntos de seus filhos.

Bastou passar boa parte daquela tarde ao lado de Itachi e Kasumi para entender que eles não estavam se dando bem, e isso a preocupou.

Mikoto e Kasumi haviam passado o tempo inteiro, durante a visita da duquesa à Torre, juntas. Haviam deixado o mais novo casal Uchiha para se ajeitarem, sozinhos, em suas acomodações, pois imaginaram que eles precisavam de paz.

A duquesa havia contado, com detalhes, todos os acontecimentos desde o retorno de Fugaku à mansão Uchiha, mas nem por um segundo a nora pareceu dar-lhe atenção. Ela estava simplesmente desligada.

Não conseguia manter um mesmo assunto por um tempo longo o bastante, não conseguia se concentrar nas conversas, sequer podia prestar atenção na filha, muito menos no marido.

Itachi também não tinha ficado muito tempo perto delas, apenas o suficiente para ser educado com a mãe, e embora tivesse usado o trabalho como desculpa, a duquesa pôde perceber que era mais que isso.

Ele simplesmente queria se afastar da esposa, e aquilo não podia ser bom. Especialmente porque Kasumi não parecia se importar muito.

Tudo fez sentido quando ela abordou, enquanto sozinhas, um assunto que jamais falaria normalmente. – Mikoto, o homem responsável... Responsável pela morte da minha família... Você sabe como ele se chamava? – Para início de conversa, Mikoto estava ciente de que Kasumi nunca aceitara os Nohara como sua verdadeira família. E ela imaginava que a garota não julgasse Obito como culpado, mas nunca tinham falado abertamente sobre o assunto, então ela preferiu ser evasiva.

– Ora, por que diz isso? – A duquesa estava visivelmente nervosa, e embora geralmente Kasumi fosse muito boa em reparar esse tipo de reação, ela não estava em seus melhores dias.

– Eu soube que ele era um Uchiha. – A mais jovem contou enquanto bebericava do chá. – Acho que ouvi dos conselheiros, então pensei que soubesse. – Mikoto forçou uma risada.

– E depois de tanto tempo, para quê quer saber disso? Vai buscar vingança? – A moça hesitou um tanto antes de negar; Kasumi pousou a xícara de chá sobre a mesa e fitou à sogra com seriedade.

– Eu... – Ela estreitou as sobrancelhas, e baixou os olhos. -... Kakashi me disse que logo é aniversário da minha irmã... Então, eu...

– Não minta para mim. – Mikoto pediu com a voz tranquila; quando Kasumi ergueu os olhos, viu seu rosto escondido pela xícara. – Eu sei que você não se importa com aquela família, mesmo que eu já tenha dito que eles são sua família... Então seja sincera, e me diga o que está acontecendo. – Mas ela não podia dizer. Mikoto pousou a xícara sobre a mesa. – Você pode me dizer tudo... – Afirmou, pôs as mãos sobre as da nora e sorriu-lhe como se pudesse exalar confiança.

–... Eu acho que meu pai está aqui. – O murmúrio dela foi tão baixo, tímido e assustado que poderia se confundido com o de uma criança.

–... O que disse? – Mikoto sentia seu corpo paralisar gradativamente.

– Por mais que eu tente me aproximar dele... Por mais que eu tente falar com ele, sempre está se esquivando, e eu... Eu não aguento isso, Mikoto. – Kasumi respirou fundo para controlar as lágrimas que sempre surgiam, quando pensava no assunto. – Eu não aguento, porque pra mim... Não importa o quanto neguem, ele é o meu pai!

– Kasumi, acalme-se... Eu realmente não estou entendendo.

– Aquele homem em que esbarramos no corredor... Aquele que usava máscara... – A moça colocou as mãos sobre o lado direito do rosto. – Meu pai tinha cicatrizes no rosto... – Os olhos castanhos se estreitaram. – Ele costumava a usar máscaras para fazer trabalhos... Esse homem, o tal Tobi... Ele é mercenário, assim como meu pai provavelmente foi, e os seus olhos... Seus olhos são tristes, solitários... – O coração de Mikoto despedaçou-se, e Kasumi sorriu tristemente. – Estão em agonia contínua, como os do meu pai. – A duquesa levantou-se repentinamente, assustando a nora; ela virou de costas, e limpou as lágrimas discretamente.

