The Killer

28 XXVII - "A morte"


Notas iniciais
FRIDAAAAAAAAAAAAAAYYYYY... Õ/

Gente, eu fiquei com medo de todas voces! Serio! Reviews em capslook me deixam apavorada a partir de agora! HAHAHAHAHA

E eu adorei os titulos dos livros! Voces tem um gosto bem diversificado... Apesar da maioria ser sempre de vampiros! Fazer o que, nós os amamos! rs

Chega de frescura: Boa leitura!

XXVII — "A morte"


Narração: Cullen

Eu nunca me arrependera por matar, afinal, não tinha motivos para isso. Mas dizem que para tudo tem sua primeira vez: primeiro beijo, primeira transa, primeiro assassinato... Primeiro amor e primeiro arrependimento! Dirigindo pelas ruas de NY, eu me afundava no remorso. Segui Bella com menos intensidade depois que saiu correndo, eu estava com medo de que fizesse algo contra si de novo, para desviar o foco da dor. Eu a vi pular na piscina e preparei-me para pular atrás, quando Irina segurou meu ombro e balançou a cabeça.

Disse-me que ela era uma boa nadadora e que estaria segura, por mais que estivesse de cabeça quente. Pediu para eu ter paciência com a menina, pois Bella devia estar tão confusa quanto eu. O primeiro amor deixa tudo muito intenso. Dei meu telefone a ela e pedi para me deixar informado. Quando eu sai de lá, Isabella estava encolhida, na beira da piscina abraçada aos joelhos. Agora ali estava eu, vagando pelos arredores do Central Park, sem saber o que fazer ou para aonde ir. Sem rumo, resumindo. Era como se o chão tivesse sumido debaixo dos meus pés... E ate parecia que eu era indigno de amar! Como se eu não pudesse ter os dois.

Ou eu amava. Ou eu matava.

Eu queria amar. Eu queria matar. Não queria escolher... Estacionei o carro num lugar adequando e sai, respirando o ar noturno do parque. Era fresco e tranqüilo, ao contrario de mim. Crispei os lábios e baguncei os cabelos. Como uma vida por mudar tanto em dois meses? Dois míseros meses... A porra de dois meses! Eu deveria ter sido competente o bastante para matá-la naquele dia... Ter esse pensamento só me repudiava ter a profissão que eu tinha! Porque eu não era a porra de um empresário? Porque eu não podia ser normal!? Maldita hora em que meu pai me recrutou, maldita hora em que eu o matei... Mas que porra de vida.

Suspirei pesadamente, observando um casal passear alegremente na minha frente. Que merda era essa agora? Eu ia ficar preso num mundinho romântico, onde todo mundo tinha a tampa da panela, mas eu era a frigideira? Mas nem fudendo que eu ficar numa situação dessas! Bufei e procurei pelo banco na qual eu havia deitado... Bufei de novo e dei meia volta, vagando feito um fantasma pelos caminhos mal iluminados do Central Park. Parei de frente para uma fonte e pus-me a pensar, já que era o mais inevitável agora. Coloquei uma mão dentro do bolso do jeans, uma roupa incomum para mim, e respirei fundo. Eu podia não amá-la? Eu podia não matar os vagabundos que faz hora extra no mundo? A resposta era não... Para as duas perguntas!

-Não sabia que era um ser tão noturno.

Eu senti o cheiro da fumaça achocolatada tarde demais.

-Você não sabe de muita coisa, Heidi. — falei sem me virar para ela. -Apaga essa porra, eu não sou obrigado a respirar essa nicotina toda!

-Vai ser agora. — e parou de falar ao dar uma tragada profunda. Ouvi a fumaça sair lentamente por seus lábios. — Acabei de ascender! Hm... Você não é de sair muito, não é?

-Fala logo, o que você quer? — falei rude o bastante para interromper seu bom humor. Ela suspirou e se pôs na minha frente, ficando de costa para a fonte. Eu continuei com o olhar perdido, acima de sua cabeça.

