The Killer
25 XXIV – Decodificar
Notas iniciais
Estou adorando os elogios e eu amei as respostas! Foram tantos lugares diferentes... Amei de verdade!
Boa Leitura!
PS: Queria fazer uma propaganda rapidinho... É uma nova parceria que estou fazendo com meu amigo e ele pediu pra mim... como posso dizer? Chamar leitores! Entao, quem se interessar, leia The Bloody Death - http://fanfiction.com.br/historia/151205/The_Bloody_Death
XXIV – Decodificar
Narração: Cullen
O homem rosnou pra mim ao massagear a mão esfolada e ensangüentada. Era o terceiro que estava batendo em mim e eu mal dera sinal de desfalecimento. Ele me olhou raivoso e eu tremi em fúria. “Se eles ousassem afrouxar o aperto...” e imaginei-me matando todos eles lentamente, descontando soco por soco!
-Deixe estar! – grunhiu e escarrou em minha roupa. –Depois terminamos com ele! – e me jogaram bruscamente no chão. Não houve dor... Pelo contrario! O chão gelado dava o mesmo efeito de ter um bife cru e suculento sobre meu rosto. Suspirei de alivio e fechei os olhos.
Como estaria Bella? Morta ou estariam eles se aproveitando de seu lindo corpo escultural? Eu ardi em fúria de novo!
Quando pensei em me levantar, a porta foi aberta devagar. Me fingi de morto no chão e atacaria a pessoa de surpresa. Entretanto o som dos passos não era de coturnos, botas ou sapatos. Era som de saltos! Uma mulher? Eu não me sentia mais a vontade batendo numa mulher, mas eu o faria se fosse para salvar...
-Edward? – a voz delicada de um anjo me chamou. Que porra, eu morri mesmo!? –Ah meu Deus, quanto sangue! Edward? Edward? Edward por favor, choraminga se estiver vivo!
Gemi lutando para abrir os olhos.
-Ah... – suspirou aliviada. – Está vivo! – Bella lutou para me fazer sentar. – Vamos embora daqui! Ah meu Deus... – choramingou contendo o desespero. -Venha... – e pegou-me pelos braços para tentar me levantar. Bufou. – Ora Edward, me ajude! Desse jeito eu vou rachar minha coluna no meio!
Eu ri. Com muito esforço eu me levantei, fazendo Bella sapatear sob meu peso. Não imaginava que suas pernas roliças eram tão fortes! O pai deve ter treinado-a muito bem... Minha mente começou a vaguear outra vez, quando Bella tornou bufar.
-Não se atreva a soltar o peso em cima de mim... – Ralhou com a voz fininha pelo esforço. – Senão... Nós dois vamos ao chão! E eu juro que ti deixo aqui se isso acontecer!
Eu só estava debilitado, mas podia andar normalmente! Saímos da pequena saleta e cruzamos um grande corredor cheio de tubos. Isabella murmurava algo para si mesma, como uma canção. Viramos para a esquerda, esquerda, direita e esquerda de novo. Eram vários túneis e alguns, com bifurcações! Bella andava tranquilamente como se tivesse um mapa em mãos.
-Hm... – ela olhou ao redor. – É... – e deu mais alguns passos. – Bem aqui!
-O que é bem aqui? – perguntei curioso.
-Temos que subir aqui... – e só então percebi a escadinha de metal puro. Isabella subiu dois degraus e então voltou ao chão, espetando o dedo magro em meu peito. – Não se atreva a olhar debaixo da minha saia! – e voltou a subir. Sorri torto e comecei a subir em seguida.
-É uma bela calcinha! – provoquei. Ela rosnou, metralhando-me com os olhos.
-Eu desço o salto na sua cara, Edward! – ameaçou entre dentes.
-Alem de ser uma bela calcinha, seu traseiro parece me chamar! – alfinetei de novo. Bella fez um esforço para destampar nossa passagem.
-Homens! – bufou. – Só pensam com a cabeça debaixo! – ri baixinho. Ela saiu e estendeu a mão para me ajudar. Eu não a aceitei, com medo de trazê-la ao chão. Sai com mais dificuldade do que o esperado. –Meu Deus, vamos assustar o povo com essa sua cara! — murmurou consigo mesma. – Vem cá... – e puxou-me para um canto escuro da calçada. – Me dá sua carteira!
