The Killer
41 XL - Virando a pagina
Notas iniciais
Eu tentei responder os reviews antes, mas... Agora que comecei a trabalhar, meu tempo sumiu! E cara, eu to taaaaaaaaaao feliz trabalhando *-*
Bom, chega disso... Boa leitura! rs
XL — Virando a pagina
Narração: Swan
Suas mãos apertaram minha cintura e cabelos. Seus dentes morderam meu lóbulo.
Remexi-me na cama.
-Por favor... — sussurou em meu ouvido.
Abri os olhos, mais desperta do que quando deitei. Suspirei e deitei de barriga para cima, fitando o teto. Meu braço escorregou para o lado vazio da cama. Peguei o travesseiro que não estava usando, deitando de lado e o abracei com força. Ainda estava ressentida pelo o acontecido. E eu não queria migrar para o quarto de Edward agora! Eu seria fraca e sem opinião... Tinha que mostrar que também queria ser respeitada e que não podia ser tratada como uma qualquer! Afundei os dedos no travesseiro macio, sentindo falta do calor de sua pele.
-Não seja dependente. — murmurei largando o travesseiro de lado, voltando a me deitar de barriga para cima. Suspirei saudosa de novo, imaginando que se eu estivesse deitada com ele, estaria dormindo tranquilamente junto de seu corpo másculo. -Por Deus, Isabella, pare com isso, que porra! — exclamei aborrecida comigo mesma. Enrolei uma mecha de cabelo entre os dedos, pensando.
E a única coisa que me vinha à mente era os olhos de Edward magoados. O que não me ajudava em nada no momento.
-Se ela morrer... — falando no inferno, Edward gritou nada amigável. No mesmo instante, sentei-me na cama. "Morrer?" pensei alarmada. -Ti caço ate o inferno, mas lhe acho! — continuou gritando. Ele não grita a toa!
Morrer...
Franzi a testa e joguei as cobertas de lado, jogando as pernas para fora em seguida. Pulei da cama e fui avançando pelo quarto. Abri a porta com um cuidado excessivo. A porta do quarto de Alice, bem na frente onde eu me residia temporariamente, estava arrombada. Atravessei o corredor em direção a ele, para analisá-lo de perto. A fechadura estava despedaçada, cobertas e edredons embolados no chão. Franzi a testa. Sai do quarto dela e atravessei o corredor, direto para frente do quarto de Edward. A porta estava entreaberta. Coloquei a cabeça pra dentro e espiei. Os lençóis estavam devidamente esticados, o que eu estranhei muito.
-Cala a boca! — uma voz feminina gritou, paralisando-me ali mesmo. De fininho, cheguei ao topo da escada e abaixei ao lado da proteção da mesma. Deixei um pedaço do rosto à mostra e desci alguns degraus. A mulher que estava de pé era loira e seus cabelos batiam no meio de suas costas. Estava em cima de um grande salto de uma cor vibrante. Edward estava ajoelhado no chão, com Alice desacordada em seus braços. Abaixei-me em meu esconderijo. -Vou começar por sua irmã vagabunda e você irá assistir! — riu maldosamente. Prendi a respiração. — Pena que meu premio não esta aqui... Aonde meu premio esta, Cullen?
-Já procurou no inferno ou na puta que pariu!? — Edward rebateu. Xinguei-o mentalmente. Ele nunca sabia a hora de manter a língua quietinha dentro da boca!?
Sai de meu esconderijo e entrei meio encurvada no quarto de Edward. Deixei a porta entre aberta, enquanto me dirigia para o guarda-roupas. Abri a porta de correr lentamente e sem fazer ruído. Arrastei os cabides no apoio, para o lado direito, deixando o fundo a mostra. Respirei fundo. Com as mãos espalmadas na madeira, fiz pressão. A tabua cedeu para baixo e sumiu num compartimento para o lado direito. Soltei um curto suspiro ao ver o grosso calibre das armas brilhantes. Tinha uma metralhadora, um rifle e outra... E foi essa que chamou minha atenção! Era um calibre 12, chamando meu nome sedutoramente. A peguei firmemente com uma mão e com a outra, peguei a caixinha de munição. A carreguei com 8 tiros, mesmo sabendo que não ir disparar nenhum.
Assim que me virei, a avistei brilhando em cima da mesa de vidro. Aproximei-me da pistola de Edward. Parecia nova em folha... A cor negra refletia a luz fraca do abajur. A peguei também e coloquei na cintura da calça, sob a camiseta atrás. Olhei ao redor. Eu precisava de um plano. Encarei fixamente o elevador. Meu plano estava feito.
Narração: Cullen
Claire engatilhou a Bereta, apontando na direção de Alice. Eu ia morrer agora, porque não deixaria minha irmã ser morta tão friamente em minha frente. Com uma raiva muda, encarei aquela pirralha que tinha sede de dinheiro. As portas do elevador se abriram e eu prendi a respiração. Qual era a probabilidade de Bella o usar agora!?
-O que...? — Claire abaixou a guarda, fitando as portas abertas. O elevador estava vazio. Ela voltou à atenção pra mim. — O que você esta planejando!?
-Acha mesmo que sou idiota o suficiente para lhe contar o que estou ou não planejando? — rebati rude e sem paciência. — Vai tomar no... — ela atirou em meu braço. Pressionei os lábios para não soltar mais um palavrão. -Vadia! Quem você pensa que é? Vaca!
-Estou perdendo a paciência, Cullen. — entoou abaixando a arma.
O som da 12 sendo engatilhada encheu o ar.
-Quem você pensa que é para atirar em meu homem!? — Bella soou tão poderosa quanto nos Tribunais. Agora eu a via com as pernas separadamente de lado, apontando uma arma de grosso calibre na cabeça da assassina profissional. -Coloca sua arma no chão e deslize-a para Edward.
-Eu não... — Claire começou a resmungar.