-Eu estou saindo. — disse apos uma longa pausa. Franzi a testa, a fitando. Heidi tragava o cigarro freneticamente agora e com certo desespero. -Estou desistindo...

-Heidi, do que diabos você esta falando? — perguntei retesando o corpo e mantendo-o em posição defensiva.

-Eu queria o dinheiro... Seria uma boa aposentaria. — disse soprando a fumaça para o lado. — Mas não dá mais! Não dá!

-Porque esta me contando? — rebati receoso. Heidi parecia perturbada.

-Você não sente a responsabilidade em cima de você? — perguntou intensa. — Não sente o peso em seus ombros? Ser o melhor... — tragou o cigarro de novo. –Em tudo? – disse após soltar a fumaça devagar. –Você não sente Edward? – não respondi. – Eu sei que sente... Porque eu também sinto!

-E...?

-E eu estou cansada disso! – explodiu, gritando aos quatro ventos. Chiei, querendo um mínimo de privacidade.

-Cala a boca! – murmurei olhando ao redor. Eu odiava chamar a atenção alheia! Comigo era assim: rápido e silencioso. – Aonde quer chegar? – ela se limitou a tragar o cigarro sofregamente. – Se drogou, Heidi?

-O que? – arregalou os olhos. –Eu não me droguei! – ela parecia ofendida pela posição encolhida dos ombros.

-Mas eu soube que você...

-Já usei heroína? É, e daí? – rebateu alisando os cabelos. –Eu fumo por causa disso! Larguei um vicio ruim, por um menos pior! Mas o que você tem haver com isso, Cullen? – rebateu arisca. Dei um sorriso duro.

-É. – concordei com um breve aceno. – Não é da minha conta... Nunca foi! – fechei a expressão. – E nem sei por que é agora! – e dei as costas para ela, pronto para sair dali. Heidi segurou meu braço.

-Eu... – mordeu o lábio inferior. – Eu estou grávida por isso não quero mais essa vida.

-Grávida? — balbuciei surpreso.

-Sua visão muda quando se tem uma vida...

-E você continua fumando feita uma idiota? – perguntei cruzando os braços. Ela se aborreceu.

-Olha, eu sou sozinha no mundo e um vicio não se deixa de um dia para o outro! – sua voz minguou. – Não sabia com quem falar...

-E por isso me procurou? – eu estava sendo duro, mas o que eu podia fazer? Heidi era colega de trabalho que estaria pronta em por uma bala em minha cabeça, e vice e versa!

-Não. Na verdade, eu... – coçou a cabeça envergonhada e jogou o cigarro fora, depois de analisá-lo pronta para dar o ultimo trago. –Deixa pra lá... Eu me enganei! – e se virou, não dando indícios que ia sair de algum modo dali.

-Você ia comprar heroína o suficiente para causar uma overdose, não ia? – perguntei sem deixar a surpresa transparecer em minha voz. Foi quando Heidi caiu de joelhos, chorando (Deus do céu, porque as mulheres choram tanto?), fazendo com que os cabelos escondessem sua face atormentada. Com um pouco mais de experiência, eu já sabia como agir ao lado de uma mulher chorando. Fiquei de cócoras ao lado dela e envolvi seu ombro com minha mão.

-Eu juro que não estava procurando por você. – balbuciou apertando meus dedos que ainda estavam em seu ombro. – Eu estava suplicando ajuda... Pedindo um caminho! Uma pessoa que me ajudasse a decidir... E se eu não encontrasse ninguém, me drogaria ate... – sua voz falhou e apenas continuou a chorar, mais baixo dessa vez.

-Eu não sou a melhor pessoa para isso. – declarei querendo sair dali.

-Você ainda é melhor do que ninguém, Edward. – cravou seus olhos em mim, não me dando alternativas. –Por favor? Me ajude!

