The Killer

35 XXXIV - Paciência


Notas iniciais
Heeey... /
Esses ultimos capitulos estao sendo tensos, nao é? É, eu sei, eles estao acabando comigo... HAHAHAHA Mas eu já planejo mudar a linha emocional!
Mas fiquem traqnuilas esse e mais dois capitulos ainda serao no hospital... E tem bastanteeeee coisa pra acontecer! rs
Aaaaahh é... Estou escrevendo uma nova one shot! HAHAHA Mais uma para a coleção! Mas dessa vez: o tema é Mitologia! Pra quem gosta, fiquem espertos!
Agora...
Boa leitura!

XXXIV — Paciência


Narração: Swan


Estou aqui, meu amor. Eu te amo Bella... Volte para mim, Mentirosa!

A voz de Edward ecoava em minha cabeça clara como cristal. Era incrível o modo como eu podia reproduzir o timbre exato de sua voz melodiosa. Não era fácil achar a entonação perfeita, mas de algum modo, eu consegui! Quase pude sorrir. A ilusão chamara-me de Mentirosa... Isso era tão Edward! A graça do momento passou. Eu não me sentia, o que era muito estranho. Sentia-me afundada em dormência, em um estado que ate para abrir os olhos eu havia esquecido. Ou simplesmente não conseguia! Era como se eu tivesse ficado consciente antes de acordar realmente. Loucura? Sim. Parecia ser o mais plausível!

Eu esperei.

Aos poucos fui sentindo o ambiente ao meu redor. O cheiro forte do álcool machucou meu nariz e sem hesitar, soube que estava num hospital. "Porque eu estava num hospital?" pensei confusa. Eu não me lembrava de muita coisa... E forçar a memória me provocou um espasmo de dor. Por reflexo fechei os dedos das mãos e continuei prestando a devida atenção nos ruídos ao meu redor. Algo tocou minha mão.

-Bella?

Pai?

É, eu quis responder! Mas antes de tudo, eu quis abrir meus olhos... Entretanto, não consegui! Eu tinha que dar um tempo. Tinha que voltar a sentir meu corpo por inteiro, o que eu não sentia no momento. Sem pressão, procurei pelos meus olhos. Franzi a testa. "Ah... Eles estão ai!" pensei animada e forcei minhas pálpebras a se abrirem. Sempre dizem para não ir com muita sede ao pote, porque acaba se dando mal. Foi o que aconteceu comigo! Abri os olhos de uma única vez.

A luz fluorescente era forte e queimou minhas retinas. Fechei os olhos novamente e dessa vez, os abri lentamente fitando o teto branco brilhante. Esperei os pontos luminosos se dissiparem por completo para decidir mover a cabeça para o lado, de onde eu desconfiava que tivesse vindo à voz de meu pai. E ali estava ele, com olheiras sob os olhos cansados e um sorriso doce nos lábios. Pestanejei sem entender muita coisa. Charlie afagou meu rosto carinhosamente.

-Que bom que acordou. — ele disse tentando esconder algo de mim. Eu via isso em seus olhos. — Fico mais aliviado...

-O que... — minha voz era um halo do sussuro. — Houve?

-Não se lembra? — perguntou. Resmunguei e balancei a cabeça negativamente. Meu pai suspirou. — Fizeram um atentado contra você, querida.

-Ele disse que íamos te achar! — sua voz suave tinha um quê de deboche.

A memória veio rápida como um relâmpago e tirou-me o fôlego. Agora entendia porque minha mente me bloqueou primeiramente. Era uma cena colorida e ao mesmo tempo, opaca. Deixou-me confusa e desnorteada, trazendo lagrimas aos meus olhos. Eu senti a lamina fria perfurar-me a barriga com maestria. Maldosamente, ela girou a lamina no local onde estava. Ofeguei como em minha lembrança e por reflexo, toquei o local onde fui perfurada. Senti o espesso curativo sob meus dedos.

-E... — tentei ignorar as imagens que se repetia varias e varias vezes. — Quanto tempo eu... Fiquei...?

-Dormindo? — assenti. — Poucas horas... Talvez uma boa noite de sono, como exigem, nada exagerado!