-O que? – eu devia estar ficando surdo. Ou ido direto para o inferno!
-Você é retardado?
-O que? Não! – neguei ofendido. Ela sorriu.
-Então você entendeu o que eu disse! – canalha, está usando minhas próprias palavras contra mim! Crispei os olhos, vendo-a sorrir. – Vamos Edward, deixe de paranóia e me dê sua carteira!
-Pra que? – quis saber.
-Pra mim ti roubar! – revirou os olhos. – Santo Deus, dá pra andar rápido! Parece que você vai desmontar a qualquer minuto! – relutante, tirei a carteira do bolso.
-Você não disse o que vai fazer. – falei com a maldita carteira na mão, sem entregar a ela. Bella a tomou de mim.
-Já disse, ti roubar! – sorriu maliciosa. – Eu já volto! – e me deu as costas como resposta. – Ah Edward... – se virou pra mim. – Não fale com estranhos!
-Olha só quem fala! – resmunguei cruzando os braços. Isabella se afastou ate sumir.
A rua não era movimentada, mas tinha bastantes negócios. Restaurantes indianos, japoneses, italianos e um brasileiro estavam na rua. Gostaria de provar qualquer um deles, mas... Ah veja, Bella esta com minha carteira! Suspirei. Ela estava demorando! Será que havia sido capturada? Morta? Ou atacada? Levou um tiro, ou uma facada? Desencostei-me da parede e olhei ansiosamente para o caminho por onde ela fora. Aonde ela fora!? Será que foi longe?
-Procurando por alguém?
Olhei surpreso para trás, só para ver uma Isabella divertida. Crispei os olhos e franzi os lábios. Desanuviei a expressão e sorri também, fazendo o sorriso dela aumentar. Sorrir provocou uma dor no rosto todo e então, eu gemi e para disfarçar, tossi.
-Vai, coloca isso! – e passou-me um boné dos Lakers. Ergui uma sobrancelha. Bella deu de ombros, começando a corar. – Ué... Você disse que gostava!
-E gosto! – sorri torto, tendo outro espasmo de dor. Percebi que seus cabelos, antes soltos, agora estavam puxados para trás e presos.
-Vem... – e passou o braço por minha cintura. Revirei os olhos e abracei seus ombros. Talvez assim, ela pensasse que estaria me ajudando! – Taxi! – gritou, levantando o outro braço. Um carro amarelo parou em nossa frente. –Vamos Edward, entre!
-Pare de me tratar como se eu fosse uma criança birrenta! – reclamei entrando no carro.
-Então, pare de agir como uma!
-Você fala isso porque não é o seu rosto que está todo detonado! – acusei. Vi seus olhos brilharem pela maldade. Ela ia responder algo pior, mas ficou quieta! E assim eu pude fechar os olhos e sem querer, eu apaguei.
~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~
Tinha algo gelado em meu rosto quando fiquei desperto. Eu toquei para saber o que era: molhado e mole. Tirei de cima do meu rosto e abrir os olhos, descobrindo que aquilo era um generoso pedaço de bife. Suspirei. Meu rosto devia estar deformado. Sentei-me com algum cuidado extra e coloquei o bife em cima de um prato branco, que estava no meu criado mudo. Cocei a cabeça, sonolento e reparei numa coisa em meu pulso esquerdo. Uma pulseira. Eu fui a um hospital!? Eu não me lembro!
Reparei que o banheiro tinha sido recem-usado. Fui ate lá para lavar o rosto e dei graças aos céus pelo espelho estar embaçado o suficiente para eu não ver meu reflexo. Com passos lentos, sai do quarto e desci as escadas. Minha casa parecia vazia... Franzi a testa. Onde estava Lizzy? Quer dizer, Elizabeth que queime no inferno, não ligo para ela, mas... Onde estava Alice? Eu ainda me preocupava com ela! Se alguém matasse minha progenitora, eu daria graças a Deus, mas se fizessem isso com Alice... Eu me vingaria! Não a minha irmã... Cocei a cabeça de novo. O sedativo que me deram me deixava aéreo e com isso, não deixava a dor de cabeça vir a superfície e me incomodar.
