The Killer

38 XXXVII - Recuperação (parte I)


Notas iniciais
Boa leitura!
PS: me explico nas notas finais :)

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XXXVII — Recuperação (parte I)

Uma semana depois...

Narração: Swan

-Animada?

-Nossa... — ri. — Finalmente vou sair daqui!

Duas semanas dentro daquele hospital havia acabado comigo. Mas também foi o suficiente para o medico tirar meus pontos, agora eu podia me mover com menos cuidado... E nem doía mais! Sentei-me na cama e joguei as pernas para fora. Edward entrou entre elas.

-Finalmente você vai para casa. — sorriu torto, feliz com a idéia. Mergulhei em seus olhos, deliciando-me com a sensação de leveza.

-Sua casa. — coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha. Ele levantou meu rosto com o dedo indicador.

-Nossa. — corrigiu-me. Dei de ombros, não me importando com o pronome possessivo. Edward pigarreou. — Seu pai trouxe as coisas que você pediu. — e revirou os olhos. Alisei seus ombros.

-Que bom, isso é muito bom! — sorri afastando-o só para eu descer da maca.

-Não entendo. — Edward disse num tom indignado. Olhei por cima com ombro, só para vê-lo com os braços cruzados. — Você tem que descansar!

-E eu vou! — coloquei as mãos na cintura, fitando-o com determinação. — Mas eu posso descansar enquanto revejo seu caso... Eu posso fazer muitas coisas ao mesmo tempo!

-Ah pode? — lançou-me um sorriso malicioso. Assenti mordendo os lábios. Deu um passo a frente. — Então, mostre-me!

Balancei a cabeça negando e tornei virar-lhe as costas, indo para o pequeno banheiro. Assim que eu abri a porta, seus braços enlaçaram meu corpo com extrema delicadeza. Roçou a barba por fazer em pescoço, arrancando um suspiro meu. Tinha que confessar: eu estava amando a barba dele assim! Mas eu sabia que assim que tivesse oportunidade, ele daria um jeito de ficar com a cara limpa novamente.

-Tenho que tomar banho. — murmurei apoiando a cabeça em seu ombro. Edward inspirou profundamente o cheiro de minha pele.

-Me deixe...

-Nem pensar! — falei firme. — Eu e você, dentro de um banheiro... Acha mesmo que eu iria tomar banho!?

-Claro que ia... Eu iria ajudá-la, sua ingrata! — riu. Afastei-me dele, antes que eu resolvesse ceder a seus pedidos.

-É... Depois de se satisfazer, não é mesmo? — ele apenas sorriu torto. -Tire o cavalo da chuva, não vai rolar! — Edward pulou na maca e deitou-se com as mãos na nuca e soltou um suspiro dramático.

-Ok. — e sorriu cinicamente. Hesitei na porta do banheiro, com um pé para dentro e outro para fora do cômodo. Edward comia-me com os olhos verdes intensos.

-Faria um favor? — pedi batucando as unhas na parede do minúsculo banheiro.

-O que quiser. — e esperou pacientemente. Soltei o ar devagar.

-Chame uma enfermeira para me ajudar a vestir? — pedi mastigando o lábio inferior. — Você sabe, o medico disse para eu não abusar dos movimentos... E vestir a camiseta será um sofrimento!

-Não precisa, eu ajudo. — arregalei os olhos, fazendo-o soltar uma risadinha maliciosa. — Que foi, amor? Está com vergonha de mim agora?

-N-não... — gaguejei.

-Saiba que eu já vi tudo que está por baixo dessa camisola descartável... Com a luz acessa ou apagada! — umedeci os lábios.

-Tudo bem, tudo bem... Você me ajuda. — me rendi e entrei no banheiro.

-Estarei contando os minutos... Se você demorar, vou saber que está brincando sozinha! — fechei a porta, ignorando seu ultimo comentário.

Desamarrei as tiras da camisola e a joguei no chão. Fitei meu corpo nu por um instante. Eu não era de tomar sol e nunca fui bronzeada, mas eu me sentia branca demais! Alisei o curativo. Ainda estava sendo obrigada a usar curativo... Na verdade, eu não era mais obrigada, mas sentia-me segura assim. O medico não me contrariou! Entrei no box e liguei o chuveiro. Estremeci quando o primeiro jato de água, que estava fria, entrou em contato com minha pele quente. Lavei os cabelos e lavei-me sem pressa. Foram minutos tranqüilizadores aqueles... Não tinha ninguém atrás de mim, não estava em um hospital, minha vida estava tranqüila como num sonho... Abri os olhos, cansada e decepcionada. Aquela não era minha vida! Desliguei o chuveiro, enrolei uma toalha nos cabelos e vesti o roupão felpudo. Sequei os pés e sai do banheiro. Assim que abri a porta, Edward bocejou e pestanejou preguiçosamente. Sorri.

-Cansado? — perguntei gentil. Ele se sentou na maca, coçando os olhos como uma criança. Cruzei os braços e me aproximei.