-Uma boa noite de sono pra mim significa 18 horas de um sono ininterrupto. — dei um sorriso fraco ainda sentindo os olhos pesados.

-Foi bem menos que isso... — Charlie sorriu afagando minha mão. — Acho que não passou de 12 horas.

-Hm... — suspirei devagar, sentindo os pontos de expandirem com o movimento. A sensação era de alguém segurando a pele do local. Era engraçado! Olhei para trás de Charlie e reparei que não havia mais ninguém. Meu pai notou meu olhar interrogativo, mas esperou a pergunta. — Onde está Edward?

-Resolvendo uns problemas. — respondeu calmamente. Franzi a testa, lutando contra minhas pálpebras.

-Eu pensei que...

-Bella, durma! — meu pai me cortou. — Você precisa repousar... Precisa recuperar suas forças!

-Mas eu queria vê-lo. — murmurei chorosa. Charlie beijou minha testa.

-Eu sei. — suspirou. — E aposto que ele também gostaria de estar aqui. Só não esta por que... — hesitou. Estreitei os olhos.

-Por quê? — pressionei. Charlie se calou. Continuei encarando-o, procurando por algo que ele deixasse escapar. -Por quê? — ele não respondeu. Fiz menção de me levantar.

-Tudo bem, tudo bem eu falo. — se apressou em dizer. O movimento que fiz com o tronco doeu e eu evitei o maximo possível de expelir essa dor em forma de gemido. Inspirei profundamente e soltei o ar lentamente, acomodando-me na maca nada confortável. -Ele não esta aqui por que... — diminuiu a voz, obrigando-me a esticar o pescoço para ouvi-lo melhor. — Ele foi atrás de quem fez isso com você!

-Ah... — resmunguei. Bocejei profundamente.

-Agora, descanse. — meu pai ajeitou o lençol com a coberta em cima de mim. — Talvez quando acordar de novo, ele já esteja aqui.

-É bom ele estar aqui. — sussurei fechando os olhos e escondendo um sorriso de canto. — Ou eu vou buscá-lo onde quer que esteja!

-Pode ter certeza que ele vai ficar sabendo disso... — alertou-me brincalhão. Suspirei de novo.

-Eu esperava isso. — resmunguei uma ultima vez antes de voltar a ficar inconsciente.

Pestanejei confusa. Eu não devia estar dormindo tranqüila? Cocei os olhos e passei as mãos pelos cabelos, olhando ao redor com curiosidade. Eu não conseguia reconhecer o ambiente. Era o hall de entrada de uma casa com o assoalho de madeira velha e rangente. Não havia nada de espalhafatoso na decoração, na verdade, continha ate teias de aranhas nos cantos do teto. Era um local sombrio.

Não havia
luzes atravessando as janelas. Dei um passo à frente.

Um grito horrendo e agudo cortou o silencio violentamente, assustando-me. Dei um pulo para trás. Avancei de novo e inclinei-me para frente, querendo espiar a direção de onde o grito havia vindo. Era do meu lado esquerdo e tinha uma porta grande e dupla, também de madeira. Mas era de uma madeira diferente do assoalho, era bem cuidada e brilhante, eu ate diria recém encerada. Apoiando-me na parede para proteger minhas costas, aproximei-me da porta devagar.

Hesitei com a mão estendida. Porque eu estava fazendo aquilo? Se alguém gritara, era porque corria perigo... E então,
eu corria perigo! Eu tinha que fugir... Mas algo me puxava em direção aquela sala. Fiquei parada, tentando ouvir mais alguma coisa. Só escutava minha respiração, alta demais para o ambiente silencioso. Meu coração estava absurdamente calmo. Engoli seco e toquei a maçaneta rústica, girando-a. Empurrei a porta de modo silencioso e avancei junto com ela.

Estava escuro demais ali dentro. E então esperei meus olhos se acostumarem àquele cômodo. Duas figuras se pronunciaram no chão. Prendi a respiração e apertei a maçaneta entre os dedos. O medo se abateu sobre mim como um predador pula sobre sua presa. De repente, a luz se ascendeu, forte e estonteante, iluminando tudo. Pisquei para focar minha visão nas duas figuras.