– Eu não quero mais ouvir. Você brigou com Itachi por essa besteira, não é? – A nora baixou os olhos. – Pois então ajeite seu casamento, e pare de pensar em besteiras. – O silêncio se fez por um longo minuto, antes de Mikoto sair, sem se despedir.

Ela seguiu atordoada, quase perdida, pelos corredores da Torre, mas sentiu o corpo paralisar quando mais uma vez topou com aquele mesmo homem.

Ele estava de costas, encostado em uma janela, olhando fixamente para o jardim, exatamente como Obito costumava a fazer na mansão Uchiha, anos atrás, quando discutia com Madara. – Obito... – Quase inconsciente, o rosto do homem virou em sua direção, e só ao vê-la ele pôde perceber a grande besteira que havia cometido.

Tentou se levantar, fazer uma mesura e torceu que ela não percebesse – embora sinceramente duvidasse de algo assim. – Eu sou Tobi. – Disse com convicção, mas não foi o suficiente para enganá-la.

– O que você faz aqui? – Ele suspirou, exasperado, por ser ignorado. – Quando você sumiu, àquela noite... Eu pensei que-...

– Você está me confundindo, duquesa. – Mikoto hesitou. Mal podia acreditar que ele estava tentando enganá-la. Justo ela, que tanto o havia ajudado! Justo ela que havia estado ao seu lado nos momentos mais difíceis de sua vida!

Aquilo a irritou. Mikoto estreitou os lábios e franziu o cenho. – Eu compreendo que esteja tentando evitar Kasumi, mas eu sou sua irmã! Pelo amor de Deus, Obito, nós crescemos juntos. Eu ajudei a criá-lo! – Ele baixou os olhos.

– Como eu disse, a duquesa deve estar se confundindo...

–... Está dizendo que não é o meu irmão?

– Sequer sou do país do Fogo. – Mentiu. – Cheguei com meu mestre, o príncipe Nagato.

– E como sabe que sou duquesa? – Ele paralisou; praguejou em voz baixa e respirou fundo para se controlar. – Obito...

– Eu não sou Obito Uchiha! – O mascarado exclamou. – Eu não sou ninguém, então, por favor...

– Você é o meu irmão. – Ele se calou. – Você é um egoísta, Obito, e sei que fez coisas terríveis... Com a Kasumi, e com outras pessoas... – Ela baixou os olhos. – Mas não importa o que diga ou faça, sempre vai ser meu irmão. – Sorriu. – Você é Obito Uchiha... Meu pequeno irmão egoísta...

– Como eu disse, duquesa. – Ele a interrompeu. – Eu não sou seu irmão. – Garantiu, antes de se apressar em afastar; paralisou imediatamente, ao ver Kasumi Uchiha escondida no mesmo corredor em que havia entrado.

–... Papai-... – Mas ela se calou antes de terminar qualquer coisa que fosse dizer, já que ele lançou-lhe o olhar mais frio possível. Tobi não havia feito ruído algum, sobre o encontro, então Mikoto não foi capaz de percebê-la; o homem apenas balançou cabeça com censura, e tornou a andar como se nada tivesse acontecido naquele corredor.

Kasumi sentiu o corpo inteiro tremer, e sua cabeça doía insuportavelmente.

As pernas bambearam e ela caiu ao chão, sentada e sem saber o que pensar.

Novamente, ele havia fugido.

~

Naruto suspirou longamente; tirou o casaco e afrouxou a camisa. Tudo parecia tão quente, dentro daquele maldito cubículo nojento...!

Seu ouvido zunia insuportavelmente; sua pele parecia pegajosa, seu corpo começava a tremer e ele sentiu-se hiperventilar.

