The Killer

34 XXXIII - Traga-me para a vida


Notas iniciais
Eiiiiiiiii guys... Tudo em cima? Tudo de boa na lagoa?
Eu quero dizer que eu amooooooooo todas voces... Mesmo recebendo alguns eu ti odeio, sei que voces tambem me amam! HAHAHAHAHAHHAA
Muito agoniadas com o fim do capitulo anterior? Podem ir me agradecendo porque nao foi facil criar um capitulo inteiro só do Edward... Voces nao fazem a noção de quantas musicas tristes eu tive que ouvir! ;S
BOA LEITURA!

XXXIII — Traga-me para a vida


Narração: Cullen


Analisei Charlie com a cabeça enterrada nas mãos. O irmão apaixonado ao seu lado, envolvendo seu ombro com a mão e o olhar perdido. O Demônio e a filha pareciam duas estatuas de tão imóveis que estavam. Permaneci encostado na parede com os braços cruzados e pensamentos preocupados. Peter prometera achá-la para matar... Eu não duvidava que tivesse sido Charlotte, sua esposa e comparsa. O problema foi que eles não me ouviram! Mas agora eu simplesmente não conseguia pensar em vingança, na raiva ou qualquer outro sentimento ruim. Bella estava viva?

Engoli seco.

Duas horas sem noticias estavam me matando aos poucos. Como num pressagio ruim, chovia forte e sem parar desde o momento em que a peguei nos braços e a coloquei dentro do carro e dirigi para esse hospital desesperadamente. Ela entrou aqui desacordada e com a respiração fraca. Eles tinham que salva-la! Meu coração perdeu uma batida ao pensar que Isabella podia estar... Não consegui pensar a palavra! Ao longo do corredor, um par de sapatos de borracha rangeu sobre o chão encerrado. O som agourento chamou a atenção de todos nós. O medico caminhou calmamente enquanto Charlie se levantava devagar, como se estivesse enferrujado. Desencostei-me da parede.

-O que são da senhorita Swan? — perguntou segurando uma prancheta.

-Sou pai. — Charlie disse baixo. E me fitou por alguns poucos segundos. — E ele é o namorado. — disse para a minha surpresa. Seth pareceu não gostar do que eu fui intitulado. Eu não me importei, pois estava prestando atenção na expressão facial do medico. Eles dão algum sinal de quando uma pessoa morre, certo? — Como esta minha filha, doutor?

-Não tenho noticias concretas... Nem boas! — o medico disse com pesar. Preparei-me para o pior. -Ela passou por uma cirurgia delicada e de risco. — um choque passou por meu corpo. Charlie endireitou a coluna. — Ela teve sorte de não ter atingido nenhum órgão vital... E conseguimos controlar a hemorragia que foi desencadeada.

-Ela...? — Charlie tentou perguntar alguma coisa, mas estava digerindo muito informação. Respirei fundo.

-E como ela esta agora? — perguntei aproximando-me do medico. Ele me analisou com cautela.

-Estável. — respondeu sincero. — Foi uma coisa muito delicada e... — hesitou analisando eu e Charlie. — Só depende dela agora! Ou melhora ou... — fraco das pernas com o ultimato, Charlie desabou sobre a cadeira. O doutor engoliu seco. — Eu sinto muito!

-Obrigado, doutor. — agradeci. Ele deu um breve aceno e nos deu as costas, voltando de onde tinha vindo. Olhei ao redor com melancolia. Demônio e sua filha vinda do inferno nem se mexeram, pelo contrario, tive a impressão de ter visto um sorriso de satisfação no rosto delas. Seth se preocupava em consolar Charlie, que estava chocado demais para acreditar que sua esfuziante filha estava entre a vida e a morte agora, sendo que algumas horas atrás estava dançando e rindo.

Nem eu conseguia digerir isso!

