The Killer

24 XXIII – Visitando


Notas iniciais
Que dia é hoje!? É... FRIDAYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYY!!!
Serio, preciso parar de ouvir 'last friday night'
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Mais um capitulo fresquinho para voces!
Preciso dizer que eu amei cada uma das respostas... Algumas me fizeram rir alto! Chega de embromação...

Boa leitura!

XXIII – Visitando

Narração: Cullen

Esperei Bella me responder. Esperei demais e quando decidi interferir nisso, vi que dormia tranquilamente. Respirei fundo e aproximei-me dela. Eu ainda tinha receio... Não havia a perdoado completamente. Mas era quase impossível não perdoá-la. Estava sempre ali... Me ajudando!

Sorri quando me lembrei do soco que ela deu no pobre adolescente histérico. “Estava tão preocupada...” o pensamento veio lentamente. Suspirei e desci o zíper de uma de suas botas e a tirei. Fiz o mesmo com a outra. Coloquei-as perto da cama. Parei meus movimentos e hesitei. Ela acordaria se eu a tocasse!? Arregalei os olhos. Se sim, eu tinha que arranjar uma desculpa agora. Se não... Eu não precisava me preocupar!

Cutuquei-a com o dedo e me afastei imediatamente. Bella só soltou um suspiro longo e pesado. Resolvi ariscar! Segurei-a pelos braços, sentando-a e então, abracei seu dorso. Tirei a jaqueta marrom com cuidado. A cabeça dela pendeu inerte para trás. “Que sono pesado!” pensei admirado. Apoiei-a em meu corpo, ajeitando o lençol para embrulhá-la. Eu a deitei de novo, pondo o lençol sobre ela. Tirei sua peruca também.

Eu brinquei com ela sobre as perucas de vez em quando, mas... Eu adorava seus cabelos castanhos!

Isabella suspirou de novo, se mexendo. Afastei-me bruscamente. Ela não se mexeu se novo. Juro que fiquei tentado a me deitar ao seu lado e contemplar seu rosto sereno. Sentei-me na pontinha da cama, evitando o maximo de mover a água do colchão. Escorreguei para o chão acarpetado e apoiei a cabeça na cama. Pareceu confortável e ali mesmo, eu adormeci por algum tempo curto.

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Acordei poucas horas depois. O sol já estava alto! Levantei-me num pulo e olhei por entre as frestas da cortina da janela. Pela altura do sol, já devia ser meio dia. Entrei no banheiro e lavei o rosto e a boca. Antes de sair do quarto, fitei Isabella dormindo tranquilamente. Ela merecia dormir um pouco mais.

Hesitei com a mão na maçaneta.

Se eu a levasse para a casa do pai, um lugar que não gostava, mas que era seguro, Bella estaria protegida! Ninguém ousaria desafiar o Swan tentando matá-la na própria casa! Seria uma afronta. Respirei fundo e abri a porta, saindo em seguida.

Eu tinha que dar um telefonema!

Narração: Swan

Suspirei longamente, movendo-me um pouquinho. O colchão ondulou sob mim e eu agarrei-me mais a alguma coisa. Sorri, pensando que podia ser... Edward! Abri um pouco dos olhos, dando de cara do um travesseiro vermelho. Meu sorriso morreu. Era a porra de um travesseiro que eu estava abraçando!? Acho que nunca fiquei tão decepcionada.

-Com fome?

Sentei-me rápido na cama, agitando a água de vez. Quis fazer o colchão parar de ondular, aqueles movimentos estavam me deixando nauseada. Não respondi de inicio, limitei-me a esfregar o rosto. Eu tinha uma vaga idéia da conversa que tivemos antes de eu capotar de sono. Eu queria perguntar agora (ou responder, eu não me lembro), mas algo me impedia.

-Se prepara então, vamos sair em alguns minutos! – ele disse ainda olhando-me fixo. Mordi o lábio inferior e franzi a testa. Ele suspirou. – Vamos, pergunte de uma vez!

-Estava falando serio? – sussurei desviando os olhos dele. –Sobre... Visitar Kim?

