The Killer

27 XXVI - O passado atormenta o presente!


Notas iniciais
Eeeeeeeeiii... Mais uma sexta, mais um capitulo!
Olha, eu quero que voces tenham MUITO amor por mim... E eu sei que vai ser dificil, mas eu vou sentir o carinho de voces nas ameaças, juro que vou!
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Boa leitura!

XXVI — O passado atormenta o presente!


Narração: Cullen

-Edward, tire sua selvagem de cima dele! — Elizabeth disse desesperada. Cruzei os braços e pus-me a observar a cena com satisfação. Bella acertou um belo soco na boca do Masen.

-Na verdade, vou deixá-la se divertir um pouco mais... — resmunguei. — O que você veio realmente fazer aqui, Lizzy? — perguntei.

-Trazer uma procuração... Estou ti processando! — entregou-me um papel dobrado. — Da ultima vez que vim, tentei um acordo, mas você mal me deixou abrir a boca!

-Pelo o que esta me processando? — perguntei frio e cortante.

-Agressão física e verbal. — empinou o nariz, como se sua expressão gritasse "me bata, me bata e prove que estou certa!". Desviei os olhos para Bella e Masen, que já havia levado seu segundo soco, se preparava para levantar a mão.

-Não! — esbravejei quando a vi descer e atingir Bella no rosto tão forte, que a fez cambalear e tontear, completamente desnorteada. -Seu retardado filho da puta, o que você fez? — avancei para Carlisle. Assim que ele me fitou atônito, dei-lhe uma cabeçada violenta, derrubando-o no chão. Envolvi meus braços na cintura de Isabella. — Você esta bem?

-Me segure, ou então eu deformo o rosto dele com minhas próprias unhas! — rosnou de modo assassino. -Ei Carlisle... Tome cuidado para não acordar com a boca cheia de formigas!

-Bella, já chega. — falei. Ela se debateu, tentando passar por mim e acabar com a raça do loiro falador de merda.

-Você não me conhece, então não pode me julgar! Porque eu não exponho seus podres também, ahn? O que acha disso? — Bella não parava de gritar. — Seu idiota! Não volte a falar de Charlie ou Kim... Você não tem honra nem postura para falar deles!

-Isabella, já chega! — gritei dando-lhe um chacoalhão. Ela engoliu o resto das palavras e se limitou a me fitar demoradamente. As pupilas dilatadas pela ira me deixavam confuso e me provavam que eu mal a conhecia e não sabia de seus limites. -Vá para a cozinha. — ela nem se mexeu. — Agora! — gritei de novo, fazendo-a estremecer. Finalmente me obedeceu e deu-nos as costas e sumiu sala de jantar adentro. Fui ate a porta e a fechei, voltando a encarar Carlisle e Elizabeth. — Vão embora!

-Esteja lá no horário marcado. — ela disse esnobemente.

-Se não estivesse me acusando, eu lhe daria um tapa agora mesmo. — falei entre dentes. -Vão! — repeti serio.

-Vamos Carlisle... Logo vamos usufruir disso tudo sem Edward... — Lizzy disse, abraçando Carlisle do mesmo jeito que Bella havia feito comigo.

-Ate mais, Edward. — Carlisle disse massageando o canto da boca avermelhado. Não respondi nada.

-Não se dê ao trabalho, querido. — ela disse melosa.

-Que nojo! — exclamei. — Sua adultera! — esbravejei enfurecido. Ela me deu um tchauzinho cínico e saiu pela porta da frente. Bufei e baguncei os cabelos, em seguida, soltei um suspiro profundo e abri a porta da sala de jantar, dando de cara com Bella nada feliz. -O que é agora?

-O nosso almoço fica pronto em alguns minutos. — disse. Só então percebi que ela carregava um saco de gelo em uma das mãos. Suspirei, deixando de ser durão e sem paciência.

-Vem cá... — a chamei com a mão. Ela veio, com uma expressão triste. — Imagino que agora você queira visitar seu pai e a Kim. — falei. — Certo?

-Você lê pensamentos? — gemeu baixinho quando pôs o gelo sobre a bochecha avermelhada.

-Não, mas os seus desejos estão expressos em seu rosto. — falei. — Mas antes... Eu preciso da sua ajuda!

-Com o processo da sua mãe em cima de você? — perguntou.