Eu precisava ficar sozinho por pelo menos dois minutos. Afastei-me sorrateiramente deles e fui à direção da maquina de café. Seria uma longa noite! Escolhi um café expresso e esperei pouco tempo ate ele estar no copo médio. Com ele na mão, fui à direção da recepção e sai do hospital. Protegido pelo toldo, pude ver a chuva cair sem piedade, cortando o céu com ventos selvagens. Monótono, bebi um gole do café amargo, serviria para me deixar acordado. Suspirei cansado. Bella sempre estaria correndo perigo se vivesse comigo? Não me lembro da vadia da minha mãe correndo de um lado para o outro por causa do meu pai. Eu tinha que acabar com essa palhaçada de morte encomendada... Antes que a mulher da minha vida morresse. Se já não tivesse morrido!

Fechei os olhos, querendo por aquela magoa e tristeza pra fora. Eu não queria perder Bella! Não queria de maneira nenhuma... Talvez ela ficasse viva, mas com outra pessoa. Ate isso eu podia suportar! Podia suportar vê-la ficar com o irmão de criação ou aquele filho da puta que a deixou para trás. Eu podia vê-la com um deles e saberia que estava respirando e feliz! Com isso eu podia viver... Mas saber que sua presença havia deixado o mundo para sempre... Isso eu não podia aceitar! Ela tinha que lutar por ela mesma... Ou por mim! Não interessava por quem, mas só que ela lutasse bravamente, assim como lutou comigo quando eu quis matá-la, assim como lutou para ficar viva quando quase morreu afogada, como quando matou Jessica, quando matou todos os homens que nos seqüestraram... Por tanta coisa ela havia lutado, não podia desistir agora!

"E se ela desistisse?" minha mente me lembrou que nem tudo é certo. Eu quis fazer um pedido a Deus, mas é muito fácil acreditar Nele quando esta se perdendo alguém. Eu sempre tive uma vida miserável e nem acreditava nessa religião. Porque fazer um pedido agora, sendo que Deus tem tantas pessoas mais necessitadas para ajudar? Deixei os ombros caírem. Eu queria uma ajuda... Uma certeza de que esse era apenas um episodio ruim de uma serie adolescente e que Bella sairia dali andando. Era só isso que eu queria!

-Edward? Edward? Edward? — alguém me chamou ao longe. Levantei a cabeça e abri os olhos assustado. Mesmo não pedindo, Deus teria me enviado ajuda? — Onde esta...? AH! Achei! — e ela veio em minha direção. Congelei quando Heidi me envolveu com seus braços magros. -Ah Edward... Alice me contou! Ela vai ficar bem, sei que vai! — entoou esse mantra, ajudando a me convencer. Por todo o tempo que ela repetiu isso, eu acreditei nela! -Ela vai ficar bem, você vai ver... — deixei o copo de café cair no chão e a abracei com força, permitindo-me desabar sem energia! Apoiei o rosto em seu pequeno ombro e quando dei por mim, eu chorava. — Não! Edward, não... Ela vai ficar bem. Tem que acreditar! Tem que acreditar nisso, por favor... Por favor!

-Ela parecia tão sem vida quando chegou. — sussurei com a voz rouca. Heidi afagou minhas costas, amparando-me.

-Mas tem que acreditar que ela vai ficar bem! — disse gentil. Meu suspiro foi entrecortado. Ali estava outra prova de meu amor por Isabella!

-E se não ficar? — rebati sem esperança. Ela se afastou e alisou meu rosto com carinho. Em seus olhos eu via o pesar, a compaixão, a compreensão... Mas não via pena!

-Tem que acreditar. — repetiu num tom maternal. Reprimi minhas lagrimas e assenti. -Não é melhor você ir para casa...

-Não! — neguei bruscamente, cortando suas palavras.

-Ir para casa e tomar um banho. — continuou ignorando meu descontrole emocional. — Vestir uma roupa mais quente. — e só então percebi como ela estava agasalhada. Então fazia muito frio mesmo! -Esta esfriando e se você não agüentar ficar aqui, como vai protegê-la quando estiver a salvo? — pestanejei aturdido.

-Não tinha pensado nisso. — falei pensando na proposta.

-E vai ser rápido. — prometeu-me docemente. — É só o tempo de chegar a sua casa, tomar o banho, trocar de roupa, comer algo e então, poderá voltar!