Eu a encarei por um ou dois segundos, o que me pareceu absurdamente tempo demais! Bella precisava de tempo e eu sempre estaria de espreita, cuidando de sua segurança. Mas enquanto eu soubesse que estava hospedada na mansão Swan, eu sabia que estava segura de alguma maneira. Ajudar Heidi podia me distrair e me deixar menos impaciente... E no final das contas, tirar algo bom de toda a situação! Assenti brevemente.

-Vem... Eu vou ti ajudar. – levantei-me e estendi a mão.

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Narração: Swan

The Kill – 30 seconds to mars & Pitty

Funguei.

E mordi o lábio inferior, pensando. Ninguém viera me incomodar e isso era bom! Eu ainda me sentia confusa com tudo o que houve hoje... E em todos os dias antecessores a hoje. Pensando nesses dois longos meses, que pareceram anos... Anos de uma loucura sem fim! Edward passou a acreditar em destino... E sem querer, agora eu também acreditava! Abracei meus joelhos com mais força, fazendo os braços doerem e protestarem, mas eu ignorei essa dor.

Não percebi que estava escuro. Não tinha Lua, não tinha estrelas... Apenas nuvens pesadas, cobrindo todo o céu negro. Voltei meus olhos para um ponto fora de foco. Suspirei. Minha mãe morreu quando eu nem sonhava em conhecê-la. Eu devia visitá-la onde fora sepultada? Devia levar flores ou ir sem nada? Isso a agradaria? Agora eu tinha tantas perguntas a ela... Tantas perguntas que não podiam ser respondidas!

-Espero que ainda não tenha congelado aqui fora... – a voz de Seth soou macia e gentil. E perto demais! Não me dei ao trabalho de olhá-lo, pois eu sabia que Charlie o havia mandado para cá... Eu tinha que conversar com Seth, mas agora, eu simplesmente não tinha forças para isso. Ele pousou o blazer em meus ombros, protegendo-me do frio. Só então percebi que tremia por causa dele. –Não é melhor você vim para dentro? Esta esfriando e pode ficar doente!

Não me movi.

-Tudo bem... – ele se inclinou sobre mim e pegou-me no colo, sem demonstrar dificuldade. – Eu ti levo!

-Estou molhada. – minha voz soou rouca ate para os meus ouvidos. Seth deu de ombros.

-Não me importo.

Esse era um dos motivos por eu me dar tão bem com ele: nada importava e tudo importava! Entramos em casa e eu deitei a cabeça em seu ombro. Ele estava quente! No pé da escada, Charlie estava com uma expressão tranqüila, mas seus olhos eram tão aflitos quando a linha rígida de seus lábios. Charlie sabia mentir com o corpo tão bem quanto com as palavras! Ele não disse nada. Seth subiu as escadas com calma e levou-me ate o quarto destinado a mim.

Entrou e fechou a porta com o pé, caminhando na direção do banheiro.

-Eu podia ti colocar na cama e ti abraçar ate se aquecer, mas demoraria demais. – ele disse, pondo-me no chão do banheiro. –Então, acho que o banho quente seria mais conveniente, não é mesmo? – dei de ombros segurando seu blazer confortável. Ele sorriu de canto. –Só um instante...

E Seth preparou tudo! Encheu a banheira com água fumegante... Bastante quente para me aquecer e manter aquecida! Despejou alguns sais de banho dentro e se voltou para mim. Eu, com o pensamento longe, esperei ele sair para começar a tirar a roupa e entrar na água. Mas Seth estava decidido a cuidar mesmo de mim! Jogou seu próprio blazer no chão, desabotoou meu colete e o tirou, assim como com a blusa regata. Eu não me sentia exposta estando de lingerie em sua frente...

Ele já me vira assim! Por varias vezes quando não se dava o trabalho de bater na porta antes de entrar... Não sentia vergonha! Suas mãos atritaram meus braços, tentando-me deixar menos gélida. E ele as desceu para o botão da minha calça jeans... E a tirou também! Eu me mantive quieta e atenta a cada movimento. Após me despir da roupa (deixando-me apenas de lingerie), tirou a própria camisa de mangas longas e me pegou no colo.