-Sim. – sua resposta veio rápida.

-E pode ser agora? – eu queria muito ver ela! Kim era uma pessoa boa... Não merecia ser envolvida nisso! – Você não se importaria se fosse... Agora, não é? – porque eu estava tão hesitante?

-Se arrume e então podemos ir! – respondeu e saiu do quarto, deixando-me sozinha. O que eu havia feito? Eu não entendia Edward! Uma hora estávamos agindo e nos dando bem e na hora seguinte, eu estou tímida e ele arredio. Eu não queria mais pensar a respeito disso, escorreguei para fora da cama. E então, eu realmente olhei para mim!

Não me lembro de ter tirado as botas ou a jaqueta, muito menos a peruca! E nunca sofri de sonambulismo! Abaixei a cabeça, maravilhada. Edward havia feito aquilo!? Havia cuidado de mim? Ninguém, a não ser Irina, havia cuidado de mim daquela maneira, mas só com o tempo de eu aprender e fazer as coisas por mim mesma! Seth me protegia dos outros e de mim mesma... Seth!

Seu nome foi como uma lamuria. Eu teria que arrumar as coisas com ele também! Estava tudo tão confuso para mim! Eu mal sabia onde era norte e sul dentro da minha própria mente, quem dirá dar nomes a sentimentos que nunca senti antes. Eu sabia o que era paixão: é aquele sentimento alvoroçado e superficial. Eu já havia provado da paixão! Sim, mas quando a pessoa foi embora, eu fiquei triste e doeu!

Mas nada parecido com a dor de ter decepcionado Edward.

Percebi que eu queria encontrar uma outra resposta, menos a obvia. Balancei a cabeça, eu tinha que pensar nisso mais tarde. Calcei as botas e vesti a jaqueta. Coloquei os óculos escuros e sai do quarto de motel com a alça da pequena bolsa na mão e a peruca na outra. Edward me esperava com braços cruzados e olhos crispados por causa do sol.

-Pronta? – perguntou sem me olhar. De repente, meus braços ansiaram por sua cintura. Eu não gostava muito de contato físico (a não ser que fosse na cama!), então, o único que meus braços ansiavam de vez em quando era Seth... Nem por Kim eu sentia isso! Tal desejo me deixou encabulada o bastante para me fazer perder a voz. Assenti. –Pronta? – perguntou de novo.

-Sim. – sussurei.

-Vem. – e saiu andando na minha frente.

-Edward? – chamei-o, parando ainda na sombra de uma arvore.

-Fala. – e se virou, com a expressão tranqüila, mas seria.

-Preciso usar a peruca?

-Não. – e se virou de novo. Que porra eu havia feito agora!? Porque eu merecia tal tratamento de gelo? Magoada, eu o segui de cabeça baixa.

Narração: Cullen

Ela estava tão quieta, que por varias vezes, eu tive que olhar para trás, para confirmar que estava mesmo me seguindo. Andamos por 20 minutos, afastando-nos no motel de beira de estrada e de onde eu havia abandonado o carro. Falei que não precisava usar a peruca e ainda não entendia o porquê de Isabella ainda estar segurando a cabeleira vermelha. Eu a tomei de suas mãos, assustando-a e joguei na primeira lata de lixo que vi.

Acho que eu estava exagerando na frieza, mas só assim para ela poder ir para a mansão Swan por livre e espontânea vontade. Ou assim eu pensava.

-Ei... — parei, chamando-a, quando me ultrapassou. Bella me fitou surpresa. — Vamos pegar um taxi agora!

-Por quê? — perguntou baixinho, estranhamente frágil.

-O hospital é longe daqui. — dei de ombros e mantive o silencio. Mantive a postura ereta e defensiva, distante dela. Eu tinha que parecer indiferente... Estava finalmente amolecendo com ela ao meu lado e era estranho fazer isso! Era estranho eu começar a fazer coisas que nunca havia feito. Coisas como me atirar na frente de um trem por Isabella, ou ate mesmo pegar uma granada por ela! E isso me assustava demais. O som agoniado era baixo, mas eu ainda ouvi. Vinha de Bella. Eu a fitei, buscando por resposta. — Esta tudo bem? — perguntei, analisando-a. Ela limpou os olhos rapidamente, tentando esconder as lagrimas de mim. Preocupei-me. — Bella?