-Nunca gostei tanto da minha cama. — e sorriu para disfarçar. Peguei uma de suas mãos entre as minhas.

-Está rotina está pesada para você... — sussurei. — Eu disse para...

-Nem comece. — cortou-me. — Já falamos sobre isso, Bella! Eu não vou ti deixar sozinha e desprotegida... Sabe o que pode acontecer! — abaixei a cabeça. — E outra... Vamos para casa hoje, não vamos? — seu tom se suavizou ao atritar meus braços. Assenti. — Então nem adianta querer discutir esse assunto agora!

-Tudo bem. — murmurei baixinho.

-Ei, não se martirize por isso. — ele disse tirando a toalha de meus cabelos. Pensei em protestar, mas o ato seguinte deixou-me sem fala. Como se eu fosse uma criança, Edward começou a secar meus cabelos com gentileza e sem pressa. Massageava meu couro cabeludo como se sempre tivesse feito aquilo. Não pude esconder o fascínio que nasceu em meu rosto. Edward estava se soltando cada vez mais comigo e eu não podia negar que estava fazendo o mesmo com ele. Acabou notando uma diferença em meu olhar e riu sem graça, franzindo a testa e encontrou meus olhos. — O que foi?

-Onde aprendeu...? — minha pergunta morreu antes mesmo de ser formulada corretamente. Ele riu, voltando a atenção para os meus cabelos. Fechei os olhos. Aquilo era bom!

-Quando eu era menor, penteei os cabelos de Alice uma ou duas vezes. — explicou. — Ela me ensinou antes, é claro... Não é algo que dê para esquecer!

-É reconfortante. — cochichei.

-Posso fazer isso quantas vezes você quiser. — cochichou de volta, como se estivesse confiando-me um segredo.

-Jura? — perguntei sentindo o coração acelerar.

-Juro. — prometeu intenso. Abri os olhos e encontrei os seus verdes brilhantes. -Acho que está bom... — sorriu torto, olhando o topo de minha cabeça. — Você fica bonita com os cabelos molhados... Eles ficam meio cacheados!

-Edward... — resmunguei envergonhada.

-É serio! — ele se levantou, ficando rente a mim. Colocou a toalha em cima da maca e descruzou meus braços. Com a respiração profunda e superficial, esperei que ele continuasse. Pelo decote V do roupão ele enfiou suas mãos em cruz, só para escorregar a peça pelo meu corpo, deixando-me completamente nua em sua frente. Seus olhos não saíram dos meus. Edward se virou e abriu a bolsa, tirando duas peças brancas de dentro. Era um sutiã e uma calcinha... Mas parecia ser de um tecido tão delicado e macio, que amei a sensação na pele quando ele me vestiu as duas peças.

-Eu poderia fazer isso sozinha. — sussurei só para ver sua reação. Edward riu.

-Tudo bem, gostosa que não gosta de pedir ajuda, vista a camiseta. — e entregou-me a peça de roupa preta. Não me movi e isso o fez arquear a sobrancelha. Apenas o encarei de volta, rendendo-o um sorriso vitorioso. — Viu? Você precisa de ajuda... Agora para de reclamar, que eu sei que esta gostando...

-Nem morta. — contrariei prendendo o riso.

-Levante os braços devagar. — ele pediu objetivo. Fiz o que pediu lentamente. O curativo repuxou e coçou, mas resolvi não demonstrar. Edward passou minha cabeça pela gola da camiseta e eu fiz o resto do trabalho. Ele retorceu o lábio. -Agora a calça...

Eu podia ter vestido a calça sozinha, mas ele estava tão empenhado em me ajudar que se eu ameaçasse fechar os botões da calça, Edward rosnaria para mim eternamente. Na verdade, eu podia admitir de uma vez por todas, eu estava gostando daquilo! Depois de subir o zíper agilmente, Edward pegou a blusa e foi para trás de mim.

-É tentador ter você ai atrás... — provoquei enfiando os braços nas mangas da blusa. Ele riu.

-Não me provoque, Mentirosa. — e deu-me um tapa estalado na bunda, pegando-me de guarda baixa. — Vira ai! — virei-me. — Agora vamos lhe calçar...

-Edward. — reclamei.

-Eu ouvi alguma coisa? — perguntou ao sentar-me na maca. Balancei as pernas inocentemente. Resmunguei negando. — Foi o que pensei. Vamos, me dê seu lindo pé, Cinderela!

-Isso é patético. — resmunguei, mas novamente ele me ignorou.

E em menos de dois minutos, eu estava devidamente vestida e minimamente apresentável. Desci da maca e passei a alça da bolsa pelo ombro direito. Edward ficou do lado esquerdo e passou o braço por minha cintura. Revirei os olhos. Ele destrancou a porta e a abriu para mim. Meu pai estava apoiado na parede ao lado de fora, com Seth ao seu lado. Não precisei olhar para o rosto de Edward para saber do seu desconforto. Mas eu não podia negar... Por mais que Seth tivesse implantado uma desconfiança inútil em minha cabeça, sabia que ainda o amava como sempre amei. Talvez um pouco mais, talvez um pouco menos...