Por que ele estava naquela maldita carruagem claustrofóbica?!

Jiraya e Nagato conversavam sobre qualquer coisa que ele não conseguia ouvir – e francamente, mesmo se conseguisse, não estaria interessado. Pelo menos até então, Naruto estava fazendo um bom trabalho em não deixá-los perceber seu pânico.

O rei fechou os olhos e respirou fundo, tentando seu máximo para se acalmar.

Tentou lembrar-se de Hinata, pois Hinata costumava acalmá-lo.

Sua pele, seus cabelos, seus lábios... Seu corpo. Os sorrisos que ela lhe oferecia, o jeito como lhe falava... Não precisou de muito esforço para se lembrar da noite passada; das respirações mescladas, o roçar de peles... Os beijos, os gritos, sua voz...

– Eu te amo...!

A lembrança o fez estremecer. “Eu te amo”, foi o que ela tinha dito... “Eu te amo”, foi o que ela disse entre suspiros, gemidos e gritos. “Eu te amo” foi o que ela disse enquanto ele a amava.

Se estivesse em si, naquele momento, o que ele teria respondido?

A carruagem pulou de repente, e ele tornou à realidade; agarrou-se ao banco, pálido; sentiu o estômago revirar e ouviu alguém gritando “pare!”.

Demorou um minuto para perceber que era ele quem gritava, feito um louco.

O cocheiro obedeceu, e em um milésimo ele estava fora do transporte; foi até os cavalos e soltou um sem avisos nem cerimônias. Não era sua Sophia, mas pelo menos não era uma carruagem. – Naruto! – A voz de Jiraya soou com preocupação sincera. – O que diabo está fazendo, garoto?! – Sem esperar o cavalo ser selado, o loiro montou.

– Nós vamos passar a noite em uma hospedaria, não é? Vou segui-los a cavalo, uma vez que estou entediado. – Jiraya fez uma careta reprovativa, mas Nagato apenas sorriu; ele cruzou os braços e observou o rapaz atentamente.

– Falta um bom pedaço, vai mesmo a cavalo? Pode acabar com muitas dores.

– Sou um bom cavaleiro.

– Bom, já que é assim... – O ruivo seguiu até os cavalos, e assim como o rei, libertou um deles da carruagem antes de montá-lo. – Irei acompanhá-lo. – Naruto franziu o cenho de maneira duvidosa. – Eu conheço bem o caminho.

– Ei, ei... Não podem chegar ao país das Águas montados a cavalo!

– Essa coisa ainda tem três cavalos. – Naruto deu os ombros. – Pode muito bem ser conduzida até a hospedaria. Antes de chegar à cidade imperial do país das Águas, prometo entrar, avô. – Pela expressão do velho homem, ele não parecia agradar-se muito com a ideia, mas ainda assim concordou. – Onde estão os guardas?

– Verificando os arredores.

– Quando terminarem, mande três deles para nos seguir, e o resto fica com a carruagem. – O mais velho concordou, e lá foram os dois últimos homens da família Uzumaki, seguindo em frente, sós.

~

Não era muito tarde, mas o suficiente para Obito sentir-se cansado depois de um dia realmente cheio.

Ele foi até o quarto particular – onde se trancou – que Nagato lhe cedera ansiando por um banho longo e relaxante, amargando o reencontro com a irmã depois de tantos anos.

Obito sinceramente amava Mikoto. Mais que como uma irmã, ele a amava como uma mãe, como uma cúmplice.

Após trancar-se no quarto, se apressou em despir-se, antes de tudo, da máscara; encarou a seu rosto no espelho e se lamentou pelo tempo, pelas tragédias que se deram desde a separação da irmã.

Mikoto era seu apoio, sua conselheira. Sempre sua cúmplice.

Era a única pessoa que poderia ter saudades, da família Uchiha.