-Eu não sei... — hesitei. A proposta era tentadora! — E se acontecer alguma coisa enquanto eu estiver fora?

-Mande esse e se ir pra puta que pariu! — rosnou impaciente. E então voltou a ser calma. — Vamos logo, eu ti levo!

-Por quê? — rebati sem entender. — Eu vim sozinho, posso voltar sozinho!

-E destruir minha gentileza? Nem pensar! — discordou. — E outra... Você está alienado demais, não esta em condições para dirigir! — assenti, concordando. Nisso, ela tinha a completa razão!

-Vamos, então. — alisando minhas costas e com postura protetora, entramos novamente no hospital. Iríamos usar a outra entrada. Atravessamos dois corredores e logo avistei Charlie desolado cercado pela família. Desvencilhei-me de Heidi e me aproximei dele. Seth sussurrou algo, que o fez levantar a cabeça e me fitar interrogativo. -Charlie. — ele se levantou mais rápido dessa vez. E assustado!

-O que foi? O que houve? — perguntou desvairadamente baixo. — Ela...?

-Não! — neguei com um aceno. -Eu vou... — pigarreei. — Eu vou a minha casa, trocar de roupa e volto em seguida. Se acontecer alguma mudança no estado dela... Gostaria de ser avisado!

-Aqui, fica com meu celular. — e deu-me o aparelho. — Eu ti ligo caso algo mude.

-Eu volto o mais rápido possível. — olhei por cima do ombro e Heidi já não estava ali. Perdido, olhei ao redor e vi que ela tinha me dado um espaço e estava bem a minha frente, quase no fim do corredor. Afastei-me dele e andei na direção dela.

-Ei, rapaz! — Charlie me chamou quando eu estava no meio do caminho. Veio ate mim, com passos firmes. Agora eu sabia de onde Bella tinha herdado a determinação. — Você sabe quem fez isso com minha filha?

A pergunta me pegou de guarda baixa.

-Sei. — respondi sem hesitar.

-E o que vai fazer a respeito disso? — perguntou num sussuro profundo. -Ahn?

-Tudo o que estiver ao meu alcance para que eles não respirem o mesmo ar que o dela. — prometi no mesmo tom e continuei a andar para fora do hospital opaco. Pelo lado de fora, Heidi me esperava embaixo de um guarda chuva e com os olhos atentos. Não me dei ao trabalho de brigar por um lugar ali debaixo. Andei na chuva, purificando-me dos pensamentos pessimistas. O carro de Heidi era um Audi cinzento, pequeno e veloz. Ela o destrancou e eu entrei, molhando o bando de couro, fazendo-a soltar um suspiro resignado. — Desculpe.

-Tudo bem. — disse dando de ombros. — Eu... Mando trocar depois!

-Você nem vai precisar mais do carro. — falei acomodando-me de uma maneira confortável. Ela hesitou um tempo com as mãos no volante.

-Você ainda tem tempo para pensar nisso? — perguntou baixinho. Eu virei o rosto para fita-la.

-Heidi, porque eu não teria tempo? — devolvi.

-Por motivos óbvios, não é? — rebateu ligando o carro. Fiquei em silencio. Eu não queria dizer o motivo de eu ainda pensar nessa questão! Ela era minha amiga e isso bastava. O problema era que eu não queria essa informação nas línguas erradas... Se não, eu teria muita dor de cabeça!

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

Não me lembro de adormecer. Talvez não tenha adormecido de fato, talvez eu tenha ficado no estado letárgico de torpor, onde eu não conseguia sentir nada. O som da chuva foi bem tranqüilizador e com certeza me ajudou a relaxar dentro do veiculo. Quando assustei, Heidi balançava meu ombro com leveza. A olhei de modo interrogativo.