Respirei fundo e atravessei a sala, acomodando-me no sofá. Percebi que era dia, só não sabia as horas! Devia ser por isso que eu não estava sentindo frio por estar sem camiseta e só com uma calça de moletom. Só com a calça! Deus, não gosto de sedativos por causa disso... Quando o efeito deles passa completamente? A porta da frente se abriu e revelou uma Alice metida, com algumas sacolas nas mãos. Assim que me viu, marchou ate o sofá a minha frente e largou as sacolas. O toc toc de seus saltos ecoaram em minha cabeça, que parecia vazia demais para dar um efeito a mais!
-Você acordou. — disse gentil. Franzi a testa. Ela se sentou ao meu lado, acariciando meu ombro. — Fiquei preocupada quando ti vi chegar...
-Estava tão feio assim? — perguntei. Allie deu de ombros.
-Eu só não gostei de uma coisa... — comentou fazendo rodeios.
-Vá direto ao ponto, Alice! — incentivei-a. Ela suspirou.
-Você tinha que trazê-la para casa? — perguntou emburrada e cruzou os braços, fazendo um beicinho mimado.
-Quem? — a confusão tomou conta de mim.
-Como assim quem? Quem mais poderia ser, Edward? — se levantou exasperada. — Sua advogada!
-Ah... — murmurei entendendo. — Vá se acostumando!
-Eu não vou me acostumar! — bateu o pé. — Ou sou eu, ou é ela!
-Não seja estúpida, Allie. — ri sem humor. — Não me faça escolher entre minha irmã e minha nam... — engoli a palavra, antes de completá-la. Alice a entendeu mesmo estando incompleta. Nos encaramos: eu tranqüilo e ela raivosa e descrente. Eu não entendia o ciúmes de Alice. Foi então que seus olhos começaram a brilhar, por causa de um plano que estava se formando em sua mente maléfica e mal caráter.
Narração: Swan
-Hm... — engoli o pedaço de bolo rapidamente. — É a voz do Edward, não é?
-É sim, querida. — Carmen disse bondosa. Sorri descendo do banco, com o prato em mãos com metade do bolo em cima dele. Chegara ali a poucas horas e pedira para Carmen fazer um bolo prestigio de chocolate. Ah Deus, como eu amava aquele bolo quando Irina fazia... Depois entrou o Demônio e sua dieta impecável e eu parei de comer o bolo! Sai da cozinha e cruzei a sala de jantar, saindo em seguida, no começo da sala. Alice encarava Edward com cara de poucos amigos, assim como fizera comigo quando cheguei carregando Edward. Hesitei, onde estava, ate atrair o olhar deles.
-Ei... — murmurei não me intimidando por sua irmã. Dei passos calculados. -Como vai, campeão? — e sorri na direção de Alice, provocando-lhe ao dar uma piscadela. — E você, Alice, como vai?
-Eu não sei responder sua pergunta ainda. — Edward me respondeu meio sonolento. Eu dei as costas para Alice e só para perturbá-la, sentei-me em cima das coxas de Edward, fazendo-o retesar milimetricamente. Eu o vi engolir seco.
-Vão para um quarto, pelo menos! — ela cuspiu entre dentes. Sorri-lhe por cima do ombro.
-Ah Allie... Seu irmão esta debilitado, porque você não vai lá pra cima? — alisei o abdômen de Edward distraidamente. — Ou então, junte-se a nós! — e pisquei um olho. Ela bufou, pegou as sacolas em cima do sofá e subiu as escadas, pisando duro.
-Porque ela esta tão hostil? — Edward perguntou curioso. Continuei encarando as escadas.
-Eu tentei seduzi-la... — falei divertida e de repente, encarei seus olhos, meu humor morrendo aos poucos. — De brincadeira, é claro!
-Brincadeira? — quis saber, analisando-me. Dei de ombros.
-Ela é atraente, meu lado gay falou mais alto. — dei uma garfada no bolo. — Mas agora nada interessa, o medico mandou você se alimentar!
-E eu vou comer bolo? De chocolate? — ele estava se segurando para não zombar de mim.
-Shhhh não reclama! — ralhei tentando ficar seria. Encaminhei o garfo para sua boca, mas ele a fechou se negando a comer. Suspirei, deixando os ombros caírem. Entortei a boca e segurei em seu queixo, apertando-lhe. Edward fez um beicinho e abriu a boca. Enfie o garfo, como se alimentasse uma criança. -Agora, mastigue e seja um bom garoto!
-Vou ti mostrar o bom garoto. — murmurou mastigando de má vontade.