Pelos cabelos curtos, eu soube que era uma mulher a fugira ajoelhada. A que estava no chão, parcialmente tapada pela outra me privando de ver o rosto, tinha os cabelos castanhos espalhados no assoalho de madeira. Marrom contra marrom. Aproximei-me lentamente, um passo depois do outro. Meu coração ganhou força e começou a martelar contra minhas costelas. A figura de cabelos curtos riu ao jogar a cabeça para trás. Era a mesma risada que da minha madrasta. Dei a volta nela bruscamente e estagnei.

Sue se lambuzava com sangue.
Meu sangue.

Era o
meu corpo no chão!

Acordei aterrorizada, ofegante e toda suada. O monitor cardíaco apitava desesperadamente, acompanhando o ritmo acelerado de meu coração. Eu estava sozinha no escuro e esse simples motivo me deixou fora de controle. Será que agora que viram que eu estava tecnicamente bem, voltaram a suas vidinhas perfeitas e me deixaram de lado? Edward me deixou de lado? Encarando o teto, obriguei-me a manter a calma. A intensidade do cursor começou a decair... Aos poucos...

Suspirei cansada, não querendo me lembrar do sonho. Era tudo muito nítido e colorido, mas eu não podia negar uma coisa: Sue nunca gostou de mim! E se foi ela quem pediu minha morte? Balancei a cabeça. O ditado diz que cachorra que muito ladra, não morde e o Demônio é dessas! Ou eu queria acreditar que sim. Olhei ao redor atrás de um relógio, o que me frustrou muito já que não achei.

Minha noite seria longa!

Narração: Cullen

Peter e Charllote moravam numa casinha minúscula em Sunnyside, no Queens, com o porão carregado de armamento bélico. Recostei-me em meu carro e traguei profundamente o cigarro. Não era a primeira vez que eu fumava, só não tornei disso um vicio do qual eu não podia me livrar. Já bastava eu ser viciado em álcool e fuder meu fígado, eu podia livrar meus pulmões disso! Mas agora, eu não me importava com porra nenhuma... Minha mente estava a mil, portanto agora eu podia me segurar já que Charlie me ligara dizendo que Bella havia ficado consciente por uns 15 minutos. Então, ela estava bem!

Traguei o cigarro de novo e soltei a fumaça lentamente, observando a fachada da casa. As luzes estavam acessas e de vez em quando eu via uma sombra passar na frente da janela, mas eu esperei. Eu sempre soube esperar! Bebi um gole de café sem açúcar e crispei os olhos, observando atentamente. De repente, Peter saiu da casinha e bateu a porta com força. Resmungou e entrou no carro popular e arrancou numa velocidade normal. Era minha deixa! Depois que eu vi que o carro prata dele dobrou a esquina, traguei o cigarro pela ultima vez e o joguei no chão. Com passos calmos, atravessei a rua sem me preocupar em trancar meu carro. Um mendigo andava lentamente enrolado numa coberta dura e acinzentada. Eu o parei e entreguei-lhe o café (ainda quente). Ele me agradeceu com um aceno e se afastou bebericando.

Subi os três degraus em um pulo e toquei a campainha.

-Já vai! — ela gritou de dentro. Eu tirei a arma que estava escondida no cós atrás da minha calça, engatilhei e fiquei esperando. Ouvi passos, a porta ser destrancada. — Pois não? — disse antes de me ver.

-Eu bem que avisei. — falei. Charllote levantou a cabeça abruptamente e arregalou os olhos quando apontei a arma para a cara dela. — Agora, entre! — ordenei.

-Peter vai chegar logo... — tentou me ameaçar. Dei-lhe um tapa estalado, derrubando-a no chão.

-Cala essa boca, Charllote e seja uma boa garota. — falei entrando e fechando a porta atrás de mim. — Se importa em me mostrar a casa?

-Vai pro inferno! — ela gritou. Eu sorri.

-Tudo bem, vou conhecer sozinho... — aproximei-me dela e agarrei seus cabelos rudemente. — Se importa em me acompanhar? — e puxei-a. Charllote gritou e agarrou minha mão, tentando se livrar de mim. -Ande Charllote, não seja tímida!

-Eu vou rir muito quando Peter acabar com você. — ela rosnou entre dentes enquanto eu a arrastava escada acima. Suas pernas se enroscavam constantemente.