-Agora! — Bella gritou impaciente. Claire se abaixou devagar e empurrou a Bereta em minha direção. Alice se sentou e recuou com medo da arma. Ela estava acordada o tempo todo!? Peguei a Bereta entre as mãos e levantei-me, ajudando Alice em seguida. -Muito bem... — a elogiou. Claire se virou pra ela.
-Você é a vadiazinha do Cullen, certo!? — provocou Bella. -Você é o que me impede de ter 3,5 milhões de dólares!
-E nada me impede de acabar com sua raça. — Bella disse e num movimento rápido virou a arma e deu uma forte coronhada na cara de Claire, derrubando-a no chão totalmente inconsciente. Alice pôs as mãos na boca, mascarando teu medo. — Que porra, aumentaram o valor!?
-Se antes já tinha muitos atrás de você... — falei. — Imagine agora!
Bella mal olhou em minha direção. E eu sabia o porquê disso! Ignorando-me completamente, ela fitou Alice e procurou por ferimentos. Não achou e com isso, relutantemente, me fitou de mau gosto e seus olhos se fixaram em meu braço. Pressionou os lábios, pesando as possibilidades de falar comigo.
-Esta sangrando. — disse seca. Olhei meu braço.
-Foi de raspão, vou sobreviver. — rebati, sem saber o que fazer para ganhar seu perdão.
-Precisa de um curativo. — disse, ignorando meu comentário novamente.
-Eu pego o kit de primeiros socorros. — Alice disse e subiu as escadas.
Isabella mal deixou os olhos sobre mim por mais de 3 segundos e então, fitou o corpo desacordado no chão. Suspirou passando uma das mãos nos cabelos. Se aproximou quatro passos de mim e empurrou a arma contra meu peito. Não pude deixar de roçar minha mão na dela. Recuou como se tivesse levado um choque. Reprimi fechar os olhos e lamentar como um velho ranzinza. Bella se inclinou e pegou o braço de Claire. Não entendi sua intenção.
-O que...? — tentei, mas um olhar raivoso seu me fez ficar quieto. Começou a arrastar o corpo inerte com guinadas abruptas, não deixando de soltar grunhidos pelo esforço excessivo. Meus braços estavam ali à disposição, porque não pedir ajuda!? Ah claro, eu havia ferido seu ego e minha ajuda seria uma advertência gravíssima. A cada três guinadas dela, eu dava um passo, curioso com seu plano. Alice retornou a sala, com o kit em mãos.
-Eu... — ela disse observando o trabalho que Bella estava tendo. — Preciso ir dor... — se interrompeu. — O que esta fazendo!?
Bella parou e largou o braço, pôs as mãos na cintura e bufou, com a respiração rápida.
-Levando o corpo para o jardim... — respondeu pondo o cabelo atrás das orelhas. -Por quê?
-Só curiosidade. — Allie sorriu recuando para o sofá. O tiro de raspão estava começando a me incomodar com a ardência, mas eu podia agüentar de boca fechada. Ela voltou a pegar Claire pelo braço e a arrastar, devagar. -Ajuda ela, Edward. — minha irmã sussurou pra mim. A olhei rapidamente por cima do ombro e respondi:
-Ela não quer.
Bella chegou à porta de vidro e eu acabei avançando para ajudá-la. Entretanto, foi bem mais rápida que eu e abriu a porta de correr de vidro num átimo e saiu para o jardim. Arrastou o corpo mais alguns metros, distanciando-o da área de acesso. A segui, curioso demais para não ver o que iria fazer e com medo demais para simplesmente perguntar e ser ignorado. Alice seguiu meus passos, bem atrás de mim.
-Quem é ela? — perguntou com a voz calma. Pestanejei sentindo a surpresa por ela falar comigo travar-me a língua. Alice me deu um forte cutucão.
-Claire Yorkie. — respondi mecânico. -Está no ramo há pouco tempo e tem sede de dinheiro e poder... Como todo assassino! — forcei a memória atrás de fatos sobre a garota. — Não tem mais do que 23 anos... Se eu não estiver enganado!
-3,5 milhões de dólares... — repetiu baixinho. -O preço aumentou! — e Bella olhou em meus olhos fixamente, sem ressentimento. Na verdade, o olhar que me lançava era o mesmo de alguns meses atrás quando decidi protegê-la ao invés de matar! -E se ela sobreviver, vai voltar, não vai?
-Provavelmente... — dei de ombros. — Vai sim, ate matar ou ser morta!
Por mais que eu fosse um assassino e o que mais amava (depois de Bella) era puxar o gatilho, não estava preparado para a cena a seguir. Me senti preso numa pegadinha de mal gosto, vendo minha versão feminina aniquiladora. Bella tirou a pistola detrás da cintura da calça e engatilhou, apontando para a testa de Claire. Seu olhar perdeu o brilho e se tornou gélido. Só deu tempo de eu abrir a boca para tentar impedi-la, mas ai já era tarde demais. Desferiu um tiro na testa do corpo inconsciente no chão que se mexeu com o impacto. Alice tapou a boca com as duas mãos, horrorizada pela cena. Não emiti nenhum suspiro.
Mexeu a mão para baixo e atirou no coração e em seguida, no pulmão. Deixei a expressão lívida, só para esconder o assombro de ver a expressão de Bella tão selvagem e sem vida. A respiração era calma só superficialmente, mas eu sabia o que ela estava sentindo naquele momento, em que poderia dizer que matou pela primeira vez. Porque uma coisa é matar no calor da emoção e outra é puxar o gatilho tendo a vitima submissa a si. A doce adrenalina corria nas veias, veloz e viciante de se sentir outra vez e outra vez... E mais uma vez e não parar de sentir nunca! Com o gelo ainda nos olhos, ela nos fitou. Estendeu a pistola para mim e eu a peguei.
-Posso dormir em paz agora? — perguntou arrogante e pulou o cadáver, indo para dentro da casa. Tive a impressão de vê-la entrar na cozinha. Alice me olhou meio desesperada, sem saber o que fazer.