-Hm... — ajeitei-me em cima de suas coxas. — Não me tente, mocinho, eu não sirvo de comida!
Edward riu e eu dei bolo a ele. Ficamos por um tempo assim, eu só o alimentando... Como se fosse à coisa mais normal da nossa vida. Mesmo que o mundo estivesse ruindo, ali estávamos nós, tranqüilos e como se nada pudesse nos atingir! E se atingisse, Edward me protegeria, do mesmo jeito que eu o protegeria! Em um momento, ele parou minha mão no meio do caminho e eu afundei em seus olhos esverdeados. Eu não ligava para o pequeno inchaço de seu rosto, isso era o de menos, eu podia ter chegado tarde demais! Meu coração se apertou com essa possibilidade.
-Não entendi uma coisa... — sua voz era cautelosa. Eu esperei sentindo um frio na barriga. — Como conseguiu? Ameaçou processá-los também?
-Não... — acariciei seus machucados. — Eu seduzi aquele homem... — Edward enrijeceu embaixo de mim. — Mas eu não fiz nada com ele! Enquanto eu ameaçava me sentar sobre o colo dele, nem notou quando peguei sua arma.
-E...?
Fiquei em silencio e abaixei a cabeça. E novamente, eu atropelara meus escrúpulos para salvar Edward. Ele pegou meu queixo e obrigou-me a olhar em seus olhos. Eu sentia vergonha do que fizera, mesmo sabendo que era o certo. Ou se não fosse...
-Você os matou? — perguntou gentil. Engoli seco e comi o pedaço do bolo que estava no garfo, dando-me tempo para responder.
-Sim. — respondi por fim. — Eu o matei porque ele me assustou! — alarguei os olhos. -Eu falei para ele não se mexer, mas ele me atacou e eu atirei! E depois matei... Quem ousou entrar pela porta! Eu não queria... Não queria fazer aquilo, Edward! Foi por impulso... — balancei a cabeça perturbada. — Não queria...
Ele tirou o prato de minhas mãos e me abraçou. Afundei o rosto na base de seu pescoço. Estava angustiada e perturbada. Ter o cheiro de Edward adentrando minhas narinas e agindo em meu sistema nervoso foi mais ou menos como um baseado, dando-me uma sensação boa. Levantei a cabeça para ver se não tinha nojo em seus olhos (se tivesse, eu morreria!), mas... Nossos rostos estavam pertos um do outro. Dessa vez, não foi algo animalesco nem desejo excessivo. O momento pediu... E foi tudo diferente!
O que estava acontecendo!?
Eu não sei, mas quando os lábios de Edward entraram em contato com os meus foi combustão espontânea: a corrente elétrica passou do corpo dele para o meu, as malditas borboletas bateram asas em meu estomago e minhas mãos suaram ao ficarem gélidas. Edward me enlaçou a cintura, como se quisesse meu corpo mais colado ao seu. Dessa vez, eu não estava no controle dos movimentos! Meu braço enlaçou seu pescoço e meus dedos se enroscaram em seus cabelos, assim como os dele estavam segurando os meus cabelos molhados.
Era só lábios! E pra melhorar as sensações, sua língua pediu passagem e eu cedi sem pensar duas vezes. Elas se enroscaram, lutando uma contra a outra, de um jeito bom! Eu queimei com mais ardor! Cada célula, cada músculo, cada partezinha sentiu o fogo. Eu me desfiz em chamas! Delicadamente, Edward me deitou nas almofadas do sofá e ficou por cima. Enlacei sua cintura com minhas pernas, mas não por ser uma coisa sexual... Mas porque eu o queria perto de mim! Não queria me separar dele... Queria ser fundida a ele, meu assassino preferido e tornarmos apenas um! Senti sua mão em meu rosto, seu polegar acariciando-me a todo o momento.
Uma das mãos que seguravam seus cabelos desceu devagar... Parando um pouco em seu ombro machucado e afaguei amavelmente. E então desceu um pouco mais, parando no lugar que seu coração estava. Batia forte e descompassado, como o meu! E Edward quebrou o beijo, encostando a testa na minha. Eu devia estar preta feito um carvão... Senão tivesse virado pó!
"Você tem um nome pra isso?" eu quis perguntar, mas não falei nada, limitei-me a olhar seus olhos.
