The Killer

40 XXXIX - O julgamento final


Notas iniciais
Gente, eu sei, eu sei... Prometi sexta ou domingo, mas meu tempo tá andando suuuuuuuuuuuuuper apertado! Vamos combinar o seguinte: POSTAGEM A CADA DUAS SEMANAS! Assim, tenho tempo o suficiente para deixar o capitulo nos trinques! Combinado!?
Agora que é fim de ano... Queri acertar uns detalhes com voces, mas lá no final eu explico :)
Booooooa leitura!
PS: Não me matem :D

XXXIX — O julgamento final



Poucos dias depois...

Narração: Swan

Onde eu estava com a cabeça quando disse que era melhor chegar separada de Edward? Fitei meu relógio de pulso. "Quase atrasado..." pensei agoniada ao descruzar e cruzar as pernas novamente. Carlisle estava sentado junto a minha sogra ao meu lado esquerdo. Suspirei mantendo a pose, afinal, odiava me distrair... Meus argumentos não ficavam coerentes depois! Inquieta, descruzei as pernas de novo e me inclinei, abrindo algumas pastas pardas sobre o caso de agressão dele. A desgraçada tinha fotos com a marca dos hematomas, mas eu tinha uma teoria para isso. Na verdade, eu monopolizaria toda a situação a favor de Edward...

Que ainda não tinha chegado na porra do Tribunal Regional de Nova Iorque!

Folheei os dossiês, relendo algumas informações importantes. Distraidamente, comecei a bater o salto de meu sapato no chão, ritmando minha impaciência e preocupação. Qual parte do não chegue atrasado, ele não entendeu!? As portas se abriram, atraindo meu olhar imediatamente. Claro que era ele, Edward Cullen, entrando acompanhado de seu ego super inflado! Fuzilei-o com os olhos, odiando sua prepotência. Levantei-me de minha cadeira e pelo canto do olho, vi Carlisle cochichar com Elizabeth. O meu problema é que odeio Edward ate o momento em que o desgraçado não olha pra mim e sorri torto. Parei de ameaçá-lo com os olhos e prestei atenção no que meu homem estava trajando.

Todo de preto, esbanjava estilo. O paletó aberto, a gravata de seda, a camisa de linho, a calça social e os sapatos italianos... Mas o que me seduziu mesmo foram seus cabelos acobreados totalmente desalinhados e sua pose de "pode queimar em minha frente, que não fazerei nada!". Ergui o queixo e mantive a expressão fechada. Edward controlou a dele também, se aproximando de mim.

-Bom dia, advogada Swan. — saudou-me respeitoso, mas algo no modo como pressionava os lábios, dizia que prendia o riso. Estreitei os olhos, reprimindo minha impaciência.

-Bom dia. — rebati rude, voltando a me sentar. Edward se acomodou ao meu lado direito, todo relaxado. Não olhei em sua direção, continuei batucando o salto do sapato no chão, não perdendo o ritmo de antes. Virei-me para ele, direcionando a minha violência para si. Edward esperou com um sorriso pregado na face. — Queria me enlouquecer? Que parte do "chegue com antecedência", você não entendeu, Edward?

-Caralho, você esta mesmo brava. — ele disse franzindo a testa, como se minha raiva não tivesse fundamentos. Engoli metade da minha raiva ruidosamente.

-É contra Carlisle, Edward, você não esta cooperando em nada comigo. — cochichei ainda rude e voltei minha atenção para os dossiês a minha frente. Eu não podia esquecer os argumentos mais importantes... Tinha que ter mínimos detalhes... O Júri se acomodando em seu devido lugar atraiu minha atenção, parecendo-me relaxar. Eram eles que eu tinha que impressionar, fazê-los acreditar em mim! Respirei fundo, esquecendo minha irritação.

-Não precisa ficar assim. — Edward sussurou para mim. — Confio em você!

E como eu estava acostumada há tantos meses atrás, entrei em meu mundinho centrado onde minha maior preocupação era vencer o Masen e esfregar isso na fuça dele! Agora, não era apenas credibilidade, era questão de honra... Era o nome de Edward que estava envolvido e eu tinha que dar o meu melhor.

-Todos em pé, o juiz Vladimir está presente. — nos levantamos ao vê-lo entrar no recinto com sua roupa preta e gravata cheia de babados. Ele se acomodou em sua mesa alta, olhando todos de cima e então nos sentamos também. Estava concentrada. Só tinha que esperar minha vez...