-Oi gente. — dei um meio sorriso, animada por estar saindo daquele inferno de lugar. Seth se reprimiu e não se aproximou para me abraçar, diferente de meu pai.

-Bella, é bom ver você sorrindo... — e Charlie me embalou carinhosamente entre seus braços. Meus olhos continuaram em meu irmão de criação. Ele estava estranho, meio abatido, triste... Não sentia mais aquele calor em seus olhos que antes me aquecia! O que estava acontecendo com ele!? Charlie se afastou alisando meus cabelos e eu sorri para ele. — Eu e Edward combinamos... — arqueei a sobrancelha. — Que eu vou ti levar para casa.

Não reagi. Bela melhoria eu teria... Saindo de um inferno, para ir para outro!

-É, eu ensinei o caminho da minha casa para ele. — Edward disse afagando minha cintura. Assenti relaxando novamente. Então, não teria nenhum desvio de caminho e isso era bom!

-Ahn... — resmunguei. -Entendi. — devagar, tirei a mão dele que me segurava pela cintura e dei a volta em meu pai, sorrindo para Seth. — Está me evitando? — brinquei de frente para ele.

-Pelo contrario... — respondeu escondendo o riso. — Estava esperando chegar minha vez!

-E o que está esperando agora? — Seth balançou a cabeça em negativa, respondendo a minha pergunta. Ele me abraçou sem força e hesitante, como se estivesse se esquecido de nossa intimidade. Apoiei a cabeça em seu ombro e suspirei. Outra vez, eu desejei ter minha vida de antes de volta... E logo me arrependi! Se eu continuasse naquela vida monótona, eu não teria Edward ao meu lado! Seth esfregou minhas costas suavemente e se afastou, apos depositar um beijo em minha bochecha.

-Estive preocupado com você. — sussurou, lançando um rápido olhar por cima de meu ombro. E eu tive medo de fazer o mesmo!

-Por quê? — perguntei no mesmo tom.

-Como assim "porque", Bella? Você estava numa maca, dentro de um hospital, porque levou uma facada... — revirei os olhos. — Acha pouco? Você quase morreu e não queria que eu me preocupasse!?

-Ate parece que você não sabe que vaso ruim não quebra. — com intensidade demais, ele olhava dentro de meus olhos.

-Vaso ruim não quebra. — ele repetiu acariciando meu rosto. — Mas quem é feito de carne e osso, sangra!

Pestanejei sentindo o coração acelerar. Seth tinha razão, mas eu não queria mais ninguém preocupado comigo... Nem Edward! Por isso, tinha que ser forte, mesmo que estivesse morrendo de dor. Entretanto era difícil fingir, quando qualquer um ao meu redor sabia ler minha expressão como se fosse um livro aberto. Meu irmão de criação se inclinou sobre mim e eu me preparei para recuar, mas ele só depositou um novo beijo em minha outra bochecha. Sorri alisando seu peitoral e me afastei. Em meio segundo, o braço de Edward enganchou-se em minha cintura protetoramente. Pus minha mão sobre a dele, tranqüilizando-o.

-Podemos ir? — pedi quebrando o silencio. A atmosfera entre Edward e Seth era densa e agressiva. -Eu não agüento mais esse cheiro de álcool no ar... Está embrulhando meu estomago!

-Vamos. — Edward murmurou distante e começou a me rebocar pelo corredor comprido de chão branco com paredes coloridas com um verde apático. Cada passo era curto e lento, mas ninguém reclamou ou suspirou impaciente, nem atravessou minha frente. E eu soube que podia contar com qualquer um dos três, afinal, cada um deles tinha uma importância diferente na minha vida. Edward era meu amor, meu pai meu salvador e Seth... Um pilar importante que não podia ser substituído!

-O carro está longe? — perguntei incomodada com o silencio esmagador daquele corredor agourento. Um par de sapatos de borracha rangeu sobre o chão em algum lugar perto o bastante para ser ouvido por nós, causando-me arrepios.

-Um pouco. — meu pai admitiu, meio passo atrás de mim. -Posso ir buscá-lo e deixar mais próximo...

-Não. — neguei alarmada. — Quero andar... Preciso movimentar as pernas, mesmo que eu esteja sendo carregada ao invés de andar... — lancei um olhar azedo sobre meu Edward.

-Essa menina sempre foi ingrata, ou é só comigo? — Edward perguntou fingindo desdém ao meu pai, que riu.

-Edward! — protestei ofendida.

-Sempre foi assim... — Charlie respondeu, entrando na brincadeira.

-Pai! — protestei de novo. Eles riram e então, me fizeram rir. As portas automáticas se abriram quando pisamos no tapete escuro.