-Um tempo atrás me perguntaram uma coisa... — ele disse fechando os olhos. Parecia lamentar? — Perguntaram-me se eu já tinha amado alguém... — arregalei os olhos, travando os membros. — Respondi que amor não existe! — e abriu os olhos de novo. — Mas como pode não existir... Se eu o estou sentindo agora!? — eu fiquei sem palavras diante de tal declaração. Eu estava sendo antiética, inconseqüente e imprudente. Crispei os lábios. — Pode ser loucura, mas... Eu amo você, Isabella!
Fechei os olhos.
Então era isso o que eu sentia!? O famoso e devastador amor? Era isso que significava meu instinto de proteção por ele? As tentativas de fazer de tudo para agradá-lo? Agora entendo porque eu tive coragem de entrar na pequena sala. Era isso? Abri os olhos de novo.
-Você não sente... O mesmo? — perguntou cauteloso. Pestanejei duas vezes e pensei numa resposta. Ele se afastou. Senti frio instantaneamente. — Não sente o mesmo. — afirmou.
-Edward... — tentei dizer.
-Não, esta tudo bem! — e se levantou com uma expressão dolorosa de se ver.
-Edward... — tentei de novo, sentando-me no sofá. Ele se afastou para as escadas. — Edward, espera! — falei firme. Ele parou antes do primeiro degrau. -É confuso! Porque é tudo tão confuso? — perguntei aproximando-me lentamente. Ele abaixou a cabeça. -Às vezes me pergunto se perdi a cabeça! — reparei que ele se preparou para sai dali. Eu cheguei perto o suficiente para afagar seu braço. — Mas... — hesitei. — Quando eu ti toco, parece que somos tragados para outro mundo... Um mundo nosso! Então... — dei a volta e subi no primeiro degrau, ficando um pouco mais alta, mas ele ainda era mais alto que eu. Engoli seco. A ultima vez que eu me declarara gostar de alguém, esse alguém foi embora. Mas Edward não iria... Iria!?
-Fale. — implorou quando me viu hesitar. Toquei-lhe o rosto de novo.
-E-eu... — gaguejei tremula. O olhar de Edward era incisivo em cima de mim. Ruborizei. — Eu amo você, Edward! — sua expressão maravilhada foi como tomar água gelada num dia quente. Era bom!
-Você corou? — perguntou. Ora que indelicado! Abaixei a cabeça, sem jeito, procurando algo no chão a qual não perdi. -Você corou! — acusou risonho. Fechei a cara e cruzei os braços. -Você fica linda de qualquer maneira!
-Você sabe elevar o ego de qualquer mulher. — resmunguei. Seus braços formaram uma prisão de ferro ao redor da minha cintura.
-E...? Aposto que você sabe também! — prendeu o riso.
-Elevar o ego de qualquer homem? — perguntei.
-Não bobinha, de qualquer mulher! Aposto que você sabe também... — brincou. Fiz uma careta em sua direção. — Vem cá... — afastou-se de mim, só para me jogar por cima do ombro bom. Eu soltei um gritinho patético e ri.
-Edward, me põe no chão! — falei entre risos. Ele subiu as escadas com agilidade e logo estávamos em seu quarto. -Edward! — reclamei rindo de novo. Ele me jogou na cama e se deitou ao meu lado. — Seu idiota! — ajeitei meus cabelos.
-Minha nossa... Sinto-me um adolescente de novo! — grunhiu.
-Vai com calma garanhão, você está debilitado! — alertei-o preocupada e rolei, ficando sobre um cotovelo. -Você esta bem, não é?
-Estou ótimo! — disse.
-É... E depois eu que sou a Mentirosa, não é? — ironizei fazendo-o rir. A porta bateu com força, assustando-nos. Levantei assim que vi Alice, hesitando na porta. Teria visto ela o momento casal feliz?
-Alice? — Edward só se dera o trabalho de levantar a cabeça. Ela andou ate mim, sem olhar o irmão. Sem hesitar ou pestanejar, agarrou meu rosto e me beijou. Arregalei os olhos, sentindo a pressão de seus delicados lábios. -Alice!? — agora ele parecia surpreso. -Que eu não fique excitado... - eu o ouvi murmurar quando ousei movimentar meus lábios. Ela se afastou.
-Estou enlouquecendo! — exclamou nervosa. Eu estava inebriada ainda.
-Ah não, por favor, fique um pouco mais louca e continue me beijando. — sussurei hipnotizada.