-O que? Não... — neguei. — Quer dizer, nisso também, mas não é disso que eu estava falando!

-Do que então? — quis saber.

-Preciso falar com Jacob Black!

Narração: Especial

Naquela tarde normal, com algumas nuvens cobrindo o céu azul, o homem moreno não desistiu de seu café rotineiro na cafeteria da esquina da sua casa. Pegou o jornal do dia, mesmo já tendo lido de manha e se sentou numa das mesas que havia fora do estabelecimento. De primeira, desistiu do jornal, monótono demais para ser lido outra vez. Distraído, seus olhos vagaram para os pedestres nas ruas. E uma delas lhe chamou a atenção!

Era loira e seu andar era sensual, notou de primeira! O jeans branco ressaltava seus quadris e coxas, assim como o salto alto elevava seu glúteo. O colete jeans por cima da regata marcava sua cintura fina e delgada. Os poucos acessórios lhe davam uma suavidade incrível de se ver. Ate parecia que ela andava em câmera lenta! O homem ajeitou a postura na cadeira, de repente ansioso para tocar-lhe a pele branca. Os óculos de grau davam um ar de inocência aquela figura feminina. Uma brisa gentil bagunçou seus cabelos dourados assim que ousou parar para atravessar a rua, na direção do Café. Ele continuou a observar...

Houve um ruído na cadeira a sua frente, o que atraiu seus olhos rapidamente, fazendo-o se esquecer da moça bonita.

-Ola Jacob. — o homem de cabelos acobreados disse numa saudação seria e descontraída. — Como tem passado?

-Melhor que você, suponho. — devolveu escondendo uma careta. — Afinal, ninguém está me perseguindo feito um gato atrás do rato!

Eles trocaram um olhar nada amistoso, quando uma terceira cadeira se mexeu, fazendo um ruído ao ser arrastada contra o chão. O homem moreno, que atendera por Jacob, fitou a figura feminina, a mesma que ele estava olhando segundos atrás, se sentar junto a eles. Ergueu as sobrancelhas ao tentar imaginar o que aquele anjo sem asas fazia ali, ao lado de dois demônios. A mulher elegante cruzou as pernas com demasiada leveza, fazendo seus olhos se fixarem nelas contra sua vontade.

-Isso não tem dedo seu, tem? — perguntou a ele, ao se inclinar um pouco sobre a mesa. A moça segurou sua mão, revelando um anel terrivelmente caro. De inicio, Jacob resolveu não responder, pensando no que ele queria.

-É melhor você responder, senhor Black. — a jovem loira pediu melodiosamente. E o timbre... Ele saberia reconhecer aquele timbre em qualquer lugar.

-Shhh. — o homem de cabelos anormais chiou. — Fiquei em silencio Bella!

-Bella? — o moreno teve sua tese confirmada. — Isabella Swan? Ora veja... — seu murmúrio foi sedutor demais para não ser notado por seus interlocutores.

Narração: Swan

Não confirmei a teoria do Black. Pra falar a verdade, eu estava com medo dele... Um arrepio gélido subia-me a coluna e me lembrava que aqueles olhos escuros personificados do próprio mal não hesitariam em fazer alguma coisa conosco. Algo me dizia que ele era a armadilha perfeita!

-Pena não ser você naquele dia... — ele se inclinou sobre a mesa, assim como Edward, fixando seus olhos em mim. Tentei não deixar o medo transparecer em meu rosto. — Eu queria muito que tivesse sido você!

-Que dia? — sussurei, mal conseguindo pestanejar.

-O dia em que esfaqueei sua amiga. — disse perversamente, fazendo-me ajeitar a postura e ficar totalmente ereta, não me deixando encostar-se à cadeira. Edward apertou meus dedos. Com a respiração suspensa, pestanejei com cuidado para não derrubar as lagrimas que me embaçava a visão agora. -O que? Ainda tinha duvidas de quem fora o causador disso?

Engoli seco, com os lábios trêmulos. As palavras haviam sumido de minha mente, deixando-me muda. Eu queria rebater, se não com palavras, então que fosse com ações, mas eu não conseguia... Não conseguia mover os músculos que me faziam inspirar e expirar, não conseguia fazer as lagrimas caírem de onde estavam, não conseguia mover meus dedos presos aos de Edward. Simplesmente não conseguia. Estava paralisada num choque tão forte, que me amedrontou terrivelmente.