-Chegamos. — esclareceu-me com a voz baixa. Eu teria que agradecer Heidi depois que tudo passasse. Ela estava me tratando com mais carinho do que minha própria mãe me tratou a vida inteira. Pelo menos, Heidi nunca apontou nenhuma arma para mim, diferente da filha da puta da minha mãe. Suspirei e sai do carro. A chuva torrencial caia sem trégua alguma. Subi os poucos degraus que me levavam a grandiosa porta de casa. Heidi veio mais devagar atrás de mim. Foi só o tempo de eu abrir a porta e dar três passos, para um corpo magrelo se chocar contra o meu.

-Graças a Deus você esta bem! — Alice exclamou me apertando entre os braçinhos magros. Anestesiado, envolvi um braço em sua cintura. -Está todo molhado! Vá, suba e troque de roupa, antes que pegue um resfriado...

-Eu estou bem, Allie. — respondi melancólico. Ela se afastou para observar meu rosto.

-Não, não esta bem! — discordou usando o mesmo tom doce de Heidi. — Ande logo e não me obrigue levá-lo lá para cima.

-Essa eu pago pra ver! — desafiei-a com um leve toque de divertimento. Alice levantou as sobrancelhas, devolvendo o desafio a mim. Eu me rendi. — Tudo bem, estou indo.

-E você Heidi... Vá trocar de roupa também! — Alice disse as minhas costas. — Vou pedir para Carmen fazer um creme... Ou uma sopa bem quente para os dois!

Ignorei a conversa que as duas desenvolveram. O assunto era eu! Subi as escadas e fui direto para o banheiro do meu quarto. Tirei as roupas pesadas de tão molhadas e joguei-as no chão. Entrei debaixo do chuveiro e deixei a água quente me relaxar e aquecer meu corpo. Logo, me senti dormente o suficiente para sentir sono, mas eu não podia me dar esse privilégio. Afinal, a mulher que eu amo estava no hospital entre a vida e a morte e eu pensando em tirar uma soneca? Nem se me pagassem eu faria algo assim agora! Fiquei um pouco mais sentindo a água rolar pelo meu corpo, ate que eu decidi que já era hora de sair. Desliguei o chuveiro.

Enrolei-me na toalha e sai do banheiro. Assim que me sequei, vesti um boxer cinza, uma calça social, uma camisa social e uma blusa de frio. Calcei um sapato qualquer! Sai do meu quarto bagunçando meus cabelos já desalinhados. Gostaria que Bella os visse assim... Sei que ela gosta de ficar mexendo neles, apesar de nunca ter me dito! Desci as escadas rapidamente e ninguém estava na sala, mas um burburinho vinha da sala de jantar e eu o segui. Heidi, já com outra roupa, estava sentada de frente para Alice, que parecia arrumada demais para ficar em casa. Eu há observei um pouco mais, com mais atenção dessa vez.

-Vai sair Alice? — perguntei, assustando as duas.

-O que? — fez-se de desentendida.

-Vai sair? — repeti minha pergunta ao me aproximar de Heidi.

-E-e-eu... — gaguejou passando a mão pelos longos cabelos. Eu continuei encarando-a, pois não tinha necessidade de repetir a pergunta. -Não. — negou rápido demais. — Quer dizer... Eu acho que não!

-Acha? — pressionei crispando os olhos.

-Eu ia ver Jasper quando fiquei sabendo o que houve... — admitiu envergonhada. Como meus sentimentos estavam numa fase neutra, não senti nada em relação a isso.

-É melhor você ir ver, é bom não ficar sozinha mesmo! — falei apoiando a mão no encosto da cadeira de minha amiga. — Vá ficar com ele... Não sei quando vou voltar, provavelmente só amanha a noite... Se ela melhorar ate amanha a noite! — Heidi me fitou azeda. — Eu sei, eu sei... Acreditar e blá blá blá!

-Você desdenha demais. — ela resmungou antes de dar outra colherada na sopa fumegante. — Agora venha comer.

-Estou sem fome. — respondi.

-Foda-se! — ela exclamou sem dar importância ao vocabulário. — Agora, senta essa sua bunda gostosa na cadeira e coma de bom grado.