Mas ele não podia se reaproximar. Simplesmente não podia envolvê-la; estava ciente de que ela jamais o delataria, mas também sabia que, se desconfiasse de seus objetivos, tentaria convencê-lo a não buscá-los.

Ele suspirou longamente; bagunçou a cabeleira negra e virou-se, pronto para se despir, quando algo lhe chamou atenção.

Uma respiração baixa e discreta, que qualquer um que fosse minimamente menos experiente do que ele não perceberia. O rosto de Obito ficou sombrio.

Ele puxou um canivete modesto que costumava guardar na bota e sem hesitação, seguiu até o armário; abriu a porta repentinamente, e sem esperar, nem olhar, puxou o intruso de lá. – Essa é um péssimo momento, criança-... – Mas se calou ao ver os trêmulos olhos castanhos encarando seu rosto. -... Kasumi...

– Papai...! – Ele enrijeceu, e empurrou-a contra a parede. – Eu sabia! Eu sabia que você-...

– Calada! – Ele comandou em voz alta. – Entrando no quarto de um homem... – Ele bufou. – Enlouqueceu?! Você é uma mulher casada!

– Eu precisava vê-lo, eu precisava ouvi-lo... Papai, eu precisava saber! – Ele estreitou os olhos.

– “Papai”, “papai”, já lhe disse um milhão de vezes, garota: você não é minha filha! – Disse a última frase lentamente; estava tão furioso que seus olhos cintilavam de ódio. Kasumi tremia, e ele riu ao perceber. – Uma garota fraca, insuportável, medrosa e imatura! Como poderia ser minha filha?

– Você está mentindo! – Ela praticamente gritou. – Todos dizem que eu sou filha daquelas pessoas, dizem que você os matou... Mas eu sei que é mentira, papai! Eu sei que é mentira! – Os lábios dele formaram linha reta.

– Sim, é mentira. – Ele concordou. – É mentira que eu matei os Nohara, mas você de fato é um deles. – Ela paralisou.

– Então... Por quê-...

– Por quê? – Ele riu. – Porque você é a culpada... – Ele apertou os braços dela, tão forte que ela encolheu-se. – Você é a culpada pela morte da Rin. – Ele disse com os dentes cerrados. – Se não fosse por você... A sua... – Cerrou os olhos negros. – A sua... – Ele sentiu seu estômago revirar, e ela sentiu seu coração sangrar. – Se você não existisse, a Rin ainda estaria aqui. – Kasumi simplesmente não conseguiu responder. Obito desviou os olhos para um canto qualquer. – Rin se sacrificou por você... – Estreitou as sobrancelhas. – Para te salvar, ela...

– Então, porque você me tirou de lá?! – Ela berrou entre lágrimas. – Se você queria se vingar, deveria ter me deixado, devia ter me deixado morrer!

– E fazer o sacrifício da Rin ser em vão?! Nunca, jamais! – A Uchiha tentou se esquivar; mas ele não permitiu.

– Pois eu acho que você está mentindo! – A moça exclamou. – Eu acho que está mentindo, por algum motivo!

– E porque eu mentiria sobre sua paternidade, mas não sobre o incêndio?! – Ela enrijeceu. Obito a segurou pelo queixo, firmemente, e encarou-a. – Eu não sou seu pai. – Tornou a afirmar friamente. – O único motivo de eu salvá-la, naquela noite, foi a Rin. E o único motivo de eu levá-la naquela noite foi porque eu a odiava, odiava seu pai, especialmente. – Kasumi estreitou as sobrancelhas, mas embora tentasse parecer forte, sentia que poderia desabar a qualquer momento. – O Nohara sempre me achou... “Errado”, para a filha dele... Sempre me considerou... Inapropriado. Então, no fim... – Ela tremeu ao senti-lo acariciar seu rosto, porque aquele não era seu pai. Não era o pai gentil e atencioso que ela tanto sentia falta. – Decidi que... Em um castigo pior que a morte, ele poderia ver a filha privada de toda a educação que ele dizia faltar em mim.