-Ah querida... — ironizei. — Você não vai viver para ver isso. Na verdade, isso não vai acontecer! — parei no topo da escada. — Eu avisei o Peter... A culpa é dele de eu estar aqui!

-O que ele fez? — perguntou chorosa. Arrastei-a novamente.

-Aqui é seu quarto? — chutei a porta. — Vejo que sim. — empurrei-a para o chão. Charllote bateu o rosto e se contorceu com dor. -Charllote, querida, você foi recentemente numa festa?

-Fui. — virou de barriga pra cima. -A festa da vadiazinha Swan.

-E você sabe o que a vadiazinha Swan é minha? — Charllote ficou branca. Assenti. — É... Ela é pra mim o mesmo que você é para o Peter!

-Ah não... — sussurou. Sorri torto, mas friamente.

-Para sua sorte, ela não morreu. — segredei-lhe chutando-lhe a perna. Ela gemeu recuando. -Sobe na cama, Charllote... Não acho justo ti deixar no chão, vai estragar meu teatro!

-Vai se fuder. — não se moveu. Apontei-lhe a arma.

-Vai. — rosnei. — Agora!

De cabeça baixa, ela me obedeceu, subindo na cama devagar e chorando. Ficou de costa para mim, soluçando fortemente. Por um momento, eu tive pena... Um curto momento! Ela não tivera pena de esfaquear Bella. Então me livrei do sentimento fraco e puxei a trava.

-Vire-se. — ordenei. Querendo me testar, Charllote não virou. — Vire-se. Agora! — gritei sem paciência. Ela se virou e encarou-me nos olhos.

-Espero que você morra bem lentamente, Cullen. — entoou tão fria quanto eu.

-Ti vejo no inferno, Charllote. — atirei uma, duas, três... Quatro, cinco vezes! Descarreguei minha raiva nela e toda minha munição. Seu sangue começou a manchar a colcha verde limão em cima da cama. Virei-me e sai do quarto, tirando o pente vazio e substituindo por um carregado. Desci as escadas rapidamente. A casa tinha um ar aconchegante e apaguei as luzes. Acomodei-me na sala, numa poltrona no canto do cômodo. Fiquei esperando, eu me sentia parcialmente vingado... Agora eu só tinha que aniquilar o filho da puta do Peter e dar um aviso a Zafrina.

Ouvi o som de carro parando. Ele foi realmente rápido, mas não tão rápido! Abriu a porta de repente e alarmado.

-Charllie? — ele chamou hesitante. -Amor, cadê você? Me desculpe, ok!? Charllie! — e subiu as escadas. Lentamente, eu subi atrás de modo silencioso. -Charllie? — Peter a chamou de novo, mas Charllote não podia responder. Estava morta! Fiquei no topo da escada observando-o acender a luz com medo. Ele caiu de joelhos, chocado demais para acreditar no que via. Avancei para ele, com a pistola pronta.

-Eu ti avisei, Peter. — falei, sobressaltando-o. Ele me olhou com ódio e com os olhos úmidos.

-Desgraçado! Vagabundo! Filho da puta! — gritou contra mim. Sorri guardando a arma. Dobrei as mãos duas vezes, chamando-o para a briga. Peter veio sedento demais para a briga no corredor. O detive antes de me atingir e dei-lhe um soco de direita. E fiz o mesmo golpe repetidas vezes. Peter me empurrou e correu para o quarto, querendo se trancar lá dentro.

Empurrei a porta com força, derrubando-o no chão. Peguei minha pistola e mantive a respiração o mais uniforme que pude.

-Junte-se a ela, seu porra! — resmunguei mirando para sua cabeça. Atirei! Aproximei-me de seu corpo e atirei ate acabar a munição novamente. Agora sim, eu me sentia vingado! Fiz outro serviço sujo: baguncei toda a casa, quebrei alguns objetos e arrombei a porta. Assim que me dei por satisfeito, guardei minha pistola e sai da cena do crime. Eu não quis saber que horas eram!