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

-Advogada de defesa, tome a frente. — o juiz disse com sua voz grossa. Levantei-me sentindo as pernas tremulas. Elizabeth me encarava com o mesmo olhar prepotente do filho. Estava acostumada a aceitar o desafio daquele olhar, mas era estranha a semelhança entre eles. Umedeci os lábios ao me aproximar do púlpito. Parei a poucos passos, deixando meus olhos tão vazios quanto os dela.

-Senhora Cullen... — comecei, falando alto o bastante para todos ouvirem.

-Senhorita Mallory. — cortou-me usando um tom impregnado de ironia. — É meu nome de solteira.

-Certo... Senhorita Mallory. — repeti odiando ser interrompida. -O que aconteceu no dia do ocorrido? — perguntei.

-Estava de noite. — começou se fazendo de vitima. Algo na postura dela me lembrava o Demônio... E só por isso, eu a odiava! — Edward e eu andávamos discutindo muito e Alice, minha filha, estava cansada de sempre ter que interromper. Nesse dia, ela apenas se retirou da sala, indo para seu quarto no andar de cima. — dava cada detalhe com cara de quem não queria se lembrar daquilo. Provavelmente mereceu os tapas! — O assunto era sobre Edward, meu falecido marido... Edward sempre fica fora de si quando o assunto é o pai dele!

-E o que houve? — perguntei novamente. Ela levantou a cabeça e me fitou azeda. Aquele olhar não mexeu comigo!

-Eu disse algumas verdades sobre o pai dele, Edward não gostou e quando percebi... — fungou, dando ênfase em seu teatro. -Ele já tinha feito!

-E o senhor Edward já havia mostrado comportamento violento antes? — afastei-me alguns passos, girei nos calcanhares e encarei o júri com firmeza, antes de voltar meus olhos para Elizabeth. Ela me fitava, como se não soubesse que resposta dar.

-Ahn... — pigarreou. — Sim, mas nunca havia chegado a extremos!

-Tudo bem. — murmurei e fitei o júri. — A senhorita diz que o filho já tinha antecedentes violentos... Porque ela o pressionou tanto, sabendo do que ele era capaz, eu não sei. Mas algo me deixa extremamente confusa. — a fitei de novo. — Qual era o tipo de relação que você tinha ou tem para com seu filho?

Elizabeth pestanejou irritada e oscilou o olhar de mim para o Masen sentado mais atrás, mas rapidamente seus olhos se voltaram para mim, perfurando-me de tão penetrante. Engoli seco e me vesti de determinação. Eu queria aquela resposta... E ela me daria!

-Quer que eu repita a pergunta, senhorita Mallory? — questionei fria. Ela suspirou e pôs uma mecha de cabelo atrás da orelha.

-Não. — respondeu carrancuda. -Eu entendi a pergunta da primeira vez. — ergui sutilmente a sobrancelha, esperando a resposta. -Minha relação com ele atualmente esta cortada.

-E antes? — quis saber.

-Protesto Meritíssimo! — Masen protestou levantando-se ao apoiar as mãos na mesa.

-Protesto negado. — o juiz disse, fazendo Carlisle se sentar sem graça. -Responda senhorita. — incentivou Elizabeth.

-Que tipo de relação uma mãe pode ter com seu filho querido? — respondeu saindo pela tangente. Soltei um pequeno suspiro.

-Sem mais perguntas, Meritíssimo. — recuei olhando-a nos olhos, para então me virar e sentar-me em meu lugar.

-A acusação tem alguma pergunta a fazer? — o juiz Vladimir perguntou a Carlisle. Ele se levantou, olhando-me com desprezo e avançou para o lugar onde eu estivera há segundos atrás.

-O próximo é você. — sussurei para Edward, não virando a cabeça para ele. — Seja frio e não deixe o Masen lhe intimidar!

-Isabella. — ele sussurou de volta, serio. — Não é a primeira vez que sou julgado.

-Tudo bem. — cochichei sem saber onde enfiar a cara. Eu me sentia uma iniciante ao defender Edward.

-Bella? — chamou-me suavemente, fazendo-me desviar os olhos de Carlisle questionando Elizabeth. Seus olhos verdes me transmitiram a paz que eu precisava, em medida igual da certeza que eu estava buscando dentro de mim... Eu achei nele! — Você foi maravilhosa!

Escondi um sorriso que ameaçava nascer em meu rosto, visto que ele fez o mesmo. Rapidamente desviei os olhos de si e voltei-os para frente, fingindo prestar atenção nas merdas que o Masen falava. Mas minha mente só vagava inebriada pelo elogio dele. Eu ate devo ter corado! Soltei um suspiro sonhador.