-Vá dormir, Allie. — falei alisando seus cabelos. — Os sentimentos daqui pra frente não vão lhe fazer bem!
Minha irmã assentiu e entrou em casa, ajeitando os cabelos. Percebi que já estava usando roupas largas, como se estivesse com vergonha do próprio corpo. Sorri com isso. "Alice e seus absurdos!" pensei sacudindo a cabeça. Suspirei e entrei também, deixando a pistola em cima da mesa de jantar. Agora era uma boa hora de pressionar Bella!
Narração: Swan
Abri a geladeira, sendo surpreendida por sua luz super forte, cegando temporariamente. Peguei a jarra de suco e fechei a porta. Andei ate o armário, onde Carmen havia me dado algumas dicas, e peguei um copo. O enchi e voltei à frente da geladeira, abrindo a porta novamente. Coloquei a jarra onde estava e analisei seu interior por mais tempo, vendo se tinha algo para eu comer, afinal, estava morrendo de fome. Talvez esse fosse o motivo de minha insônia repentina!
-Ha quem esta querendo enganar? — murmurei sozinha e suspirei, desistindo de comer algo. Fechei a porta da geladeira e estremeci de susto, ao ver a figura pálida de Edward ali em pé. -Não faça mais isso... — pedi com o coração martelando contra minhas costelas.
-Desculpe. — disse. Por um momento, pude jurar que as desculpas não eram somente por causa do susto de outrora. Ledo engano! Engoli seco e virei às costas para ele, apoiando um braço no balcão e peguei o copo com a mão livre. Bebi um gole. O gosto do maracujá desceu suave, gelando meu interior. Por Deus, eu ainda sentia a adrenalina fluir livremente pelas minhas veias! Tentei controlar a respiração, mas fracassava a cada novo suspiro. -O que sentiu? — perguntou baixinho.
-Perdão? — fingi-me de desentendida.
-Eu já passei por isso... — disse. Tive a impressão de que ele se aproximava de mim. — A adrenalina ainda corre em suas veias, não é?! — perguntou em meu ouvido. Lutei para não me entregar e fechar os olhos de vez. — O que sentiu!? Poder? Excitação?
-Eu... — desafinei e abaixei a cabeça.
-Ah Bella! — sussurou como num suspiro leve. -Me diga amor, o que sentiu? — foi ousado o bastante para roçar a barba entre meu rosto e pescoço. -Diga. Alto e claro. Diga!
-Excitação. — respondi ofegante. Só Deus sabia como eu estava apertando as coxas uma contra a outra para reprimir qualquer coisa que queria sair de mim na forma de um grande e nada sutil gemido. Edward me virou para ele e me sentou em cima do balcão com extrema facilidade.
-Sabe o que deixa tudo melhor? — sussurou provocando-me. Chegou à boca perto da minha, fazendo-me entreabrir os lábios a espera. -Depois de ter matado a primeira pessoa tão friamente como fez, uma foda deixa tudo mais... — umedeceu os próprios lábios, deixando os meus secos. -Gostoso!
Ele não me deu tempo para responder, apenas se virou e saiu, como se nada tivesse acontecido. Respirei fundo varias vezes, acalmando os hormônios. Quando Edward entrava em meu perímetro, meu corpo entrava em combustão espontânea e mandava minha teimosia para a profundeza dos sete infernos! Virei o copo de suco goela abaixo, mal sentindo o gosto. Maracujá, segundo estudos, tinha efeito calmante sobre o sistema nervoso... Isso servia para meus malditos hormônios também, não é!? Não satisfeita com um copo, abri a geladeira e acabei com a jarra.
Meu estomago dilatou com tanto liquido dentro de mim e a fome que eu sentia, sumiu. Respirei fundo mais algumas vezes e vi que já era hora de sair da cozinha. Relutante, eu o fiz com a esperança de que Edward já tivesse ido dormir... O que a parte racional do meu cérebro logo disse que seria inútil pensar isso! Passei pela sala de jantar, no maior escuro, e sai na sala. Visualizei a silueta de Edward no sofá. Sufoquei a vontade de voltar em cima do rastro e dormir na cozinha mesmo. Mas eu não devia ter medo dele... Ergui o queixo e empinei a coluna. Com os passos mais silenciosos do mundo, andei por trás do sofá, rumo à escada.
-Sua intenção é me fazer sangrar ate a morte? — perguntou paralisando-me os músculos das pernas. Arregalei os olhos. Mantive-me atenta a ele a cada passo... Como pode saber que eu estava aqui!? Continuei parada. — Obvio que é essa sua intenção no momento... Provavelmente, quer me ver morto!
Provavelmente quer me ver morto... Essa frase mexeu com meu interior. Por mais que eu estivesse magoada com ele, não desejaria a morte ao meu amor. Tudo bem, isso foi muito piegas, mas é a verdade! Querer a morte de Edward nem havia se passado pela minha cabeça. Com o restinho de orgulho que eu ainda tinha, mudei o rumo e dei a volta no sofá, sentando-me a sua esquerda, ao lado do braço machucado.
-Não precisa se fazer de vitima. — respondi rude. Peguei o kit em cima da mesa de centro e o pus em cima do colo.
Edward tinha o olhar baixo e um tanto perdido. O copo de uísque na mão estava cheio. Senti vontade de voltar a me aninhar em seu peito e sentir seus braços ao meu redor. Desviei o olhar dele e peguei o que precisava no kit. Molhei uma gaze com água burricada e iniciei a limpeza do sangue. Estava tudo muito silencioso.
-Vai arder. — falei seca ao passar a gaze por cima do ferimento. Edward nem pestanejou duas vezes seguidas. Baixei os olhos e me distrai, molhando outra gaze.
-Você foi mais carinhosa da ultima vez que me fez um curativo. — brincou. Limitei-me a fita-lo e voltei à atenção para seu braço. -Você esta sendo fria sem necessidade!