-Eu não corto para os dois lados! — gritou irritada. Sorri maliciosa.
-E a quem esta tentando convencer? — perguntei, calando-a. Edward grunhiu aprovando. — Qual é Alice, eu ti deixei com uma duvida tão grande que foi obrigada a se testar comigo?
-Não, eu...
-O teste foi suficiente? Tem certeza? — provoquei. -Não quer ir mais profundamente? — aproximei-me um passo, mas antes fitei Edward. Ele assentiu, meio libidinoso, voltei-me para Alice. -Esta convencida, mesmo?
-E se não estiver? — sussurou.
-Faça um novo teste... — induzi na cara dura. Rocei meus dedos na pele do seu braço. Alice engoliu seco. -Eu não me importo!
-Claro que não. — resmungou afastando-se um passo. Deixei o braço cair e sorri de canto. Mãos me apalparam por trás e mordeu meu ombro exposto. Alice deixou o queixo cair. Edward me virou para ele e eu subi em seu colo, atacando-lhe os lábios. E o desejo estava ali de novo, queimando-me viva! Ele nos jogou na cama e quebrei o beijo para respirar. Alice ainda nos observava.
-Sua irmã vai ficar. — sussurei mordendo-lhe o lóbulo da orelha.
-Não sabia que ela era Voyeur. — resmungou de volta. Mãos, lábios... Não paravam um só minuto! Eu não me sentia a vontade estando ali no maior bom com Edward e ter a irmã dele observando. Era estranho! Ousei, querendo a tirar dali de uma vez por todas. Escorreguei minha mão por seu peito, abdômen... E adentrei sua calça de moletom! Ouvi dois ofegados: um de Edward (que em seguida gemeu) e o outro era de Alice, surpresa. Segundos depois, houve uma batida da porta sendo fechada. Edward parou de me beijar. -Você... Leva as coisas a serio!
-Desculpa. — sussurei ofegante. — Tive que extravasar!
-Que tal continuarmos, então? — murmurou esfregando o nariz em minha clavícula. — Como você é cheirosa... — sussurou para si mesmo. Se eu não tivesse um pouquinho de força de vontade, eu teria sucumbido. Eu queria muito tê-lo dentro de mim, de gritar a plenos pulmões o quanto isso é bom, mas... Tínhamos uma assunto serio a resolver!
-Não, não, não, não... — dei um jeito e sai de baixo dele. Edward soltou um muxoxo. — Temos que conversar! — falei ficando de frente para a janela e observei a paisagem. Ele suspirou e pelo reflexo, o vi deitar-se de barriga para cima.
-Seja o que for... — se levantou e abaixou a calça de moletom quando me virei. Arregalei os olhos. — Eu vou tomar um banho primeiro!
-Ah... — soltei hipnotizada. Ele se virou para mim, sorrindo maliciosamente.
-Quer me acompanhar? — e deu-me uma piscadela. Engoli seco.
-Eu já tomei banho. — resmunguei tentando por o queixo no lugar. Ele dobrou os dedos duas vezes, chamando-me. -Eu fico aqui mesmo... — Edward revirou os olhos vindos em minha direção. Eu recuei, ate sentir o vidro da janela em minhas costas. Era desnorteante ter Edward nu tão perto de mim, pois meu corpo começava agir sozinho. Separei os lábios e entre abri os olhos quando ele elevou nossas mãos, apoiando-as no vidro, acima de minha cabeça. Minha respiração era rápida e descompassada, enquanto a dele estava uniforme, mal sendo notada.
-Eu chamei você para me acompanhar. — sussurou sedutor. — Por favor?
-E-e-eu... — gaguejei e tornei engolir seco. A saliva desceu fazendo um ruído que me lembrou os desenhos animados, quando o personagem esta numa situação tensa.
-Por favor? — pestanejou lentamente, clareando seus olhos verdes e fazendo-se de inocente. Quando percebi, meus lábios já tinham soltado a palavra que eu tanto guardava copiosamente.
-Sim. — sussurei ofegante. Edward sorriu e roçou os lábios nos meus. Suspirei, ávida por sentir seu hálito quente ser misturado ao meu! Mordi seu lábio inferior e prendi entre dentes, e então, imprensou o corpo contra o meu, fazendo eu, em chamas, entrar em contato com o vidro gelado. Edward me pegou pelas coxas e ergueu-me, para assim, eu enlaçar sua cintura com minhas pernas. Uma mão me segurava pela coxa e a outra, pelo rosto. E avançou, beijando-me! Ah, que beijo...