-Você...? — Edward disse distante. — Bella...? — eu mal o ouvia também! Porque eu não reagia? Foi quando, finalmente (Ah, finalmente!) eu me senti queimar! Queimada pela mais animalesca Fúria, um sentimento que eu nunca havia conhecido. Kim estava no hospital visto que esse porra filho da puta queria me matar! Ela estava machucada por minha causa... Minha mão livre se fechou em punho e minhas lagrimas secaram, no mesmo instante que senti o rosto ficar quente. Um calor me consumiu e me fez enxergar tudo em vermelho. Eu queria ver sangue! Levantei-me pronta para me atirar em cima de Jacob Black, pronta para deformar o rosto dele com minhas próprias mãos... Com minhas unhas! — Bella, não! — Edward, como sempre, foi mais rápido e segurou minha cintura.

-Solte-a... Solte-a! Deixe-me ver do que ela é capaz... — ele me provocou virando o rosto, oferecendo-o a minhas mãos. Estiquei o braço com a mão em garra, querendo arrancar um pedaço do rosto dele. Edward me afastou no mesmo instante, antes que eu conseguisse fazer algo contra o Black. -Edward, como pode ser o melhor, se não deixa as coisas acontecerem?

-Eu tenho limites! — Edward respondeu. — Olhe para você... Você deixa acontecer e esta sendo o segundo melhor! — ele segurou minha cintura fortemente, não querendo que eu me debatesse e saísse dali. — Se não tomar cuidado, Heidi ti vence!

-Aquela biscate não é de nada! — Jacob disse se levantando. Eu ainda me fixava em seu rosto, visualizando-o deformado e pingando sangue. Me imaginava arrancando a pele dele...

-Eu vim falar que... É melhor não vim atrás de Isabella. — meu assassino disse firme.

-Por quê? — perguntou dando um sorriso cínico.

-Porque eu o mato se chegar perto dela de novo. — com isso, Edward envolveu os dedos em meu pulso e o braço em minha cintura e nos tirou dali. Eu virei a cabeça, como se meus olhos não quisessem deixá-lo... Como se lamentassem não fazer nada com ele! Jacob me jogou um beijo. Enojada com a ação dele, levantei o braço e mostrei o dedo do meio e desviei a face, encostando-me no ombro de Edward.

-Eu queria matá-lo, Edward. — sussurei, sentindo uma pontada de lucidez. Eu podia sentir as lagrimas acumuladas em meus olhos outra vez.

-Eu vi. — ele disse mecânico. Ele abriu a porta do carro para mim. — Agora entre e não se atreva a tentar sair. — ele continuou me segurando, esperando minha confirmação. — Bella, esta certo?

-Sim, prometo não sair correndo atrás dele... — murmurei sem vida. -Me leve para ver Kim. — e fitei seu rosto demoradamente. — Por favor?

-Tudo bem. — disse apos suspirar profundamente. -Vai, entre no carro!

Deixei Edward me sentar no banco revestido de couro bege. Ele deu a volta correndo e se sentou no bando do motorista. Deu partida, fazendo o motor do Masserati ronronar furiosamente, e nem meio segundo depois, estávamos indo para o Hospital St. Mary. Eu permaneci em silencio todo o trajeto, não querendo envenenar Edward com minhas palavras e ira assassina. Já sentia vergonha o suficiente por ter matado uma dúzia de pessoas, não queria mostrar o meu desejo de esquartejar uma próxima. Não sabia de onde havia saído esse instinto tão violento! Talvez Edward o tivesse trazido a tona... Ou a presença dele me deu segurança o suficiente para expor meus desejos sanguinários.

Edward pigarreou.

-Seu pai ainda... Não engoliu o fato de me defender? — perguntou de repente. Pisquei surpresa, ainda olhando diretamente para frente.

-Ele não engole, mas também não critica. — falei dando de ombros. — Com Charlie é assim...

-E ele vai ficar muito... — hesitou estalando os dedos de uma mão. — Como posso dizer? — hesitou de novo.

-Nervoso? Bravo? Irado? Estressado? Mal educado? — sugeri.

-Eu diria mal encarado. — riu. Entortei o canto da boca, achando graça no comentário dele. -Então, não tem problema se eu entrar na tão temida mansão Swan, tem?

-Hm? — eu o fitei interrogativa. Ele não repetiu a pergunta, sabendo que eu tinha escutado muito bem. — Claro que não, Charlie nunca destrata quem eu levo para casa.