-Sem necessidade? — sibilei irritada. Dobrei um pedaço de gaze e dois pedaços de esparadrapo e fiz o curativo. Peguei uma faixa em passei em seu braço, colando a ponta com outros dois pedaços de esparadrapo. Preparei-me para levantar, mas Edward segurou meu pulso. Tentei puxar meu antebraço de seu domínio, mas ele nem fraquejou, apenas puxou meu braço para perto de si com o aperto firme. Aproximou o rosto do meu.
-Você sabe que sou impaciente. — disse baixinho, mas de forma intensa. — Você sabe que sou impulsivo. — tentei puxar meu braço de novo. Ele não me largou! — E você também sabe que eu não fiz por querer!
-Me larga! — pedi entre dentes, mas minha voz saiu desafinada e um tanto estrangulada. Levantei-me do sofá e Edward me imitou, soltando-me. Tentei dar meia volta, mas ele segurou-me os ombros. Me debati e fugi pelo o lado oposto ao qual eu tinha vindo. Edward segurou minha cintura por trás e me jogou no sofá. Com o outro braço, jogou o kit e os utensílios que eu havia usado nele no chão. Esperneei e tentei fugir mais uma vez. Edward se deitou por cima de mim. — Sai de cima de mim!
-Não ate você me escutar! — disse calmo. Engoli seco. Meu coração estava disparado e eu tinha medo de me render antes de dar uma lição nele. Fechou os olhos e encostou a testa na minha. Mantive meus olhos bem abertos e mordisqueis meus lábios, evitando que tremessem. -Quando se trata do meu pai, eu fico louco Bella! Não admito que falem dele, porque apesar dele ter me transformado nisso que sou hoje, sei o que passou para manter a família por perto! Ele deu duro e só eu vi isso!
-Edward... — sussurei.
-Me desculpe se fui impulsivo e não a deixei terminar de falar. — sua voz estava melancólica. Engoli seco de novo. — Não posso desfazer o que fiz... Mas posso dizer que me arrependo! Eu a amo Bella, e não queria ter feito aquilo! — mordi os lábios com força. As palavras está desculpado estava na ponta da língua, mas eu não queria dizer de imediato. Ele tinha que sofrer pelo o que fez! Esfregou o nariz suavemente no meu e embalou meu rosto com uma das mãos. Eu sabia o que viria a seguir... Meu corpo queria isso (e muito), mas minha consciência não permitiria! Aproximou o rosto ainda mais do meu. Espalmei as mãos em seu peito e desviei o rosto, encarando o teto sem piscar.
-Não. — foi a única palavra que saiu. Queria dizer algo mais, mas não saiu nada! Edward suspirou e depositou um singelo beijo em minha bochecha. Relutante, ele se levantou de cima de mim.
-Nós conversaremos melhor pela manha. E você não precisa dormir sozinha! — disse desviando os olhos. Apos ver essa expressão, uma onda de remorso varreu meu corpo e me vi embalando a cintura de Edward... Mas era só imaginação! Eu ainda estava deitada no sofá, acuada. -Boa noite, Bella. — sussurou e deu a volta no sofá, indo para o elevador. Meus olhos o seguiram o trajeto inteiro. Ele grudou seus olhos nos meus antes das portas se fecharem. E então, eu estava sozinha na sala grande.
A trilha de lagrimas escorreu pela lateral do meu rosto, antes mesmo dos soluços se formarem em minha garganta. Pestanejei e uma nova trilha desceu pelos olhos. Eu queria sim desculpar Edward do tapa que havia me dado, mas... Meu orgulho ainda estava perigosamente ferido, e isso não era bom! Tapei o rosto com as mãos na intenção de abafar meus soluços e gemidos estrangulados. Edward não precisava saber que eu estava me martirizando por estar dividida entre perdoá-lo ou não.
O tempo passou, mas ainda não havia amanhecido quando ouvi um ruído. Meu corpo ficou totalmente em alerta e eu me sentei do sofá. Por um momento, minha mente registrou que podia ser Edward, vindo me retirar do sofá. Ele sempre fazia isso! A mala caiu no chão, pois provavelmente, Alice não me esperava encontrar ali. Estava com um moletom folgado e de capuz, escondendo os cabelos longos, tênis de corrida e a bolsa pendurada no braço. Ela me encarava de olhos arregalados e depois de 10 segundos, entendi o que a mala significava.
-É injusto fazer isso com ele. — falei baixinho. Não queria acordar a fera lá em cima.
-Você não teve que escolher entre duas coisas? — murmurou voltando a pegar a mala do chão. -Edward não suporta Jasper e vice e versa... Os dois não podem ficar no mesmo ambiente sem brigar! Com você é assim? — não respondi, mas era bem parecido quando se colocava Edward e Seth no mesmo local. -Liguei para Jasper para contar o que houve aqui... Não podia esconder!
-E...? — pressionei.
-E ele queria ter vindo me buscar no mesmo instante. — suspirou. — Segundo o medico, foi o stress que me fez abortar, então...
-Edward não é a melhor compainha do mundo. — completei a frase de má vontade. Alice assentiu, concordando. Se tudo que Edward havia me contado, sobre o que tinha sacrificado por ela... E Alice simplesmente resolve fugir no meio da madrugada, escondida, cuspindo no prato que comeu!
-Não conte a ele, por favor. — pediu.
-Não posso fazer isso. — neguei-me. — Já tenho minhas pendências com seu irmão, mais uma e ainda mais não sendo minha, é alem de minhas forças! Não me peça isso, Alice!
-Tudo bem. — sussurou aproximando-se um pouco. -Isabella, eu queria pedir desculpas. — arregalei os olhos. — No seu primeiro dia aqui, eu não fui muito educada e Edward não gostou em nada do que eu disse... — continuei encarando-a, estupefata. — Desculpe-me? Foi uma crise de ciúmes fraternal! Dividir a atenção dele com outra mulher que não seja minha mãe foi difícil de aceitar!