Eu estava excitada, com toda a certeza cientifica!
Eu estava molhada antes, com aquela simples brincadeira que fizera para livrar-nos de Alice. Mas agora... Deus, eu estava pingando! Ávida, eu o abracei com as pernas e braços, sugando sua língua e lábios, querendo obter prazer por cima da roupa com seu membro ereto. Estava tão envolvida, que mal percebi quando ele tirou minha blusa. Puxou meus cabelos para um lado, obrigando-me a entortar a cabeça na mesma direção, só para deixá-lo morder meu pescoço.
-Isabella... — sussurou usando seu perfeito italiano. Soltei um suspiro entrecortado, tentando resistir ao pecado. O frio do vidro se afastou de mim, o que foi sentindo imediatamente. Lutei para abrir os olhos e percebi que estava sendo conduzida para o banheiro mega espaçoso dele. Edward não tropeçou nenhuma vez, mesmo estando de olhos fechados (ou eu desconfiava que sim!) ao me beijar o trajeto inteiro. Senti o gelo do mármore sob minha bunda. — Eu ti desejo tanto... — resmungou puxando meus cabelos. Evitei a todo custo, mas falhei miseravelmente e gemi baixinho. -Você gosta disso, não é? — puxou meus cabelos de novo. Mostrei satisfação. -Safada!
-Como se você não gostasse... — cochichei de volta. Encantei-me com sua risada momentaneamente rouca.
-Ah Isabella... — balbuciou subindo as mãos pelas minhas coxas e adentrando minha saia.
-Nem pense em destruir minha calcinha! — alertei-o, detendo seus dedos habilidosos.
-Ate que não é uma péssima idéia ter você andando por ai sem calcinha... — disse pensativo. — Seria bem mais pratico!
-Eu passo a andar sem a calcinha, mas não precisa estragar essa que estou usando. — murmurei fazendo um beicinho. — Eu gosto dessa!
-Tudo bem. — revirou os olhos. Levitei o corpo, somente para ajudá-lo a tirar minha saia de babados rosa e a calcinha preta. Violentamente, ele jogou as peças no chão. Puxou-me mais para a beirada da pia, roçando seu pau em mim. Por reflexo, me contrai e preparei-me, pois ele não daria nenhum aviso para me penetrar. E eu estava certa! Distraiu-me com alguns beijos molhados e lambidas... E entrou com tudo!
Gritei, arranhando-lhe os braços.
-Vem Bella, vem com tudo! — grunhiu dando continuidade aos movimentos.
-Desgraçado, filho da puta! — ralhei dando-lhe um tapa. Seu olhar descrente me fez jogar a cabeça para trás e gargalhar e arfar ao mesmo tempo. -Edward... — gemi abaixando a cabeça ate seu ombro. Desci a boca e suguei seu mamilo e mordi varias vezes, ate sentir seus dedos apertarem minha carne da cintura. Estávamos tão agarrados um ao outro que era difícil separar onde começava Edward e onde eu terminava. Eu só conseguia pensar que era a melhor sensação do mundo ser invadida por ele... Seus movimentos continuaram firmes, mas a velocidade aumentou fazendo-me perder o fôlego.
Gritei de novo, escondendo o rosto na base de seu pescoço, mal conseguindo respirar. Sua respiração antes uniforme, agora estava parecida com um assobio de tão veloz. Gemi desenfreadamente, subindo a mão e entrelaçando meus dedos em seus cabelos acobreados. Deus, como eu gostava de mexer nos cabelinhos da nuca dele! Edward rosnou, forçando mais a sua entrada em mim, eu desci a mão livre e apertei a bunda dele, que grunhiu surpreso.
-Mas o que...? — tentou perguntar, mas eu o silenciei com um beijo agressivo, mordendo-lhe o lábio superior. Cravei as unhas em seus braços e joguei a cabeça para trás gritando. Arrepios surgiram por todo o meu corpo, a cabeça ficou leve e meu sexo o engoliu por inteiro. Eu gozei longamente! Edward entrou e saiu mas três vezes e gozou também. Ficamos amolecidos, um apoiando-se no outro. -Que porra de tapa foi esse?