–... Isso... É mentira... – Foi o que ela conseguiu balbuciar. – Por que não para de fugir...?! Você é o meu pai... Você me amava, e sempre foi gentil...

–... Acha mesmo que se eu te amasse... Se eu ao menos gostasse da sua companhia... Acha mesmo que eu permitiria que fosse levada? – Ela não conseguia pensar em nada para dizer, mas sentia as lágrimas escorrendo por seu rosto. – Eu não permitiria.

–... Mentiroso. – Obito estreitou os olhos. – Não importa o que você diga... Eu nunca vou acreditar. Porque, se você não é o meu pai... Eu estou sozinha. – Ela sorriu tristonha. – E você está sozinho.

– Basta! – Ele gritou furioso. – O que sabe sobre mim, garota?! Absolutamente nada! De onde eu vim, ou quem eu sou, ou o que faço... Absolutamente nada.

– E isso simplesmente não importa! – Ela exclamou em resposta. – Tudo o que importa é que você é o meu pai! – Ele bufou.

– Teimosa, igualzinha... – Balançou a cabeça, afastando o pensamento; soltou-a, foi até a máscara e tornou a vesti-la.

– O que vai fazer? – Ele não se importou em respondê-la; apenas se aproximou novamente, puxou-a pelo antebraço e juntos, saíram do quarto. – E- Ei! Solte-me, se alguém me vir saindo daqui...

– “Você colhe o que planta”, já ouviu essa frase? – Kasumi continuou tentando se esquivar, e as tentativas ficaram mais violentas, quando notou que ele a levava até a sala dos conselheiros.

– Por favor, não! – Ela murmurou em voz baixa, mas ele riu cruelmente antes de bater na porta.

Um segundo se passou antes de Kakashi abri-la, e ele simplesmente empalideceu, ao vê-los naquela situação.

Com o ombro, Obito o empurrou; ele adentrou sem nenhuma cerimônia, e jogou a esposa de Itachi em sua direção.

O conselheiro ficou francamente atordoado com o acontecimento. – Cuide melhor da sua esposa, para que ela não volte a invadir o quarto de desconhecidos. – Kasumi apertou os punhos, e Itachi sentiu o chão sumir.

Obito não ficou para ver o resultado de suas insinuações; apenas encarou a morena mais uma vez, antes de sair com passos pesados.

Kasumi olhou para o marido com hesitação, e viu que Itachi estava simplesmente em choque. – I- Itachi... – Ele ergueu a mão, fazendo menção para que ela se calasse. – Não é-...

– Eu não me importo! – Ele gritou tão alto que Kakashi, instintivamente, entrou no meio do casal. – Eu me cansei disso, Kasumi! Cansei! Se você quer mesmo me enganar, vá em frente. – Ele ergueu a mão em direção à porta. – Afinal, esse casamento é uma obrigação, não é? Por que minha família te acolheu, você pensou que precisava contribuir a gentileza... Então se casou!

– Eu não-!

– Eu já mandei calar a boca!

– Itachi... – Kakashi tentou acalmá-lo. – Ela está grávida. – Ponderou, mas Itachi simplesmente balançou a cabeça, atordoado.

– Eu me cansei. – Tornou a dizer. – Estou... Exausto. – E recuou. – Talvez você realmente devesse voltar à Uchiha. – Murmurou antes de se afastar.

– Não... – Ela tentou se aproximar. – Por favor, Itachi... Eu quero ficar aqui, com você... – Mas ele negou.

– Eu não aguento mais isso, Kasumi. Estou cansado... Desse jeito, só vamos discutir mais e mais. Você está grávida, e... – Ele suspirou. – Eu vou falar com minha mãe. – Murmurou para si mesmo, e passando por Kakashi e Kasumi, ele retirou-se da saleta.

– O que aconteceu lá, Kasumi? – Kakashi questionou quando tudo ficou vazio.