-E você vai contar sobre nós?

-Contar o que!? — perguntei desviando o rosto.

-Como assim contar o que, Isabella? — seu tom de voz estava serio e brecou o carro bruscamente, obrigando-me a apoiar-me no painel. Tínhamos chegado ao hospital! — Responda quando eu lhe pergunto algo!

-Eu não sei se devo contar... — falei umedecendo os lábios. — Você ainda é meu cliente. Ele vai me chamar de tudo quanto é nome... Não vai ficar feliz!

-Entendo. — cuspiu a palavra entre dentes.

-Edward, eu só não acho bom... Contar agora!

-Eu disse: entendo! — repetiu amargo. Suspirei e alisei a testa, abrindo a porta do carro em seguida. Andei com passos largos, adentrando na recepção do hospital. Só percebi a presença de Edward atrás de mim, quando ele segurou meu braço. -Deixa que eu falo dessa vez, ok?

-Por quê? — me senti ofendida.

-Você esta fora de si e não precisa descontar nas outras pessoas! — ele falou, olhando-me no fundo dos olhos. Assenti lentamente. — Ótimo! Vem... — e entrelaçou os dedos nos meus. Andamos ate o balcão de atendimento, onde aquela mesma ruiva desgraçada nos atendeu, estava! Seria bem ariscado mesmo eu subir em cima do balcão e estraçalhar a cara robusta dela. "Ai dela se olhar daquele jeito para o Edward de novo..." pensei estreitando os olhos, parando de pensar para ouvir o que ele estava falando. -Com licença?

-Em que posso ajudar? — ela olhou cuidadosamente em minha direção e fitou Edward, sendo profissional. Agora eu via que a identificação em seu peito era Sra. Cooper.

-Viemos ver Kimberlly Weber. Ela esta no mesmo quarto? — ele perguntou educadamente. Sem olhá-lo, eu podia vê-lo pestanejar lentamente, se fazendo de inocente. Sra. Cooper pareceu hipnotizada com isso, o que me fez ferver de... Ciúme!

-Ela não esta. — respondeu devagar e engoliu seco. Bati no balcão com o punho, sobressaltando-a.

-Não esta? — sibilei com a expressão fechada. Ela recuou de novo. Senti a mão de Edward em minha cintura. Respirei fundo e fingi um sorriso. — Como assim ela não esta? — tentei ser o mais gentil possível.

-Recebeu alta. — disse apos checar no computador. Arregalei os olhos.

-Recebeu alta? — sibilei de novo. Edward soltou um suspiro impaciente. -Eu vim aqui não faz nem dois dias completos e ela recebeu alta!? Alta? Como assim? Ela estava na UTI, como pode já ter ido para casa...?

-Eu não sei, foi o medico que deu alta, não eu. — disse esnobe. Eu a fitei sem reação, enquanto eu sentia o braço do meu assassino me prender firme junto a si. -Desculpe, não foi educado!

Me livrei do braço dele e sai dali. Eu não queria derrubar minhas lagrimas da frente aquele ser imprestável, não mesmo! Atravessei a recepção e sai do hospital, apoiando-me no carro dele. Escondi o rosto sobre o braço e me permiti soltar algumas lagrimas. Eu estava morrendo de preocupação, que porra! Kim estava terrivelmente frágil e ferida... E de repente, ela recebe alta? Como assim!? Isso tinha dedo de algum assassino? Alguém que sabia o suficiente para saber que ferindo ela, também me feria? Tantas perguntas e tão poucas respostas. Eu gostaria de saber quem fora o merda que mandara me aniquilar.

-Bella... — Edward me abraçou e imediatamente, eu me virei e o abracei de volta de modo apertado. — Shhh! Não se preocupe tanto... Ela esta bem!

-Como sabe? — perguntei baixinho, secando minhas lagrimas escondida dele.

-Confie em mim. — disse afagando meus cabelos. Respirei fundo. Confiar em Edward não era tão difícil assim... Pelo contrario, era fácil demais e isso não me deixava confortável! Levantei a cabeça, roçando meu rosto no dele. -Você ainda quer ir ao Caribe?

Sorri de olhos fechados.