Não tenho palavras para descrever a sensação maravilhosa que foi dar o primeiro passo para fora do hospital. Uma brisa brincalhona bagunçou meus cabelos rebeldes e inflou minha camiseta, levantando-a um pouco. Fechei os olhos e sorri, erguendo a cabeça para o céu. De repente o braço de Edward não estava mais a minha volta. Dei passos hesitantes para frente e a brisa soprou novamente, fazendo-me soltar uma risadinha. Abri os olhos e eu estava a uns dois metros de distancia de Edward e Seth. Eu não via meu pai. Meu amor sorria torto para mim, assim como os olhos felizes de meu irmão. Edward correu em minha direção quando abri os braços.

Tendo o devido cuidado com suas ações, Edward pegou-me pelas axilas, impulsionando-me para cima. Subi em seu colo, enlaçando sua cintura com minhas pernas. Segurou-me pelas coxas enquanto eu alisava seu rosto e cabelos. Beijou-me o queixo delicadamente.

-É bom te ver sorrindo... Estava ficando preocupado com seu humor. — contou-me. — Estava com medo de ter sido alterando para terminantemente para mal humorado!

-E você é muito engraçadinho. — murmurei enlaçando seu pescoço. — Não vejo a hora de chegar a casa...

-Ansiosa de repente?

-Claro... Fico imaginando o que pode fazer comigo sem ouvidos por perto! — sussurei maliciosa. Edward crispou os olhos, tornando o olhar selvagem.

-Está pedindo para levar uns tapas? — perguntou escondendo o desejo, mas eu o sentia transbordar pelos poros.

-Depende de onde serão os tapas... — escondi o rosto em seu pescoço, beijando-o e mordendo-o, para voltar ao seu ouvido. — Onde será os tapas, meu bem?

-Onde você mais gosta, safada. — mordiscou meu maxilar. Levantei o olhar, ainda rindo das provocações. Eu sabia que Seth tinha ciúmes de mim, mas não sabia o tamanho desse sentimento ate ver a violência emanar de seus olhos calorosos. Não sei o que deu em mim, só percebi que não estava mais no colo de Edward quando o mesmo puxou-me para mais perto de si e beijou-me o pescoço, provocando-me. — Mas você ainda não pode...

-Ahh, por favor. — protestei. — Foram 15 dias sem sexo e você ainda quer protelar!?

-Estou pensando no corte na sua barriga...

-Que por um acaso já está praticamente curado. — afastei-me cruzando os braços. -Edward, você virou gay?

-O que!? — assustou-se.

-É a única explicação. — dei de ombros. — Ou então você não sente mais tesão por mim... Vou entender qualquer uma das... — segurou-me pelos braços e fez-me ficar na ponta dos pés, com o rosto rente ao meu.

-A hora que você chegar lá... Você me paga, Isabella! — rosnou. Desafiei-lhe com os olhos, totalmente confiante. Ele me soltou bruscamente e se afastou, pisando alto indo em direção ao seu carro chique. A BMW preta do meu pai parou ao meu lado. Franzi a testa, ao não achar mais Seth. Abri a porta e analisei o interior do carro. Somente objetos meus ocupavam o bando traseiro e Charlie dirigindo. Mais ninguém!

-Venha filha, entre. — incentivou-me ao me ver hesitando com a porta aberta.

-Seth...? — balancei a cabeça e olhei por cima do ombro. O local onde ele estivera antes continuava vazio.

-Ele veio em outro carro, disse que ia resolver alguma coisa. — deu de ombros. — Vamos!

-Ah... — resmunguei meio decepcionada. — Tudo bem. — entrei no carro com cuidado e fechei a porta.

Charlie pôs o carro em movimento, numa velocidade que eu consideraria lenta demais para a potencia do motor. Em minha opinião, era ate um pecado não levar aquele motor ao limite, mas se tratando do Sr. Swan não me surpreendia com o velocímetro não passar de 80km/h. Suspirei, olhando pela janela os vultos de placas e pessoas nas calçadas. Charlie e eu nunca fomos muito falantes um com o outro, não seria muito diferente agora. Mas eu estava enganada!

-Tem certeza que quer dar continuidade no caso? — Charlie pegou-me desprevenida ao perguntar tão diretamente. Virei o pescoço com a testa franzida.

-Antes de tudo, ainda sou advogada dele. — respondi baixinho e voltei meu olhar para a janela.

-Posso lhe substituir, se quiser. — sugeriu parando num farol. Ajeitei-me confortavelmente no banco. O sinal abriu e Charlie virou para a esquerda.

-Qualquer outro será esmagado por Carlisle... — meu pai estava indo pelo caminho oposto a casa do Edward. — Pai, a casa dele fica pra lá! — e apontei para trás.

-Eu sei, querida. — ele sorriu, com os olhos concentrados a nossa frente. — Mas eu não estava pensando em qualquer um...

-Cite um nome então de quem você acha que não seria esmagado por Carlisle Masen! — desafiei-lhe sem paciência. Eu queria defender meu homem, onde estava o erro nisso!?

-Eu. — respondeu serio.