Ela soltou um riso descrente.

-Malditas emoções... Malditos hormônios... — resmungou como se fizesse pouco caso. — Acho que nunca chorei tanto em minha existência! — fungou. — Parece que... Eu sempre... Consigo me... Me... — e não conseguiu completar a frase. E novamente, eu a amparei. Abracei seus ombros miúdos e apertei seu rosto contra meu peito. Eu estava sendo duro demais!? Insensível demais!? Mas eu sempre fora assim... Porque parecia que eu tinha que mudar? -Me desculpe. — sussurou agarrada a mim.

-Tudo bem. — respondi. — Mas... Porque estava chorando?

Bella respirou fundo e se afastou relutante. Não me respondeu e isso me deixou frustrado! Nada me deixava mais frustrado do que não saber o que uma pessoa pensava... Ou ficar sem resposta! Sempre foi assim! Reprimi um rosnado de indignação e chamei por um taxi, que milagrosamente passava vazio por onde estávamos. Entramos em completo silencio.

-Hospital St. Mary. — falei. O taxista assentiu e ligou o taxímetro. O silencio reinou por uma boa parte do caminho. Eu não tinha palavras para descrever minhas curiosidades, Bella não dizia nada e se limitava a fungar. E o taxista não tinha o que falar! Uma musica alegre tocava no radio, fazendo o homem de meia idade e careca assobiar baixinho. Ele nos olhou pelo retrovisor, analisando e voltou os olhos para a estrada.

-Sabe... — ele começou arredio. -Eu adoro ir a jogos de futebol! — sorriu. — Esse fim de semana eu vou levar meu filho, de cinco anos para assistir ao primeiro jogo da liga. — e nos fitou rapidamente de novo. -Diga-me... Vocês gostam dos Yankes?

Esperei um pouco para responder.

-Meu pai sempre brigou com meu irmão. — Bella disse lentamente. — Seth gosta dos Yankes e já me obrigou a assistir alguns jogos... Devo admitir, não entendo nada mesmo que ele tenha me explicado 300 vezes!

-E você?

-Prefiro os Lakers! — falei sorrindo torto.

-Esse é o time do meu pai. — Bella disse sorrindo para mim com receio. O que ela estava sentindo!? -Alguém pode me explicar... — e cruzou os braços, ficando mais a vontade. — O que é um touchdown?

-Não sabe o que é um? — o taxista se espantou. E eu também! — É muito simples! Touchdown é...

E o caminho para o hospital se seguiu tranqüilo... E com algumas risadas! Ha quanto tempo nós não nos divertíamos?

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

-Ate mais! — o taxista, vulgo Stefanno, se despediu alegremente. Pelo menos, ele desanuviou a tensão entre mim e Bella. Saímos do taxi e a primeira coisa que ela fez, foi segurar minha mão. Eu quis recuar, mas não tive coragem! Pareceu certo o que Bella fez, então não recuei como se tivesse levado um choque. A recepção do hospital era calma... E melancólica! Aquele verde vomito nas paredes não dava vida ao lugar e o cheiro de álcool era o cheio de morte limpa.

Guiei Bella ate o balcão de atendimento.

-Com licença? — a deixei falar. A ruiva com uns grossos óculos de grau nos fitou, demorando-se mais em mim, o que pareceu irritar Isabella. -Com licença! — rosnou e estalou os dedos da mão livre, chamando a atenção da mulher atacarrada. — Em que quarto Kimberlly Weber esta?

-Não tenho autorização para dizer. — a mulher, que segundo sua identificação no peito era Sra. Cooper, disse quase esnobemente. Seria um ótimo show!

-Não tem o que? — Bella parecia chocada.

-Não tenho autorização. — repetiu monótona. Isabella riu e me olhou, ignorando o maldito ser se que meteu em seu caminho.