Lentamente, ele me pôs na banheira. Instantaneamente, minha pele se arrepiou ao entrar em contato com a água. Parecia que mil agulhas me perfuravam, após estar completamente mergulhada na banheira, apenas com a cabeça do lado de fora. De certo modo, era uma dor boa!

-Eu volto depois... – sorriu. – Nem tente se matar afogada hein Bells! – sorri desviando o rosto. Seth beijou minha testa. – Relaxe! – e com isso, saiu fechando a porta atrás de si com um ruído baixo. Não me movi, apenas fiquei vegetando na água quente.

Antes, ela havia feito meu corpo doer e arder... Agora eu sentia-me entorpecida e dormente. Relaxada. Há quanto tempo eu não simplesmente relaxava? Desde o primeiro momento de quase morte? É, eu acho que sim! Respirei fundo e prendi a respiração, afundando de vez na água. Abri os olhos.

Era um mundo tão diferente ali, com os ouvidos cheios de água. Tão assombrosamente silencioso! Mas ainda assim, bom! Meus olhos foram ficando pesados, mas eu os obriguei a ficarem abertos... A possibilidade de morrer afogada não era mais tão legal depois de eu ter caído no lado negro. Seria uma morte tranqüila, apesar de ser agonizante. Se não fosse por Edward...

Fechei os olhos.

Eu tinha coisas a fazer, depois pensaria nele! Bons foram os momentos que passamos juntos... Foi ótimo termos vivido aquele curto momento antes da briga! Pensando nele, eu quase podia sentir suas mãos caminhando por meu corpo, acariciando meu rosto, o gosto dos lábios... Abri os olhos, ainda debaixo d’água. Privar-me de um dos sentidos estavam deixando meus pensamentos fora de controle, resolvi emergir. Passei as mãos pelo rosto e ajeitei os cabelos.

-Fico surpresa por estar aqui.

Um grunhido ficou preso no fundo da garganta quando me virei, assustada e espanando água, para ver Leah na porta do banheiro, com os braços cruzados e cara amarrada. Pestanejei, ainda em silencio, esperando que continuasse. Não continuou!

-Por Deus Leah, quase me mata de susto... – resmunguei voltando a respirar. Recostei-me confortavelmente outra vez na banheira, feliz por ela estar ali. Assim, eu não podia pensar!

-Seria um alivio para mim... E para outras pessoas, é claro! – disse friamente. Eu a fitei com uma sobrancelha arqueada, não me deixando contaminar por seu veneno ardiloso. Dei um sorriso duro.

-Não foi dessa vez. – desviei os olhos. – Temo que tenha que devolver o dinheiro a pessoa...

-Dinheiro? Que dinheiro? – ela parecia confusa ao entortar a sobrancelha de um jeito estranho. Soltei uma risadinha.

-Leah, quantas pessoas morrem de susto? – engoli uma estrondosa gargalhada. – Reformulando! Quantas pessoas você já matou de susto?

-Bem menos que você. – respondeu seca, fazendo o olho tremer assim como a mãe.

-Ah querida... – coloquei uma perna para fora da água. – Eu mato as pessoas de outra coisa, não de susto! – vi suas mãos se fecharem em punho. – Mas saiba que meu objetivo para com você é ti matar de raiva! E vejo que estou quase conseguindo...

-Matar as pessoas com outra coisa, ahn? Uma arma? – sugeriu e eu fiquei seria. O que ela sabia? – Ora, a pequena Bella ficou seria de repente, o que houve pequena Bella? – estreitei os olhos. –Ou você poderia matar seu pai de susto... Quando contar a ele que adora ter uma mulher entre suas pernas! Que tal? Aposto que conseguiria!

-E porque você não fecha sua boca absurdamente grande e procure algo para fazer? – falei perdendo a compostura. – Seu mal é sexo, Leah! Tem inveja de eu agradar ao publico feminino e masculino, enquanto você pena para conseguir a atenção de, pelo menos, seu irmão! – fui à ferida, cheia de maldade. –Saia e faça um boquete em um desconhecido... Garanto que poderá se sentir realizada com tal proeza!