-Obrigada. - murmurei envergonhada e nossa conversa cessou.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

-Porque você agrediu sua progenitora fisicamente, senhor Cullen? — Carlisle perguntou meio alterado. Eu só não roia as unhas, porque eu demonstraria um nervosismo que não era para estar presente. Edward estava com sua expressão de bom moço inocente, convencendo ate a mim de que não tinha feito nada de errado.

-Não admito que sujem a memória de meu pai. — disse como se estivesse incomodado ao relembrar as palavras, franzindo a testa. — Foi o que ela fez! Eu perdi o controle!

-Foi a única vez? — Carlisle perguntou incisivo. Prendi a respiração.

-Elizabeth pegou gosto por vandalizar a memória do meu pai. — foi sua única resposta, nem dizendo que sim nem que não. Eu gostei!

-Ou seja, você pegou gosto por agredi-la. — supôs zombeteiro.

-Protesto Meritíssimo. — falei alto, levantando-me com apoio da mesa. — Ele está fazendo uma suposição, meu cliente não confirmou nada!

-Protesto aceito. — o juiz disse fitando Carlisle. Sentei-me fechando as mãos em punho.

-Sem mais perguntas. — e com isso, Carlisle voltou a se sentar, não sem antes me lançar um olhar desgastante. Mantive a postura.

-A defesa tem perguntas a fazer?

Levantei-me rígida, mas logo relaxei ao ver que os olhos serenos de Edward me fitar languidamente, esperando pelo meu melhor, porque sabia que eu podia dar isso e muito mais se estivesse determinada. Andei ate a frente do júri lentamente e parei. Houve um instante de silencio. Eu estava perdida na imensidão esmeralda, envolvida pela paz e tranqüilidade do olhar penetrante. Soltei a respiração.

-O senhor nega ter agredido sua mãe? — perguntei.

-Não. — respondeu simples, num tom arrependido. — Na verdade, sinto vergonha disso!

Ok, sofri muito para não gargalhar!

-Porque ela lhe provocava? — agora, eu teria que agir.

-Porque, de alguma maneira, ela começou a pensar que era ciúmes que eu sentia quando proferia coisas sobre meu pai. — contou com o olhar perdido.

-Ciúmes? — questionei como se não tivesse compreendido. — Que tipo de ciúmes?

-Eu não sei explicar. — abaixou a cabeça, como se não quisesse falar sobre o assunto. O desgraçado devia ser ator ao invés de assassino! Teria mais sucesso, com toda a certeza!

-Tente. — incentivei. Levantou a cabeça e suas bochechas estavam rosadas. Eu pensei que nunca viveria para vê-lo corar... Mesmo que falsamente!

-Não era aquele tipo de ciúmes que as mães têm quando o filho começa a namorar. — suspirou bagunçando os cabelos. — Era diferente... Era o tipo de ciúmes que um homem tem por sua mulher!

-Mentira! — Elizabeth gritou de seu lugar. O juiz bateu o martelo na mesa.

-Silencio. — brandiu. — Mantenha sua cliente em silencio, advogado. — Carlisle assentiu e cochichou com ela.

-Continue, por favor. — incentivei Edward a continuar falando.

-Era estranho vê-la sempre me provocando, me levando ao limite da paciência... — deu de ombros. — Enquanto eu ainda dependia dela, não tive nenhum relacionamento com o sexo oposto da mesma idade que a minha.

-E esse era o tipo de relacionamento que tinha com sua progenitora? — pressionei.

-Não entendi. — se fez de inocente. Aquilo me irritou, mas não deixei transparecer.

-Não do tipo mãe e filho, mas sim homem e mulher. — esclareci.

-Protesto Meritíssimo. — Carlisle protestou de novo.

-Só estou esclarecendo a pergunta para ele, nada mais Meritíssimo. — tratei de me defender, antes que o juiz cortasse minhas asas.

-Protesto negado. — soltei um suspirinho aliviado. — Responda a pergunta, senhor Cullen.

-Sim. — respondeu seco e sem detalhes.

-Quando isso começou, exatamente? — eu só precisava virar o jogo.

-Logo apos a morte de meu pai. — disse serio demais.

-Qual era a sua idade, na época do acontecido?

-Faltavam poucos dias para completar 16 anos. — disse determinado. O juiz mascarou sua cara de espanto.

-Sem mais perguntas. — declarei voltando para o meu lugar. Novamente, tive o cuidado de não mostrar meu sorriso presunçoso.