-Ela disse que não tem autorização de me dizer, Edward! — riu. Ergui as sobrancelhas e assenti, prendendo o riso. Sua expressão se fechou e fitou a Sra. Cooper como se fosse desintegrá-la com seus belos olhos castanhos. A recepcionista ate recuou um pouco, afinal, a ira emanava de Bella em altas proporções. — Escuta aqui... — e se inclinou sobre o balcão, murmurando entre dentes. — Você por um acaso sabe com quem esta falando? Sabe? — a mulher negou, amedrontada. — Isabella Marie Swan. — cuspiu seu próprio nome bem lentamente. — Advogada.

Sra. Cooper engoliu seco. E eu fiz o mesmo, mas na minha situação, é que eu fui obrigado a engolir o riso.

-Se você não me disser onde a Kimberlly está eu vou meter um processo gigantesco em cima desse hospital... E você se arrependerá de não dar o que eu quero! — Bella continuou a mexer com o psicológico de sua interlocutora. -Pior! — exclamou, sem levantar a voz. — Se arrependerá de ter nascido! O processo será tão grande que o hospital será fechado por falta de verba... E você não poderá alimentar... — e analisou bem a ruiva senhora. — Sua filha, seus dois netos e o bêbado do seu marido! — "Petulante!" pensei intrigado. Sra. Cooper mal pensou duas vezes apos a ameaça.

-Quarto 352, terceiro andar. — balbuciou catatônica. Isabella sorriu com doçura.

-Obrigada. — e demos as costas para a infeliz que resolveu cruzar seu caminho. — Empregados... — resmungou mais alguma coisa que não entendi.

-Você pegou pesado. — falei, indo para as escadas.

-Ah não, escadas não! — gemeu desanimada.

-Deixa de corpo mole! — e a reboquei escada acima. Subimos devagar, mas eu não havia me esquecido da observação que fiz. Merecia uma resposta, não merecia? Isso me deixava tão frustrado!

-Atropelo qualquer um para conseguir o que quero. – de repente, disse sombria. — Inclusive pisar nos sentimentos de outra pessoa!

Ambiciosa? Eu nunca tinha imaginado! Minha surpresa foi tão grande, eu me fez ficar quieto. Subimos os seis lances de escadas. Por um momento, pensei que teria que pegar Isabella no colo! Claro que ela esperneou quando quis fazer tal coisa... Quase esbravejou comigo! Mas eu queria perguntar uma coisa e já que estávamos num hospital, nada seria mais fácil!

-Como estão suas costelas? — perguntei assim que chegamos ao terceiro andar. Ela bufava e tentava recuperar o fôlego, para então me olhar surpresa.

-Bem. — disse por fim.

-A verdade? — pressionei.

-Ainda doem um pouco... — admitiu de má vontade.

-Estamos num hospital, os deixe fazerem exames em você. — sugeri.

-Não, obrigada! — e me arrastou ate o quarto 352. Não era difícil achar o quarto... Tinha dois armários vestidos de preto guardando a porta. Bella travou no lugar. — O Serviço Secreto tá protegendo ela? — murmurou com seus botões.

-Era de se esperar... — murmurei de volta em seu ouvido, sobressaltando-a. — A filha do senador é esfaqueada e ele a deixa aqui, nesse hospital xexelento sem proteção? Nem sei pai faria isso Bella!

-Não me lembro de ver nenhum brutamontes na porta do meu quarto. — sua voz soou magoada e seca, com uma ponta de sarcasmo.

-Ele não precisava do Serviço Secreto. — falei rude. — Eu estava lá na sua porta, durante todos os dias que ficou no hospital!

Isabella me fitou com os olhos arregalados e queixo caído. Eu não queria responder mais nada, por isso, soltei sua mão e aproximei-me da porta. Parei em frente aos brutamontes de expressão hostil e esperei Bella se aproximar e entrar. E foi o que ela fez, minutos depois.

-Quem são vocês? — perguntou um deles.

-Isabella...

-Swan. — completou o mesmo. -E ele?

-Esta comigo! — Bella disse confiante.