-É claro que sim, é um dos lugares mais lindos que conheci. — eu disse. Os lábios dele de repente se fecharam sobre os meus exigentes e vorazes, dominando-me por completo. Minhas mãos subiram automaticamente para seus cabelos, para então, ele segurar minha cintura com uma e o rosto com outra. Movimentei meus lábios, sentindo a mesma fome que ele. Talvez... Talvez fosse uma estratégia para me distrair, ou acalmar! E estava funcionando!Ele se afastou rapidamente, fazendo-me esticar o pescoço querendo continuar. — Mais calma?

-Você é um manipulador muito baixo! — resmunguei abrindo os olhos.

-Estou aprendendo com a melhor no ramo... — ergui as sobrancelhas. — É isso mesmo, com você! — soltei uma breve gargalhada.

-Sou Mentirosa, não Manipuladora, se lembra? — alisei seu peitoral e abri a porta, entrando no carro em seguida. Ele entrou em seguida, no lado do motorista e deu partida, arrancando com o carro velozmente.

-Então... — segurou minha mão. — Você é Advogada! Mente e para conseguir ganhar, manipula também!

-Não, não manipulo. — teimei.

-Ah você manipula sim! — ele não ia desistir. — Eu sei disso, porque Carlisle também manipulava o Júri. E você, com esse olhar inocente, sorriso dócil e pernas de fora... Ah Isabella, é claro que você manipula!

Com essa, eu tive que ficar quieta, pois ele tinha toda razão.

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-Vamos... Entre! — convidei-o, saindo do carro.

-Eu não sei, não quero causar-lhe problemas com seu pai. — ele disse serio. Revirei os olhos.

-Eu agüento, pode deixar! — dobrei o dedo indicador duas vezes, chamando-o. Ele negou com a cabeça. — Ah Eddie, por favor? Eu queria muito que você conhecesse a Irina...

-Bella, não...

-Tudo bem, eu lhe apresento a ela outro dia, quem sabe. — deixei os ombros caírem. -Eu entro sozinha e desprotegida... — continuei a chantagem emocional. — Fazer o que? Parece que ninguém mais se importa comigo... — virei-me de costas e esperei ele morder a isca, enquanto prendia o riso.

-Ora que inferno! — exclamou. Comemorei silenciosamente. — E não pense que eu não vi isso!

-Isso o que? — fiz-me de inocente, ao abraçar-lhe a cintura e morder seu maxilar. Edward sorriu torto.

-Depois diz que não manipula... — resmungou de lado. Limitei-me a sorrir.

Abri a porta de casa, não dando de cara com ninguém. Onde estava todo mundo? Nem Leah estava a vista... Estranhei e franzi a testa. Fechei a porta e andamos um pouco mais, chegando perto dos sofás, quando Irina saiu da cozinha.

-Sra. Sue? — chamou antes de me ver. Fiz uma careta e ela sorriu bondosa. — Ah Isabella, que bom ver você, menina! — esticou os braços em minha direção. — Venha, me dê um abraço! — desvencilhei-me de Edward e a abracei gentilmente. Irina era uma velha senhora, de aparência frágil e quebradiça... A pele de desmanchava em pequenas linhas de expressões marcadas pela idade. O seu sorriso era o mais amoroso do mundo. Quando me afastei, ela deu tapinhas em meu rosto, como sempre fazia depois de me abraçar. Sorri. Se não fosse ela quando o Demônio chegou... Eu teria surtado sem o amor maternal dela! — Você quase não vem aqui... Esta tão magra! Anda comendo certinho, menina?

-Sim Irina... Tem pessoas que não me deixam comer fora de hora. E só coisas saudáveis! — acrescentei rapidamente.

-Muito, muito bom! — ela murmurou, olhando por cima do meu ombro. — Agora entendo porque esta magrinha... - sussurou só para mim. Aposto que fiquei vermelha.

-Irina! — sussurei de volta, disfarçando minha vergonha com um sorriso sem graça. Pigarreei baixinho. — Irina, esse é Edward. Edward, essa é Irina, a mulher que me criou!

-Prazer. — ele disse estendendo a mão.

-O que ele é seu, menina? — perguntou ela, analisando a mão de Edward como se fosse um tabuleiro de xadrez. Eu o fitei querendo uma ajuda e ele apenas levantou as sobrancelhas. Hesitei mais alguns segundos e Irina resolveu me encarar.