-O júri pede 15 minutos de recesso. — o juiz disse se levantando, fazendo-nos levantar também. Saiu do cômodo junto com os jurados.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

Narração: Cullen

O juiz Vladmir retornou, assim como todos os jurados. Ele se sentou e pelo canto do olho, vi Isabella ficar rígida. Claro que as outras pessoas não veriam isso, porque eu sabia lê-la. Sabia quando estava magoada, triste, zangada e sensível... Sabia de todas as suas fases, menos o que estava pensando, porque seus pensamentos sempre me surpreendiam! De uma forma ou de outra...

-Defesa e Acusação, queiram ficar em pé. — disse. Nos levantamos sincronizadamente. Ele deu um pequeno pigarro. -Estamos aqui neste tribunal para julgar Edward Cullen Junior, sob acusação de agressão física sobre Elizabeth Mallory. — deu uma pausa para respirar. — Este Júri decidiu que o acusado em questão... — deu uma pausa dramática, fazendo-me prender a respiração. — É culpado de todas as acusações de agressão física, de acordo com o artigo 140, subseção 2!

Lentamente, Bella apoiou uma mão na mesa.

-Condenado a dois anos de reclusão na penitenciaria estadual de Nova Iorque. — recebi minha sentença de cabeça erguida, enquanto Bella tinha um olhar perdido e descrente no rosto. Ela ainda não havia digerido a noticia por completo. — Ou pagar uma fiança de 15 mil dólares e 120 horas de trabalho comunitário. — "trabalho comunitário é uma porra!" pensei evitando revirar os olhos. -Mas... — Bella levantou a cabeça abruptamente, fuzilando o juiz com os olhos. — Devido aos fatos que foram mostrados aqui hoje, a senhorita Mallory vai estar sob investigação devido a suspeita de pedofilia.

-O que é isso? — Bella sussurou pra mim. Quis me aproximar dela, mas me contive. — Eu... Perdi!?

-Podemos chamar de impasse. — falei no mesmo tom. O juiz Vladmir leu mais algumas coisas para a puta que se passava por minha mãe, o que não eram da minha conta, mas pelo o que pude entender... A vadia estava ferrada! -Você não perdeu, amor...

-E você ser condenado é o que!? — rebateu com a mandíbula travada. Ela começou a arrumar as pastas dentro da pasta preta com raiva. Fitei Carlisle, do outro lado, com uma feição tão decepcionada quanto a de Bella. Não ganhamos, mas eles também não se saíram vencedores... O resultado foi que todos perdemos! Usando o pouco de dignidade que restava, Bella vestiu o sobretudo cinza rapidamente, pegou a pasta e se virou com o queixo erguido, atropelando a cancelinha de madeira. A segui sem dificuldade. E só me virando para segui-la eu vi Charlie e a enteada, Leah. O pai estava tão catatônico quanto à filha. Leah não esboçava nenhuma reação, aparentemente. Não liguei para esses meros detalhes e apertei o passo para acompanhar Isabella, a tantos metros a minha frente.

Não corri para alcançá-la. Sei que ela precisava de um espaço para absorver a informação em si! Mais cedo, na cama, havia insistido para virmos separadamente. Claro que eu não ia deixá-la vir sem mim, num carro onde não havia blindagem... Nada menos do que a BMW era o ideal para ela! Acabei escolhendo o meu porsche preto, tirado a pouco da oficina, o motivo da minha demora e de um quase aneurisma em minha namorada advogada.

Clair de Lune — Debussy

Bella parou ao lado do carro que havia vindo e pôs a mão no rosto, abaixando a cabeça. Aproximei-me lentamente e coloquei a mão em seu ombro. Ela não se mexeu, mas pude ver seu lábio inferior tremer. A decepção era maior do que eu esperava. Apertei seu ombro e Bella se virou para mim, ainda de rosto baixo, enterrando-se em meu peito. Sensibilizado, a abracei com um braço e afaguei seus cabelos com o outro.

-Ei, não foi tão mal. — falei querendo consolá-la.

-Você foi condenado há dois anos. — sussurou. — Dois anos...

-Não ouviu a outra parte? — brinquei, não querendo ver suas lagrimas. — 15 mil e 120 horas de trabalho comunitário... Matar é considerado um trabalho comunitário, certo?

Bella riu.

-Ate onde sei... Não! — desenterrou a cabeça do meu peito e pôs a falsa franja atrás da orelha. -Às vezes... — riu envergonhada. — Eu acho... Eu acho que... — riu tingindo as bochechas de rosa claro. Sorri torto.