Fitei meu pai com o desdém impregnado em meu olhar. "Não pode estar falando serio..." pensei em negativa. Meu pai nos Tribunais era muito mais feroz do que eu, desmembrava qualquer um que lhe contrariasse ou ousasse se por em seu caminho. Ate hoje, depois de muitos anos de Charlie na profissão, dava para contar nos dedos quantas vezes perdeu um caso. Continuei encarando meu pai, vendo se estava mesmo falando serio. Justo ele defendendo Edward!? Eu não conseguia acreditar...

-Porque você? — perguntei no mesmo tom profissional dele.

-Quantas vezes ganhei de Carlisle, Isabella? Sou um dos poucos que sempre ganha dele...

-E dai? — rebati rude. — Charlie, você era contra... Completamente contra quando resolvi defender Edward!

-Isso era pelo simples motivo de que íamos acusar ele. — respondeu calmo. Com os olhos em fenda, grudei-os novamente na expressão de meu pai. Eu não queria ter essa conversa agora, mas já que o assunto estava sendo discutido... Eu tinha que falar!

Asleep — Emily Browning

-Não acho que seja por isso. — comecei devagar e mordi o lábio inferior.

-Então diga, porque motivo você acha que eu não queria defender seu atual namorado? — olhou de relance para mim. E não gostou ao ver minha carranca nada amigável.

-Pelo simples fato dele ter matado minha mãe. — eu não devia ter soado tão fria, mas sabia que só assim chamaria a atenção dele. As mãos de Charlie apertaram o volante com força e toda a calmaria que seu rosto tinha, havia sumido por completo. O silencio tomou conta do carro. Eu não o quebraria, não dessa vez, Charlie tinha que fazer! Impaciente, esperei sua resposta... Que demorou a vim!

-Você diz como...

-Porque se casou de novo? — interrompi sua desculpa. Ele engoliu seco.

-Porque você precisava de uma figura feminina...

-Porque a minha mãe foi embora, Charlie!? — eu estava fazendo um jogo de perguntas rápidas. Uma hora, ele iria escorregar... E eu teria minhas respostas!

-Eu não sei... — respondeu aturdido.

-Porque ela foi embora? — perguntei de novo, pressionando-o.

-Eu não sei. — ele engrossou a voz.

-Porque Charlie? Por quê? — eu estava ficando irritada.

-Eu não sei... — murmurou de novo.

-Porque ela foi embora, pai? Por quê? Por quê? Por quê? — pressionei chorosa.

-Porque ela se cansou! — ele gritou de volta e parou o carro no acostamento, em frente uma loja qualquer. Não pude esconder minha surpresa. Ele fechou os olhos e inclinou a cabeça para frente, exausto e arrependido. Engoli qualquer coisa que gostaria de falar e me limitei a morder os lábios. Forcei a respiração entrar e sair de modo uniforme. Agora eu não conseguia para de pensar: minha mãe, a mulher programada para me amar incondicionalmente, havia se cansado de mim, um ser que ficou dentro de si por 9 meses? A magoa preencheu todos os cantos de meu corpo esguio. -Eu tento não me lembrar do dia... Éramos felizes!

-O que houve? — sussurei lutando contra a vontade de saber e o medo do que ouvir.

-Eu estava na faculdade quando conheci Renée... Ela estava no ultimo ano do colégio. — desligou o carro. Estávamos numa atmosfera negra e cheia de tristeza... Uma atmosfera habitual nossa! — Foi tudo muito intenso! Em seis meses eu a pedi em casamento... E dois meses depois ela ficou grávida! Eu terminei a faculdade no mesmo ano que Renée terminou os estudos... Nos casamos, é claro!

Eu quis perguntar algo, mas minha voz não saiu.

-Foi incrível ver a barriga dela crescer cada dia mais... Éramos o casal mais feliz do mundo quando sabemos que, em poucos meses, uma linda garotinha estaria em nossos braços! — ele riu tristemente com a lembrança. -Mas ninguém vive somente de amor e logo eu arranjei um emprego no escritório do meu pai, que hoje é a nossa empresa. — a alegria que ele havia sentido um segundo antes, evaporou sem deixar vestígios de que ali estivera. -Todos os dias que fazia hora extra para garantir nosso futuro como uma família unida... Renée não reclamava de ir dormir sozinha todas as noites, mas ficava aliviada quando eu a abraçava quando chegava em casa... Chegava tarde, saia cedo!

-E...?

-E você nasceu. — com essa lembrança, meu pai também não riu, o que ajudou em aprofundar minha magoa. -Eu estava trabalhando arduamente quando Renée entrou em trabalho de parto... Ela me ligou varias vezes, mas eu nem sequer atendi! — Charlie abaixou a cabeça. — Mas Renée tinha uma força incrível... Quando percebeu que eu não ia aparecer do nada para ajudá-la, ligou para o hospital.

-Ignorou as chamadas dela por causa do trabalho? — perguntei enojada. Quem era Charlie Swan!?