-Se garante, é porque já fez! – entortou a boca numa careta repulsiva a mim. Sorri com ironia.

-Eu já fiz muitas coisas... – e endureci o olhar. – Coisas essas Leah, que não são da sua misera conta! Se contente em cuidar da sua vida, creio que já dá bastante trabalho... E eu prometo que cuidarei da minha! – eu estava pouco me fudendo com a educação ou o nível. – Agora... – rosnei. – Fora daqui!

-O que esta havendo? – Seth perguntou por trás dela.

-Pergunte pra sua putinha... – e deu-me as costas. Levantei-me, cega de raiva.

-Putinha é a porra da vadia que ti pôs no mundo!

Após falar, notei que havia gritado alto demais. Tratei de me acalmar e fitei Seth, em pé e encostado na soleira da porta. Senti-me culpada. “É a mãe dele também.” Pensei arrependida por ter dito tais palavras... Mas eu me sentia bem melhor!

-Desculpe-me. – sussurei abaixando a cabeça. Ele deu de ombros.

-Eu ti julgaria uma tola se não a odiasse. — ele disse. Eu o encarei. — Eu via e ainda vejo como ela ti trata... Se você gostasse dela, eu lhe daria uns tapas! — sorri. — Agora venha, saia dessa água... Você esta começando a ficar parecida com uma uva passa! — e pegou uma toalha.

Assenti e sai da banheira de água morna. Eu ainda me sentia entorpecida... Totalmente relaxada! Encontrei o feixe do sutiã e no mesmo instante, Seth se virou de costa. Eu sabia que ele era educado o suficiente para não olhar. Tirei-o e joguei no chão e fiz o mesmo com a calcinha. Andei ate as costas de Seth e estendi a mão, ate onde os seus olhos podiam alcançar.

-Pode me passar a toalha, por favor? — pedi e ele nem hesitou. -Obrigada!

-Não por isso. — disse. — Qualquer coisa, eu estou no meu quarto. — e saiu ainda de costa para mim. Enrolei-me na toalha e peguei outra, fazendo o mesmo nos cabelos. Sai do banheiro, adentrando o quarto. Abri meu guarda roupa largo e pensei numa roupa para vestir. Eu estava cansada de seguir tendências e mais tendências, então, agora eu ia fuder com a moda. Como eu estava revoltada, descontaria em qualquer coisa! Fechei os olhos e peguei a primeira coisa que veio a mão. Era um vestido branco listrado de preto. Ou seria o contrario!? Que seja, eu odiava listras, me deixava com cara de apática, mas eu o usaria mesmo assim. Abri a gaveta e fiz o mesmo processo. Acabei por pegar uma calça saruel. Ah senhor, tenha paciência com minha péssima mira!

Não reclamei, escolhi uma roupa intima confortável e vesti as peças e em seguida coloquei uma sapatilha (para meu terror, baixa), e optei por sair do quarto e ir atrás de Seth no dele. Fechei a porta atrás de mim e caminhei silenciosamente pelo corredor, ate chegar a sua porta. Bati na porta e a abri, deparando-me com a imagem dele deitado com as mãos na nuca, vendo desenho animado. Eu ri.

-Não tinha nada melhor para assistir? — perguntei atraindo seu olhar. Ele riu também, balançando os pés.

-É legal... — e voltou os olhos para a TV. Ainda dava um sorriso malicioso. — Quando você foi presa?

-Ha ha. — ri sem um pingo de graça. Seth gargalhou enquanto eu entrava no quarto. — Sem graça!

-De onde tirou o estilo? Da onde é esse estilo? — ele me seguia com os olhos. Dei a volta na cama. Suspirei dramaticamente.

-Na verdade, eu cansei da moda e suas tendências. — ele grunhiu concordando. — E então, esse estilo é "vá se ferrar, moda!". Ou como eu o chamo "Sou rebelde!".

-Uh, que medo! — rimos.