-Meu deus, o que quer falar para lhe deixar com tanta vergonha!? — perguntei curioso pousando a mão em sua lombar. Mordeu os lábios como se estivesse pronta para confessar seu pior pecado, lúcida, a seus pais.

-Depois conversamos. — e abriu um sorriso infantil. Encostei a testa na dela. Bella recuou, na defensiva. Franzi a testa. — Estamos na frente do Tribunal... Não é bom ficarmos de chamego por aqui!

-Não demore em chegar a casa... — minha língua coçou para chamá-la de Sra. Cullen. Mas eu ainda não tinha feito o pedido. Na verdade, eu ia pedi-la há alguns dias atrás quando cheguei e encontrei aquele vagabundo a alisando. Perdi o controle e a cabeça... Quando vi, estava alterando ate com ela! Sabia que não tinha culpa, mas não gosto da maneira que ele a olha e fala, me deixa cego de ciúmes. Bella entrou no carro e acenou alegremente ao dar a ré. Enfiei a mão no bolso da calça e apertei a caixinha pequena de veludo negro entre os dedos. O carro de afastou ligeiramente. — Ate mais, Sra. Cullen, ate mais! — murmurei comigo mesmo. Eu precisava compartilhar esse sentimento com ela.

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

Eu podia levá-la a um restaurante, não podia!? Ou algo em casa era melhor? Eu sabia que dependendo a roupa que usasse, eu ficaria altamente excitado e com fome de destruir o tecido, ainda mais se fosse renda. Levantei-me, ansioso com sua chegada. Dei uma volta na sala e parei em frente ao frigobar, pegando uma dose de uísque. Respirei fundo e beberiquei um gole.

-Quer fazer uma nova decoração com um buraco no chão? — Alice perguntou sentada na escada. A fitei com a testa franzida. Ela se levantou e rumou para o sofá, sentando-se sobre as pernas. — O que ti aflige, querido irmão?

-Nada. — declarei apos um suspiro. Allie continuou analisando minha expressão.

-Eu... — desviou os olhos enquanto eu me aproximava do mesmo sofá onde ela estava sentada. Sentei-me ao seu lado. — Queria pedir desculpas!

-Pelo o que? — perguntei com um pé atrás.

-Pelo modo como agi na primeira noite dela aqui. — e me fitou, tentando se redimir com um pequeno sorriso. — Não foi educado e sei que ela não gostou do que eu disse...

-Alice, não é a mim que deve desculpas, sabe disso. — foi à única coisa que falei. Ela se aproximou timidamente, com olhos baixos. Bebi mais um gole de uísque. -Fale com ela! Sei que pedir para que sejam amigas é demais, mas se aturem pelo menos, por favor!

-Tudo bem, acho que posso fazer isso. — sussurou tocando meu braço. A fitei de novo, não entendendo aonde ela queria chegar.

-Quer me dizer alguma coisa? — perguntei neutro. Umedeceu os lábios e os mordeu, nervosa.

-Você anda mais tolerante, não anda? — balbuciou ainda não me olhando nos olhos. Entornei o que tinha do uísque no copo e depositei o mesmo na mesa de centro. Acariciou meu braço, como se estivesse mantendo-me calmo.

-Allie, diga de uma vez.

-Você não gosta de Jasper, mas o atura. — afirmou. Franzi a testa outra vez.

-Jasper deveria ter sido morto por uma bala de minha arma, Allie, o que sinto por ele não é pessoal. — respondi. — É profissional! Ainda estou surpreso por ele estar vivo... E a cada saída sua com ele, me preocupo porque você pode não voltar viva! Nem todos os assassinos perdoam como eu, Alice... Se eles vêem o alvo com alguém, apagam os dois!

-Eu sei onde estou pisando, Edward. — falou firme. — Jasper não é uma má pessoa... Só viu o que não devia e falou demais! É honesto! E eu o amo tanto, Eddie, tanto... Que eu pularia na frente de uma bala por ele, faria qualquer coisa! — desviei os olhos. Era o que eu faria por Bella! — Já faz uns dias que estou com a suspeita!

-Que suspeita? — perguntei preocupado. -Acha que tem alguém seguindo vocês?

-Não... — riu nervosa e tímida novamente. Pegou minha mão e pôs sobre seu ventre. Entendi num estalo! -Estou com a suspeita.