-Pra mim não pareceu apenas uma crise de ciúmes fraternal. — respondi seca.
-Você não é muito irritável. — deu de ombros. — Mas eu sabia que não iria gostar de ouvir sobre meu relacionamento com ele... Eu agi impulsivamente, me desculpe!
-Tudo bem. — respondi meio chocada. Ela assentiu de novo e foi se afastando, olhando-me como se quisesse dizer mais alguma coisa.
-Isabella? — chamou-me tímida.
-Diga.
-Eu nunca tinha participado de um ménage antes. — e com isso ela se virou e saiu pela porta da frente. Soltei um riso surpreso e voltei a me deitar no sofá. Suspirei. Agora eu podia descansar!? Pestanejei e isso bastou para me deixar inconsciente.
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Narração: Cullen
Se aproximava das 20h:00min da noite e eu tamborilava os dedos no joelho esquerdo. Sabia que ela estava ressentida comigo, mas também sabia que não me negaria um singelo pedido. Era só um jantar! Um jantar no qual eu finalmente a pediria em casamento... E estaria ferrado se ela dissesse não! Respirei fundo, tentando-me acalmar e não imaginar asneiras. Ouvi as portas do elevador se abrir e com isso, levantei-me rapidamente. Bella saiu do elevador com um vestido azul de seda curto, com a alça em apenas um ombro, tapando o mesmo braço com tiras de seda. Os cabelos castanhos estavam semi presos, com cachos pendendo pelas costas e a franja falsa em evidencia do lado direito.
-Você está linda. — sorri tentando parecer simpático o bastante para ganhar a confiança dela por hora. Devolveu-me um sorrisinho de canto, um tanto tímido.
-Obrigada. — respondeu-me aproximando-se cautelosamente. Dei um aceno.
-Vamos, temos reserva e não quero perde-la. — segui para a porta e a mantive aberta para ela. Bella passou por mim e a sua fragrância ficou no ar atrás de si. Inspirei fundo, inebriando-me com aquele cheiro. Era único, apesar de ser um perfume qualquer. Fechei a porta e desci as escadas apressadamente, só para abrir a porta do carro. Ela entrou no veiculo com o queixo erguido, mal olhando em minha direção duas vezes em seguida. Isso só estava me deixando ainda mais agoniado!
Entrei no Porsche reluzente e arranquei. O trajeto ate um lugar perto da Madison Square era de quinze a vinte minutos. Eu apertava o volante entre os dedos ate os nós ficaram esbranquiçados. Pelo canto do olho, reparei que Isabella franzia a testa para mim e aquela famosa ruguinha estava entre suas sobrancelhas. Engoli seco. Eu não estaria surpreso se em minha testa tivesse gotículas de suor e estivesse mais branco que o natural. Parei em frente ao restaurante italiano, pois eu sabia que ela gostava.
Bella escondeu-me um sorriso.
Engoli seco de novo e soltei um suspiro baixo. Sai do carro e dei a volta, para abrir a porta para ela. Bella esticou a mão, num pedido mudo por ajuda. Mais rápido do que eu teria pensado, meu corpo agiu primeiro e quando percebi, sua mão envolvia a minha com força e se apoiava na mesma para sair do carro. Assim que saiu, eu fechei a porta, mas mantivemos o contato físico. Era bom, era natural e eu sentia falta do toque dela em mim! Escorregou sua mão para longe de mim aos poucos, como se também não quisesse parar de sentir o contato. Sem a tocar, a guiei para dentro do restaurante.
-Você sempre acerta, não é? — comentou olhando a arquitetura do local. Sorri torto.
-Eu sempre tenho um palpite e não tenho medo de arriscar. — rebati risonho. Ouvi o riso dela baixinho demais, mas ouvi! E isso me alegrou. Chegamos ate o maître.
-Tem reserva senhor? — perguntou educado.
-Cullen. — respondi. Ele afugentou a surpresa ao ver que não era educado.
-Por aqui, por favor. — e saiu na frente, fazendo Bella e eu o seguir. A mesa reservada era quase no meio do salão e perto do espaço em que a banda tocava ao vivo. Era suave e dava um ar sonhador ao local. O lustre de cristal refletia luz e arco íris em todas as direções e uma delas era em Bella, o que não deixei de observar mesmo quando tínhamos chegado à mesa. Inocentemente, ela me fitou de volta, confusa pela intensidade do meu olhar. -Como o senhor pediu...
-Obrigado. — tirei uma nota qualquer de dólar do paletó e dei a ele. Agradeceu-me e saiu de fininho. Desviei o olhar dela e arrastei a cadeira, para que se sentasse.
-Quanto requinte. — murmurou ainda olhando ao redor. Sentou-se cuidadosamente e assim empurrei a cadeira. Sentei-me de frente pra ela e suspirei de novo. Nem se eu tivesse que matar o senhor Presidente, eu estaria tão nervoso. Apareceu um garçom com o menu de vinhos. Indiquei para que entregasse a ela. — Eu?
-Sim. — sorri torto, sabia que essa era minha arma mais mortal entre as mulheres... Ou mulher, em especial! — Escolha o vinho hoje.
Ela pestanejou surpresa e tive a impressão de ver fascínio em seu rosto ao pegar o menu das mãos do garçom que ficou em pé, fingindo não nos ver. Concentrada, Bella analisou os vinhos com a insinuação de um sorriso na face. Observei as linhas suaves do seu rosto, o traço fino de seu nariz, a curvatura delicada do pescoço e a textura cremosa da pele. Isabella era um tipo de mulher que não se encontra em qualquer lugar e quando se encontra, não se deve deixar ir, como Stefan havia feito.
-Vamos querer o Amarone della Valpolicella. — disse fechando o menu e entregando ao garçom. Ele deu um breve aceno.
-Uma ótima escolha, senhora. — e se afastou. Arqueei uma sobrancelha, querendo detalhes do vinho.