-Posso me acomodar aqui? — apontei para o lado vago da cama, ao seu lado. Ele assentiu.

-Claro, vem cá! — e deu dois tapinhas no assento. Eu me sentei ao seu lado confortavelmente. Seth me puxou mais para perto de si, acomodando minha cabeça em seu peito e acariciou meus cabelos gentilmente. — Se quiser, posso mudar de canal...

-Não, não... American Dad é engraçado! Os personagens são tão engraçados e irônicos que chegam a ser idiotas. — falei e a risada de Seth saiu rouca. Ficamos em silencio e, devido ao banho relaxante, eu estava quase dormindo quando senti sua mão afagar a minha.

-Você não tira esse anel? — perguntou e só então me dei conta que ainda estava com o anel que Edward me dera. Fiquei em silencio, pensando se devia falar sobre o assunto. Decidi que não, pois ainda era recente demais para se falar sem que eu me afogasse em lagrimas. -Bells?

-Sim? — sussurei de volta.

-Nós não nos falamos depois... Depois que eu... — ele parecia envergonhado em trazer o assunto à tona. -Depois que eu...

-É, nós não nos falamos. — falei vendo que ele não ia conseguir sair daquela frase. — Eu ando ausente, não?

-Não, não é isso. — Seth desconversou. — Bella, eu vi sua reação. — sua voz era intensa e se eu olhasse em seus olhos, era arriscado fazermos um replay do que houve na minha cozinha. -Na verdade, eu senti Bella! E foi tão bom...

-Seth... — sussurei, tentando deter suas palavras.

-Ah Bella, eu quase enlouqueci quando você...

-Não Seth, não. — falei levantando a cabeça e fitando seus olhos. A mão que acariciava meus cabelos, agora segurava minha nuca fortemente, não me dando escapatórias. — Não me dê um ultimato agora, Seth!

-Você esta tendo um... Caso com aquele homem? — perguntou magoado. Afaguei seu rosto com carinho.

-Eu não sei mais o que eu tenho. — murmurei baixando os olhos. Sua outra mão envolveu meu rosto e levantou meu rosto outra vez.

-E eu sei o que você sente por mim é bem mais que um amor fraternal. — ele afirmou. Meus olhos se encheram de lagrimas e meus lábios tremeram.

-Por favor... — implorei com a voz fininha.

-Você não esta com o estilo "sou rebelde"? — dei um breve aceno. — Então Bella, seja rebelde e faça o que tem vontade! Qual a sua vontade agora? — perguntou fazendo meu coração acelerar. Seth aproximou o rosto do meu. — Qual a sua vontade Bella? — tornou perguntar umedecendo os lábios. Pestanejei lentamente, ponderando... Eu sei que eu poderia machucá-lo ainda mais se continuasse com isso, mas uma parte de mim também queria enquanto a outra gritava que aquilo era errado e que Edward ficaria furioso. Mas era isso que eu queria! Queria provocar sua fúria... De certa forma machucá-lo e saber que eu podia ser tão perigosa quanto ele. De certa forma, eu queria vingança! Eu perdera a minha progenitora antes de querer conhecê-la... Era tão injusto! Fechei os olhos e entre abri os lábios, ao exalar um suspiro pesado.

Eu estava sendo a porra maldita de uma egoísta.

-Qual a sua vontade Bella? — Seth voltou a perguntar quase roçando os lábios nos meus. -Diga!

-Vá em frente, Seth. — sussurei. Ele não precisou de um segundo comando. Mordeu meu lábio inferior e o sugou com avidez. Eu retribui as caricias, puxei sua camisa e o arranhei por cima da roupa. Ele nos girou na cama, ficando por cima de mim. Eu não sei se poderia ir tão longe, mas eu deixaria as coisas fluírem ate determinado ponto e então, eu o pararia! Seth não me queimava como Edward (deus, eu sou uma vadia por comparar os dois?), mas era igualmente quente. Um calor bom, que me dominava e me deixava aquecida... Mas não me queimava, como eu queria! Entrelacei minhas pernas nas dele e procurei pelos cabelos em sua nuca. Era mais curto e o que pude fazer, foi apertar mais e mais sua nuca.