-É... — cocei a cabeça. — Ele é meu... Namorado. — falei morrendo de vergonha. Se assim seria eu contar para Irina, não queria imaginar eu contando a Charlie!

-Hm! — ela exclamou alegremente. — O prazer é meu, jovem rapaz! — Edward pegou a mão dela e levou aos lábios, beijando-a suavemente.

-Senhora. — disse apos fazer reverencia. Irina riu ao por a mão livre no rosto, se sentindo lisonjeada.

-Agora sei que ele não é seu seqüestrador, Isabella. — arregalei os olhos. Ela enganchou o braço no dele. — Venha, menino, vamos preparar algo para comerem!

-Nunca fui convidado para ir a uma cozinha por uma loira. — Edward disse, usando sua voz mansa e ligeiramente rouca. — As loiras são minhas preferidas!

-Ei! — protestei escondendo o riso, fazendo-os rir de mim.

-Ele abre uma exceção para você, menina. — ela disse, arrastando-o para a cozinha.

-Irina? — chamei-a. Os dois se viraram para mim.

-Sim?

-Meu pai esta, não esta? — perguntei colocando as mãos nos bolsos traseiros do jeans.

-Eu o vi a mais ou menos 3 horas no escritório. — falou pensativa. Assenti. — Ah, menina... O que vai querer comer?

-Surpreendam-me! — falei sorrindo.

Dei as costas a eles e passei pela sala e ao lado da sala de TV. O corredor era grande, mas não era cumprido. Passei pela porta do lavabo e dei mais alguns passos, ate chegar à frente da porta dupla envernizada marrom de madeira. Era o lugar que me dava mais medo quando eu era pequena: o escritório de Charlie! Respirei fundo e parei de retorcer as mãos. Decidi agir logo e por isso, bati na porta.

-Pai? — e a abri, pondo a cabeça para dentro. Vazio. Fiz um muxoxo e dei meia volta, parando a seguir. O corredor também estava vazio. O escritório de Charlie era um lugar que eu nunca tive curiosidade de entrar sem estar acompanhada dele. Com passos ligeiros, entrei no escritório e fechei a porta, com um ruído baixo e quase inaudível. Eu me sentia uma criminosa! Encarei as estantes com os livros de diferentes gêneros, diferentes tamanhos e cores. Depois meus olhos caíram para a mesa grande de mogno, abarrotada de papeis e documentos. Dei a volta na mesa, passando os dedos por ela. Acomodei-me em sua cadeira de couro confortável e anti-stress. Sem querer, esbarrei a mão no mouse do seu computador.

-Droga. — resmunguei vendo a tela se avivar. E fiquei sem palavras! Era uma foto minha e de Charlie. Eu tinha, pelo visto, uns oito anos de idade (pelo o que me lembro também). Charlie dava aquele sorriso! O sorriso que enrugava o canto de seus olhos, fazia os mesmos se estreitarem e brilharem. Os lábios completamente esticados por cima dos dentes perfeitamente alinhados. "O sorriso mais bonito dele" pensei emocionada por aquela foto ser o seu fundo de tela. Meu sorriso infantil, na foto, era bonito também... Meus cabelos estavam ordenados numa trança de lado com alguns fios soltos. Só então reparei no bolo prestigio com uma vela em cima. "Meu aniversario..." eu me lembrava daquele dia. O Demônio ainda não havia chegado a nossas vidas e estávamos perfeitamente bem... Em completa harmonia! Ele sendo o pai perfeito e eu sendo a filha perfeita.

Suspirei.

Reparei que tinha mais dois portas retratos em cima da mesa. Eu ri ao ver um deles! Era um foto de Leah, Seth e eu juntos. Foi tirada no dia do casamento! Seth estava com seu pequeno smoking e eu com um vestido rodado de linho e seda que descia ate os joelhos, junto com o sapatinho preto clássico! O de Leah era igual, a única coisa que nos diferenciava era que o meu tinha uma faixa azul na cintura e a dela era vermelha. Na foto, eu estava abraçada a Seth e ela estava de braços cruzados e cara amarrada o mais distante de nós. Balancei a cabeça... Leah nunca foi com a minha cara e o sentimento sempre foi recíproco! Minha diversão morreu quando olhei a outra foto.