–... Você sabe, não é...? Que aquele é o meu pai. – O Hatake baixou a fronte, mas não conseguiu negar. – Ele me disse coisas horríveis. – Ela fungou; sentou-se no chão e encolheu-se, chorando alto. – Eu estou cansada... Estou confusa... E agora que o Itachi me quer longe, estou simplesmente... Sozinha.

–... Kasumi... – Ele alisou os cabelos castanhos. – Você não está sozinha. – Garantiu, carinhosamente. – Você tem Mikoto, Sasuke... O Itachi está irritado agora, mas logo...

– E por que você está aqui?! – Ela questionou com rispidez repentina. – Por que está aqui, tentando dizer alguma coisa? – Os olhos castanhos ergueram-se, frios. – Eu não quero ser consolada por você. Nem gosto de você, e sei que também não gosta de mim. – Ele baixou a cabeça. – Saia. – Ela murmurou entre dentes. – Saia, agora! – Exigiu, e levou um segundo para ele se levantar.

– Você não está sozinha. – Ele tornou a afirmar, antes de sair da sala, mas ela imaginou que aquela era uma mentira tão grande, que talvez nem ele acreditasse.

.

Obito sentia cada músculo de seu corpo estremecer, e um banho gelado era simplesmente tudo o que ele poderia querer.

Deve ter ficado horas sentado naquela banheira, em silêncio, amargando toda aquela situação, sofrendo com toda essa situação. Mikoto e Kasumi em um dia só, não podia pensar em nada pior.

Quando retornou ao quarto, banhado e vestido; estava disposto a desmaiar na cama, mas aquele se tornou um sonho impossível quando enxergou um intruso nada discreto.

Kakashi estava em pé, em frente à penteadeira, encarando a máscara cinzenta que ali descansava. – Como você entrou aqui? – Foi o que Obito perguntou para que ele notasse sua presença.

O Hatake virou-se lentamente, encarou-o e a raiva em seus olhos era clara. A raiva dele o fez sorrir, e o sorriso de Obito foi o estopim para a fúria do soldado.

Kakashi avançou, frustrado, contra o rival eterno; empurrou-o contra a parede e agarrou seu pescoço, furioso. – Eu sei o que você sente... – Ele murmurou entre dentes. – Sei que você pensa que merece ficar sozinho, depois do que aconteceu com a Rin... Por que eu também penso assim. Mas o que você infernos você tem na cabeça, o que pensa que está fazendo, torturando a sua filha daquela maneira?!

Notas finais
Sim, pessoal. Obito, de fato, é pai da Kasumi. Eu espero que vocês tenham compreendido isso, mas vou explicar nas notas, da mesma forma... O negócio é o seguinte: Obito e Kasumi são pai e filha, mas poucas pessoas tem conhecimento disso; eles passaram a infância da mocinha juntos, mas se separaram por dado motivo. Ela foi levada para Konoha e influenciada a acreditar que o Obito não era o seu pai, e sim o assassino de seus pais; ela nunca chegou a acreditar.. .Pelo menos até então. q bem, se vocês não entenderam, eu vou tentar deixar as coisas mais explicadas. u.u Eu prevejo pessoas preocupadas com Kasumi e Itachi. Eu sinto muito por minha personagem ser tão cabeça dura, pessoal, mas prometo que uma hora isso passa... Err... Não tivemos muitas cenas hoje, mas vou citar, também, a cena de despedida do Naruto e da Hinata. Francamente, no início eu não ia escrevê-la; tava pensando em fazê-lo sair de fininho, mas eu até que gostei do resultado... Naruto definitivamente não é o tipo de pessoa discreta. Talvez um pouco tímido com a Hina, mas definitivamente não é discreto. q mais uma vez, agradeço aos que comentaram, aos que mandaram recomendações... Vocês realmente são incríveis, realmente me encantam e me animam. Eu lamento não ter mais tempo para respondê-los. E, mais uma vez, me desculpo por atrasar o post... ;0; Vinte anos na cara e ainda não consigo administrar meu tempo. u.u Revoltante. Enfim! Obrigada, pessoal! Por tudo!