-Desde quando...? — perguntei um tanto emocionado. Com o polegar, acariciei seu ventre com carinho. Alice fungou e limpou as lagrimas, dando um sorriso tremulo. — Eu não acredito! Ah Allie...

-Eu sei. — sussurou alegre.

-Tenha mais cuidado dessa vez. — falei protetor. Inclinei-me e depositei um beijo em sua testa.

-Jasper disse que... — fungou e limpou as lagrimas novamente. — Se acontecer alguma coisa estressante comigo, vamos fugir para longe! Ele não quis me dizer para aonde, por...

-Causa de mim. — completei a frase. — Sei que não sou boa influencia e sou um alvo móvel... Vai ser mais seguro para você se for para longe!

-Mas...

-Tudo bem, Allie, não estou bravo! — sorri torto, voltando a acariciar seu ventre. Ela pôs a mão sobre a minha, sorrindo. Eu estava feliz pela minha irmã, ela havia encontrado a felicidade dela... Só não conseguia seguir seu caminho, pois ainda estava ligada a mim! -Você não se importa em ir se encontrar com Jasper hoje, se importa?

-Posso ir a casa dele... Mas não posso dormir lá! — deu de ombros distraidamente.

-Estou planejando uma noite romântica... — falei incomodado.

-Ah! — ela exclamou maliciosa, levantando-se graciosamente do sofá. — Esse é o motivo do buraco na sala, então?

-Vá de uma vez, Allie, Bella já deve estar chegando! — sorri. Ela riu da minha cara de retardado.

-Diga que amanha quero conversar com ela. — e se afastou saltitante. Suspirei. Restaurante ou pedir comida? Dei um sorriso malicioso. Eu sabia bem o que iríamos comer hoje!

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

Isabella demorou algumas horas para chegar. Eu já não estava tão agoniado assim quando ouvi o carro parar na frente da casa. Sorvi mais um gole de uísque e a esperei entrar. Sesi tilintou seu guizo ao brincar entre minhas pernas. Poucos segundos depois, Bella entrou porta adentro, dividida entre segurar a pasta e uma sacola. Sorriu pra mim e eu retribui. Sesi disparou na direção da dona.

-Oi. — disse jogando suas coisas em cima do sofá e pegou a gata no colo.

-Oi. — murmurei de volta. Ela me analisou com suas brilhantes orbes castanha.

-Esta diferente. — comentou ainda com um sorriso nos lábios. Depositei o copo em cima da mesinha de centro e levantei-me. -Definitivamente! – rimos. Ela se referia a minha camisa social com os três primeiros botões abertos. Estendi a mão para ela. Bella soltou Sesi, que logo sumiu de nossas vistas. Veio para mim ao tirar o sobretudo ao mesmo tempo. Assim que ficou rente a mim, a peguei pelas coxas. Bella enlaçou meu pescoço enquanto eu observava seu rosto atentamente. — O que foi?

-Você é linda. — falei sincero. A expressão mais meiga do mundo, pude ver no rosto dela... Olhos baixos, bochechas rosadas e a insinuação de um sorriso tímido. -E eu amo você!

-Eu também amo você. — sussurou encostando a testa na minha. Inclinei pouca coisa da cabeça e cheguei a seus lábios. Os beijei suavemente, saboreando o gosto que tinham. Bella enterrou os dedos em meus cabelos, puxando com força. E por um tempo indeterminado, ficamos assim, nos beijando como se o nosso mundo não estivesse em crise... Como se algo ruim fosse acontecer mais tarde e agora estávamos aproveitando o máximo que podíamos!

A abracei com força e senti o mesmo em seus braços ao redor do meu pescoço. Eu não queria solta-la por tão cedo, mas... Tinha que fazer! Podia mandá-la tomar um banho enquanto eu preparava o local da nossa refeição. Mas como fazer isso, sendo que meus braços não queriam deixá-la ir!? E então, num estalo, eu descobri que não podia existir num mundo onde ela não existiria! Bella separou os lábios dos meus, suspirando sonhadoramente.

-Hoje, por um momento, eu pensei que fosse ti perder. — sussurou segurando meu rosto entre suas pequenas mãozinhas. -Eu fiquei tão angustiada... E com tanto medo!

-Só sairei do seu lado se me pedir isso, Bella. — declarei o mais intenso que pude. Ela suspirou de novo, como se estivesse prendendo o choro.

-Nunca vou pedir. — fungou olhando-me no fundo dos olhos.

-Então, nunca vou sair do seu lado. — estiquei um canto da boca. — Você não vai se livrar de mim tão facilmente, Isabella...