Era dele com o Demônio no dia do casamento. Ela ria ao cortar o bolo e meu pai a segurava pela cintura delicadamente. Para o meu desgosto, o porta retrato era grande demais para ser ignorado! Bufei e recostei-me na poltrona, afundando sem vontade de levantar. Rodei os olhos por todo o ambiente, ate que eu decidi que seria bom eu sair dali logo! Preparei-me para levantar e sair dali e ver o que Edward e Irina estavam aprontando na cozinha, quando eu notei...

A gaveta estava entreaberta, mas tinha uma fechadura e uma pequena chave encaixada a ela. Minha curiosidade mórbida pulsou, fazendo-me roer a unha do polegar. Eu não devia me meter nas coisas de Charlie, mas aquela fechadura era o mesmo que um aviso de não pisa na grama! Era um convite para ser aberta... Revirada cuidadosamente. Afinal, que mal teria? Mordi o lábio inferior e estiquei a mão com cuidado, abrindo a gaveta por completo.

Papeis e fotos.

-Mas o que...? — franzi a testa e me aproximei mais, querendo descobrir pelo menos um pouco do conteúdo ali de dentro. Meu sangue corria rápido nas veias por causa da adrenalina e do medo de ser pega no flagra. Tentei acalmar minha respiração! Peguei o malote de fotos. A primeira era de uma mulher — ou seria garota? — de longos cabelos claros e uma franja que ocupava menos da metade de sua testa. O sorriso de lábios rosados era gentil e a pele pálida parecia brilhar sob um halo de sol. "Era bonita" tive que reconhecer. Vestia algo florido, que não dava para saber se era uma blusa ou vestido, porque a foto era só da parte de cima dela. Passei essa foto para trás.

A segunda era da mesma mulher, mas estava junto com um homem. Ele tinha os cabelos penteados e castanhos, que no sol, dava a impressão de serem avermelhados; vestia uma jaqueta de couro preta e uma camiseta branca, calça jeans e um sapato estranho. "Meu pai!" pensei surpresa. Desta vez, eu pude ver que a mulher usava um vestido florido e estava sentada entre as pernas do meu pai. Ela parecia bem mais nova que ele... Passei para a próxima.

Dessa vez, os cabelos dela estavam menores... Pouca coisa! Usava um vestido verde oliva e óculos escuros, uma brisa bagunçava os cabelos e inflava o vestido curto. Mas ainda dava para ver uma saliência na barriga! Grávida? Meu pai engravidou uma garota na juventude dele? Que irresponsável! Passei as fotos com mais rapidez... Elas só mostravam a evolução da gravidez dela! A barriga crescendo mais e mais, a dádiva de sentir o filho crescer dentro de si. Em uma delas, a barriga estava de fora e dava para ver a ondulação perfeitamente, de um chute da criança. Se eu aproximasse mais a foto... Daria para ver o pé do bebe! Me peguei sorrindo.

Passei mais algumas e parei, quando outra me chamou a atenção. Desta vez, a garota estava com feições de mulher e com um filho nos braços. Passei para a seguinte e Charlie estava presente de novo, desta vez, de terno claro. Ele também sorria! A próxima foto era a ultima do malote. Era da criança e ela parecia estar quase com dois anos. Olhos castanhos, cabelos ralos e castanhos sedosos cresciam com pequenos cachos nas pontas, pele pálida e brilhosa, lábios fartos e rosados, bochechas avermelhadas e cheias... PORRA!

Era eu!

Sem saber o que fazer, continuei observando a foto. Ávida, procurei pela foto da mulher... Observando bem, eu tinha a impressão de já tê-la visto em algum lugar. Onde fora!? Deixei as fotos em cima da mesa e procurei nos papeis... Números, números e mais números! Endereços, contas bancárias, exames de sangue... Atestado de óbito! Mordi o lábio inferior com mais força, revivendo lembranças em minha cabeça...

-Você ainda se lembra de minha mãe, pai?

Recordei-me do dia, sem querer me lembrar!

-Como ela era?

-Você é muito parecida com ela. Cabelos compridos e olhos castanhos, um pouco mais claros que os seus, querida. Ela era mais robusta que você, mas ainda assim em forma! Eu me lembro... Eu me lembro de como Renée ficou radiante quando estava grávida.

-Era o nome dela? Renée?

-Sim, o nome dela era Renée... Não me lembro do sobrenome dela, eu vivia dizendo que era complicado demais. Foi assim que eu a pedi em casamento...