-Heidi, você fala como se fosse virar o prato goela a baixo em mim se eu lhe contrariar. — falei sentindo-me um pouquinho melhor e voltando a sentir alguma coisa, eu só não sabia se era bom ou ruim. Sentei-me ao seu lado.

-E você duvida disso caso me contrariar? — rebateu calmamente. Ergui uma sobrancelha e ela me fitou. — Duvida mesmo? Ah, assim você fere meus sentimentos...

-Eu não disse nada. — me defendi. De repente, um prato foi posto na minha frente. Tinha um cheiro forte de tomate e involuntariamente, salivei e meu estomago implorou por ela. -Como vai sua gravidez?

-Saudável. — respondeu alegre. Pelo canto do olho, vi Alice abaixar a cabeça triste. — Três meses de pura satisfação. Não vejo à hora de meu bebe começar a se mexer...

-Vai ser legal. — empolguei-me com ela e virei-me para Alice. — Você já pode engravidar novamente, não pode Allie?

-Só mais alguns dias e então, poderei sim. — respondeu surpresa.

-Isso é bom. — sorri e então minha atenção foi direcionada totalmente para minha sopa, quente e aconchegante. Pouco tempo depois, o prato estava vazio e minha fome, superficialmente saciada. Levantei-me depressa e meu ato fez Heidi revirar os olhos. Um celular começou a tocar.

-Hm, que toque estranho. — Alice disse pensativa. — Não parece ser nenhum dos nossos... — meu sangue congelou quando abri caminho para a sala. As duas me seguiram em silencio. O celular de Charlie... Algo havia acontecido! Quis acreditar que era algo bom, mas eu sabia que ambos os lados tinham a mesma chance de acontecimento. Minhas mãos tremiam e meu coração estava acelerado. Respirei fundo e atendi.

-Sim? — minha voz quase não sai.

-Rapaz... Tenho noticias. — a voz de Charlie parecia um pouco mais viva.

-Boas ou ruins? — perguntei incerto. Allie apareceu ao meu lado e afagou meu braço, dando-me apoio.

-As duas. — respondeu sombrio. Meu coração batia forte, mas a impressão foi que parou de funcionar. Ajeitei a postura. — É melhor você voltar.

-Estarei ai em pouco tempo. — prometi e em seguida, desliguei o aparelho. Fiquei estático apenas pestanejando rapidamente.

-Eddie, o que foi? — minha irmã me perguntou preocupada. — Algo ruim aconteceu?

-Ainda não. — respondi sem esperança novamente. — Heidi, vamos?

-Ahn Edward... — ela hesitou. Percebi que trajava um pijama. Franzi a testa. — Eu bem que queria ti levar de volta ao hospital, mas... — Heidi estava realmente envergonhada por não estar retribuindo a ajuda que eu estava dando a ela. Não que eu estivesse cobrando!

-Ela esta querendo dizer Eddie, é que esta grávida. — Alice foi mais direta. — Tem horários para dormir, comer e ate para ir ao banheiro. — justificou. -Esta tarde e ela não pode ser negligente. E alias... O ambiente em si não faria bem a ela!

-Entendo. — falei.

-Mas se você quiser...

-Heidi, eu não me perdoaria se você se negligenciasse... — cortei seu martírio. — Esta tudo bem, eu vou sozinho!

-Um caralho que você vai sozinho. — Alice amarrou os cabelos num rabo de cavalo. — Eu vou ti levar e de lá, vou para a casa de Jasper.

-Heidi vai ficar sozinha? — preocupei-me. Ela revirou os olhos marcados pela maquiagem escura.

-Antes de grávida, sou uma assassina. — cruzou os braços, vangloriando-se. — Sei me cuidar!

-Assim espero. — e olhei dentro de seus olhos. Heidi deu um breve aceno, o que passou despercebido aos olhos de Alice. Minha irmã saiu de casa com seu sobretudo negro e botas de couro baixas na altura dos joelhos. -Cuide-se. — falei a Heidi antes de eu sair de casa. Ela não me respondeu, apenas assentiu. Entrei no carro, fugindo a chuva. -Sabe o hospital, certo?