-Isso eu já percebi. — ele não esboçou nenhuma reação. — Eu perguntei quem é!

-E eu disse que esta comigo! — repetiu, batendo o pé. — E vai entrar comigo!

-Vamos deixar entrar. — ele disse olhando-nos penetrante. — Mas se algo acontecer, a responsabilidade é sua, Isabella Swan.

-Manda ver, então. — desafiou com os penetrantes olhos castanhos brilhando.

-Entre. — disse ele. Entramos e eu congelei na porta no mesmo instante, assim como Bella

Narração: Swan

Esperei o choque passar, mas não passou, então ousei interferir já que ninguém falava nada.

-Seth? — balbuciei. Minha mão buscou por Edward, procurando por amparo. Achei seu braço e o segurei firmemente.

-Bella? Bella, é você? — Seth perguntou um pouco confuso. Engoli seco e apertei o braço de Edward. -Ah Bella, Charlie e eu estávamos tão preocupados! — e abriu os braços. Tapei a boca com os dedos da mão livre e hesitei a beira das lagrimas. E então, eu corri para os seus braços! Sussurei seu nome ao enlaçar sua cintura e esconder o rosto em seu peito. Queria poder negar, mas eu sentia falta dele! Tanta falta!

-Seth... — sussurei outra vez, afastando-me, para me permitir de olhar seus olhos negros. Ele alisou meu rosto daquele mesmo jeito que fez em minha cozinha. Tendo consciência de Edward também estar no cômodo, recuei milimetricamente, sem assustar Seth. O seu sorriso ainda era o mesmo! Ele se inclinou e beijou minha testa carinhosamente.

-Você quase nos mata do coração! — disse de modo brincalhão, mas ainda assim serio. -Charlie ficou tão preocupado!

-Como ele esta? — não me contive e perguntei.

-Bem. — deu de ombros. Estreitei os olhos. Fora uma resposta muito curta! Deixei meu pai de lado por hora e fitei Kim, pálida e cheia de tubos, que respirava sozinha pelo menos! Tão frágil... Deixei Seth de lado e aproximei-me do catre nada confortável em que ela estava deitada. Choraminguei e afaguei sua mão e depois seu rosto inexpressivo. Funguei por varias vezes sem saber o que dizer.

-Ah Kim... — murmurei desta vez, alisando seus cabelos chaneis loiros. -Me desculpe! Não queria ti envolver nisso... — sussurei só para ela. Eu sentia o ar ao meu redor tenso demais... Hostil demais... Violento demais! Levantei os olhos e percebi que Edward e Seth se encaravam impiedosamente, quase avançando um para o outro. -Seth...? — ele demorou a me fitar.

-Sim, Bells? — sorriu-me com carinho.

-Onde Kim estava...? — minha voz minguou antes da pergunta ser feita. Sua mão envolveu meu ombro.

-Estava no apartamento dela, com a porta arrebentada e algumas coisas roubadas. — disse pesaroso. — Pobre Kim...

-Desde quando ela esta aqui? — soei dura e raivosa. Ele não respondeu. Edward estava quieto demais. “Ele saira do quarto?” — Diga! Diga de uma vez Seth... Não esconda de mim. — sussurei.

-Eu tentei ti avisar... Tentei mesmo!

-Desde quando Seth? — repeti.

-Eu e sei pai fomos ate seu apartamento, mas... — dessa vez, eu não o cortei.

-Ela lhe fez uma pergunta simples. — a voz fria e cortante de Edward soou ameaçadora ate para os meus ouvidos.

-Desde quando, Seth? — tornei perguntar.

-Foi naquela mesma noite. — respondeu cabisbaixo. Fechei os olhos com força.

-Eu os mato agora ou devo respeitar o leito de Kim e fazer depois? — virei-me para ele, bufando de raiva. — Mais que maldição! — eu quis esbravejar, mas permaneci com a voz baixa. — Porque escondem as coisas de mim!?

-E-e-eu... — ele gaguejou. Sacudi a cabeça.

-Eu só vim visitá-la. — falei calmamente. -Ver você aqui foi um premio. Diga a Charlie...