Entrei no carro e arranquei em alta velocidade. Rodei pelo bairro por alguns minutos e peguei o caminho para o Greenpoint, Brooklyn. Era lá que Zafrina morava. Como eu não tinha noção do horário, não sei quanto tempo gastei de um bairro no outro, afinal não eram perto. Dirigi, dirigi, dirigi... E de repente, senti uma vontade imensa de poder ver Bella! "Dava tempo de passar para vê-la..." fiquei tentado, mas eu não podia deixar isso barato. Já estava amanhecendo!

Afundei o pé no acelerador e apertei o volante entre os dedos.

As casas a minha volta começaram a mudar bruscamente. Casarões, mansões, apartamentos (dúplex, tríplex e o diabo a quatro). A casa de Zafrina era uma pequena replica do Olimpo, que ate onde eu sabia, a origem dela era nada mais do que Grega! Eu diria que é obsessão, mas cada um com seus vícios. E essa mansão estava no fim da rua, toda decorada com branco e dourado, pilares e um jardim de grama bem verde, flores silvestres e labirintos, fontes e pequenos lagos. "Um exagero..." pensei balançando a cabeça. Parei o carro em frente aos portões dourados reforçado. Sai do meu veiculo e deixei a porta aberta.

Recostei-me no capo e cruzei os braços. Por uma das câmeras, eu sabia que ela iria me ver... E viria me ver!

E não demorou muito! Logo, Zafrina saiu pela porta da frente com sua veste de seda transparente branca tipicamente grega, descalça e de cabelos coloridos soltos rolando a brisa. Três homens saíram da casa e ficaram na varanda, com arcos nas mãos e flechas prontas para atravessar meu coração. Ela andava como uma verdadeira caçadora, diferente do andar felino de Bella.

-Ora, ora, ora... — ela disse a pouca distancia, mas ainda assim elevando a voz para eu ouvir. Pude ver a figura de seus seios por baixo da roupa fina. -A que devo a honra da visita, Cullen? — segurou as barras do portão. Desencostei-me do carro. — Se eu fosse você não me aproximava.

-Honra nenhuma. — respondi. Seu olhar era curioso sobre mim. –E fico feliz por você não ser eu!

-Soube que sua namorada foi esfaqueada. – ronronou ignorando minha provocação. — Sinto muito. Se eu puder oferecer qualquer coisa... — sua insinuação rodopiou no ar entre nós. -Qualquer coisa...

-Sim, ela foi. — aproximei-me do portão sorrateiramente. — Mas ela esta bem, obrigado pela preocupação!

-Está? — empalideceu-se. Assenti. — E porque esta aqui, ao invés de estar cuidando dela?

-Só para lhe dar um pequeno aviso... — sussurei doces palavras cruéis. — Quem fez isso a ela, pagou com a própria vida! — Zafrina arregalou os olhos. — E todos os que tentarem alguma coisa, vão ter o exatamente o mesmo destino. Entendeu bem?

-Não entendo porque veio me ameaçar, Cullen. — disse pesarosa. Ela estava com medo! — A idéia toda fora de Peter e...

-Por isso, Peter esta morto! — declarei frio. -Não importa o dinheiro, fique longe de Bella!

-Mas...

-Não me interessa, Zafrina! — enfie a mão entre as barras do portão e grudei em seu pescoço. — Fique longe de Bella, Zafrina! Fique longe... Se quiser viver!

-Não se preocupe... — sufocou enquanto eu ainda apertava seu pescoço. Suas mãos tentavam tirar a minha desesperadamente de si, levando lagrimas aos seus olhos. — Estão pedindo mais por outra cabeça... E é dessa que eu vou atrás!

-Estamos entendidos então. — a soltei e voltei para o meu carro, sem virar as costas para ela. -Estamos entendidos, não estamos?

-Claro que sim. — murmurou ofegante e alisando o pescoço. Dei um breve aceno e entrei no meu carro. A encarei um pouco mais pelo para brisa, dando ênfase em minha ameaça. Zafrina voltou para sua casa correndo. Liguei o carro e arranquei, indo para o hospital. Agora sim, eu podia ver Bella!

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Charlie estava cansado e abatido quando cheguei ao hospital. Ele merecia um descanso por hora! Estava tão alienado que nem percebeu quando me aproximei lentamente. Percebi que ninguém mais da família estava ali, o que eu achei estranho. Parei a alguns passos dele, hesitante. A sensação de vitoria se esvaia aos poucos de mim, tornando-me mais consciente da atmosfera ao meu redor.