-Durma se quiser. — Allie disse colocando a chave na ignição. — Com essa chuva forte, vou ter que ir devagar!

-Sinto-me uma criança de 5 anos. — resmunguei ajeitando-me no banco. Reprimi um bocejo.

-Uma criança de 5 anos não ama tão desesperadamente. — respondeu-me. Fiquei em silencio, pensando... E fechei os olhos, seguindo seu conselho. Um trajeto de 15 minutos, demorou mais de 45. O problema foi que minha mente não me deixou aproveitar esse tempo para descansar. Pelo contrario, pensei mais do que devia!

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

Charlie me aguardava na frente do hospital. Desci correndo do carro. Agora eu tinha certeza que eram más noticias! Parei de frente para ele e o questionei com meus olhos, com medo de minha voz falhar miseravelmente. Seu rosto era pura preocupação e desespero. Eu havia perdido Bella?

-Esta delirando. — disse baixinho. — Não conseguem fazê-la dormir, porque não conseguem por um cateter no braço... Ela surta quando lhe tocam! A febre está alta e não tem como baixar sem medicação!

-Disse que eram boas noticias também. — falei não mais alto que um murmúrio.

-Ela chama por você. — e me fitou de um jeito determinado. — Quer você! Eu ouvi seus gritos quando as enfermeiras a tocaram... É horrível de se ouvir, Edward. — disse meu nome com naturalidade. — Você pode vê-la? Falar com ela para que fique boa logo? Sei que ela pode lhe ouvir... Senão não chamava por você!

-Eu posso...? — minha voz não saiu. Eu a veria... E faria Bella lutar por sua vida!

-Vem comigo. — e seguiu na minha frente com passos largos e rápidos. Eu o segui ansioso de repente com a idéia de incentivá-la... Só então me dei conta de que eu precisava vê-la urgentemente! — Quero falar com o medico da minha filha! — disse a recepcionista. Ela assentiu.

-E qual é o nome da sua filha? — perguntou atenciosa. Ela devia saber com quem estava falando, no mínimo!

-Isabella Swan. — respondeu rude e sem paciência. A enfermeira assentiu de novo e pegou o auto falante. — Temos que conversar com ele... É por uma boa causa, não é? — Charlie falava comigo enquanto a enfermeira o chamava. — Não é?

-Claro que é! — concordei rapidamente.

-O medico já vai vim. — ela disse e fomos obrigados a esperar por não sei quanto tempo. Eu quis sair à procura do medico e trazê-lo arrastado pelas bolas! Eu não conseguia ficar parado por muito tempo!

E então, ele apareceu com seu par de sapatos que rangem!

-Doutor. — Charlie era o portador da idéia então, ele que era o porta voz. — Qual é o estado de Isabella agora?

-Está decaindo... — admitiu ele. — Não consigo dar a medicação a ela... E a febre só aumenta! No momento, a febre beira os 40º.

-Deixe-me falar com ela. — pedi num suplico.

-Você deve ser o Edward, então. — o medico deduziu. — Eu geralmente não autorizo isso, mas... Essa situação é uma exceção a regra! Tenho que permitir... Venha comigo!

-Cuide dela por mim, Edward. — Charlie disse quando comecei a me afastar.

Bring me to life — Evanescence

Não demorou muito para chegarmos ao quarto. O medico hesitou e abriu a porta. Isabella lutava como se fosse um grande lutador de boxe que não queria se render ao knockout. Duas enfermeiras e três enfermeiros tentavam segura-la na cama, mas Bella lutava e esperneava rosnando meu nome. O suor tomou conta de seu rosto, fazendo seu cabelo grudar no pescoço e alguns fios no rosto. Rapidamente, aproximei-me da cabeceira.

-Cuidado senhor. — um enfermeiro tentou me avisar. Eu não liguei.

-Bella, sua idiota, pare com isso. — sussurei em seu ouvido. Seus movimentos diminuíram apos ela soltar um suspiro de surpresa. Estava consciente, então? -Vão cuidar de você... — ela de debateu de novo. — Eu prometo Bella! Agora pare com isso... Tem que descansar!