-É seco. — respondeu suavemente, como se tivesse cuidado com o jeito que abria a boca. — Sei que prefere os tintos e que não suporta os suaves... Eu quis variar um pouco, porque isso não faz mal a ninguém, não é mesmo?
-Como conhece um vinho tão famoso da Itália? — perguntei curioso. Ela me fitou desconfiada e então abaixou a guarda completamente. Percebi isso só pela postura de seus ombros, antes na defensiva, agora completamente relaxados.
-Como você conhece? — rebateu inclinando-se sobre a mesa. -Hm?
-Pode não parecer, mas sou um grande apreciador de vinhos. — respondi sorrindo de canto.
-Ah é mesmo!? — senti o sarcasmo em sua voz. — A meu ver, você aprecia muito o uísque, isso sim!
-Vinho não é mundano como o uísque, a meu ver... — respondi maliciosamente. — Ele tem que ser degustado em ocasiões especiais. O uísque não, ele é para todos os momentos menos especiais... O que geralmente se bebe para esquecer!
-Cite um exemplo. — encarou-me e eu não soube definir o sentimento em seus olhos. Senti a atmosfera entre nós mudar bruscamente.
-Um exemplo de que, vinho ou uísque? — perguntei dando-me tempo para pensar numa resposta plausível.
-Os dois. — não me deu saída alguma.
Nesse momento o garçom chegou com o vinho e mostrou a garrafa a ela. A mesma assentiu aprovando a embalagem. O garçom abriu e serviu o vinho nas taças. Deixou a garrafa em cima da mesa e se afastou silenciosamente. Peguei minha taça e girei o vinho nela, trazendo-a perto do nariz e inalando sua essência. O álcool quase nem era presente ao olfato, o que me agradou. O odor da fruta era suave. Experimentei um gole pequeno. Bella continuou me fitando e esperando a resposta. Sorri torto e pousei a taça na mesa novamente.
-Um exemplo de vinho... É o momento de agora. — respondi com um quê de serio. A curiosidade reluziu em seus olhos castanhos profundos.
-Agora é uma ocasião especial? — perguntou ávida.
-E um exemplo de uísque... — fingi pensar, encarando-a fixamente. Inclinei-me sobre a mesa, aproximando-me dela. -Foi ha algumas noites atrás quando cometi o pior erro da minha vida.
-É... — abaixou a cabeça com os olhos brilhosos. -É uma ocasião especial agora? — sussurou. Minha mão escorregou pela mesa só para encontrar a dela. Bella não recuou diante do meu toque e isso acelerou meu coração.
-Se eu disser que sim, você não pergunta o motivo? — questionei no mesmo tom de voz. Levantou a cabeça e me fitou através da cortina de cílios negros.
-Se eu disser que não perguntarei, estarei mentindo. — sua expressão voltou a ser leve.
-Vou deixar você pensando. — respondi ao invés de dar-lhe a resposta obvia. — Daqui posso ouvir as engrenagens do seu cérebro ao procurar a resposta evidente!
-É muito obvia?
-Demais. — limitei-me e ri de sua cara de desentendida. Bella franziu o rosto a procura da resposta e logo vi a frustração de não encontrá-la.
-Não enxergo o obvio. — respondeu carrancuda. Ri novamente.
-Eu sempre tenho um palpite e não tenho medo de arriscar. — repeti sincero.
-Você já sabia disso, então. — afirmou revirando os olhos e escondendo a expressão de se sentir traída. Assenti voltando a recostar-me na cadeira.
-Eu já sabia disso. — balançou a cabeça e riu junto comigo. Outro garçom apareceu, com outro tipo de menu em mãos.
-Sou Benjamin e vou atende-los por hoje. — respondeu cortes. — Querem fazer os pedidos agora?
-Por favor. — falei. Ele me entregou o menu e eu entreguei o mesmo a Bella. — Hoje ela irá escolher o cardápio.
-Não Edward, eu... — engoliu seco. — Não posso pedir por você!
-Sabe dos meus gostos. — declarei num tom leve. — Não irá me decepcionar.
-Ahn... Ok. — murmurou analisando o cardápio variado. Maravilhei-me com sua expressão de que o mundo ia acabar se não escolhesse o prato certo. Não percebi o nascer de um sorriso em meus lábios. -Um fagottini de provolone ao molho branco para ele e para mim... — analisou por mais um tempo. — Um ravióli de carne ao molho vermelho, por favor! — entregou o cardápio ao garçom.
-Logo trarei o pedido de vocês. — e se afastou. Não demorou muito para voltar com os pratos e devo dizer que a escolha de Bella para mim fora perfeita. O vinho seco entrava em contraste com o gosto forte do provolone. Consumimos, pelo menos, três garrafas do vinho seco. Comemos ao som da banda ao vivo, que apelava para as musicas instrumentais. Eu dispensei a sobremesa e Bella seguiu meu exemplo.
Era agora!
Turning Page — Sleeping At Last
-Quer dançar? — perguntei ao ouvir os acordes de uma nova musica. Levantei-me e estiquei a mão, convidando-a. Bella sorriu estreitando os olhos para minha mão.
-O que esta planejando? — perguntou se levantando e ajeitando o vestido curtinho. Sorri torto ao sentir sua mão envolvendo a minha com firmeza. A guiei ate o centro do espaço aberto, bem perto da banda. Coloquei seus braços ao redor do meu pescoço e envolvi sua cintura com minhas mãos. -Já saquei seu plano. — disse de repente, no meio do primeiro giro.
-Já!? — perguntei assustado. Ela riu, corando. O vinho estava fazendo um grande efeito em nós dois!
-É. — concordou batendo as pestanas. — Está me comprando.
-Como é? — ri jogando a cabeça para trás. Continuamos nos movendo ao som suave. Ela riu também, dando um tapinha em meu ombro.
-Está me comprando, para que eu o perdoe. — mordeu os lábios. -Devo incentivá-lo? Porque estou amando isso!
-Perdão lhe decepcionar, mas não é essa intenção. — dei mais um giro. Bella franziu a testa.