Tapei a boca com a mão, chocada demais para reagir diante da revelação. Era a minha mãe!? No atestado de óbito estava escrito Renée Dwyer. Soltei um gemido estrangulado, ao tentar prender o choro e os soluços que viriam a seguir. Céus... Edward matou minha mãe!? Sei que ela me abandonou e não merecia um pingo de minha compaixão, mas... Vendo as fotos, eu podia quase sentir seu amor por mim! Como eu podia...? Como eu podia odiá-la agora, vendo o seu carinho estampado nos olhos? Como?

Como eu podia amar um assassino?

A porta se abriu bruscamente, revelando um Charlie assustado e logo atrás, um Edward preocupado.

-Bella... — meu pai resmungou, enquanto eu o fitava descrente. Edward manteve-se em silencio.

-Porque não me contou!? — sussurei querendo entender e processar tantas informações ao mesmo tempo.

-E você ia fazer o que? Se vingar do homem que matou sua mãe? — Charlie perguntou, depois de apontar para Edward.

-Wow... O que? — ele balbuciou confuso. — Eu não matei a mãe de ninguém!

-Matou sim, Edward. — uma tristeza profunda se instalou em mim. — Você matou a minha mãe!

-O que? — ele ficou pálido.

-Renée Dwyer. — falei passando as mãos pelos cabelos. Um silencio pesado se instalou no ambiente, deixando o escritório pequeno demais para nós três juntos. Eu precisava pensar... Digerir tudo o que estava acontecendo e o acontecido. A porra do passado não podia me deixar em paz? Levantei-me, zonza e perturbada. Eu queria ar fresco! — Eu... Preciso de um tempo!

-Você vai me odiar? — Charlie perguntou. -Eu pensei que não falando sobre ela, você podia viver em paz com Sue...

-Eu nunca gostei da Sue! Nunca! — esbravejei, perdendo a paciência. — Ela é sádica e também não gosta de mim... Eu nunca engoli o casamento de vocês! Mas... — hesitei, estrangulada de repente. – Se era para você ser feliz, eu agüentaria em silencio todas as repreendas e sentimentos ruins...

-Bella... — ele disse um tanto chocado.

-Dá licença. — passei por ele, engolindo seco para tentar tirar o caroço em minha garganta. Quando tentei passar por Edward sem ser tocada, ele segurou meu antebraço. Eu o puxei de seu domínio com força exagerada.

-Bella, sou eu. — ele disse baixinho. — Não faria mal a você ou quem você conhece, sabe disso!

-Mas fez. — rebati, querendo me desfazer em lagrimas. -Mas fez, Edward!

-Eu não sabia... — murmurou arrependido.

-Agora eu enxergo o perigo em você. — falei desafinada.

-Não, não diga... — tentou impedir as palavras de saírem dos meus lábios.

-Eu, finalmente, tenho medo de você, Edward Cullen. — falei friamente, fazendo-o fechar os olhos e uma expressão dolorosa tomar conta de seu rosto. Pestanejei e as lagrimas caíram dos meus olhos pesadamente. — Dá licença. — tirei os sapatos e sai correndo para os fundos da casa. Eu fui para o jardim. Eu precisava pensar!

Notas finais
Posso ate ouvir: "MORTE A NANDA, MORTE A NANDA, MORTE A NANDA..." KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Eu sou uma pobre estudante inocente, tá? rs
E nosso casal sofre mais uma crise... E grave dessa vez! Dessa vez, Edward foi o culpado pelo sofrimento do casal...

"E agora!?"

É o que eu pergunto. Teorias? Os capitulos vao ficar mais pesados a partir de agora... Eu vou mexer em assuntos polemicos! E eu sei que voces adoram isso! rs

"Se você pudesse trocar de identidade com algum famoso, qm seria?"
R: Olha, vai soar meio cliche, mas... Eu trocaria de lugar, se pudesse, com a Avril! Deus do ceu, eu queria cantar bem por um dia inteiro... KKKKKKKKKKKKKKKKKKK

"O que te motiva a escrever?"
R: Nao tem algo expecifico... Eu digo que é o chocolate, porque é algo que eu raramente como e quando como, o faço render! Mas eu diria que sao as emoções do dia a dia... Eu tenho vontade de por isso no word de alguma forma!

E eu pergunto: Qual o melhor livro que voces ja leram? (Nao vale saga Twi! rs)

Ate aproxima sexta!
Bj =*