-Seu nascimento intensificou tudo... Eu tentei mudar, tentei ficar mais tempo em casa... Tentei mimar as duas com coisas que outro homem acharia impossível. Eu fiz! — seu olhar se perdeu no para brisa, enquanto eu o olhava acusatoriamente. -Mas eu comecei a chegar tarde de novo, deixei de ser atencioso... Renée queria mais atenção, uma atenção que eu alegava que não podia dar! Eu a fiz se sentir desgostosa, mal amada... — eu mal conseguia respirar. — Não demorou muito para começar a pensar que eu estava tendo um affair!

-E você estava? — perguntei baixinho não conseguindo pestanejar.

-Não. — negou seco. — Eu nunca consegui trair Renée... Se dependesse de mim, eu nunca teria magoado ela!

-E dependeu de quem? — rebati fria. — A culpa foi somente sua, Charlie!

-Admito que eu destruí minha própria felicidade. — engoliu seco. — Renée não agüentou essa rotina cansativa por muito tempo e eu não a julgo... — uma trilha de lagrima marcou meu rosto. — Decidi num dia que era melhor eu voltar mais cedo, tentar me desculpar e dizer que tudo melhoraria... Na verdade, eu havia subido de cargo apos meu pai me escravizar! Mas quando cheguei... — sua voz falhou e sua expressão era apenas dor, machucando-me tanto que me fez chorar silenciosamente. — Tinha malas no hall de entrada o que me deixou bastante confuso no inicio... Mas eu entendi quando a vi descendo as escadas com você no colo!

-Ela desistiu de mim facilmente? — perguntei desafinada. Ele balançou a cabeça em negativa. Botei uma mão sobre os lábios, querendo que parassem de tremer.

-Não Isabella, ela não desistiu de você facilmente... Na verdade só lhe deixou para trás porque eu disse que o juiz daria sua guarda completamente para mim, já que era ela quem estava abandonando a casa! — soltei uma exclamação de surpresa e choque. — Renée disse que eu estava na profissão errada... Eu ate podia ser bom, mas não estava sendo feliz! E matei a felicidade das pessoas mais importantes ao meu redor! Suas ultimas palavras antes de cruzar o batente da porta da frente foi cansei de estar em segundo plano, Charlie. Quer se redimir? Não faça o mesmo com nossa filha!

-Por isso... — um soluço interrompeu minha pergunta e eu não disse mais nada, apenas chorei.

-Por isso eu fui o pai mais atencioso do mundo com você, Bella. — sua voz tinha um quê vitorioso. — Tive medo de falhar com você também... Tive medo de me deixar, assim como sua mãe!

-Ela nunca me procurou? — eu sabia que se viesse uma resposta negativa, eu desmoronaria.

-Em todas as datas comemorativas, ela ia atrás de você, mas eu não a deixava chegar perto. — outra surpresa. Outra facada! -Mas quando você fez três anos, eu me descuidei e quando cheguei em casa... Vocês duas estavam juntas, consumindo guloseimas... As covinhas do seu sorriso infantil impediram-me de expulsa-la! Foi a única vez que eu a vi consumindo algo de morango... Você só fazia isso com ela!

Abaixei a cabeça, sem forças e coragem para reprimir as lagrimas que jorravam de meus olhos sem tréguas.

-Eu deixei que ela lhe visitasse quando eu não estava em casa... Confiei nela! — eu não queria mais ouvir! — Mas Renée tentou roubá-la de mim! Tentou levá-la embora... Eu fiquei uma fera e disse para nunca mais chegar perto de você... Não consegui odiar Renée, mas sentia muita raiva por tentar tirar você de meus braços! — Charlie respirou fundo. — E então eu inventei que ela havia nos abandonado sem olhar para trás e em seguida, morreu. Simplesmente... — enigmático e de forma dolorosa ele repetiu a palavra. — Morreu!

-Não acredito que guardou isso por tanto tempo. — resmunguei puxando as pernas para cima do banco e abracei meus joelhos. Escondi o rosto e fechei os olhos, desejando parar de chorar.

-Não é algo de que me orgulhe, querida. — seu tom era apologético.

-Porque se casou de novo, se você era o pai perfeito? — sussurei.

-Bella... — ele suspirou cansado. Meu coração deu um aperto avisando-me o que estava por vim.

-Quer saber? Não responda. — soltei o ar num bufo irritado. — Mexer no passado me dá dor de cabeça... Esqueça o assunto!

-Posso responder sua pergunta. — Charlie parecia encorajado a me responder.

-Mas dependendo da resposta, é melhor eu não a ouvir. — continuei com o rosto escondido. — É melhor irmos logo... Antes que Edward pense que sofremos um acidente e fomos atacados por um exercito a meio caminho da casa dele.

-Tudo bem. — ele religou o carro. — Sue era...

-Pai. — o interrompi. — Por favor, não... Não... — resmunguei incoerentemente. Ele assentiu e eu voltei a ficar em silencio, ainda com o rosto escondido. Concentrei-me no ruído do motor para evitar pensar no assunto discutido. Era descoberta em cima de descoberta... E não parava de me perguntar: quando era que isso ia parar?!