Seus movimentos pararam por completo. Os enfermeiros e o medico se entreolharam. Respirei fundo e beijei a pele logo abaixo da orelha, onde eu estava sussurando palavras amáveis.

-Lute Bella! — incentivei-a. — Mas lute para viver e não com quem quer ti salvar. — sua respiração ainda estava acelerada.

-Edward... — chamou-me roucamente. Aquilo inflamou meu coração, como fogo em palha seca. — Edward...

-Estou aqui, linda. — respondi baixinho em seu ouvido. — Sabe que estou aqui!

-Edward... — seus dedos agarram o lençol da maca com força. Sua respiração voltou a se acelerar. — Edward... — choramingou manhosa.

-Eu estou aqui. — sussurei de novo. — E eu te amo, Isabella! Agora volte para mim... Ou me deixará muito zangado!

-Hm... — resmungou virando a cabeça para o meu lado. Afastei os cabelos de seu rosto e me inclinei para beijar sua testa. Estava em chamas!

-Deixe eles cuidarem de você. — pedi. Ela gemeu e franziu a testa de dor. Alisei sua testa novamente e afaguei sua bochecha corada. Levantei a cabeça e fiz um sinal para se aproximarem. Eles tinham que aproveitar agora que ela estava calma e comigo do seu lado para aplicar a medicação. Uma mancha vermelha chamou minha atenção... — O que...?

-Era isso o que eu temia. — o medico disse apressado. — Turner, coloque o cateter nela. Vamos aplicar a medicação agora! — e tirou o lençol de cima de Bella. O sangue vinha de onde a adaga havia cortado-lhe. — Os pontos se abriram... Temos que voltar a suturar isso agora! Já aplicou a medicação? — o medico parecia atarefado demais para eu resolver me meter em seus assuntos. Desci a mão e acariciei os dedos dela. Bella segurou minha mão com firmeza. Beijei sua têmpora.

-Ainda não doutor. — o enfermeiro respondeu ofegante pela correria.

-Estou aqui, meu amor. — sussurei amoroso. Ela gemeu outra vez. — Eu te amo Bella... Volte para mim, Mentirosa!

-Edward... — soltou um suspiro entrecortado.

-Sim, sou eu. — beijei sua têmpora de novo. -Estou aqui, agora descanse! Relaxe! Estarei cuidando de você, prometo!

-Pronto doutor. — o enfermeiro disse aplicando um liquido transparente de dentro de uma seringa pelo cateter ligado ao soro intravenoso. — Medicação aplicada!

-Ótimo! — o medico resmungou concentrado em suturar Bella novamente. Evitei olhar seu trabalho... Não seria agradável eu ver um homem costurando-a pela segunda vez!

Isabella foi relaxando aos poucos, mas seus dedos ainda eram firmes nos meus e em nenhum momento, eles afrouxaram. Continuei afagando seus cabelos e beijando ora sua testa, ora sua têmpora. Sua respiração começou a se desacelerar. Isso era um sinal de que a medicação estava funcionando! Não era?

-Isso Bella, descanse... — incentivei-a novamente. — Descanse e volte para mim, forte e determinada!

-Edward... — meu nome saiu como um suspiro sonolento. Beijei seus lábios com a máxima leveza.

-Eu te amo, Bella. — declarei fechando os olhos brevemente. Eu a queria de volta! -Descanse, querida!

-Edward... — e seus olhos se abriram e me procuraram, girando pela sala toda. Virei seu rosto para mim e o afaguei, para mostrar que eu estava ali e estava acreditando. -Edward! — ela lutou contra os próprios olhos, para tentar deixá-los abertos. Passei os dedos por eles.

-Shhh. — murmurei. -Durma agora, estarei aqui quando acordar! — ela deitou a cabeça em minha mão. — Isso, durma!