Alguém bateu na porta, interrompendo-me. Suspirei encarando um par de olhos negros e depois outro par de olhos verdes. Ninguém se moveu. Suspirei novamente e afastei-me do leito de Kim, indo abrir a porta. Eu a abri, dando de cara com... Pessoas estranhas!

-Senhorita... — e olhou um papel que tinha em mãos. — Isabella Swan?

-Sim? — perguntei curiosa.

-Senhor Edward Cullen? — perguntou olhando por cima da minha cabeça.

-Quem é você? — ele perguntou nada amigável de novo.

-Venham comigo. — o homem disse serio. Senti um braço em minha cintura e não precisei olhar para trás para saber que era Edward. Crispei os lábios e hesitei, segurando-me no batente da porta. Olhei para trás, fitando Seth e depois Kim, inconsciente. Oscilei o olhar entre os dois, ate fixar-me em meu irmão.

-Seth, diga a Charlie que eu estou bem. — falei sentindo o coração ficar pequenininho. — Você diz isso a ele? Diz a ele, Seth!

-Eu digo. — ele franziu a testa, não entendendo meu desespero. — Mas porque você esta falando como se fosse uma despedida?

-Eu entro em contato, Seth. — falei, fugindo de sua pergunta.

-Para onde vamos? — Edward perguntou ao homem que falara conosco.

-Para um lugar reservado. — respondeu. Pigarreei.

-Sou advogada. — falei. — Exijo saber... Esta nos acusando de alguma coisa, senhor policial? — minha voz saiu mais firme que minhas pernas.

-Eu? — sorriu cinicamente para mim. — Não estou acusando ninguém de nada, senhora advogada!

senhorita! — corrigi entre dentes.

-Foi o que eu disse. — e nos deu as costas. — Sigam-me... Agora!

Edward me deu um empurrãozinho e eu cedi. Ele se manteve colado as minhas costas, com o braço enlaçando minha cintura. Havia mais quatro homens, junto com o nosso interlocutor, e estavam armados. As pistolas brilhantes estavam na cintura, como um premio! Eu torci para Edward estar com a dele! Atravessamos o hospital numa velocidade razoável. Descemos para a garagem. Estava fria e vazia... Do mesmo jeito do estacionamento de quando Edward tentou me matar pela primeira vez.

Havia um Land Rover preto de vidros escurecidos. Procurei pela mão de Edward e entrelacei meus dedos nos seus. Um dos agentes abriu a porta e só então percebi que havia outro carro logo atrás. Iam nos separar!? Apertei os dedos dele.

-A moçinha vem nesse e o homem no de trás. — o único homem que não tinha aquele colete horroroso disse.

-Você está brincando? Eu não vou me separar dela... — Edward disse. Evitei suspirar depois de sua frase, mas minha expressão devia ser presunçosa. Ele entrou no banco de trás e me chamou com a mão. Entrei também, ficando ao seu lado. — No meu colo, Bella! Vamos ocupar o espaço de um.

No colo dele?

Evitei um sorriso satisfeito e pulei no colo dele, toda eufórica. Edward segurou minha cintura com extrema delicadeza. Dois dos quatro homens entraram do nosso lado, o outro ficou como motorista. O exibido se sentou no outro banco vazio. Segurei-me nos dois bancos a minha frente e ajeitei-me no colo de Edward.

-Se eu fosse você... — sussurou em meu ouvido. — Ficava parada!

Mordi o lábio inferior para esconder o sorriso, ficando quieta. Excitar Edward era muito, mas muito tentador!

~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~

Edward e eu estávamos numa sala pequena, parcialmente escura com um espelho em uma das paredes. Aposto que era um vidro espelhado e que eles estavam nos observando desde quando chegamos ali, que fora há duas horas atrás. A cada cinco minutos eu mostrava o dedo do meio e esbravejava um palavrão. Foi então que a porta finalmente se abriu e entraram no mínimo, sete homens. Quatro deles imobilizaram Edward. Fiquei acuada, longe da porta aberta.