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

Senti o carro parar suavemente. Respirei fundo e exalei um suspiro profundo. Pulei do carro antes que Charlie falasse comigo. Subi os pequenos degraus enquanto ele pegava minhas coisas. A porta estava escancarada, o que de inicio, achei estranho. Entrei porta adentro e a primeira figura que vi foi Alice, andando de um lado para o outro, exalando nervosismo. E então, ela me notou, em pé e silenciosa, na porta de entrada.

-Ah, você chegou! — Alice marchou em minha direção, fazendo o ruído de saltos ressoar por todo o ambiente. Pestanejei sem me mover. — Edward me pediu para lhe acomodar por aqui, enquanto ele resolve uma coisinha... — os gritos irados dele vinham de algum cômodo de cima, deixando Alice sem graça.

-Não esquente comigo. — sorri dando a volta na mesa e passando os dedos pelo encosto do sofá.

-Ele disse que... — e meu pai entrou, segurando uma caixa de papelão e minha pasta. — Ah, ele está ai! — Alice se virou toda sorridente para meu pai. — Senhor Swan, eu sou Alice Cullen... Irmã de Edward! — Charlie sorriu.

-Eu apertaria sua mão, se eu... — e levantou a caixa para mostrar o impedimento. Alice riu, como se estivesse flertando.

-Coloque na mesa de centro, Edward vai saber onde instalar Bella depois. — abanou a mão, como se fosse um assunto corriqueiro. Meu pai fez o que ela disse e em seguida, estendeu a mão.

-Me chame de Charlie. — ele também estava sorridente.

-Muito prazer, Charlie. — Alice fez questão de puxar o R. Cruzei os braços e a única coisa que eu consegui visualizar foi a saia preta curtíssima dela e o salto super alto. Tudo bem que eu não gostava (nem nunca gostei) do Demônio, mas... Meu pai e Alice era pedir um pouco demais para eu presenciar! Eu estava sendo mantida fora do assunto entre os dois, que parecia bem mais animado do que meu espírito no momento. -Tem mais alguma coisa? — a ouvi perguntar roçando a mão no braço dele.

-Ahn... — ele hesitou. — Tem mais uma pasta no carro...

-Ah, eu ajudo você! — Alice jogou os cabelos para o lado ao passar o braço pelo o do meu pai e saíram, aos risinhos. Chocada, observei a porta aberta... O que diabos eu tinha perdido!?

-Diabos! — Edward praguejou descendo as escadas, sem me notar. — Rele a mão em mim e você será preso... - prendi o riso ao ouvir sua imitação de voz feminina. — Um caralho que vou ser preso, ela está merecendo uns tapas de novo, isso sim!

-Você não tem vocação para ser uma bicha... — comentei em voz alta. Ele levantou a cabeça, surpreso.

-Já chegou? — arqueei uma sobrancelha. -Nem pense em me responder grosseiramente... Não estou muito bom! — e caminhou para o frigobar. Pegou uma dose tripla de uísque puro e bebeu um bom gole. Engoli seco.

-O que foi? — perguntei. Edward me fitou irritado com o assunto e abriu a boca para responder. No mesmo instante, Alice e Charlie entraram rindo. Franziu a testa para a cena incomum e eu bufei.

-Depois conversamos. — ele disse se acomodando ao meu lado.

Eles entraram distraídos, num assunto que nem me dei ao luxo de querer ouvir. Alice ria como se estivesse ouvindo a melhor piada do mundo... E meu pai dava aquele sorriso de enrugar os cantos dos olhos, ou seja, ele estava dando o meu sorriso para ela! Edward bebia goles enormes de uísque, enquanto eu me mordia de curiosidade. Mas uma coisa era mais que obvia: era algo sobre a minha querida sogra.

-Ei... — Alice sorriu pondo uma mecha de cabelo atrás da orelha.

-Está animada, Allie. — Edward disse casualmente. Ela tentou conter a empolgação.

-São seus olhos. — brincou pegando a pasta da mão do meu pai. — Edward, porque você não dá algo para Bella comer? Ela parece estar com fome...

-Está com fome? — ele me perguntou.

-Não. — respondi alisando a nuca. — Nem cansada... Gostaria de dar uma olhada naqueles papeis!

-Isso pode esperar. — Eddie disse. — Vem... Deve ter algo comestível para você aqui!

-Eu não quero, é serio. — caminhei ate o sofá e sentei-me.

-Querida, depois eu volto. — Charlie disse mais serio. Assenti distante. Suspirei fechando os olhos e tomando coragem. Os abri e ajeitei a postura, pegando a pasta que Alice havia colocado ao meu lado. Era meu notebook.

-Bella, é serio... Coma alguma coisa! — Edward tentou me persuadir. Liguei meu aparelho e o apoiei nas coxas.

-Estou sem fome. — respondi sem desgrudar os olhos da tela.

-O jantar fica pronto daqui a pouco. — Alice informou de longe. Eu me joguei de cabeça no trabalho, ignorando a presença de Edward no outro sofá.