A mão de Seth caiu para o meu quadril. E desviou os lábios dos meus, indo para o pescoço. O mordeu e subiu um pouco, demorando-se em minha orelha. Aquilo me arrepiou e eu ri, encolhendo-me.

-Não, Edward... — falei. Seth parou. Eu prendi a respiração e apertei os olhos. Seth se afastou. Eu sentia sua incomodação no ar entre nós.

-De que nome me chamou? — perguntou de modo contido. Tapei o rosto com as mãos, morrendo de vergonha por dois motivos. Um: que porra eu estava fazendo ao dar uns amassos em meu irmão de criação? Dois: porque eu chamei por Edward, sendo que eu sabia que era Seth?

Eu tinha a resposta... E era bem simples! Eu amava Edward o suficiente para senti-lo em qualquer lugar, com qualquer pessoa! Eu não poderia esquecê-lo nem por uma noite e isso me desanimava demais. Virei para o lado e comecei a chorar, deixando o desespero fluir. Tempo, eu precisava de tempo para ajeitar meus sentimentos, trabalho e diversão. Só de tempo e nada mais! Seth me obrigou a sentar e me puxou para os seus braços.

-Desculpe-me. -disse. Balancei a cabeça. A culpa não era dele, eu era a vadia egoísta de coração frio, não ele!

-Você não tem culpa. — murmurei com a voz embargada. — Não me dê um ultimato, Seth... — pedi de novo, como uma suplica.

-Tudo bem, não darei... — e eu quase podia ouvir o por enquanto que sua frase exigia. Cansada do mundo e cansada de tudo, eu dormi ali, nos braços de Seth, que prometeu cuidar enquanto eu quisesse. Mas eu odiaria dizer que não queria mais... Porra nenhuma de ninguém! Eu tinha que seguir em frente. Se Kim estava fora do hospital, então, eu tinha que combinar algo com ela... Kim sempre me salvava, de um jeito ou de outro!

Eu voltaria a ter uma vida simples. Tudo como antes!

Relação de idade:
Edward Cullen — 28 anos
Alice Cullen — 22 anos
Elizabeth Cullen — 40 anos
Isabella Swan — 26 anos
Seth — 26 anos
Leah — 27 anos
Sue — 38 anos
Charlie Swan — 45 anos
Carlisle Masen — 32 anos
Jacob Black — 27 anos
Heidi Romanov — 29 anos
Kim — 25 anos

Links Importantes:

Bella cilada (capitulo passado)

Bella "sou rebelde"

Notas finais
Eiiiiiiiiiii... Eu sei, eu sei... Sem sapatada, por favor!

Tudo o que acontece é necessario, nao tenham duvida de que esse breve ropimento será importante! Como meu coração é mole, eu nao os deixarei separados por muito tempo, no proximo capitulo eles ja se encontraram... De uma maneira inusitada!

E eu digo: vai ter FIGHT! Nao entre Mentirosa e Assassino... Mas Assassino e vitima! UH HOHOHOHO Chega, nao vou ficar soltando spoiler! Ou nao por aqui... hahahaha

Ah é... Me perguntaram:

P: "Quais são suas bandas/cantores favoritos? E filmes?"
R: Ai, essa pergunta é uma tortura para mim! Eu nao tenho 'favoritos'... Assim, eu tenho, mais é uma lista enoooorme! Mas o que posso citar é: Guns n'Roses, Metalica, Avril Lavigne, Florence + the machine, Emily Osment, Panic! At the disco, Green Day e por ai vai... KKKKKK Agora filme eu poderia dizer que sou viciada em ficção cientifica (resumindo: EXTERMINADOR DO FUTURO [filme bom da porra!])

Pergunta: "Se voces pudessem, durante um dia inteiro, fazer tudo o que desse na telha sem consequencias, o que seria?"

Ate a proxima sexta,
Bj =*