-E quem lhe disse que quero? — riu. Com sorrisos nos lábios, continuamos nos encarando. Afagou meu rosto carinhosamente. -Adoro sua barba assim... — murmurou consigo mesma. -Por favor, não apare!

-Tudo bem. — concordei com um breve aceno. -Você me deixou curioso... O que queria dizer mais cedo!?

Bella corou e desceu do meu colo, saltando graciosamente no chão. Soltou os cabelos e pôs mechas atrás das orelhas, uniu as mãos e as retorceu e ate um riso tremulo ela soltou. Esperei pacientemente, mesmo não sendo do meu feitio. Mordeu os lábios e respirou fundo. Fiz um sinal com a mão, para ela continuar.

-Não fica muito bravo com o que vou dizer? — perguntou insegura, nem parecia aquele poço de determinação de mais cedo.

-Porque todo mundo esta me perguntando isso hoje? — sorri abobado. — Diga!

-Eu tomei a liberdade de lhe investigar um pouco... — disse. — E pouco de quem foi seu pai. — meu sorriso foi morrendo aos poucos.

Meu pai!?

Narração: Swan

-É, seu pai. — confirmei quando sua expressão facial me questionou. — Fiquei curiosa!

-E...? — agora, ele estava cauteloso.

-Fiz uma pequena analise... — gaguejei nervosa.

-Diga, Bella. — incentivou-me ainda cauteloso. Respirei fundo.

-Você não o matou somente por ter o mesmo nome, não é? — perguntei retoricamente. De repente, o rosto dele se tornou impenetrável... Pena que minha língua não notou o perigo nisso! -Teve medo de não ser nem metade do homem que seu pai foi! E ainda tem medo disso! Você tenta imitá-lo a cada gesto... Mas acaba fracassando, porque você sabe que não é ele! E pensa e repensa, remoendo a duvida, que se tivesse deixado-o viver por mais algum tempo, teria surtido efeito agora!? Você seria menos coração mole e mais rígido, como ele foi? Teria se livrado de sua mãe? E sua irmã!? Por todas essas perguntas, você inveja seu pai da hora que levantava da cama ate a hora em que deitava na mesma! Inveja-o por ter tido uma carreira promissora... Por ter arranjado uma mulher, que durante um tempo, a amou profundamente e nesse aspecto, você tem medo de seguir o mesmo caminho dele!

-Não diga isso. — murmurou franzindo a testa. Mas eu não conseguia calar a porra da boca! -Não continue... — pediu baixinho. Eu o ignorei.

-Você o inveja por ser quem ele foi e por saber que você não pode ser nem metade do homem que você conviveu... Porque você pode ter o mesmo nome, mas não o mesmo espírito! — terminei para respirar fundo e complementar minha analise. Ele mal esperou eu fechar a boca para agir.

Minha cabeça pendeu para a esquerda e instantaneamente, minha bochecha direita ardeu e ficou em chamas.

Chocada e devagar, fui subindo a mão aos poucos e toquei o lugar quente. Lagrimas arderam em meus olhos, mas eu não as derrubei. Arfei surpresa e fitei Edward com o mesmo sentimento nos olhos. Ele havia me batido!? Eu via magoa em seus olhos, mas era a ofensa que estava impregnada em seu rosto. A mandíbula travada e uma das mãos fechada em punho me diziam que eu havia extrapolado o limite.

-Não abre mais a boca pra falar do meu pai. — falou pausada e ameaçadoramente. Fora por isso que Elizabeth passara!? Pestanejei, sentindo-me desprotegida e também ofendida. -Você me ouviu!? Me ouviu bem?

-Você... — sussurei amedrontada. — Você me... Bateu?

-Ninguém fala assim de mim ou do meu pai... — apontou o dedo na minha cara. — Nem a vadia da minha mãe e nem você!

-Você me bateu! — exclamei num sussuro.

-Todas as palavras que disse... — ele escorregou a mão pelo meu pescoço e o segurou sem firmeza. — Todas, Isabella, só camuflaram sua intenção! Me atingir, era o seu objetivo. — aproximou o rosto do meu. Sei que já desafiei muito o Assassino, mas ele tinha o dobro do meu tamanho e peso, eu não podia enfrentá-lo mesmo que fosse meu desejo. — Você teve sua conseqüência!

-Você me bateu! — rosnei empurrando seu braço para longe. -Me bateu por algo que você não soube ouvir sabendo que é verdade! E o pior, você nem me deixou terminar completamente de falar!