Narração: Cullen

-Sabe do que eu estava me lembrando? — Allie estava estranhamente animada essa noite. Estava sentada na cabeceira da mesa, eu estava ao seu lado direito e Bella estava ao mesmo lado direito meu. Cortei um pedaço da carne e comi.

-Hm... — terminei de mastigar. Bella estava atenta a tudo. — Do que? — perguntei a minha irmã.

-Da minha primeira vez. — sorrimos. Notei uma incomodação em minha namorada ao ver a camaradagem familiar entre nós dois. — Se lembra!?

-Algo memorável, devo concordar. — desconversei. Não era um bom assunto para se dizer na frente de Isabella. Pigarreei e a fitei por um instante. Pelo menos, ela estava comendo bem!

-Mas vai... Eu era muito inocente, não era? — Alice perguntou maliciosa. Assenti, recordando-me também. — Simplesmente não entendia quando minhas amigas ti chamavam de tesão!

-Recordo-me de você me perguntando num dia... — comecei e parei para beber um gole de água.

-E na noite seguinte, eu estava na sua cama! — minha irmã terminou por mim e bebeu um gole de vinho. Pelo canto do olho, Bella me olhava horrorizada!

-Nossa... — ela balbuciou, entrando no assunto. Vi maldade nos olhos de Alice... O que essa vadia estava pensando em fazer!? Me fuder? -Você foi pra cama com ele, porque suas amigas falavam que ele é um tesão?

-Quase isso. — Allie se justificou girando o vinho da taça com movimentos suaves. — Os meninos ficavam em cima de mim, prontos para atacarem. Todas as minhas amigas já tinham perdido e eu era a virgem do grupo... E quanto mais ouvia as conversas delas, mais eu via meu irmão de um jeito diferente. — Bella ficou tensa. — E eu sempre confiei nele!

-E então, você pediu. — tentei encerrar o assunto.

-E você não me negou. — Alice provocou Bella ao afagar meu braço de um jeito meloso. O celular de minha irmã começou a tocar. — Não me esperem para a sobremesa... Estou evitando doces! — e se levantou da mesa, saindo da sala de jantar rebolando com sua saia negra curtíssima. Isabella pousou os talheres no prato sem delicadeza nenhuma.

-Vou ter que agüentar essas historinhas mesmo? — perguntou reprimindo a sua ira.

-Eu não posso controlar a boca de Alice, Bella. — respondi sem paciência.

-Ah não pode? — debochou. — Coloque a cabeça dela entre suas pernas e vamos ver se você não pode controlar a boca dela! — se levantou da mesa, não me dando o direito de resposta. Suspirei cansado. Desde quando fui tão frouxo!?

Passei as mãos no rosto e continuei sentado, solitário. A empregada veio tirar a mesa. Eu tinha que fazer as duas dormirem no mesmo quarto, para se darem bem!? Esse era o segredo? Respirei fundo e levantei-me, saindo da sala de jantar. Bella estava sentada no sofá, com o notebook no colo escrevendo sem parar. Aproximei-me no frigobar e peguei uma dose de uísque. Sentei-me no sofá próximo a ela, observando-a atentamente. Tinha a expressão fechada e ao mesmo tempo, concentrada.

Por causa do assunto discutido na hora da refeição, minha mente voltou há tantos anos atrás...

(Continua...)

Links importantes:

Bella saida do hospital

Notas finais
Esse capitulo estava ficando enorme e eu nao saia dar fim... Resolvi o dividir em dois! \0/
A parte dois é a melhor... INCRIVELMENTE, estou postando a parte I junto com a estreia de Amanhecer porte I...
HAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAAH
Geeeeeente...
alguns motivos me fizeram falhar sexta passada! Estou ate o ultimo fio de cabelo cheia de provas, trabalhos e afins da escola, estou deixando de ser VASP e estou tendo alguns problemas pessoais graves... Está sendo dificil eu me concentrar pra escrever, entao, nao prometo postagem semana que vem... pode ser que eu poste, pode ser que nao. Por favor, me entendam e me desculpem :)
Respondendo... Tchatchatcharam...
P: "Se voces pudessem guardar a essencia de um momento... qual seria?"
R: Qualquer lembrança que eu tenha com meu padrinho... Convivi com ele quando era pequena e pouco me lembro, e entao ele se separou da minha madrinha e nunca mais o vi. Sinto falta dele! Tambem guardaria a essencia de qualquer momento de 2008... Foi o melhor ano para mim! Fui plenamente feliz!
P: "se vc tive-se so 3 dias de vida oq vc faria??e como vc queria morrer."
R: Porra velho, que pergunta foda! HAHAHAHA 3 dias de vida... Eu faria tudo para realizar os sonhos que poderiam ser realizados imediatamente e nao a longo prazo! Como falam, eu curtiria intensamente �/
E voces!?
Bom.. Nao sei se terá postagem proxima sexta, entao...
Ate ~alguma~ sexta!
HAHAHAHAHAHAHA
Bjs ;*