-Charlie? — chamei-o pesaroso. Ele levantou a cabeça e se ergueu, rígido. Meu rosto congelou numa expressão chocada. -O que...?

-Ela esta inquieta. — disse apos um suspiro cansado. — Parece que sente quando você não esta por perto... Eu não sei! — franzi a testa. — Ainda esta com a medicação, mas parece que não é o bastante para acalmá-la!

-Mas... — hesitei forçando o ar passar pela garganta.

-O medico não me disse como ela esta. — as olheiras sob os olhos de Charlie deixavam-no com uma aparência frágil. Assenti brevemente.

-Vá descansar Charlie, eu assumo daqui. — falei sem emoção. Ele me fitou apenas pestanejando. — É serio! Falarei com o medico... Posso ligar quando tiver informações!

-Tem certeza? Posso ficar... — soou mais exausto do que estava.

-Está tudo bem... Eu fico! — tentei parecer mais animado do que realmente me sentia. A vida de Bella oscilava como um pêndulo prestes a parar seus movimentos. E era disso que eu tinha medo! -Chame um taxi, não é seguro dirigir nessas condições. — repuxei o canto da boca, deixando parecido com um sorriso.

-Vá conversar com o medico, aproveite que ele está ali... — e apontou o queixo por cima do meu ombro. Virei-me para ver e assenti ausente. — Ligue-me mesmo, rapaz! — e se afastou com os ombros caídos. Aproximei-me do medico com passos largos.

Patience — Guns n' Roses

-Doutor. — chamei-o. O medico se virou para mim com calma. -Poderia me dizer como a Isabella está?

-Isabella...? — olhou na prancheta em suas mãos. — Swan, certo?

-Certo. — confirmei sentindo o coração bater mais rápido.

-Siga-me, senhor. — disse fazendo um aceno com a cabeça e começou a atravessar o corredor. Eu o segui, com os pensamentos me ferroando como se fossem vespas raivosas. Engoli seco. Fizemos todo o trajeto para o quarto onde Bella estava outra vez. Paramos. -Olha senhor...

-Cullen.

-Olha senhor Cullen... — suspirou e me olhou sem jeito. Eu não soube como reagir. — E não quis dizer nada ao pai dela, porque eu vi o modo como estava... — ele parou para procurar uma palavra. — Frágil e alem de tudo estava sozinho, não achei justo.

-O que houve? — cruzei os braços.

-Achamos que ela tenha desenvolvido uma infecção grave. — entrelaçou os dedos. — Sabe se é alérgica a algum tipo de medicação?

-Ate onde eu sei... — hesitei. — Ela é alérgica a morangos!

-Deve ser alérgica a alguma enzima. — falou pensativo. Dei de ombros.

-Porque perguntou? — eu quis saber.

-Isabella anda tendo alucinações. — o medico pôs as mãos para trás. Alucinações?

-De que tipo?

-Ela diz... — olhou para a prancheta de novo. — "O Demônio quer meu sangue! O Demônio quer minha morte... Não deixem entrar! Me quer morta!". Ela é religiosa, senhor Cullen?

-Nenhum um pouco. — respondi. Ela nunca havia chamado a madrasta por esse nome na frente de estranhos. — Mas na verdade, o demônio que ela diz é... A madrasta dela!

-Oh... — ele exclamou surpreso. — Entendo! — pigarreou. -Acho que quer vê-la, certo? — assenti. -Ok, entre! — abriu a porta para mim. — Vou fazer um exame especifico para saber a que tipo de enzima ela é alérgica.

-Tudo bem. — ele se afastou enquanto eu dava um tempo para entrar no quarto escuro. Fechei a porta com um clique suave. Aproximei-me da cama, onde eu podia ver seu peito subir e descer com a respiração rápida. Sentei-me ao seu lado e segurei sua mão entre as minhas. Estava quente. Subi meus olhos aos poucos... Só para encontrar os seus, brilhando como estrelas. -Bella? Bella, está acordada?

"Obvio que esta acordada!" pensei querendo revirar os olhos para mim mesmo.

-Está consciente? — reformulei a pergunta.

-Não deixe... — sussurou. — Não deixe o Demônio me pegar! Não deixe! Não deixe...