-E qual é o real motivo, Edward?
Dei mais alguns giros antes de responder. Parecia que meu coração ia sair da caixa torácica de tão rápido que batia. Respirei fundo e encarei seus olhos. O tom rosado em suas bochechas só a deixava mais bonita e tive vontade de dizer para que corasse mais vezes, pois eu gostava disso. Giramos de novo. Bella estava a ponto de repetir a pergunta.
-Quer casar comigo, Isabella? — perguntei parando de dançar. Ela me fitou aturdida e... Riu! Como se fosse à melhor piada do mundo.
-Você esta brincando, não é mesmo? — perguntou tentando abafar a histeria do riso. Neguei. Ela riu de novo. -Edward, pode parar...
-Você está ferindo o meu ego. Eu acabei de te pedir em casamento, e você acha que eu estou fazendo piada. — respondi incomodado com seu riso histérico. Ela parou de rir no mesmo instante.
-Está mesmo falando serio? — perguntou pestanejando aturdida.
-Sim. — respondi. — Talvez não tenha feito da maneira certa. — tirei seus braços do meu pescoço, recuei um passo e coloquei um joelho no chão, pegando a caixinha de veludo negro do bolso da calça. Ela engoliu seco. -Sei que errei e depois de todas as milhares de vezes que eu disse que te amava, deixou que um ato anulasse sua fé em mim! E lamento muito… Lamento porque magoei você, lamento não tê-la protegido do que sou. Perdoe-me! Mas isso só me fez enxergar que não consigo mais caminhar sem você e volto a perguntar: quer se casar comigo, Isabella?
Uma lagrima solitária escorregou por seu rosto enquanto me fitava de boca aberta. Seus lábios tremeram e sua testa se franziu. Bella estava prendendo o choro. Eu já estava me sentindo patético com um joelho no chão devido a sua demora. Ela mal se movia! Engoli seco.
-Bella, diga alguma coisa, por favor. — implorei baixinho, encarando-a com intensidade.
-Eu... — engoliu seco de novo quando a voz saiu tremula. -E-e-eu... — e se rendeu a um choro baixinho. Assentiu, finalmente, para acabar com a minha agonia. -Eu aceito! — sussurou. Levantei-me e a abracei forte, não contendo minha felicidade. Seu riso parecia preso na garganta junto a um suspiro. Beijei sua têmpora com amor, permitindo-me viver o sentimento de uma vez por todas. -Eu aceito, Edward. — sussurou de novo, entrelaçando seus dedos em meus cabelos.
Encostei minha testa na sua.
-Obrigado por isso. — sussurei fechando os olhos. Senti seus dedos de repente, afagando minha bochecha.
-Está chorando? — perguntou surpresa. Abri os olhos ligeiramente, vendo a emoção dela. Sorri de canto.
-Provavelmente. — respondi rouco. — É muito fácil ser eu mesmo quando estou com você.
-Ah Edward! — abraçou-me forte outra vez, espremendo o rosto na curva do meu pescoço. — Porque não consigo ficar brava o suficiente com você!?
-Porque me ama. — comentei malicioso. Ela riu, ainda meio estrangulada.
-Porque eu o amo. — concordou saindo de seu esconderijo. Afaguei seu rosto.
-Do mesmo jeito que eu a amo. — seus olhos brilharam novamente. Inclinei-me pouca coisa e encostei meus lábios nos seus, como numa caricia. Afastei-me ofegante. O modo como o rosto dela estava tombado de lado dissera que me afastei cedo demais. -Estou me esquecendo do mais importante.
-Do que? — cochichou abrindo os olhos devagar. Equilibrei a caixinha na palma da mão.
-De seu anel, Bella. — falei. Ela olhou a caixinha e me fitou, ficou nesse vai e vem por algum tempo ate acariciar o veludo com a ponta do dedo. Com o indicador e o polegar, beliscou a tampa e a abriu. O anel reluziu a luz do ambiente do mesmo modo como o lustre de cristal. Bella deixou escapar uma exclamação surpresa e um suspiro sonhador. -Gostou!?
-Estou sem palavras. — respondeu-me.
-Estava entre as coisas que meu pai me deixou de herança. — contei-lhe. — Continha um bilhete junto que eu nunca tinha visto. Ele dizia que nunca tivera coragem de dar o anel para a mulher que amou e talvez fosse por isso que Elizabeth não o amava mais... E não era pra eu cometer o mesmo erro! Não podia ser qualquer uma... E eu saberia qual é a certa! — sorri afagando-lhe a cútis. — Você é a certa, Bella Swan!
-Edward... — murmurou envergonhada e sufocada. — Eu amei! Nem sei como agradecer...
-Não precisa. — respondi envolvendo seu rosto com minhas mãos. — Apenas me ame!
-Mas eu já faço isso. — cochichou antes de eu voltar a beijá-la com um pouco mais de intensidade! Ela aproximou o corpo do meu e apoiou-se em mim, com as mãos em meu peito. Afastei-me com selinhos carinhosos e meus braços escorregaram para abraçá-la novamente.
-Deixe-me colocar o anel em seu dedo.
-Tudo bem. — riu corando novamente. Com cuidado, tirei o anel da caixinha e peguei sua mão esquerda. Deslizei o circulo oval por seu dedo anelar lentamente. Assim que cheguei à base, depositei um beijinho no anel e em seu dedo. Bella suspirou de novo. -Porque eu não ti conheci antes!? — perguntou-se baixinho.
-Porque ainda não era a hora. — sorri torto.
Bella me abraçou e deitou a cabeça em meu ombro. Outra musica tocava, ainda mais suave que a outra. Nos mexíamos de um lado para o outro, sem necessidade de grandes movimentos. Apoiei o rosto em seus cabelos cheirosos e sedosos. Mantive os olhos abertos, mas sem realmente enxergar alguma coisa. Eu estava me sentindo tão em p...
-Edward?