Isabella suspirou aliviada e se deixou levar. Eu continuei do seu lado, ate ver que o brilho em sua pele era apenas de suor e não da febre. Eu já não a sentia tão quente como antes. Mas para isso, eu não sei quanto tempo se passou... Mas também isso não me interessava muito! Ela estava ficando boa... Claro que estava! Era só ter cuidados! O medico havia terminado a muito tempo de refazer o curativo. O quarto estava parcialmente vazio, com apenas Bella ressonando baixinho, eu ao seu lado e ainda afagando teu rosto e o medico, observando-me atentamente.

-Senhor. — chamou-me. Levantei a cabeça não querendo que o som de vozes despertasse Bella... O que eu duvidava que acontecesse, provavelmente havia dado calmante a ela. — Receio que terá que sair, não posso mais deixá-lo aqui dentro... — assenti desanimado. — Desculpe-me, mas regras são regras e eu já quebrei algumas o suficiente por hoje!

-Tudo bem. — e fitei seu rosto sereno. Aproximei minha boca de seu ouvido. — Cuide do meu coração Bella, ele ficou com você! — e dei-lhe um selinho demorado, desenganchei meus dedos dos seus e afastei-me lentamente. Sai do quarto com o medico em meus calcanhares. -Quanto tempo ela vai ficar aqui? — perguntei virando-me para ele.

-Mais três dias, no mínimo. — respondeu profissionalmente. — Preciso ter a certeza de sua recuperação para poder liberá-la!

-Entendo. — baguncei os cabelos distraidamente. -Cuide muito bem dela!

-Como se fosse um membro de minha família. — respondeu solene. — Se me der licença... — pediu. Fiz um sinal para ir onde quer que queira ir. Olhei em volta, situando-me. Atravessei metade do corredor onde eu estava e virei à esquerda e depois de alguns passos a direita, e então esquerda de novo. E eu estava de volta à sala de espera. Charlie parecia agitado demais para continuar sentado, por isso andava de um lado para o outro. Seth ainda estava sentado com os braços cruzados sobre o peito e cabeça baixa. O Demônio e a demoniazinha não estavam a vista.

-Charlie. — chamei-o. Ele derrapou e veio como um foguete em minha direção.

-E então? — perguntou ansioso.

-Ela foi medicada. — falei tentando tranqüilizá-lo. — Esta dormindo e o medico disse que agora tudo ocorre bem. Sem oscilações!

-Ah... — ele suspirou aliviado e passou as mãos na face.

-O medico disse que ela vai ficar por mais três dias aqui, ate ter certeza que pode liberá-la! — contei-lhe. Essa noticia podia ser animadora, não podia?

-E então, ela irá para sua casa? — perguntou como quem não quer nada. Isso me deixou com o pé atrás.

-Bella é sua filha, o certo é que ela vá para sua casa! — discordei.

-Não sei se você sabe, mas Bella cresceu naquela mansão. — disse e olhou por cima do ombro. Seth nos fitava, mas não tinha coragem de se aproximar. — E desde que casei, minha filha não se sente mais a vontade lá! — Charlie sabia mais da filha do que a própria desconfiava. — Então, penso que ela fica mais a vontade na sua casa. A recuperação será bem melhor!

-Você é bem vindo, Charlie. — não tinha como discordar do argumento dele. Ele sorriu satisfeito. -Agora que eu sei que ela esta segura... E bem, tenho que fazer uma coisa!

-Que coisa? — perguntou franzindo a testa.

-Tenho um assunto pendente com quem fez isso com ela. — ajeitei a postura. — Tenho que matar umas pessoas.

-Qualquer coisa, eu ti ligo. — Charlie voltou para perto de Seth e contou-lhe as novidades. Eu andei na direção do estacionamento, para o meu carro. Eles mexeram com a pessoa errada.

Ninguém fere Edward Cullen e sai impune. Ou eu diria: vivo?

Notas finais
Nada a declarar!
AHAHAHAHAHAHAHAHAHHAA
Olha... Quem volta no proximo capitulo é... EDWARD CULLEN, assassino frio e arrogante! Yeah! Eu estava com saudade desse puto HAHAAAHAHAHAHAH
E agora... Mereço recompensa por quase entrar em depressao depois desse capitulo? *-*
Ate sexta/domingo
Bj guys ;*