-O Demônio não vai chegar perto de você. — prometi acariciando seu rosto. Estava molhado, mas não era suor. Seu desespero era tão grande que a fez chorar de medo! — Não vou deixar... Sabe que não vou!

-Onde você estava, Edward? — ela soluçou mais alto, mais agoniada e desolada. Como se tivesse que enfrentar tudo sozinha! -Onde estava? Onde!?

-Shhh! — murmurei deitando-me levemente sobre si. Beijei seu rosto. — Shhhh! Não chore Bella, não chore!

-Estive tão assustada... — declarou desafinada apertando meu pescoço com um braço.

-Desculpe se desapareci. — cochichei em seu ouvido. — Eu só estava cuidando das pessoas que fizeram isso com você! — ela fungou.

-Pensei que tinha me abandonado. — falou chorosa. Afastei-me um pouco, para ver seu rosto.

-Não pense mais num absurdo desses! — grunhi magoado. — Eu não ti abandonei nem quando tive a chance, não faria isso agora quando não quero sair do seu lado! — seus lábios tremeram. -Mas porque esta com medo do Demônio?

-Eu tive um sonho com ela... — sussurou baixinho. — Parecia tão real!

-Precisa descansar para melhorar. — falei alisando seus cabelos desgrenhados. Dei-lhe um selinho. -Durma, Bella! Eu cuidarei de você enquanto descansa!

-Mesmo? — apertou minha mão que estava em seu rosto e beijou minha palma. -Promete?

-Prometo. — sorri torto e um pouco mais aliviado. -Agora seja uma boa menina e durma!

-Não sou uma boa menina. — retrucou fechando os olhos.

-Você é sim uma boa menina. — beijei-lhe a testa. — Pelo menos na minha cama você é. — ela soltou um risinho. -Eu ti amo, Bella!

-Eu também ti amo, Edward. — ronronou amorosa apos beijar minha palma novamente.

Isabella pareceu dormir instantaneamente. Suspirei ainda afagando seus cabelos com carinho. Ela chegara numa conclusão onde eu só começara a pensar agora: quem mandou matá-la? Eu tinha que descobrir isso agora... Mas antes, Bella tinha que se recuperar 200% para eu querer me separar dela. E pelo o andar da carruagem, não aconteceria por tão cedo. É de tempo que Bella precisa, é tempo que ela terá. Eu cuidaria dela com o maior prazer. Sorri torto. Eu a mimaria de todas as maneiras possíveis! Beijei sua testa de novo... Olhei ao redor e levantei-me da cama, arrastei a poltrona para perto da maca. Segurei sua mão com a minha e deitei a cabeça no mesmo braço. Fechei os olhos. Será que eu podia descansar um pouquinho agora?

Eu acho que sim...

Notas finais
Aawwwnnnn ~suspiro~
HAHAHAHHAHA
Eu consegui juntar os dois Edward nesse capitulo! Awwwnnn!! Vitoriiaaaa!!! HAHAHAHAHA E nao pensem que a situação melhora... Porque ela NAO melhora! rs Edward é romantico, Bella é romantica, mas antes disso o que eles sao? É, sao bipolares! Aguardem! muahahahaha
Me fizeram perguntas! *-*
P: "Você tem noção o que faz com quem ler sua fic quando você para em uma parte muito tensa??"
R: HAHAHAHA Antes de ~metida à~ escritora, eu sou leitora, gente! Parte dessa maldade, eu aprendi lendo, acreditem! HAHAHAHA Essa parte tensa e tal, eu aprendi lendo MAV (meu anjo vampiro), entao... Sim, eu tenho uma noção beeem grande de como voces ficam quando eu paro nessas partes tensas! HAHAHAHA
P: "Você foi muito ameaçada de morte no outro cápitulo??"
R: Sim! HAHAHHAHA Mas eu sei que isso é amor... Voces me amam ~se sente~ HAHAHA Nao, é serio! Eu sei que mereci... Foi uma parte tensa... rs
Ei... Tenho uma pergunta! HAHAHA
"Se vocês pudessem ser a protagonista de algum livro, qual seria? (não vale Twi hein gente! rs)"
Ate a proxima sexta! o/
Beijos ;*