-Diga. — incentivei-a ainda nos movendo em câmera lenta.
-Tem uma mulher do outro lado do restaurante, faltando nos metralhar com o olhar. — comentou como se fosse à coisa mais natural do mundo.
-Como!? — perguntei. Eu havia entendido bem?
-É... — se afastou e indicou com a cabeça. — Lá está ela! — olhei para onde indicava. Foi então que a mulher, acompanhada de pelo menos mais quatro pessoas (dois homens e duas mulheres), revelou a arma de grosso calibre: uma 12 reluzente. Instantaneamente, a adrenalina entrou na corrente sanguínea. Seguei a mão de Bella com força. -O que foi!? Devemos temê-la?
-Com certeza. — respondi não movendo um só músculo. — É a irmã de Claire, Bella... Aquela lá é Kebi e ela não esta feliz!
-Devemos correr agora? — perguntou com os olhos pregados em Kebi, assim como eu. Kebi atirou para cima, causando alvoroço em quem estava no restaurante. A musica parou abruptamente.
-Sim! — exclamei, puxando-a pela mão. Sumimos pela entrada de funcionários e saímos na cozinha. A atravessamos correndo e fomos xingados pelos cozinheiros. O local era quente como o inferno! Houve mais tiros atrás de nós. -Mais que inferno Bella, você tinha que ter matado a garota!? — gritei por cima do ombro.
-Você queria o que!? Que esperasse ela me matar para tomar atitude? — gritou para mim, sem fôlego. — É matar ou morrer agora, Edward!
-Que porra! — exclamei esbarrando na porta que apareceu em minha frente. Saímos no fundo do restaurante. Olhei para os dois lados. -É uma rua aberta... Temos que escolher o lado certo!
-Escolha a esquerda. — ela disse por trás de mim. — Viemos pela direita, então provavelmente estão vigiando o carro...
-Bem pensado. — murmurei e pela direita apareceu um discípulo de Kebi. — Definitivamente, é esquerda!
Cherry Bomb — The Runaways
A puxei na direção com força e muito rápido. Bella quase se desequilibrou.
-Vai com calma! — esgoelou-se aborrecida. -Se eu tropeçar, quebro meu pé em pelo menos três lugares!
Virei-me abruptamente para ela e abaixei-me um pouco. O corpo de Bella chocou-se com força contra o meu e com esse impulso, a joguei por cima do ombro. Virei-me na direção que estava correndo e disparei saindo na Madison. Derrapei para a direita e voltei a correr. No momento, eu nem sentia o peso de Bella em meu ombro.
-Você e seu maldito salto! — murmurei entre dentes.
-Edward, corre! — ela gritou. Forcei ainda mais os músculos das pernas e aumentei a velocidade da corrida. -É covardia virem atrás de nós com carros...
-Carros!? — berrei nervoso.
-É! — concordou.
Em minha frente surgiu uma multidão de pessoas aglomeradas tapando boa parte da rua. Claro que Kebi não se importava em passar por cima de todas elas! Mas eu tive uma idéia. E eu só tinha que correr mais 30 metros... Ou me aproximar o bastante para fazer Bella correr!
-Bella, vou ti colocar no chão... — falei ofegante pela corrida. — Mas tem que correr o máximo que puder!
-Agora!? — perguntou. Parei abruptamente, fazendo o mesmo esquema que fiz para jogá-la por cima do ombro, mas invertido. Bella desceu meio desnorteada. Peguei sua mão.
-Já! — gritei e continuei correndo. Tiros pipocaram atrás de nós. Instintivamente, abaixei a cabeça e torci para que Bella tivesse feito o mesmo. O primeiro impacto com a multidão doeu, afinal, recebi uma cotovelada no baço e outra no estomago, sem tirar que estava pondo a cara a tapa para proteger Bella. -Vem! — gritei. Devo confessar, ela ate que estava acompanhando meu ritmo.
-Edward! — esticou meu nome com um grito agudo. Mais tiros.
Fui driblando as pessoas e levando xingo. Estávamos no meio da multidão. Parei e apoiei as mãos no joelho. A cotovelada no estomago fora forte o suficiente para me deixar sem ar. Inspirei com força, não sentido o ar descer ate os pulmões. Bella passou em disparada por mim e então voltou, preocupada.
-Foi baleado!? — perguntou inspirando com força.
-Não... Consigo... Respirar... — balbuciei. Ela olhou ao redor e pegou minha mão.
-Sinto muito, mas agora você precisa mais de suas pernas do que de oxigênio. — e me guiou pela multidão. Bella corria com o punho fechado e na maioria das vezes, usava o cotovelo para tirar as pessoas de seu caminho. Devo dizer que funcionava muito bem! Virou bruscamente para a direita. -Eles devem estar atrás de nós... — gritou por cima do ombro rapidamente. Esperei pelo resto. -O carro deve estar livre agora!
-Quer voltar ao restaurante? — consegui perguntar. Alguém acertou meu braço baleado por Claire. Doeu e soltei um palavrão.
-Eu não quero. — respondeu determinada. — Estou voltando para lá! Vamos Edward, corre!
Respirei fundo por duas vezes e passei em sua frente, tomando as rédeas da situação. Maldita hora em que sai sem uma pistola...
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Notas finais
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Muuuuuuuuuuita gente tá saindo da fic e alguns vao aparecer mais que outros! O foco principal é a relação conturbada da Mentirosa e do Assassino, o que piora daqui pra frente! Esse foi o 40... Temos mais 4 capitulos de puro sofrimento! HAHAHAHAHAHAHA
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Bom... Como nao sei quando vou poder responder os reviews de voces, lá vai: QUE VOCES TENHAM UM PROSPERO ANO NOVO, MUITA BADALAÇÃO, JUIZOOOOOOO (olha lá hein!!), PAZ E QUE 2012 SEJA BEEEEEEEEEM MELHOR QUE 2011! OKOK?!
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Beiiiiijos meninas, ate a proxima postagem
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