-Venha aqui, querida. — o homem estranho me chamou. Arregalei os olhos e não me movi.

Narração: Cullen

-Não vá, Bella. — falei. Um dos homens que me seguravam, chiou para mim.

-Querida, me acompanhe, por favor. — aquele miserável pediu de novo. Fitei Bella. Seu rosto calculava as chances de ir e de ficar. Balancei a cabeça.

-O que vai acontecer se eu for? — perguntou baixinho.

-Absolutamente nada. — prometeu.

Absolutamente nada é o caralho! Vai acontecer tudo, isso sim! Meu ombro protestou ao ser puxado com força para trás. Que porra, eu tinha que reagir! Isabella deu um passo à frente.

-Não Bella, não vá! — recebi um tapa na cabeça.

-Venha... — o imprestável a incentivou. — Não tenha medo.

-Não. — negou parando e voltou a ficar contra a parede. — Eu não vou! — o homem reprimiu um rosnado. Sorri.

-Seu pai esta conosco, Isabella. — seu interlocutor falou friamente. E foi bem na ferida! Bella alargou os olhos. — E eu vou machucá-lo se não vim comigo!

Era mentira! Eu estava vendo que era mentira! Mas justo o pai? Ele devia saber tudo sobre Bella e uma das informações era que ela só tinha o pai e os irmãos de criação, mais a madrasta. Mas o que tinha mais valor era o pai! Bella deu um passo à frente e em seguida outro, e mais outro, mais outro... Ate chegar à porta.

-Não Bella! — falei outra vez. Ela me olhou com ternura e veio em minha direção. Encostou a boca em meu ouvido.

-Confie em mim. – sussurou e se afastou de novo.

-Não Bella! – repeti angustiado. Poderiam fazer tantas coisas com ela... Desta vez, ela não me olhou.


-É meu pai, Edward. — e saiu junto com o filho da puta do mentiroso. A porta foi fechada. Um dos homens que estavam servindo de segurança para mim estalou os dedos e sorriu ao fechar a mão em punho. Fechei a expressão e preparei-me. Nada doía mais que o primeiro soco! Eu tinha que agüentar o primeiro sem falar nada e então, os outros seriam fáceis. Só o primeiro...

Seu punho desceu na direção do meu rosto e primeiramente eu ouvi o som seco. Carne com carne. E logo apos veio a sensação! A dor abaixo do olho e acima da bochecha. Prendi a respiração e mal tive tempo de me recuperar. Vieram outros... Uma seqüência grande!

Personagens:

Jacob Black

Heidi Romanov

Notas finais
E... E agora!?
Bella foi com um desconhecido e Edward esta apanhando...
Teorias?

Bom... vou responder as perguntinhas!
"Como voce se imagina daqui a 40 anos?"
Eu me imagino mais ou menos como minha minhae mae: pintando os cabelos a cada 15 dias para enconder os brancos! Acho que eu vou ter voltado a escrever... Talvez, dessa vez, escrevendo algo sobre mim mesma... Eu, provavelmente, já terei sido avó, afinal, meu casal de gemeos terao quase 30! Eu terei 57 e meio... Quase 58! KKKKKKKKKKK

"Voce mandaria o Edward (assassino,gente) pra casa de alguem?"
Eu mandaria... (depois de usufruir muito! rs) para a casa da pessoa que estragou minha vida para sempre! Eu mandaria o Edward para a casa do menino que fez bullying comigo ha alguns anos atras... Sim, eu sofri dessa maldição! E tenho consequencias ate hoje! Mas sao consequencias internas, nao foi nada de agressao... Mas sofro! D:

"Tem alguma lugar que voce sonha conhecer?" (pergunta de uma leitora)
Olha... hahahaha Eu sonho conhecer varios lugares! Mas nada se compara a Vegas e Paris! HAHAHAHAHAHA O que!? Um é a cidade do pecado e a outra é a cidade mais romantica... Claro que eu sonho! HAHAHAHAHAHA

E voces!? "Tem algum lugar que voces sonham em conhecer?"

Ate a proxima sexta meninas
Bj =*