-Termine agora. — falou friamente. Reprimi minha ira, secando as lagrimas dentro de meus olhos.

-Vá se foder, Edward. — pronunciei no mesmo tom que ele. Por um momento, pareceu surpreso. -Se você quisesse mesmo ouvir, teria me deixado terminar de falar... — tirei os sapatos, jogando-os ali mesmo na sala. Levantei a cabeça. — Você nunca vai deixar de ser um monstro!

Empurrei-o do meu caminho e rumei para a cozinha, não me esquecendo de fechar a porta da sala de jantar. Assim que entrei no cômodo que eu procurava, fechei a porta e escorreguei pela mesma, finalmente deixando as lagrimas fluírem naturalmente. Abafei meus gemidos, não queria que ele os ouvisse de forma alguma. Respirei pausadamente, recuperando meu controle. Fitei o teto com a intenção de deter minhas lagrimas. Fui descendo o olhar devagar... Ate se pousar em Carmen, acuada, me fitando com pena. Envergonhada, sequei meu rosto rapidamente com as mãos e coloquei o cabelo atrás das orelhas, levantando-me do chão.

-Deseja... Alguma coisa? — ela perguntou aturdida. Demorei um tempo para responder. Tinha que ter certeza de que minha voz não falharia! Funguei e aproximei-me com passos lentos do balcão.

-Estou com fome. — minha voz não se passou de um sussuro. Ela assentiu.

-O senhor Edward comprou hambúrguer, batatas fritas e milk shake. — ela disse sem querer encarar a marca vermelha em minha face. Tive mais vontade de chorar... Se não fosse minha boca grande e o senso machista dele, estaríamos rindo agora na sala! -Isabella? Quer que eu pegue?

-Não. — murmurei melancólica. Carmen me olhou com pesar e logo sua vista mudou de direção. Enrijeci.

-Senhor Edward, ainda quer comer? — perguntou. Não ouvi sua resposta. -E a senhorita?

-Por gentileza Carmen, arruma o quarto vago para mim. — e virei-me, para sair da cozinha. Trombei com ele e o empurrei para fora do meu caminho. Edward havia ferido meu ego ao me dar aquele tapa... E por hora, eu não o queria ver nem mesmo pintado de ouro e prata, cravejado de pedras preciosas! Ah mais eu não queria mesmo...

Links Importantes:

Bella julgamento

Standbyminha short-fic de epoca, estreia em breve

Não olhe em seus olhos... - one-shot mitologica, estreia em breve tambem.

D.E.A.D.I.minha grande estreia de comedia, apos o fim de TK

Notas finais
Acham mesmo que agora no final, os dois ficam bonzinhos e é só chamego!? Genteeeeem, faz favor... É Mentirosa e Assassino, eles nao sao assim!
HAHAHAHAHAHAHHAHAHA
~~~~~~
Podem gritar, espernear e ate mesmo tacar pedra em mim, que nao vou soltar spoiler dos proximos capitulos! MUAHAHAHAHA O que posso dizer é: tudo quanto é tipo de emoção eu vou tentar englobar (ação, um tico de suspense, muuuuuuuuuito drama, romance, aventura ~of course~ e mais drama...) HAHAHAHAHA
~~~~~~~~
Eu postei os banners de minhas novas fics que estao por vim... Standby estou quase postando, quase mesmo! E D.E.A.D.I. eu vou deixar para meados de Janeiro/Fevereiro :)
Curiosas a respeitos das fics!? *--*
~~~~~~~~
Eeeeeei... Agora é hora do que!?
DAAAAAAAAAAAAAAAS PERGUNTAS! ///
"P: Para onde iria nas férias? E porque?"
R: Aaaah sou suspeita, né!? rs Eu iria pra França e conhecer suas cidadezinhas conteporaneas... Acho que lá é um lugar magico *-* E ~eu podiria fortalecer meu frances~... HAHAHAHAHAHA
~
~~
~
Bom... Vamos conversar agora!
É fim de ano, Natal e Ano Novo tao ai e as postagem, como vao ficar, nao é mesmo!? Eu nao vou viajar esse ano, mas sei que muuuuuitas de voces vao ou ate já foram, entao é o seguinte: eu vou postar esse capitulo hoje e vou ver se rendeu reviews: se RENDER, entre pós-Natal e pré-Ano Novo, eu posto mais um capitulo; se NAO RENDER, só no começo de Janeiro. combinado? Tudo certinho pra voces?
-
-
Ate proxima postagem ~e nas respostas dos reviews~
:D