-Eu gosto da violência. — ri ofegante, escondendo o rosto na base do seu pescoço. Edward alisou minhas costas com certa leveza que me surpreendeu. Suspirei reprimindo um bocejo. Afastei-me um pouco para fitar o rosto dele, perto do meu. Se eu estava cansada, imagine Edward que levou boas bordoadas? Que porra de enfermeira particular eu estava sendo? Uma de baixa qualidade, é claro! -Ei, Edward...
-Sim? — pestanejou, se fazendo de inocente novamente.
-Tome o seu banho e...
-Você não entendeu ainda que eu ti convidei para ir comigo? — sorriu torto.
-Ah... Pensei que era apenas uma estratégia! — resmunguei franzindo a testa.
-Não... — negou pegando-me no colo e entrando no box espaçoso. -Eu queria você aqui comigo.
~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~
-Você disse que queria conversar... — ele começou apos um suspirou pesado. Prendi a respiração, fazendo desenhos aleatórios em seu peito nu. Estávamos deitados na cama, ele somente com a calça e moletom e eu de calcinha e sutiã. -Vamos lá então, comece! — incentivou-me.
-É sobre o seu caso... — hesitei comentando baixinho. Ele suspirou de novo e começou a alisar minha coluna com suavidade. Aquele gesto me deu coragem. — É sobre a Sra. Dwyer.
-Pergunte. — disse tranqüilo.
-Matou mesmo ela? — perguntei com receio. Ele riu.
-Oras Bella e você ainda tem alguma duvida!? — perguntou retoricamente risonho. Bufei. — Tudo bem, tudo bem... Sim, eu a matei!
-Porque ela era tão importante? — comecei o interrogatório. -Você só mata pessoas importantes... Porque ela!? O que ela fazia?
-Eu... — parou para pensar por uns instantes. — Agora que você falou, eu não sei! Ela era vendedora em uma loja do Shopping, mas... Não dizia o que ela havia feito!
-Roubou, talvez? — sugeri.
-Não, se fosse roubo, estaria como a da Turner. — disse crispando os lábios e entortou a boca. — Eu não sei por que a matei Bella, eu só... A matei!
-Entendo. — murmurei.
Ficamos um tempo em silencio. Eu tinha mais perguntas, na verdade, apenas uma que me corroia a alma, ávida para saber a resposta! Uma pergunta incomum, mas aposto que a maioria dos policiais já se perguntara isso. Eu só precisava achar uma maneira de chegar a tal assunto.
-Posso... Perguntar uma coisa? — pediu. Ajeitei meu corpo ao lado do seu, com medo de minha cabeça estar machucando seu ombro ferido.
-Sim. — hesitei. O que ele queria saber?
-Sabe tocar piano? — perguntou curioso. Sorri voltando a fazer desenhos circulares aleatórios em seu peitoral.
-Não, não sei... Porque a pergunta?
-Reparei que havia um... No seu apartamento... Naquela sala... — meu sorriso morreu. Esse era um assunto que eu não queria mexer, mas já que ele perguntara... Não tinha mais como adiar!
-Tem certeza que quer saber de onde ele veio? — perguntei.
-Agora você me deixou realmente curioso. — e beijou meus cabelos detendo sua mão e a pousou em minha lateral.
-Eu... — suspirei baixinho, rendendo-me. — Eu era apaixonada por Stefan!
Edward parou de respirar, assim como eu. O silencio não era quietude, nem calma, e não era paz!
Notas finais
Proximo capitulo é dedicado a historia da Mentirosa e do Assassino. Vamos conhecer um pouco mais deles! Eu adorei o resultado do capitulo XXV
_Õ_/
"A quanto tempo escreve? E desde o momento que descobriu esse "dom" da escrita, mudou alguma coisa em sua vida? Algo específico?" (pergunta de uma leitora)
R: Eu escrevo desde o final de 2009... E essa é minha terceira fic solo! Olha, creio eu que quem começa a escrever tem que sacrificar alguma coisa e eu sacrifiquei minha vida social! Serio, eu raramente saio de casa e isso enlouquece meus familiares HAHAHAHA Mas uma coisa eu digo: se eu parar de escrever por agora, eu morro! rs
Pergunta:
"Para leitoras que escrevem: A quanto tempo? Esta gostando do desafio?"
"Para leitoras que nao escrevem: Gostaria de escrever? Qual genero?"
Ate a proxima sexta
Bj =*
Fale com o autor